Quem terá sido o genial idiota que autorizou que os advogados Brasileiros possam trabalhar em Portugal sem antes mostrarem que conhecem a legislação nacional?

Como se pode ler no recente artigo do jornal Público, vide extracto infra, percebe-se agora qual foi o resultado de ter havido um génio (leia-se idiota) que achou boa ideia autorizar advogados Brasileiros a trabalharem em Portugal (e vice-versa), sem que antes tivessem que fazer um exame para comprovar que conhecem minimamente a legislação Portuguesa:

“Esta Quarta-Feira a Ordem sediada em Lisboa revelou ter recebido “inúmeras queixas” contra advogados brasileiros, incluindo de outros países da União Europeia onde passaram a exercer ao abrigo do acordo com Portugal por falta de conhecimento das regras do sistema romano-germânico.“ A legislação brasileira é completamente diferente, tem uma matriz quase norte-americana” https://www.publico.pt/2023/07/05/sociedade/noticia/bastonario-advogados-brasileiros-ataca-ordem-portuguesa-mentalidade-colonial-ja-derrotada-2055740

Recordo que em 2019 já tinha criticado a supracitada anormalidade e na altura até iniciei esse post com declarações bastante esclarecedoras do próprio presidente do Colégio de Presidentes dos Institutos dos Advogados do Brasil, que admitiu que os cursos de juristas no Brasil não tinham a mesma qualidade das universidades Portuguesas. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/advogados-brasileiros-ja-representam-10.html

PS – Coisa bastante diferente é a de indagar porque motivo é que em Portugal nunca houve um referendo para saber se os Portugueses preferem o Direito Romano-Germânico ou a Common Law ? Caso houvesse é absolutamente evidente que eu preferiria de longe o segundo, porque o primeiro já mostrou que é manifestamente incapaz de punir de forma eficaz os crimes de colarinho branco (Vital Moreira dixit), e nem sequer necessito de mencionar os vergonhosos abortos jurídicos paridos pelos “experts” do Direito Romano-Germânico destas bandas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/jose-socrates-agradece-ao-direito.html

As universidades e Politécnicos públicos com mais culpas pela irrelevância científica de Portugal__Actualização 2012-2022

Na sequência do post anterior, relativo ao período 2012-2020, apresenta-se abaixo o desempenho das instituições de ensino superior públicas, com o pior desempenho, relativamente à métrica, número de publicações com mais de 300 citações, na Scopus, desta vez para o período 2012-2022.  

As três instituições do fundo da tabela, os Politécnicos de Tomar, C.Branco e Portalegre, continuam a zero e embora seja possível admitir que daqui a um ano, quando em 2024 for feita a actualização deste ranking, talvez o Politécnico de Tomar possa eventualmente ter conseguido sair do zero,  (já que o seu artigo mais citado, recebe mais 100 citações por ano) é no entanto praticamente garantido que os Politécnicos de C.Branco e de Portalegre,  ainda continuarão nessa altura sem um unico artigo indexado que tenha recebido mais de 300 citações !

Ainda assim e atento o crescimento de citações do artigo mais citado do Politécnico de Portalegre é provável que esta instituição consiga sair do zero em 2025, já o Politécnico de Castelo Branco, na melhor das hipóteses só o conseguirá em 2026. Trata-se de um inconseguimento difícil de entender, já que o Politécnico de Castelo Branco, tem recebido mais verbas, por aluno, do que outras instituições do ensino superior, vide post de 24 de Dezembro de 2022. 

IPol.Bragança…..13

ISCTE………………..13

UMadeira…………10

IPol.Viseu………….6

UAçores…………….6

IPol.Lisboa…………4 

IPol.Beja……………3

IPol.Viana C……….3

IPol.Leiria………….3

IPol.Setubal……….2

IPol.Coimbra………2

IPol.Guarda……….1      

IPol.Santarém…….1  

IPCA………………….1

IPol.Tomar………….0    (artigo mais citado – 250 citações desde 2020, a subir)

IPolPortalegre…….0    (artigo mais citado – 195 citações desde 2018, a subir)

IPol.C.Branco…….0     (artigo mais citado – 209 citações desde 2015, em queda)

TU Eindhoven – 4th of July MasterClass ChatGPT

In a previous post, I mentioned in its final part the results of a survey, which revealed that some employers even claim to prefer candidates with ChatGPT experience over a college degree. 

Bearing in mind the aforementioned obsession with this generative AI, it still seems rather presumptuous, the recent announcement by the Technische Universiteit Eindhoven, which will hold on the next 4th of July, an online course on ChatGPT, with a duration of 2, 5 hours, which seems rather generic and is therefore not worth 200 euros. https://www.tue.nl/en/our-university/calendar- and-events/04-07-2023-masterclass-chatgpt

Because there are low-cost courses about ChatGPT on online teaching platforms like Udemy or Coursera. Not to mention that on the 24th of May, Forbes reported the existence of 29 (free) courses on the aforementioned ChatGPT. https://www.forbes.com/sites/bernardmarr/2023/05/24/the-29-best-and-free-chatgpt-and-generative-ai-courses-and-resources/?sh=3bddd6c94a6f

PS – Since June 11th, the number of publications indexed in Scopus on ChatGPT has increased from less than 600 to 722. The USA, India, UK, and China lead the ranking of most productive countries. 40% of publications belong to the area of medicine.

ChatGPT – Acerca do MasterClass a realizar online no dia 4 de Julho

Num post anterior, acessível no link abaixo, mencionei na sua parte final, resultados de um inquérito, que revelou que há empregadores que até dão mais valor a candidatos com experiência em ChatGPT do que a candidatos com um diploma de ensino superior. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/a-receita-para-portugal-mais-que.html

Atenta a referida obsessão com esta IA generativa, ainda assim, parece-me bastante presunçoso, o recente anuncio da Universidade Tecnológica de Eindhoven, que irá realizar no próximo dia 4 de Julho, um curso online sobre o ChatGPT, com uma duração de 2,5 horas, que se afigura algo genérico e que (pelo menos na minha opinião), não vale por isso os 200 euros, que pedem pela inscrição no mesmo https://www.tue.nl/en/our-university/calendar-and-events/04-07-2023-masterclass-chatgpt

Ainda para mais, quando já no passado dia 24 de Maio passado a Forbes dava conta da existência de mais de duas dezenas de formações (gratuitas) sobre o referido ChatGPT. Isto já para nem falar das formações de baixo custo sobre o ChatGPT que existem nas plataformas de ensino online. 

PS – Em 2022, comentei uma entrevista do CEO de uma conhecida plataforma de ensino online, ao jornal Público (plataforma cujo número de utilizadores excede largamente o número total de alunos do ensino superior da Europa e dos EUA somados)  na qual aquele divulgou que naquela plataforma até é possível obter um diploma do Imperial College, sem nunca necessitar de colocar os pés no Imperial College  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/os-diplomados-pelo-imperial-college-que.html

Uma mulher manhosa, mentirosa e de uma “frieza atroz”

Na sequência de um post anterior, onde se comentou uma mulher bastante sonsa, faz sentido prosseguir a “temática”  relativa a interessantes exemplos de “toxicidade” feminina, e aproveitar este post para divulgar o nome, Maria Antónia Cameira, de uma mulher manhosa, mentirosa, que em tribunal, em 2020, foi descrita pela juíza que a julgou como alguém que usava de uma “frieza atroz” na forma como enganava os seus clientes https://www.publico.pt/2020/09/02/sociedade/noticia/advogada-condenada-dez-anos-cadeia-burlas-vistos-gold-1930101

Sobre a supracitada mentirosa patológica, cujo brilhante currículo até diz que “Leccionou durante vários anos na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa” https://cgov.pt/images/ficheiros/2018/maria_antnia_cameira_20110919.pdf acaba de informar o semanário Expresso, que só agora, três anos depois de ter sido condenada a uma pena de cadeia de 10 anos é que a Ordem dos Advogados decidiu expulsar Maria Antónia Cameira. https://expresso.pt/sociedade/2023-07-01-Ordem-expulsa-advogada-que-desviou-milhoes-de-euros.-Maria-Antonia-Cameira-ja-foi-condenada-em-dois-processos-7b2be9aa

Igualmente inadmissível é que ela ainda não esteja a cumprir pena de cadeia, porque embora a sua sentença já tenha sido confirmada pelo Tribunal da Relação e pelo Supremo Tribunal de Justiça, a sentença ainda necessita de ser apreciada pelo Tribunal Constitucional, que é convém recordar aquele Tribunal, com juízes escolhidos pelos deputados, e relativamente ao qual, o Presidente do Sindicato dos juizes (e também o catedrático jubilado Vital Moreira) disse que contribui para a impunidade dos criminosos de colarinho branco https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/presidente-do-sindicato-dos-juizes-diz.html

PS – Pior porém do que os três anos que a Ordem dos Advogados necessitou para expulsar uma advogada que foi condenada a 10 anos de cadeia é ler-se esta semana na revista Sábado, que o pai de uma Ministra deste Governo, anda há 30 anos a exercer advocacia com um certificado falso https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/advogado-suspeito-de-exercer-ilegalmente-mantem-se-em-funcoes

O catedrático (aristocrata) preocupado com a fome e o catedrático odiado pelos bancos

Desde há alguns anos atrás que tenha criticado as opiniões do catedrático João Duque, vertidas semanalmente no seu artigo da secção de Economia do Expresso. Assim de repente, lembro-me por exemplo de dois posts de 2019, com títulos sugestivos, “Duelo de catedráticos__Seriedade contra cinismo e hipocrisia” ou “A melancia podre do catedrático Duque“. 

Hoje porém tenho que reconhecer que o catedrático Duque escreveu alguma coisa que merece ser lida. No seu artigo cita um estudo do próprio BCE, onde se pode ler que é precisamente nos países mais ricos, onde a maioria (mais de 80%) dos empréstimos hipotecários são feitos em regime de taxa fixa, ao passo que Portugal é o país com a mais baixa taxa de empréstimos a taxa fixa. E assim conclui, “para as famílias alemãs mesmo endividadas, a subida de juros é encarada com um sorriso nos lábios porque a prestação deles não muda. As nossas começam a ter de ir aos penhores ou a deixar de comer para pagar a prestação da casa”.

Também sobre taxas de empréstimos para aquisição de habitação, escreveu hoje no caderno principal do Expresso, o catedrático Aguiar-Conraria, da Universidade do Minho. Nesse artigo revela que possui um empréstimo a taxa fixa, e revela também que encontrou enormes resistências dos bancos quando decidiu optar por essa variante, tendo sido confrontado com enormes pressões para que optasse por uma taxa indexada à Euribor. Preocupante e até grave é a forma como termina o artigo, acusando o Governo de proteger as “práticas predatórias dos bancos“, embora seja importante ter presente que este catedrático já tinha escrito coisas mais graves sobre a banca e também sobre o Governo, quando no inicio do mês passado, escreveu isto.  

Declaração de interesses – Declaro que há alguns anos atrás, fiz uma proposta pragmática, visando o sorteio de banqueiros para serem queimados em praça pública  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/tres-vezes-sera-roubado-pelo-seu-banco.html

Aditamento em 1 de Julho – Hoje no jornal Público pode ler-se que: “…um empréstimo de 150 mil euros, com a Euribor a 12 meses, a 30 anos e com um spread (ou margem comercial do banco) de 1% corresponderia no arranque de 2022 a uma prestação de 448,65 euros. O mesmo empréstimo a rever no mês que agora se inicia, que utiliza o valor de Junho, veria a prestação disparar para 805,87 euros” https://www.publico.pt/2023/07/01/economia/noticia/subida-euribor-perto-duplicar-prestacao-casa-18-meses-2055281

A receita para Portugal mais do que triplicar o seu número de publicações científicas sobre o ChatGPT

Ainda na sequência do post anterior, sobre o anormalmente baixo número (3) de publicações indexadas sobre o ChatGPT, com afiliação Portuguesa, registe-se que uma pesquisa na Scopus revela que o nosso país já conseguiu aumentar esse número para 4 (quatro) ! 

Porém esse número poderia ter mais do que triplicado, se o prolífico investigador Português, Jaime Teixeira da Silva (h-index=52), https://orcid.org/0000-0003-3299-2772 que trabalhou no Japão e se aposentou precocemente em 2013, trabalhando desde essa altura de forma independente, estivesse afiliado a uma instituição de ensino superior Portuguesa, já que as suas 11 publicações sobre o ChatGPT, teriam ajudado a colocar Portugal ao mesmo nível da Holanda e do Japão e à frente de países com a Áustria, a Dinamarca e a Suécia. 

A nível mundial, a área científica mais dinâmica na investigação sobre a IA generativa ChatGPT é a área da medicina, com 40% de todas as publicações indexadas. Facto que não pode constituir surpresa quando se sabe que o ChatGPT poderá permitir poupar milhares de milhões em despesas de saúde https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/chatgpt-ajuda-reduzir-substancialmente.html Em Portugal porém, as largas centenas de investigadores da área da medicina, ainda só conseguiram produzir uma única publicação indexada e que ainda por cima é um Editorial, em língua Portuguesa, com menos de 1000 palavras e apenas 5 referências (3 de artigos em revistas científicas), que certamente receberá muito poucas citações da comunidade científica internacional!

PS – No contexto supra, tenha-se presente que como dei conta no final de um post publicado há 2 dias atrás, um inquérito realizado entre mais de 1000 lideres empresariais, revelou que mais de 90% estão interessados em contratar candidatos que tenham experiência na utilização do ChatGPT. Alguns empregadores “menos diplomatas” nem se inibem de dizer que preferem candidatos com experiência em ChatGPT do que com um diploma de ensino superior. O que é difícil de rebater, pelo menos para alguns diplomas de valor duvidoso.

Professor at the UWashington says that the biggest risk of artificial intelligence is not having enough intelligence

“…To date, I am not aware of a single case where damage has been caused by AI that is excessively intelligent. On the contrary, the damage caused by AI that lacks enough intelligence is immeasurable.”  

The quoted text is an excerpt from a recent article penned by Pedro Domingos, an esteemed Portuguese professor of computer science at Washington University. Notably, Domingos is the author of the widely acclaimed book “The Master Algorithm,” a recommendation that carries the endorsement of influential figures such as Bill Gates and Nick Bostrom. https://expresso.pt/revista/2023-06-24-O-maior-risco-da-inteligencia-artificial-e-nao-haver-suficiente-36ca2996

What was not surprising in his article, however, was the fact that he wrote in the last paragraph that AI will “give each of us an infinity of personal assistants“, which is something that had already been mentioned on page 58 of the December 10th issue of The Economist.  

Personally, I look forward to the multitude of ‘personal assistants’ that AI promises to deliver in the near future. However, truthfully, I am willing to exercise patience if it means AI can redirect its efforts toward a more noble mission. Specifically, I envision AI playing a pivotal role in aiding law enforcement in their pursuit of online sadists—individuals worldwide who engage in abhorrent activities, such as the creation and commissioning of personalized torture videos, as recently exposed by the BBC https://www.cbsnews.com/news/monkey-torture-video-ring-social-media-us-suspects-exposed-bbc-investigation/

Recently, a paper authored by Henry Farrell, a professor of international affairs and democracy at Johns Hopkins University, and Cosma Shalizi, a professor of statistics and machine learning at Carnegie Mellon University, was featured in The Economist. In their insightful analysis, they posit that generative AI serves as a cultural technology capable of “reorganizing and noisily transmitting human knowledge.” Rather than succumbing to fear about the potential adversarial rise of such technologies, they advocate for a proactive stance. Farrell and Shalizi encourage us to focus on comprehending the profound impact of generative AI and explore avenues for directing its capabilities toward societal betterment, particularly in domains like the economy, bureaucracy, and democratic politics.. https://www.economist.com/by-invitation/2023/06/21/artificial-intelligence-is-a-familiar-looking-monster-say-henry-farrell-and-cosma-shalizi

PS – A recent article in Business Insider highlighted the results of a survey involving 1,187 business leaders. The findings underscored a compelling trend, indicating that an impressive 91% of employers actively seeking new hires exhibit a strong preference for candidates with experience in ChatGPT. https://www.businessinsider.com/chatgpt-experience-wanted-by-employers-hire-study-2023-4 Some employers even claim to prefer candidates with ChatGPT experience over a college degree. 

O que sabe o omnisciente ChatGPT sobre os investigadores de engenharia civil Portugueses mais influentes a nível mundial ?

No grupo dos 100 investigadores Portugueses mais influentes a nível mundial, de acordo com o ranking de Stanford, existem 4 (quatro) da área da engenharia civil, área científica que apesar de ser uma das que recebe menos dinheiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia é ainda assim uma das mais competitivas, apresentando um desempenho que ao contrário de outras áreas não envergonha Portugal.

Perguntado sobre o que consegue resumir em 100 palavras sobre cada um deles, o ChatGPT respondeu aquilo que é possível ler nos links que abaixo se reproduzem:

Paulo Lourenço : https://chat.openai.com/share/be722a12-1ce3-45a4-8418-93c2efbcc854

F.Pacheco-Torgal : https://chat.openai.com/share/72ea4934-25eb-45cd-9cbc-8273d06325fc

Jorge de Brito: https://chat.openai.com/share/2e48fc2b-6bdf-442b-a834-7935ee416f55

Rui Cunha Marques: https://chat.openai.com/share/f6925b2f-397e-4550-bbf8-11049de683ed

PS – O catedrático Nuno Silvestre da Universidade de Lisboa, que também consta do supracitado Top100, não aparece no referido grupo porque “renegou” a engenharia civil, quando se transferiu para um departamento de engenharia mecânica há quase uma década atrás.  

O terrível perigo da Estupidez Artificial e o mercado da tortura personalizada

O Expresso desta semana, tinha além do artigo sobre as declarações do Reitor da Universidade do Minho sobre o ChatGPT e do artigo onde se ficou a saber que os Reitores das universidades públicas querem acabar de vez com o tal programa com três universidades Americanas que já custou 310 milhões de euros aos contribuintes, também um artigo do Pedro Domingos, professor na Universidade de Washington, que é recorde-se o terceiro cientista Português mais influente a nível mundial, (de acordo com um ranking de Stanford, onde aparece somente atrás do António Damásio e do João Hespanha), artigo esse onde aquele malha nos pouco inteligentes velhos do Restelo, que vêm na IA terríveis perigos. Reproduzo abaixo um pequeno trecho extraído do penúltimo paragrafo desse artigo: 

“…não conheço um único caso até à data de danos causados por IA demasiado inteligentes. Os danos causados por IA demasiados estúpidas, por outro lado, são incontáveis” https://expresso.pt/revista/2023-06-24-O-maior-risco-da-inteligencia-artificial-e-nao-haver-suficiente-36ca2996

Aquilo que porém já não constitui qualquer supressa, é o facto de ele escrever no último paragrafo que a IA irá “dar a cada um de nós uma infinidade de assistentes pessoais“, que é algo que já tinha sido mencionado neste blogue em 21 de Dezembro de 2022.

Pessoalmente, agradeço antecipadamente os inúmeros “assistentes pessoais” que a IA me irá disponibilizar num futuro próximo, mas em boa verdade não me importo de esperar um pouco mais, se isso for o preço a pagar para que a IA se concentre numa missão ainda mais nobre, que é a de ajudar a policia a caçar online, os inúmeros sádicos (e sádicas) que existem por esse mundo fora, que produzem vídeos de tortura personalizada, e também obviamente aqueles sádicos (e sádicas) que os encomendam, como se ficou a saber recentemente aqui https://www.publico.pt/2023/06/20/mundo/noticia/bbc-revela-rede-internacional-tortura-crias-macaco-2054039

PS – No passado dia 10 de Junho (o dia da celebração do corte dos “ramos mortos que atingem a árvore toda“), uma análise na plataforma de publicações científicas Scopus deu conta da existência de quase 600 publicações indexadas sobre o ChatGPT,  nas duas semanas que decorreram desse dia até ao dia de hoje, esse número já subiu para 652, infelizmente porém, Portugal ainda continua representado pelas mesmas 3 (três), e a fazer companhia a países do terceiro mundo !