Why can´t Academia earn billions while fighting corporate unethical science ?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html

Building on the earlier discussion highlighting a potentially controversial proposal (link above), recent research advancements in the corporate sector underscore that the proposal isn’t as contentious as initially perceived. Acknowledging the hurdles that academia encounters in keeping pace with the rapid developments in the corporate realm, it becomes progressively sensible for academia to intensify its endeavors in scrutinizing corporate research activities. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

Additionally, please explore an intriguing article penned by Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, which was published in The Atlantic. I have included a relevant excerpt from the article below: “…artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable. In a 2020 essay titled “The Supply of Disinformation Will Soon Be Infinite,” Renée DiResta, the research manager at the Stanford Internet Observatory, explained that spreading falsehoods…will quickly become inconceivably easy” https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/

Porque será que a Academia não pode facturar biliões a supervisionar a ciência produzida pelo sector empresarial ?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html

Na sequência do post acima, onde se comentou uma proposta polémica, que na verdade não é assim tão polémica face aos ultimos desenvolvimentos da investigação levada a cabo no sector empresarial, que dramaticamente a Academia já não consegue acompanhar, faria todo o sentido que a mesma Academia conseguisse aprender alguma coisa com o sector empresarial, vide recente artigo no link abaixo, e comecasse não só a apostar mais energias no segmento da auditoria científica de actividades de investigação empresarial, como também a cogitar como é que é possível extrair valor (biliões mesmo) desse valioso segmento. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

Embora lateralmente, mas ainda assim relacionado com o tema supra, atente-se na visão do futuro que se aproxima, mencionada num recente artigo de um Professor da Universidade de Nova Iorque: “…artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable” https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/

Excessive funding of star scientists harms research impact

See below an extract of a paper published yesterday in the journal Scientometrics:

“…results show that, first, there is a relatively smooth inverted U-shaped relationship between government research funding for scholars and the quality of their publications. An initial increase in government research funding positively drives the quality of public knowledge production, but the effect turns negative when research funding is excessivehttps://link.springer.com/article/10.1007/s11192-022-04448-w#Sec28

A scientist who became a litigation professional because of the denials he received from the Intellectual Property Offices

After having (successfully) resorted to Australian justice to overcome the resistance of that country’s IPO, which refused to grant patent rights to inventions generated by an artificial intelligence algorithm, scientist Stephen Thaler intends to do the same in the USA, a country whose IPO has also refused such attribution. https://news.bloomberglaw.com/ip-law/inventor-robots-deserve-patent-rights-federal-circuit-to-hear 

It seems clear, at least to me, that an algorithm with inventing skills but that has learned to do so with substantial human input, that the invention rights belong to its human creator, but it is difficult to extend this reasoning to algorithms that teach themselves “an algorithm based solely on reinforcement learning, without human data, guidance or domain knowledge”

Porque é que uma vida com significado é impossível sem sofrimento?

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/uma-vida-com-significado-e-uma-nova.html

Ainda sobre o tal artigo publicado na Scientific American, que foi mencionado no post acima, atente-se numa definição bastante mais problemática, do que é uma vida com significado, que foi referida num post publicado há poucos dias atrás, e onde se comentou um recente livro de um catedrático de Psicologia das universidades de Toronto e de Yale, sobre como é que o sofrimento (escolhido e não aquele aleatório usualmente associado a doenças graves) é essencial para uma vida com significado https://bigthink.com/the-well/paul-bloom-meaning-suffering/

Em 2015, o conhecido realizador Terrence Malick, “deu à luz” um filme interessante de nome “Cavaleiro de Copas”, cujo protagonista principal foi o não menos conhecido actor Christian Bale (contracenando com a Cate Blanchett e a Natalie Portman) que procura um sentido para a sua existência. Numa cena do referido filme, outro conhecido (e nada jovem) actor Alemão (que nasceu em território que hoje pertence à Rússia), de nome Armin Mueller-Stahl, explica ao Christian Bale que há uma outra forma, menos “racional” de entender o sofrimento e que é inclusive mais abrangente não excluindo, como acima, aquele de natureza aleatória: “suffer binds you to something higher than yourself…it takes you from the world to find what lies beyond it”

“Why a meaningful life is impossible without suffering?”

Still about the article published several months ago in Scientific American, titled “A New Dimension to a Meaningful Life“, note that a much more problematic definition of what a meaningful life is, was mentioned in a post published a few days ago, about how suffering (chosen rather than the random one usually associated with serious illness) is essential to a meaningful life, as per the book of a professor at the universities of Toronto and Yale https://bigthink.com/the-well/paul-bloom-meaning-suffering/

In 2015, the well-known director Terrence Malick “gave birth” to an interesting film called “Knight of Cups“, whose main protagonist (the actor Christian Bale) seeks meaning for his existence. In a scene from the aforementioned film, another well-known German actor (who was born in a territory that today belongs to Russia), Armin Mueller-Stahl, explains to Christian Bale that there is another, less “rational” way of understanding suffering and which is even more comprehensive, not excluding, as above, that suffering of a random nature: “suffer binds you to something higher than yourself…it takes you from the world to find what lies beyond it”

Catedráticos Franceses dão uma lição aos virginais Catedráticos Portugueses, sobre como é que se punem terroristas, vigaristas, corruptos e demais fauna do crime

O terrorista  Salah Abdeslam, que esteve envolvido nos atentados de Paris, acaba de ser considerado co-autor de 130 homicídios e por conta disso condenado a prisão “perpétua”.  A lei Francesa prevê que:  “o condenado deve cumprir 30 anos de pena antes de poder pedir uma revisão da sentença, mas para esta ser concedida é preciso o aval das vítimas, de magistrados e médicos que atestem que a sua libertação não põe em causa a ordem pública” 

O grande azar do referido terrorista, ligado ao Estado Islâmico, foi ter escolhido a França para palco da sua acção altamente criminosa, porque se o país escolhido fosse Portugal, nunca poderia ser condenado a mais de 25 anos e poderia ainda ser solto ao fim de 21 anos, por bom comportamento prisional. Generosíssimas gentilezas que temos de agradecer aos inteligentes catedráticos de Direito de Portugal. 

Infelizmente os problemas associados a um aberrante Cúmulo Jurídico de apenas 25 anos, que em má hora passou a existir no Código Penal Português, não se esgotam somente na impossibilidade de punir como realmente merecem aqueles que praticam atentados terroristas, também infelizmente se reflectem em penas bastante mais leves para todos os restantes crimes. Pois como é evidente, se a pena para os crimes mais abjectos é de apenas 25 anos, então não é possível condenar um corrupto a uma pena de dezenas de anos, como acontece na Espanha, país onde um cabecilha de uma rede de corrupção foi condenado a uma pena de 51 anos e um politico foi condenado a uma pena de 33 anos  https://www.publico.pt/2018/05/24/mundo/noticia/justica-espanhola-condena-barcenas-a-33-anos-de-prisao-e-pp-por-beneficios-no-caso-gurtel-1831942

Tenha-se também presente que o admirável Código Penal da França, permitiu condenar o Ex-Primeiro Ministro François Fillon, a uma pena de prisão efectiva, por ter criado um falso emprego de assistente parlamentar para a sua mulher (a que acresce uma multa de quase meio milhão de euros e ainda a proibição de exercer cargos públicos durante 10 anos). E o tribunal explicou que a pena se ficou a dever ao facto do Ex-Primeiro-Ministro ter colocado o seu interesse pessoal à frente dos interesses do povo que foi eleito para servir: “En faisant «prévaloir son intérêt personnel sur l’intérêt commun» dans un but d’«enrichissement personnel », François Fillon, 66 ans, «a contribué à éroder la confiance» des citoyens, a souligné la présidente du tribunal”  

Compare-se esse caso com o caso do ex-Primeiro Ministro Sócrates que anda por aí soltinho da silva a gozar com o pagode, viajando por onde muito bem lhe apetece, metendo recurso atrás de recurso, a um ritmo quase industrial (outra generosíssima gentileza dos catedráticos de Direito Portugueses), até que todos os crimes de que está acusado acabem finalmente por prescrever https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/presidente-do-sindicato-dos-juizes.html

Para se perceber melhor a generosa (e impune) realidade penal Portuguesa (inspirada por catedráticos de Direito que parece que vivem num universo alternativo imaculado) atente-se no facto do conhecido Pedro Dias, culpado de vários crimes, incluindo 4 homicídios, que no total ultrapassavam um total de mais de 100 anos e que por conta do cúmulo jurídico (leia-se cúmulo da impunidade) viu a sua pena passar a ter um valor muito inferior e atente-se também no conteúdo de um Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, onde se pode ler que um certo individuo, praticou nada menos do que 44 crimes (lista abaixo), cujas penas também totalizavam mais de 100 de anos, mas que em cúmulo jurídico originaram uma pena de 18 anos, dos quais irá cumprir um máximo de 15 anos, o que significa que na prática e em média ele passará na cadeia 4 meses por cada crime.


– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência EE);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al.  c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência FF);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência GG);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência HH);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência II);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência JJ);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência LL);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 3 (três) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência MM);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência NN);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses prisão (falência OO);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência PP);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência QQ);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência RR);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência SS);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência TT);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de prisão (falência UU);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência VV);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência XX);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência YY);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência ZZ);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência AAA);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência BBB);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência CCC);

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 3 (três) meses de prisão (falência CCC);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência DDD);

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) meses de prisão (falência DDD);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência EEE);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) e 3 (três) meses de prisão (falência FFF);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência GGG);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência HHH);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência III);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência JJJ);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência LLL);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos de prisão (falência MMM e esposa);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência NNN);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência OOO Ldª);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência PPP);

– De um crime de corrupção passiva para acto ilícito, p. e p. no art. 372º nº 1, 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) anos e 3 (três) meses de prisão (falência QQQ);

– Em co-autoria com o arguido RRR, pela prática,

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 7 (sete) meses de prisão (falência MM);

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) meses de prisão (falência SSS);

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e artº 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 2 (dois) meses de prisão (falência BBB);

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 9 (nove) meses de prisão (falência CCC);

– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 6 (seis) meses de prisão (falência DDD);
– De um crime de peculato de uso, p. e p. no art. 376º nº 1 e 386º, nº 1, al. c), do Código Penal, na pena de 3 (três) meses de prisão (falência NNN);

http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/-/9208ED97398DDB018025825E0044A304

As culpas dos humanos “carnívoros” no bloqueio Russo dos cereais da Ucrânia

Ainda relativamente ao criminoso bloqueio Russo à exportação de cereais por parte da Ucrânia, convém ter presente que como se pode ler no último na revista The Economist, quase metade (43%) da produção mundial de cereais é utilizada para alimentar animais (987 milhões ton) ou queimada como biocombustíveis (265 milhões ton) trata-se uma percentagem que é 600% superior à produção de cereais combinada da Ucrânia e da Rússia, o que significa que bastava que desde há uns anos a esta parte os países ricos tivessem diminuído o seu consumo de carne, para um valor próximo daquilo que é valor recomendado pela OMS de 135 gramas por dia (50 kg/ano) para que a actual crise de fornecimento de cereais (e também de preços) fosse puramente residual. 

Acresce que como refere o artigo da revista The Economist, a utilização de cereais para alimentar animais é um processo extremamente ineficiente, pois por cada 100 calorias de cereais, isso acaba no final por resultar apenas em 3 calorias de carne para consumo humano. 

Isto já para nem falar que, a bem ou à força, é isso que irá acontecer inevitavelmente no médio prazo, pois se é verdade que há quem não seja sensível às emissões associadas à produção de carne, acabarão ainda assim por ter de engolir uma realidade da qual não é possível fugir, que é a dos constrangimentos associados à necessidade de alimentar 10.000 milhões de pessoas, contexto para o qual são mencionados valores de consumo de carne de no máximo 85 gramas por dia (31 kg/anohttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/como-alimentar-10000-milhoes-de-pessoas.html 

PS – De acordo com o INE, em 2021, o consumo médio de carne, por habitante em Portugal foi de 315 gramas por dia (115 kg/ano).

A estratégia (saloia) para aumentar o factor de impacto de uma revista científica

Foi ontem tornado pública a lista actualizada de revistas científicas indexadas na Web of Science, com o respetivo factor de impacto, onde se verifica que a revista The Lancet (por conta dos artigos sobre o Covid-19) mais do que duplicou o seu factor de impacto para 202. E que também foram os artigos sobre o Covid-19, que contribuiram para que 7 revistas da área da medicina vissem o seu factor de impacto ultrapassar o valor de 100.

Ficou-se igualmente saber que três revistas foram “expulsas” da lista indexada actualizada e ainda que seis revistas receberam uma “advertência”, por conta de terem utilizado uma “nova” forma de manipulação do factor de impacto, através de uma estratégia que a Clarivate define como “self stacking”: “this year the editorial integrity team at Clarivate identified a new type of anomalous citation behavior: self-stacking. This is where the journal contains one or more documents with citations that are highly concentrated to the JIF numerator of the title itself. This is the first year we have formally defined the criteria for self-stacking suppression, and as such we have made the decision to issue a warning to six journals rather than suppress the journal’s JIF. Going forward, continued journal self-stacking will result in suppression of JIF”

No entanto e ao contrário do que agora diz a Clarivate, não é uma novidade, pois já tinha sido identificada em 2016 pelo investigador Petr Heneberg e ele na altura até escreveu que a Thomson Reuters (a firma que depois foi comprada pela Clarivate) não tinha forma de detectar essa manipulação: “Thomson Reuters currently does not have any algorithm to detect citation stacking”

É pertinente recordar que o “factor de impacto” é uma marca registada da Clarivate Analytics, que tem sido repetidamente denunciada pelos muitos prejuízos que trouxe à ciência. E é por isso que há quem tenha escrito, como o reputado investigador Vladen Koltun, que se trata de uma métrica que nunca deve ser usada na avaliação de investigadores (ou de unidades de investigação).

Convém ter presente que, basta que uma revista tenha uma elevada taxa de rejeições, dando preferência a artigos de autores bastante citados, de universidades de topo, mesmo que esses artigos sejam medianos, para que esse facto só por si contribua para um aumento do factor de impacto. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/desk-rejectionthe-editor-manuscript-game.html

Tenha-se também presente que é a própria Clarivate Analytics, proprietária da marca “factor de impacto” que adverte contra o seu uso na avaliação de investigadores: “In the case of academic evaluation for tenure, it is inappropriate to use the impact of the source journal to estimate the expected frequency of a recently published article”

PS – Profundamente irónico é o facto de na última avaliação das unidades de investigação, a proibição radical (em sede regulamentar) do uso de qualquer métrica (rejeitando inclusive aquela métrica que já conseguiu “adivinhar” o nome de várias dezenas de prémios Nobel), ter levado os avaliadores (que obviamente não iriam passar o tempo a ler os artigos das diferentes unidades) a socorrerem-se das únicas métricas que “tinham à mão“, precisamente as duas piores que existem, o número de artigos e o factor de impacto das revistas, e que por isso mesmo apareceram profusamente mencionadas nos relatórios de avaliação, mais de 500 (quinhentas) vezes.

Human “carnivores” are also to blame for the Russian grain blockade in Ukraine

Still, following the criminal Russian blockade on the export of grain by Ukraine, one should not forget that, as we can read in the latest number of The Economist, almost half of the world’s grain production is used as animal feed (987 Mt) or burned as biofuels (265Mt), this is a percentage that is 600% higher than the combined production of grain by Ukraine and Russia, which means that it was enough for the rich countries to have reduced their meat consumption, to the value recommended by the WHO of 135 grams per day so that now the grain supply crisis didn´t exist.

In addition, as was mentioned in the article by The Economist, using grain to produce meat is a highly wasteful process, for every 100 calories of grain used in animal feed, this results in only 3 calories of meat for human consumption.

Not to mention that, willingly or not, this is what will happen in the medium term, because if it is true that there are those who are not sensitive to the emissions associated with the production of red meat, they will end up having to swallow a reality of the which it is impossible to escape, which is the constraints associated with the need to feed 10,000 million people, a context for which meat consumption values ​​of a maximum of 85 grams per day (14 grams for red meat) are mentioned in a Lancet report.

The Lancet report also noted that among all countries on the planet the US is the country with the biggest gap (638%) between red meat consumption and a planetary health diet. https://eatforum.org/content/uploads/2019/07/EAT-Lancet_Commission_Summary_Report.pdf