A petição “Pela valorização dos salários de investigadores e professores de ensino superior” chegou a 6000 assinaturas

Neste momento já só faltam 1500 novos subscritores para que a referida petição, que é promovida pelo Snesup, possa ser apreciada na Assembleia da Republica  https://www.snesup.pt/2023/03/20/toda-a-gente-pode-assinar-a-peticao/

É pena porém que o Snesup, escreva em defesa da mesma, que o ensino superior esteja a receber 25% a menos do que aquilo que deveria receber, o que não permite, pelo menos a um leigo, perceber bem o que é que isso significa. Sendo mais fácil transmitir essa desvalorização salarial, quando se diz que um investigador doutorado em inicio de carreira, ganha muito menos do que qualquer boy ou girl socialista (leia-se parasita), e apenas o mesmo que ganham os vários motoristas de Sua Alteza Real, António Costa.

E que um catedrático em Portugal recebe o mesmo que recebe um aluno de doutoramento em universidades do Norte da Europa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/tabela-salarial-da-universidade-de.html

PS – O Snesup também podia ter explicado, que perder 25% todos os anos significa na prática o mesmo que, não receber o subsidio de férias, nem o subsidio de Natal e nem sequer o vencimento do mês de Dezembro. 

The Economist – The many thousands of UK (and US) graduates that would have been better off financially had they not bothered to attend a university course

The text below was taken from an article published in the last edition of The Economist. The article also addresses the bad situation of American graduates that finish higher education loaded with debt and with an irrelevant degree. The article claims that part of the problem lies in the fact that Governments (not only in the US) fail to give students enough information so that they may avoid choosing shoddy degrees. The article also advises that courses that benefit from state funds should have to clear a basic quality hurdle. I find this amazing because that already happens even in my own country (Portugal) so I understand that it would be normal for this to also happen in all Western countries:

“…In rich countries people who hold a bachelor’s degree earn over 40% more than those who do not. This premium has remained lofty, even as the number of university-goers has soared: some 33m people are studying undergraduate degrees across the rich world today. Yet those average figures hide queasily large differences…About 25% of men and 15% of women graduates in England would have been better off financially had they not bothered…A better alternative would be for governments to invest in giving students the information they need to make sensible choices. Britain has pulled together detailed data about how much graduates from thousands of courses at hundreds of institutions go on to earn, but it does a poor job of supplying this to all applicants. America has been working on something similar, but laws that limit federal data-crunching are getting in the way…Supplying it to everyone else should be a priority…” https://www.economist.com/leaders/2023/04/05/the-university-lottery

Be that as it may, it makes little sense to talk about high-paying degrees in a jobless future (GPT-4 claims it can replace 20 jobs right now), several years ago Jürgen Habermas already quoted R.B.Fuller on that  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/university-mission-in-jobless-future.html What really makes sense in this likely context is that modern universities should be concerned with educating global citizens of the 21st century. Check Fig 2 of the paper by Moscardini et al. published in the Studies in Higher Education https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/the-role-of-universities-in-modern.html

PS – Not surprisingly Nobel Prize-winning economist, Christopher Pissarides, professor at the London School of Economics, just said about ChatGPT: “We could increase our well-being generally from work and we could take off more leisure. We could move to a four-day week easily.” https://fortune.com/2023/04/05/chatgpt-four-day-work-week-christopher-pissarides/

UCambridge – Oportunidades, desafios e possibilidades do ChatGPT na educação

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/chatgpt-professores-serio-e-professores.html

Ainda na sequência do post anterior, sobre a tal professora doutorada em linguística, e as suas experiências pedagógicas envolvendo o ChatGPT, vide link acima, é pertinente divulgar as muito recentes opiniões de dois investigadores da Faculdade de Educação, da conhecida universidade de Cambridge sobre as oportunidades, os desafios e as possibilidades do referido ChatGPT  https://www.cam.ac.uk/stories/ChatGPT-and-education

PS – Não menos interessante e igualmente merecedor de divulgação, é o artigo que apareceu na página 74 da penúltima ediçao da revista The Economist, com o elucidativo título “ChatGPT is a marvel of multilingualism” onde não por acaso até aparece a bandeira da Republica (Socialista) Portuguesa https://www.economist.com/culture/2023/03/29/chatgpt-is-a-marvel-of-multilingualism

The Economist – Os cursos de ensino superior que constituem apenas desperdício de dinheiro

Num interessante artigo da última edição da revista The Economist, recomenda-se que os Governos ajudem os estudantes na tarefa de descobrir se se estão a candidatar a um curso de ensino superior decente, ou apenas a um que os fará perder dinheiro, porque se é verdade, que em média, uma formação superior resulta num vencimento 40% superior face aqueles que não tiveram sem essa formação, também é verdade que segundo a referida revista, para uma percentagem de estudantes do Reino Unido (25% de homens e 15% mulheres) a frequência do ensino superior (com propinas anuais de 10.000 euros) constitui apenas e tão somente desperdício de dinheiro https://www.economist.com/leaders/2023/04/05/the-university-lottery

Em Portugal o Governo dá uma preciosa ajuda aos candidatos ao ensino superior, disponibilizando informação sobre a percentagem de novos desempregados em cada curso, porém mesmo assim e paradoxalmente, há muitos candidatos que não conseguem resistir a ingressar em cursos, que dificilmente não os levarão ao desemprego https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/a-informacao-enviesada-do-jornal.html

Muitos desses cursos já deviam ter fechado há muito, isto se vivêssemos num pais, onde o poder politico tivesse um mínimo de respeito pelos impostos pagos pelos contribuintes, o que infelizmente não é o caso, já que a sua principal preocupação tem sido sustentar amigos e conhecidos, e como não podia deixar de ser, a pagar salários de milhares de euros, aos muitos boys e girls, que é bom relembrar, não existem só em empresas públicas, como a TAP, mas também em muitas instituições de ensino superior e é por isso que desgraçadamente passamos a vida de falência em falência, apesar dos muitos milhares de milhões de euros que há 37 anos recebemos da Europa. 

PS – Sobre o tema supra revisite-se o post sobre a tal comissão criada há pouco tempo e que defende até mesmo o fecho de certas instituições de ensino superior 

A bandalheira socialista

Ainda sobre o conteúdo do post de 31 de Março, de título “A estratégia do Governo para empobrecer os Portugueses e enriquecer certos políticos”, vale a pena ler o artigo “assassino” da professora mais famosa da universidade Nova de Lisboa (pois foi a única naquela universidade que no passado teve coragem para escrever coisas que deixaram alguns famosos gestores com os cabelos em pé), hoje na página 7 do jornal Público, com o muito elucidativo título “A bandalheira”

https://www.publico.pt/2023/04/06/opiniao/opiniao/bandalheira-2045322

ChatGPT, professores a sério e professores da treta

Ainda na sequência do post do passado dia 25 de Março, sobre um guia para estudantes e docentes acerca do ChatGPT, faz todo o sentido divulgar um artigo recente, no qual uma professora do ensino secundário, da disciplina de Português (numa escola privada), descreve a forma como conseguiu detectar textos dos seus alunos que foram gerados pelo ChatGPT. https://www.publico.pt/2023/04/05/impar/opiniao/chatgpt-escolas-admiravel-mundo-novo-2045083

E mais importante do que isso, comparar o desempenho dessa professora, com o deplorável desempenho de professores da treta, do ensino público, como aquele ignorante, que até já é famoso a nível internacional e que mencionei neste post aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/professorengenheiro-do-partido-chega.html post esse que não por acaso termina com uma importante recomendação sobre a importância dos professores (e não das escolas) no bom desempenho dos alunos: 

“Research shows that there is only half as much variation in student achievement between schools as there is among classrooms in the same school. If you want your child to get the best education possible, it is actually more important to get him assigned to a great teacher than to a great school.

As hipócritas previsões da Ordem dos Médicos e os estudantes de medicina precoces campeõezinhos da hipocrisia

Sobre a possibilidade recentemente anunciada pelo Ministro da Saúde, de que as Faculdades de Medicina, poderiam beneficiar do contingente de 15%, reservado ao ingresso para detentores de uma licenciatura, o que em teoria poderia significar mais 150 a 200 novas vagas, para aqueles muitos candidatos ao ensino superior que estão interessadíssimos em ser médicos, possibilidade essa que logo foi prontamente criticada pela Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (que assim comprova que a primeira coisa que se ensina nos cursos de medicina é a fazer a exigências corporativas que possam encher a conta bancária dos médicos) segundo a qual não há falta de médicos em Portugal, esquecendo o facto de haver hoje 1,6 milhões de Portugueses, de segunda classe, que não tem médicos de família (e que por conta disso até deveriam recusar pagar impostos) e também o facto da Ordem dos Médicos ter previsto em 2014 (sem se rir), que o mais tardar em 2019, todos os Portugueses teriam médico de família https://www.publico.pt/2023/04/05/opiniao/editorial/ha-30-anos-prometer-medicos-familia-2045028

Declaração de interesses – Declaro que os posts abaixo, foram aqueles, onde os senhores médicos foram justamente criticados e que obtiveram mais visualizações:

1º – Uma estátua da vergonha para relembrar o nome de alguns médicos canalhas

2º – Será que a missão da medicina é utilizar os doentes para fazer dinheiro ?

3º – Os médicos que fazem o grande sacrifício de receber mais de 10.000 euros por mês, só para estarem de prevenção

PS – Na mesma altura em que a Ordem dos Médicos previu, provavelmente depois de consultar algum astrólogo, que em 2019 todos os Portugueses teriam médico de família, previu também que a partir desse ano, passaria a haver médicos de família desempregados. Teria sido ótimo que tivessem ao menos conseguido acertar nessa hipótese, pois uma classe profissional que não tem desemprego, significa na prática que até mesmo aqueles mais incompetentes dessa classe estão a trabalhar, inclusive aqueles que até já deveriam ter sido afastados dessa profissão, por evidente excesso de incompetência.

The bad news of the European project ReNaturalNZEB

The recent release, on March 29, of the results of the project RenaturalNZEB, which was funded by the European Life Programme, brought bad news (because they can compromise compliance with the new and very demanding building energy performance requirements), that is, that construction with natural and recycled materials leads to significant increases in construction cost.

By a strange coincidence, on the same March 29th, an article on building retrofitting was put online on the website of the Elsevier journal Energy Economics with the interesting title “Competent rehabilitation policy and resilience to inflation: The cheapest energy is that which is not used”

The article cites a book that I edited a few years ago concerning cost-effective energy-building retrofitting https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/progress-made-by-eu-countries-towards.html However, it was not by any coincidence that, also at the end of March, Elsevier informed me that, taking into account the positive opinions of several reviewers, he had approved my proposal for the second edition of the aforementioned book.

As péssimas noticias do Projecto ReNaturalNZEB

No dia 29 de Março, um artigo publicado no site da Edifícios e Energia, relacionado com o projecto RenaturalNZEB, dava más noticias (porque podem comprometer o cumprimento das novas e muito exigentes metas da União Europeia), isto é, que a construção com materiais naturais e reciclados leva a aumentos significativos do custo da construção https://edificioseenergia.pt/noticias/2903-renaturalnzeb-construcao-materiais-naturais-reciclados-procura-nao-puxa-oferta-paula-duarte-lneg/?mc_cid=8fa447dcab&mc_eid=1f027765a9

Por uma estranha coincidência, no mesmo dia 29 de Março, um artigo sobre custos de reabilitação de edifícios, com o interessante título Política competente de reabilitação e resiliência à inflação: A energia mais barata é aquela que não se utiliza e conteúdo ainda mais interessante, foi divulgado no site de uma conhecida revista científica. Nesse artigo é citado um livro que editei há poucos anos sobre custos na reabilitação energética https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/progress-made-by-eu-countries-towards.html Não foi porém por qualquer coincidência, que também no final do passado mês de Março a conhecida Elsevier me informou que, tendo em conta os pareceres positivos de vários revisores, que aprovou a minha proposta para a segunda edição do referido livro. 

 PS – Estranhamente, em 29 de Março de 2022, comentei um artigo no Expresso, muito optimista, sobre os baixos acréscimos de custos dos edificios com emissões zero, que contradiz os resultados do supracitado projecto RenaturalNZEB, vide post de título “Custos da energia empurram Portugueses para casas sustentáveis” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/custos-da-energia-empurram-portugueses.html

A estratégia do Governo para empobrecer os Portugueses e enriquecer certos políticos

Na sequência do pouco simpático post de 18 de Março, onde critiquei a politica incompetente deste Governo, que prefere desviar dinheiro da Ciência, para o desperdiçar a sustentar subvenções vitalícias de políticos, a pagar BMWs e Mercedes a todos os Presidentes de Câmara (já nem falo dos Porsches) ou a sustentar empresas públicas, onde os gestores escolhidos pelo Governo (todos eles bons amigos do partido da mão fechada, que está sempre aberta na altura de meter ao bolso), todos os anos recebem milhões em salários para fazerem desaparecer largas centenas de milhões, dos impostos dos contribuintes, (de que o exemplo mais flagrante é o escândalo da TAP, onde recentemente se derreteram mais de 3000 milhões de euros) não pode agora constituir surpresa, que um recente estudo da Comissão Europeia, mostre que até mesmo as regiões Portuguesas mais competitivas (Lisboa e Porto) nem sequer conseguem aparecer entre as 60 mais competitivas da Europa. https://ec.europa.eu/regional_policy/sources/work/rci_2022/eu-rci2_0-2022_en.pdf

Como é evidente no referido estudo, são precisamente os países que mais investem em Ciência, que possuem as regiões economicamente mais competitivas e também aqueles que de ano para ano se tornam mais ricos, ao contrário de Portugal, que de ano para ano fica mais pobre (excepto certos canalhas que enriqueceram na politica e se andam a rir de todos nós) e que por conseguinte, cada vez menos, terá capacidade para conseguir pagar de forma decente a enfermeiros, oficiais de justiça, professores etc etc etc

Trata-se do resultado de um ruinoso desinvestimento na Ciência, continuado no tempo (onde ironicamente um investigador, doutorado, no nível inicial, ganha muito menos do que ganham os muitos boys e girls socialistas que “trabalham” nas altamente deficitárias empresas públicas como a desgraçada TAP, e afinal apenas o mesmo que ganha qualquer um dos 11 motoristas do Gabinete do Primeiro-Ministro), e que faz também, no que respeita ao número de prémios Nobel da ciência, que Portugal tenha desgraçadamente o mesmo desempenho da Venezuela !

PS – Para reavivar a memória aos esquecidos, sobre quais são os verdadeiros interesses que movem os políticos deste país, revisite-se o post de título “As cabras e os cabrões”. Hoje mesmo, na revista Sábado, o corajoso Director Eduardo Dâmaso, explica como é que nos últimos 50 anos, se utilizaram as subtilezas jurídicas, para consagrar um clima de impunidade total.