A arte de contar meias verdades

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/03/uma-professora-feroz-catedraticos.html

Quando no passado dia 14 de Março critiquei o jornal Público no post de título “Uma professora feroz, catedráticos inférteis e catedráticos da tipologia Cheats (vigaristas, charlatães e trapaceiros)”, acessível no link supra, estava longe de saber, porque na altura não tive acesso ao Acórdão do tribunal, que na sua notícia o jornal Público insinuou duas falsidades e ainda que:  “título e notícia consubstanciam reincidência numa postura difamatória…..,omitindo factos dados como provados no Acórdão da Relação”, vide esclarecimento infra hoje publicado no mesmo jornal.

https://www.publico.pt/2026/03/23/sociedade/noticia/direito-resposta-raquel-varela-volta-perder-accao-publico-erros-curriculo-academico-publicado-dia-13-marco-2026-2168845

A perigosa ingenuidade das boas intenções intelectuais dos conhecidos catedráticos Luís Cabral e Ricardo Reis

Na sequência de vários post anteriores contra o IRS, como por exemplo aquele longínquo sobre o facto das miseráveis famílias super-ricas deste país pagarem menos IRS do que professores e investigadores ou aquele outro bastante mais recente com o esclarecedor título “Os engenheiros inúteis e o catedrático que insiste na eliminação do IRS e do IRC”, é gratificante ver que o último artigo do conhecido catedrático Luís Cabral, na secção de economia do último número do semanário Expresso é novamente dedicado a esse magno tema.  

Os problemas, se é que lhe podemos chamar assim, é que a sua proposta não é isenta de riscos, nem ser verosímil a sua concretização no curto prazo. Mas a verdadeira falha da mesma é outra bem mais grave: não consegue resolver uma bomba relógio que é o privilégio infame das grandes fortunas que escapam ao pagamento de impostos, alimentando uma sensação generalizada de injustiça que empurra centenas de milhares de cidadãos fartos dessa impunidade para os braços de partidos extremistas como o Chega.

Mais eficaz será por isso adotar rapidamente práticas que vários países já utilizam para perseguir os grandes evasores fiscais (a expressão mais adequada talvez seja a de erradicar a persistente praga da parasitose). Como fez a Espanha com o Sr. Ronaldo, que não teve outro remédio senão pagar 19 milhões de euros para evitar a cadeia, como faz a Alemanha, o país onde se aplica uma pena de prisão efetiva sempre que a fuga fiscal ultrapassa um milhão de euros. Ou como faz a Suécia que em apenas cinco anos, condenou mais de mil pessoas a penas de prisão efectiva por elevada evasão fiscal, enquanto a justiça portuguesa no mesmo período condenou apenas 83 pessoas, uma percentagem 1200% inferior. 

Aliás sobre a autêntica desgraça que é Portugal nessa área particular basta atentar no caso do famoso Manuel Serrão que deixou o Estado Português a arder em 44 milhões de euros e que recentemente foi declarado insolvente, muito embora receba uma pensão superior a 3000 euros ou ainda no caso do tal empresário que conseguiu lesar o fisco em 60 milhões de euros, mas que depois não teve de devolver um único cêntimo, os quais expõem de forma dramática a impunidade endêmica do sistema fiscal português e bem assim a total incapacidade da justiça Portuguesa em conseguir condenar como realmente merecem os grandes evasores fiscais. https://eco.sapo.pt/2019/12/09/empresario-lesou-fisco-em-60-milhoes-mas-nao-tem-de-devolver-um-centimo/

PS – No presente contexto é pertinente recordar que as famílias super-ricas deste país gostam tanto mas tanto de enviar o seu dinheiro em off-shores que por conta desse fenómeno o nosso país até consegue o espantoso milagre de aparecer à frente da Rússia https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/pilhagem-evasao-fiscal-bombas-bosta-e.html

Insights from 132 Startups on the Real Driver of Success and Lower Failure Rates

Building on the previous post titled “Evidence from over 700 European startups demonstrates how science can boost startup revenue,” it is worth highlighting a new insight from recent research. A paper just published in the journal Research Policy shows that entrepreneurs who adopt a scientific mindset build their startup teams differently. Based on a randomized controlled trial involving 132 early-stage startups, researchers found that founders trained in the Entrepreneurs-as-Scientists framework rethink who belongs on their teams.

Instead of relying mainly on technical co-founders or personal connections, these entrepreneurs increasingly recruit individuals with managerial and industry experience to fill critical capability gaps. Over a 64-week period, teams exposed to the framework became more strategically balanced. The implications are clear: accelerators, investors, and founders may benefit from treating entrepreneurship more like an experiment—where team composition evolves to match the resources a startup truly needs. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048733326000521

The two studies complement each other: the analysis of 700 startups shows that scientific thinking boosts revenue, while the experiment with 132 ventures reveals the mechanism—founders rethink team composition to better support experimentation and learning.

PS – Startup success also depends on people “shaped by risk and sharpened by adversity, and thus capable of turning uncertainty into possibilities” like those highlighted here https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/02/nuno-loureiro-in-praise-of-failure.html

Vagas com salários altamente competitivos para jovens doutorados Outstanding, ou a terminar o doutoramento na área da ciência e engenharia da energia

Reproduzo abaixo um email que recebi de um professor de uma universidade daquele país que ultimamente tem contratado muitos cientistas de topo na Europa e nos EUA e também a resposta que lhe enviei. Relativamente à qualificação de nível Outstanding, é muito provável que a mesma corresponda aquela existente em universidades de topo dos EUA e da Europa, e que eu divulguei aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/01/estudo-internacional-revela-receita.html


De: F. Pacheco Torgal 
Enviado: 7 de março de 2026 15:52
Para:w.han@yangtzeu.edu.cn <w.han@yangtzeu.edu.cn>
Assunto: RE: Yangtze University New Energy Science and Engineering Faculty Recruitment/长江大学新能源科学与工程专业人才招聘-2026

Dear Professor Weiwei Han,

Thank you for your email. I also take this opportunity to share a broader reflection. It is somewhat regrettable that my country—and Europe more generally—does not seem to pursue a strategy comparable to China’s when it comes to valuing, attracting, and supporting top scientists. In recent years I have been increasingly impressed by the long-term vision China appears to be implementing in science and technology, particularly its determination to position itself among the world’s leading scientific powers. This is a topic I have reflected on several times on my blog. For instance, I wrote about China’s strategic mobilization of science in contrast with Europe’s current priorities in:

2023 – “China is mobilizing science while Europe prefers to fund criminals instead

2025 – “Science – The Persistent Disruption Metric, Nobel Minds and China’s Long Game

More broadly, I have long advocated the idea of a scientific society and in some ways, the trajectory China is following seems to be contributing to making parts of that vision closer to reality. Check my recent post “Harvard Is Wrong: Underpaying Talent Hurts Science Far More Than High Salaries

Best regards

Pacheco Torgal


De:w.han@yangtzeu.edu.cn <w.han@yangtzeu.edu.cn>
Enviado: 7 de março de 2026 15:18
Para: F. Pacheco Torgal <torgal@civil.uminho.pt>
Assunto: Yangtze University New Energy Science and Engineering Faculty Recruitment/长江大学新能源科学与工程专业人才招聘-2026

Dear Professor F. Pacheco-Torgal,

Greetings!

Yangtze University, a key university in Hubei Province, China, is sincerely recruiting full-time faculty in the field of New Energy Science and Engineering, based in Wuhan. The university offers highly competitive salaries and benefits, and outstanding candidates may have spouse job placement opportunities. We sincerely invite you to recommend graduated or soon-to-graduate outstanding Ph.D. students from your team to join Yangtze University for teaching and research, and greatly appreciate your assistance in forwarding and promoting this recruitment notice.

For more details, please visit the Faculty Recruitment Announcement of the School of Petroleum Engineering, Yangtze University (2026): https://pec.yangtzeu.edu.cn/zpqs.htm

Many thanks for your support and recommendations.

Weiwei Han
Department of New Energy Science and Engineering, Yangtze University
Tel: 17353765821 (WeChat)

Governo de Montenegro empenha-se em garantir que a ciência Portuguesa permaneça mais 76 anos sem ganhar um prémio Nobel

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/02/mais-uma-prova-do-evidente-desprezo-do.html

Tendo em conta as críticas vertidas num post anterior, acessível no link supra, sobre a péssima decisão do Governo português de reduzir a duração dos contratos de investigadores CEEC, decisão que vai em sentido radicalmente oposto ao que tem sido recomendado por diversas análises internacionais, segundo as quais a forma mais eficaz de financiar a ciência, com vista à maximização do seu impacto, consiste muito menos no financiamento fragmentado de projetos e muito mais na atribuição de contratos de longa duração aos investigadores, idealmente com uma duração mínima de sete anos.

Aproveito assim, por isso, para divulgar uma carta que enviei ao Editor-Chefe de uma conhecida revista científica, sobre a importância da serendipidade na ciência. As evidências mostram que muitos dos avanços científicos mais importantes não resultam de planos rígidos ou de objetivos previamente definidos, mas de descobertas inesperadas que emergem de investigação exploratória conduzida por investigadores que dispõem de tempo, autonomia intelectual e estabilidade institucional. Quando os sistemas científicos impõem horizontes temporais curtos e promovem a precariedade estrutural, acabam precisamente por reduzir as condições que tornam possível a ocorrência de descobertas disruptivas. As consequências essas ultrapassam o domínio da ciência: não é apenas a produção de conhecimento que sai fragilizada, mas também a capacidade do nosso país construir o seu futuro. É, em última análise, uma receita segura para estrangular a criação de riqueza e para agravar de forma dramática a perda de talento que, todos os dias, continua a abandonar Portugal. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/02/universidades-portuguesas-um-modelo-que.html

Assim, ao reduzir a duração dos contratos dos investigadores, precisamente no único concurso verdadeiramente competitivo do sistema científico nacional, onde os investigadores Portugueses concorrem de igual para igual contra investigadores estrangeiros, que na última edição ganharam 30% dos contratos, este pouco iluminado Governo não está apenas a agravar a precariedade da carreira científica, está também a enfraquecer as condições estruturais que permitem a emergência de descobertas inesperadas e potencialmente transformadoras. Em vez de criar um ambiente propício à criatividade científica e ao progresso do conhecimento, essa decisão empurra o sistema para uma lógica perversa de curto prazo, burocrática e avessa ao risco, que a própria literatura internacional identifica como altamente prejudicial à inovação científica. É assim garantido que desta forma a ciência Portuguesa irá passar mais 76 anos sem conseguir ganhar um prémio Nobel. 

Two Letters and a Critique on a Recent Nature Article by Harvard-Affiliated Scientists

Letter to the Editor-in-Chief of the journal Research Policy: “Productivity Without Merit: The Hidden Costs of Academic Inbreeding”

Letter to the Editor-in-Chief of the Journal of Informetrics: “Toward a Principled Retraction System: Protecting Careers While Preserving Scientific Integrity”

A critique about a recent Nature article: “Are Superstar Salaries a Threat to Science, or Revealing Its New Economics?”

Quais são as responsabilidades da Academia no contexto de um provável e permanente futuro cenário de catástrofe ?

Tendo em conta que o investigador Alemão Ottmar Edenhofer, catedrático na universidade técnica de Berlin e presidente do conselho científico consultivo europeu sobre alterações climáticas, acaba de afirmar que a Europa tem de começar a preparar-se para um cenário de catástrofe (permanente) associado a um aquecimento de 4º C, acima dos níveis pré-industriais, sublinhando que o “princípio da precaução” exige que a UE se prepare para esse cenário e também que submeta os seus planos a testes de stress face a cenários ainda mais gravosos, que responsabilidades inadiáveis recaem sobre as universidades europeias e em particular sobre as universidades do nosso país, que acabou de sofrer, de forma particularmente trágica, os efeitos de fenómenos climáticos extremos, associados a um aquecimento global que ainda só ronda os 1.5º C?

Como é que é possível que a Academia esteja em alvoroço total com a inteligência artificial, mas permaneça totalmente indiferente à catástrofe climática anunciada há vários anos?

E será que a universidade do Porto não deveria pedir desculpas públicas aos Portugueses pelo facto de vários dos seus professores catedráticos, terem andado a difundir ideias negacionistas, que desinformam a sociedade e prejudicam o superior interesse público?

Há dezanove (19) anos atrás, o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) estabelecia, no n.º 1 do artigo 2.º, que a missão do ensino superior consistia na “qualificação de alto nível dos portugueses, na produção e difusão do conhecimento, bem como na formação cultural, artística, tecnológica e científica dos seus estudantes, num quadro de referência internacional”. Contudo, perante a necessidade de acautelar prováveis cenários de catastrofe climática, torna-se não apenas pertinente, mas urgente e inadiável, que a revisão do RJIES actualmente em curso, inequívoca e explicitamente reconheça essa nova condição civilizacional, permitindo que a sua redação possa evoluir para: “O ensino superior tem como objetivo a qualificação de alto nível dos portugueses, a produção e difusão do conhecimento e a formação cultural, artística, tecnológica e científica dos seus estudantes, num quadro de referência internacional, assumindo igualmente a missão estratégica de preparar indivíduos intelectual e eticamente capacitados para compreender, prevenir e gerir crises globais, incluindo emergências climáticas — e promover a resiliência da sociedade e a sustentabilidade civilizacional.”

PS – É impressionante que tenham sido necessários 7 anos, desde que um investigador diplomado por Harvard, doutorado pelo MIT e actualmente catedrático na universidade de Oxford, advertiu que no respeitante às alterações climáticas, tinha chegado a hora de entrar em pânico, para que essa urgência comece finalmente a ser interiorizada de forma institucional. Isto já para não falar, que também passaram 7 anos desde que o tal professor “apocalíptico”, esteve a fazer uma apresentaçáo num evento promovido na Comissão Europeia e que eu mencionei naquele que foi o primeiro post do meu primeiro blogue. E passaram 5 anos desde que a prestigiada e bastante conservadora revista The Economist tentou explicar aos seus leitores de que tipo de catástrofes estamos a falar quando falamos de um aquecimento global de 3º C, artigo esse que eu na altura divulguei aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html

As culpas da imprensa no desprezo da ciência e da engenharia, que agravou as consequências da tragédia que se abateu sobre Portugal

É curioso, embora nada surpreendente, ler na imprensa internacional, como aqui ou aqui, que Portugal precisa de se adaptar à emergência climática, quase como se fossemos um país de indigentes. Não por acaso, há poucos anos editei, em conjunto com um idoso catedrático de uma reputada universidade da Suécia, um livro dedicado precisamente a esse tema, que, também sem qualquer surpresa passou despercebido no espaço mediático. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/o-contributo-da-investigacao-na-area-da.html 

Tal invisibilidade não resultou certamente de falta de relevância científica ou social do tema, como agora desgraçadamente se percebe, mas antes de prioridades editoriais que continuam a privilegiar irrelevâncias. Afinal, é muito mais mediático saber qual foi o mais recente automóvel adquirido pelo Ronaldo (o tal que Montenegro em má hora disse que os Portugueses deviam copiar) ou qual a nova joia ostentada pela sua companheira Georgina, do que noticiar livros sobre estratégias de adaptação climática. A espuma mediática vende, o conhecimento exige atenção, e atenção é um recurso escasso quando a superficialidade domina a agenda. Porém aqueles que andaram a vender as tais banalidades deveriam agora ir perguntar ao Ronaldo, o que se lhe oferece dizer sobre a tragédia associada ás tempestades sucessivas que desgraçaram a vida a muitos milhares dos seus compatriotas. 

Recordo que em 2019 critiquei uma lista infame na revista Visão sobre 29 ilustres Portugueses, onde abundavam vários nomes ligados ao pedestre e rasteiro mundo futebolístico, mas apenas um único cientista e absolutamente ninguém da área da engenharia. E em 2023 critiquei também uma lista não menos infame do Expresso, sobre 100 Portugueses extraordinários, onde, uma vez mais, a presença de nomes da ciência e da engenharia era meramente simbólica, um sinal claro do desdém persistente da imprensa do nosso desgraçado país por profissionais que são, de facto, pilares essenciais da prosperidade e da segurança nacional, especialmente no contexto da tragédia climática que nas últimas semanas se abateu sobre o nosso país e que a ciência já mostrou se irá agravar nas próximas décadas, como aliás facilmente se percebe pelas palavras cristalinas de um reputado cientista, diplomado por Harvard e doutorado pelo MIT, que agora trabalha na universidade Oxford, que afirmou de forma nada ambígua que “no que diz respeito à crise climática, sim, é tempo de entrar em pânicoPierrehumbert,R. (2019) There is no Plan B for dealing with the climate crisis, Bulletin of the Atomic Scientists, 75:5, 215-221. 

Declaração de interesses – Declaro que tenho pouca consideração pelos profissionais do pontapé e da cabeçada, sobre os quais já escrevi, que acredito num futuro não muito distante, irão passar a ser pagos, pelo que realmente valem, em amendoins https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/07/o-futuro-chegou-mais-cedo-do-que-eu.html

PS – Há alguns dias atrás, mencionei o referido catedrático Sueco, Claes-Goran Granqvist, num post pouco suave, de titulo “Universidades Portuguesas: Premiar a inércia e a estagnação, castigar o mérito e condenar o país ao empobrecimento https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/02/universidades-portuguesas-um-modelo-que.html

The Paradox of Progress: Science Advances by Failure but Rewards Only Certainty

“if you´re not failing all the time, you´re aiming too low”

These words come from an exceptionally concise, just 9:35 minutesyet stirring lecture titled On Failure, by Portuguese-born MIT professor Nuno Loureiro, who was assassinated in December 2025 by another Portuguese scientist. Loureiro himself suggested a better title might have been In Praise of Failure, because at its core was a daring proposition: failure is not a mark of shame, but the very engine of creation.

Yet if failure truly is the lifeblood of discovery, why does the scientific establishment still punish it like a crime, rewarding caution, conformity, and incrementalism while quietly suffocating intellectual risk-taking? And how many transformative breakthroughs might have been delayed, subtly distorted, or effectively buried altogether because scientists, fearing ridicule, professional rejection, or even intellectual exile, deliberately chose safe and defensible hypotheses over high-stakes explanatory possibilities?

These thoughts echo reflections I shared two years ago in a post titled “The Recipe of a Capitalist (Revered by Russian Academics) and the Lack of Courses on the Skill of Overcoming Failure, where I highlighted a remarkable German book that dares to honor stories of failure as much as, if not more than, stories of triumph: Gegen die Diktatur der Gewinner (Against the Dictatorship of the Winners).

PS – Against this backdrop of reflection on failure and intellectual risk-taking, the empirical record speaks with unusual clarity. Back in 2020 I commented on an article in The Economist reporting that migrants in Germany were more likely than native Germans to start businesses. Two years later, an MIT-led study found that immigrants in the United States are about 80% more likely to found firms than native-born citizens. The latest edition of The Economist demonstrates that the current surge in U.S. startup creation is being driven disproportionately by ethnic minorities and immigrant entrepreneurs. Seen through this lens, the societies that flourish most fully are those courageous enough to embrace people shaped by risk and sharpened by adversity, and thus capable of turning uncertainty into possibilities.

Serendipity Revisited: What 533 Nobel Prizes Reveal About Breakthrough Science

A recent paper published in Scientometrics explores whether scientific breakthroughs—including those often labeled as “serendipitous”—can be explained in causal and statistical terms. The study tests a fundamental hypothesis: whether there is an underlying logical structure to how discoveries emerge, rather than breakthroughs arising purely by chance.

The analysis covers science’s most influential and canonized discoveries, encompassing all 533 Nobel Prize–winning discoveries from the prize’s inception in 1901 through 2022. Given that not all major discoveries receive a Nobel Prize, the study also examines landmark discoveries documented in leading science textbooks, including “top 100” lists of the greatest scientists and their contributions across disciplines and historical periods. The central conclusion is that scientific discovery is far less random than commonly assumed. What are often described as “serendipitous” breakthroughs are, in most cases, enabled by the development and application of new tools and methods, rather than by chance alone. These tools create the conditions in which unexpected findings become possible, repeatable, and increasingly likely.  https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-025-05503-y

But if future breakthroughs depend more on tools than on luck, does that mean the future of science is being shaped less by curiosity and more by whoever controls the money, the machines, and the infrastructure, often quietly and without public accountability, deciding what we get to discover and what stays out of sight? And as new tools set the limits of what can be known, will the things we never discover be written off as bad luck or seen for what they are, the result of choices about what gets built, shared, or kept out of reach, with lasting uneven consequences, for who wins, who loses, and whose realities never get noticed?

PS – I find it unfortunate that A. Krauss, the author of the aforementioned study did not cite a closely related study published in Nature Communications, discussed in my previous post, “The Hidden Equations Behind Scientific Progress: The Art of Engineering Serendipity.” That work reinforces the central message that even the most surprising scientific breakthroughs are not acts of pure chance, but emerge from deeper regularities that can be understood, anticipated, and shaped through causal and statistical insight. https://pachecotorgal.com/2025/02/01/the-hidden-equations-behind-scientific-progress-the-art-of-engineering-serendipity/