Imprensa Portuguesa continua a ter orgasmos múltiplos com um ranking da treta

O semanário Expresso achou ontem importante parabenizar (tanto no primeiro caderno como no caderno de economia) as escolas de gestão Portuguesas, que aparecem no ranking do Financial Times. Está obviamente no seu direito, de assim promover um ranking da treta, da mesma maneira que também eu estou no meu direito de relembrar que várias universidades já foram apanhadas a falsificar os dados que submeteram para esse ranking, ou sobre o supremo absurdo que é admitir que há escolas de negócios Portuguesas bem classificadas no tal ranking do Financial Times, mas que ao mesmo tempo não são sequer capazes de aparecer num ranking altamente credível, que avalia a qualidade da produção científica dessas escolas, vide post anterior de título “O que é mais importante, um ranking elaborado pelo Financial Times ou um ranking que a Comissão Europeia associa à excelência científica ?”

Sabendo-se porém, que foram as escolas de negócios que formaram os responsáveis pela grave crise económica mundial de 2008, iniciada com a falência do banco Lehman Brothers (que também contribuiu para os resgates à Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre) e que foram também as escolas de negócios que formaram aqueles que em Portugal, entre 2008 e 2020 fizeram desaparecer da banca (leia-se dos bolsos dos Portugueses), mais de 20.000 milhões de euros, um montante equivalente a mais de 200 vezes o valor da famosa fraude do Alves dos Reis e que são essas escolas de negócios que continuam a formar aqueles que continuam a empobrecer os Portugueses em dezenas de milhares de milhões de euros, então é caso para perguntar, não deveria o ranking do Financial Times ser chamado de, ranking das escolas que mais contribuem para a roubalheira e para a pobreza ?

PS – E nem sequer me vou alongar sobre aquilo que escreveu um académico inglês, acerca das tais escolas de negócios, nomeadamente que são “lugares intelectualmente fraudulentos, fomentando uma cultura de curto prazo e de ganância”.

Fusão da Universidade Nova com a Universidade de Lisboa

Ainda relativamente à tal mexicanização do ensino superior, não deixa de ser profundamente irónico, que se tenha ficado a saber recentemente, que a universidade do Minho, uma das mais prejudicadas por este Governo, seja precisamente aquela que a nível nacional lidera em termos de patentes no último ano  https://public.inventa.com/Barometro_Inventa_2022_PatentesMadeinPortugal.pdf

Já a universidade Nova de Lisboa, a quem não tem faltado dinheiro público, pois possui 16 unidades de investigação, que recebem mais de 1 milhão de euros cada, enquanto que a Universidade do Minho só possui 6 unidades com esse nível de financiamento, apresenta um desempenho que é quase 300% inferior ao da Universidade do Minho. Pior do que isso, o número de pedidos de patentes da Universidade Nova é inferior ao número de pedidos da Universidade da Beira Interior e até mesmo inferior ao número de pedidos do Politécnico de Leiria, instituições que recorde-se não possuem uma única unidade de investigação a receber milhões de euros de verbas públicas. 

Assim sendo e já que não é possível fundir de forma compulsiva a universidade Nova com a universidade de Lisboa (o que faria todo o sentido para poupar milhões de euros em dinheiros públicos, do mesmo montante daqueles que se pouparam por conta da fusão entre a universidade Técnica e a Clássica de .Lisboa), pois não existe neste país nenhuma penalização associada à escassa (ou até mesmo à nula) valorização das verbas públicas, deveria o Governo premiar as Universidades do Minho, da Beira Interior (e também a Universidade de Aveiro porque tendo recebido muito menos dinheiro do que recebeu a Universidade Nova, produziu o dobro dos pedidos de patentes) e ainda o Politécnico de Leiria, pela excecional valorização que deram ao pouco dinheiro público que receberam. 

Declaração de interesses – Declaro que anteriormente já tinha manifestado a minha incompreensão pelo escasso desempenho da Universidade Nova de Lisboa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-incompreensivel-desempenho-cientifico.html

PS – Porque será que entre as muitas e graves medidas que foram tomadas pelo Governo de Passos Coelho, que incluíram o fecho de 47 tribunais e a extinção de 1168 freguesias (a troika pretendia fechar vários milhares de freguesias e mais de uma centena de câmaras municipais) não foi incluída a fusão entre a universidade Nova e a universidade de Lisboa ? Será que foi apenas porque essas universidades se localizam em Lisboa, a cidade de “insaciável gula imperial” que, de acordo com um corajoso catedrático jubilado da universidade de Coimbra,  anda há mais de 40 anos a chular o resto do país ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/catedratico-de-coimbra-enxovalha-alguns.html

Uma “impotente”, manhosa e muito arrogante raposa Francesa

A imagem colocada aqui, diz respeito a um mapa mundo, onde aparecem sombreados os países de origem dos leitores deste blogue. Em menos de um ano o mesmo foi capaz de chegar a 141 países, algo que não tinha acontecido com um outro blogue alojado na plataforma Blogger, que esteve operacional durante dois anos, tempo durante o qual teve 1 milhão de visitas, como dei conta aqui.  O post (em inglês) mais visualizado deste blogue diz respeito a um certo ódio francês, que é na verdade e tão somente uma versão moderna da conhecida fábula da raposa “impotente” e as uvas (verdes).  

Declaração de interesses – Declaro que acho insuportável a arrogância francesa, não só aquela que infelizmente ficou bem patente no dia da final do Euro 2016, ganha por Portugal, quando recusaram iluminar a torre Eiffel com as cores da bandeira Portuguesa, mas principalmente a arrogância daquele grupo francês, Vinci, que controla dois monopólios no nosso país, um dos quais só termina em 2050 (dos quais retira largas centenas de milhões de euros todos os anos) que nos tem andado a lixar (f….) a vida, ver a este respeito, no jornal Público de ontem, a parte final do importante e muito oportuno artigo do conhecido (licenciado em Engenharia e doutorado em Economia) Ricardo Cabral: “O grupo Vinci, que controla e detém 49,5% e 100% de dois monopólios estratégicos a operar em Portugal em regime de concessão, é nosso convidado. Esperamos que seja um bom cidadão. Bom cidadão não é andar a insistir pelo menos 8 anos na tecla da Portela + Montijo para depois, pressentindo a mudança de ventos, dizer que não paga

Catedrático da UMinho acusa Governo de “mexicanização do ensino superior”

Num artigo publicado ontem, no primeiro caderno do Expresso, o catedrático Aguiar-Conraria acusou o Governo de asfixiar as universidades mais dinâmicas. Algo que porém só pode surpreender aqueles Portugueses mais distraídos, pois os outros já há algum tempo que tinham constatado a referida mexicanização cujo resultado mais óbvio é que o desempenho da maioria das universidades Portuguesas, face às sua congéneres a nível internacional, venha piorando de ano para ano, e isso apesar das “fake news” da imprensa Portuguesa que tentam vender uma narrativa cor-de-rosa e que já tinha denunciado aqui. 

Tendo ainda em conta que no ensino superior existe uma competição internacional por talento, então não pode admirar que aqueles professores e investigadores Portugueses mais talentosos acabem por se fartar de uma vez por todas da tal mexicanização promovida por este Governo e rumem a outras paragens, onde valorizam o mérito, e pagam salários de valor muito superior aqueles que se pagam na Academia Portuguesa, como sem surpresa, sucedeu aliás com aqueles cientistas que aparecem no topo da lista que foi divulgada aqui. 

PS – Já aqueles que optarem por ficar por cá a suportar a supracitada e miserável mexicanização da Academia, já sabem aquilo que os espera, concursos aconchegadinhos blindados à concorrência e a cereja no topo do bolo, salários inferiores aos que um jovem licenciado, possuidor de um cartão do partido socialista, ganha  no seu primeiro emprego. 

France’s hatred of bibliometrics remains unbeatable

Still following the post of July 31 about the three (non-Portuguese) posts with the most views of this blog check below the updated Top 5 where the first place remains unbeatable:

1º – France wants the European Union to wage war against bibliometrics

2º – Top 10 countries that are helping the Orc Putin rape, torture, and kill Ukrainian civilians

3º – Elsevier – The future of research revealed

4º – The real (evil) genius behind the curtain

5º – A boycott that will help free Humanity from the cult of ignorance

The top five countries (of the 140 who have ever visited this blog) that contributed the most to the result above are the US, the UK, the Netherlands, Finland, and Australia. But after correcting for the influence of the size of these countries, Finland comes first.

PS – The recent scientists’ ranking in which France appears far below countries such as Switzerland, Denmark, and the USA may help explain France’s hatred of bibliometrics.

Quando a dignidade é uma questão de sorte

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/primeiro-curso-para-morrer-melhor.html

Ainda na sequência do post acessível no link acima, é extremamente pertinente o conteúdo do artigo que hoje faz parte do jornal Público e cujo título “roubei” para título deste post https://www.publico.pt/2022/11/27/impar/cronica/dignidade-questao-sorte-2028911

Declaração de interesses – A autora do artigo supra já foi por mim mencionada anteriormente, mas a propósito de uma questão completamente diferente, por causa de uma polémica envolvendo uma não menos polémica professora universitária.  

Miguel Esteves Cardoso quer levar à falência os restaurantes de leitões

https://www.publico.pt/2022/11/24/opiniao/cronica/vivam-carnes-velhas-2028888

A sugestão do doutorado Miguel Esteves Cardoso (conhecido ex-director do tal semanário que nasceu para acabar com o Cavaquismo e que apesar de já ter abandonado a academia há mais de 30 anos ainda é objecto de atenção na mesma), no recente artigo acessível no link acima, é muito mais radical do que aquela que eu fiz, sobre a mesma questão, há 5 anos atrás, numa troca de correspondência com a então Assessora Parlamentar do PAN. 

Sobre este assunto é também importante recordar a afirmação abaixo, que faz prova da hipocrisia de todos aqueles, que adquirem carros elétricos, alegadamente por estarem muito preocupados com o ambiente, mas que depois são maníacos comedores de leitões e de outras carnes vermelhas. Com a agravante de haver relatórios internacionais onde se pode ler que a criação de gado em  Portugal utiliza mais antibióticos do que nos EUA. 

“switching to a plant-based diet does more to curb global warming than switching from an SUV to a Camry” 

Os jovens “revolucionários” climáticos Lisboetas andam com a bússola avariada

Não se percebe porque é que os tais “jovens” revolucionários climáticos Lisboetas andam a perseguir o pobre desgraçado Ministro da Economia, o que prova que eles andam muito confusos, pois era na Quinta da Marinha e na Quinta Patino que eles deviam ir fazer barulho, já que como se confirma num recente estudo efectuado por uma equipa de mais de duas dezenas de investigadores de vários países, são os super-ricos que andam efetivamente a lixar este Planeta e não o facto de alguém conduzir um veículo que consome combustíveis fósseis.

Em boa verdade alguém deveria explicar a esses jovens  (já que os seus professores e os seus paizinhos não o fizeram, talvez porque também não o saibam) que os edifícios são na verdade responsáveis por uma quantidade de emissões de carbono superiores às geradas pelo sector rodoviário, e é por essa razão, e por mais paradoxal que possa parecer, que é economicamente muito mais eficiente, investir na melhoria do desempenho energético do sector habitacional do que trocar viaturas que consomem combustíveis fósseis por viaturas elétricas. O que significa que antes de se aventurarem em revoluções sustentadas pela ignorância deveriam primeiro questionar os seus paizinhos, quanto ao desempenho energético da habitação onde vivem. 

Declaração de interesses – Declaro que anteriormente, no passado mês de Agosto, já tinha criticado jovens revolucionários climáticos de outros países. 

Declaro também que anteriormente já tinha escrito sobre a Quinta Patino, em 17 de Agosto de 2019, vide extracto abaixo que novamente reproduzo:

“Interessante facto no interessante artigo da revista Sábado que esta semana se dedica à famosa Quinta Patino (a tal urbanização que tem uma entrada própria para os empregados) é constatar que entre os proprietários das moradias de muitos milhões de euros lá localizadas se contam alguns conhecidos parasitas Portugueses que nada surpreendentemente ficaram a dever centenas de milhões de euros à banca e confiam agora que Portugueses…lhes sustentem por via dos seus impostos a evidente e genética parasitose. Pormenor indescritível é quando o artigo da revista Sábado diz que na Quinta Patino vivem 150 famílias de elite. Antigamente a palavra elite servia para descrever o que há de melhor e se valoriza numa sociedade, quem diria por isso que a língua Portuguesa iria evoluir tanto até ao ponto de passar a incluir a palavra elite como sinónimo de parasitagem !

Unethical authorship or genius-like capabilities due to eugenic selection?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/how-many-papers-can-superscientist.html

For too long as academia and publishers have been silent about those who seem to have super-publication powers that i mentioned in the post above. Fortunately, just a few days ago a Clarivate Analytics Director, Gali Halevi stated that:

“Any author publishing two or three papers per week strains our understanding of the normative standards of authorship and credit”

And if that is so then the Danish Full Professor, who in 2020 authored an average of 6 (six) Scopus-indexed papers per week (in other years he authored 5 papers per week) is now in a very bad situation. Assuming, of course, that Danish academia (Aalborg University) does not have ethical standards below those of Clarivate Analytics.

PS – However, a different hypothesis could explain the super-publication powers of the aforementioned Danish Professor. Let´s not forget that Denmark was the first European country to sterilize thousands of mentally handicapped persons. So is it possible that Denmark was able to forge a purer race with genius-like capabilities?

O cínico marido da catedrática ataca novamente

Sobre a próxima e altamente necessária revisão da Constituição da República Portuguesa, de que agora tanto se fala, aquele patético senhor de apelido Pereira, marido de uma catedrática de Direito da Universidade de Lisboa (a mesmíssima que em 2015 ficou muito chocada com a prisão de José Sócrates), e o qual já foi diversas criticado neste blogue, como por exemplo num post a propósito da pena de morte, veio ontem avisar através de um artigo na imprensa (no que soa a uma tentativa espúria de condicionamento), que a Constituição da República actualmente em vigor foi em 1975, “sufragada por mais de 90% dos deputados“.

Só se esqueceu de dizer que os tais deputados que aprovaram essa Constituição foram também os mesmos que na altura aprovaram um sistema eleitoral viciado, que dita que os votos no PS valem muito mais do que os votos noutros partidos. E foi por isso que nas últimas eleições legislativas, as tais que deram a actual maioria ao partido socialista, mais de meio milhão de votos foi para o lixo, o que significa que a actual Constituição, considera que os Portugueses a quem pertencem esses votos são cidadãos de segunda classe.

Não tenho grandes ilusões sobre o que será a actual revisão da Constituição, que está fortemente condicionada por uma maioria de deputados do partido socialista, mas espero que no futuro, num parlamento com uma composição bem diferente da actual, seja possível rever a Constituição para garantir que os Portugueses não continuem a ser empobrecidos por um poder politico rapace e infame, inscrevendo na mesma que:

  • São inconstitucionais as leis que criam eleitores de primeira classe e eleitores de segunda classe.
  • São inconstitucionais as leis que criam subvenções vitalícias para titulares de cargos politico e bem assim também as leis que criam regimes de aposentação especiais para titulares de entidades públicas com apenas 10 anos de descontos.

PS – É bom relembrar, aos esquecidos, que no Parlamento de 1975, o tal que aprovou a actual Constituição da República Portuguesa (que não tem conseguido impedir a falência recorrente (1977, 1983 e 2011) deste país mas que curiosamente impede de forma férrea a criminalização do enriquecimento ilícito), o partido socialista e o partido comunista tinham em conjunto 146 deputados, quase 60% do total de 250 deputados.