Processo de Irrelevância Científica Em Curso – PICEC

No Japão todos os anos o Ministério responsável pela ciência daquele país, avalia como é que o número de artigos científicos que receberam um elevado número de citações, se compara com o número de artigos mais citados dos 10 países, com o melhor desempenho a nível mundial. Em Portugal porém, o Ministério a quem cabe a supervisão da ciência, foge como o diabo da cruz, de fazer tais comparações, pela simples razão que não lhe convém que os contribuintes fiquem a conhecer verdades inconvenientes.

Mas se o Ministério agora dirigido pela catedrática Elvira Fortunato não faz o que lhe compete, há quem o faça, mesmo em pleno mês de Agosto. Uma análise (efectuada hoje) da evolução do número de publicações, indexadas na base Scopus (a maior base de literatura científica indexada a nível mundial, cujo acesso não é público), sobre os sete triénios que decorreram de 2012 até 2020 permite perceber que, à medida que aumenta o número de publicações indexadas, aquelas publicações relevantes (que receberam no mínimo 300 citações) tem vindo a diminuir-se de forma acentuada. Ou seja, em Portugal produzem-se cada vez mais publicações, que interessam cada vez menos, à comunidade científica mundial ! 

Por outro lado uma comparação do valor do rácio das publicações Portuguesas, indexadas na base Scopus, que receberam pelo menos 300 citações em relação ao total de publicações no último triénio (2018-202), mostra que Portugal fica muito longe da Islândia (uma diferença superior a 400%) e também que fica bastante longe de países como Singapura e a Suiça (uma diferença próxima de 200%) pior porém é constatar que Portugal até consegue ficar abaixo da pobre Grécia, o que é uma prova da irrelevância científica nacional, que note-se não aconteceu porém por mero azar do destino, mas foi fruto dos esforços nocivos de responsáveis políticos, que contribuiram activamente para o malogrado PICEC, o qual se consubstanciou em três suportes fundamentais, a saber:

1º) A realização de uma pseudo-avaliação de unidades de investigação, onde foram proibidas as métricas que permitiriam estabelecer importantes comparações internacionais, sobrando assim aos avaliadores as duas piores que existem. O número de publicações e o factor de impacto, que até apareceram referidas centenas de vezes nos relatórios da avaliação favorecendo dessa forma unidades cujas fragilidades teriam ficado à vista caso tivessem sido utilizadas métricas relevantes, como a relativa ao número de artigos no grupo top 1% mais citados ou a relativa ao rácio euros/citação, que seria e é particularmente oportuna, num contexto de escassez de recursos financeiros. 

2º) A dispersão (leia-se desvio) de verbas da ciência, para inúmeros subprogramas, e inúmeras tipologias de programas de ciência e tecnologia (com taxas de financiamento anormalmente elevadas, que significam uma violação objectiva do principio do mérito, consignado na CRP), que fazem com que sobrem apenas migalhas para os projectos de investigação (resultando daí taxas de financiamento residuais), quase como se existisse um orçamento paralelo na ciência, vide denúncia pública efectuada em 13 de Novembro de 2020. 

3º) A criação de um quadro de subsídios a empresas (e até mesmo bancos) que alegadamente levam a cabo importantíssimas actividades de investigação, quadro esse que todos os anos faz desaparecer nas tais “actividades de investigação” várias centenas de milhões de euros. Recorde-se que a nível europeu, e de acordo com um documento da OCDE, Portugal é um dos países que atribui mais subsídios às empresas para as tais investigações, ao contrário de países como a Suiça, onde os subsídios do Governo daquele país para “actividades de investigação” são nulos.

PS – Se como recentemente se ficou a saber há largas dezenas de catedráticos em Portugal, que ao longo da sua (longa) carreira foram incapazes de produzir sequer um único artigo que tivesse recebido 150 citações imagine-se quantos mais haverá que foram incapazes de produzir um único artigo que recebesse 300 citações, facto esse que também constitui mais um sinal inequívoco do PICEC, o qual como é evidente é muito mais preponderante em certas áreas científicas do que noutras que combinam elevada dedicação e bastante mérito, as quais (nalguns casos até com poucos recursos) fazem o favor de impedir que a situação Portuguesa seja muito pior do que é actualmente. https://www.docdroid.net/KCxBxFl/2022-portugal-no-ranking-shanghai-pdf

Quem nasceu para ser sabujo nunca chegará a Rottweiler

Um conhecido Rottweiler Português a quem a democracia Portuguesa deve bastante, porque sempre cumpriu e ainda continua a cumprir, de forma invulgarmente corajosa um importante e imprescindível dever de cidadania, escrevendo coisas muito pouco santas, que costumam deixar corruptos, vigaristas e outros trastes com os cabelos em pé, como por exemplo num violento editorial de Julho de 2020 que foi mencionado aqui, ou por exemplo num outro editorial de Maio de 2021, onde escreveu sobre a insuportável impunidade de uma casta criminosa, volta hoje a repetir a dose, numa nota editorial nada meiga, sobre a indecorosa decisão do Ministro das Finanças, Fernando Medina, que achou boa ideia desperdiçar o dinheiro dos contribuintes no pagamento de um elevado salário a um individuo de nome Sérgio Figueiredo, que ele apelida não só de moço de recados mas também de sabujo.

Seja como for causa-me algum espanto, que agora haja tantos que tanto se espantam, que o actual Governo socialista tenha contratado alguém, conhecido por ser um sabujo de governantes socialistas, pois em 31 de Janeiro já tinha escrito que o resultado das eleições significaria quatro anos de festa socialista, sendo evidente que aqueles que tem o cartão desse partido e os seus familiares e amigos tem o futuro garantido”Não me espantando sequer que a própria Ministra da Agricultura, tenha dito recentemente que há muitos agricultores neste país que são culpados do terrível “crime” de não terem votado no partido socialista. Pelo contrário estou é bastante surpreendido pelo facto da Ministra da saúde ainda não ter mandado dizer que, quem votou no partido da mão fechada, deve ser favorecido no atendimento das urgências dos hospitais e aqueles que além disso, tiverem um cartão daquele maravilhoso partido devem ser atendidos sempre em primeiro lugar.

Para se perceber até que ponto o Governo Português tem práticas que estão mais próximas do (des)Governo do Nicolas Maduro e menos das práticas que se levam a feito nos países do Norte da Europa, basta juntar aos casos acima mencionados, as palavras de um académico (e antigo Ministro do Governo de António Guterres) que hoje mesmo, na secção de economia do Expresso, afirma preto no branco, que Portugal não é um Estado de Direito, com liberdade de opinião e de práticas comerciais dentro da lei e a prova disso mesmo, afirma ele, é que apesar do Presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva se ter limitado a dizer a verdade sobre os brutais aumentos do preço da electricidade que os Portugueses terão de pagar em 2023, isso tenha sido suficiente para que o Primeiro-Ministro, António Costa, furioso com a divulgação dessa verdade inconveniente, tenha corrido a vingar-se dele e da empresa a que ele preside. 

PS – Convém não esquecer que o Primeiro-Ministro António Costa foi o mesmo que durante a anterior legislatura disse (como repetidamente também o faz Nicolas Maduro) que aqueles que então criticaram o Governo não eram patriotas e a aversão do Governo socialista às criticas é tanta que a Ministra da Saúde chegou mesmo ao extremo de qualificar como criminosos aqueles Portugueses que criticaram a acção do Governo.

O desprezo da comunidade científica internacional pela obra de largas dezenas de catedráticos Portugueses

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/ranking-de-investigadores.html

Apresenta-se no link abaixo uma actualização da tabela que tinha sido apresentada em Maio de 2021, no post acessível no link acima, e que mostra que os anos vão passando e muitos catedráticos Portugueses são incapazes de conseguir publicar um único artigo que receba 150 citações na base Scopus (auto-citações excluídas). 

Na lista actualizada aumentou-se o número de catedráticos nessa circunstância de 30 para 57. Quem sabe talvez em Agosto de 2023, quando actualizar a presente lista, lá decida colocar o nome uma centena de catedráticos de percentagem nula. Tenha-se ainda presente que estamos a falar de citações que até podem ter sido recebidas em artigos de jovens investigadores, de universidades pouco conhecidas, num contexto de uma tese de doutoramento ou até mesmo de uma dissertação de mestrado.

O que significa, que se o apuramento das citações feitas aos investigadores Portugueses constantes na tal lista, contabilizasse somente aquelas citações recebidas em artigos de cientistas séniores de conhecidas instituições como Stanford, o MIT ou Harvard (vide comparações feitas em post anterior), ou somente aquelas de artigos muito importantes, que por sua vez se tornaram altamente citados na comunidade científica (vide indíce-K) a lista daí resultante seria sem qualquer dúvida muitíssimo mais deplorável, como até mesmo motivo de vergonha nacional. 

O apocalipse possível que a comunidade científica negligenciou

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html

Na sequência do post acima, onde produzi alguns comentários sobre aquele que é para alguns o “profeta da desgraça” climática, registo com com bastante preocupação o facto de ter sido publicado esta semana um artigo que tem 11 co-autores que ninguém pode acusar de serem profetas da desgraça, onde se incluem os conhecidos Johan Rockström e Hans Joachim Schellnhuber, e onde por incrivel que pareça se pode ler que o risco de colapso da sociedade global tem sido perigosamente pouco estudado” https://www.pnas.org/doi/full/10.1073/pnas.2108146119

Tendo também em conta, que neste momento o Planeta vive com um aumento da temperatura média de apenas 1 ºC, e que por conta disso já temos temperaturas máximas de 47 ºC em Portugal é evidente que num cenário de um aumento de 3 ºC, como aquele que é apontado como provável por vários cientistas climáticos, no post que inicia o presente, o nosso país passará então a ter recordes superiores a 50 ºC. E a conjugação dessa eventualidade, com o tal estudo recente que aponta para uma diminuição da capacidade de sobrevivência, para menores valores do par temperatura/humidade, significa apenas que as más noticias serão o padrão do tal futuro, cuja gravidade a comunidade científica negligenciou. 

Extracting value from (environmental) stupidity

https://pachecotorgal.com/2022/08/03/idiotic-young-environmentalists/

Regarding the post above, where I commented on idiotic actions aimed at deflating the tires of SUVs in North America, I still recognize that it is possible to extract value from this stupidity, because if there were an entity in each country that would issue annual certificates for fossil fuels vehicles, confirming the payment of carbon offsets, then this would make it possible to appease the (brainless) anger of these young environmentalists, as well as alleviate, the consciences of SUV owners, and at the same time also to help third world countries where these carbon sequestration activities take place.

Bear in mind in this context that Norway paid 24 million dollars to Indonesia to avoid the release of almost 48 million tons of carbon from deforestation, which gives an average price of 5 dollars per ton of carbon sequestered. This then means, that a 426 hp Escalade 6.2 V8 SUV, which has “high” emissions of 383 g/km, it would emit 10 ton of carbon for 25,000 km/year, and would thus have to pay 50 dollars in carbon credits, in order to have access to the seal of zero driving emissions. It is clear, however, that in the long term (the massification extended to hundreds of millions of vehicles existing in rich countries) would inevitably induce a high demand for activities related to carbon sequestration, so that the unit price of carbon would end up increasing a lot, thus discouraging in the future purchase of non-electric SUVs.

PS – Compare the 10 tons/annual emissions of the aforementioned American “pollutant” SUV with the 5000 tons emitted by Taylor Swift jet to cover the same 25,000 km. Which means that young American environmentalists should rather be concerned about emissions from artists’ jets and less about ordinary citizens’ SUVs. Still regarding the aforementioned Taylor Swift, I cannot help but note with interest (and undisguised satisfaction) that she received the epithet of “climate criminal” which is more negative and violent than the one i used in 2019 for another artist here https:/ /pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

Extrair valor da idiotia

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/jovens-ambientalistas-idiotas.html

Relativamente ao post acima, onde comentei acções idiotas visando esvaziar os pneus de SUVs na América do Norte,  não deixo ainda assim de reconhecer que é possível extrair valor dessa idiotia, porque caso houvesse uma entidade em cada país, que emitisse certificados anuais para viaturas alimentadas a combustíveis fósseis, que comprovassem o pagamento de créditos de sequestro de carbono (Carbon Offsets), então isso permitiria apaziguar a raiva (acéfala) dos tais jovens ambientalistas, como também permitiria aliviar, mediante um preço módico, as consciências dos proprietários dos SUVs de maiores emissões, e ao mesmo tempo também ajudar financeiramente os países do terceiro mundo onde tivessem lugar essas actividades de sequestro de carbono.  

Tenha-se presente neste contexto, que a Noruega pagou 24 milhões de dólares à Indonésia para assim evitar a libertação de quase 48 milhões de toneladas de carbono de desflorestação, o que dá um preço médio de 5 dólares por tonelada de carbono sequestrada. Isso significa então e a título de exemplo que um SUV Escalade 6.2 V8 de 426 CV, que tem “elevadas” emissões de 383 g/km (substanciamente superiores às 279g/km de emissões do SUV Jaguar F-Pace SVR 5.0 V8 de 550 CV), emitiria para 25.000 kms/ano, 10 ton de carbono, e teria assim de pagar 50 dólares de créditos carbono, para poder ter acesso ao tal selo de emissões de condução nulas. É evidente porém que a prazo (a massificação estendida a centenas de milhões de viaturas existentes em países ricos) iria induzir inevitavelmente uma elevada procura por actividades ligadas ao sequestro de carbono, pelo que o preço unitário do carbono acabaria por aumentar bastante, assim desincentivando no futuro a compra se SUVS, que não fossem eléctricos.  

PS – Comparem-se as 10 toneladas/anuais das emissões do tal “poluente” SUV americano mencionado acima com as 5000 toneladas emitidas pelo jacto da Taylor Swift para percorrer os mesmos 25.000 kms https://www.dailymail.co.uk/news/article-11066457/Taylor-Swift-slams-reports-biggest-celebrity-polluter-year-jet-tops-list.html. Moral da história, os jovens ambientalistas Norte-Americanos devem mas é preocupar-se com as emissões dos jactos dos artistas (e também com as suas próprias) e menos com as dos SUVs dos cidadãos comuns.  Ainda relativamente à referida Taylor Swift não posso deixar de registar com interesse (e indisfarçavel satisfação) que a mesma tenha recebido o epiteto de “climate criminal” que é mais negativo e violento do que aquele com que em 2019 adjectivei este senhor aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

Jovens ambientalistas idiotas (e também hipócritas)

https://www.publico.pt/2022/08/02/azul/noticia/nao-es-carro-activistas-climaticos-esvaziam-pneus-veiculos-poluem-2015761

Já se sabia que a falta de inteligência é um problema, porém estava longe de imaginar que essa falta de inteligência não fosse um problema de gente analfabeta, mas sim de gente escolarizada em países ricos. Relativamente à recente e bizarra noticia no link acima, parece que na escolinha ninguém explicou aos tais jovens ambientalistas idiotas coisas básicas, como por exemplo, que nem todos os SUV tem o mesmo nível de emissões de carbono, desde logo um SUV eléctrico não tem o mesmo nível de emissões de um SUV que só consome combustíveis fosseis, além do que há muitos veículos ligeiros com um nível de emissões superiores a muitos veículos do tipo SUV.

Mas mais idiota é esquecer que até pode suceder que alguém tenha um SUV daqueles de elevadas emissões e mesmo assim o dono desse SUV tenha uma pegada carbónica inferior a alguém que possui um veiculo ligeiro eléctrico, mas come quase todos os dias bifes (ou hambúrgueres) de vaca e todos os anos faz longas viagens de avião para passar férias. Há vários anos atrás alguém lembrava por isso o óbvio ululante (que infelizmente não ensinam na escolinha) nas páginas do New York Times: “switching to a plant-based diet does more to curb global warming than switching from an SUV to a Camry

Coisa bastante diferente é a refinada hipocrisia de muitos destes inteligentes jovenzinhos, que acham que a culpa das alterações climáticas é fundamentalmente das emissões dos SUVs, mas muito convenientemente se esquecem, das elevadas emissões de gases com efeitos de estufa, necessárias para manter as suas casinhas frescas no Verão e muito pior do que isso, excessivamente aquecidas no Inverno, só para poderem andar de mangas de camisa em casa e evitarem esse terrível incómodo que é o de terem de usar uma camisola. 

Idiotic young environmentalists

It was already known that lack of intelligence is a problem, but i was far from imagining that this lack of intelligence was not a problem of illiterate people, but of educated people in rich countries.

Regarding the recent and bizarre news on a Tyre Extinguishers group who declared “war” on SUVs, it seems that in school no one explained to these idiotic young environmentalists basic things, such as that not all SUVs have the same level of carbon emissions, that an electric SUV does not have the same level of emissions of an SUV that only consumes fossil fuels, and also that there are many non-SUV vehicles with a level of emissions superior to many SUV type vehicles. Cristiano Ronaldo has many high emissions non-Suv vehicles !

But it’s even more idiotic to forget that the owner of a high-emissions SUV can have a lower carbon footprint than someone who owns an electric vehicle, but eats beef steaks (or hamburgers) almost every day. Several years ago someone recalled the obvious in the pages of the New York Times: “switching to a plant-based diet does more to curb global warming than switching from an SUV to a Camry” https://www.nytimes.com/2007/08/29/business/worldbusiness/29iht-climate.4.7304417.html

Something quite different is the hypocrisy of many of these young people, who think that SUV emissions are to blame but conveniently forget about the emissions necessary to cool their houses in the summer and also to keep their houses excessively warm in winter so that they can walk around in their shirtsleeves to avoid the terrible inconvenience of having to wear a sweater.

“Climate Endgame” research agenda – Four main questions about catastrophic climate change scenarios

Still following Cambridge and Oxford’s obsession with the extinction of Humanity check below the four main questions about catastrophic climate change scenarios in an important paper published yesterday in PNAS by a team of 11 researchers including Johan Rockström and Hans Joachim Schellnhuber:

1) What is the potential for climate change to drive mass extinction events?

2) What are the mechanisms that could result in human mass mortality and morbidity?

3) What are human societies’ vulnerabilities to climate-triggered risk cascades, such as from conflict, political instability, and systemic financial risk?

4) How can these multiple strands of evidence—together with other global dangers—be usefully synthesized into an “integrated catastrophe assessment”?

https://www.pnas.org/doi/full/10.1073/pnas.2108146119

A possibilidade da Espanha colocar Portugal às escuras, só porque lhe apetece e o aumento brutal do preço da electricidade

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/catedratico-ameacado-por-admirador-de.html

Os únicos artigos interessantes no último semanário Expresso, não foram somente aqueles dois mencionados no post acima, havia também um outro artigo, onde o Vice-Coordenador da Comissão de Energia da Ordem dos Engenheiros, escreveu sobre a possibilidade de Espanha poder cortar a luz a Portugal, já que o nosso país importa do país vizinho uma quantidade astronómica de energia:

“A actual situação da produção nacional de energia eléctrica é muito preocupante….no dia 23 de Julho…50% da produção foi importada de Espanha…no período do final da manhã a produção eólica chegou a ser apenas…0.2% de um total de 5628 MW de potência eólica instalada…se…alguém reclama Olivença…podemos correr o risco de ficarmos no escuro no minuto seguinte…”  

Recordo que no final de Junho o Diretor-Geral de Energia e Geologia, fez declarações contundentes durante uma conferência organizada pela Ordem dos Engenheiros, avisando que Portugal enfrenta um “problema de segurança de abastecimento grave”, correndo inclusive o risco de sofrer apagões https://expresso.pt/economia/2022-07-02-Diretor-Geral-de-Energia-fala-em-situacao-critica-no-sistema-eletrico-vamos-estar-em-cima-das-cinzas-62e5db3d

Já sobre a possível subida da factura da luz em mais de 40%, mencionada pelo Presidente da Endesa em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, porque é que o Governo se limita apenas a dizer que é uma noticia alarmista ?  Que interesse teria Nuno Robeiro da Silva, catedrático convidado na Universidade de Lisboa em inventar mentiras que o iriam certamente prejudicar ? O que é certo é que no Reino Unido já andam a preparar os habitantes daquele país para aumentos brutais na electricidade, muito superiores a 40%  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/ir-de-ferias-descansadamente-ou-agir.html

E tendo em conta que os edificios são responsáveis por 40% do consumo de energia e por 36% das emissões de carbono, sendo por isso necessario aumentar a sua eficiência energética, meta que conta com a ajuda das novras regras sobre o desempenho energético de edificios que entraram em vigor em Julho de 2021 e tendo ainda em conta que no respeitante a reduções de carbono e como ficou bem patente num artigo publicado na conhecida revista The Economist, é muito pouco eficiente substituir veiculos de combustiveis fosseís por veículos elétricos, ao contrário de intervenções energéticas no parque edificado que conseguem as mesmas reduções mas com um custo muitíssimo menor o que é que este Governo está à espera para copiar o que fez a Itália que criou um super bónus fiscal de 110% para estimular a realização de obras que reduzissem os consumos energéticos de edificios ? Ou será que os únicos bónus fiscais que interessam a este Governo são aqueles que permitem aos empresários deduzir as despesas com a compra e a manutenção de  Ferraris, Lamborghinis e outras viaturas de luxo?

PS – Hoje no jornal Público não só se dá conta da retaliação imediata do Governo contra a Endesa, mas também se fala das várias medidas que estão neste momento a ser implementadas pela Europa fora em termos de poupanças energéticas, que incluem até mesmo a redução da velocidade máxima nas auto-estradas, uma medida que faz todo o sentido, especialmente em Portugal onde os condutores psicopatas provocam prejuízos anuais de quase 10.000 milhões de euros https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/quer-ser-sepultado-inteiro-ou-em-varios.html