The Double-Edged Sword of Industry Ties: 11,992 Scientists Can’t Be Wrong—Or Can They?

A team of scientists from Norway, Spain, Sweden, and Hungary conducted a study using data from a survey of 11,992 scientists, measuring scientific impact through the top 10% most cited papers. The research explores the relationship between academic engagement—scientists’ interactions with non-academic actors—and scientific impact, revealing a positive association between the two.

The analysis shows that scientists who actively collaborate with non-academic partners tend to produce more high-impact research. The study further highlights that joint research collaborations are more strongly linked to scientific impact than response-mode interactions. Additionally, scientists with a strong track record of previous achievements and higher academic rank are more likely to benefit from these collaborations. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0166497224001627#sec5

In my view, the study overlooks a critical issue: the risks of university-industry collaborations that can go disastrously wrong. The University of California’s $25 million deal with Novartis gave the company partial influence over faculty research, becoming a cautionary tale of prioritizing funding over academic independence. The Theranos scandal, where Stanford researchers helped validate fraudulent blood-testing technology, tarnished the university’s reputation when the fraud was exposed. Similarly, Volkswagen’s emissions test cheating implicated the University of West Virginia, damaging both parties. Apple’s partnership with the University of California also drew criticism over allegations of unfair exploitation of university research. These examples raise a key question: How much should universities risk in partnerships that could compromise their most valuable asset—their hard-earned reputation?

Declaration of Competing Interests – On January 25, 2020, I argued that blindly trusting corporate research is deeply problematic, in my post titled “The University of the Future: From Knowledge Hubs to Guardians of Truth” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html

Catedrático reafirma que Reitor lhe terá dito que todos os concursos para professores universitários são combinados

“…jamais esquecerei o que uma vez me disse o reitor… de uma universidade pública …: “Não sabe V. Ex.ª que os júris estão todos combinados?”

O extrato supra foi retirado da página 3 do jornal Público, da edição do sábado passado, de um artigo com autoria de um catedrático da universidade Nova de Lisboa. O mais inacreditável é que já não é a primeira vez que ele fez essa confissão, já a tinha feito em 2021, e nessa altura não apareceu nenhum Reitor ou responsável Governativo para o desmentir. E agora também não, pelo que só resta concluir que o silêncio daqueles constitui uma admissão tácita. 

O que é irónico é que desde que o Ministro Manuel Heitor, durante o mandato do Governo socialista de António Costa, autorizou que as universidades pudessem abrir concursos internos (leia-se aconchegados) a que só podem concorrer os da casa, os jurados catedráticos agora já não precisam de viciar o concurso, para conseguir que o vencedor seja sempre um candidato caseiro. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/ensino-superiorconcursos-revelia-da-lei.html

E agora que as universidades conseguiram, pela mão da Ministra Elvira Fortunato, também num inqualificável Governo socialista, algo absolutamente impensável, o de alcançar uma velha e mal disfarçada ambição (que em 2020 critiquei no post de título “Supino descaramento catedrático“), a de poder selecionar os investigadores dos programas FCT-tenure, é muito provável que também nesses concursos as regras passem a ser as das combinações prévias, ao contrário do que acontecia nos concursos investigador-FCT e CEEC, onde os catedrático Portugueses estavam proibidos de participar e de favorecer qualquer candidato, sendo os jurados desses concursos constituídos a 100% por peritos estrangeiros, vide denúncia feita no final do post.

PS – Sobre concursos combinados reproduzo abaixo três questões que coloquei no final de um post de 2020: 

1 – será que um Professor que participa activamente na viciação de um procedimento concursal, ou que seja o beneficiário directo dessa viciação, reúne suficientes condições de ética, isenção e imparcialidade, para poder avaliar os seus alunos de forma rigorosa, sem que se corra o risco de favorecer alguns ou algumas, em troca de contrapartidas ?
2 – será que um Professor que participa activamente na viciação de um procedimento concursal, ou que seja o beneficiário directo dessa viciação, reúne suficientes condições de ética, isenção e imparcialidade, que minimizem o risco de no futuro se dedicar à pratica ilícitos, como plagiar o trabalho de colegas ou falsificar resultados de investigações ?
3 – e será que quando se acaba de saber que um projecto de investigação financiado pela FCT, que envolveu 180 cursos, 7.292 alunos e cerca de 2.700 docentes com o título “A ética dos alunos e a tolerância de professores e instituições perante a fraude académica no Ensino Superior” confirma a existência de uma elevada incidência de fraude académica em Portugal, num país onde muitos daqueles que deviam constituir-se como modelos de comportamento, se pautam afinal por uma relatividade ética, permanente e generalizada, não deveria a contratação de Professores Universitários merecer neste contexto redobradas preocupações, por forma a ser feita de forma transparente, rigorosa e no respeito pelos princípios da justiça, da imparcialidade e do mérito, consagrados na Constituição da Republica Portuguesa ?
 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html

Hypocrisy Unmasked: Western Academics Criticize the South’s Rising Publication Metrics

Expanding upon the earlier discussion (linked above) concerning a mathematician’s paper that identified distinct patterns in papermilling—where potentially dubious behaviors were flagged by examining the publication records of two Highly Cited Researchers as illustrative examples—it is now essential to address a new study revealing substantial inflation of publication metrics across several universities.

This study, using data from Scopus and Web of Science, identified 80 universities whose research output grew by over 100% from 2019 to 2023. Notably, one university in Iraq saw a 1,500% increase, while another in Egypt experienced a nearly 1,000% rise in published papers. 

While many in Western academic circles have leveraged these findings to critique institutions in Iraq and Egypt, such criticism demonstrates a striking hypocrisy. It conveniently sidesteps the fact that the professor responsible for an extraordinary 336 Scopus-indexed publications in a single year was based in Denmark, rather than Iraq or Egypt.

When comparing the ratio of retracted papers per million people, the United States has twice the ratio of Egypt, while the United Kingdom’s ratio is three times higher. If Iraq were included in the comparison, the figures for both the United States and the United Kingdom would look even worse. Moreover, it is worth highlighting the case of American scientists who remarkably continued to have papers published even after their deaths https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/necroauthorship-dead-scientists-who.html

PS –  It is worth recalling a warning I wrote a few years ago: “…if this becomes the norm in Western countries, third-world nations may be inclined to replicate these “successful” practices, cultivating their own super-scientists. Consequently, if an African super-scientist were to emerge with 10,000 or 20,000 publications at the summit of the publishing rankings, there would be little ground for criticism…” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/how-many-papers-can-superscientist.html

1 milhão de Portugueses em teletrabalho, coloca-nos mais perto da realidade da Finlândia ou da Bulgária ?

Na secção de economia do Expresso, um artigo sobre o teletrabalho dá conta que em Portugal existe quase 1 milhão de trabalhadores que continuam a utilizar esse regime. Informa também que algumas empresas Portuguesas que tentaram arranjar candidatos (com talento) para trabalho presencial e simplesmente não os conseguem encontrar porque no nosso país o talento é escasso e esse talento prefere a modalidade do teletrabalho. 

Aliás se de acordo com as estatísticas do Eurostat, a pobre Bulgária é o país europeu que possui a menor percentagem de teletrabalho e são precisamente os ricos países nórdicos, com a Finlândia à cabeça, que possui a mais alta percentagem de teletrabalho, aquilo que faz sentido é que as empresas Portuguesas se tentem aproximar das práticas dos países nórdicos e afastar-se das da Bulgária, pois na verdade o nosso país ainda está longe da percentagem de teletrabalho da Finlândia, país esse que possui um PIB/capita que é mais do dobro do de Portugal, a não ser que Portugal prefira antes ter o PIB/capita da Bulgária.   

Para desgraça já basta o facto, da actual percentagem de teletrabalho dos Portugueses não se dever a nenhuma estratégia inteligente das empresas, no sentido de copiarem o que se faz nos ricos países nórdicos, mas apenas às obrigações associadas ao confinamento por conta do Covid-19, e posteriormente aquela, por conta da infame invasão Russa da Ucrânia e da consequente Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2022 que definiu o conteúdo Plano de Poupança de Energia que incentivou o recurso ao teletrabalho. 

É claro que o artigo em causa também refere, que algumas empresas, não estão minimamente interessadas em trazer os trabalhadores para o trabalho presencial, porque entretanto aumentaram o número de trabalhadores das suas empresas e isso significaria terem de pagar pela ampliação do espaço de escritório, que é extremamente caro, especialmente nos grandes centros urbanos e também porque concluiram que o teletrabalho não se tem reflectido de forma negativa na produtividade dessas empresas. 

Ainda sobre o teletrabalho, e as diferentes expectativas dos trabalhadores de 16 países, revisite-se o post anterior de título “Intrigante comportamento mimético entre Italianos e Chineses” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/o-quinto-artigo-um-diluvio-de-milhoes.html

PS – Tendo em conta que o quase 1 milhão de trabalhadores que em Portugal está em teletrabalho, não está a entupir as estradas deste país, agravando problemas de trânsito e provocando acidentes, que tem elevados custos humanos e materiais, nem a consumir combustíveis que Portugal tem de importar, nem a emitir gases com efeito de estufa, que Portugal se obrigou a reduzir no âmbito de compromissos internacionais, já para não falar dos seus efeitos na saúde, vide a informação sobre as cidades com maior poluição atmosférica https://noctula.pt/poluicao-do-ar-os-15-locais-mais-poluidos-de-portugal/ aquilo que faz sentido é que as empresas onde eles trabalham possam ser beneficiadas em sede fiscal, ao contrário de outras que recebem benefícios fiscais sem o merecerem, como por exemplo aquelas que tem benefícios fiscais por conta da aquisição de viaturas de luxo, e que ajuda a perceber porque é que há tantas viaturas de luxo em Portugal, até mesmo em concelhos pobres https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/a-riqueza-escondida-nos-concelhos-mais.html

A prova da estupidez e da prepotência com que a FCT maltrata os investigadores

“….numa recente entrevista de um investigador Francês, recente vencedor do Nobel que visitou a universidade do Minho, ele falou sobre a utilização de verbas que sobram dos projectos de investigação. Algo que releva do mais elementar bom senso, pois se um investigador não esgotou a verba de um projecto deveria poder utilizá-la, noutras experiências científicas ou no pagamento de viagens a conferências ou em qualquer outra despesa cientifica”

O pequeno extracto supra, foi retirado de um post escrito há poucos meses atrás, com um título bastante elucidativo “Sobre Ciência_A estupidez Portuguesa, a inteligência Alemã, o bom senso Francês e o princípio da confiança“, e no referido post critiquei a estupidez monumental das regras que regem a ciência em Portugal e que são nada mais do que um hino à burocracia mais rasteira e mais soez. Nesse post esqueci-me porém de mencionar que por vezes  essa estupidez se transforma em prepotência

No passado dia 30 de Dezembro, recebi um email inqualificável da Fundação para Ciência e Tecnologia-.FCT, que relativamente a um projecto que cordenei há poucos anos e onde ficou por executar um valor inferior a 600 euros, se pode ler algo que transpira prepotência por todos os lados, que ou o investigador responsável pelo projecto, transfere para a FCT o valor não executado, no prazo máximo de 20 dias úteis, ou a universidade do Minho terá de pagar na integra todo o dinheiro do projecto, no valor de dezenas de milhares de euros !!!! 

Como é evidente, a reduzida verba que foi não executada no projecto que eu coordenei, está numa conta bancária da Universidade do Minho e é preciso agora proceder internamente a uma tramitação especifica, com diversas autorizações, para que a universidade do Minho possa efectuar a sua devolução à FCT, tramitação essa que se torna ainda mais demorada no período actual de transição entre anos fiscais, sendo por isso ridículas e até afrontosas as “ameaças” da FCT,  que se não receber os tais menos de 600 euros no prazo de 20 dias irá exigir o pagamento de dezenas de milhares de euros de todo o projecto. E logo à universidade do Minho, a quem os Governos desta desgraçada República devem dezenas de milhões de euros, como foi publicamente denunciado pelo próprio Reitor, que nessa denúncia até utilizou a palavra calote.  

Resumindo e concluindo, enquanto que a França, o país que mete na cadeia, políticos Franceses que andaram a desbaratar dinheiros públicos a contratar familiares e amigos, permite que os cientistas Franceses possam gastar noutras despesas científicas as verbas que não foram executadas num determinado projecto, o que até serve de incentivo para que eles tentem poupar na gestão dos projectos, já em Portugal, de forma radicalmente oposta, exige-se aos investigadores que rapidamente devolvam qualquer sobra financeira dos projectos, ameaçando até com a cobrança do montante de todo o projecto, mas ao mesmo tempo permite-se que os políticos Portugueses gastem dezenas de milhares de euros em almoçaradas e se eles gastarem verbas públicas a contratar familiares e amigos nada lhes acontece. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/vicio-das-raspadinhas-utilizado-para.html Hoje mesmo num artigo do jornal Público, ficou-se a saber que na referida Santa Casa, uma única família, conseguiu arranjar emprego para mais de 20 familiares.  E alguns deles até recebem salários superiores ao de um professor catedrático.

Declaração de interesses – Declaro que ao longo dos últimos anos critiquei por diversas vezes a FCT, como por exemplo em 2017, quando critiquei a absoluta descriminação financeira das pequenas unidades de investigação, ou como quando em 2019, critiquei o facto dos contratos de investigadores CEEC chegarem a demorar vários meses para serem realizados, num post onde aproveitei para divulgar que uma conceituada investigadora (hoje Presidente do famoso GIMM) tinha publicamente qualificado a FCT como sendo uma instituição incompetente ou como quando em 2024 divulguei criticas da comunidade científica num post de título “Os truques e subterfúgios da FCT que infernizam a vida aos investigadores” 

Muito provavelmente este é o melhor artigo do jornal Público desta semana e deste mês

https://www.publico.pt/2025/01/06/opiniao/opiniao/podemos-obrigar-portugal-exigir-fim-genocidio-gaza-2117738

Declaração de interesses – Declaro que em Julho de 2023 elogiei um outro artigo do mesmo médico, cuja bondade, a ironia do destino, “recompensou” com uma tragédia pessoal !

PS – Sobre a referida tragédia vale a pena revisitar um post de Julho de 2022 de título Porque é que uma vida com significado é impossível sem sofrimento?

O triunfo de Newton e a tragédia de Darwin: Lições para os investigadores do séc. XXI ?

Um catedrático de uma universidade dos EUA, autor de artigos altamente citados, indexados na Scopus (um deles já recebeu mais de 5000 citações), publicou há poucos dias atrás um artigo interessante, onde defende as vantagens da adopção de uma orientação epistemológica, que denomina de,  Holistic Action Research and Design Science – HARDS. 

Nesse artigo ele tenta mostrar que foi a utilização de princípios HARDS que ajudaram a catapultar Isaac Newton para o seu sucesso (científico e económico) e ainda que foi a ausência deles que ajuda a explicar a tragédia de Charles Darwin, que no tempo da sua vida, teve pouco reconhecimento científico por conta da sua revolucionária teoria da evolução e nem sequer obteve qualquer compensação financeira por conta dela, que poderia facilmente ter obtido se tivesse seguido os referidos princípios. 

Um aspecto, que parece porém não ter sido tido em consideração no artigo referido, é que tanto Isaac Newton como Charles Darwin, viveram ambos em tempos cujos desafios mundiais, eram bastante diferentes daqueles em que vivem os investigadores no século XXI, desde logo não existiu naquelas épocas a germinação de um apocalipse climático, a que paradoxalmente e quase a raiar inconsciência absoluta a sociedade actual atribui muito pouca importância. E como se isso não bastasse, enquanto que os cientistas naquelas épocas faziam parte de uma elite, agora constituem “mão de obra” bastante barata, que neste infeliz país, nem sequer possuem a compensação de uma valorização social mínima, vide post de 9 de Agosto de 2023, de título “A deplorável lista do Expresso que elegeu os fabulosos 100 Portugueses que “marcaram e vão marcar o país e o mundo.

PS – Os supracitados Isaac Newton e Charles Darwin, foram homenageados pelos Britânicos, na Abadia de Westminster, o mesmo sucedendo a outros cientistas ilustres. Compare-se isso com aquilo que se passa no Panteão Nacional, onde existe um elevado número de políticos, vários escritores e poetas, e até uma fadista e um futebolista, mas não há porém um único cientista. Mas será possível que nunca tenha havido em Portugal alguém ligado à ciência, que merecesse fazer parte do referido grupo ou será pelo contrário, que essa ausência é a prova inequívoca do muito pouco respeito que Portugal tem pela ciência ?

Aditamento em 6 de Janeiro – Hoje no jornal Público, Arlindo Oliveira, catedrático e Presidente do INESC, enumera algumas das causas do atraso de Portugal, colocando em terceiro lugar a saída de talento para o estrangeiro. Sobre este tema crucial, recordo que em vários posts anteriores alertei para a necessidade imperiosa de estancar essa fuga de talento, nomeadamente no post de título Definição de “Outstanding Achievement” segundo o maior centro de investigação na área de ciência e engenharia dos materiais, uma coisa é certa, a saída de talento científico, também se fica a dever ao pouco respeito que os vários Governos deste país tem mostrado pelos cientistas, e que foi mencionado no texto supra.

Ranking da irrelevância científica – A minha acertada previsão sobre a instituição de ensino superior que ainda se mantém a zero

“A minha nova previsão, para 2025, é que nessa altura, depois de avaliado o período 2012-2024, tanto o Politécnico de Portalegre como o de Castelo Branco ainda continuarão a zero…”

O texto acima, diz respeito a um post de Janeiro de 2024, onde então previ algo, que hoje uma análise da base Scopus, permite confirmar, pelo menos parcialmente. A minha previsão sobre o Politécnico de Portalegre errou (vide explicação no final do post), porque aquela instituição conseguiu entretanto sair do zero, mas a minha previsão sobre o Politécnico de Castelo Branco acertou pois aquela instituição, agora denominada universidade politécnica, é a única instituição do ensino superior pública em Portugal que ainda continua a zero (e é não só possível como até altamente provável que em 2026 a mesma ainda continue a zero) no ranking das instituições que possuem mais publicações científicas (artigos, livros ou capítulos) que tenham recebido mais de 300 citações na base Scopus, ranking esse cuja actualização abaixo se reproduz. 

1 – U.Porto…………….442 publicações que receberam mais de 300 citações

2 – U.Lisboa…………..426

3 – U.Coimbra………..193

4 – U.Nova…………….191

5 – U.Minho…………..162

6 – U.Aveiro…………..131

7 – UBI…………………..43

8 – UALG……………….38

9 – UTAD……………….27

10 – UÉvora…………25

11 – IPol. Porto………23 

12 – IPol.Bragança….23

13 – UAberta………….16    

14 – ISCTE…………….16

15 – UAçores………….16

16 – UMadeira………..12

17 – IPol.Leiria………..12

18 – IPol.Viseu…………8

19 – IPol.Lisboa………..8

20 – IPol.Guarda………8

21 – IPol.Viana C………5

22 – IPol.Coimbra……..5

23 – IPol.Beja…………..4

24 – IPCA………………..3

25 – IPol.Setubal………3

26 – IPol.Santarém……2

27 – IPol.Tomar…………1  

28 – IPol.Portalegre…..1   

29 – IPol.C.Branco…….0      

É também importante frisar que faz pouco sentido haver instituições politécnicas, que juntas, produziram no total menos publicações altamente citadas do que as que foram produzidas a nível individual por alguns investigadores, como aqueles listados no ranking Stanford e que já tinham sido mencionadas aqui. Tenha-se presente que a produção total de publicações altamente citadas de todos os Politécnicos foi de apenas 6% do total nacional e metade dessa percentagem pertence aos politécnicos do Porto e de Bragança.

Já os campeões nacionais, as universidades (Lisboa e Porto) embora façam evidente boa figura a nível nacional, o que não é muito difícil, desde logo por conta da sua dimensão, deixam porém muito a desejar num contexto internacional, porque essas duas universidades, que no conjunto possuem quase o dobro de professores e investigadores existentes na universidade de Uppsala (que de acordo com o ranking Shanghai está entre as 100 melhores universidades do Planeta), produziram desde 2012, menos publicações altamente citadas do que a referida universidade Sueca. Talvez uma parte da explicação para esse subdesempenho seja aquela que foi mencionada aqui

PS – Errei na minha previsão sobre o Politécnico de Portalegre, porque não fui capaz de prever (e ninguém seria capaz de o fazer) que em 2024, o artigo mais citado daquela instituição, receberia um elevado número de citações por parte de investigadores de diversas universidades Chinesas. 

Top 10 Engineering Triumphs 2024: The Disconnect Between Engineering Innovation and Humanity’s Critical Challenges

A few days ago, the journal Engineering unveiled its list of the Top 10 Engineering Achievements that have been completed and verified to be effective in a global scope within the past 5 years:

1. CAR-T cell therapy
2. Chang’e 6
3. LEO satellite constellation
4. Flexible displays
5. High-temperature gas-cooled reactor nuclear power station
6. Smart factories
7. Autonomous vehicles
8. Surgical robots
9. The Sora video-generation artificial intelligence model
10. Ultra-large wind power generation equipment

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2095809924006544

While the list undoubtedly showcases a range of remarkable accomplishments, I couldn’t help but notice the presence of a significant gap that warrants attention. These advancements seem to fall short in addressing many of the 14 Grand Challenges for Engineering — a framework designed to confront some of humanity’s most urgent issues. 

The 14 Grand Challenges aim not only to drive technological advancements but also to cultivate a world that is more sustainable, safe, healthy, and joyful — ultimately striving to improve the planet for future generations. Why does the engineering community prioritize short-term achievements over addressing the long-term challenges facing humanity? Could it be that humanity’s future simply isn’t profitable enough?

In 2019, Oxford scientist Pierrehumbert issued a stark warning “With regard to the climate crisis, yes, it’s time to panic.” However, a year earlier, Bendell had already declared the likelihood of  “an inevitable near-term social collapse due to climate change.” How many more dire warnings must we endure before the engineering community shifts its focus from profit-driven technologies to addressing the existential challenges threatening our survival?

Contraditar o excelentíssimo hipócrita Presidente da Assembleia da República

No caderno principal do semanário Expresso, o Exmo Sr. Presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, lamentou-se do alegadamente, baixo salário dos políticos Portugueses e ainda teve o atrevimento de ir ao extremo da hipocrisia e afirmar que (salarialmente) os políticos nacionais estão a ser discriminados!!!  Sobre essa absolutamente inaudita alarvidade (leia-se descarada insanidade) afigura-se-me urgente replicar o seguinte:

1 – É rotundamente falso que os políticos Portugueses ganhem pouco. Na verdade e comparando o salário dos políticos de países, ricos, face à riqueza produzida por esses países, constata-se que os políticos Portugueses até recebem mais do que deviam receber. Vide email, que há alguns anos enviei a uma jornalista (pouco rigorosa) do Expresso e que posteriormente reproduzi num post aqui. Faço notar que essa comparação de rácios é até muito generosa para os políticos Portugueses, porque uma comparação realmente rigorosa, teria que lhes descontar do salário, todo o gigantesco prejuízo que eles causam a este país, seja directamente, por políticas altamente danosas, como a tal negociata da “justiça” arbitral, onde os contribuintes pagam centenas de milhões de euros por conta de contratos absolutamente inacreditáveis, seja indirectamente pela produção da legislação que legalizou a corrupção, a mesma que há muito vai empobrecendo este país, (quem afirmou tal, preto no branco, foi a famosa e corajosa Procuradora, agora Jubilada, Maria José Morgado https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/42-anos-no-combate-ao-crime-e.html

2 – Acresce ainda, que ao contrário do que sucede em países civilizados, onde a actividade política não se resume somente a um compasso de espera para cargos mais bem pagos, no nosso país, os políticos depois de abandonarem essa actividade, costumam passar a ganhar bastante mais, como Administradores de empresas públicas (ou do Banco de Portugal onde recebem o triplo do que recebe um catedrático), vide o artigo que a revista Sábado fez a esse respeito, vide também as inacreditáveis escutas, onde a Polícia Judiciária conseguiu ouvir um certo “senhor” a confessar que era uma puta e que nessa qualidade não se importava de ser presidente de uma empresa pública.  E isto já para nem falar dos percursos de quase 800 políticos (bem pagos) mencionados num estudo de um conhecido catedrático, estudo esse que resume bem o vergonhoso legado, de 50 anos desta coisa, que alguns espertalhaços parasitas e apenas porque lhes dá bastante jeito, apelidam de “democracia”. Recordo que um Português, catedrático numa universidade dos EUA, afirmou que no nosso país vigora uma cleptocracia, já eu entendo que é mais rigoroso chamar-lhe corruptocracia.  

3 – Quem efetivamente tem razões de sobra, para se queixar de perda de poder de compra, na função pública são precisamente os professores e investigadores do ensino superior, vide a este respeito a petição do Snesup ou o esclarecedor post de título “Até quando aguentarão os catedráticos este permanente enxovalho público ?”. E há uma diferença absolutamente abissal entre os políticos Portugueses e os professores e investigadores, é que no estrangeiro não há ninguém minimamente interessado em contratar os primeiros, pois há por lá excesso deles e até de qualidade muito superior, ao contrário do que sucede com muitos professores e investigadores Portugueses, que lá fora conseguirão um salário de valor muito superior aquele que recebem em Portugal e isso mesmo sem irem trabalhar para uma instituição como o Instituto Federal de Tecnologia ETHZ, onde há poucos anos atrás, um professor-auxiliar podia chegar a ganhar quase 15.000 euros/mês https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html