Quem são os catedráticos Portugueses que mais beneficiaram com os 310 milhões que foram pagos a universidades Americanas ?

O semanário Expresso divulgou ontem que “Os Reitores contestam acordo de 310 milhões com escolas dos EUA“. Nele se pode ler que o Governo de António Costa paga a três universidades Americanas, praticamente o mesmo que gasta com quase 10 mil investigadores que trabalham em Portugal. O que parece significar que se esse acordo não for renovado a FCT fica com dinheiro para poder contratar quase 10.000 investigadores !

Tendo há vários anos atrás criticado, repetidamente, o referido acordo, veja-se a este respeito, por exemplo a frase num post de 2020 “como o famoso programa MIT-Portugal (que um Colega apelidou de turismo científico atento o valor gasto em viagens de avião e estadias)”,  registo agora que os supracitados Reitores tenham necessitado de tantos anos, 17 (dezassete) anos para chegarem a essa conclusão. 

Sobre esse acordo, interessante seria saber quem são afinal os catedráticos Portugueses, que mais beneficiaram com o facto dos contribuintes Portugueses terem pago 310 milhões de euros a universidades Americanas ?

Um deles, é o catedrático do IST, Paulo Ferrão que eu critiquei em Janeiro deste ano aqui, que foi Presidente da FCT, entre 2016 e 2019, e que tem quase 30% das suas publicações, que são resultado de investigações financiadas pelo referido acordo com “escolas dos EUA”. 

Declaração de interesses – Declaro que quando o catedrático Paulo Ferrão foi Presidente da FCT, não deixei de o criticar pelas suas opções, vide por exemplo, email de 19/04/2017, que abaixo se reproduz: 

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From: F. Pacheco Torgal 
Sent: quarta-feira, 19 de Abril de 2017 19:34
Subject: Avaliação dos laboratórios associados__Declarações do Presidente da FCT no parlamento

Um assessor de um grupo parlamentar enviou-me hoje ao fim da tarde um email com o seguinte esclarecimento:

“O presidente da FCT, professor doutor Paulo Ferrão, esteve em audição na Comissão de Educação e Ciência ontem, dia 18 de abril, e perguntado sobre essa situação respondeu, por duas vezes e sem deixar margens para dúvidas, que os Laboratórios Associados seriam avaliados como centros de investigação que são e que, posteriormente, seriam ainda avaliados para receberem “o selo” de laboratórios associados ou laboratórios de excelência pelo que não se confirma o que se poderia deduzir do que está publicado no site da FCT. A audição foi gravada pelo que poderá ser vista aqui: http://www.canal.parlamento.pt/?cid=1876&title=audicao-de-paulo-ferrao-presidente-do-conselho-diretivo-da-fundacao-p

Na parte da manhã já um deputado da actual maioria me tinha enviado um email, que abaixo integralmente se reproduz, onde o nome do mesmo entendi pertinente apagar, dizendo também que ao contrário do que está plasmado no PRAFU o Presidente da FCT foi ontem garantir ao Parlamento que haverá avaliação conjunta dos laboratórios associados e das restantes unidades do SCTN. Aquele deputado não se pronuncia porém sobre algo que designa como o papel dos mesmos em relação às necessidades públicas. Linguagem cifrada ou no mínimo pouco clara que parece esquecer que não se pode simultaneamente avaliar e não tirar consequências dessa avaliação. Se os LA forem avaliados conjuntamente com as outras unidades e alguns deles tiverem uma classificação inferior à de outras unidades não faz qualquer sentido dizer que irão manter o seu estatuto e ganhar por portas travessas o financiamento que perderam devido a essa baixa classificação. O MCTES via FCT até pode decidir beneficiar de forma razoável unidades que tenham um desempenho extraordinário, pois ao contrário do que muitos pensam o esforço merece ser devidamente recompensado, aquilo que não pode é dizer à partida que quem já foi muito beneficiado no passado irá continuar a sê-lo independentemente do resultado da avaliação. O actual MCTES fez em mal em recusar a anterior avaliação quando mais não fosse porque assim criou um perigoso precedente que irá permitir a um eventual futuro Governo utilizá-lo estratégicamente para também poder rejeitar a presente avaliação ou outra de forma discricionária. Um país que dificilmente consegue atrair reputados investigadores dificilmente se pode dar ao luxo de perder os poucos que ainda têm devido a um quadro de permanente instabilidade. Assim sendo convém que a avaliação que agora se vai iniciar seja cristalina e absolutamente inatacável. Como é por demais evidente a comunidade científica precisa e merece regras estáveis e não pode por isso estar sujeita aos humores de nenhum Governo, este ou qualquer outro. Não que a comunidade científica se arrogue um estatuto acima daquele legitimado pela vontade popular mas porque é a última depositária de importantes valores que sustentam a República e que (alguma) classe política que está no Parlamento menos para servir e mais para se servir a si própria, há muito esqueceu e ou até renegou. 

Definitivamente não subscrevo esta recente opinião do Reitor da Universidade do Minho

https://expresso.pt/50anos/2023-06-21-Rui-Vieira-de-Castro-reitor-da-UMinho-O-ChatGPT-veio-por-isto-tudo-de-pantanas-609db92f

Não subscrevo a recente opinião do Reitor da Universidade do Minho, publicada pelo Expresso (vide artigo acessível no link acima) a qual sustenta que o ChatGPT veio pôr tudo de pantanas, porque a palavra pantanas tem uma conotação negativa e não é justo que se associe essa designação a uma tecnologia revolucionária que possui inúmeras e disruptivas virtualidades. 

Desde logo é importante recordar que um recente artigo, publicado na revista The Economist, arrasou os cenários quase dantescos, ligados à alegada eliminação de um elevado número de empregos. Vide post de título The Economist – A inteligência artificial vai desempregar milhões de diplomados pelo que nem vale a pena perder tempo (e dinheiro) a tirar cursos universitários

E não falo sequer das referências a lucros fabulosos, num outro artigo publicado na mesma revista, pelo menos para aqueles que melhor conseguirem aproveitar as potencialidades da IA generativa.

Aliás é bom que se tenha presente que há muitas áreas que o ChatGPT não veio pôr de pantanas, como se pode perceber por exemplo, pelo post onde se mostrou que o ChatGPT ainda tem de “aprender” muito para conseguir colocar de pantanas a área da engenharia civil. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/chatgpt-ensina-como-projectar-um-betao.html

No limite, pode é dizer-se que o Reitor da Universidade do Minho, tem razão, naquela parte em que o ChatGPT irá conduzir a uma “revolução” na educação. Vide post de título Yuval Noah Harari responde à pergunta: “Não sabendo que profissões vão existir (no futuro), o que é que a escola deve ensinar no presente ?”

Mas mesmo essa “revolução” deveria antes ser bastante saudada e não lamentada. Quanto mais não fosse porque, dificilmente se pode considerar como minimamente aceitável uma putativa “educação” onde 40% das notas das escolas privadas são de 19 e 20 valores, (as tais escolas que lideram os rankings e onde estão os muito pouco excelentes filhinhos das classes abastadas deste país) e quando ainda por cima essas elevadas classificações são incapazes sequer de traduzir um mínimo de espirito critico https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/ter-media-de-20-valores-nao-e-sinonimo.html

E nem é bom pensar e muito menos tentar indagar que miseráveis (des)valores terá essa perversa “educação” incutido em alunos, que sabem e aceitam (passiva ou até muito alegremente) “roubar” um lugar num curso de medicina a outros alunos, que não tiveram dinheiro para pagar a frequência de estabelecimentos ditos de “ensino”, onde se distribuem notas de 19 e 20 valores a granel. Para desgraça já basta ter de reconhecer que até mesmo aqueles países, regidos pelo tal indecente “capitalismo selvagem” punem criminalmente tais desvergonhas ao passo que o Código Penal Português é totalmente omisso nessa matéria. 

PS – No campus da Universidade do Minho em Braga, existe uma conhecida escultura do já falecido escultor José Rodrigues (1936-2016), que representa o titã Prometeu acorrentado e a sua conhecida e muito valiosa oferenda à espécie humana, pela qual se sabe que foi condenado à pena “eterna” de ter o seu fígado devorado todos os dias por uma águia. Coincidentemente, tal como o titã Prometeu se eternizou nessa dádiva fundamental também o “titã” ChatGPT representa afinal uma importante dádiva (da engenharia) que permite à espécie humana o usufruto instantâneo de um conhecimento imenso.  Muito irónicamente, a engenharia em particular (e a ciência em geral) pode não ter o seu fígado devorado todos os dias, mas tem recebido em troca, como Prometeu, uma notória ingratidão https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/a-desvalorizacao-da-ciencia-e-da.html

A estrepitosa líder dos advogados descamisados e famintos

Ainda na sequência do post anterior, onde se comentou o descontentamento de alguns/muitos advogados, pelo facto de um conhecido Catedrático de Direito de Coimbra, ter equiparado aquela classe profissional aos taxistas (post esse que terminou lembrando um estudo de um catedrático de economia, que mostrou que  o excesso de advogados contribui para o empobrecimento de qualquer país) aproveito para divulgar (leia-se elogiar) o último post do mesmo catedrático de Direito de Coimbra, que logo a abrir afirma que os advogados se devem sentir envergonhados com a “pindérica manifestação“, de alguns advogados (descamisados e famintos), liderados pela sua vocal (leia-se peixeira) Bastonária/sindicalista https://causa-nossa.blogspot.com/2023/06/corporativismo-46-e-isso-mesmo.html

Declaração de interesses – Declaro que em Outubro de 2019, critiquei a Ordem dos Advogados, por apostar todas as suas energias a tentar obter a condenação de um pobre desgraçado, que se limitou a ajudar gente pouco instruída e sem dinheiro para pagar os anormalmente elevados honorários dos advogados. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/a-estranha-luta-da-ordem-dos-advogados.html

NEJM Study Finds ChatGPT Ignorant of the Fasting-Compassion Relationship

A highly cited researcher from the University of California recently elucidated the correlation between compassion, the vagus nerve, and heart rate variability. The researcher also cited a study published in the prestigious New England Journal of Medicine, which demonstrates that restricting all eating an eight-hour period or a shorter period of time during the day (a form of so-called intermittent fasting) can increase heart rate variability and thereby increase compassion. 

Considering the aforementioned context, it would be pertinent to revisit the statement regarding fasting mentioned in an article published by The Economist titled How millionaires devoured the world at the conclusion of the post.

PS – When ChatGPT is asked to write a short essay on fasting and compassion, the result (which shows ignorance of the psychophysiological relationship between the two) is this one https://chat.openai.com/share/8d60ec21-7697-4879-ad68-7500e512ac8a

O artigo mais interessante do jornal Público de hoje

O artigo mais interessante no jornal Público de hoje, páginas 26 e 27, diz respeito a um investigador, altamente citado, da universidade da Califórnia, que explica a relação da compaixão com o nervo vago e a variabilidade da frequência cardíaca e que menciona um estudo publicado na famosa revista científica  New England Journal of Medicine, que mostra que: “restringir toda a alimentação a um período de oito horas ou a um período de tempo mais curto durante o dia (uma forma de fazer o chamado jejum intermitente) pode aumentar a variabilidade da frequência cardíaca”, leia-se, pode aumentar a compaixão !

No contexto supra revisite-se o post, de título “Como os milionários devoraram o mundo“, que termina com uma inspiradora frase sobre jejum, que retirei de um artigo publicado na revista The Economist, “Fasting is not just a mortification or denial; it is a reminder of the value and joy of food”

PS – Quando se pede ao ChatGPT que escreva um pequeno ensaio sobre o jejum e a compaixão, o resultado (que mostra desconhecer a relação psicofisiológica entre os dois) é este aqui https://chat.openai.com/share/6a4a4804-7452-4a47-8116-2c8058361b92

The Economist – How ChatGPT could help teachers and lower the cost of college

Still following the previous post of June 10th, about the Top 10 countries that have already produced more Scopus-indexed publications on ChatGPT, its worth reading  one of the last of these publications, by a team of several researchers from several countries, with the curious title  “What if the devil is my guardian angel: ChatGPT as a case study of using chatbots in education” that was published in the journal Smart Learning Environments https://slejournal.springeropen.com/articles/10.1186/s40561-023-00237-x#Sec32

In the above context, it is no coincidence that the latest issue of The Economist has an article on How ChatGPT could help teachers and lower the cost of college“:

“Initially…everybody was thinking that the sky was falling,” says Jonathan Torres, an assistant professor of English at Quinnipiac University in Connecticut. He also trains teachers at Quinnipiac, and argues that AI can push them to become better. For example, before ChatGPT came along, an economics teacher might ask pupils to write an essay describing Keynesianism. With ChatGPT as an option, the teacher might ask the students to assess and revise the chatbot’s response to the same question—a more difficult task. AIs have other practical uses for teachers. They can help write lesson plans and worksheets at different reading levels and even in different languages. They can also cut down the time spent on duties, such as writing recommendation letters, that devour time that could be spent teaching” https://www.economist.com/united-states/2023/06/15/how-chatgpt-could-help-teachers-and-lower-the-cost-of-college

Expresso – Politécnicos do interior de Portugal usados para imigração ilegal

Um artigo no caderno principal do Expresso de hoje, revela que o aumento de ano para ano da vinda de alunos estrangeiros para o ensino superior em Portugal, que apenas desde 2020, representou mais de 60.000 alunos (mais de 40.000 alunos só dos PALOPs), está sob investigação pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras-SEF, pelo facto de poder estar a ser utilizado, como forma ilegal de entrada na Europa, já que os vistos de estudantes são muito mais fáceis de obter. No referido artigo pode ler-se preto no branco que uma fonte judicial admitiu ao Expresso que : “Isso é um dos principais esquemas que anda para aí, principalmente nos Politécnicos do interior”.

Esses alunos, pagam as propinas para não perderem o direito à autorização de residência, (há Politécnicos que concedem descontos de 50% nas propinas destes alunos) mas depois nunca “põem os pés” nas aulas dos Politécnicos onde foram admitidos.

PS – Em boa verdade a grande noticia do Expresso não é tão grande assim, porque em 2022 já a CNN-Portugal tinha dado conta disso mesmo, de Politécnicos que passaram de receber dezenas de candidaturas anualmente para passarem a receber milhares https://cnnportugal.iol.pt/palop/politecnicos/investigacao-cnn-redes-de-imigracao-ilegal-usam-inscricoes-no-ensino-superior/20220210/620533e60cf2c7ea0f184858

Um agradecimento muitíssimo insuficiente

implacável Director-geral Adjunto Eduardo Dâmaso, é hoje autor de um artigo na revista Sábado, com o título “A omertá dos poderosos“, onde escreve que o jornalismo e a sociedade civil deste país, não agradeceram o suficiente a pessoas como Paulo Morais e o professor Jónatas Machado. 

O primeiro pela imensa coragem “na denúncia dos abusos de muitos poderes“. E o segundo por enquanto Director do Centro de Direitos Humanos, ser pioneiro do combate contra processos judiciais, “que apenas visam silenciar e punir os cidadãos que denunciam injustiças“. 

PS – Pela parte que me toca, recordo que por diversas vezes elogiei o Paulo de Morais, como por exemplo aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/o-campeao-da-democracia-ataca-novamente.html

ChatGPT: Diabo ou anjo da guarda ?

Na sequência do post de 10 de Junho, sobre os países que já produziram mais publicações sobre o ChatGPT, indexadas na Scopus, área onde Portugal apresenta um desempenho decepcionante, abaixo do Camboja, do Paquistão e da Nigéria, sou a divulgar uma das últimas dessas publicações, com o curioso título “What if the devil is my guardian angel: ChatGPT as a case study of using chatbots in education“, de investigadores de vários países e que foi publicado na revista Smart Learning Environments. https://slejournal.springeropen.com/articles/10.1186/s40561-023-00237-x#Sec32 

Artigo esse do qual entendo pertinente reproduzir abaixo a figura 7, do mesmo, que mostra a resposta do ChatGPT, quando solicitado para criar um teste de física, com 10 questões, para um aluno do 8º ano: 

ChatGPT teaches how to design a concrete capable of lasting 1000 years

https://shop.elsevier.com/books/eco-efficient-repair-and-rehabilitation-of-concrete-infrastructures/pearson-esser/978-0-08-102181-1

The second edition of the book mentioned in the link above was completed yesterday. Now that the chapters have been delivered to Elsevier, it only remains for that publisher to take care of the remaining steps for this new edition to be published within a few months.

Although there are many people who have no idea that concrete is the most used material on Planet Earth, the fact is that there are many infrastructures built with that material that degrade prematurely (for various reasons that go beyond the scope of this post ) necessitating repair (and/or rehabilitation) works that constitute the scope of the referred book. When these works do not happen, the result is the one seen in Italy with the collapse of the Morandi bridge, which killed 43 people https://www.theguardian.com/cities/2019/feb/26/what-caused-the-genoa-morandi-bridge-collapse-and-the-end-of-an-italian-national-myth

However, the most interesting part of this post concerns the question I asked ChatGPT: “I want to know the composition of a concrete, based on recycled aggregates, with a compressive strength of 100 MPa, after 28 curing days, which will be subject during these 28 days to a temperature of minus 2 degrees celsius and exposed to chemically aggressive conditions, will have a useful life of 1000 years

 I reproduce the ChatGPT answer below, underscoring the part, which shows that the area of civil engineering is (still) safe from the brute force of the aforementioned model of artificial intelligence, which is already wreaking havoc in many other areas.

Answer of ChatGPTTo obtain a concrete with a compressive strength of 100 MPa, using recycled aggregates and with a durability of 1000 years, it is necessary to carefully consider the selection of materials and the formulation of the mix. Here is a composition suggestion:

  1. Cement: Use a high-strength cement such as grade 52.5 Portland cement or a cement with pozzolanic additions such as fly ash or silica fume. These types of cement are known to provide superior strength.
  2. Aggregates: Use high quality, durable recycled aggregates that are resistant to aggressive chemical conditions. Make sure that recycled aggregates are well processed, clean and free of impurities that could impair the durability of the concrete.
  3. Water-cement ratio: To achieve high compressive strength, it is recommended to use a low water-cement ratio, normally between 0.25 and 0.35. This proportion will reduce the porosity and improve the strength of the concrete.
  4. Additives: Add additives that improve the chemical resistance and durability of the concrete. For example, high strength plasticizer additives, permeability reducing additives and waterproofing additives can be used to increase durability and resistance to aggressive chemical conditions.
  5. Curing: Proper curing is essential to maximize the strength and durability of the concrete. Be sure to follow an appropriate curing regimen considering the -2 degrees Celsius temperature. This may include the use of thermal insulation and coatings to protect the concrete from freezing during the curing period.

Importantly, achieving a compressive strength of 100 MPa and a service life of 1000 years is a significant challenge. Therefore, it is recommended to consult concrete specialists, civil engineers and carry out laboratory tests to optimize the composition and guarantee the desired durability.