O cínico marido da catedrática ataca novamente

Sobre a próxima e altamente necessária revisão da Constituição da República Portuguesa, de que agora tanto se fala, aquele patético senhor de apelido Pereira, marido de uma catedrática de Direito da Universidade de Lisboa (a mesmíssima que em 2015 ficou muito chocada com a prisão de José Sócrates), e o qual já foi diversas criticado neste blogue, como por exemplo num post a propósito da pena de morte, veio ontem avisar através de um artigo na imprensa (no que soa a uma tentativa espúria de condicionamento), que a Constituição da República actualmente em vigor foi em 1975, “sufragada por mais de 90% dos deputados“.

Só se esqueceu de dizer que os tais deputados que aprovaram essa Constituição foram também os mesmos que na altura aprovaram um sistema eleitoral viciado, que dita que os votos no PS valem muito mais do que os votos noutros partidos. E foi por isso que nas últimas eleições legislativas, as tais que deram a actual maioria ao partido socialista, mais de meio milhão de votos foi para o lixo, o que significa que a actual Constituição, considera que os Portugueses a quem pertencem esses votos são cidadãos de segunda classe.

Não tenho grandes ilusões sobre o que será a actual revisão da Constituição, que está fortemente condicionada por uma maioria de deputados do partido socialista, mas espero que no futuro, num parlamento com uma composição bem diferente da actual, seja possível rever a Constituição para garantir que os Portugueses não continuem a ser empobrecidos por um poder politico rapace e infame, inscrevendo na mesma que:

  • São inconstitucionais as leis que criam eleitores de primeira classe e eleitores de segunda classe.
  • São inconstitucionais as leis que criam subvenções vitalícias para titulares de cargos politico e bem assim também as leis que criam regimes de aposentação especiais para titulares de entidades públicas com apenas 10 anos de descontos.

PS – É bom relembrar, aos esquecidos, que no Parlamento de 1975, o tal que aprovou a actual Constituição da República Portuguesa (que não tem conseguido impedir a falência recorrente (1977, 1983 e 2011) deste país mas que curiosamente impede de forma férrea a criminalização do enriquecimento ilícito), o partido socialista e o partido comunista tinham em conjunto 146 deputados, quase 60% do total de 250 deputados.