The high capabilities of GPT-4 in solving important medical challenges

Still following on the previous post, concerning opportunities, challenges, and possibilities of ChatGPT in education, I am hereby disclosing below an extract from the abstract of a recent article, by Microsoft researchers, on the high capabilities of the GPT-4 version, in solving medical challenges:

“GPT-4 is significantly better calibrated than GPT-3.5, demonstrating a much-improved ability to predict the likelihood that its answers are correct. We also explore the behavior of the model qualitatively by presenting a case study that shows the ability of GPT-4 to explain medical reasoning, personalize explanations to students, and interactively craft new counterfactual scenarios around a medical case. Implications of the findings are discussed for potential uses of GPT-4 in medical education, assessment, and clinical practice…” https://www.microsoft.com/en-us/research/uploads/prod/2023/03/GPT-4_medical_benchmarks.pdf

However, much more interesting is the also recent article, by 17 researchers from China and Korea, based on more than 500 bibliographical references, which highlights the potential of GPT-4 and its future successor GPT-5 https://arxiv.org/pdf/2303.11717.pdf That article, however, has an important gap, since among the thousands of words that fill its almost 56 pages, not once does the word “disinformation” appear. This is strange because disinformation could soon become infinite, as was recently stated by a head of an observatory at Stanford University, on page 16 of the latest issue of The Economist https://www.economist.com/essay/2023/04/20/how-ai-could-change-computing-culture-and-the-course-of-history

A infame estratégia socialista que tira dinheiro aos Portugueses para o dar a estrangeiros abastados

O Director do Expresso, queixa-se no seu último artigo, que inicia o 1º caderno daquele semanário, do regime fiscal criado pelo partido socialista, que ao mesmo tempo que acaba de bater o recorde de captação de impostos (36% do PIB), vergonhosamente permite que os estrangeiros no activo paguem em Portugal apenas  20% de IRS (mesmo que ganhem vários milhões de euros por ano) e os estrangeiros aposentados paguem apenas 10%. Por conta dessa borla, os referidos estrangeiros pouparam no último ano fiscal a quantia total de 2.000 milhões de euros. Ou seja são altamente subsidiados (porque uma borla fiscal é um subsidio), e pior do que isso, são eles os maiores responsáveis pelo aumento brutal dos custos da habitação. 

Recordo que em 2021 já tinha mencionado o infame facto de em Portugal os Professores universitários e os investigadores pagarem mais IRS do que as famílias super-ricas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/professores-universitarios-e.html Recordo também que antes disso, em Setembro de 2020, o Catedrático Luís Cabral, sugeriu eliminar todas as contribuições para segurança social e para compensar os 40% que ficam a faltar no Orçamento da Segurança Social, ele sugeriu em alternativa, um aumento do IVA, a criação de um imposto sobre o carbono e ainda  uma melhoria do sistema de cobrança de impostos para impedir que os ricos consigam fugir ao seu pagamento https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/uma-proposta-radical-para-acabar-com-o.html

PS – E nem vale a pena falar do muito dinheiro gasto pelos contribuintes Portugueses no Serviço Nacional de Saúde, mais de 15.000 milhões de euros por ano, para pagar inclusive gastos de turistas de países ricos, que como revelou um artigo do Expresso, viajam para Portugal unicamente para vir buscar medicamentos (caros) de borla.

A Ministra que quando era aluna se casou com um catedrático (seu Orientador de tese)

A tal corajosa professora da Universidade Nova de Lisboa, que no dia 7 de Abril criticou de forma muito incisiva a bandalheira socialista na TAP, critica hoje a Ministra Elvira Fortunato:

“A pergunta óbvia — que o jornal não fez — era se há códigos de conduta que desaconselhem ou proíbam relações entre docentes e estudantes…Em 2016, num artigo sobre Elvira Fortunato e o seu marido, o Expresso relatava que se casaram durante o doutoramento da cientista, orientado pelo professor-marido. Parece evidente, com a exigência de hoje, que o orientador devia ter abdicado do seu papel formal no percurso da jovem cientista depois do casamento… ou a ministra anda muito distraída, ou está tão acomodada ao statu quo que prefere mantê-lo” https://www.publico.pt/2023/04/21/opiniao/opiniao/sacudir-agua-capote-2046921

Declaração de interesses – Declaro que em 2021 manifestei dúvidas sobre a autoria da famosa invenção da agora Ministra Elvira Fortunato https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/uma-duvida-sobre-invencao-da.html declaro também, que antes disso, em 2020, critiquei as fake news do Expresso vertidas numa noticia que dava conta que a mesma Elvira Fortunato era candidata ao prémio Nobel https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/estara-o-expresso-viciado-em-fake-news.html

Revista universitária Portuguesa defende romance (leia-se sexo) entre docentes universitário(a)s e aluna(o)s !!!

É no mínimo estranho (e no limite indecente) que no rescaldo das várias acusações de assédio sexual (e moral), feitas contra o catedrático jubilado (leia-se esquerdomacho) Boaventura Sousa Santos (que hipócrita e cinicamente se tentou defender dessa acusações dizendo que apenas se limitou a ter conversas adultas com alunas adultas) se tente enquadrar (leia-se branquear) o referido caso ou outros similares, como sendo apenas inocentes “romances” entre docentes universitário(a)s e aluna(o)s, como o faz o último número da revista Minerva universitária, divulgado ontem, onde se pode ler o seguinte: 
“…E trazemos Callard para lembrar simplesmente isto: a filósofa, sendo ainda casada, iniciou um romance, a princípio do tipo “platónico“ mas depois concretizado em casamento com um estudante de doutoramento de uma faixa etária significativamente mais jovem…tratam-se de pessoas adultas.”  https://www.revistaminerva.pt/edicao-abril-2023/

Declaração de interesses – Declaro que, como afirmei anteriormente reprovo qualquer “romance” entre docentes universitário(a)s e aluna(o)s, pela simples e evidente razão, que neles sempre subsistirá a dúvida de se saber se essa aluna ou aluno teve por conta disso uma avaliação menos imparcial por parte desse ou dessa docente, face aos seus colegas do mesmo curso, https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/o-caso-problematico-leia-se-grave-dos.html e é exactamente por essa razão que essas relações não são permitidas em mais países mais desenvolvidos do que o nosso (seja em contexto universitário ou mesmo em contexto empresarial): “the biggest risk when dating your boss is the belief — whether it’s true or not — that you get special treatment” . Nesses países não há, como infelizmente acontece em Portugal, namorados de Governantes, nomeados para cargos públicos bem pagos (3000 euros líquidos) como acontece neste Governo https://www.publico.pt/2023/01/12/politica/noticia/namorado-secretaria-estado-nomeado-cargo-area-tutela-2034831

A sonsa

Na parte final de um post recente, escrevi sobre “mulheres sonsas, manhosas, mentirosas e até mesmo algumas santinhas do pau oco…, um exemplo de uma sonsa, é o daquela advogada que escreve na página final do jornal Público, onde hoje não consegue esconder a sua alma comunista, bem patente em declarações, como quando diz que o verdadeiro poder que interessa está nas ruas (e não nos votos que são a essência da democracia) https://www.publico.pt/2023/04/19/opiniao/opiniao/lula-silva-porteiros-25-abril-2046608 um pouco à semelhança do que defendia o comunista-chefe Álvaro Cunhal, que não se coibiu de afirmar, que se dele dependesse em Portugal nunca haveria sequer eleições:

“Nós, os comunistas, não aceitamos o jogo das eleições…não me importam nada as eleições…. Para mim, democracia significa liquidar o capitalismo…E ainda lhe digo mais: Portugal já não tem qualquer hipótese de estabelecer uma democracia…Garanto-lhe que em Portugal não haverá um parlamento…Portugal não será um país com as liberdades democráticas…”. https://www.publico.pt/2014/12/15/politica/opiniao/alvaro-cunhal-e-a-magna-carta-de-1215-1679397

Declaração de interesses – Declaro que sentindo manifesto repúdio pelo comunismo, porque nunca houve um único país em todo o Planeta, onde o comunismo pudesse dar uma vida decente a quem quer que fosse, excepto claro aos dirigentes comunistas (como o Fidel Castro, o Nicolas Maduro, o Kim Jong Un e muitos outros dirigentes comunistas que nunca se importaram de consumir luxo capitalista),  tão pouco porém sou apologista de um liberalismo sem freios, como bem se percebe pelo post de 2019, onde critiquei o partido Iniciativa Liberal https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/o-anjinho-presidente-da-iniciativa.html

PS – Trata-se da mesma sonsa que queria que a República Portuguesa homenageasse um terrorista de papel passado, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/04/reabilitacao-mediatica-de-um-ex.html que foi condenado com sentença de tribunal, transitada em julgado, para cumprir 15 anos de cadeia, que não cumpriu, e nem sequer teve de indemnizar as muitas vitimas causadas pelas suas acções terroristas https://onovo.pt/pais/otelo-saraiva-de-carvalho-nunca-pagou-as-vitimas-das-fp-25-CC1037217 E também a mesma sonsa que gostaria de obrigar todos os Portugueses a aprender a novilíngua dos Todes, Muites, Elus, Aquelus.

The Economist: Stanford’s most famous MBA courses and the lucky sperm club

Still following the previous post about useless degrees check the link below that concerns an interesting article in the April 8th-14th edition of The Economist. It examines the most popular Stanford MBA courses, which they call “the world´s most selective MBA program” because it rejects 94% of the applicants (Harvard MBA rejects 90%). https://www.economist.com/business/2023/04/05/what-the-worlds-hottest-mba-courses-reveal-about-21st-century-business

The most popular courses are “Paths to Power“, “Touchy Feely” and “Managing Growing Enterprises“. The third one is not as its name suggests about business accounting but about to “deal tactfully in sensitive situations“. The last paragraph of the article is about the four pillars of the corner office (ruthlessness, self-awareness, and tact). The fourth pillar, the article explains no course can teach is steely determination

Another interesting article on a previous page (58) of the same The Economist edition concerns family businesses. On it is possible to read the scornful expression lucky sperm club coined by Warren Buffet to describe those managers “that never had to jump through the same hoops as everybody else”.

Declaration of Competing Interests – I declare that i believe the world badly needs more engineers (to help deliver the United Nations’ sustainable development goals) and far fewer managers. I also declare that several years ago, in December of 2018, I shared an email with an excerpt from a very critical text about MBAs by Prof. Martin Parker, which I now reproduce again below:

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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 10 de Dezembro de 2018 7:28
Assunto: Prof. Martin Parker___”Why we should bulldoze the business schools”

“There are 13,000 business schools on Earth. That’s 13,000 too many. And I should know – I’ve taught in them for 20 years… schools have huge influence, yet they are also widely regarded to be intellectually fraudulent places, fostering a culture of short-termism and greed. (There is a whole genre of jokes about what MBA – Master of Business Administration – really stands for: “Mediocre But Arrogant”, “Management by Accident”, “More Bad Advice”, “Master Bullshit Artist” and so on.) Critics of business schools come in many shapes and sizes…Since 2008, many commentators have also suggested that business schools were complicit in producing the crash…If we want to be able to respond to the challenges that face human life on this planet, then we need to research and teach about as many different forms of organising as we are able to collectively imagine. For us to assume that global capitalism can continue as it is means to assume a path to destruction…”https://www.theguardian.com/news/2018/apr/27/bulldoze-the-business-school

ChatGPT na UMinho e o que podem ensinar as universidades num futuro sem empregos

Ainda na sequência do post anterior, intitulado “UCambridge – Oportunidades, desafios e possibilidades do ChatGPT na educação” entendo pertinente divulgar abaixo as datas das sessões sobre o ChatGPT, que contam com intervenções de especialistas convidados, realizadas no âmbito da  iniciativa “O futuro da aprendizagem com IA na UMinho: partilhando experiências” 

20 de abril | Impacto e desafios éticos da IA/ChatGPT: partilha de experiências

25 de maio |  IA/ChatGPT na avaliação: partilha de experiências

22 de junho | IA ChatGPT: lições para o futuro

Faço notar que uma visita ao site da Universidade de Estugarda, revela que há apenas três dias eles criaram um fórum de discussão e que a primeira sessão (interna) ocorrerá em 12 de Junho sob o título “Assistente de Ensino ou Escritor Fantasma ?Trabalho Académico na Era dos Chatbots de IA” https://www.uni-stuttgart.de/en/university/news/all/ChatGPT-discussion-forum-launched/

Já sobre a capacidade do GPT-4 para substituir dezenas de empregos e sobre a missão da universidade num contexto “jobless”, cada vez menos longínquo, revisite-se o artigo de Moscardini et al. sobre a missão da universidade numa sociedade moderna que foi recentemente mencionado no final do post aqui

E no referido contexto mais pertinente é revisitar um post do dia 25 de Abril de 2022 e também um outro de 19-11-2019 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/primeiro-curso-para-morrer-melhor.html

O império Woke contra-ataca

https://www.publico.pt/2023/04/14/sociedade/noticia/sabemos-2046156

No contexto do recente e muito mediatizado escândalo sexual, que teve lugar no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o jornal Público divulga no link acima uma lista de “mais de 150 académicos e agentes culturais”  subscritores de um texto impregnado de reivindicações que constam da conhecida agenda Woke, como por exemplo a exigência de uma universidade liberta dos constrangimentos impostos por expectativas prescritivas de género, que faz a apologia do “modus operandi feminista“, e onde só ficou a faltar a exigência de que a Academia Portuguesa puna disciplinarmente todos os académicos que não adotarem a novilíngua dos Todes, Muites, Elus, Aquelus e a remoção imediata das bibliotecas universitárias de todos os livros malditos (leia-se que ofendem a elevada sensibilidade das activistas e activistes Woke).

A pesquisa de alguns nomes da referida lista revela coisas intrigantes, como a notória ausência de subscritoras das engenharias e de outras ciências “duras” (áreas científicas onde pelos vistos a agenda Woke ainda não se conseguiu implantar) e também coisas estranhas como o facto da subscritora nº23, de nome Andrea Hurtado Quiñones, ser Directora de Género numa Universidade Chilena. Será que a grande mudança que a Academia Portuguesa necessita é a criação de lugares de Directoras de Género ? 

Declaração de interesses – Declaro que em Março do ano passado critiquei a proposta Woke de exigir que a FCT reservasse vagas somente para candidatos “racializados” (independentemente do valor do seu currículo científico) e ainda que certos temas só possam ser estudados por investigadores de determinadas etnias-raças  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/novas-regras-ditam-que-so-quem-nasceu.html Mais declaro que em Julho de 2022 critiquei o ataque descabelado de uma furiosa activista Woke contra o Pacheco Pereira

PS – Sobre o supracitado “modus operandi feminista” é importante que se diga que nem a masculinidade é intrinsecamente tóxica, como a agenda Woke pretende fazer crer, nem muito menos a condição feminina é sinónimo absoluto de altruísmo e humanidade, como o provam mulheres do calibre da Belle Gunness (que se estima tenha assassinado pelo menos 14 pessoas), ou as milhares de mulheres detidas nas cadeias deste país, pelos mais variados crimes, desde burlas, passando por crimes de maus tratos até a homicídios, como por exemplo o do jovem Diogo Gonçalves no Algarve que foi cortado em bocados. E mesmo fora das cadeias, o que não faltam são mulheres sonsas, manhosas, mentirosas e até mesmo algumas santinhas do pau oco, que sem qualquer assédio, não se coibiram sequer de “dormir com o chefe” para se promoverem profissional e financeiramente. 

Foi despedido o super-cientista que publicava um artigo a cada 37 horas

O jornal Público divulgou ontem o caso do “super-cientista” Espanhol, Rafael Luque, que publicava um artigo a cada 37 horas, o qual foi despedido da universidade de Córdoba, porque violou o contrato de exclusividade, pois pode ter recebido muito dinheiro por ter colocado nos seus artigos outras afiliações, de universidades da Arábia e da Rússia, conhecidas por pagarem várias dezenas de milhares de dólares a alguns conhecidos cientistas (a universidade King Abdulaziz pagava há uma década atrás 76 mil dólares) para assim tentarem inflacionar a sua produção científica e o seu posicionamento em rankings internacionais https://www.publico.pt/2023/04/11/ciencia/noticia/espanhol-publica-estudo-37-horas-tal-producao-so-ponta-icebergue-ciencia-2045681

O artigo do jornal Público esqueceu-se porém de referir que ele é também Editor Chefe da revista Molecular Catalysis, onde já publicou dezenas de artigos, prática essa que é considerada pouco ética https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/nepotistic-journalsuncovering-how-some_17.html

Muito menos ético é porém o facto (que o jornal Público também não noticiou) dele também ter sido acusado de ter o nome em artigos cuja co-autoria esteve à venda na plataforma Telegram: “I found a study by Rafael Luque whose authorship had previously been offered in a group Telegram”

Sobre a venda de co-autoria de artigos revisite-se o post de 2021, onde denunciei o facto de uma firma me ter contactado, propondo que eu ganhasse (muito) dinheiro a vender co-autorias dos artigos que eu fizesse (isto é a dita firma iria procurar investigadores dispostos a pagar dinheiro para terem o nome nos meus artigos) e essa firma receberia uma percentagem desses pagamentos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/as-firmas-que-aliciam-investigadores.html

Importante é também revelar, que uma visita à página na Web of Science, do supracitado Rafael Luque, revela que ele possui muito menos revisões do que publicações, o que significa, pelo menos na classificação dos investigadores Jeremy Fox e Owen L. Petchey que ele é um investigador desonestohttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/a-radical-solution-to-solve-crisis-in.html

PS – Reproduzo abaixo o link para um post contendo o número das publicações médias anuais por investigador ETI na base Scopus para dezenas de áreas científicas, onde também escrevi que aqueles cientistas, que possuem médias de publicação indexada anual muitíssimo superiores aos valores médios da sua área (como sucede com o tal Rafael Luque) configuram desvios estatísticos absolutamente incompreensíveis e inaceitáveis https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/12/fctpublicacoes-medias-anuais-por.html

“Escândalo sexual na Universidade de Coimbra” e a tradição Portuguesa de perseguir quem faz denúncias

Não faço a mínima ideia, se o catedrático jubilado Boaventura Sousa Santos, que hoje é mencionado num artigo que faz capa do CM, é efectivamente culpado daquilo de que é acusado, pelas tais três jovens investigadoras. Aquilo de que porém tenho a certeza é que, como escrevi num post anterior, “Acreditar que no mesmo país do escândalo sexual do “Ballet Rose” e do escândalo sexual da Casa Pia, que entre milhares de catedráticos, não tenha nunca havido um único, que tivesse coagido alguém para obter favores, do género daqueles que foram mediatizados pela dupla Clinton-Lewinsky (ou outros da mesma natureza mas com posições diferentes), não é apenas cegueira ignorante é garantidamente uma impossibilidade estatística, já que essa hipótese significaria que Portugal seria o único país europeu com 100% de catedráticos castos e puros

Questão diferente, é a de saber, porque é que há tão poucas denúncias de assédio sexual nas universidades Portuguesas? Será que a razão se prende com a famigerada tradição Portuguesa de perseguir quem faz denúncias, tradição essa que em 2020 levou ao despedimento do corajoso médico Carlos Durão, que na altura denunciou a tortura e homicídio do Ucraniano Ihor Homeniuk, nas instalações do SEF https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/recompensar-crimes-com-promocoes-e.html  tradição que também parece explicar o que aconteceu à médica Diana de Carvalho Pereira, que há poucos dias denunciou casos graves ocorridos no hospital de Faro e que acaba de ser afastada, antes mesmo de a inspecção que agora irá ter lugar, poder avaliar as referidas denúncias e concluir que ela afinal até pode ter tido razão nessas denúncias  ? https://www.publico.pt/2023/04/11/sociedade/noticia/hospital-faro-recusa-existencia-erro-medico-afasta-clinica-fez-denuncia-2045768

Declaração de interesses – Declaro que em 29 de Agosto de 2021 critiquei o catedrático jubilado Boaventura Sousa Santos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/o-catedratico-de-coimbra-que-quer.html

PS – Nas universidades Portuguesas nem sequer é preciso fazer denúncias para se ser perseguido, basta simplesmente tentar contestar o resultado de um concurso em tribunal