Miguel Esteves Cardoso quer levar à falência os restaurantes de leitões

https://www.publico.pt/2022/11/24/opiniao/cronica/vivam-carnes-velhas-2028888

A sugestão do doutorado Miguel Esteves Cardoso (conhecido ex-director do tal semanário que nasceu para acabar com o Cavaquismo e que apesar de já ter abandonado a academia há mais de 30 anos ainda é objecto de atenção na mesma), no recente artigo acessível no link acima, é muito mais radical do que aquela que eu fiz, sobre a mesma questão, há 5 anos atrás, numa troca de correspondência com a então Assessora Parlamentar do PAN. 

Sobre este assunto é também importante recordar a afirmação abaixo, que faz prova da hipocrisia de todos aqueles, que adquirem carros elétricos, alegadamente por estarem muito preocupados com o ambiente, mas que depois são maníacos comedores de leitões e de outras carnes vermelhas. Com a agravante de haver relatórios internacionais onde se pode ler que a criação de gado em  Portugal utiliza mais antibióticos do que nos EUA. 

“switching to a plant-based diet does more to curb global warming than switching from an SUV to a Camry” 

Os jovens “revolucionários” climáticos Lisboetas andam com a bússola avariada

Não se percebe porque é que os tais “jovens” revolucionários climáticos Lisboetas andam a perseguir o pobre desgraçado Ministro da Economia, o que prova que eles andam muito confusos, pois era na Quinta da Marinha e na Quinta Patino que eles deviam ir fazer barulho, já que como se confirma num recente estudo efectuado por uma equipa de mais de duas dezenas de investigadores de vários países, são os super-ricos que andam efetivamente a lixar este Planeta e não o facto de alguém conduzir um veículo que consome combustíveis fósseis.

Em boa verdade alguém deveria explicar a esses jovens  (já que os seus professores e os seus paizinhos não o fizeram, talvez porque também não o saibam) que os edifícios são na verdade responsáveis por uma quantidade de emissões de carbono superiores às geradas pelo sector rodoviário, e é por essa razão, e por mais paradoxal que possa parecer, que é economicamente muito mais eficiente, investir na melhoria do desempenho energético do sector habitacional do que trocar viaturas que consomem combustíveis fósseis por viaturas elétricas. O que significa que antes de se aventurarem em revoluções sustentadas pela ignorância deveriam primeiro questionar os seus paizinhos, quanto ao desempenho energético da habitação onde vivem. 

Declaração de interesses – Declaro que anteriormente, no passado mês de Agosto, já tinha criticado jovens revolucionários climáticos de outros países. 

Declaro também que anteriormente já tinha escrito sobre a Quinta Patino, em 17 de Agosto de 2019, vide extracto abaixo que novamente reproduzo:

“Interessante facto no interessante artigo da revista Sábado que esta semana se dedica à famosa Quinta Patino (a tal urbanização que tem uma entrada própria para os empregados) é constatar que entre os proprietários das moradias de muitos milhões de euros lá localizadas se contam alguns conhecidos parasitas Portugueses que nada surpreendentemente ficaram a dever centenas de milhões de euros à banca e confiam agora que Portugueses…lhes sustentem por via dos seus impostos a evidente e genética parasitose. Pormenor indescritível é quando o artigo da revista Sábado diz que na Quinta Patino vivem 150 famílias de elite. Antigamente a palavra elite servia para descrever o que há de melhor e se valoriza numa sociedade, quem diria por isso que a língua Portuguesa iria evoluir tanto até ao ponto de passar a incluir a palavra elite como sinónimo de parasitagem !

Unethical authorship or genius-like capabilities due to eugenic selection?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/how-many-papers-can-superscientist.html

For too long as academia and publishers have been silent about those who seem to have super-publication powers that i mentioned in the post above. Fortunately, just a few days ago a Clarivate Analytics Director, Gali Halevi stated that:

“Any author publishing two or three papers per week strains our understanding of the normative standards of authorship and credit”

And if that is so then the Danish Full Professor, who in 2020 authored an average of 6 (six) Scopus-indexed papers per week (in other years he authored 5 papers per week) is now in a very bad situation. Assuming, of course, that Danish academia (Aalborg University) does not have ethical standards below those of Clarivate Analytics.

PS – However, a different hypothesis could explain the super-publication powers of the aforementioned Danish Professor. Let´s not forget that Denmark was the first European country to sterilize thousands of mentally handicapped persons. So is it possible that Denmark was able to forge a purer race with genius-like capabilities?

O cínico marido da catedrática ataca novamente

Sobre a próxima e altamente necessária revisão da Constituição da República Portuguesa, de que agora tanto se fala, aquele patético senhor de apelido Pereira, marido de uma catedrática de Direito da Universidade de Lisboa (a mesmíssima que em 2015 ficou muito chocada com a prisão de José Sócrates), e o qual já foi diversas criticado neste blogue, como por exemplo num post a propósito da pena de morte, veio ontem avisar através de um artigo na imprensa (no que soa a uma tentativa espúria de condicionamento), que a Constituição da República actualmente em vigor foi em 1975, “sufragada por mais de 90% dos deputados“.

Só se esqueceu de dizer que os tais deputados que aprovaram essa Constituição foram também os mesmos que na altura aprovaram um sistema eleitoral viciado, que dita que os votos no PS valem muito mais do que os votos noutros partidos. E foi por isso que nas últimas eleições legislativas, as tais que deram a actual maioria ao partido socialista, mais de meio milhão de votos foi para o lixo, o que significa que a actual Constituição, considera que os Portugueses a quem pertencem esses votos são cidadãos de segunda classe.

Não tenho grandes ilusões sobre o que será a actual revisão da Constituição, que está fortemente condicionada por uma maioria de deputados do partido socialista, mas espero que no futuro, num parlamento com uma composição bem diferente da actual, seja possível rever a Constituição para garantir que os Portugueses não continuem a ser empobrecidos por um poder politico rapace e infame, inscrevendo na mesma que:

  • São inconstitucionais as leis que criam eleitores de primeira classe e eleitores de segunda classe.
  • São inconstitucionais as leis que criam subvenções vitalícias para titulares de cargos politico e bem assim também as leis que criam regimes de aposentação especiais para titulares de entidades públicas com apenas 10 anos de descontos.

PS – É bom relembrar, aos esquecidos, que no Parlamento de 1975, o tal que aprovou a actual Constituição da República Portuguesa (que não tem conseguido impedir a falência recorrente (1977, 1983 e 2011) deste país mas que curiosamente impede de forma férrea a criminalização do enriquecimento ilícito), o partido socialista e o partido comunista tinham em conjunto 146 deputados, quase 60% do total de 250 deputados.

Abriu a caça aos investigadores que não tem tempo para dormir ou fazer sexo

O tal ranking de cientistas da Clarivate Analytics, que como critiquei no passado, padece de várias “limitações” nomeadamente a muito paradoxal de não incluir largas dezenas de prémios Nobel, decidiu tentar melhorar a sua qualidade, removendo do mesmo, nada menos do que 550 cientistas, devido a artigos “despublicados” por conta de infracções éticas graves ou fraudes e também cientistas narcisistas que apresentam percentagens de auto-citações consideradas absurdamente excessivas. 

Muito mais interessante ainda, no tal grupo dos 550 cientistas que este ano foram automaticamente removidos do referido ranking, incluem-se também cientistas, que não tem tempo para dormir, nem para fazer sexo, pois dedicam quase 24 horas por dia à nobre arte da publicação e por conta de toda essa “dedicação” conseguem a proeza de publicar vários artigos por semana, todas as semanas, o que porém no entender da Clarivate Analytics, vide recente citação abaixo, é porém actividade de ética muito duvidosa:

“Any author publishing two or three papers per week strains our understanding of the normative standards of authorship and credit”

Espantosamente, Portugal têm o dobro dos investigadores, que não têm tempo para dormir (nem muito menos para cumprir o importante dever conjugal de fazer sexo, dever cujo incumprimento, relembre-se, até pode levar ao pagamento de pesadas indemnizações, vide as condenações em tribunal, tanto no estrangeiro como também em Portugal) do que a Finlândia, o triplo da Alemanha e cinco vezes mais do que a França https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/portugal-com-excesso-de-publicacoes.html

Os lamentáveis “esquecimentos” da Ordem dos Engenheiros e o ranking de 2ª classe

A última edição (nº 178) da revista da Ordem dos Engenheiros, (dedicada ao contributo da engenharia para o desenvolvimento regional), que foi ontem divulgada, parabenizou alguns membros daquela associação, e até mesmo alguns não membros, mas curiosa e infelizmente esqueceram-se de parabenizar um altamente meritório membro da mesma associação, pertencente ao colégio de Engenharia Mecânica e catedrático na Universidade de Aveiro, de nome João Paulo Davim, que se ficou a saber recentemente é o cientista Português (que continua a fazer o favor de trabalhar numa universidade Portuguesa, onde se paga a um catedrático pouco mais do que lá fora se paga a um aluno de doutoramento), melhor classificado no ranking da Universidade de Stanford.  

Na mesma edição da referida revista, é apresentada uma longa entrevista à investigadora e actualmente Secretária de Estado, Isabel Ferreira, que logo a abrir se apresenta como uma das investigadoras mais citadas do mundo. O problema é que ela se refere a um ranking, da Clarivate, que é cientificamente muito pouco rigoroso, pois padece do grave problema de favorecer certas áreas científicas e de prejudicar outras, como revelei aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/why-is-clarivate-analytics-favouring.html  e principalmente do facto que é bastante elucidativo, da maior parte dos prémios Nobel, nem sequer lá aparecerem, o que mostra bem o pouco que vale esse ranking. Já no supracitado ranking da universidade de Stanford (onde aparece uma centena de prémios Nobel), a referida investigadora Isabel Ferreira, aparece na posição 79 entre os investigadores Portugueses.

PS – Nada me move contra a Secretária de Estado Isabel Ferreira e a prova disso mesmo é que já depois dela ter ascendido a essa posição política, mereceu um post elogioso no meu blogue, no qual reconheci o seu empenho na importante actividade de revisão de artigos científicos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/cientistas-virgens.html

Serendipity in science and the stalling of the scientific progress

“academics are now, even at the start of research projects, asked to describe the ways in which their research will be impactful. This is not aligned with the notion of serendipity in science or the fact that many innovations leading to products used today were conceived without foreseen applications (Gillies, 2015). This misalignment indicates that academic research is to a large extent no longer governed by academics and that the idea of science that is dominant today overemphasises application and impact because of its focus on users and on lay university governors (often from or linked to the business sector). These conditionsare not conducive to scientific breakthroughs (Rzhetsky et al., 2015), and scientific progress and technological advancements seemed to be diminishing or stalled (e.g., Modis, 2022…”

The excerpt provided above is sourced from an article released just two days ago in the Higher Education journal, edited by Springer. Within the text, the author asserts, with an unusual scientific certainty, that the impact of research projects is detrimentally affecting serendipity. However, it’s crucial to note that this perspective leans towards pessimism and is not universally embraced, by other authors such as Samantha Copeland or Alistair McCulloch.

It would be different if the author of the aforementioned article had articulated that the likelihood of serendipity unfolding in scientific endeavors varies among researchers, not occurring uniformly or entirely by chance. This notion aligns with findings presented in a paper authored by Heinström & Sormunen from Norway and Finland. Serendipity-prone people tend to have a more invitational and elastic attention span”.

Considerably more subject to debate is the extent to which the aforementioned author linked this argument to an alleged stalling of scientific progress, drawing on articles like the one authored by Theodore Modis, published in March of this year. in the journal Technological Forecasting and Social Change https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0040162521008921#sec0008

PS – In terms of contributing to the promotion of serendipity in academia, I remember a previous post from November 19, 2021, about chaos, an article from May of this year about anarchy, and last but not least a June 8 post entitled “Interactions as a paramount existential principle and the scientists who do not exist”

O esquema ardiloso que permitiu que houvesse quem tenha empochado milhões de euros por conta de alegadas actividades de investigação empresarial

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/as-100-empresas-mais-inovadoras-do.html

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/expresso-o-nada-surpreendente-recorde.html

Critiquei diversas vezes, na realidade mais de uma dezena de vezes, como por exemplo nos dois posts acima, o facto de haver em Portugal um regime fiscal (SIFIDE) que permitia que as empresas deixassem de pagar largas centenas de milhões de euros em impostos por conta de alegadas actividades de investigação. 

Pior do que isso, o referido regime até permitia que fundos de capital de risco, beneficiassem dessa borla fiscal, com abatimento de mais de 80% no IRC, perdulária bizarrice terceiro mundista que o Governo, depois de muitas pressões vai agora colocar um ponto final em sede do Orçamento de Estado para 2023  https://www.publico.pt/2022/11/09/economia/noticia/costa-silva-anuncia-fundos-capital-risco-perdem-beneficios-fiscais-sifide-2027099

Aquilo porém que a imprensa deveria tentar descobrir, é o nome dos tais Portugueses espertalhaços que nos últimos anos andaram a meter ao bolso milhões de euros, que deviam ter sido pagos em IRC e só não o foram por conta de um esquema ardiloso, que jamais seria tolerado num país decente, que infelizmente não é o caso da República das Bananas em que se transformou Portugal. 

PS – Ainda sobre incompreensíveis borlas fiscais “empresariais” recorde-se a minha proposta anterior para que “Ferraris, Lamborghinis e outros luxos sobre rodas” sejam obrigados a usar um dístico com a palavra “Subsidiado”.

Finland’s Penal Code will apply life sentences to anyone who commits any type of research misconduct

Science just published a most interesting article about an American astronomer who resigned from Cal Tech due to the harassment of two female graduate students back in 2015 and who intended to start working at the Finish University of Turku. But that was before two astrophysicists at the University of Helsinki, Syksy Räsänen and Till Sawala “spearheaded an open letter” (signed by a bunch of Finish hypocrites) that led the (coward) University of Turku to change its mind about hiring that same US astronomer.

The fact that he was not condemned in a US court to serve a life sentence (or any kind of jail sentence, not even having been accused by a judicial authority) and the fact that he did not commit any crime in Finland did not matter a rat´s ass to the immaculate Academic Avengers Syksy Räsänen and Till Sawala (and the hypocrites) who seems to think that academic harassment should be punished with a life sentence https://www.science.org/content/article/astronomers-await-verdict-defamation-case-after-protesting-hire-accused-harasser

The case mentioned above has similarities to the strange case of the late young investigator Jonathan P. Tennant (alleged rapist) https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/the-strange-case-of-late-young.html

In 2011, the far-right terrorist Anders Breivik killed nearly 80 people in Norway. He was sentenced to 21 years in prison (on average 3 months for each killing) which means that he will be released around 2032. So why academic harassers (or academics who commit other research misconduct acts) should be condemned to a life sentence being banned from working in their field of research again anywhere in the whole world?

PS – Unfortunately, the hypocrisy and cowardice that are rife in some Finnish universities have also reached the courts of that country where there are some prosecutors who would like to put those who exercise their freedom of opinion in jail. https://www.newsweek.com/fight-free-speech-continues-around-world-opinion-1758003

A lei canalha que permite que os ricos roubem à vontadinha e que lhes garante que nunca cumprirão um único dia de cadeia

Acaba de saber-se que os envolvidos no tal processo, vergonhoso a todos os títulos, conhecido como a Máfia do Sangue, que alegadamente terá prejudicado o Estado Português em 100 milhões de euros, querem beneficiar de uma lei canalha, que lhes permite evitarem o julgamento mediante o pagamento de módicas quantias. https://www.publico.pt/2022/11/07/sociedade/noticia/mafia-sangue-cunha-ribeiro-pede-suspensao-provisoria-processo-24300-euros-2026837

A tal lei canalha que foi aprovada durante o (des)Governo de José Sócrates, é a mesma que na altura foi muito elogiada por aquele senhor catedrático na Universidade Católica, de nome Germano Marques da Silva. Explicou ele na sua infinita sapiência catedrática e com certeza quase matemática, que as sociedades só podem ter um número limitado de crimes e que por conta disso sempre que se criam novos crimes é preciso descriminalizar outros, para evitar que os Portugueses estejam todos presos,  afirmou então de forma profundamente cínica que “alguém tem de ficar cá fora para trabalhar”, embora a verdade inconveniente tenha sido revelada pelo tal decente operador judiciário que na altura admitiu o óbvio ululante “Ao abrigo da nova lei, os mais ricos sempre poderão comprar a liberdade”

Trata-se do mesmo catedrático hipócrita, que ao mesmo tempo que muito aprecia a descriminalização das burlas e das fraudes, nem sequer quer ouvir falar na descriminalização daquilo que fez o hacker Rui Pinto (alegadamente o maior criminoso Português de todos os tempos), nem mesmo se aquilo que ele fez serviu para mostrar que houve “desvios” de muitos milhões de euros no BES, que os contribuintes Portugueses foram obrigados a pagar https://observador.pt/2021/01/28/penalistas-alertam-que-provas-obtidas-por-coacao-devem-ser-consideradas-nulas-no-caso-novo-banco/

PS – Sobre leis canalhas convém recordar aquela outra lei aprovada muito mais recentemente e que impede o Estado de tomar posse dos bens do crime. Como escrevi na altura: “enquanto que no resto da Europa os Parlamentos aprovam legislação para ir ao bolso dos burlões, vigaristas e corruptos, como sucedeu recentemente no Reino Unido com as Unexplained Wealth Orders, no nosso Parlamento faz-se precisamente o oposto. Quem sabe talvez os muitos advogados-deputados, que constituem o tal “grupo profissional poderoso” que controla o Parlamento (Vital Moreira dixit) querem garantir que burlões, vigaristas e corruptos ficam com dinheiro suficiente para poderem pagar aos seus advogados os muitos recursos que serão necessários para impedir a sua condenação.”