Os doentes (e os seus familiares) não podem ser criminalizados pelo facto de se indignarem. Era só o que mais faltava !

O jornal Público noticiou esta semana o caso de uma cidadã, que revoltada com o tratamento que tinha sido dado à sua mãe numa certa unidade de saúde, onde um médico alegadamente se recusou a passar uma autorização para fisioterapia, enviou para essa mesma unidade de saúde um email indignado onde criticou o referido médico (de forma quiçá grosseira) apelidando-o de “aprendiz de médico que só serve para passar receitas…” e por conta disso foi processada judicialmente por esse médico, que pretendia que essa cidadã fosse condenada pelo crime de difamação.  Felizmente porém que o tanto o Tribunal de 1ª instância como o Tribunal da Relação sentenciaram que grosseria e má educação não são por si só suficientes para tipificarem o crime de difamação https://www.publico.pt/2022/09/16/opiniao/opiniao/revolta-doentes-nao-crime-2020656

É evidente que muitos médicos gostariam que o comportamento dos pacientes fosse aquele receoso de há muitas décadas atrás, quando nem sequer tinham coragem para dizer fosse o que fosse durante as consultas, que não fosse rigorosamente aquilo que lhes fosse perguntado. Recordo que há alguns meses atrás um professor universitário queixou-se no jornal Público do tratamento ríspido que recebeu numa consulta médica de uma instituição pública (não custa imaginar que se a mesma tivesse sido realizada no consultório privado esse médico teria sido muito mais afável), então imagine-se como é que muitos médicos tratam nas suas consultas os pacientes cuja formação não vai além do ensino secundário. 

E porque será que não há inquéritos regulares aos utentes do SNS (pois há muitos que não se queixam mesmo quando são desconsiderados ou até mesmo maltratados) para dessa forma se saber quais são os médicos que há muito deviam ter sido afastados do SNS por manifesta incapacidade para exercerem a profissão ? 

E quando é que será que nas escolas médicas de Portugal se começa a fazer aquilo que já se faz há muito nas escolas médicas de países desenvolvidos que é impedir o acesso a esse curso aos alunos que não mostram possuir a necessária empatia para um dia terem de lidar com pacientes ?

Declaração de interesses – Declaro que os médicos são uma das duas profissões que foram alvo de mais criticas nos meus blogues (a outra é a dos advogados). Vide links abaixo para os últimos quatro posts sobre médicos:
1 – Será que a missão da medicina é utilizar os doentes para fazer dinheiro ?

2 – Uma estátua da vergonha para relembrar o nome de alguns médicos canalhas
3 – A grande mamata médica
4 – Para evitar esta humilhação é absolutamente urgente substituir médicos radiologistas por algoritmos de inteligência artificial

PS – Recorde-se que o número de queixas contra médicos é extraordinariamente elevado quando comparado com as queixas feitas contra profissionais de outras áreas. É por exemplo 560% superior ao número de queixas recebidas pela Ordem dos Dentistas, 1500% superior ao número de queixas recebidas pela Ordem dos Psicólogos e 4500% superior ao número de queixas recebidas pela Ordem dos Engenheiros. https://www.publico.pt/2019/11/24/sociedade/noticia/ordens-sao-capazes-punir-maus-profissionais-bastonarios-sim-numeros-nao-demonstram-1894748

A Portuguesa putativa Nobel da Medicina (talvez lá para 2050)

Depois de em 2020, um jornalista do Expresso, ter sido vitima de um vírus malicioso e travesso (delirium nobelis), que faz com que as suas “vitimas” passem a ver candidatos ao Nobel em todo o lado, o referido vírus acaba agora de atacar um jornalista da revista Sábado, que na revista hoje publicada, garante ter encontrado no Reino Unido uma excepcional jovem investigadora Portuguesa de 37 anos, que diz tem elevado potencial para num futuro próximo poder ser candidata ao Nobel da Medicina. Se tivermos porém em conta a elevada idade média dos vencedores do Novel da Medicina (quase 70 anos) então isso significa, que eu e milhões de Portugueses já não iremos a tempo de assistir a esse putativo acontecimento prodigioso. 

E isso já para não mencionar um facto muito mais importante, que é o de saber como é que a referida investigadora vai tornar-se merecedora de um Nobel, se depois de já ter iniciado a sua carreira há mais de uma década, não só ainda não faz parte do grupo dos quase 200.000 investigadores mais citados, mas pior do que isso ainda não possui um único artigo altamente citado e está por isso muito longe de conseguir entrar nesse grupo e ainda mais longe de sonhar com a entrada no grupo daquelas centenas de investigadores (onde actualmente não há nenhum cientista Português) que tem elevado potencial para vir a receber um Nobel https://clarivate.com/citation-laureates/successful-nobel-predictions/

PS – O cientista Português com mais hipóteses de poder eventualmente vir a ganhar um Nobel na ciência é o conhecido António Damásio, titular de uma obra científica profusamente citada por muitos milhares de investigadores e que não certamente por acaso, é também o cientista Português melhor classificado no ranking da Universidade de Stanford https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/os-15-cientististas-portugueses-melhor.html É porém absolutamente evidente que qualquer jovem investigador Português da área da medicina é um putativo futuro vencedor do Nobel da Medicina se por acaso conseguir descobrir a cura para qualquer um dos muitos cancros conhecidos !

Será que ter o pior resultado entre 20 instituições de ensino superior nacionais é motivo para felicitação ?

Usualmente só costuma haver condecorações (e felicitações) para os três primeiros classificados (ou para aqueles cujo desempenho se situa no grupo dos melhores 0.1%, 1% ou até mesmo 5%)  porém não é isso que se passa na cidade dos fenómenos que é Castelo Branco, onde há um Politécnico (que já se tinha congratulado por conta de um péssimo resultado) cujo Presidente ao pronunciar-se sobre os recentes resultados da 1ª fase de acesso ao ensino superior, se congratula pelo facto de 74% dos que escolheram aquela instituição o terem feito como 1ª opção da candidatura. Trata-se porém de um resultado que como se pode ver abaixo é o pior num grupo de 20 instituições públicas:


1 – ISCTE……………..186%
2 – UPorto……………184
3 – UNova…………….170
4 – IPol.Lisboa………144  
5 – UMinho…………..137
6 – UMadeira………..134
7 – IPol.Porto………..133 
8 – ULisboa………….132
9 – UCoimbra……….127 
10 – UAveiro…………115
11 – IPol.Setubal…..112
12 – UALG……………110
13 – UTAD……………101   
14 – UAçores………..100
15 – UÉvora…………. 99
16 – IPol.Coimbra…..98
17 – IPCA………………96
18 – IPol.Leiria……….95
19 – UBI………………..84
20 – IPol C.Branco…74

Sem surpresa o Presidente do referido politécnico  (António Fernandes, a quem a Scopus credita 5 publicações e um impressionante h-index=2) nada disse sobre o facto de ter havido quatro cursos com apenas 1 colocado e até mesmo dois cursos com zero colocados e nem de propósito, um desses dois cursos é ironicamente o curso onde ele é docente.    É impressionante que na primeira fase de um concurso que envolveu muitos milhares de alunos, não tivesse havido um único em todo o país minimamente interessado em aprender o que ele tem para ensinar. Quem sabe talvez se este Politécnico contratar como professores convidados estes dois génios a procura daquela instituição não rebenta a escala !

Effective altruism and the selfish beliefs of many in rich countries

Still following the interesting paper on effective altruism published one month ago on Time, where among many other things they mention a book that makes the case for long-term based altruistic decisions as a “key moral priority of our time” (see also the recommendation for long-term approaches for climate change consequences) why is it then that rich countries like Japan, Saudi Arabia, Luxembourg, and even Germany have an extremely low rate of afterlife organ donations https://www.irodat.org/img/database/grafics/2021_01_worldwide-actual-deceased-organ-donors.png is it because many in these rich countries believe they will need their rotten organs in the afterlife?

PS – Most ironically, Putin is working hard (in a very altruistic manner) for the long-term destruction of the Russian Federation because as Sergej Sumlenny (Russian-born political scientist, and former regional Director of the German Heinrich-Böll-Stiftung foundation) has written, the invasion of Ukraine is the beginning of Russia’s future disintegration. Amazingly, several Russian deputies just accused Putin of crimes of high treason and appealed to the country’s Duma to impeach him.

Update on 12 September – Municipal lawmakers from 18 districts in Moscow, St. Petersburg, and the town of Kolpino have signed a petition demanding the resignation of Putin. https://www.themoscowtimes.com/2022/09/12/russian-city-deputies-petition-for-putin-resignation-a78768 Still I wonder how many of them will now start to appear as victims of staged suicides ?

Universidades e Politécnicos Portugueses necessitam urgentemente de uma qualificação científica mínima

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/o-desprezo-da-comunidade-cientifica.html

Ainda na sequência do conteúdo do post da primeira semana do mês de Agosto (vide link acima), e na sequência de um artigo publicado também durante o mês de Agosto numa revista editada pelo MIT Press, sobre o sistema de qualificação científica mínima utilizado na Itália, um país que (ao contrário de Portugal onde há cada vez mais publicações que interessam cada vez menos à comunidade científica mundial) possui um número de artigos altamente citados que até já é superior ao do Japão (isto já para nem falar dos 14 prémios Nobel ganhos pelos cientistas daquele país, tendo 3 deles ocorrido no século 21, ao contrário do nosso país que desgraçadamente anda há mais de 70 anos a vê-los passar) faz sentido perguntar, o que é que Portugal ainda está à espera para adoptar um sistema de qualificação similar ao que é utilizado naquele país, para assim tentar impedir que aqueles que possuem uma obra científica sem qualquer impacto possam chegar a Professores Associados e até a Professores Catedráticos em universidades Públicas, somente por conta de ligações familiares, politicas ou maçónicas. Os quais, como é sabido, vão depois apadrinhar candidatos do mesmo deplorável “calibre”. https://link.springer.com/article/10.1007/s11024-013-9231-0

PS – Anexa-se abaixo o link para o site da Agência Italiana responsável pela qualificação científica mínima de Professores Associados e Professores Catedráticos https://www.anvur.it/en/activities/asn/ qualificação científica mínima essa que possui ainda a vantagem extra de permitir “caçar” aqueles candidatos que não se coíbem de colocar mentiras nos currículos académicos (que em Portugal, espantosamente, não são criminalizadas) porque a mesma é baseada em métricas que são facilmente verificáveis.

Porque é que não se consegue resgastar para o século 21 o Salazarismo edificatório ?

Corria o ano de 1951 (quando este país viu nascer fenomenais Portugueses que viriam várias décadas mais tarde a revelar-se Ministros prodigiosos, como foi o caso do Ministro Manuel Maria Carrilho ou do Ministro Manuel Dias Loureiro) quando o Governo Salazarista de então aprovou um vasto conjunto de regras que a partir desse ano passaram a reger a construção de edifícios, o conhecido Regulamento Geral de Edificações Urbanas – RGEU

Vetusto regulamento que actualmente ainda continua a motivar fortes disputas jurídicas por conta de questões relacionadas com o afastamento entre edifícios e o direito à exposição solar. Vide por exemplo o Acórdão do TCA Norte ou o Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo,  com regras que ditam que, por exemplo, os compartimentos devem ser iluminados e ventilados por vãos cuja área total “não será inferior a um décimo da área do compartimento com o mínimo de 1,08m2” (Artº71) ou que por exemplo as janelas tenham que estar obrigatoriamente desimpedidas numa distância mínima de 3m da proximidade de um muro ou fachada (Artº73) ou da proximidade de construções salientes, localizadas naquelas, que possam prejudicar as condições de iluminação e ventilação (Artº75). 

Regras essas as quais não aproveitam e até esquecem todo o conhecimento científico produzido ao longo das últimas décadas, como sejam por exemplo os estudos iniciados na década de 80, sobre o ritmo circadiano (que mereceram o Nobel da Medicina em 2017) cujas perturbações estão associadas a doenças várias, e que há uma década atrás levaram investigadores de conhecidas universidades, EPFL, MIT e Harvard a estudar de que forma alterações em edifícios já construídos, podem contribuir para uma melhoria do ritmo circadiano.

É evidente que as regras, da “Idade da Pedra”, inscritas no RGEU na parte relativa à iluminação, pertencem a um tempo em que as janelas estavam associadas a perdas térmicas significativas, o que já não é o caso nos tempos que correm, atento o elevado desenvolvimento tecnológico ocorrido nessa área (com valores de transmissão térmica de 0,5 W/m2K), mas mais preocupante é o facto de permitirem que os compartimentos de dois edifícios que possuam exactamente os mesmos vãos e a mesma distância a edifícios vizinhos, possam estar sujeitos a intensidades luminosas muito diferentes, e inclusive muito inferiores aos mínimos desejáveis, pelo que aquilo que faz sentido no século 21 é que a unidade regulamentar seja esta última, como aliás sucede em países desenvolvidos, como é por exemplo o caso da Alemanha. 

PS – Tendo em conta que um estudo recente, publicado numa conhecida revista científica, ligou perturbações no ritmo circadiano a várias doenças mentais não pode causar admiração que a população idosa, que vive de forma permanente em habitações com más condições de iluminação (e também aqueles não idosos, que durante a pior fase da epidemia de Covid-19 foram obrigados a estar fechados, durante longos períodos, em habitações com iguais ou mesmo péssimas condições de iluminação) possam ter desenvolvido patologias mentais.

A epidemia de juízes corruptos e e a juíza dos 7 (ou 8) maridos

Depois de em 15 de Agosto, os Portugueses terem ficado a saber, que são os próprios juízes que acreditam que muitos dos seus Colegas de profissão são corruptos (facto de gravidade extrema porque como escreveu alguém “Uma comunidade sobrevive a políticos corruptos, mas não a juízes corruptos) ainda nem sequer se tinham passado duas semanas dessa noticia, quando foi possível ler num blogue de um (corajoso e feroz) magistrado aposentado, que a credibilidade dos magistrados da cidade do Porto anda pelas ruas da amargura.

Para ajudar à desgraçada festa, no blogue do mesmo (corajoso e feroz) magistrado aposentado, ficou ontem a saber-se que a credibilidade da magistratura da Madeira ainda anda pior, num post sobre uma recente sentença do TEDH, que no final remete para um outro blogue, onde se descobrem coisas verdadeiramente espantosas e não estou a referir-me à juíza dos 7 (ou 8) maridos que lá aparece mencionada, mas a factos que se não provam pelo menos constituem fortes indicios de práticas corruptas que passarem impunes. É claro que é importante não esquecer o contexto, isto é, que Portugal é o mesmo país onde houve dois juízes que condenaram o advogado Sá Fernandes, só porque ele gravou uma conversa com o empresário, Domingos Nevóa, onde aquele prometia pagar 200.000 euros ao vereador e irmão do advogado Sá Fernandes. Felizmente porém que pelo menos nesse caso os juízes do TEDH acharam essa sentença absolutamente vergonhosa e condenaram o Estado Português, embora quem devesse ter sido condenado a pagar a indemnização eram os referidos dois juízes. Quanto ao corruptor activo, Domingos Névoa, que alguns juízes da Relação deram como sendo absolutamente inocente e até vitima de gravação ilicita, não lhe aconteceu rigorosamente nada, porque como é hábito em Portugal, o processo prescreveu !

PS – O supracitado (corajoso e feroz) magistrado aposentado, é o mesmo que um dia não teve medo de escrever, acerca de membros do Governo de José Sócrates, o seguinte: “Não se admite que um cabrão de um secretário de Estado, ministro ou um filha da puta qualquer que seja governante e receba do erário público,  gaste uma média de 295 euros por refeição paga por todos nós, através do Orçamento de Estado. Não se admite, ponto final.

As patentes que são apenas lixo intelectual, as patentes que valem biliões e o improvável campeão mundial das patentes

Um artigo publicado na conhecida revista The Economist começava da seguinte forma: “É uma prova da inventividade humana que 50 milhões de patentes tenham sido concedidas a nível mundial. Mas, em conjunto, a maior parte assemelha-se a lixo intelectual. Nele se podem encontrar  ideias plausíveis pelas quais no entanto nenhuma empresa jamais quis pagar um cêntimo que fosse, ideias plausíveis falhadas e até ideias absurdas…Reduza a lista somente aquelas com um módico de racionalidade e legalmente em vigor, através do pagamento da taxa necessária para as manter vivas e sobram somente 16 milhões…” https://www.economist.com/business/2021/12/04/a-new-way-of-understanding-the-high-but-elusive-worth-of-intellectual-property

O referido artigo analisou as tentativas falhadas para estimar o valor de uma patente até que chega ao caso da startup PatentVector, que utiliza um método (já patenteado e comprado por diversas empresas e instituições) baseado em citações de patentes. De acordo com a PatentVector, a empresa fabricante de dispositivos médicos Ethicon (que é uma subsidiária da Johnson & Johnson) detém 95 das 200 patentes mais valiosas do mundo, sendo que aquelas que levam o nome do Frederick Shelton se estima valerem 15 biliões de dólares. O inventor mais valioso do Planeta. O artigo refere ainda que a PatentVector encontrou mais 65 inventores, que pertencem ao clube das patentes avaliadas num valor superior a 1 bilião de dólares. 

PS – E porque será que o referido Frederick Shelton é muito menos conhecido do que o Ronaldo (e até menos conhecido do que jogadores de segunda e terceira linha) se aquilo que ele faz é muito mais importante ? Será que é porque na nossa civilização se faz a apologia da ignorância ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/attenborough-versus-ronaldo-or.html

The Economist – Millions of patents that are just intellectual junk and the 65 inventors whose patents are worth billions

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/new-evidence-shows-that-abolishment-of.html

Still following a previous post about the tragic consequences of the abolishment of the professor’s privilege check an article published in The Economist that began as follows:

“It is testament to human inventiveness that 50m patents are estimated to have been granted globally. But in aggregate much of the collection resembles an intellectual junkyard. Included are plausible ideas that no firm ever wanted to pay for, plausible ideas that fell short, and absurdities…Pare the list to those that are both sensible and in force legally, meaning a fee is paid to a patent office to keep them alive, and there are 16m patents that count...” https://www.economist.com/business/2021/12/04/a-new-way-of-understanding-the-high-but-elusive-worth-of-intellectual-property

This article in The Economist analyzed the failed attempts to estimate the value of a patent until PatentVector came along. This startup uses a method (already patented and purchased by several companies and institutions) based on patent citations. The aforementioned startup “…uses artificial intelligence to comb through 132 million patent documents held by the European Patent Office in Munich (the largest collection in the world). Then, it assesses, on the one hand, the frequency with which a patent is cited and, on the other hand, the frequency with which it is cited by patents themselves frequently cited. This gives an indication of importance which is then multiplied by an average patent value”.

According to PatentVector, medical device maker Ethicon (which is a subsidiary of Johnson & Johnson) holds 95 of the 200 most valuable patents in the world. Among these, those attributed to the eccentric Frederick Shelton are estimated to have a collective value of US$15 billion. The report further highlights that PatentVector has identified an additional 65 inventors who are part of the exclusive group of patent holders with inventions valued at over 1 billion dollars.

PS – Why is the aforementioned Frederick Shelton much less known than Ronaldo (and even less known than second and third-line soccer players) if what he does is much more important? Is it because our civilization promotes the cult of ignorance? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/attenborough-versus-ronaldo-or.html

O acesso ao ensino superior e uma imperdível e crucial vantagem competitiva

Se não é fácil saber quais as universidades onde abundam os catedráticos com uma obra científica muito pouco citada, vide lista incompleta onde aparecem quase 60, então em alternativa, os estudantes que agora se candidatam ao ensino superior, podem optar por dar preferência às universidades onde haja mais investigadores altamente citados, para assim poderem vir a beneficiar de uma eventual e futura associação com os mesmos, que a ciência já demonstrou ser crucial para o sucesso de uma carreira científica 

Sabendo-se que o único ranking internacional decente de investigadores (o único que cumpre três condições fundamentais, a da desambiguação, a da remoção de auto-citações e da utilização da contagem fraccionada) é este aqui  https://tecnico.ulisboa.pt/pt/noticias/mais-de-uma-centena-de-investigadores-do-tecnico-no-top-mundial/ então reproduzem-se abaixo os links para os dois ficheiros mencionados na noticia supra, o ficheiro sobre o impacto ao longo da carreira e o ficheiro sobre o impacto no último ano: 

Ficheiro – Impacto na carreira – https://www.docdroid.net/OTOBCto/ficheiro-carreira-pdf

Ficheiro – Impacto no último ano – https://www.docdroid.net/orhhLYA/ficheiro-ultimo-ano-pdf

Nos mesmos é notório que há várias universidades que possuem largas dezenas de investigadores altamente citados, mas é também evidente que há muitas instituições de ensino superior que não possuem sequer um único.  As primeiras localizam-se, sem surpresa, na sua esmagadora maioria no Litoral do nosso país, razão pela qual há 2 anos atrás fiz duas propostas para tentar reduzir essa grave assimetria científica. 

PS – Também sem surpresa se fica a saber que aquele Politécnico que recentemente e de forma totalmente injustificada (mas bastante descarada) se auto-intitulou como sendo um dos melhores Politécnicos de Portugal tem afinal zero professores e ou investigadores altamente citados. O que basicamente significa que não consegue estar à altura de vários Politécnicos, como o do Porto, o de Bragança, o de Coimbra, o de Viseu, o de Setúbal, o de Viana de Castelo ou o de Portalegre.