Catedrático de engenharia da Universidade de Lisboa é notícia no site Retraction Watch

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/catedratico-do-ist-continua-somar.html

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/catedratico-do-tecnico-soma-mais-dois.html

O catedrático de engenharia da Universidade de Lisboa, que tinha sido mencionado nos posts acima, acaba de ser notícia, por más razões, no site Retraction Watch https://retractionwatch.com/2022/07/13/engineering-researcher-who-cast-blame-on-co-author-will-soon-have-12-retractions/

Petição contra o lobby rodoviário (e contra os PPPs)

Embora não tenha por hábito promover petições, abro uma excepção no seguimento de uma solicitação que me foi feita nesse sentido por um Colega da Universidade de Lisboa, de nome Manuel de Arriaga Brito Correia Guedes https://peticaopublica.com/?pi=PT113034

PS – Será que nos últimos tempos algum PPP (Porco Político Psicopata) visitou a zona de Idanha-a-Nova e achou que o que realmente lá fazia falta, era uma estrada onde se pudesse acelerar à vontadinha, que parece ser um conhecido fetiche sexual dos PPPs ?

Obrigar os doutorados a prestar um juramento de integridade científica

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/catedraticos-franceses-dao-uma-licao.html

Há pouco tempo atrás, vide post no link acima, elogiei a França por ser o país onde a justiça é corajosa e implacável (o que também significa que os catedráticos de Direito Penal daquele país não tem ilusões sobre a maldade humana) ao ponto de exigir que um ex-Primeiro-Ministro, que colocou os seus interesses pessoais à frente dos interesses públicos que jurou defender, fosse implacavelmente condenado a uma pena de cadeia efectiva  (o que é quase o mesmo que dizer que arrisca ser premiado na lotaria das violações anais que ocorrem em muitos estabelecimentos prisionais europeus e dos EUA e não só nas prisões da África do Sul, como recentemente se ficou a saber pelo caso do ex-Banqueiro Rendeiro)  e agora não me resta outra alternativa, que não seja a de voltar a elogiar a França por conta da sua recente (e quase revolucionária) decisão de obrigar a que os novos doutorados tenham de prestar um juramento de integridade científica no dia da defesa da sua tese https://www.science.org/content/article/france-will-require-ph-d-s-take-research-ethics-oath

Não que eu tenha qualquer ilusão sobre as consequências “milagrosas” de um tal juramento, mas ainda assim e mesmo que o referido juramento não consiga diminuir o número daqueles cientistas com uma ética muito rasteira cuja existência também se fica a dever a razões, que foram analisadas num artigo que recebeu centenas de citações e cujo primeiro autor é um engenheiro civil, (embora esse seja um problema residual nessa área científica mas seja particularmente agudo em áreas científicas como as ciências biomédicas) pode ainda assim, pelo menos ajudar a colocar mais “pressão” sobre os mesmos, contribuindo assim reduzir o seu sentimento de impunidade absoluta. 

PS – Neste contexto, também seria benéfico que as bases de dados indexadas tomassem a decisão de separar os artigos “despublicados” por conta de uma tipologia que hierarquizasse a gravidade do motivo ligado a essa “despublicação”, como anteriormente já tinha sugerido nos dois posts abaixo de Maio e Junho, para que não se misturem razões graves com razões inócuas, que não prejudicam a ciência, assim contribuindo para branquear as primeiras, o que seria equivalente, passe o paralelo e o desconto das devidas distâncias, a colocar no mesmo saco o abuso sexual de uma criança e uma infracção por conta de um veículo mal estacionado:  

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/catedratico-do-ist-continua-somar.html
https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/catedratico-do-tecnico-soma-mais-dois.html

Quem é que protege os Portugueses dos advogados criminosos ?

Depois da importante questão, relativa a saber-se quem é que protege os Portugueses do Interior do país dos políticos urbanos, é também importante perguntar, quem é que protege os Portugueses dos advogados criminosos ? Na justa medida em que a revista Sábado desta semana, contém um artigo sobre um advogado famoso que trabalhou com um curso forjado durante 30 anos, período durante o qual se tornou milionário com práticas que a referida revista descreve como “Convincente e com jeito para falar prometia milhões a troco de comissões de 15%”.

Foram assim precisos 30 anos para que a Ordem dos Advogados descobrisse a fraude e durante esse período ele deixou um rasto de desgraçados atrás de si. Porém se tivermos em conta que a Ordem dos Advogados tem de milhares de processos disciplinares atrasados, dos quais resultarão muitas expulsões dessa profissão, faz sentido perguntar quantos advogados andam neste momento a exercer quando há muito já deviam ter sido expulsos dessa profissão ? Trata-se de uma pergunta fundamental que eu já tinha feito há três anos atrás https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/um-crime-com-cumplicidade-da-republica.html

Quem protege os Portugueses do Interior do país dos políticos urbanos ?

Na sequência da entrevista do Gary Kasparov que hoje aparece na versão impressa do jornal Público e de onde sobressai a frase choque “É ultrajante que os europeus comparem o preço do gás com o sangue dos ucranianos”, aproveito para, com a devida vénia divulgar, abaixo, um artigo de opinião que também hoje aparece no jornal Público:

O PÚBLICO publicou a 13/07 uma das suas fotografias mais belas. Sob um céu de fumo e destruição, um homem jovem transporta aos ombros uma ovelha. O tronco despido, atlético e branco, o rosto tisnado, contraído pelo instinto telúrico de sobrevivência, narram uma vida de trabalho, pouco lazer e nenhum luxo. É uma imagem comovente e brutal, de uma beleza bíblica de Antigo Testamento. Do fogo apocalíptico, uma vida forte salvou uma vida frágil, e nada mais. Milhares de quilómetros separam mentalmente aquela imagem do citadino enfadado no conforto climatizado do seu apartamento. É essa a origem da tragédia. Toda a classe política, sem excepção, nasceu na classe média urbana. Desvinculada da província dos seus maiores, este é o retrato que lhes resta do interior rural: um mundo de rústicos barbudos com animais às costas; uma gente ignara, que não frequenta drinks de fim de dia, que come carne, que não arranja as unhas. Uma gente que só aparece para se queixar, que só existe quando é vítima. Uma maçada sazonal, como os mosquitos da Comporta ou a nortada de Moledo.
Bernardo Barahona Corrêa, Lisboa

De facto para muitos políticos urbanos, os tais dos drinks ao fim do dia, é muito mais importante dedicarem as suas energias a atacarem o Pacheco Pereira (que segundo a professora Luísa Semedo é culpado dos “crimes” de ser branco e de ser homem, ao contrário das duas conhecidas mulheres negras Tchizé e Isabelinha, que tendo vivido no luxo desde a mais tenra infância, ao mesmo tempo que os seus compatriotas morriam de fome, não são culpadas de rigorosamente nada), a propósito do artigo que ele escreveu no Público, onde se podem ler frases como “Este surto de identidades vai ao ponto de também haver “trans espécies”, humanos que acham que são cães ou veados ou dragões…” e que despertou a fúria dos membros da comunidade LGBTTTQQIAA+, como hoje o faz no jornal Público uma deputada do Bloco de Esquerda (um partido eminentemente urbano que a continuar por esse caminho se arrisca a que lhe aconteça o que aconteceu ao CDS), e para quem o facto de uma parte de Portugal estar a arder parecer ser coisa absolutamente secundária, face à imperiosa necessidade de obrigar os Portugueses, a escreverem todes (em vez de todos ou todas), muites (em vez de muitos ou muitas), elus são amigues (em vez de eles são amigos) e aquelu menine é minhe filhe (em vez de aquela menina é minha filha) sob pena de multa ou quem sabe no futuro até mesmo sob ameaça de prisão.

PS – Uma rápida pesquisa no google do nome Bernardo Barahona Corrêa, permite encontrar um doutorado em psiquiatria, que trabalha na Fundação Champalimaud https://thenextbigidea.pt/decidimos-melhor-quando-sabemos-a-explicacao-do-problema/

The enemy of Russia who wants that country to have a population smaller than that of Türkiye

In an interview published in my country yesterday, Gary Kasparov says that Putin can only recruit soldiers in the poorest areas of Russia thus confirming the words of Ph.D. Leonid Schneider. Kasparov also says that the Russian army promises families large compensation in the event of death — up to 200,000 euros. This means that the total compensation for Russian soldiers killed in the Ukrainian war already exceeds 7 billion euros.

If we add the number of Russian soldiers killed in the war in Ukraine with the number of Russians who committed suicide throughout Russia since the war began, the figure exceeds more than 50,000 dead in just five months. If to this number we add the number of those who fled Russia (around 200,000) because of the war in Ukraine and more importantly the effects of an uncommon low birth rate (that represents a drop of more than 300,000 Russians in a single year), it means that Bloodymir Putin is heavily contributing to the reduction of the Russian population, that one of these days it will be smaller than that of Türkiye.

PS – Kasparov also said in the aforementioned interview that “It is outrageous that the europeans compare the price of gas with Ukrainian blood”

Tratar da saúde ao Pacheco Pereira

O septuagenário José Pacheco Pereira, teve o supremo atrevimento (já que é culpado dos hediondos crimes de ser branco e de ser homem) de ter escrito há 5 dias atrás um artigo no jornal Público de título “Porque é que “todes” não é todos, nem todas?” que lhe tem valido criticas várias (algumas ferozes) por parte da comunidade LGBTTTQQIAA+, como por exemplo hoje no jornal Público, num artigo de uma professora de filosofia do ensino secundário, de nome Luísa Semedo, que de forma elevada até cita Wittgenstein. Contudo trata-se da mesma Luísa Semedo, que há apenas 2 dias atrás escreveu um outro artigo sobre o mesmo Pacheco Pereira, mas onde a narrativa é muito menos elevada, eivada de desprezo, quando se refere à disciplina de história como a área científica que apenas trata de datas e nomes de acontecimentos “e tal”, no limite da injúria, quase a roçar o ódio (e que parece reproduzir de forma muito mais fiel aquilo que realmente lhe vai na “alma”) e onde embora implícito só ficou a faltar um apelo explicito ao “cancelamento” (leia-se tratar da saúde) do Pacheco Pereira:

“Preta fufa. É isto que o José Pacheco Pereira gostaria de ter a liberdade de me chamar ou que outros me chamassem. E se eu seguisse os desejos do José Pacheco Pereira e não me deixasse levar por uma “linguagem sanitariamente pura” também o poderia chamar de palerma branquela LGBTfóbico …Mas não o faço porque sou… sei lá… no mínimo educada…José Pacheco Pereira está preocupado com o empobrecimento da língua, que chatice vamos perder o “preto”, o “paneleiro”, a “bicha”, a “fufa”, e agora vamos chamar estas pessoas de quê? … É porque há assim uma coisa que se chama História, mas bom, ele é que é o especialista. Ele é que sabe muitas datas, e muitos nomes de acontecimentos e tal, mas ai LGBTQIA+ é muito difícil, são precisos dois doutoramentos para saber o que significa a sigla misteriosa. Cruzes, aprender isso tudo… que trabalheira. E eu tenho de ir para a praia, está calor… não posso chamar a tudo de “fufas e paneleiros” e está o caso arrumado?…JPP quer continuar a beneficiar dos privilégios dessa sua identidade invisível, quer poder continuar a falar de colonialismo e feminismo sem que ninguém repare que é homem e branco, enquanto negros e mulheres são vista/os como suspeita/os, subjectiva/os, não-científica/os quando falam dos mesmos temas. O sentimento de supremacia também é isto. …Não me vou alongar mais com o JPP porque a energia e o tempo que se perde com estas pessoas dá-me náuseas”

Declaração de interesses – Declaro-me culpado do crime de ser branco, do crime de ser homem e também de ter escrito isto aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/novas-regras-ditam-que-so-quem-nasceu.html

PS – No tal artigo no jornal Público de hoje, Luísa Semedo, elogia a Francesa Alice Coffin, a mesma que defende um apartheid contra os homens. Segundo a Srª Coffin, as mulheres não devem ler livros escritos por homens, nem devem ver filmes realizados por homens, nem muito menos ouvir música de artistas masculinos https://www.economist.com/europe/2020/10/15/men-should-have-no-place-in-womens-minds-says-a-new-book

O assédio sexual a alunos entra finalmente no pódio

Depois de um post sobre o Instituto Superior Técnico se ter tornado o 3º post mais visto deste blogue no passado mês de Abril eis que o seu período de “glória” chega inesperadamente ao fim já que há um novo ocupante do 3º lugar do pódio deste blogue. Trata-se de um post sobre assédio sexual (e também sobre algumas patifarias cobardes) que também foi produzido no mês de Abril, mas que só agora reuniu um número de visualizações suficientes para o efeito https://pachecotorgal.com/2022/04/08/o-terror-com-os-processos-disciplinares-na-academia-e-a-professora-universitaria-que-nao-sabe-o-que-e-o-assedio/

PS – O 1º e o 2º lugar do pódio dos posts mais vistos continuam intocáveis e dizem respeito a um processo disciplinar e a um ranking sobre os 10 países que mais andam a ajudar a Rússia porém não me admiraria que ambos viessem a ultrapassados pelo sucesso do post supracitado.

Adesso, d´Espagnat, and the amazing achievement of the experts from Ludwig Maximilian University

A paper recently published in Nature reports that experts from Ludwig Maximilian University successfully connected single atoms located 33 kilometers apart through quantum entanglement. https://www.nature.com/articles/s41586-022-04764-4

While my expertise lies in civil engineering rather than the field of physics that explains quantum entanglement, I do recall emailing theoretical physicist Gerardo Adesso, a Professor at The University of Nottingham, back on September 1, 2015. I asked him for a comment on the intriguing definition of quantum physics as “infinite love,” coined by French theoretical physicist Bernard d’Espagnat. I also inquired about Adesso’s publication, The Social Aspects of Quantum Entanglement, in which he compared quantum entanglement to “passion at a distance.”

“…Entanglement thus manifests as a somehow puzzling correlationbetween parties who once came into contact, and mantain their contact even miles away. This has been experimentally demonstrated with individual atoms or light beams: but how can it fit in our everyday experience of life? The closest feeling which comes into my mind is love. Think of a mother and a child, or two lovers who shared an intense emotion, and are now living at the opposite sides of the world. They feel each other, perceive the happiness or the sadness of the distant partner, and are influenced by this”

A mamata indecente dos suplementos remuneratórios no ensino superior

Ainda relativamente à polémica (leia-se regabofe) levantada pelo Tribunal de Contas, sobre os pagamentos de suplementos remuneratórios aqueles muitos (até demais) que no ensino superior exercem cargos de gestão, convém não esquecer que no que respeita a esses cargos, já basta o bizarro beneficio dos seus titulares, poderem ser automaticamente classificados como Excelentes, em termos de avaliação de desempenho, somente pelo facto de desempenharem um cargo (a que ironicamente e não raras vezes ascenderam unicamente por conta do Princípio de Peter), mesmo que o desempenho nesse cargo seja notoriamente medíocre. Leia-se a esse respeito um artigo corajoso e bastante contundente de um não menos corajoso catedrático da universidade do Porto.

Numa altura em que por notória falta de verbas na Academia, onde há concursos (quer ao nível de projectos quer ao nível de recrutamento de investigadores) em que há mais de 90% de rejeição de candidaturas, é absurdo (e até escandaloso porque ao arrepio do de qualquer sentido de prioridade) que os titulares dos cargos de gestão andem a receber tais suplementos, muitas vezes para produzirem zero ou até para destruírem valor. Seria cómico se não fosse trágico, que ao mesmo tempo que por falta de verbas há jovens investigadores competentes que são obrigados a emigrar, como por exemplo esta investigadora, se ande a pagar suplementos a incompetentes.

Em alternativa e numa perspectiva de minimização do desperdício de verbas públicas, seria preferível que o tempo passado em cargos de gestão, fosse majorado em 50% (ou até mesmo 100%) para efeitos do cálculo do inicio da aposentação. Já o pagamento de suplementos em dinheiro, seria admitido somente para os directores excelentes de excelentes unidades de investigação (com resultados comprovadamente extraordinários) e sairiam de uma percentagem dos projectos internacionais ganhos por essas unidades de investigação e nunca de verbas do Orçamento de Estado.

Declaração de interesses – Declaro que em posts anteriores produzi declarações que mostram o meu cepticismo (e até indignação e mesmo repúdio) pelo desempenho dos gestores públicos, como por exemplo em 2019 ou em Dezembro de 2020, ou até muito mais recentemente no mês passado aqui.

PS – Sobre remunerações no ensino superior vale a pena também recordar isto https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/catedratico-defende-subida-do-salario.html