A prova de um recorde (mundial) inquebrável

No inicio de Novembro passado, produzi um post que na altura pode ter sido difícil de compreender, se não mesmo impossível, porque não continha dados suficientes para provar uma afirmação, que foi feita na parte final do mesmo. Afirmei então que na minha área científica, não havia ninguém, no Planeta Terra, com mais livros indexados na conhecida plataforma Scopus do que eu e que esse recorde era muito difícil de quebrar https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/amazon-livros-mais-vendidos.html

Essa prova faço-a agora, passados 9 meses. Quando se faz uma pesquisa nessa plataforma descobre-se que o terceiro lugar mundial, dos autores com mais livros indexados na minha área, é ocupado por diversos autores que possuem um total de 12 livros indexados, mas é irrelevante saber quem são eles, e qual a sua dinâmica de produção, porque mesmo que de repente (o que é muito pouco provável) começassem a produzir três livros por ano, já não conseguiriam quebrar o referido recorde, até 2029, o ano da minha aposentação.

O único e verdadeiro perigo, está no catedrático (de uma universidade da Austrália) que ocupa o 2º lugar mundial, titular de um impressionante Scopus h-index=94, e que possui 20 livros indexados. Sucede porém que ele necessitou de 20 anos para os produzir, pelo que não será agora, com os seus quase 70 anos de idade, que irá passar a produzir a um ritmo 300% superior ao que produziu nas últimas duas décadas. Mas mesmo que por algum milagre, esse improvável viesse a ter lugar, nem assim ele conseguiria quebrar o meu recorde, pela simples razão, que eu ainda não parei, nem irei tão cedo parar de produzir. 

Um escândalo académico: A produção conjunta de várias universidades públicas é inferior à de um certo Politécnico

No inicio de 2023 divulguei uma análise levada a cabo na conhecida base de dados Scopus sobre a produção de livros indexados, durante o biénio 2021 e 2022, desagregada por várias dezenas de instituições de ensino superior públicas, uma área onde recorde-se Portugal apresenta um desempenho deprimente, pois como revelei na altura, a Universidade de Oxford, produziu nesse biénio, mais livros indexados, do que todas as instituições de ensino superior Portuguesas juntas.

Nessa sequência apresenta-se agora a produção de livros indexados na Scopus durante o ano de 2023. Desta vez porém os resultados, que abaixo se reproduzem, são apresentados em bruto, sem normalização relativamente ao número de ETIs. Ainda assim é escandaloso constatar que a universidade do Porto tenha produzido menos do que o Politécnico do Porto e que espantosamente, esta instituição tenha conseguido produzir mais do que várias universidades públicas juntas. 

Não menos escandaloso é o facto de haver instituições, que no biénio 2021-2022, produziram zero e agora também, o que representa três anos consecutivos com uma produção de livros nula. Um evidente atestado público de incapacidade. Enquanto isso a pequena universidade de Oxford, foi capaz de em 2023 produzir mais livros indexados do que todas as universidade e Politécnicos Portugueses juntos (públicos e privados).

U.Aveiro…………30  livros

U.Lisboa…………30

U.Nova…………..23

U.Coimbra………18

U.Minho…………17

Pol. Porto…….…16

U.Porto…….……13

ISCTE…………….8

IPCA…………..….6

UALG……………..4

U.Madeira………..3

UBI………….….…2

Pol. Setubal………2

Pol. V.Cast………..2

Pol. Santarém…….2

Pol. Viseu…..….…2

Pol.Guarda.……….2

Pol. Leiria…..……..2

U.Évora…….….…2

Pol. Bragança…….2

Pol. Portalegre…..1

U.Aberta………….1

UTAD………..……0

Pol. Lisboa…..…..0

Pol. Coimbra……..0

UAçores………..…0

Pol. Beja….………0

Pol. Tomar………. 0

Pol. C.Branco….…0

PS – Em tempos troquei bastantes mensagens com um conhecido professor do Politécnico do Porto, que muito lamentávelmente faleceu em 2021 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/faleceu-o-co-autor-do-livro-mais-citado.html

A highly controversial perspective on the future decline of human intelligence

Recently, a professor affiliated with Ghent University and the University of Zurich authored a paper in the Elsevier journal Futures, titled “The dysgenics objection to longtermism“. The paper posits that genetic factors could lead to a decline in future intelligence, resulting in a reduced moral status for future generations. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0016328724001009#sec0040

The correlation between cognitive capacity and moral status is highly controversial, to say the least. For instance, those responsible for the 2008 world economic collapse were not lacking in intelligence; they were, in fact, highly intelligent individuals who made decisions that had catastrophic consequences.

Additionally, there is evidence suggesting that having a population with a high concentration of highly intelligent individuals may not always be beneficial. In 2020, The Economist published an intriguing article (that I cited in a previous post) about the potential dangers of a country having too many intelligent people https://www.economist.com/finance-and-economics/2020/10/22/can-too-many-brainy-people-be-a-dangerous-thing

New Study Challenges the Accuracy of Clarivate’s Highly Cited Researchers List

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/the-sad-story-of-super-scientist-who.html

Following up on the poignant story of a distinguished scientist’s aspiration to become a European champion, I recommend reading a recent and insightful paper published in the journal Scientometrics. Authored by a renowned Stanford professor, the paper is titled “Evolving Patterns of Extreme Publishing Behavior Across Science.” 

This study analyzed extreme publishing behavior, defined as having over 60 articles indexed in Scopus in a single year. It identified 3,191 authors with such behavior in various sciences (excluding Physics) and 12,624 in Physics.  China has consistently held the highest number of hyperprolific, nearly hyperprolific, and extremely prolific publishing authors for many years. Additionally, there have been significant increases in such authors in Thailand, Saudi Arabia, Spain, India, and other countries. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05117-w#Sec10

The study concludes that “counting citations without adjusting for co-authorship patterns may be highly problematic.” This finding corroborates previous studies by Koltun and others, providing compelling evidence that Clarivate’s Highly Cited Researchers list is flawedhttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html

In this context, several crucial questions must be asked: Why do those responsible at Clarivate refuse to correct their flawed Highly Cited Researchers List? Is it because doing so would most significantly impact Chinese researchers, leading to a substantial drop of Chinese universities in the Shanghai Ranking, which relies on that list? But why would China require such condescending favor from Clarivate Analytics when they have already demonstrated the capability to ascend to the top of the innovation race through their own merit?

Declaration of Competing Interests: I declare that my scientific field, civil engineering, is being discriminated against by Clarivate’s Highly Cited Researchers List. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/why-is-clarivate-analytics-favouring.html

PS -There is only one global scientist ranking that fulfills three key criteria: precise name disambiguation, exclusion of self-citations, and the use of fractional counting. Furthermore, it remains unbiased across all scientific disciplines.

Ciência confirma a elevada perigosidade de uma decisão do Governo Português

No passado dia 25 de Janeiro, elogiei um artigo publicado na revista da Ordem dos Engenheiros, de um nada modesto (e corajoso) catedrático de engenharia da universidade do Porto (que simultaneamente consegue honrar a Academia e a Engenharia), o qual entre outras coisas, classificou como medíocre a decisão do primeiro Governo de António Costa, de querer esburacar o Interior de Portugal na extração mineira do lítio, pois é mais que evidente que se houvesse elevadas reservas de lítio na Comporta ou na Quinta da Marinha, jamais algum Governo deste país se atreveria a tentar explorá-las.

Pois bem, muito recentemente a prestigiada revista Science publicou um artigo onde se pode ler, que os habitantes das zonas próximas de resíduos das minas, respiram ar carregado de poeiras tóxicas e também que a verdadeira extensão dos nefastos efeitos para saúde daqueles só agora se começa a perceber. https://www.science.org/doi/10.1126/science.adr9387

Nele se pode ler que as partículas tóxicas podem ser transportadas pelo vento até a uma distância de quase 70 quilómetros. Trata-se de um valor que é mais do dobro daquele mencionado num outro estudo de investigadores Norte-Americanos, que eu divulguei há quatro anos atrás https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/mina-provoca-contaminacao-com-metais.html

E antes disso, já tinha divulgado um outro estudo, realizado por investigadores Portugueses, que concluiu que uma certa localidade do concelho da Covilhã, apresenta níveis de contaminação que excedem em 2000% os limites legais https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/contaminacao-de-mina-excede-em-2000.html

Declaração de interesses – Declaro que entre 2019 e 2021 publiquei 18 posts no meu primeiro blogue, onde critiquei as medíocres decisões sobre a exploração mineira do lítio do Governo hipócrita do Alfacinha António Costa. Reproduzo abaixo os links dos três posts que obtiveram mais visualizações. 

1º – https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/os-cientistas-simploriosjose-gomes.html

2º – https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/secretario-de-estado-galambaignorante.html

3º – https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/as-razoes-secretas-porque-o-primeiro.html

PS – Espero para ver se o actual Governo, consegue ter a coragem suficiente para fazer aquilo que o anterior manifestamente não teve, de obrigar uma certa e arrogante casta (cujas mordomias os Portugueses são obrigados a sustentar) a ter de sair de Lisboa, ou se pelo contrário e à semelhança do cobarde anterior, também vai agir como se o Interior do país só servisse para ser esburacado e para suportar a toxicidade de resíduos de minas.

Sobre Ciência_A estupidez Portuguesa, a inteligência Alemã, o bom senso Francês e o princípio da confiança

Se no estrangeiro é possível fazer candidaturas de projectos com um mínimo de burocracia, bastando para o efeito a submissão de um ficheiro word e um ficheiro excel, porque é que em Portugal é necessário infernizar a vida dos investigadores em candidaturas com contornos kafkianos?”  

A pergunta supra foi feita no post de 24 de Abril com o título “Os truques e subterfúgios da FCT que infernizam a vida aos investigadores“, que se iniciou com declarações de um investigador da universidade de Lisboa, que criticou a burocracia da FCT que complicam a submissão de projectos. 

Neste contexto faz todo o sentido divulgar uma recente noticia ontem publicada na Science Business, sobre a Agência Alemã para a Inovação Disruptiva, onde se pode ler que, as candidaturas dos projetos se resumem a um ficheiro pdf de 8 páginas. Mas muito mais importante do que isso, e como relata o seu presidente, a redução da burocracia vai ao extremo de dispensarem provas de utilização dos fundos:  Successful teams are also not asked to offer any proof of how they spend their money. “The bureaucracy needs to be as minimal as possible,” said Costard. https://sciencebusiness.net/news/horizon-europe/inside-germanys-sprind-innovation-agency-anti-horizon-europe

Curiosamente, numa recente entrevista de um investigador Francês, recente vencedor do Nobel que visitou a universidade do Minho, ele falou sobre a utilização de verbas que sobram dos projectos de investigação. Algo que releva do mais elementar bom senso, pois se um investigador não esgotou a verba de um projecto deveria poder utilizá-la, noutras experiências científicas ou no pagamento de viagens a conferências ou em qualquer outra despesa cientifica. Essa possibilidade está porém absolutamente proibida em Portugal e essa é uma das razões do atraso científico Português, vide post de Março de 2024 sobre o facto do nosso país não conseguir sequer ultrapassar a Grécia ou o post de 15 de Agosto de 2022, sob o título Processo de Irrelevância Científica Em Curso – PICEC“. 

Por uma estranha coincidência, no dia 1 de Fevereiro do corrente ano, enviei aos aos membros da minha unidade de investigação, um email do qual abaixo reproduzo apenas a parte final:  “Termino, dizendo o seguinte, se já é difícil esperar que os investigadores Portugueses consigam competir com investigadores de universidades estrangeiras, que possuem vencimentos e condições laboratoriais muito superiores, não se percebe (e muito menos se aceita) que ainda por cima obriguem os investigadores a esse calvário. A situação devia ser precisamente a inversa, não querendo ou não podendo pagar mais, este Governo (ou qualquer outro) deveriam reduzir a burocracia na investigação a zero, deixando que os responsáveis dos projectos tivessem total liberdade de gestão, para gastarem o que quisessem quando quisessem, com base no principio da confiança“.

PS – Já há muitos anos que me queixo da burocracia infernal que existe na investigação, vide por exemplo um post de 2019, onde então manifestei a minha incredulidade, pelo facto dos investigadores terem menos liberdade de gestão do que as autarquias, onde se gastam fortunas em almoços de trabalho, isto quando não andam a comprar Porsches ou gastam milhões de euros, do dinheiro dos contribuintes, em artistas desconhecidos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/o-artista-quem-camara-de-oeiras-ja.html

Licenciatura inovadora ensina como “sacar” milhões aos contribuintes sem violar a lei

O Público noticiou ontem que vários laboratórios, inclusive o laboratório que pertence a um ex-Bastonário da Ordem dos Médicos (!!!), agiram em cartel durante a pandemia do Covid-19, combinando os preços para que os contribuintes fossem obrigados a pagar aquilo que não teriam que pagar se os referidos laboratórios tivessem de concorrer entre si. Nele se pode ler que “Um exemplo claro da concertação de preços é referido no comunicado …em Junho de 2021 o país tinha o preço por teste “mais alto da Europa”. Em resultado da referida actividade criminosa foi-lhes aplicada uma multa de 49 milhões de euros.

É porém absolutamente garantido, que dessa multa milionária irão as referidas empresas pagar zero euros, pela simples razão que irão fazer exactamente o que fizeram outras empresas que a Autoridade da Concorrência também apanhou a cartelizar preços. Leia-se, pagar o que for necessário, dezenas ou mesmo centenas de milhares de euros a advogados para litigarem até ao limite do possível, já que essa opção fica sempre mais barata do que pagarem a multa. Vide post anterior onde se ficou a saber que por via dessa litigância absoluta a Autoridade da Concorrência só consegue receber 10% das multas que aplica ás empresas infractoras. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/os-advogados-que-garantem-impunidade-da.html

Tudo seria diferente se a legislação Portuguesa copiasse a legislação Norte-Americana que inclui penas até 10 anos de cadeia aos CEOs das empresas envolvidas em práticas de cartelização. Infelizmente, a legislação Portuguesa é na maior parte das vezes o péssimo resultado mal parido por um poder politico cobarde, (capturado “por um grupo profissional poderoso” Vital Moreira dixit referindo-se aos advogados) que sempre prefere deixar que os contribuintes sejam roubados, a ter a coragem de punir como realmente merecem os responsáveis das empresas que se dedicam a essa roubalheira.  com impunidade quase absoluta.

PS – Resta por isso saber, quando é que alguma instituição do ensino superior deste país, consegue perceber o filão formativo implícito nas práticas de cartelização e começa a ministrar uma licenciatura onde se aprende sobre a forma mais eficaz de cartelizar preços, sem se ser caçado pela Autoridade da Concorrência. O referido curso também ensinará como é que se consegue “atrair” o Estado para julgamentos arbitrais, onde a prática é que o mesmo Estado perca quase sempre e seja condenado a pagar centenas de milhões de euros, vide post recordista que já teve mais de 30.000 visualizações  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/o-escandalo-milionario-na-justica.html

What are the chances that professors who have ascended to the top of the academic ladder through corrupt practices will uphold high standards of ethics and integrity?

In a recent editorial in the scientific journal Genes, Genomes, Genetics, the editor-in-chief, a professor at the University of Florida with a Scopus h-index of 45, highlights a critical but often overlooked point: citations are the primary way we recognize members of the global scientific community. As a result, individuals without citations, including full professors with none or an embarrassingly low number, are effectively excluded from this community.

This situation raises a crucial question: can we reasonably expect those who have reached the highest academic ranks through nepotism or corruption to uphold the principles of ethics, merit, and intellectual integrity? More pressing still: shouldn’t the scientific community assume responsibility for identifying and confronting such individuals—through measures such as professional boycotts or by excluding them from editorial boards, funding panels, and other positions of academic influence?

In my country, I’ve noticed that some academics achieve full professorships through nepotism or political connections, while top young scholars are forced to emigrate to other countries to secure such positions. This issue is not unique to my country; a few years ago, a study revealed rampant nepotism in Italian academia. These problems exist in many countries, not just in Southern Europe.

This prompted me to advocate, several years ago, that Portuguese professors without a minimum number of citations (a Scopus h-index lower than 10) should be dismissed for failing to produce relevant academic work. In 2021 and again in 2022, I compiled lists of full professors who had not produced a single paper with at least 150 citations on Scopus. Unsurprisingly, those named were not pleased.

PS – Not all citations hold the same value. Some citations are highly valuable, others have zero value (self-citations), and some (Google Scholar based) even have a negative impact

Catedrática afirma que há catedráticos que não fazem parte da comunidade científica

Num recente editorial da revista científica Genes, Genomes, Gentics, a editora-Chefe da mesma, catedrática da universidade da Florida (Scopus h-index=45) lembra aquilo que é, ou devia ser, mais ou menos óbvio, que as citações são a forma como reconhecemos aqueles que fazem parte da comunidade científica mundial. Resulta daqui que aqueles que não tem citações não fazem parte dessa comunidade, inclusive até mesmo muitos catedráticos  https://academic.oup.com/g3journal/article/14/7/jkae102/7709035

PS – No contexto supra vale a pena recordar (ou revistar) o conteúdo do post do passado mês de Maio: “Nem todas as citações valem o mesmo: Há as que tem muito valor, as que tem valor nulo (auto-citações) e as de valor negativo”

The Economist – IA revoluciona a previsão de crises financeiras e outros eventos críticos em sistemas complexos

Investigadores chineses demonstraram que a inteligência artificial (IA) consegue prever com elevado rigor pontos de inflexão críticos (tipping point) em sistemas complexos, como os mercados financeiros (crise de 2007-09), as alterações abruptas nos ecossistemas, em inundações, ou em quebras de fornecimento de energia elétrica e muitos outros.  Vide estudo recente que foi publicado na Physical Review X, e que foi divulgado no último número da revista The Economist.

Os referidos investigadores utilizaram mais de duas décadas de dados de satélite sobre cobertura arbórea e de precipitação naÁfrica Central, para tentar prever mudanças de florestas tropicais para savanas. O algoritmo de IA constatou que uma pequena diminuição na precipitação anual podia causar uma queda abrupta na cobertura arbórea, um ponto de inflexão crítico, o que representa um claro avanço que supera as limitações de estudos anteriores e destaca o potencial da IA para prever eventos críticos em diversas áreas:

“The team then asked the algorithm to identify the conditions that drove the shift to savannah—or, in other words, to predict an oncoming phase transition. The answer was, as expected, down to annual rainfall. But the ai was able to go further. When annual rainfall dropped from 1,800mm to 1,630mm, the results showed that average tree cover dropped by only about 5%. But if the annual precipitation decreased from 1,630mm to about 1,620mm, the algorithm identified that average tree cover suddenly fell by more than 30% further. This would be a textbook critical transition. And by predicting it from the raw data, the researchers say they have broken new ground in this field. Previous work, whether with or without the assistance of ai, could not connect the dots so well. https://www.economist.com/science-and-technology/2024/07/17/ai-can-predict-tipping-points-before-they-happen

PS – Na mesma revista há um outro artigo interessante de título “China is the West´s corporate R&D lab. Can it remain so ?”, que deve ser lido tendo em conta aquilo que foi publicado na mesma revista, na segunda semana de Junho (sobre a ascenção da ciência chinesa) e que eu na altura comentei no post “Os políticos Portugueses são distraídos ou padecem de tacanhez mental profunda?” e também no post “Da Profunda Ignorância e Incompetência Portuguesa à Excelência Científica Chinesa