Earlier this week, a 47-page whitepaper was released addressing ChatGPT for Higher Education. It was prepared by 12 German co-authors from 6 German institutions and contains several recommendations for students and teachers. In my opinion, the summary table regarding assessments, which is presented at the beginning of page 32 is especially important. https://www.uni-hohenheim.de/uploads/media/23-03-20_Whitepaper_ChatGPT.pdf
ChatGPT, four questions about science disruption and naive researchers
Below are the three posts that have had the most views since January 1st. It’s somewhat surprising that third place belongs to a post that was made just five days ago.
1º – The first Scopus-indexed publication co-authored by ChatGPT-3
PS – On March 14, Open AI unveiled GPT-4, still it remains to be seen if the latest version is worth the $20 monthly subscription. Be there as it may, the ugly truth is that a copyright war is about to be unfolded, as one can read in a recent article published in The Economist: “it is the oceans of copyrighted data the bots have siphoned up while being trained to create human-like content…AI models plunder the databases without permission. Those responsible for the source material complain that their work is hoovered up without consent, credit or compensation.“ https://www.economist.com/business/2023/03/15/a-battle-royal-is-brewing-over-copyright-and-ai
Catedrático da ULisboa reforça a sua maioria absoluta de artigos “despublicados”
Depois de ter alcançado uma dúzia de artigos “despublicados”, o catedrático, campeão nacional absoluto dessa modalidade, possui agora 13 artigos nessa condição, vide link abaixo, correspondente a uma pesquisa no site que regista a nível internacional a evolução do número desses artigos.
The two top German researchers naively hindering the European Commission’s strategy to end the billion-dollar business of scientific journals
Still following my previous post from March 2021 entitled “The highly profitable disgusting business of scientific journals has finally begun to crumble with a little help by the European Commission” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/the-monopoly-of-scientific-journals-has.html it is disappointing, to say the least, to see a paper published in the Journal of Informetrics a few days ago by two top German researchers (Haunschild & Bornmann) proposing a bibliometric approach for identifying potentially talented young researchers which incomprehensibly (and out of time) uses an indicator based on the number of papers published in high-impact journals https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157723000196
For sure the aforementioned journal authors do not care about the advice of Vladen Koltun (Distinguished Scientist at Apple, prior Chief scientist at Intel, and prior to that was Professor at Stanford University https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html who wrote that the quality of journals should never be used in the evaluation of researchers, nor do they seem to be concerned with the worrying fact that “articles retracted due to data falsification or fabrication are disproportionately found among high-impact journals”
PS – Open Research Europe (which will contribute to the ending of the billionaire business of scientific journals) was accepted for indexation in Scopus in 2022, which means that researchers no longer need journals to have their papers indexed https://open-research-europe.ec.europa.eu/blog/scopus-indexation-announcement
Governo Português continua a desviar dinheiro que pertence à Ciência
Ainda na sequência do post anterior de título “O desesperadamente almejado futuro Nobel Português e as três universidades com mais de 300 prémios Nobel interessadas em investigadores Portugueses“, e atento conteúdo da figura, do EUROSTAT, que compara os gastos (per capita), dos diversos Governos europeus, em termos de investigação, durante o último ano para o qual há estatísticas disponíveis, porque será que Governos de países europeus que são mais pobres do que o nosso país, acham boa ideia gastar mais dinheiro em investigação do que Portugal ?
E porque é que será que Governos de países, mais ricos do que o nosso, como por exemplo da Finlândia, cujo o PIB/capita é o dobro do nosso, gastam em investigação, não o dobro, mas 500% a mais do que Portugal ?
Será que é porque os Governantes da Finlândia (da Noruega, da Suécia, da Dinamarca etc etc etc) ao contrário dos de Portugal estão perdidamente apaixonados pela Ciência ?
E qual será afinal a grande paixão dos Governantes de Portugal ? Será que é a de capturarem o Estado Português, para assim (bem) se governarem a eles, aos seus familiares e aos seus amigos ?
PS – Vamos admitir, por académica (e ingénua) hipótese, que a critica acima formulada é injusta e que afinal até existe uma maioria de políticos honestos em Portugal, mas se é assim, então porque é que esses políticos criaram um sistema de justiça absurdo, que de forma absolutamente flagrante, favorece a impunidade dos corruptos e que ainda por cima (ao contrário do que acontece na Finlândia, na Noruega, na Suécia, na Dinamarca etc etc etc) impede que o produto da corrupção possa reverter para os cofres do Estado?
China is mobilizing science while Europe prefers to fund criminals instead
An article just published in Nature reports that The National People’s Congress and the Chinese People’s Political Consultative Conference have boosted science and technology in the national agenda. China’s spending on R&D has increased from 2.1% to more than 2.5% of GDP. https://www.nature.com/articles/d41586-023-00744-4 In comparison Europe’s research and development expenditure relative to GDP stood at 2.27 %, lower than in the previous year when it recorded 2.31 %. Part of the problem is related to the 1 trillion euro tax evasion scandal https://taxation-customs.ec.europa.eu/huge-problem_en
This European debacle raises an unavoidable question: What is Germany waiting for to cut its contribution to the European budget until all European countries copy its legislation on tax evasion, which determines mandatory prison sentences for those who evade the tax in an amount exceeding 1 million of euros ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/deutschland-uber-alles.html
A falta de rigor da revista Visão acerca das putativas “20 profissões mais suscetíveis de serem substituídas pelo ChatGPT”
https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/02/a-primeira-publicacao-indexada-na.html
Ainda na sequência do post acima, sobre a primeira publicação indexada na Scopus que tem o ChatGPT-3 como co-autor, é lamentável que a revista Visão tenha publicado há dois dias atrás um artigo com o título pouco rigoroso (leia-se alarmista) “As 20 profissões mais suscetíveis de serem substituídas pelo ChatGPT”, quando na verdade respeita a um estudo de Princeton de título “How will Language Modelers like ChatGPT Affect Occupations and Industries?”, onde se utiliza a palavra inglesa “exposed” que só por esforçada/delirante imaginaçáo se pode traduzir pelas palavras “suscetíveis de serem substituídas“.
Ainda sobre o ChatGPT, é importante recordar um recente artigo publicado na página 53 da versão impressa da revista The Economist, edição de 4 de Março, onde se menciona uma corrida de investidores para financiarem projectos relacionados com o ChatGPT “Money is flooding into the business…They have so far collectively raised more than $11 billion…Mr Volpi talks of a Cambrian explosion”
PS – Consta que a nova versão do ChatGPT, versão 4, será em principio divulgada esta semana: https://www.latestly.com/technology/chatgpt-4-release-date-features-and-updates-openai-soon-to-launch-next-gen-chatbot-that-can-generate-videos-and-images-heres-all-you-need-to-know-4944691.html
Novo estudo da DGEEC revela que a Universidade de Coimbra é a campeã nacional de endogamia académica
O jornal Público divulga hoje um recente estudo da DGEEC sobre endogamia académica, vide link acima, o qual desde logo, ajuda a explicar o fraco desempenho da Universidade de Coimbra no conhecido e prestigiado ranking Shanghai (o único que contabiliza prémios Nobel) https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/afinal-o-mau-resultado-da-universidade.html
Os resultados do estudo mostram que desde 2016 a endogamia académica média nacional, reduziu-se apenas 2%, de 70% para 68%, o que significa que a este ritmo nem daqui a 50 anos a academia Portuguesa conseguirá ter baixas (leia-se decentes) percentagens de endogamia académica, como aquelas inferiores a 10%, que existem nas melhores universidades Norte Americanas como Stanford, o MIT ou Harvard.
Trata-se por isso de um resultado que não só envergonha Portugal a nível internacional, como é também uma prova, que algumas universidades públicas estão muito mais ao serviço dos interesses particulares dos catedráticos dessas universidades e muito menos ao serviço dos contribuintes que as sustentam com os seus impostos. Basta atentar no anormalmente elevado número, de filhos e filhas, a trabalhar na mesma universidade pública (e muitas vezes até no mesmo departamento) dos catedráticos progenitores.
Sobre endogamia académica, é pertinente recordar uma certa petição, do final de 2015, do qual fui o primeiro subscritor e onde reuni um conjunto de declarações de vários académicos sobre esse grave problema e de onde destaco a seguinte: “alguns “ditadores académicos” encorajam a contratação de seus alunos medíocres e empregam a endogamia como forma de esconder sua incompetência” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html
PS – No contexto supra é também pertinente recordar um estudo sobre a endogamia envolvendo milhares de académicos em 140 países, que confirmou que os académicos endogâmicos são científicamente menos inovadores https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/estudo-sobre-endogamia-envolvendo.html
O desesperadamente almejado futuro Nobel Português e as três universidades com mais de 300 prémios Nobel interessadas em investigadores Portugueses
Em Janeiro de 2022, comentei uma lamentável entrevista feita pelo Expresso, à então Presidente da FCT, a qual aludiu à necessidade de um plano, para que a Ciência Portuguesa pudesse voltar a ganhar um novo prémio Nobel, o que (desgraçadamente) não sucede há mais de 70 anos https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-presidente-da-fct-e-o-plano-milagroso.html
Como escrevi na altura, Portugal precisa sim é de um plano para impedir que o dinheiro que devia ir para a Ciência, seja desviado para outros fins menos nobres, como para pagar milhões em subvenções vitalícias a uma classe politica parasita, para pagar centenas de milhões em indemnizações pagas pelo Estado Português a empresas privadas, em sentenças decididas em tribunais privados e para pagar milhares de milhões em Swaps com juros superiores a 100%, contratados por (incompetentes) gestores de empresas públicas.
Quanto aos cientistas Portugueses com mais possibilidades de um dia conseguirem ganhar um prémio Nobel, é pertinente lembrar que a Clarivate Analytics, conseguiu nos últimos vinte anos acertar no nome de mais de 70 cientistas vencedores do prémio Nobel, utilizando para esse efeito uma metodologia baseada em artigos altamente citados. Só em 2022 conseguiu acertar no nome de nada menos do que 7 vencedores do prémio Nobel.
É porém evidente que ser citado em artigos de cientistas que trabalham em universidades de países pobres, como por exemplo em Cuba ou no Paquistão, tem um valor bastante inferior a ser citado, em artigos de cientistas de universidades de topo dos Estados Unidos, como por exemplo de Stanford, do MIT ou de Harvard, instituições que aparecem associadas a mais de 300 prémios Nobel, pelo que é assim interessante saber quais são os cientistas Portugueses, cuja obra anda a ser citada pelos cientistas das três referidas instituições Norte-Americanas.
Nesse contexto particular, aproveito para listar abaixo o nome de alguns conhecidos cientistas Portugueses, mencionados no ranking da universidade de Stanford, juntamente com a informação, recolhida na conhecida base Scopus (de acesso vedado ao público), sobre o número de artigos científicos, produzidos por cientistas de Stanford, do MIT, ou de Harvard, onde a obra científica desses cientistas Portugueses foi objecto de referência:
António Damásio…….…….…….…….1609 citações em artigos de Stanford-MIT-Harvard
Hanna Damásio…..……….…………….1216
Caetano Reis e Sousa..…………………868
Nuno Peres…………….……..……………819
Rui L. Reis…………………….……….…..653
Miguel Seabra…….………….…………..439
Miguel B. Araújo…….……………….…..370
João P. Hespanha………..………..…..…222
Pedro Domingos………….………………..152
Elvira Fortunato……………………………127
PS – Questão bastante diferente é a de se saber porque é que há catedráticos na Academia Portuguesa, que nunca receberam uma única citação em artigos de investigadores de Stanford, MIT ou Harvard, e pior do que isso, que foram incapazes de receber um número mínimo de citações, inclusive de investigadores de universidades de países pobres !
O catedrático que ajudava as alunas com recurso a sessões de espancamento
Na sequência da divulgação anterior, de práticas “académicas” desviantes (leia-se crimes sexuais) de um catedrático da universidade católica de Lovaina, fica-se agora também a saber que na Alemanha, um professor da universidade de Gottingen, e também director de um Instituto, espancava as estudantes, como forma de as “ajudar”, pelo que, dizia ele, elas até lhe deviam agradecer:
Em resultado das queixas de cinco estudantes, contra o referido professor, ficou provado em tribunal, que aquele praticou vários crimes, de coação, de privação de liberdade e ainda lesões corporais graves, ainda assim o mesmo tribunal entendeu aplicar-lhe uma pena suspensa de 11 meses, pelo que o referido professor, embora de licença, continua a receber o vencimento de quase 10.000 euros por mês. Note-se porém que também em Portugal houve vários catedráticos, condenados por terem cometido crimes, com sentença transitada em julgado, que não foram afastados da universidade pública onde trabalhavam, como por exemplo um catedrático da Universidade de Coimbra, de nome Francisco Sobral, que em 2007 foi condenado por seis crimes de abuso de poder e também de falsificação de documentos, ou um catedrático da mesma universidade, de nome Antonio Rocha Gonsalves, que em 2004 foi condenado pelo crime de abuso de poder. Todos eles, nobilíssimos expoentes de integridade académica.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.