A determinada altura da sua extensa entrevista publicada no último número da revista Visão, o conhecido Presidente da DST afirma pretender trabalhadores livres, criticando os trabalhadores obedientes que na sua opinião representam o caos numa empresa. Tal afirmação assenta, porém, num erro evidente. Com efeito, e ao contrário do que ele afirma são precisamente os trabalhadores livres que podem gerar o tal “caos” que como observou o já falecido Engenheiro Conselheiro Renato Morgado, também catedrático da Universidade do Minho, no artigo “Prevendo o futuro”, publicado na revista da Ordem dos Engenheiros, que se revela indispensável ao sucesso das organizações, artigo esse que reproduzi num post que se tornou o 6º (sexto) mais visto de sempre do meu primeiro blogue. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html
Declaração de interesses – Faço notar que esta não é a primeira vez que critico o Presidente da DST, também já o tinha feito aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/12/uma-critica-suave-ao-presidente-da-dst.html
PS – Há porém uma área em Portugal onde a obediência constitui um requisito absolutamente fundamental, pelo menos a acreditar nas palavras de um catedrático da Universidade de Lisboa que escreveu “é a obediência, quando não a mediocridade, que são recompensadas” na progressão na carreira académica”. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/9-euros-e-quanto-custa-o-livro-sobre-os.html