O fim de uma ingénua (hipócrita) ilusão

O último número da conhecida revista The Economist, que acaba de ser tornado público, deixa bem claro que é tempo de abandonar as ilusões acerca da meta totémica, que passava por tentar limitar o aumento da temperatura do nosso Planeta a 1.5 ºC, face à temperatura pré-industrial. Trata-se apenas e tão somente de uma fantasia irrealizável, ponto final. 

https://www.economist.com/interactive/briefing/2022/11/05/the-world-is-going-to-miss-the-totemic-1-5c-climate-target

A parte trágica é que essa admissão implicará aceitar como inevitável a morte de milhões de humanos, que ironicamente, vivem nos países que menos contribuíram para o referido aumento de temperatura. Isso é claro que não tira o sono aos habitantes dos países ricos, da mesma forma que também não o tirou, a morte dos milhões que faleceram por Covid-19 nos países pobres. Faço notar que embora o número oficial de falecimentos por Covid-19 seja de pouco mais de 5 milhões, o número real chega a quase 20 milhões. 

Felizmente (por uma questão de justiça) que também chegará a altura daqueles que provocaram esse aumento de temperatura serem também eles confrontados com as consequências dos seus actos, pois o cenário que se segue, nem sequer será o segundo menos mau, correspondente a um aumento da temperatura de 2 ºC, mas muito provavelmente a um catastrófico aumento de 3 ºC https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html

Infelizmente, a suprema ignorância da chamada “vox populi” ainda continua a acreditar (com a mesma convicção com que acha que vírus altamente mortíferos se combatem com “medicinas” alternativas e não com vacinas) que um aumento de temperatura de 1.5 ºC, 2 ºC ou até mesmo 3ºC, representam variações tão diminutas que serão facilmente suportáveis, esquecendo que os fenómenos climáticos extremos que tem vindo a ter lugar, nos últimos anos, são apenas o resultado de um aumento de apenas 1.2 ºC, o qual convém recordar, até já foi capaz de fazer subir a temperatura nos Pólos 40 ºC acima dos padrões usuais.

Optimista como sou, faço porém votos que a juventude, pelo menos aquela juventude ignorante, que acha que a solução passa por receitas simplistas como a de esvaziar os pneus de SUVs, faça a sua parte, que é no mínimo dos mínimos, a de pedir  responsabilidades aquelas celebridades (leia-se criminosos climáticos) que possuem uma pegada carbónica astronómica, ao invés de “seguirem” acéfalamente essas celebridades nas redes sociais. E se estiverem de facto realmente interessados e empenhados em contribuir para ajudar a “resolver” o problema do aumento de temperatura do Planeta, evitem ao menos diplomar-se em Direito, pois esse curso não está de certeza absoluta, entre aqueles que podem ajudar na mitigação e na adaptação às consequências do gravíssimo problema supracitado. 

PS – Espantosamente, no referido número da revista The Economist, não falta sequer um artigo (página 12) onde se fala do tal “Professor Apocalíptico” que eu próprio já mencionei inúmeras vezes https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/barbara-reis-finalmente.html

Sexo oral catedrático

Ainda na sequência do post anterior, e também da misteriosa circunstância de até hoje não ter havido em Portugal nenhum Professor catedrático condenado por assédio sexual, ao contrário do que acontece em universidades dos EUA e também por essa Europa fora, é pertinente divulgar a recente condenação a uma pena de prisão efectiva, aplicada por um tribunal da Bélgica, a um importante catedrático da conhecida universidade de Lovaina, pelo crime de violação de uma estudante, que o tinha acompanhado a uma conferência em Barcelona e a quem ele terá dito, que há vários anos que naquela universidade, as suas alunas lhe faziam sexo oral para conseguirem ter elevadas classificações.  https://pnws.be/professor-filip-dochy-is-een-manipulator-en-een-seksueel-roofdier/

PS – Acreditar que no mesmo país do escândalo sexual do “Ballet Rose” e do escândalo sexual da Casa Pia, que entre milhares de catedráticos, não houve nunca um único, que tivesse coagido alguém para obter favores, do género daqueles que foram mediatizados pela dupla Clinton-Lewinsky, não é apenas cegueira ignorante é garantidamente uma impossibilidade estatística. 

Putin will once again turn Russia into a beggar country

A few months ago on March 3, Yuval Noah Harari wrote that Russia is nothing more than “a gas station with nukes“. And in fact, a report published in July that examined the financial implications of phasing out fossil fuels in six emerging economies showed that fossil fuels represent a staggering 34% of the total Russian government revenue. But even with all those fossil fuel revenues, Russia’s GDP per capita is just 12.000 USD ! So if we already lived in a non-fossil fuel civilization (that we need to become) Russia’s GDP per capita would be slightly higher than Botswana’s but lower than Cuba’s.

The same report warns that 13 trillion USD in fossil fuel revenues will just disappear in a low-carbon world economy and advised that those six fossil fuel-dependent countries must diversify their economy in order to tackle that dramatic change. But it is not easy to see how will Russia be able to do that if it has a very serious lack of highly skilled human resources. Russia has almost the same GDP per capita as Bulgaria but has a ratio of top scientists per million of the population that is only half that of Bulgaria.

But even that much was before thousands of Russians (including highly skilled ones) fled to neighboring countries https://www.nature.com/articles/d41586-022-01622-1 not to mention the many (more than 200.000) who recently fled Russia after the military conscription began on 21 September, which further exacerbated the Russian brain drain.

Gulnaz Sharafutdinova, a Russian-born Professor at King´s College, explained that the invasion of Ukraine is due only to the fact that Putin´s popularity among the Russian people was declining, because of economic-related problems. So is not without some irony that Putin’s invasion of Ukraine has contributed to accelerating the phase-out of fossil fuels thus aggravating those economic problems.

This means that the very same (Assassin-in-Chief) Putin that has compared himself to 18th-century tsar Peter the Great will be remembered as the sole responsible for making Russia a very poor country, with teachers being paid bottles of vodka as a monthly salary once again.

A supina hipocrisia do marido da catedrática

Hoje um hipócrita ex-Ministro da Justiça do Governo de José Sócrates jura na imprensa diária, que é justa e equilibrada, a pena de 25 anos de cadeia recentemente aplicada pelo tribunal de Castelo Branco a um individuo culpado por ter ateado 16 fogos.

Mas que moral tem este senhor, que até foi responsável pela mais vergonhosa reforma penal que algum dia ocorreu em Portugal, a qual não só descriminalizou as burlas como passou também a permitir um regabofe de penas suspensas, inclusive em crimes como por exemplo, a tortura com electrochoques, o rapto com tortura ou o abuso sexual de crianças com cópula, para vir dizer que a referida pena de 25 anos é justa e equilibrada ?

Mas afinal é justa e equilibrada comparada com o quê ? Comparada com a pena de zero anos que cumprem os banqueiros Portugueses, que somente entre 2008 e 2020 conseguiram fazer desaparecer 21836 milhões de euros um valor que é equivalente a mais de 200 vezes o valor da famosa fraude do Alves dos Reis ? Ou será que é justa e equilibrada, quando se compara com a pena de zero anos, que cumpre a gatunagem (Medina Carreira dixit) que há 50 anos, rouba com total impunidade este país?  

Declaração de interesses – Declaro que em posts anteriores já critiquei o referido marido da catedrática, como por exemplo aqui

A0 e A+__As duas novas categorias de desempenho energético de edifícios e os advogados especialistas em garantir a impunidade de criminosos

É profundamente irónico, que à medida que se acentuam as exigências a que deve responder o parque edificado, não só em termos de resiliência às alterações climáticas, mas também em termos de desempenho energético, vide as novas exigências da União Europeia, divulgadas há 2 dias, onde se podem ler, por exemplo, as metas para os novos edifícios que terão de ter emissões zero a partir de 2030 (2028 para os edifícios públicos) e também sobre a criação de duas novas categorias de desempenho energético (Ao e A+) para os edifícios de emissões zero e para os edifícios de emissões nulas e que produzem energia renovável, se constate que a soma das colocações da primeira e segunda fases, no curso de engenharia civil tenha sido decepcionante (577 alunos colocados este ano contra 649 alunos colocados em 2021) e isto ao mesmo tempo que, como referi anteriormente, o curso de Direito esgotou logo na primeira fase a totalidade das quase 2000 vagas iniciais. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/09/engenharia-civil-politecnico-do-porto.html

Bastante razão tinha a Presidente do Santander que até se queixou publicamente que eram necessários mais engenheiros porém continuava a aumentar o número de advogados. Qual é afinal a razão para esta bizarra obsessão nacional pelo curso de Direito, quando no nosso país até já existe um notório excesso de advogados (500% a mais do que a Suécia e 800% a mais do que a Finlândia, após correcção da diferença populacional). Será que necessitamos realmente de mais advogados, como por exemplo do calibre daqueles cuja especialidade é litigar até que os processos acabem por prescrever (vide recentes declarações do Director da PJ sobre “terrorismo judiciário, com recursos permanentes…”), ou daqueles que ajudaram Isabel dos Santos a desviar centenas de milhões de Angola ou como aquele sobre o qual escreveu a revista Sábado, cuja especialidade parece que é garantir a impunidade daqueles que são apanhados em excesso de velocidade ?

PS – Ainda sobre as novas exigências do desempenho energético dos edifícios, mencionadas no inicio deste post, é importante lembrar que um artigo publicado na conhecida revista The Economist, mostrou que é (economicamente) muito pouco eficiente substituir veículos de combustíveis fósseis por veículos elétricos, ao contrário de intervenções energéticas no parque edificado que conseguem as mesmas reduções mas com um custo muitíssimo inferior. Questão diferente, embora não menos interessante, é a do acréscimo dos custos de construção e projecto que foram mencionados aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/custos-da-energia-empurram-portugueses.html

Os culpados pela irrelevância científica de Portugal

Na sequência do recente email abaixo, e especialmente na sequência do recente ranking de países, baseado no mesmo estudo bibliométrico e no qual Portugal ocupa o último lugar (inclusive abaixo do Chipre e da Grécia), revisite-se o conteúdo do post de 15 de Agosto sobre o processo de irrelevância científica em curso e também o post de 22 de Agosto onde listei as universidades e Politécnicos com mais culpas pela irrelevância científica de Portugal. 

PS – Entre os referidos culpados também estão aqueles que parece que não sabem quais as são diferenças entre a missão das Universidade e a missão dos Institutos Politécnicos, vide questão que coloquei no final de um post de 18 de Junho e que novamente reproduzo, “será que o facto das universidades andarem “viciadas” em investigação aplicada, que não faz parte da sua missão natural (que consiste em investigação “fronteira” envolvendo multidisciplinaridade, transdisciplinaridade ou interdisciplinaridade), não prejudica a missão do ensino superior ?”


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De: Gabinete de Comunicação e Imagem
Enviado: 24 de outubro de 2022 09:35
Para: Gabinete de Comunicação e Imagem
Assunto: UMinho tem 57 cientistas entre os mais influentes do mundo

UMinho tem 57 cientistas entre os mais influentes do mundo

A Universidade do Minho tem 57 cientistas no grupo dos 2% mais influentes do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier. A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2022”, inclui 200 mil cientistas, sendo 763 deles em Portugal. A UMinho surge com 15 centros de I&D representados e o seu primeiro cientista na lista global é Fernando Pacheco-Torgal (5881º lugar).

O documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 22 áreas e 176 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus até setembro de 2022. Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação.

– CEB – Centro de Engenharia Biológica (14 cientistas): António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Eduardo Gudiña, Joana Azeredo, José António Teixeira, Lígia Rodrigues, Lucília Domingues, Madalena Alves, Mariana Henriques, Miguel Gama, Nuno Cerca, Rosário Oliveira, Russell Paterson e Sónia Silva;

– Centro ALGORITMI (7): Anabela Carvalho Alves, João Luís Afonso, Joaquín Torres-Sospedra, Paulo Cortez, Pedro Arezes, Sérgio Pereira e Vítor Monteiro;

– CF – Centro de Física (7): Carlos Miguel Costa, Clarisse Ribeiro, Filipe Vaz, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Martins e Vasco Teixeira;

– CMEMS – Centro de Microssistemas Eletromecânicos (7): Fatih Toptan, Flávio Bartolomeu, Filipe Samuel Silva, Hélder Puga, Júlio Souza, Paulo Flores e Vanessa Cardoso;

– Grupo 3B’s – Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (5): Manuela Gomes, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis e Subhas Kundu;

– ISISE – Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (4): Daniel Oliveira, Joaquim Barros, Luís Ramos e Paulo Lourenço;

– 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2): Andrea Zille e Raul Fangueiro;

– CBMA – Centro de Biologia Molecular e Ambiental (2): Jorge M. Pacheco e Ronaldo Sousa;

– ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (2): António Salgado e Nuno Sousa;

– CIEC – Centro de Investigação em Estudos da Criança (1): Assunção Flores;

– CQ – Centro de Química (1): Rita Figueira;

– CTAC – Centro de Território, Ambiente e Construção (1): Fernando Pacheco-Torgal;

– EMed – Escola de Medicina (1): Manuel João Costa;

– ICS – Instituto de Ciências Sociais (1): Anabela Carvalho;

– ICT – Instituto de Ciências da Terra (1): José Brilha;

– NIPE – Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (1): José Carlos Pinho. 

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Gabinete de Comunicação e Imagem
Universidade do Minho
Braga . Guimarães | Portugal

Catedrático acusa “É imoral que um juiz exerça funções temporárias de dez anos num tribunal e saia de lá com pensão para o resto da vida”

Depois de um conhecido catedrático jubilado ter acusado o Tribunal Constitucional de dificultar a acção punitiva da justiça sobre os crimes de colarinho branco, vem hoje no jornal Público um outro catedrático acusar os juízes do Tribunal Constitucional de pretenderem eternizar-se no cargo, para dessa forma poderem usufruir uma (elevada) pensão vitalícia com apenas 10 anos de trabalho https://www.publico.pt/2022/10/24/politica/noticia/mandato-juizes-constitucional-nove-anos-chegar-dez-pensao-vitalicia-2024966

Convém não esquecer que se trata do mesmo Tribunal que de forma despudorada impediu o corte das pensões vitalícias dos políticos. 

PS – Em tempos escrevi que a partir de 1982, ano em que entrou em funcionamento o Tribunal Constitucional, os Portugueses passaram a ter uma monstruosa despesa adicional (que no global já vai em centenas de milhões de euros) para ficarem com uma justiça muito pior, pois o TC contribui para a impunidade daqueles que tem andado a empobrecer Portugal.

The methodology that predicts Nobel winners and the countries with the highest ratio of highly cited scientists (Top 0.5%)

In the year when a citations-based methodology helped Clarivate Analytics to guess the name of seven Nobel laureates and taking into account that Elsevier just published an updated version of a list of highly cited scientists (also known as the Stanford ranking of top scientists) see below a list of countries ordered by their ratio of highly cited scientists (Top 0.5%) per million population.

Switzerland………………….77

Denmark………………………56

USA………………………………55

Sweden………………………..50

UK……………………………….54

Australia………………………43

Netherlands…………………43

Canada………………………..40

Finland………………………..33

Israel……………………………31

Norway……………………….28

New Zealand……………….26

Singapore…………………..26

Belgium……………………..22

Germany…………………….22

Ireland………………………..21

Iceland……………………….19

Austria……………………….18

France……………………….13

Italy……………………………10

Cyprus…………………………8

Greece…………………………6

Slovenia………………………5

Portugal……………………….4

Hungary………………………4

Estonia………………………..3

Czech Rep……………………3

Poland………………………..2

Lithuania…………………….1

Slovakia………………………1

Bulgaria………………………1

Os 100 investigadores Portugueses mais influentes a nível mundial

https://elsevier.digitalcommonsdata.com/datasets/btchxktzyw/4

Tendo em conta que a conhecida Elsevier acaba de divulgar as duas listas de cientistas mais influentes a nível mundial (carreira e anual), apresenta-se abaixo o nome dos 100 Portugueses melhor classificados na primeira lista. Recorde-se que se trata do único ranking internacional de investigadores credível, pois é o único ranking que é capaz de cumprir três condições fundamentais, a condição da desambiguação, a condição da remoção de auto-citações e a condição da utilização da contagem fraccionada, que permite anular a vantagem artificial dos artigos com centenas ou milhares de co-autores. E este ranking possui ainda a vantagem adicional de não favorecer certas áreas científicas, ao contrário do que acontece noutros.

A presença neste ranking, também conhecido como ranking da universidade de Stanford, constitui um reconhecimento que é muitíssimo mais importante do que aquele que está associado ao título nacional de Agregado, não só porque é muitíssimo mais selectivo, pois na verdade existem em Portugal vários milhares de investigadores com esse título e também porque a presença no referido ranking significa uma obra científica citada por milhares de investigadores a nível mundial, enquanto que o título caseiro de Agregado é infelizmente aquilo que bem se conhece. E nem vale a pena falar daqueles que além do título de Agregado, ainda subiram a catedráticos, não tendo porém ao longo de toda a sua carreira, sido capazes de produzir um único artigo que tivesse recebido a miséria de 150 citações. 

PS – A lista abaixo foi ligeiramente modificada relativamente à versão inicial, por conta dos emails que recebi do António Damásio e do João Hespanha, que trouxeram ao meu conhecimento o nome de investigadores Portugueses que trabalham fora de Portugal.

1º – (474 no ranking mundial)…….António Damásio…………..USouth Calif

2º – (3724)………………………………João P. Hespanha…………..UCalifornia

3º – (4790)………………………………Pedro Domingos…………….UWashington

4º – (4795)………………………………Miguel B. Araújo…………….CSIC

5º – (4984)………………………………Caetano Reis e Sousa……Francis Crick Inst

6º – (5006)………………………………Paulo Davim…………………UAveiro
7º – (5190)………………………………João Mano……………………UAveiro

8º – (5968)………………………………Hanna Damásio…………….USouth Calif

9º – (6978)………………………………C.Guedes Soares………….ULisboa

10º – (8866)……………………………José Ferro…………………….ULisboa

11º – (9426)…………………………….Nuno Peres…………………..UMinho

12º – (9517)……………………………J.Biouca-Dias………………..ULisboa

13º – (10746)………………………….J.Tenreiro Machado………..Pol. Porto

14º – (10800)…………………………..Paulo Tabuada………………Univ. California

15º – (10830)…………………………..Mário Figueiredo…………….ULisboa

16º – (12928)………………………….João Coutinho………………..UAveiro

17º – (12955)…………………………..Maria Chaves…………………UNova

18º – (13312)………………………….J.L.Figueiredo…………………UPorto

19º – (16685)…………………………..M.F. Montemor……………….ULisboa

20º – (17186)…………………………..C.P. Barros……………………..ULisboa

21º – (18804)…………………………..Alírio Rodrigues………………UPorto

22º – (22044)…………………………..Miguel Seabra…………………UNova

23º – (22247)…………………………..A.J.M.Ferreira…………………UPorto

24º – (22841)…………………………..Francisco Lobo………………..ULisboa

25º – (22867)…………………………..F.Xavier Malcata………………UPorto

26º – (23922)…………………………..Paulo B. Lourenço……………UMinho

27º – (24592)………………………….João Gama………………………UPorto

28º – (24592)………………………….João Rocha……………………..UAveiro

29º – (26118)…………………………..Vítor Cardoso…………………..ULisboa

30º – (26336)…………………………..Paula Moreira………………….UCoimbra

31º – (26517)…………………………..Rui L. Reis………………………UMinho

32º – (27769)…………………………..Mário Silveirinha………………ULisboa

33º – (28518)…………………………..M. Carmo-Fonseca…………..ULisboa

34º – (30389)…………………………..Helena Pereira…………………ULisboa

35º – (30895)…………………………..M.G.S. Ferreira………………..UAveiro

36º – (31224)…………………………..João Peças Lopes……………UPorto

37º – (31348)…………………………..Fátima Cardoso……………….F.Champalimaud

38º – (31349)…………………………..Ari Requicha……………………Univ. South Cal

39º – (32184)…………………………..Rui Oliveira………………………I.Gulbenkian

40º – (33507)…………………………..N.C. Santos……………………..UPorto

41º – (34360)…………………………..António Falcão………………….ULisboa

42º – (35526)…………………………..A.Cavaco-Paulo…………………UMinho

43º – (37617)…………………………..José Lemos………………………ULisboa

44º – (37898)…………………………..João Catalão……………………..UPorto

45º – (38145)……………………………Maria Saraiva……………………UPorto

46º – (38370)……………………………Nuno Sousa……………………..UMinho

47º – (38408)……………………………F.Pacheco-Torgal……………….UMinho

48º – (40717)……………………………Luís S.Pereira……………………ULisboa

49º – (43252)……………………………Manuel Graça……………………UCoimbra

50º – (44866)……………………………Fernando Carvalho…………….ULisboa

51º – (45807)……………………………Vítor Vasconcelos………………UPorto

52º – (46905)……………………………M.Sobrinho-Simões……………UPorto

53º – (47003)……………………………Paulo Flores……………………..UMinho

54º – (47035)…………………………….A.Oliveira-Teles…………………UPorto

55º – (47633)……………………………Maria G. Miguel…………………UALG

56º – (48069)……………………………Joel Rodrigues…………………..UBI

57º – (48087)…………………………….Luís D. Carlos…………………..UAveiro

58º – (48448)…………………………….Lígia Rodrigues…………………UMinho

59º – (48495)……………………………Jorge de Brito…………………….ULisboa

60º – (48605)…………………………….G.C. Branco………………………ULisboa

61º – (49993)……………………………José L. Martins…………………..ULisboa

62º – (50396)…………………………….R.Vilar………………………………ULisboa

63º – (50556)…………………………….José Melo Orfão………………..UPorto

64º – (50926)…………………………….Bruno Sarmento…………………UPorto

65º – (51304)…………………………….Luís Lavoura………………………ULisboa

66º – (51794)…………………………….Eliana Souto………………………UPorto

67º – (52290)…………………………….José MF Moura………………….Carnegie Mellon Univ

68º – (52915)…………………………….José Canongia Lopes………….ULisboa

69º – (53527)…………………………….Joaquim Cabral…………………..ULisboa

70º – (53967)……………………………..Maria J. Bebianno……………….UALG

71º – (54167)……………………………..Manuel Simões…………………..UPorto

72º – (54640)……………………………..Manuel T.Silva…………………….UPorto

73º – (55249)……………………………..Carlos Herdeiro…………………..UAveiro

74º – (55342)……………………………..L. Camarinha-Matos…………….UNova

75º – (55398)……………………………..Manuel Antunes…………………..UCoimbra

76º – (56322)…………………………….Joaquim A. Ribeiro……………….ULisboa

77º – (56612)……………………………..Elvira Fortunato……………………UNova

78º – (57023)……………………………..Mamede de Carvalho……………ULisboa

79º – (57120)…………………………….Isabel CFR Fereira………………..Pol Bragança

80º – (57571)…………………………….Luís Paulo Rebelo………………..UNova

81º – (58534)…………………………….V.Miranda……………………………UPorto

82º – (59237)…………………………….J.M.F. Ferreira……………………..UAveiro

83º – (59333)…………………………….Carlos Afonso………………………ULisboa

84º – (60107)……………………………..Paulo Leitão…………………………Pol Bragança

85º – (61063)……………………………..Paulo Costa…………………………UPorto

86º – (62299)……………………………..Rui Appelberg G. Lima………….UPorto

87º – (63019)……………………………..Boaventura Sousa-Santos…….UCoimbra

88º – (65697)…………………………….Teresa Rocha-Santos……………UAveiro

89º – (66009)…………………………….José M.C.Pereira………………….ULisboa

90º – (67267)……………………………..Rui Cunha Marques………………ULisboa

91º – (67830)……………………………..Mário Berberan-Santos………….ULisboa

92º – (67835)……………………………..Rui Moreno…………………………..ULisboa

93º – (68178)……………………………..Francisco Moreira………………….UPorto

94º – (68883)……………………………..Rui M. Almeida………………………ULisboa

95º – (69236)……………………………..Fátima Carneiro…………………….UPorto

96º – (70658)……………………………..Maria José Calhorda………………ULisboa

97º – (70739)……………………………..Adelino Leite-Moreira……………..UPorto

98º – (70930)……………………………..Nuno Silvestre……………………….ULisboa

99º (71034)………………………………Ana Maria Oliveira-Brett………….UCoimbra

100º – (71189)……………………………Ricardo Trigo………………………….ULisboa

Sousa Tavares e a fina flor da Opus Dei

Depois de no passado ter repetidamente criticado o Miguel de Sousa Tavares, como por exemplo em Janeiro de 2017, ou em JaneiroMarço e Outubro de 2020, devo recordar que também o elogiei várias vezes, como por exemplo em 2015 relativamente a um artigo sobre um professor racista da universidade do Porto ou em Outubro de 2019 e novamente hoje, sobre o conteúdo do seu artigo no último número do semanário Expresso, onde malha forte num casal lisboeta, a “fina flor da Opus Dei”, que fez fortuna no mercado de capitais e que tem uma colecção de quadros de vários milhões de euros e que gostariam muito que os contribuintes Portugueses gastassem alguns milhões de euros a construir um museu, que o dito casal pudesse chamar seu  (o putativo Museu Cortez de Lobão) onde a referida colecção fosse exposta. Neste tema particular subscrevo a 100% a opinião do Sousa Tavares, se a dita rica fina flor da Opus Dei quer um museu que o pague do seu próprio bolso. 

Uma pesquisa no google revela que João Cortez de Lobão e Jorge Jardim Gonçalves são (ou foram gestores) de portefólio na Sturgeon Ventures. Não confundir com o conhecido Jorge Manuel Jardim Gonçalves (finíssima flor da Opus Dei) que em 2014, foi condenado a uma pena de dois anos de prisão por crime de manipulação de mercado, pena de cadeia essa que foi substituída pelo pagamento de um valor que correspondeu a apenas 3 meses da pensão do dito ex-banqueiro. Um luxo que parece que só aproveita a banqueiros da Opus Dei, pois o desditoso ex-banqueiro Rendeiro não teve direito a ver substituída a sua pena de prisão por uma multa de valor equivalente a 3 meses de pensão. E essa generosidade também não foi concedida a esta investigadora. 

PS – Recordo que o advogado do ex-banqueiro Rendeiro, chegou a propor pagar o equivalente a 125 vezes o valor da pensão do seu cliente em substituição da pena de prisão, o que foi recusado pelo tribunal.