The bad news of the European project ReNaturalNZEB

The recent release, on March 29, of the results of the project RenaturalNZEB, which was funded by the European Life Programme, brought bad news (because they can compromise compliance with the new and very demanding building energy performance requirements), that is, that construction with natural and recycled materials leads to significant increases in construction cost.

By a strange coincidence, on the same March 29th, an article on building retrofitting was put online on the website of the Elsevier journal Energy Economics with the interesting title “Competent rehabilitation policy and resilience to inflation: The cheapest energy is that which is not used”

The article cites a book that I edited a few years ago concerning cost-effective energy-building retrofitting https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/progress-made-by-eu-countries-towards.html However, it was not by any coincidence that, also at the end of March, Elsevier informed me that, taking into account the positive opinions of several reviewers, he had approved my proposal for the second edition of the aforementioned book.

As péssimas noticias do Projecto ReNaturalNZEB

No dia 29 de Março, um artigo publicado no site da Edifícios e Energia, relacionado com o projecto RenaturalNZEB, dava más noticias (porque podem comprometer o cumprimento das novas e muito exigentes metas da União Europeia), isto é, que a construção com materiais naturais e reciclados leva a aumentos significativos do custo da construção https://edificioseenergia.pt/noticias/2903-renaturalnzeb-construcao-materiais-naturais-reciclados-procura-nao-puxa-oferta-paula-duarte-lneg/?mc_cid=8fa447dcab&mc_eid=1f027765a9

Por uma estranha coincidência, no mesmo dia 29 de Março, um artigo sobre custos de reabilitação de edifícios, com o interessante título Política competente de reabilitação e resiliência à inflação: A energia mais barata é aquela que não se utiliza e conteúdo ainda mais interessante, foi divulgado no site de uma conhecida revista científica. Nesse artigo é citado um livro que editei há poucos anos sobre custos na reabilitação energética https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/progress-made-by-eu-countries-towards.html Não foi porém por qualquer coincidência, que também no final do passado mês de Março a conhecida Elsevier me informou que, tendo em conta os pareceres positivos de vários revisores, que aprovou a minha proposta para a segunda edição do referido livro. 

 PS – Estranhamente, em 29 de Março de 2022, comentei um artigo no Expresso, muito optimista, sobre os baixos acréscimos de custos dos edificios com emissões zero, que contradiz os resultados do supracitado projecto RenaturalNZEB, vide post de título “Custos da energia empurram Portugueses para casas sustentáveis” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/custos-da-energia-empurram-portugueses.html

A estratégia do Governo para empobrecer os Portugueses e enriquecer certos políticos

Na sequência do pouco simpático post de 18 de Março, onde critiquei a politica incompetente deste Governo, que prefere desviar dinheiro da Ciência, para o desperdiçar a sustentar subvenções vitalícias de políticos, a pagar BMWs e Mercedes a todos os Presidentes de Câmara (já nem falo dos Porsches) ou a sustentar empresas públicas, onde os gestores escolhidos pelo Governo (todos eles bons amigos do partido da mão fechada, que está sempre aberta na altura de meter ao bolso), todos os anos recebem milhões em salários para fazerem desaparecer largas centenas de milhões, dos impostos dos contribuintes, (de que o exemplo mais flagrante é o escândalo da TAP, onde recentemente se derreteram mais de 3000 milhões de euros) não pode agora constituir surpresa, que um recente estudo da Comissão Europeia, mostre que até mesmo as regiões Portuguesas mais competitivas (Lisboa e Porto) nem sequer conseguem aparecer entre as 60 mais competitivas da Europa. https://ec.europa.eu/regional_policy/sources/work/rci_2022/eu-rci2_0-2022_en.pdf

Como é evidente no referido estudo, são precisamente os países que mais investem em Ciência, que possuem as regiões economicamente mais competitivas e também aqueles que de ano para ano se tornam mais ricos, ao contrário de Portugal, que de ano para ano fica mais pobre (excepto certos canalhas que enriqueceram na politica e se andam a rir de todos nós) e que por conseguinte, cada vez menos, terá capacidade para conseguir pagar de forma decente a enfermeiros, oficiais de justiça, professores etc etc etc

Trata-se do resultado de um ruinoso desinvestimento na Ciência, continuado no tempo (onde ironicamente um investigador, doutorado, no nível inicial, ganha muito menos do que ganham os muitos boys e girls socialistas que “trabalham” nas altamente deficitárias empresas públicas como a desgraçada TAP, e afinal apenas o mesmo que ganha qualquer um dos 11 motoristas do Gabinete do Primeiro-Ministro), e que faz também, no que respeita ao número de prémios Nobel da ciência, que Portugal tenha desgraçadamente o mesmo desempenho da Venezuela !

PS – Para reavivar a memória aos esquecidos, sobre quais são os verdadeiros interesses que movem os políticos deste país, revisite-se o post de título “As cabras e os cabrões”. Hoje mesmo, na revista Sábado, o corajoso Director Eduardo Dâmaso, explica como é que nos últimos 50 anos, se utilizaram as subtilezas jurídicas, para consagrar um clima de impunidade total.

Harvard University

I am pleased to highlight that Harvard University, a renowned institution that has consistently held the top position in the Shanghai ranking for the past 20 years—a ranking widely recognized for its emphasis on Nobel prizes—has already acquired my latest book titled Adapting the Built Environment for Climate Change“.

PS – Continuing on Harvard University, I proposed two years ago that utilizing citations of researchers from leading universities could serve as a cost-effective proxy for gauging innovative research. This approach holds particular value for numerous countries facing budget constraints that preclude substantial investments in conventional research assessments, which often entail significant financial commitments running into hundreds of millions https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/using-stanford-mit-harvard-citations-as.html

A perdulária impotência universitária Lisboeta e os bancos que alegadamente estão possuídos pela febre da investigação

A imprensa acaba de divulgar quais foram as empresas e as instituições de ensino superior que mais pedidos de patentes submeteram ao Instituto Europeu de Patentes, durante o último ano, sendo que os três primeiros lugares do ranking nacional pertencem respectivamente à empresa Feedzai (20 pedidos), à universidade de Aveiro (20 pedidos) e à Delta (13 pedidos. https://eco.sapo.pt/2023/03/27/feedzai-e-universidade-de-aveiro-lideraram-pedido-de-patentes-em-2022/

A universidade de Aveiro foi responsável por mais pedidos de patentes, do que a universidade Nova e a universidade de Lisboa juntas. E isso com a agravante da primeira ter recebido da FCT, muito menos dinheiro do que receberam as duas universidades Lisboetas. Recorde-se que a universidade de Aveiro possui apenas 5 (cinco) unidades de investigação com um orçamento superior a 1.5 milhões de euros, enquanto que as referidas universidades Lisboetas possuem no conjunto 43 (quarenta e três) unidades com esse nível de financiamento. O que faz prova de uma ineficiência absolutamente incompreensível. 

Sobre este tema particular, o jornal Público publicou hoje mesmo um artigo contendo interessantes declarações do Presidente da Feedzai, que explicou que aquela empresa dedica 35% do seu orçamento a actividades de I&D e também que aquela possui um rácio de doutorados superior ao rácio da própria Googlehttps://www.publico.pt/2023/03/27/economia/noticia/portugal-novo-recorde-patentes-2022-2044032

Resulta daqui que como escrevi (repetidamente) no passado é extremamente errada a forma como o Governo tem andado a dar borlas fiscais de milhares de milhões de euros a empresas, por conta de alegadas actividades de investigação, pois por conta disso até bancos, que não contrataram um único doutorado (ao mesmo tempo que pagam milhões aos seus administradores) tem andado a aproveitar-se das referidas borlas.  Tenha-se presente que no último Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) às Empresas, ao Estado, ao Ensino Superior e às Instituições Privadas sem Fins Lucrativos aparece escrito que há, nada mais nada menos, do que 1216 investigadores a trabalhar em empresas financeiras !!!!

Não só tenho sérias dúvidas que por lá se realizem actividades que respeitem os tais cinco critérios básicos, que são utilizados na definição de uma actividade de investigação, visando o aumento do conhecimento: Novidade/originalidade• Criatividade• A procura da resolução de incertezas científicas ou tecnológicas• A atividade ser sistemática• O conhecimento ser transferível e /ou reproduzível como acho até que a maioria desses alegados investigadores, de empresas financeiras, nem sequer é capaz de pesquisar (nas bases de dados relevantes) e sintetizar qual o estado da arte, atividade que constitui afinal a primeira tarefa a executar por qualquer aluno de doutoramento, pelo menos dos alunos dos doutoramentos decentes.  

Declaração de interesses – Declaro que não é a primeira vez que critico a ineficiência das supracitadas universidades lisboetas 

O negócio catedrático de trocar sexo por elevadas classificações académicas

Pelos vistos a “troca” de favores sexuais (leia-se coacção) para obtenção de elevadas classificações académicas, que tinha sido mencionada num post anterior, relativamente a um catedrático de uma universidade (católica) da Bélgica, parece ter adeptos catedráticos noutras universidades europeias, como foi recentemente noticiado, relativamente a um catedrático de uma universidade Alemã, que foi acusado e sentenciado pela sua participação em tais “negociatas” sexuais https://www.mdr.de/nachrichten/thueringen/mitte-thueringen/erfurt/uni-professor-studentinnen-sex-gericht-104.html

PS – Em Portugal, também houve, há alguns anos atrás, um caso envolvendo um conhecido catedrático de arquitectura, da universidade de Lisboa, que se filmou a ter sexo com várias alunas, porém é importante ressalvar que nenhuma delas, o acusou publicamente, de coação, visando a troca de sexo por elevadas classificações académicas. Restando por isso concluir, que se tratou apenas de relações sentimentais genuínas e desinteressadas, que não envolveram, de todo, quaisquer trocas de favores ilícitos entre as partes envolvidas. 

ChatGPT and GPT-4 for Higher Education: A German Guide for Students and Lecturers

Earlier this week, a 47-page whitepaper was released addressing ChatGPT for Higher Education. It was prepared by 12 German co-authors from 6 German institutions and contains several recommendations for students and teachers. In my opinion, the summary table regarding assessments, which is presented at the beginning of page 32 is especially important. https://www.uni-hohenheim.de/uploads/media/23-03-20_Whitepaper_ChatGPT.pdf

ChatGPT, four questions about science disruption and naive researchers

Below are the three posts that have had the most views since January 1st. It’s somewhat surprising that third place belongs to a post that was made just five days ago.

1º – The first Scopus-indexed publication co-authored by ChatGPT-3

2º – Some questions about the large study based on 45 million articles and 3.9 million patents that claims Science is becoming much less disruptive

3º – The two top German researchers naively hindering the European Commission’s strategy to end the billion-dollar business of scientific journals

PS – On March 14, Open AI unveiled GPT-4, still it remains to be seen if the latest version is worth the $20 monthly subscription. Be there as it may, the ugly truth is that a copyright war is about to be unfolded, as one can read in a recent article published in The Economist: “it is the oceans of copyrighted data the bots have siphoned up while being trained to create human-like content…AI models plunder the databases without permission. Those responsible for the source material complain that their work is hoovered up without consent, credit or compensation. https://www.economist.com/business/2023/03/15/a-battle-royal-is-brewing-over-copyright-and-ai

The two top German researchers naively hindering the European Commission’s strategy to end the billion-dollar business of scientific journals

Still following my previous post from March 2021 entitled  “The highly profitable disgusting business of scientific journals has finally begun to crumble with a little help by the European Commissionhttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/the-monopoly-of-scientific-journals-has.html it is disappointing, to say the least, to see a paper published in the Journal of Informetrics a few days ago by two top German researchers (Haunschild & Bornmann) proposing a bibliometric approach for identifying potentially talented young researchers which incomprehensibly (and out of time) uses an indicator based on the number of papers published in high-impact journals  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157723000196

For sure the aforementioned journal authors do not care about the advice of Vladen Koltun (Distinguished Scientist at Apple, prior Chief scientist at Intel, and prior to that was Professor at Stanford University https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html who wrote that the quality of journals should never be used in the evaluation of researchers, nor do they seem to be concerned with the worrying fact that “articles retracted due to data falsification or fabrication are disproportionately found among high-impact journals” 

PS –  Open Research Europe (which will contribute to the ending of the billionaire business of scientific journals) was accepted for indexation in Scopus in 2022, which means that researchers no longer need journals to have their papers indexed https://open-research-europe.ec.europa.eu/blog/scopus-indexation-announcement