Uma dúvida pertinente sobre o médico que diagnosticou Alzheimer ao Ricardo Salgado

O psiquiatra José Gameiro, que é titular de uma coluna na revista do Expresso, veio no seu último artigo queixar-se da cobardia da Ordem dos Médicos, que no seu entender deveriam defender a honra do médico Joaquim Ferreira, (o tal que diagnosticou Alzheimer ao Ricardo Salgado), dos ataques da Ana Gomes que escreveu Só Proenças de Carvalhos e acólitos advogados procuram vender a ficção da demência” e também das criticas do João Paulo Batalha, da Associação Frente Cívica, que sobre a mesma questão, foi ainda mais ácido ao ter afirmado que “É altura de o país saber se Ricardo Salgado teve a Alzheimer mais oportuna da história ou se é um pretexto criado pelos seus advogados”

Como não sou médico, nem muito menos neurologista, não vou obviamente questionar a competência do referido médico neurologista Joaquim Ferreira, ainda assim assiste-me uma dúvida importante. Como é que esse médico consegue, produzir muitas peritagens, como aquela com a qual os advogados de Ricardo Salgado querem anular todos os processos em que o seu cliente está envolvido, e ainda ser director técnico de uma Clinica, ser professor associado na universidade de Lisboa, estando obrigado nos termos do ECDU a lecionar um número mínimo de aulas, e como se isso não fosse suficiente, ainda ser investigador (Group Leader) no Instituto de Medicina Molecular, onde exibe uma produção científica, de publicações indexadas na base Scopus estratosférica, e que nalguns anos, pasme-se, consegue chegar a ser, 3000% superior à média da produção científica dos investigadores da sua área ? Será que ele é na realidade o super-homem disfarçado de perito, director, professor e investigador ?

Declaração de interesses – Declaro que não é a primeira vez que escrevo sobre o psiquiatra José Gameiro, pois na verdade já o tinha criticado anteriormente, num post de título “Os egoístas e insustentáveis prazeres de dois pequeno-burgueses” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/os-egoistas-e-insustentaveis-prazeres.html

PS – Muito provavelmente ainda ninguém informou o psiquiatra José Gameiro sobre o conteúdo do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (3017/11.6TBSTR.E1.S1) onde se pode ler: “as exigências de uma sociedade democrática e aberta não se coadunam com a imposição de restrições, formais e rígidas, ao exercício da actividade de escrutínio e crítica a temas de manifesta relevância e interesse público…que poderiam funcionar, em última análise, como formas atípicas ou subliminares de censura…a linguagem ácida e corrosiva…a crítica contundente, sarcástica, mordaz, com uma carga exageradamente depreciativa ou caricatural – justificando a necessidade de uma particular tolerância…às opiniões adversas que criticam acerbamente, chocam, ofendem ou exageram , envolvendo  porventura o uso de expressões agressivas ou virulentas” 

Research involving 1,173 PhD students shows that those with higher conscientiousness are more productive

The study that was recently published in the Journal of Informetrics involving 1173 Ph.D. students in Sweden found that the average number of publications seem to increase with conscientiousness similar over all research areas…”. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157722001067#sec0013

Does this mean that prior to accepting a Ph.D. student a supervisor should ask him (or her) to take a psychological test in order to assess the personality trait of conscientiousness?

But in that case, what should we think of the study by researchers from the United Kingdom, the Netherlands and Sweden, which correlated schizophrenia and the number of Nobel Prizes? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/university-gives-preference-to.html

PS – The aforementioned study noticed that the general rule showed a (strange) exception for Ph.D students of Engineering and Technology ! But why is it that the productivity of young researchers in these areas does not depend on their conscientiousness levels?

Tristes Encornados Desmemoriados (TED)

Não se percebe o motivo da imensa gritaria que por aí vai, por causa daquela espertalhaça senhora de nome Alexandra Reis (que à semelhança de José Sócrates tem uma licenciatura em engenharia mas não pode praticar Actos de Engenharia, sob pena de cometer crime de usurpação de funções), a quem este Governo permitiu que pudesse meter ao bolso meio milhão de euros, por ter saído da falida TAP. Aqueles 2 milhões de Portuguesas e Portugueses, que votaram no partido socialista e que agora se sentem encornados, não tem porém qualquer razão para se queixarem, porque só por manifesta desonestidade (ou rematada burrice) é que se pode admitir que não sabiam que era exactamente nisso em que estavam a votar, principalmente depois de saberem o que aconteceu com a última maioria do partido socialista. A mim porém este caso não me causa qualquer surpresa, até porque em 31 de Janeiro do corrente ano, logo no dia seguinte às eleições legislativas que deram uma maioria absoluta ao PS, escrevi que “Vão ser quatro anos de festa socialista, sendo evidente que aqueles que tem o cartão desse partido e os seus familiares e amigos tem o futuro garantido”.

Acho especialmente trágico-cómico que se diga que os gestores públicos, como a supracitada senhora, devem ser muito bem pagos pois, alegadamente, as empresas públicas, coitadinhas, tem que concorrer directamente com as empresas privadas. Trata-se apenas de mais uma das muitas mistificações, que foram paridas por um sistema instaurado logo a seguir ao 25 de Abril, que consiste grosso modo em “desviar dinheiro dos impostos para o bolso dos políticos e dos seus familiares e amigos”. A verdade porém é que se de facto as empresas públicas competissem directamente com empresas privadas então teriam de fechar portas quando os prejuízos se tornassem insustentáveis, e assim se fosse a falida TAP já há muito que teria fechado portas. E a prova é que ao contrário das empresas privadas, que abrem falência quando são mal geridas, as empresas públicas (que servem acima de tudo para dar emprego a boys e girls, como a mulher do rico Ministro Fernando Medina, a quem a falida TAP pagou um prémio de 17.000 euros) limitam-se a mandar a conta para o Governo que está (leia-se para os contribuintes), como se percebe bem no caso daquelas empresas públicas, por conta das quais os Portugueses andam a pagar milhares de milhões de euros em Swaps com juros escandalosos superiores a 100% https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/estado-portugues-paga-milhares-de.html

PS – O Expresso revelou na sua última edição semanal, uma noticia choque, com o título “SNS utilizado para turismo médico grátis”, e que ajuda a perceber porque motivo o orçamento da saúde, que muito embora, aumente de ano para ano, e já vai em quase 15.000 milhões anuais, ainda assim, não chega para as encomendas, pois muito estranhamente anda a suportar gastos efectuados por turistas, inclusive de países ricos, que vem a Portugal unicamente para buscar medicamentos (caros) de borla. No mínimo dos mínimos, isto significa que é muito injusta a classificação de Portugal no ranking dos países mais generosos do mundo (World Giving Index-2022), onde o nosso país, muito embora seja o 39º mais rico, possui apenas 17% da população que fez donativos em dinheiro, pelo que não consegue aparecer entre os 100 países mais generosos do Planeta. Porém tendo em conta a forma como os contribuintes Portugueses (aqueles 55% que pagam IRS) sem o saberem andam a pagar medicamentos caros a turistas estrangeiros, devíamos exigir que o referido ranking melhorasse substancialmente a nossa classificação, para ficarmos ao mesmo nível da Dinamarca, aquele generoso país onde 55% fizeram donativos em dinheiro. 

Ódios e amores no ensino superior ou a outra face da mexicanização em curso

Ainda na sequência do post anterior, sobre um artigo de um catedrático da universidade do Minho, onde aquele se queixa que este Governo anda de forma descarada a prejudicar as universidades mais dinâmicas, (leia-se aquelas que mais se tem esforçado a valorizar o dinheiro dos contribuintes), o que significa assim que anda a beneficiar aquelas que o são menos, acaba de saber-se, por via de um recente relatório da OCDE, que analisou o financiamento das instituições do ensino superior público Português, que a universidade da Beira Interior, foi uma das instituições mais prejudicadas.  

Por uma estranha coincidência, a apenas meia-hora de distância da cidade da Covilhã, onde se localiza a referida universidade da Beira Interior, temos a cidade de Castelo Branco, que nos últimos anos se tornou famosa por maus motivos, como o prova esta miséria aqui ou uma outra aqui ou principalmente os muitos artigos daquele jornalista que deixa os políticos daquelas bandas com os cabelos em pé, cidade essa onde existe uma outra instituição de ensino superior público (IPCB), que recebe muitíssimo mais (por cada aluno) do que recebe a universidade da Beira Interior. 

Uma explicação possível, para essa diferença de financiamento, é que este Governo odeia  a UBI e nutre um amor profundo pelo IPCB. Uma outra explicação teoricamente possível, seria admitir que a segunda instituição ao contrário da primeira anda a fazer um excelente trabalho, em termos de valorizar o dinheiro dos contribuintes. Porém essa é uma hipótese manifestamente absurda sem qualquer aderência à realidade dos factos, pois na última década, a primeira produziu quase 700% mais publicações científicas indexadas do que a segunda, também porque em 2021 a primeira até conseguiu algo, que a segunda nunca conseguirá (e que nem a própria universidade do Porto foi capaz) e além disso uma recente análise na conhecida base Scopus, ao período que decorreu entre 2012 e 2020, para se saber relativamente a quase 30 instituições de ensino superior públicas, quais aquelas com mais culpas pela irrelevância cientifica de Portugal, permitiu descobrir que a UBI, muito ao contrário do Politécnico de Castelo Branco, tinha e tem bastantes motivos  para esperar receber muito mais do que a miséria que recebeu https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/quais-sao-as-universidades-e.html 

Missão__Garantir que qualquer ser humano disponha de forma permanente do acesso ao conselho de dezenas de especialistas

Na página 58 da penúltima edição da revista The Economist, no contexto de um artigo sobre Inteligência Artificial, refere-se que o patrão da Microsoft terá dito que quer contribuir para criar um mundo novo, onde qualquer pessoa, independentemente da sua profissão,  possa ter acesso de forma permanente ao conselho de dezenas de especialistas.

Trata-se porém e na verdade de um cenário, que nada tem de extraordinário, pois num post anterior de Janeiro de 2020, sobre o futuro das universidades, já era referido o conteúdo de um artigo publicado nesse mesmo mês na Science Business, onde se afirmava que a Inteligência Artificial, iria dar a qualquer pessoa o acesso imediato ao equivalente a uma centena de especialistas humanoshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html facto esse que então se apontou como forçosamente indutor de uma inesperada disrupção do modelo universitário clássico, dedicado à formação de especialistas. E disrupção essa, que logo no ano seguinte, ainda mais evidente se tornou por conta de uma afirmação, por parte de um professor Britânico jubilado, bastante polémica na altura, em face daquilo que era o “cânone” da realidade académica, mas que agora se entende como até sendo sensata no contexto da supracitada nova missão da Microsoft.

Quanto a saber-se quais são as especialidades nas quais as universidades devem desde já deixar de perder o seu tempo, há pelo menos uma que é absolutamente evidente, a especialidade de radiologia, pois já existe um algoritmo infalível, que foi testado contra os melhores especialistas mundiais e ao contrário daqueles nunca errou um único diagnóstico, facto esse que desde logo irá permitir evitar situações humilhantes como esta aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/para-evitar-esta-humilhacao-e.html

PS – Sobre o tema supracitado revisite-se o post sobre a futura irrelevância tecnológica da Academia.

“We envision a world where everyone, no matter their profession…” can have immediate access to dozens of experts

On page 58 of The Economist’s December 10th issue, an article on Artificial Intelligence highlights Microsoft’s commitment to fostering a new world. The company’s leader expressed a vision wherein individuals, regardless of their professional background, could seamlessly access to the advice from dozens of experts “for everything they do”.

This visionary concept, though seemingly extraordinary, aligns with discussions from a prior post in January 2020 on the future of universities. In that piece, I delved into an article from the same month featured in Science Business. It forecasted that Artificial Intelligence would soon empower individuals with immediate access to the expertise of the equivalent of a hundred human experts, foreshadowing the direction in which technology was heading. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html

This inevitably poses a significant challenge to the traditional university model geared towards cultivating specialists. The disruption of this model became even more pronounced in 2021, underscored by a statement from an Emeritus British professor. Initially contentious, the statement now appears prescient, particularly in light of Microsoft’s evolving mission. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html

Addressing the crucial inquiry of which specialties merit reconsideration in terms of time and taxpayer funding, one stands out prominently – radiology. The rationale behind this assertion stems from the existence of an infallible AI algorithm. This technology has undergone rigorous testing against the world’s leading radiology experts and, notably, has never erred in a single diagnosis, distinguishing it from its human counterparts. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/the-economistartificial-intelligence.html

PS – Concerning the aforementioned subject check the previous post “Academia at the gates of technological irrelevance?”

H-índex mínimo como condição de acesso a concurso para lugar de catedrático

Afinal já não é só nos EUA que o h-index é utilizado na promoção de professores universitários, também o é num recente concurso para um lugar de catedrático no departamento de engenharia civil da universidade de Lisboa, que foi publicado num Edital de 6 de Dezembro, onde é exigido um h-índex mínimo de 15 na base Scopus.

Curiosamente, há oito anos atrás analisei o desempenho, em várias métricas, dos professores com tenure (Associados e catedráticos) do referido curso de engenharia civil, nas seis universidades mais competitivas (UA, UC, UM, UNL, UP e UL) e constatei que o h-índex médio (após remoção das auto-citações), correspondente aos 5% de Professores com melhor desempenho tinha o valor de 15. O referido artigo também mostrou que para os catedráticos com o melhor desempenho no Imperial College e no MIT, da mesma área, o h-index médio, era respectivamente de 18 e de 30.

PS – Recordo que em 10 de Janeiro de 2020, sugeri uma medida radical, para poupar vários milhões de euros, que seriam utilizados para contratar jovens investigadores de elevado potencial (desempregados, que sem dúvida irão trabalhar para enriquecer outros países que não o nosso), e que passaria pelo despedimento dos professores Associados e Catedráticos com um h-índex inferior a 10 (e também de todos os professores-coordenadores e coordenadores-principais, com um h-index inferior a 5) por violação grave do dever de investigar consagrado no ECDU e no ECDESP, leia-se produzir um mínimo de outputs cientificamente relevantes no contexto internacional. 

Catedrático lamenta o mau desempenho de Portugal no ranking da inovação mundial

O conhecido catedrático jubilado Vital Moreira, lamentou-se ontem no seu blogue, num post com o elucidativo título Assim não vamos lá: Insuficiente inovação, sobre o facto de Portugal aparecer somente na 32ª posição do ranking dos países mais inovadores do mundo. 

O post do referido catedrático, sendo bastante telegráfico, pecou por não ter referido, que a Suíça, o país que aparece no 1º lugar, há 12 anos consecutivos, gasta em investigação, por habitante, 500% a mais do que Portugal (e possui universidades que pagam a um professor-auxiliar, um valor entre 10.000 e 16.000 euros/mês, já os catedráticos considerados excepcionais podem ganhar mais de 22.000 euros/mês) pelo que a sua classificação não constitui grande surpresa, como há pouco tempo também já se tinha constatado pela sua liderança num outro importante ranking (onde Portugal, desgraçadamente, aparece abaixo do Chipre). 

Também sem qualquer surpresa, a Estonia, o país que possui um PIB/capita similar ao de Portugal, mas gasta em investigação, por habitante, 200% a mais do que gasta o nosso país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/governo-da-estonia-envergonha-governo_26.html aparece no referido ranking, bastante acima de Portugal, na posição 18.

PS – Talvez não fosse má ideia que este Governo (e outros antes dele) conseguissem aprender a lição que há poucos anos se podia ler num artigo publicado na revista The Economist e que se resume da seguinte forma tech is the path to power

O Procurador-geral adjunto que dá dores de cabeça ao Governo e os autarcas corruptos que recusam abandonar as câmaras municipais

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/direito-penal-do-amigo.html

O tal corajoso Procurador-geral adjunto jubilado, que colocou a nu a falsa estratégia anti-corrupção deste Governo e que eu já tinha mencionado num post anterior, acessível no link acima, volta novamente na revista Sábado, a partir a loiça, desta vez para a apontar o dedo aquilo que ele designa por “soberano desprezo” pela recuperação de activos, leia-se pela apreensão do produto dos crimes, para assim evitar que os criminosos possam beneficiar deles. O referido Procurador-geral adjunto, vai até mesmo ao ponto de sugerir que a avaliação dos magistrados deve passar a levar em linha de conta esta questão. 

Sobre a mesma questão entendo pertinente relembrar aquilo que escrevi há alguns meses atrás, no final de um post sobre a melhor forma de arranjar dinheiro para financiar a investigação, as universidades ou o sector da saúde: “…o nosso Ministério Público só conseguiu apreender (leia-se congelar) nos últimos 5 anos um valor miserável que representa menos de 1% do valor roubado (o valor efectivamente declarado perdido a favor do Estado no final do julgamento é apenas 0.01%)” 

Porém talvez esse inconseguimento do Ministério Público se fique a dever à acção altamente perniciosa dos senhores deputados, que parecem apostados em garantir que, os criminosos fiquem com dinheiro suficiente nas suas contas bancárias, para poderem contratar aqueles advogados que se fazem pagar a 200 euros/hora

PS – Nem de propósito, na mesma edição da revista Sábado, há um vergonhoso artigo de 4 páginas, sobre vários autarcas que foram condenados por corrupção, mas que recusam abandonar as câmaras municipais, o que mostra que neste país o crime compensa. Muito pior do que isso, trata-se afinal da melhor prova, que como afirmou a conhecida Procuradora Maria José Morgado, no nosso país a corrupção beneficia da protecção da lei.

A very odd mystery about China’s historical unity

In a previous post from May of this year, I recalled the various Russian invasions of Chinese territory (1894, 1945, and 1969). But i did not mention the 1860 Russian annexation of the Amur region when China lost almost 1 million km2 of its own territory.

This area represents almost 10 times the area of Ukrainian territory that Russia has recently occupied. But most important it represents almost 30 times the area of Taiwan, which means China needs to recover 29 Taiwan’s that were stolen by Russia and not just the one located in the South China sea in order to fully restore China’s historical unity.

So i wonder what is China waiting for to demand that Russia return the Chinese territories it occupied in an imperialist and scoundrel way? Or is China patiently waiting for Russia to exhaust itself as much as possible in the Ukraine war before making such a claim?

Update on 12/12/2022 – A few months ago i quoted Yuval Noah Harari on Russia´s massive economic dependence on oil and gas and now I must again give credit (a lot) for his last article published in The Atlantic, about the importance of the New Peacehttps://www.theatlantic.com/ideas/archive/2022/12/putin-russian-ukraine-war-global-peace/672385/