A grande prioridade do socialismo Português é enriquecer socialistas, especialmente aqueles que têm diplomas académicos anulados

Aquele que é sem dúvida o jornalista mais odiado pelos socialistas deste país (José António Cerejo, um jornalista que não faz fretes, como o fazem muitos jornalistas cujo sonho é serem convidados para assessores do Governo) acaba de fazer mais um artigo, que sem dúvida irá aumentar ainda mais o ódio de que já é alvo, artigo esse onde revela que o felizardo Português que acaba de ser nomeado para um lugar de Administrador num Hospital, é alguém cuja licenciatura foi anulada, porque a mesma tinha sido obtida, com aproveitamento automático a nada menos do que 32 disciplinas, sem necessitar de fazer prova dos seus conhecimentos relativamente aos conteúdos dessas disciplinas. 

E se o critério de nomeação não foram as habilitações académicas, porque nesse caso a escolha teria recaído num candidato doutorado ou no mínimo habilitado com o grau de mestre, até porque há bastantes inscritos nos centros de emprego, então deve ter sido um outro, que mais nenhum outro candidato neste país possui. E pela leitura do conteúdo do artigo do jornal Público, só me ocorre um critério, aquele relativo ao facto do nomeado ter sido secretário pessoal do famoso dinossauro socialista, Joaquim Morão, quando aquele esteve à frente da Câmara de Idanha-a-Nova, trata-se do mesmo Morão que há 30 anos está à frente da Misericórdia de Idanha-a-Nova, que em Abril deste ano teve direito a um interessante artigo pelo mesmo jornalista José António Cerejo https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/a-mulher-de-um-famoso-ex-presidente-de.html

Por uma estranha coincidência, durante o anterior Governo socialista também acharam boa ideia escolher para um lugar de assessor, com direito a um vencimento de quase 4000 euros/mês, um socialista cujo doutoramento foi anulado por plágio https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/3700-eurosmes-para-o-assessor-que.html

E porque é que será que na França, criar um emprego fictício para um familiar, dá direito a uma pena de cadeia efectiva, como aconteceu recentemente com o ex-Primeiro-Ministro daquele país, François Fillon, que arranjou um emprego para a mulher e em Portugal nomear alguém com uma licenciatura ou um doutoramento anulado é perfeitamente legal ? Será que a explicação para a diferença de tratamento se prende com o facto da França ser uma democracia, onde metem políticos na cadeia, mesmo aqueles que ocuparam o cargo de Primeiro-Ministro, e Portugal ser uma cleptocracia (segundo o catedrático Nuno Garoupa) ou mesmo uma corruptocracia ?

Jornalismo incompetente que trata os maus resultados de algumas universidades como se fossem boas notícias

Ainda sobre um post anterior, de Agosto do ano passado, onde se escreveu sobre a influência do Nobel Egas Moniz na classificação da universidade de Lisboa no conhecido ranking Shanghai, o único ranking a nível mundial, que convém realçar, contabiliza prémios Nobel (e também o único que um documento da União Europeia associa à excelência científica), é pertinente analisar a evolução, desde 2018, dos critérios do referido ranking para a universidade de Lisboa. Na mesma o 1º critério (Alumni) não é apresentado porque o valor é nulo em todos os anos. 

A mencionada imagem síntese, comprova que a universidade de Lisboa têm melhorado ligeiramente a produção de artigos científicos, porém isso não tem sido suficiente para compensar a descida noutros critérios e é isso que explica que em 2021 a referida universidade tenha caído do grupo 151/200 para o grupo 201/300.  Uma despromoção evidente a que a imprensa curiosamente evitou dar destaque, como era aliás o seu dever, muito provavelmente porque este Governo não gosta de ler más notícias. Não só não gosta de ler sobre más noticias como por vezes até chega ao extremo vergonhoso de negar estatísticas oficiais.  

Ainda sobre o referido ranking Shanghai, é impressionante a forma omissa e até mesmo bastante incompetente, como há dois dias atrás a imprensa Portuguesa noticiou a classificação das universidades Portuguesas naquele ranking. Em boa verdade porém a realidade é bastante diferente do lindo cenário cor de rosa que foi “noticiado” aqui https://www.publico.pt/2022/08/15/sociedade/noticia/seis-universidades-portuguesas-mil-melhores-mundo-2017234

Interessa por isso muito pouco saber que há 6 universidades Portuguesas no top 1000 do ranking Shanghai deste ano, como deu conta a imprensa, pela simples razão que há países como a Nigéria, o Paquistão ou a Etiópia, que também tem universidades no grupo das mil melhores e Portugal, que eu saiba, não ambiciona ter o mesmo nível de desenvolvimento (científico ou outro) daqueles pobres países.

A única realidade que interessa é por isso somente aquela que faz uma avaliação temporal do desempenho das universidades Portuguesas no referido ranking, para se perceber se há aumento ou há diminuição da competitividade científica das nossas universidades, e assim se conseguir saber se estamos mais próximos ou mais longe do desempenho das universidades de países mais ricos, realidade essa através da qual se consegue perceber aquilo que imprensa não revelou:

 – Que a universidade do Porto conseguiu ter melhor resultado de sempre, entrando no grupo 201-300

 – Que a universidade do Minho conseguiu manter-se no Top 500. 

 – Que a universidade de Aveiro conseguiu voltar a entrar no Top 500, onde tinha saído em 2019 

 – Que a universidade de Lisboa não conseguiu voltar ao lugar que teve naquele ranking até 2020.  

 – Que a universidade de Coimbra e a Universidade Nova (a Universidade da Ministra Elvira Fortunato) mais uma vez, não conseguiram, o objectivo de voltarem a entrar no Top 500. 

 – Que a Alemanha tem três dezenas de universidades no Top 500 (já para nem falar das 4 no Top 100) e a própria Espanha (e também a Coreia do Sul) têm lá 11 universidades e Portugal têm apenas 4 ! 

Será que os Portugueses não merecem um jornalismo que não os trate como se fossem semi-analfabetos ? E porque é que os senhores jornalistas não foram perguntar aos Reitores das Universidades de Coimbra e da Nova, qual o motivo porque essas universidades não foram capazes de voltar a fazer parte do grupo das 500 melhores do mundo ? E porque é que a Coreia do Sul, que em 1974 era um país muito mais pobre do que Portugal, consegue ter uma universidade entre as 100 melhores do mundo e a melhor universidade Portuguesa nunca conseguiu entrar sequer no grupo das 150 melhores ? Será que é porque em Portugal, ao contrário da Coreia do Sul, e como afirmou um dos melhores cientistas Portugueses, existe uma “burocracia cuidadosamente arquitetada para defender os interesses da mediocridade instalada” ?

Germany produces almost twice the top cited papers as Japan

In August of 2021, we came to know that China has overtaken the United States for the first time in the number of top 10% most cited scientific papers (in the period 2017-2019), while Japan has dropped to 10th. And now the updated period for the years 2018-2020 shows that Japan was unable to secure the 10th position. It is now in the 12th below Spain.

Twenty years ago Japan had more than 4000 papers in the group of the top 10% most cited, almost the same number as Germany. However, in the latest period, Japan has less than 4000 top cited papers and Germany has more than 7000. Even Italy has more than 6000 top cited papers. What is happening with Japan ?

Back in 2017 in a paper published in Nature the scientists Wagner and Jonkers found a clear correlation between a nation’s “scientific influence” (top cited papers) and the links it fosters with foreign researchers. That paper has a most interesting image that explains what is happening with the citations of Japan´s papers https://www.nature.com/articles/550032a

PS – The fact that France dropped from the 5th position 20 years ago to the current 9th position also helps to understand why this country “hates” citation-based metrics.

August 17 update – The journal Science prefers to focus on Chinese performance https://www.science.org/content/article/china-rises-first-place-most-cited-papers

Processo de Irrelevância Científica Em Curso – PICEC

No Japão todos os anos o Ministério responsável pela ciência daquele país, avalia como é que o número de artigos científicos que receberam um elevado número de citações, se compara com o número de artigos mais citados dos 10 países, com o melhor desempenho a nível mundial. Em Portugal porém, o Ministério a quem cabe a supervisão da ciência, foge como o diabo da cruz, de fazer tais comparações, pela simples razão que não lhe convém que os contribuintes fiquem a conhecer verdades inconvenientes.

Mas se o Ministério agora dirigido pela catedrática Elvira Fortunato não faz o que lhe compete, há quem o faça, mesmo em pleno mês de Agosto. Uma análise (efectuada hoje) da evolução do número de publicações, indexadas na base Scopus (a maior base de literatura científica indexada a nível mundial, cujo acesso não é público), sobre os sete triénios que decorreram de 2012 até 2020 permite perceber que, à medida que aumenta o número de publicações indexadas, aquelas publicações relevantes (que receberam no mínimo 300 citações) tem vindo a diminuir-se de forma acentuada. Ou seja, em Portugal produzem-se cada vez mais publicações, que interessam cada vez menos, à comunidade científica mundial ! 

Por outro lado uma comparação do valor do rácio das publicações Portuguesas, indexadas na base Scopus, que receberam pelo menos 300 citações em relação ao total de publicações no último triénio (2018-202), mostra que Portugal fica muito longe da Islândia (uma diferença superior a 400%) e também que fica bastante longe de países como Singapura e a Suiça (uma diferença próxima de 200%) pior porém é constatar que Portugal até consegue ficar abaixo da pobre Grécia, o que é uma prova da irrelevância científica nacional, que note-se não aconteceu porém por mero azar do destino, mas foi fruto dos esforços nocivos de responsáveis políticos, que contribuiram activamente para o malogrado PICEC, o qual se consubstanciou em três suportes fundamentais, a saber:

1º) A realização de uma pseudo-avaliação de unidades de investigação, onde foram proibidas as métricas que permitiriam estabelecer importantes comparações internacionais, sobrando assim aos avaliadores as duas piores que existem. O número de publicações e o factor de impacto, que até apareceram referidas centenas de vezes nos relatórios da avaliação favorecendo dessa forma unidades cujas fragilidades teriam ficado à vista caso tivessem sido utilizadas métricas relevantes, como a relativa ao número de artigos no grupo top 1% mais citados ou a relativa ao rácio euros/citação, que seria e é particularmente oportuna, num contexto de escassez de recursos financeiros. 

2º) A dispersão (leia-se desvio) de verbas da ciência, para inúmeros subprogramas, e inúmeras tipologias de programas de ciência e tecnologia (com taxas de financiamento anormalmente elevadas, que significam uma violação objectiva do principio do mérito, consignado na CRP), que fazem com que sobrem apenas migalhas para os projectos de investigação (resultando daí taxas de financiamento residuais), quase como se existisse um orçamento paralelo na ciência, vide denúncia pública efectuada em 13 de Novembro de 2020. 

3º) A criação de um quadro de subsídios a empresas (e até mesmo bancos) que alegadamente levam a cabo importantíssimas actividades de investigação, quadro esse que todos os anos faz desaparecer nas tais “actividades de investigação” várias centenas de milhões de euros. Recorde-se que a nível europeu, e de acordo com um documento da OCDE, Portugal é um dos países que atribui mais subsídios às empresas para as tais investigações, ao contrário de países como a Suiça, onde os subsídios do Governo daquele país para “actividades de investigação” são nulos.

PS – Se como recentemente se ficou a saber há largas dezenas de catedráticos em Portugal, que ao longo da sua (longa) carreira foram incapazes de produzir sequer um único artigo que tivesse recebido 150 citações imagine-se quantos mais haverá que foram incapazes de produzir um único artigo que recebesse 300 citações, facto esse que também constitui mais um sinal inequívoco do PICEC, o qual como é evidente é muito mais preponderante em certas áreas científicas do que noutras que combinam elevada dedicação e bastante mérito, as quais (nalguns casos até com poucos recursos) fazem o favor de impedir que a situação Portuguesa seja muito pior do que é actualmente. https://www.docdroid.net/KCxBxFl/2022-portugal-no-ranking-shanghai-pdf

Quem nasceu para ser sabujo nunca chegará a Rottweiler

Um conhecido Rottweiler Português a quem a democracia Portuguesa deve bastante, porque sempre cumpriu e ainda continua a cumprir, de forma invulgarmente corajosa um importante e imprescindível dever de cidadania, escrevendo coisas muito pouco santas, que costumam deixar corruptos, vigaristas e outros trastes com os cabelos em pé, como por exemplo num violento editorial de Julho de 2020 que foi mencionado aqui, ou por exemplo num outro editorial de Maio de 2021, onde escreveu sobre a insuportável impunidade de uma casta criminosa, volta hoje a repetir a dose, numa nota editorial nada meiga, sobre a indecorosa decisão do Ministro das Finanças, Fernando Medina, que achou boa ideia desperdiçar o dinheiro dos contribuintes no pagamento de um elevado salário a um individuo de nome Sérgio Figueiredo, que ele apelida não só de moço de recados mas também de sabujo.

Seja como for causa-me algum espanto, que agora haja tantos que tanto se espantam, que o actual Governo socialista tenha contratado alguém, conhecido por ser um sabujo de governantes socialistas, pois em 31 de Janeiro já tinha escrito que o resultado das eleições significaria quatro anos de festa socialista, sendo evidente que aqueles que tem o cartão desse partido e os seus familiares e amigos tem o futuro garantido”Não me espantando sequer que a própria Ministra da Agricultura, tenha dito recentemente que há muitos agricultores neste país que são culpados do terrível “crime” de não terem votado no partido socialista. Pelo contrário estou é bastante surpreendido pelo facto da Ministra da saúde ainda não ter mandado dizer que, quem votou no partido da mão fechada, deve ser favorecido no atendimento das urgências dos hospitais e aqueles que além disso, tiverem um cartão daquele maravilhoso partido devem ser atendidos sempre em primeiro lugar.

Para se perceber até que ponto o Governo Português tem práticas que estão mais próximas do (des)Governo do Nicolas Maduro e menos das práticas que se levam a feito nos países do Norte da Europa, basta juntar aos casos acima mencionados, as palavras de um académico (e antigo Ministro do Governo de António Guterres) que hoje mesmo, na secção de economia do Expresso, afirma preto no branco, que Portugal não é um Estado de Direito, com liberdade de opinião e de práticas comerciais dentro da lei e a prova disso mesmo, afirma ele, é que apesar do Presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva se ter limitado a dizer a verdade sobre os brutais aumentos do preço da electricidade que os Portugueses terão de pagar em 2023, isso tenha sido suficiente para que o Primeiro-Ministro, António Costa, furioso com a divulgação dessa verdade inconveniente, tenha corrido a vingar-se dele e da empresa a que ele preside. 

PS – Convém não esquecer que o Primeiro-Ministro António Costa foi o mesmo que durante a anterior legislatura disse (como repetidamente também o faz Nicolas Maduro) que aqueles que então criticaram o Governo não eram patriotas e a aversão do Governo socialista às criticas é tanta que a Ministra da Saúde chegou mesmo ao extremo de qualificar como criminosos aqueles Portugueses que criticaram a acção do Governo.

O desprezo da comunidade científica internacional pela obra de largas dezenas de catedráticos Portugueses

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/ranking-de-investigadores.html

Apresenta-se no link abaixo uma actualização da tabela que tinha sido apresentada em Maio de 2021, no post acessível no link acima, e que mostra que os anos vão passando e muitos catedráticos Portugueses são incapazes de conseguir publicar um único artigo que receba 150 citações na base Scopus (auto-citações excluídas). 

Na lista actualizada aumentou-se o número de catedráticos nessa circunstância de 30 para 57. Quem sabe talvez em Agosto de 2023, quando actualizar a presente lista, lá decida colocar o nome uma centena de catedráticos de percentagem nula. Tenha-se ainda presente que estamos a falar de citações que até podem ter sido recebidas em artigos de jovens investigadores, de universidades pouco conhecidas, num contexto de uma tese de doutoramento ou até mesmo de uma dissertação de mestrado.

O que significa, que se o apuramento das citações feitas aos investigadores Portugueses constantes na tal lista, contabilizasse somente aquelas citações recebidas em artigos de cientistas séniores de conhecidas instituições como Stanford, o MIT ou Harvard (vide comparações feitas em post anterior), ou somente aquelas de artigos muito importantes, que por sua vez se tornaram altamente citados na comunidade científica (vide indíce-K) a lista daí resultante seria sem qualquer dúvida muitíssimo mais deplorável, como até mesmo motivo de vergonha nacional. 

O apocalipse possível que a comunidade científica negligenciou

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html

Na sequência do post acima, onde produzi alguns comentários sobre aquele que é para alguns o “profeta da desgraça” climática, registo com com bastante preocupação o facto de ter sido publicado esta semana um artigo que tem 11 co-autores que ninguém pode acusar de serem profetas da desgraça, onde se incluem os conhecidos Johan Rockström e Hans Joachim Schellnhuber, e onde por incrivel que pareça se pode ler que o risco de colapso da sociedade global tem sido perigosamente pouco estudado” https://www.pnas.org/doi/full/10.1073/pnas.2108146119

Tendo também em conta, que neste momento o Planeta vive com um aumento da temperatura média de apenas 1 ºC, e que por conta disso já temos temperaturas máximas de 47 ºC em Portugal é evidente que num cenário de um aumento de 3 ºC, como aquele que é apontado como provável por vários cientistas climáticos, no post que inicia o presente, o nosso país passará então a ter recordes superiores a 50 ºC. E a conjugação dessa eventualidade, com o tal estudo recente que aponta para uma diminuição da capacidade de sobrevivência, para menores valores do par temperatura/humidade, significa apenas que as más noticias serão o padrão do tal futuro, cuja gravidade a comunidade científica negligenciou. 

Extracting value from (environmental) stupidity

https://pachecotorgal.com/2022/08/03/idiotic-young-environmentalists/

Regarding the post above, where I commented on idiotic actions aimed at deflating the tires of SUVs in North America, I still recognize that it is possible to extract value from this stupidity, because if there were an entity in each country that would issue annual certificates for fossil fuels vehicles, confirming the payment of carbon offsets, then this would make it possible to appease the (brainless) anger of these young environmentalists, as well as alleviate, the consciences of SUV owners, and at the same time also to help third world countries where these carbon sequestration activities take place.

Bear in mind in this context that Norway paid 24 million dollars to Indonesia to avoid the release of almost 48 million tons of carbon from deforestation, which gives an average price of 5 dollars per ton of carbon sequestered. This then means, that a 426 hp Escalade 6.2 V8 SUV, which has “high” emissions of 383 g/km, it would emit 10 ton of carbon for 25,000 km/year, and would thus have to pay 50 dollars in carbon credits, in order to have access to the seal of zero driving emissions. It is clear, however, that in the long term (the massification extended to hundreds of millions of vehicles existing in rich countries) would inevitably induce a high demand for activities related to carbon sequestration, so that the unit price of carbon would end up increasing a lot, thus discouraging in the future purchase of non-electric SUVs.

PS – Compare the 10 tons/annual emissions of the aforementioned American “pollutant” SUV with the 5000 tons emitted by Taylor Swift jet to cover the same 25,000 km. Which means that young American environmentalists should rather be concerned about emissions from artists’ jets and less about ordinary citizens’ SUVs. Still regarding the aforementioned Taylor Swift, I cannot help but note with interest (and undisguised satisfaction) that she received the epithet of “climate criminal” which is more negative and violent than the one i used in 2019 for another artist here https:/ /pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

Extrair valor da idiotia

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/jovens-ambientalistas-idiotas.html

Relativamente ao post acima, onde comentei acções idiotas visando esvaziar os pneus de SUVs na América do Norte,  não deixo ainda assim de reconhecer que é possível extrair valor dessa idiotia, porque caso houvesse uma entidade em cada país, que emitisse certificados anuais para viaturas alimentadas a combustíveis fósseis, que comprovassem o pagamento de créditos de sequestro de carbono (Carbon Offsets), então isso permitiria apaziguar a raiva (acéfala) dos tais jovens ambientalistas, como também permitiria aliviar, mediante um preço módico, as consciências dos proprietários dos SUVs de maiores emissões, e ao mesmo tempo também ajudar financeiramente os países do terceiro mundo onde tivessem lugar essas actividades de sequestro de carbono.  

Tenha-se presente neste contexto, que a Noruega pagou 24 milhões de dólares à Indonésia para assim evitar a libertação de quase 48 milhões de toneladas de carbono de desflorestação, o que dá um preço médio de 5 dólares por tonelada de carbono sequestrada. Isso significa então e a título de exemplo que um SUV Escalade 6.2 V8 de 426 CV, que tem “elevadas” emissões de 383 g/km (substanciamente superiores às 279g/km de emissões do SUV Jaguar F-Pace SVR 5.0 V8 de 550 CV), emitiria para 25.000 kms/ano, 10 ton de carbono, e teria assim de pagar 50 dólares de créditos carbono, para poder ter acesso ao tal selo de emissões de condução nulas. É evidente porém que a prazo (a massificação estendida a centenas de milhões de viaturas existentes em países ricos) iria induzir inevitavelmente uma elevada procura por actividades ligadas ao sequestro de carbono, pelo que o preço unitário do carbono acabaria por aumentar bastante, assim desincentivando no futuro a compra se SUVS, que não fossem eléctricos.  

PS – Comparem-se as 10 toneladas/anuais das emissões do tal “poluente” SUV americano mencionado acima com as 5000 toneladas emitidas pelo jacto da Taylor Swift para percorrer os mesmos 25.000 kms https://www.dailymail.co.uk/news/article-11066457/Taylor-Swift-slams-reports-biggest-celebrity-polluter-year-jet-tops-list.html. Moral da história, os jovens ambientalistas Norte-Americanos devem mas é preocupar-se com as emissões dos jactos dos artistas (e também com as suas próprias) e menos com as dos SUVs dos cidadãos comuns.  Ainda relativamente à referida Taylor Swift não posso deixar de registar com interesse (e indisfarçavel satisfação) que a mesma tenha recebido o epiteto de “climate criminal” que é mais negativo e violento do que aquele com que em 2019 adjectivei este senhor aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

Jovens ambientalistas idiotas (e também hipócritas)

https://www.publico.pt/2022/08/02/azul/noticia/nao-es-carro-activistas-climaticos-esvaziam-pneus-veiculos-poluem-2015761

Já se sabia que a falta de inteligência é um problema, porém estava longe de imaginar que essa falta de inteligência não fosse um problema de gente analfabeta, mas sim de gente escolarizada em países ricos. Relativamente à recente e bizarra noticia no link acima, parece que na escolinha ninguém explicou aos tais jovens ambientalistas idiotas coisas básicas, como por exemplo, que nem todos os SUV tem o mesmo nível de emissões de carbono, desde logo um SUV eléctrico não tem o mesmo nível de emissões de um SUV que só consome combustíveis fosseis, além do que há muitos veículos ligeiros com um nível de emissões superiores a muitos veículos do tipo SUV.

Mas mais idiota é esquecer que até pode suceder que alguém tenha um SUV daqueles de elevadas emissões e mesmo assim o dono desse SUV tenha uma pegada carbónica inferior a alguém que possui um veiculo ligeiro eléctrico, mas come quase todos os dias bifes (ou hambúrgueres) de vaca e todos os anos faz longas viagens de avião para passar férias. Há vários anos atrás alguém lembrava por isso o óbvio ululante (que infelizmente não ensinam na escolinha) nas páginas do New York Times: “switching to a plant-based diet does more to curb global warming than switching from an SUV to a Camry

Coisa bastante diferente é a refinada hipocrisia de muitos destes inteligentes jovenzinhos, que acham que a culpa das alterações climáticas é fundamentalmente das emissões dos SUVs, mas muito convenientemente se esquecem, das elevadas emissões de gases com efeitos de estufa, necessárias para manter as suas casinhas frescas no Verão e muito pior do que isso, excessivamente aquecidas no Inverno, só para poderem andar de mangas de camisa em casa e evitarem esse terrível incómodo que é o de terem de usar uma camisola.