Uma “impotente”, manhosa e muito arrogante raposa Francesa

A imagem colocada aqui, diz respeito a um mapa mundo, onde aparecem sombreados os países de origem dos leitores deste blogue. Em menos de um ano o mesmo foi capaz de chegar a 141 países, algo que não tinha acontecido com um outro blogue alojado na plataforma Blogger, que esteve operacional durante dois anos, tempo durante o qual teve 1 milhão de visitas, como dei conta aqui.  O post (em inglês) mais visualizado deste blogue diz respeito a um certo ódio francês, que é na verdade e tão somente uma versão moderna da conhecida fábula da raposa “impotente” e as uvas (verdes).  

Declaração de interesses – Declaro que acho insuportável a arrogância francesa, não só aquela que infelizmente ficou bem patente no dia da final do Euro 2016, ganha por Portugal, quando recusaram iluminar a torre Eiffel com as cores da bandeira Portuguesa, mas principalmente a arrogância daquele grupo francês, Vinci, que controla dois monopólios no nosso país, um dos quais só termina em 2050 (dos quais retira largas centenas de milhões de euros todos os anos) que nos tem andado a lixar (f….) a vida, ver a este respeito, no jornal Público de ontem, a parte final do importante e muito oportuno artigo do conhecido (licenciado em Engenharia e doutorado em Economia) Ricardo Cabral: “O grupo Vinci, que controla e detém 49,5% e 100% de dois monopólios estratégicos a operar em Portugal em regime de concessão, é nosso convidado. Esperamos que seja um bom cidadão. Bom cidadão não é andar a insistir pelo menos 8 anos na tecla da Portela + Montijo para depois, pressentindo a mudança de ventos, dizer que não paga

Catedrático da UMinho acusa Governo de “mexicanização do ensino superior”

Num artigo publicado ontem, no primeiro caderno do Expresso, o catedrático Aguiar-Conraria acusou o Governo de asfixiar as universidades mais dinâmicas. Algo que porém só pode surpreender aqueles Portugueses mais distraídos, pois os outros já há algum tempo que tinham constatado a referida mexicanização cujo resultado mais óbvio é que o desempenho da maioria das universidades Portuguesas, face às sua congéneres a nível internacional, venha piorando de ano para ano, e isso apesar das “fake news” da imprensa Portuguesa que tentam vender uma narrativa cor-de-rosa e que já tinha denunciado aqui. 

Tendo ainda em conta que no ensino superior existe uma competição internacional por talento, então não pode admirar que aqueles professores e investigadores Portugueses mais talentosos acabem por se fartar de uma vez por todas da tal mexicanização promovida por este Governo e rumem a outras paragens, onde valorizam o mérito, e pagam salários de valor muito superior aqueles que se pagam na Academia Portuguesa, como sem surpresa, sucedeu aliás com aqueles cientistas que aparecem no topo da lista que foi divulgada aqui. 

PS – Já aqueles que optarem por ficar por cá a suportar a supracitada e miserável mexicanização da Academia, já sabem aquilo que os espera, concursos aconchegadinhos blindados à concorrência e a cereja no topo do bolo, salários inferiores aos que um jovem licenciado, possuidor de um cartão do partido socialista, ganha  no seu primeiro emprego. 

France’s hatred of bibliometrics remains unbeatable

Still following the post of July 31 about the three (non-Portuguese) posts with the most views of this blog check below the updated Top 5 where the first place remains unbeatable:

1º – France wants the European Union to wage war against bibliometrics

2º – Top 10 countries that are helping the Orc Putin rape, torture, and kill Ukrainian civilians

3º – Elsevier – The future of research revealed

4º – The real (evil) genius behind the curtain

5º – A boycott that will help free Humanity from the cult of ignorance

The top five countries (of the 140 who have ever visited this blog) that contributed the most to the result above are the US, the UK, the Netherlands, Finland, and Australia. But after correcting for the influence of the size of these countries, Finland comes first.

PS – The recent scientists’ ranking in which France appears far below countries such as Switzerland, Denmark, and the USA may help explain France’s hatred of bibliometrics.

Quando a dignidade é uma questão de sorte

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/primeiro-curso-para-morrer-melhor.html

Ainda na sequência do post acessível no link acima, é extremamente pertinente o conteúdo do artigo que hoje faz parte do jornal Público e cujo título “roubei” para título deste post https://www.publico.pt/2022/11/27/impar/cronica/dignidade-questao-sorte-2028911

Declaração de interesses – A autora do artigo supra já foi por mim mencionada anteriormente, mas a propósito de uma questão completamente diferente, por causa de uma polémica envolvendo uma não menos polémica professora universitária.  

Miguel Esteves Cardoso quer levar à falência os restaurantes de leitões

https://www.publico.pt/2022/11/24/opiniao/cronica/vivam-carnes-velhas-2028888

A sugestão do doutorado Miguel Esteves Cardoso (conhecido ex-director do tal semanário que nasceu para acabar com o Cavaquismo e que apesar de já ter abandonado a academia há mais de 30 anos ainda é objecto de atenção na mesma), no recente artigo acessível no link acima, é muito mais radical do que aquela que eu fiz, sobre a mesma questão, há 5 anos atrás, numa troca de correspondência com a então Assessora Parlamentar do PAN. 

Sobre este assunto é também importante recordar a afirmação abaixo, que faz prova da hipocrisia de todos aqueles, que adquirem carros elétricos, alegadamente por estarem muito preocupados com o ambiente, mas que depois são maníacos comedores de leitões e de outras carnes vermelhas. Com a agravante de haver relatórios internacionais onde se pode ler que a criação de gado em  Portugal utiliza mais antibióticos do que nos EUA. 

“switching to a plant-based diet does more to curb global warming than switching from an SUV to a Camry” 

Os jovens “revolucionários” climáticos Lisboetas andam com a bússola avariada

Não se percebe porque é que os tais “jovens” revolucionários climáticos Lisboetas andam a perseguir o pobre desgraçado Ministro da Economia, o que prova que eles andam muito confusos, pois era na Quinta da Marinha e na Quinta Patino que eles deviam ir fazer barulho, já que como se confirma num recente estudo efectuado por uma equipa de mais de duas dezenas de investigadores de vários países, são os super-ricos que andam efetivamente a lixar este Planeta e não o facto de alguém conduzir um veículo que consome combustíveis fósseis.

Em boa verdade alguém deveria explicar a esses jovens  (já que os seus professores e os seus paizinhos não o fizeram, talvez porque também não o saibam) que os edifícios são na verdade responsáveis por uma quantidade de emissões de carbono superiores às geradas pelo sector rodoviário, e é por essa razão, e por mais paradoxal que possa parecer, que é economicamente muito mais eficiente, investir na melhoria do desempenho energético do sector habitacional do que trocar viaturas que consomem combustíveis fósseis por viaturas elétricas. O que significa que antes de se aventurarem em revoluções sustentadas pela ignorância deveriam primeiro questionar os seus paizinhos, quanto ao desempenho energético da habitação onde vivem. 

Declaração de interesses – Declaro que anteriormente, no passado mês de Agosto, já tinha criticado jovens revolucionários climáticos de outros países. 

Declaro também que anteriormente já tinha escrito sobre a Quinta Patino, em 17 de Agosto de 2019, vide extracto abaixo que novamente reproduzo:

“Interessante facto no interessante artigo da revista Sábado que esta semana se dedica à famosa Quinta Patino (a tal urbanização que tem uma entrada própria para os empregados) é constatar que entre os proprietários das moradias de muitos milhões de euros lá localizadas se contam alguns conhecidos parasitas Portugueses que nada surpreendentemente ficaram a dever centenas de milhões de euros à banca e confiam agora que Portugueses…lhes sustentem por via dos seus impostos a evidente e genética parasitose. Pormenor indescritível é quando o artigo da revista Sábado diz que na Quinta Patino vivem 150 famílias de elite. Antigamente a palavra elite servia para descrever o que há de melhor e se valoriza numa sociedade, quem diria por isso que a língua Portuguesa iria evoluir tanto até ao ponto de passar a incluir a palavra elite como sinónimo de parasitagem !

Unethical authorship or genius-like capabilities due to eugenic selection?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/how-many-papers-can-superscientist.html

For too long as academia and publishers have been silent about those who seem to have super-publication powers that i mentioned in the post above. Fortunately, just a few days ago a Clarivate Analytics Director, Gali Halevi stated that:

“Any author publishing two or three papers per week strains our understanding of the normative standards of authorship and credit”

And if that is so then the Danish Full Professor, who in 2020 authored an average of 6 (six) Scopus-indexed papers per week (in other years he authored 5 papers per week) is now in a very bad situation. Assuming, of course, that Danish academia (Aalborg University) does not have ethical standards below those of Clarivate Analytics.

PS – However, a different hypothesis could explain the super-publication powers of the aforementioned Danish Professor. Let´s not forget that Denmark was the first European country to sterilize thousands of mentally handicapped persons. So is it possible that Denmark was able to forge a purer race with genius-like capabilities?

O cínico marido da catedrática ataca novamente

Sobre a próxima e altamente necessária revisão da Constituição da República Portuguesa, de que agora tanto se fala, aquele patético senhor de apelido Pereira, marido de uma catedrática de Direito da Universidade de Lisboa (a mesmíssima que em 2015 ficou muito chocada com a prisão de José Sócrates), e o qual já foi diversas criticado neste blogue, como por exemplo num post a propósito da pena de morte, veio ontem avisar através de um artigo na imprensa (no que soa a uma tentativa espúria de condicionamento), que a Constituição da República actualmente em vigor foi em 1975, “sufragada por mais de 90% dos deputados“.

Só se esqueceu de dizer que os tais deputados que aprovaram essa Constituição foram também os mesmos que na altura aprovaram um sistema eleitoral viciado, que dita que os votos no PS valem muito mais do que os votos noutros partidos. E foi por isso que nas últimas eleições legislativas, as tais que deram a actual maioria ao partido socialista, mais de meio milhão de votos foi para o lixo, o que significa que a actual Constituição, considera que os Portugueses a quem pertencem esses votos são cidadãos de segunda classe.

Não tenho grandes ilusões sobre o que será a actual revisão da Constituição, que está fortemente condicionada por uma maioria de deputados do partido socialista, mas espero que no futuro, num parlamento com uma composição bem diferente da actual, seja possível rever a Constituição para garantir que os Portugueses não continuem a ser empobrecidos por um poder politico rapace e infame, inscrevendo na mesma que:

  • São inconstitucionais as leis que criam eleitores de primeira classe e eleitores de segunda classe.
  • São inconstitucionais as leis que criam subvenções vitalícias para titulares de cargos politico e bem assim também as leis que criam regimes de aposentação especiais para titulares de entidades públicas com apenas 10 anos de descontos.

PS – É bom relembrar, aos esquecidos, que no Parlamento de 1975, o tal que aprovou a actual Constituição da República Portuguesa (que não tem conseguido impedir a falência recorrente (1977, 1983 e 2011) deste país mas que curiosamente impede de forma férrea a criminalização do enriquecimento ilícito), o partido socialista e o partido comunista tinham em conjunto 146 deputados, quase 60% do total de 250 deputados.

Abriu a caça aos investigadores que não tem tempo para fazer sexo

O tal ranking de cientistas da Clarivate Analytics, que padece de várias “limitações” nomeadamente a muito paradoxal de não incluir largas dezenas de prémios Nobel, decidiu tentar melhorar a sua qualidade, removendo do mesmo, nada menos do que 550 cientistas, devido a artigos “despublicados” por conta de infracções éticas graves ou fraudes e também cientistas que apresentam percentagens de auto-citações consideradas absurdamente excessivas. 

Muito mais interessante ainda, no tal grupo dos 550 cientistas que foram removidos do ranking de 2022, incluem-se também cientistas, que não tem tempo para dormir, nem para fazer sexo, pois dedicam quase 24 horas por dia à nobre arte da publicação e por conta de toda essa “dedicação” conseguem a proeza de publicar vários artigos por semana, o que no entender da Clarivate, vide recente citação abaixo, é porém coisa de ética muito duvidosa:

“Any author publishing two or three papers per week strains our understanding of the normative standards of authorship and credit”

PS – Relembro que Portugal têm o dobro dos investigadores, que não têm tempo para dormir (nem muito menos para fazer sexo) do que a Finlândia, três vezes mais do que a Alemanha e cinco vezes mais do que a França https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/portugal-com-excesso-de-publicacoes.html

Os lamentáveis “esquecimentos” da Ordem dos Engenheiros e o ranking de 2ª classe

A última edição (nº 178) da revista da Ordem dos Engenheiros, (dedicada ao contributo da engenharia para o desenvolvimento regional), que foi ontem divulgada, parabenizou alguns membros daquela associação, e até mesmo alguns não membros, mas curiosa e infelizmente esqueceram-se de parabenizar um altamente meritório membro da mesma associação, pertencente ao colégio de Engenharia Mecânica e catedrático na Universidade de Aveiro, de nome João Paulo Davim, que se ficou a saber recentemente é o cientista Português (que continua a fazer o favor de trabalhar numa universidade Portuguesa, onde se paga a um catedrático pouco mais do que lá fora se paga a um aluno de doutoramento), melhor classificado no ranking da Universidade de Stanford.  

Na mesma edição da referida revista, é apresentada uma longa entrevista à investigadora e actualmente Secretária de Estado, Isabel Ferreira, que logo a abrir se apresenta como uma das investigadoras mais citadas do mundo. O problema é que ela se refere a um ranking, da Clarivate, que é cientificamente muito pouco rigoroso, pois padece do grave problema de favorecer certas áreas científicas e de prejudicar outras, como revelei aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/why-is-clarivate-analytics-favouring.html  e principalmente do facto que é bastante elucidativo, da maior parte dos prémios Nobel, nem sequer lá aparecerem, o que mostra bem o pouco que vale esse ranking. Já no supracitado ranking da universidade de Stanford (onde aparece uma centena de prémios Nobel), a referida investigadora Isabel Ferreira, aparece na posição 79 entre os investigadores Portugueses.

PS – Nada me move contra a Secretária de Estado Isabel Ferreira e a prova disso mesmo é que já depois dela ter ascendido a essa posição política, mereceu um post elogioso no meu blogue, no qual reconheci o seu empenho na importante actividade de revisão de artigos científicos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/cientistas-virgens.html