O novo fenómeno do Entroncamento, o sucesso do Partido Indignado Grunhidor-PIG

Só mesmo em Portugal, é que seria possível assistir a um verdadeiro fenómeno do Entroncamento, que foi ver ontem uma sondagem no caderno principal do semanário Expresso, a dar 21% ao partido que é liderado por aquele porco que eu já tinha comentado aqui, que consegue fazer aquilo que somente islamistas radicais (disfarçados) seriam capaz de fazer, exprimir tanta critica, rejeição e recriminação contra o Papa Francisco, o maior Símbolo do cristianismo na Terra, e isso unicamente por motivos que merecem elogio, como aqueles que foram revelados em 2020: https://www.tsf.pt/opiniao/porque-e-que-andre-ventura-nao-gosta-do-papa-12988546.html/

1 – André Ventura não tolera o Papa que pede que os refugiados que atravessam o Mediterrâneo não sejam abandonados à sua sorte.  

2 – André Ventura não tolera o Papa que apela à solidariedade e à igualdade entre povos.  

3 – André Ventura não tolera o Papa que quer uma Igreja pobre para os mais pobres.  

4 – André Ventura não tolera o Papa que pede alívio da dívida aos países com menos recursos.  

5 – André Ventura não tolera o Papa que acusa o capitalismo de matar.  

6 – André Ventura não tolera o Papa Francisco porque os seus discursos e homilias são sistematicamente a favor dos fracos contra os fortes, a favor da fraternidade contra o egoísmo, a favor da inclusão e contra a exclusão.   

Em boa verdade, o partido do André Ventura, o Partido Indignado Grunhidor (PIG), é apenas isso mesmo, um partido de um homem só, que só existirá enquanto André Ventura viver e que serve somente para criticar (e até mesmo como veículo de ódio). Deus nos livre se algum dia o PIG chegar a ser Governo neste país. As suas propostas radicais, com custos de milhares de milhões de euros, levarão Portugal à falência muito mais depressa do que o conseguiu o deplorável Governo de José Sócrateshttps://expresso.pt/politica/partidos/2024-01-14-Medidas-de-Ventura-ja-custam-mais-de-115-mil-milhoes-de-euros–cerca-de-44-do-PIB–a6a10ff4

Declaração de interesses – Declaro que jamais votaria no referido PIG, porque mesmo se por hipótese o Ventura se arrependesse e agora passasse a elogiar o Papa Francisco, mesmo que por hipótese ele renegasse às supracitadas propostas radicais, mesmo que por hipótese ele repudiasse o apoio comprometedor (e muito esclarecedor) do famigerado Bolsonaro e do governante mais corrupto da UE, ainda assim jamais votaria num fanático da bola (amigo do Luís Filipe Vieira Vieira, que está acusado de três crimes de fraude fiscal e 19 de falsificação de documentos) o tal jogo estupidificante, cujo valor civilizacional é quase o mesmo que um porco a andar de bicicleta  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/entendiveis-esquecimentos-situacoes.html

PS – A sondagem do Expresso que dá 21% ao PIG, revela outras coisas, que não agradarão ao Ventura, isto é, que relativamente ao segmento dos votantes que possuem um curso superior, o PIG só consegue recolher a mesma percentagem de votos da CDU. Felizmente, a esmagadora maioria dos diplomados deste país, dá mostras de uma elevada rejeição, tanto relativamente à CDU como ao PIG

10 practical pieces of advice for reversing the decline in scientific disruption

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/are-asian-employees-truly-less-creative.html

Building upon the preceding post (accessible through the link above) titled “The creativity of Asian employees and the quest for immortality through “creative achievements in art or science” and drawing attention to the June 2022 post where I delved into an article featured in The Economist, exploring the intriguing realm of employers who advocate for the utilization of psychedelic drugs for heightened creativity and referencing a substantial study conducted in January 2023, based on 45 million articles and 3.9 million patents, which suggests that Science is experiencing a decline in disruptive innovation.

I encourage you to delve into a recent article that further explores transformative moments in creative thinking. Referencing historical figures such as Archimedes and Isaac Newton, the article underscores the significance of disrupting the default network through sensory experiences to foster unique insights and perspectives. Additionally, the text underscores the salience network as a crucial mechanism that reallocates neural resources in response to unexpected stimuli, thereby contributing to the creative thinking process. https://bigthink.com/business/how-isaac-newton-and-the-salience-network-can-unleash-your-creativity/

In this context, it’s noteworthy to recall a paper led by a Harvard researcher (and a team of ten researchers from various universities) that identified a correlation between heightened creativity and individuals’ ability to engage brain networks that typically function independently. Describing the creative brain as uniquely wired, the study highlighted the simultaneous activation of networks associated with memory, mental simulation (default mode network), detection of important information (salience network), and the maintenance of focus on useful ideas (executive control network). https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1713532115

When asked about practical advice to unlock creative thinking potential, ChaGPT provided 10 insightful recommendations, outlined below:

ChatGPT: Individuals can harness the capacity for creative thinking by actively engaging with their sensory experiences and intentionally disrupting their default mode network. Here are some practical ways to do so:

  1. Take Sensory Breaks: Give yourself moments to disconnect from routine thinking and engage in sensory experiences. A change in environment or a sensory break can stimulate creative insights.
  2. Create Contemplative Spaces: Newton’s breakthrough occurred in a contemplative mood under an apple tree. Designate spaces or times for contemplation and self-reflection to allow your mind to wander freely without the pressure of routine thinking.
  3. Challenge Familiar Perspectives: Recognize when you’re stuck in routine and challenge familiar perspectives. Actively seek moments to step away from customary thought processes to foster new insights and ways of looking at things.
  4. Embrace Unplanned Leisure: Newton’s unplanned leisure during the plague outbreak led to his groundbreaking ideas. Embrace unplanned leisure and downtime; sometimes, the most creative thoughts emerge when you least expect them.
  5. Disrupt Default Mode Network (DMN): Understand the role of the DMN and actively disrupt it to allow for new representations and ideas. Seek activities or experiences that shake up habitual patterns and encourage new perspectives.
  6. Acknowledge Salience Network’s Role: Acknowledge the role of the salience network in redirecting attention to unexpected and salient information. Embrace moments of unpredictability and use them as cues to explore new possibilities.
  7. Leverage Cognitive Alarms: Like the salience network’s alarm bell, pay attention to cognitive alarms that signal a deviation from the expected. Use these moments to either tweak existing plans through active inference or completely disrupt routines for perceptual inference.
  8. Engage Senses for Cognitive Ejector Seat: Think of sensation as your built-in DMN ejector seat. Actively engage your senses to interrupt habitual thought processes, allowing for a shift in preferences and a radical change in perspective.
  9. Learn from Frontotemporal Dementia (FTD): Recognize the importance of the salience network in mediating the relationship between habits and the world. Learn from FTD research that emphasizes the role of the salience network in allowing new knowledge to disrupt habits and impulses.
  10. Embrace Radical Shifts: Break free from conventional perspectives and habits. Embrace the idea that a radical shift in your script, rather than small changes, can lead to greater creativity, fulfillment, and a more satisfying life.

O artigo da Comissão Lancet Pathfinder e aquilo que Portugal deveria fazer (na área da habitação) mas não faz

O extenso artigo de 44 páginas, diz respeito aos trabalhos da Comissão Lancet Pathfinder, que foi criada para avaliar o potencial e a magnitude dos benefícios para a saúde, das politicas de mitigação dos gases com efeito estufa, através da síntese de evidências científicas. O referido artigo é fruto do trabalho de 32 co-autores, e entre eles contam-se cientistas famosos, como por exemplo o Sueco Johan Rockström, a quem a plataforma Scopus credita mais de 60.000 citações e um impressionante h-index=86

A parte relativa a edifícios e infraestruturas aparece nas páginas 15-17. merecendo destaque os benefícios múltiplos associados a um caso de estudo, sobre reabilitação energética de quase 1000 edificios. Aliás, sobre o tema da reabilitação energética de edificios, e para se perceber aquilo que Portugal deveria fazer, mas infelizmente não faz, vale a pena revisitar o post de título “O inovador e multiplamente virtuoso super-bónus fiscal que permite resolver vários problemas simultaneamente” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/o-superbonus-que-consegue-resolver.html

Declaração de interesses – Declaro que o supracitado artigo cita um capítulo de um livro, publicado há quatro anos atrás, do qual fui editor principal e cuja segunda edição, se iniciou no passado mês de Janeiro, conforme dei conta num post com um título singular.

Caos – Uma plataforma para dar cabo dos lucros bilionários das revistas científicas

Ainda na sequência do post anterior, onde se comentou um artigo publicado na revista The Economist no dia 18 de Janeiro, o qual deu conta de uma nova realidade criada pela Inteligência Artificial, que na minha opinião fez renascer uma anterior e inovadora proposta do catedrático jubilado Terry Younghttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html aproveito para divulgar uma plataforma, que permite a publicaçáo de artigos, afastando totalmente as revistas científicas desse processo. Uma visita a essa plataforma https://www.qeios.com/ permite ficar a saber que a mesma já foi utilizada por mais de 60.000 investigadores, incluindo de Stanford, Harvard, Oxford e Cambridge:

“…Qeios (pronounced “chaos”) has been operating as a pre-print platform for young scientists to quickly release findings and generate feedback through crowd-sourced peer review prior to publication” https://www.publichealth.columbia.edu/news/new-journal-seeks-reduce-bias-scientific-publishing

Recordo que em 2021, a própria Comissão Europeia, lançou uma plataforma, que de igual forma também pretende contribuir para arruinar o negócio das revistas cientificas: https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/o-monopolio-das-revistas-cientificas.html

PS –  Mas muito melhor do que uma plataforma que evita que comunidade científica sustente os lucros bilionários das revistas científicas, é uma plataforma, que além disso, ainda consiga pagar aos autores dos artigos, aos revisores desses artigos (inclusive a peritos que analisem o potencial de patenteamento das descobertas de muitos desses artigos e ajudem a preparar esses pedidos de patentes) e finalmente, que consiga ainda estabelecer conexões entre investigadores, empreendedores e business angels https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/a-smart-platform-to-fairly-reward.html

A new platform to ruin the multibillion-dollar profits of scientific journals

Referring back to the aforementioned post, which discussed an article featured in The Economist on January 18th shedding light on the transformative impact of Artificial Intelligence, and introducing an innovative proposition by emeritus professor Terry Younghttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html  I would like to seize this opportunity to spotlight a groundbreaking platform that revolutionizes the publication of articles, eliminating the traditional reliance on scientific journals. A visit to the platform, https://www.qeios.com/, reveals that it has garnered widespread adoption, boasting a user base of over 60,000 researchers, including prominent institutions such as Stanford, Harvard, Oxford, and Cambridge.

“…Qeios (pronounced “chaos”) has been operating as a pre-print platform for young scientists to quickly release findings and generate feedback through crowd-sourced peer review prior to publication” https://www.publichealth.columbia.edu/news/new-journal-seeks-reduce-bias-scientific-publishing

It’s worth noting that in 2021, the European Commission also launched a platform with the explicit aim of challenging the conventional model of scientific journal publication  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/the-monopoly-of-scientific-journals-has.html

PS – Far superior to a platform that hinders the scientific community from sustaining the billion-dollar profits of scientific journals, it is a revolutionary platform that not only pays the authors of the articles but also paýs the dedicated reviewers (including experts who analyze patent potential and aid in preparing patent requests). Additionally, it facilitates meaningful connections between researchers, entrepreneurs, and business angels. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/a-smart-platform-to-fairly-reward.html

As prioridades da ciência e da tecnologia e as falsidades da Aliança Democrática

https://www.publico.pt/2024/01/29/opiniao/opiniao/estado-estrategia-nao-socialismo-boa-politica-2078398

Através de um artigo do jornal Público de hoje, acessível no link acima, um Professor Associado do ISCTE, arrasa as falsidades de conhecidos membros da coligação Aliança Democrática, a quem explica, quase como se eles fossem ignorantes ou diminuídos mentais, que há muitos países, como por exemplo a Alemanha, o Japão e até mesmo a pátria do capitalismo selvagem (EUA), onde é o próprio Estado que identifica um pequeno número de tecnologias e inovações que terão apoio público. 

Ele podia inclusive, embora não o tenha feito, ter criticado o credo hipócrita daqueles que se dizem capitalistas de primeira água (que supostamente adoram a competição empresarial) mas que na verdade sonham com monopólios, como o bilionário Peter Thiel, que num artigo publicado no Wall Street Journal, teve a falta de vergonha de defender a tese, segundo a qual os monopólios são bons para a economia, porque se as empresas não necessitassem de competir entre si, podiam antes dedicar-se a desenvolver bons produtos para os seus clientes !!!  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-numbers-of-admissions-in.html

Seja como for, uma coisa é porém absolutamente evidente, não concordo antes repudio, que as supracitadas prioridades científicas ou tecnológicas, sejam definidas, beneficiando quem as define, como por exemplo, quando o falecido Ministro Mariano Gago, decidiu, sem que houvesse qualquer consenso nesse sentido, definir como prioridade a merecer avultado apoio público, nada mais nada menos, do que a sua própria área científica 

Declaração de interesses – Declaro que já muitas vezes no passado critiquei o PSD, recordo abaixo, apenas três posts. Mas a verdade, é que se a memória não me falha, até hoje ainda só não critiquei o PAN (por razões mais do que óbvias) e o Partido Livre (porque é liderado por alguém corajoso, por quem tenho respeito e consideração, e com o qual tenho algo importante em comum (e também com o complexo escritor Jorge Luís Borges),  a rejeição e a repulsa pelas macacadas do chuto e da cabeçada num objecto esférico:  

2023 – “Eu quero administrar uma merda qualquer”

2023 – PSD – Partido Só Demagogia (a favor das coutadas de negócio)

2019 – Manuela Ferreira Leite: Uma tremenda falta de vergonha ou Alzheimer precoce?

PS – Parece que a recente reviravolta do Processo Marquês, em que três corajosas juízas do Tribunal da Relação inverteram as péssimas e ingénuas decisões do juiz Ivo Rosa, a que se soma ainda o recente raid do Ministério Público na Madeira, deixou muitos Portugueses com renovadas esperanças que acabe finalmente a impunidade de um poder politico rapace, os tais que como acusou um dia o Presidente do Sindicato dos Juízes “enriqueceram na política e se andam a rir de todos nós. Santa e incorrigível ingenuidade. A esses devo de relembrar as palavras do Procurador Geral Adjunto Jubilado Euclides Dâmaso, segundo o qual, a punição das acções criminosas levadas a cabo pelas elites deste país, nunca se alcançará enquanto não houver no nosso país instrumentos legais, que sejam capazes de tornar a justiça eficaz e dissuasória.  Traduzindo, com as vergonhosas leis que temos, que recorde-se foram cozinhadas entre o PS e o PSD, o máximo que pode acontecer a José Sócrates e a todos aqueles laranjinhas Madeirenses, que agora também estão a contas com a justiça é apanharem uma pena suspensa

Ranking da irrelevância científica nacional – Politécnicos de Portalegre e Castelo Branco ainda continuam (e vão continuar) a zero

“…quando em 2024 for feita a actualização deste ranking, talvez o Politécnico de Tomar possa eventualmente ter conseguido sair do zero…é no entanto praticamente garantido que os Politécnicos de C.Branco e de Portalegre,  ainda continuarão nessa altura sem um unico artigo indexado que tenha recebido mais de 300 citações” 

O texto acima de um post de 2023, continha uma previsão, que hoje abaixo se confirma, na lista das instituições de ensino superior públicas, com o pior desempenho, relativamente à métrica, número de publicações com mais de 300 citações na Scopus, desta vez para o período 2012-2023. 

A minha nova previsão, para 2025, é que nessa altura, depois de avaliado o período 2012-2024, tanto o Politécnico de Portalegre como o de Castelo Branco ainda continuarão a zero. E também já é possível antecipar, que a minha hipótese anterior, feita no post do ano passado, segundo a qual o Politécnico de Castelo Branco iria sair do zero em 2026, era muito optimista, pois uma análise hoje efectuada, aos artigos mais citados dessa instituição, indica que a não ser que ocorra um “milagre”, é garantido que também em 2026 a situação do Politécnico de Castelo Branco, relativamente à supracita métrica, não se irá alterar. 

IPol.Bragança…..15 publicações que receberam mais de 300 citações na Scopus

UAberta…………..14.    

ISCTE……………..10

UMadeira…………10

UAçores……………9

IPol.Viseu…………7

IPol.Lisboa………..5 

IPol.Leiria………….5

IPol.Beja…………..4

IPol.Viana C………3

IPol.Coimbra………3

IPol.Guarda……….3 

IPol.Setubal……….2

IPol.Santarém…….1

IPCA…………………1

IPol.Tomar………….1   

IPolPortalegre…….0   

IPol.C.Branco……..0      

Aos leigos nesta matéria, convém explicar que a importância das citações está bem patente no facto da conhecida firma Clarivate Analytics, utilizando uma metodologia baseada em artigos altamente citados, já ter conseguido acertar no nome de 75 prémios Nobel  https://clarivate.com/citation-laureates/successful-nobel-predictions-2023/

E a ciência Portuguesa, precisa desesperadamente de ganhar um prémio Nobel (o último foi há 75 anos atrás, sendo por isso um símbolo da ditadura Salazarista), e para atingir esse objectivo precisa de ter investigadores que produzam artigos altamente citados, campeonato esse, onde desgraçadamente Portugal está abaixo da Grécia e do Chipre.

Mas para isso, precisa obviamente que os poucos investigadores altamente citados que tem, como por exemplo aquele catedrático excepcional que foi mencionado aqui não se fartem deste país e da forma pouco séria como o Governo tem andado a reduzir o orçamento das universidades (vide post scriptum) e não decidam ir trabalhar para universidades estrangeiras, onde receberiam muitíssimo mais do que recebem em Portugal. 

PS –  O orçamento universitário de 2023, foi inferior ao de 2010, e se os valores forem analisados em percentagem do PIB, então o resultado é ainda mais vergonhoso, pois constata-se que o valor do orçamento das universidades públicas em 2023 é metade do valor de 2010, vide fig 4.2 na página 63 na publicação de Aguiar-Conraria et al. https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/81109/1/2022_12_05%20Financiamento%20do%20ES%20em%20Portugal.pdf

AI has radically changed the core university business, shifting focus from teaching and publications to “assessment, curation, and mentoring”

Continuing from the previous post titled “Why can´t Academia earn billions while fighting corporate unethical science ?”,  let’s delve into the insights presented in an article from The Economist published on January 18, 2024. A concise excerpt is outlined below:

“…the arms race between generation and detection favours the forger.… Even the best detection system would have no crack to find and no ledge to grasp….Dystopian possibilities abound. It will be difficult, for example, to avoid a world in which any photograph of a person can be made pornographic by someone using an open-source model in their basement, then used for blackmail—a tactic the fbi has already warned about. Perhaps anyone will be able to produce a video of a president or prime minister announcing a nuclear first strike, momentarily setting the world on edge. Fraudsters impersonating relatives will prosper….reputation and provenance will become more important than ever.” https://www.economist.com/leaders/2024/01/18/ai-generated-content-is-raising-the-value-of-trust

In the aforementioned context, it is worthwhile to reconsider a controversial proposal put forth by Emeritus Professor Terry Young. In a world dominated by GPT, this proposal has now acquired an entirely new significance https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html  The significance of this matter has escalated, especially with the emergence of the first research-oriented GPT-controlled robots. These machines exhibit the capability to autonomously conceptualize, plan, and execute intricate experiments entirely devoid of human intervention.

In conclusion, the academic realm has undergone a significant metamorphosis, propelled by the pervasive impact of artificial intelligence. This radical force of change has not only reshaped its fundamental dynamics but has also lessened the traditional emphasis placed on teaching and publications. In its place, a discernible shift is evident, with a heightened focus on the pivotal aspects of assessment, curation, and mentoring.” 

PS – Remarkably,  within an AI-dominated world the significance of assessment extends beyond the boundaries of academia, echoing Yuval Harari’s suggestion that even schools should now assume a pivotal role in nurturing children’s capacity to differentiate  “between credible and non-credible sources of information.” 

Catedrático (nada modesto) classifica de medíocre a “estratégia” do Governo

“Do meu grupo de investigação já nasceram dez empresas, sendo atualmente a cadência de duas por ano” 

A pouco modesta frase acima, consta de um artigo publicado esta semana no último número da extensa revista da Ordem dos Engenheiros (págs 54-56), e cuja autoria pertence ao professor catedrático de engenharia Adélio Mendes, da universidade do Porto, a quem a conhecida base de dados de literatura científica, Scopus, credita mais de 16.000 citações e um h-index=62, pertencendo ao restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists-SHCS

Trata-se de um catedrático de elevado valor, como há poucos na Academia Portuguesa (pois há muitos que chegaram à cátedra somente por conta de ligações familiares, politicas ou maçónicas), que não só esteve na descoberta de uma importante invenção, cuja patente foi vendida por 5 milhões de euros e o qual eu já tinha mencionado num post de 8 de Agosto de 2021 sob o título “Quanto é que Portugal perde com um sistema (comunista a todos os títulos) que premeia a inércia e incentiva a preguiça ? como ainda por cima, fez a este país o enorme favor (leia-se enorme sacrifício) de ter resistido a engordar o seu património pessoal numa universidade estrangeira, onde pagam aos catedráticos como ele, um valor 400% superior aquilo que as universidades pagam no nosso país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html

Recordo que em Março de 2022, achei que era meu dever criticar (leia-se ridicularizar) a imprensa Portuguesa, por de forma muito pouco rigorosa (em violação objectiva do dever de informar com rigor), optar por dar muitíssimo menos destaque mediático, ao trabalho do catedrático Adélio Mendes, face à bizarra obsessão da mesma imprensa, com a catedrática Elvira Fortunato, cujas investigações, na minha (modesta) opinião, não são (nem de perto nem de longe) tão importantes (quer para Portugal quer mesmo para o futuro da Humanidade) quanto as do referido catedrático da universidade do Porto. Coisa diferente, mas não menos grave do que aquilo que tem andado a fazer a imprensa, foi o facto de um cientista reputado como o catedrático Adélio Mendes, não ter sido convidado para integrar o Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde este Governo preferiu antes, meter à martelada, um académico, especialista em “ciências politicas” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html

Faço notar que o interessante artigo em causa, está muito longe de ser um exercicio de auto-elogio e nele se dá conta dos seus muitos esforços na área da descarbonizaçáo da energia. O artigo aborda a produção de metanol verde; a clivagem do metano e o ciclo do carbono; e por fim a história do lítio e das baterias. No mesmo há uma frase que não agradará a este Governo, que fez o que podia e o que não podia, para facilitar a exploração mineira do lítio: continuo a achar a ideia de extrair lítio das nossas bonitas montanhas uma decisão medíocre, sem engenho nem arte”  mas que sem dúvida muito alegrará aqueles que sempre contestaram a exploração mineira do lítio, entre os quais eu me incluo, vide post de título “O grande projecto mineiro que este país precisa e merece é o de abrir algumas covas para lá enterrar alguns conhecidos grandes corruptos”

PS – A redacção do parágrafo final do artigo supracitado, onde retirei a frase que inicia o presente post, é aquela que abaixo se reproduz a cor azul, onde só lamento que o ilustre catedrático Adélio Mendes, tenha utilizado a palavra “distribuir” quando podia muito bem ter utilizado a palavra “desperdiçar” ou inclusive a palavra “desviar“: 

“Do meu grupo de investigação já nasceram dez empresas, sendo atualmente a cadência de duas por ano. Aos investigadores, agora empresários, uma palavra de agradecimento e reconhecimento, pois são eles que podem reter o talento português e produzir a riqueza que os políticos, por vezes de forma tão ligeira, prometem distribuir. Haja coragem, engenho e arte e haverá Portugal.

A liderança incontestada dos artigos científicos com co-autoria do ChatGPT

Apresenta-se abaixo a lista dos 10 posts mais visualizados ao longo do ano de 2023. É interessante registar que 50% desses posts foram escritos em língia inglesa, destinando-se aos leitores estrangeiros (onde Finlandeses, Holandeses e ultimanente também Noruegueses se destacam), sendo que dois desses ocupam respectivamente o primeiro e o terceiro lugares. Não menos interessante é constatar que 40% dos posts mais visualizados (incluindo o primeiro lugar) estão relacionados com o omnipotente (e omnipresente) ChatGPT. Por último mas não menos importante é também constatar que 30% posts mais vistos dizem respeito a professores catedráticos !

PS – É pertinente referir que o post que aparece em 7º lugar, sobre o partido Chega, é do dia 1 de Maio, quando ninguém imaginava que o Governo iria cair em Outubro.

  1. The first Scopus-indexed publication co-authored by ChatGPT-3
  2. Mais um concurso para um lugar de professor catedrático que exige um h-index mínimo igual ou superior a 15
  3. October 2023 update of Stanford-Elsevier scientist ranking. Which countries have the highest number of Top Scientists?
  4. O mui ilustre Catedrático de Economia titular de um portentoso h-index=0 (zero)
  5. ChatGPT, four questions about science disruption and naive researchers
  6. O metal tóxico que mata mais pessoas do que o tabaco ou o colesterol e que os Governantes Portugueses negligenciam
  7. ChatGPT analisa como será Portugal em 2029 se o Presidente demitir o Governo e o partido Chega tiver 15% dos votos nas próximas eleições
  8. Os secretos (catedráticos) assediadores da Universidade de Lisboa
  9. Harvard University
  10. ChatGPT – Harvard Medical School tops the world’s list of Scopus-indexed publications and France dropped out of the Top 10