Limitação da velocidade máxima nas auto-estradas e o advogado que evapora multas

Na sequência do post anterior, de 28 de Setembro de 2022, sobre a tal Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2022, que definiu o conteúdo do solene Plano de Poupança de energia 2022-2023, onde está inscrita uma mera recomendação (leia-se um adereço cosmético) para a diminuição da velocidade máxima, é interessante constatar que a Câmara dos Comuns do Parlamento Inglês, divulgou há poucas semanas atrás um relatório, cujas medidas (página 43) incluem 3 dias de teletrabalho semanal, mas também de redução dos limites da velocidade máxima de circulação, nas auto-estradas e ainda a proibição do uso de viatura (pessoal) aos Domingos, nas grandes cidades. 

Tenha-se também presente que a GNR informou recentemente que em apenas 4 dias, detectou 1530 condutores em excesso de velocidade, uma centena que utilizava o telemóvel durante a condução, e ainda uma centena com uma taxa de álcool no sangue superior ao limite que é considerado crime (1,2 g/l), punida com pena de prisão até 1 ano. Tendo porém em conta que isso correspondeu apenas a uma ínfima parte (0.03%) dos vários milhões de veículos motorizados que circulam nas estradas deste desgraçado país, então em cada ano, haverá milhões de condutores em excesso de velocidade, centenas de milhares que conduzem ao mesmo tempo que utilizam o telemóvel e também centenas de milhares que circulam bêbados, o que ajuda a perceber porque é que todos os anos ocorrem dezenas de milhares de acidentes e porque é que a guerra rodoviária Portuguesa, matou nas últimas duas décadas, mais Portugueses do que matou a Guerra Colonial em África, sendo por isso manifestamente evidente a utilidade (múltipla) de medidas sobre a redução da velocidade máxima de circulação. 

PS – E importa também não esquecer a acção altamente danosa dos advogados, como aquele de Coimbra, que se descobriu há pouco tempo, andou durante 10 anos a ajudar clientes a fugir ao pagamento de centenas de multas https://www.sabado.pt/video/detalhe/o-advogado-que-ajudou-centenas-a-escapar-de-multas-veja-a-investigacao-sabado

Some questions about the large study based on 45 million articles and 3.9 million patents that claims Science is becoming much less disruptive

https://www.nature.com/articles/s41586-022-05543-x

Concerning the recently published study spanning six decades in Nature (link above), I am curious about the authors’ omission of size control for research teams. It raises the question of whether the global decline in small research teams, acknowledged as catalysts for disruption (Wu et al., 2019) may be influencing the study’s outcomes.

Additionally, the decision to examine patents as a metric is noteworthy. Given the prevailing perception that many patents represent intellectual redundancy, as highlighted in an article published in The Economist. Not to mention that Blind et al. (2021) were the first to study long-term effects showing that standards, not patents, can be used as a proxy for the diffusion of innovative knowledge.

Last but not least, since academic inbreeding is detrimental to risk-taking in research (Horta et al. 2020), and since the physicist, Carlo Rovelli said not long ago, that only rebel scientists can be truly creative, and since disruptions in science require disconnection and discord (Lin et. al., 2022) i wonder if the aforementioned findings mean that the science community is failing to generate enough rebel scientists. 

It would be most ironic if science were unable to generate rebel scientists at the precise moment that scientists are being asked to join civil disobedience movements. https://www.nature.com/articles/s41559-019-0979-y

PS – I also wonder if the results of the aforementioned study would remain unchanged if the authors had utilized the new metric proposed in the recent paper entitled “Quantifying revolutionary discoveries: Evidence from Nobel prize-winning papers,” which was published 5 days ago and claims to be “the first metric to quantify revolutionary discoveries“.

A solução da crise climática passa por tratar da saúde aos miseráveis super-ricos

Ainda na sequência de um post anterior, onde se divulgou um estudo efectuado por uma equipa de mais de duas dezenas de investigadores de vários países, que confirmou que são os super-ricos que andam efetivamente a dar cabo deste Planeta, vale a pena ler um artigo no último número da revista Visão, onde dois académicos Franceses (entre eles, o famoso catedrático Thomas Piketty, autor de um livro que já recebeu mais de 30.000 citações) analisam esse problema e sugerem a criação urgente de impostos sobre o carbono, cuja receita reverteria para as pessoas com rendimentos baixos e médios. 

Infelizmente o referido e interessante artigo não explica como é que é possível taxar de forma substancial os super-ricos, que como é sabido são especialistas em não pagar em impostos, mas quanto a esse pormaior, entendo que a solução mais óbvia, mais expedita e também a mais eficaz, passa por tentar copiar o que fazem na Alemanha, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/grande-alemanha.html

PS – No limite e naqueles países que são totalmente incompetentes em taxar os super-ricos, talvez só sobre a receita radical, que foi sugerida há alguns anos atrás pelo Físico Martin Desvaux, que passa por essa “contribuiçãolhes ser arrancada à força. 

Quantas pessoas é que um médico em Portugal pode matar até que seja condenado a uma pena de prisão efectiva ?

Enquanto na Alemanha uma médica foi recentemente condenada a quase 3 anos de cadeia efectiva (e ainda a uma inibição adicional do exercício de medicina durante 3 anos) por conta de emitir atestados médicos falsos, já em Portugal um médico que há poucos anos foi condenado por homicídio por negligência apanhou 3 anos de pena suspensa, o que justifica a dúvida que dá título a este post. 

É porém importante realçar que aquele está muito longe de ser caso único, como se percebe por exemplo, no facto de em 2019, dois médicos terem sido condenados pelo homicídio negligente de uma criança de 13 anos de idade tendo igualmente recebido uma suave pena suspensa.  Ou antes disso aquela médica que também foi condenado por homicídio negligente e que também foi condenada a uma pena suspensa, entre muitos outros casos.

Já na Inglaterra, a negligência médica que provoque a morte de um paciente implica quase sempre uma pena de cadeia efectiva para o médico. Curiosamente, também na Inglaterra, há apenas um mês atrás, um médico foi condenado a quase 2 anos de pena de cadeia efectiva, por ter atropelado várias pessoas numa passadeira, de que resultaram várias fracturas e uma amputação de membro, e nem sequer lhe serviu de atenuante, o facto de o acidente ter sido causado, em parte por conta de um turno de trabalho de 12 horas seguidas, facto que em Portugal de certeza absoluta que lhe garantiria uma pena suspensa, por conta da existência no nosso país de uma autêntica epidemia de penas suspensas, que deveria ser proibida em pelo menos três tipos de crimes, crimes de que resultem mortes, crimes de pedofilia e crimes de corrupção. Recorde-se que actualmente mais de 60% dos condenados por pedofilia e mais de 90% dos condenados por corrupção recebem pena suspensa. 

Declaração de interesses – Declaro que os médicos (e os advogados) são as duas classes profissionais que receberam mais criticas nos meus blogues. Isso porém não sucede por mero acaso, mas pelo simples facto de essas serem precisamente as duas classes de que os Portugueses mais se queixam, sem que as Ordens que as regulam ajam em conformidade, contribuindo dessa forma para uma inadmissível “cultura” de impunidade https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/ordem-dos-medicoso-numero-de-queixas-e.html

PS – Ainda sobre os médicos e tendo em conta que a formação de um médico custa aos contribuintes 100.000 euros, subscrevo a recente opinião do catedrático jubilado Vital Moreira, que hoje no seu blogue, defende a obrigatoriedade do cumprimento de um mínimo de tempo de serviço no SNS, para dessa forma tentar retribuir, ainda que de forma mínima, o enorme esforço financeiro feito pelos contribuintes. 

Uma dúvida pertinente sobre o médico que diagnosticou Alzheimer ao Ricardo Salgado

O psiquiatra José Gameiro, que é titular de uma coluna na revista do Expresso, veio no seu último artigo queixar-se da cobardia da Ordem dos Médicos, que no seu entender deveriam defender a honra do médico Joaquim Ferreira, (o tal que diagnosticou Alzheimer ao Ricardo Salgado), dos ataques da Ana Gomes que escreveu Só Proenças de Carvalhos e acólitos advogados procuram vender a ficção da demência” e também das criticas do João Paulo Batalha, da Associação Frente Cívica, que sobre a mesma questão, foi ainda mais ácido ao ter afirmado que “É altura de o país saber se Ricardo Salgado teve a Alzheimer mais oportuna da história ou se é um pretexto criado pelos seus advogados”

Como não sou médico, nem muito menos neurologista, não vou obviamente questionar a competência do referido médico neurologista Joaquim Ferreira, ainda assim assiste-me uma dúvida importante. Como é que esse médico consegue, produzir muitas peritagens, como aquela com a qual os advogados de Ricardo Salgado querem anular todos os processos em que o seu cliente está envolvido, e ainda ser director técnico de uma Clinica, ser professor associado na universidade de Lisboa, estando obrigado nos termos do ECDU a lecionar um número mínimo de aulas, e como se isso não fosse suficiente, ainda ser investigador (Group Leader) no Instituto de Medicina Molecular, onde exibe uma produção científica, de publicações indexadas na base Scopus estratosférica, e que nalguns anos, pasme-se, consegue chegar a ser, 3000% superior à média da produção científica dos investigadores da sua área ? Será que ele é na realidade o super-homem disfarçado de perito, director, professor e investigador ?

Declaração de interesses – Declaro que não é a primeira vez que escrevo sobre o psiquiatra José Gameiro, pois na verdade já o tinha criticado anteriormente, num post de título “Os egoístas e insustentáveis prazeres de dois pequeno-burgueses” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/os-egoistas-e-insustentaveis-prazeres.html

PS – Muito provavelmente ainda ninguém informou o psiquiatra José Gameiro sobre o conteúdo do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (3017/11.6TBSTR.E1.S1) onde se pode ler: “as exigências de uma sociedade democrática e aberta não se coadunam com a imposição de restrições, formais e rígidas, ao exercício da actividade de escrutínio e crítica a temas de manifesta relevância e interesse público…que poderiam funcionar, em última análise, como formas atípicas ou subliminares de censura…a linguagem ácida e corrosiva…a crítica contundente, sarcástica, mordaz, com uma carga exageradamente depreciativa ou caricatural – justificando a necessidade de uma particular tolerância…às opiniões adversas que criticam acerbamente, chocam, ofendem ou exageram , envolvendo  porventura o uso de expressões agressivas ou virulentas” 

Research involving 1,173 PhD students shows that those with higher conscientiousness are more productive

The study that was recently published in the Journal of Informetrics involving 1173 Ph.D. students in Sweden found that the average number of publications seem to increase with conscientiousness similar over all research areas…”. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157722001067#sec0013

Does this mean that prior to accepting a Ph.D. student a supervisor should ask him (or her) to take a psychological test in order to assess the personality trait of conscientiousness?

But in that case, what should we think of the study by researchers from the United Kingdom, the Netherlands and Sweden, which correlated schizophrenia and the number of Nobel Prizes? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/university-gives-preference-to.html

PS – The aforementioned study noticed that the general rule showed a (strange) exception for Ph.D students of Engineering and Technology ! But why is it that the productivity of young researchers in these areas does not depend on their conscientiousness levels?

Tristes Encornados Desmemoriados (TED)

Não se percebe o motivo da imensa gritaria que por aí vai, por causa daquela espertalhaça senhora de nome Alexandra Reis (que à semelhança de José Sócrates tem uma licenciatura em engenharia mas não pode praticar Actos de Engenharia, sob pena de cometer crime de usurpação de funções), a quem este Governo permitiu que pudesse meter ao bolso meio milhão de euros, por ter saído da falida TAP. Aqueles 2 milhões de Portuguesas e Portugueses, que votaram no partido socialista e que agora se sentem encornados, não tem porém qualquer razão para se queixarem, porque só por manifesta desonestidade (ou rematada burrice) é que se pode admitir que não sabiam que era exactamente nisso em que estavam a votar, principalmente depois de saberem o que aconteceu com a última maioria do partido socialista. A mim porém este caso não me causa qualquer surpresa, até porque em 31 de Janeiro do corrente ano, logo no dia seguinte às eleições legislativas que deram uma maioria absoluta ao PS, escrevi que “Vão ser quatro anos de festa socialista, sendo evidente que aqueles que tem o cartão desse partido e os seus familiares e amigos tem o futuro garantido”.

Acho especialmente trágico-cómico que se diga que os gestores públicos, como a supracitada senhora, devem ser muito bem pagos pois, alegadamente, as empresas públicas, coitadinhas, tem que concorrer directamente com as empresas privadas. Trata-se apenas de mais uma das muitas mistificações, que foram paridas por um sistema instaurado logo a seguir ao 25 de Abril, que consiste grosso modo em “desviar dinheiro dos impostos para o bolso dos políticos e dos seus familiares e amigos”. A verdade porém é que se de facto as empresas públicas competissem directamente com empresas privadas então teriam de fechar portas quando os prejuízos se tornassem insustentáveis, e assim se fosse a falida TAP já há muito que teria fechado portas. E a prova é que ao contrário das empresas privadas, que abrem falência quando são mal geridas, as empresas públicas (que servem acima de tudo para dar emprego a boys e girls, como a mulher do rico Ministro Fernando Medina, a quem a falida TAP pagou um prémio de 17.000 euros) limitam-se a mandar a conta para o Governo que está (leia-se para os contribuintes), como se percebe bem no caso daquelas empresas públicas, por conta das quais os Portugueses andam a pagar milhares de milhões de euros em Swaps com juros escandalosos superiores a 100% https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/estado-portugues-paga-milhares-de.html

PS – O Expresso revelou na sua última edição semanal, uma noticia choque, com o título “SNS utilizado para turismo médico grátis”, e que ajuda a perceber porque motivo o orçamento da saúde, que muito embora, aumente de ano para ano, e já vai em quase 15.000 milhões anuais, ainda assim, não chega para as encomendas, pois muito estranhamente anda a suportar gastos efectuados por turistas, inclusive de países ricos, que vem a Portugal unicamente para buscar medicamentos (caros) de borla. No mínimo dos mínimos, isto significa que é muito injusta a classificação de Portugal no ranking dos países mais generosos do mundo (World Giving Index-2022), onde o nosso país, muito embora seja o 39º mais rico, possui apenas 17% da população que fez donativos em dinheiro, pelo que não consegue aparecer entre os 100 países mais generosos do Planeta. Porém tendo em conta a forma como os contribuintes Portugueses (aqueles 55% que pagam IRS) sem o saberem andam a pagar medicamentos caros a turistas estrangeiros, devíamos exigir que o referido ranking melhorasse substancialmente a nossa classificação, para ficarmos ao mesmo nível da Dinamarca, aquele generoso país onde 55% fizeram donativos em dinheiro. 

Ódios e amores no ensino superior ou a outra face da mexicanização em curso

Ainda na sequência do post anterior, sobre um artigo de um catedrático da universidade do Minho, onde aquele se queixa que este Governo anda de forma descarada a prejudicar as universidades mais dinâmicas, (leia-se aquelas que mais se tem esforçado a valorizar o dinheiro dos contribuintes), o que significa assim que anda a beneficiar aquelas que o são menos, acaba de saber-se, por via de um recente relatório da OCDE, que analisou o financiamento das instituições do ensino superior público Português, que a universidade da Beira Interior, foi uma das instituições mais prejudicadas.  

Por uma estranha coincidência, a apenas meia-hora de distância da cidade da Covilhã, onde se localiza a referida universidade da Beira Interior, temos a cidade de Castelo Branco, que nos últimos anos se tornou famosa por maus motivos, como o prova esta miséria aqui ou uma outra aqui ou principalmente os muitos artigos daquele jornalista que deixa os políticos daquelas bandas com os cabelos em pé, cidade essa onde existe uma outra instituição de ensino superior público (IPCB), que recebe muitíssimo mais (por cada aluno) do que recebe a universidade da Beira Interior. 

Uma explicação possível, para essa diferença de financiamento, é que este Governo odeia  a UBI e nutre um amor profundo pelo IPCB. Uma outra explicação teoricamente possível, seria admitir que a segunda instituição ao contrário da primeira anda a fazer um excelente trabalho, em termos de valorizar o dinheiro dos contribuintes. Porém essa é uma hipótese manifestamente absurda sem qualquer aderência à realidade dos factos, pois na última década, a primeira produziu quase 700% mais publicações científicas indexadas do que a segunda, também porque em 2021 a primeira até conseguiu algo, que a segunda nunca conseguirá (e que nem a própria universidade do Porto foi capaz) e além disso uma recente análise na conhecida base Scopus, ao período que decorreu entre 2012 e 2020, para se saber relativamente a quase 30 instituições de ensino superior públicas, quais aquelas com mais culpas pela irrelevância cientifica de Portugal, permitiu descobrir que a UBI, muito ao contrário do Politécnico de Castelo Branco, tinha e tem bastantes motivos  para esperar receber muito mais do que a miséria que recebeu https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/quais-sao-as-universidades-e.html 

Missão__Garantir que qualquer ser humano disponha de forma permanente do acesso ao conselho de dezenas de especialistas

Na página 58 da penúltima edição da revista The Economist, no contexto de um artigo sobre Inteligência Artificial, refere-se que o patrão da Microsoft terá dito que quer contribuir para criar um mundo novo, onde qualquer pessoa, independentemente da sua profissão,  possa ter acesso de forma permanente ao conselho de dezenas de especialistas.

Trata-se porém e na verdade de um cenário, que nada tem de extraordinário, pois num post anterior de Janeiro de 2020, sobre o futuro das universidades, já era referido o conteúdo de um artigo publicado nesse mesmo mês na Science Business, onde se afirmava que a Inteligência Artificial, iria dar a qualquer pessoa o acesso imediato ao equivalente a uma centena de especialistas humanoshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html facto esse que então se apontou como forçosamente indutor de uma inesperada disrupção do modelo universitário clássico, dedicado à formação de especialistas. E disrupção essa, que logo no ano seguinte, ainda mais evidente se tornou por conta de uma afirmação, por parte de um professor Britânico jubilado, bastante polémica na altura, em face daquilo que era o “cânone” da realidade académica, mas que agora se entende como até sendo sensata no contexto da supracitada nova missão da Microsoft.

Quanto a saber-se quais são as especialidades nas quais as universidades devem desde já deixar de perder o seu tempo, há pelo menos uma que é absolutamente evidente, a especialidade de radiologia, pois já existe um algoritmo infalível, que foi testado contra os melhores especialistas mundiais e ao contrário daqueles nunca errou um único diagnóstico, facto esse que desde logo irá permitir evitar situações humilhantes como esta aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/para-evitar-esta-humilhacao-e.html

PS – Sobre o tema supracitado revisite-se o post sobre a futura irrelevância tecnológica da Academia.

“We envision a world where everyone, no matter their profession…” can have immediate access to dozens of experts

On page 58 of The Economist’s December 10th issue, an article on Artificial Intelligence highlights Microsoft’s commitment to fostering a new world. The company’s leader expressed a vision wherein individuals, regardless of their professional background, could seamlessly access to the advice from dozens of experts “for everything they do”.

This visionary concept, though seemingly extraordinary, aligns with discussions from a prior post in January 2020 on the future of universities. In that piece, I delved into an article from the same month featured in Science Business. It forecasted that Artificial Intelligence would soon empower individuals with immediate access to the expertise of the equivalent of a hundred human experts, foreshadowing the direction in which technology was heading. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html

This inevitably poses a significant challenge to the traditional university model geared towards cultivating specialists. The disruption of this model became even more pronounced in 2021, underscored by a statement from an Emeritus British professor. Initially contentious, the statement now appears prescient, particularly in light of Microsoft’s evolving mission. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html

Addressing the crucial inquiry of which specialties merit reconsideration in terms of time and taxpayer funding, one stands out prominently – radiology. The rationale behind this assertion stems from the existence of an infallible AI algorithm. This technology has undergone rigorous testing against the world’s leading radiology experts and, notably, has never erred in a single diagnosis, distinguishing it from its human counterparts. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/the-economistartificial-intelligence.html

PS – Concerning the aforementioned subject check the previous post “Academia at the gates of technological irrelevance?”