O sismo na Turquia e o perigo eminente dos pilares dos edifícios Portugueses

Agora que no rescaldo da tragédia que se abateu na Turquia, em que infelizmente alguns órgãos de informação Portugueses, parecem muito menos preocupados com a situação daquele país e mais com a necessidade de cavalgarem o mediatismo da referida tragédia e assim aumentarem o seu share televisivo e os seus lucros, é absolutamente lamentável que hoje na parte da manhã, no programa “Casa Feliz”, a SIC tenha permitido que um médico de nome Viriato Ferreira, cuja especialidade é a saúde mental e não a Engenharia Civil, pudesse ter afirmado, para aquelas várias centenas de milhares de Portugueses, que usualmente assistem a esse programa, que eles deviam estar muito preocupados, no contexto de um futuro sismo de elevada intensidade que venha a ocorrer em Portugal, já que ele terá ouvido dizer que, em Portugal há muitos edifícios, cujos pilares tem entulho em vez de cimento. 

Trata-se de uma afirmação absolutamente especulativa, gratuitamente alarmista, rotundamente falsa (leia-se, violadora do dever do rigor a que está obrigado aquele órgão de informação), e até mesmo difamatória, não só da industria da construção, mas principalmente do profissionalismo daqueles milhares de engenheiros civis, que neste país, projetaram e ou fiscalizaram estruturas de edifícios de betão armado. As afirmações do referido médico são ainda particularmente graves, porque podem comprometer as metas de reciclagem de resíduos, a que está obrigada a indústria da construção, já que forma leviana (leia-se ignorante) fazem passar a imagem errónea que a reciclagem de resíduos em estruturas de betão, não obedece a elevados padrões de segurança regulamentar (leia-se da necessária resistência mecânica e durabilidade) e constituem por conseguinte um perigo eminente. Porém e em bom rigor, a probabilidade de alguém morrer em Portugal, durante a ocorrência de um sismo futuro, por conta de viver num edifício construído com os tais putativos pilares, onde utilizaram entulho em vez de cimento, é muitíssimo inferior à probabilidade dessa pessoa morrer vitima de negligência médica

PS – Por uma estranha e lamentável coincidência, o Expresso, que pertence à mesma empresa a que também pertence a SIC, convidou recentemente alguém da área da engenharia mecânica (e não como seria suposto da área da Engenharia Civil) para falar do futuro do cimento.

A scientometric support tool to help grant reviewers

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html

Still following a previous post (link above) about a presentation by Vladlen Koltun, Distinguished Scientist at Apple, (formerly Chief scientist at Intel and prior to that was Professor at Stanford University) check the paper recently published in Plos One, which analyzes a scientometric support tool used in Hungary since 2020, to help grant reviewers:

“Comparing the scientific output of different researchers applying for a grant is a tedious work. In Hungary, to help reviewers to rapidly rank the scientific productivity of a researcher, a grant decision support tool was established and is available at http://www.scientometrics.org. In the present study, our goal was to assess the impact of this decision support tool on grant review procedures https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0280480

Uma importante e valiosa ferramenta de apoio à decisão para ajudar os avaliadores de projectos de investigação

Ainda na sequência do post anterior, onde se comentou a inusitada tentativa Portuguesa (leia-se uma experiência falhada) de tentar avaliar unidades de investigação, sem qualquer recurso a métricas, e que muito ironicamente acabou por resultar numa avaliação, em que os avaliadores, desprezando o que dizia o regulamento, se socorreram das métricas que eram mencionadas nos relatórios de auto-avaliação, é pertinente divulgar o facto de há poucas semanas atrás ter sido publicado um artigo na revista Plos One, o qual analisa uma ferramenta de apoio à decisão, baseada em métricas, que desde 2020, é utilizada na Hungria, para ajudar os avaliadores de projectos de investigação https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0280480

Sobre métricas também é importante recordar a posição de uma catedrática da universidade de Oxford, posição essa que eu já tinha divulgado num post anterior, o qual terminava com uma questão que novamente reproduzo: 

“Será que é do melhor interesse da ciência Portuguesa e de Portugal, arriscar perder esses jovens investigadores, gastando importantes verbas públicas, somente para que os avaliadores internacionais, possam corroborar in loco, uma irrelevância científica, que as métricas já demonstram de forma bastante clara ?” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/professora-de-oxford-critica-o-custo-da.html

Presidente da comissão de avaliação do ensino superior vaticina a fusão e até mesmo o fecho de instituições

O conhecido catedrático jubilado Alberto Amaral, doutorado pela prestigiada universidade de Cambridge, que foi Reitor da Universidade do Porto, e posteriormente Presidente da A3ES, mandato durante o qual deu uma grande ajuda ao nosso país, no respeitante a livrar-se de muito do lixo “superior” (leia-se cursos “superiores” da treta leccionados em instituições da treta, criadas durante o Cavaquismo) vem hoje na sua qualidade de Presidente da recém criada comissão de avaliação do ensino superior, alertar para a inevitável redução do número de candidatos ao ensino superior, que ocorrerá ao longo da próxima década:

Entre 2020 e 2035, haverá uma quebra na zona norte de 26% dos jovens entre os 18 e os 29 anos…os estudantes estrangeiros não serão suficientes para colmatar esta diminuição” https://www.publico.pt/2023/02/02/sociedade/noticia/reducao-jovens-levar-fim-fusao-instituicoes-ensino-superior-2037318  

Além de aventar a hipótese de fecho de algumas instituições e fusão de outras, como por exemplo dos Politécnicos, de Portalegre, Beja e da universidade de Évora, o referido catedrático jubilado Alberto Amaral, lembra que na Austrália, país que teve de lidar com um fenómeno similar, o Governo Australiano, recusou financiar as instituições que tivessem menos de 2000 alunos, como forma de as forçar as fundirem-se entre si. No artigo do jornal Público pode ler-se que a par da referida diminuição, haverá porém um aumento de jovens, no Algarve e na zona de Lisboa. 

A lógica subjacente, e que me parece inatacável, é que haja lugar a uma concentração de recursos para evitar desperdícios. Sucede porém que neste tema particular eu tenho ideias radicalmente diferentes das do referido catedrático. É verdade que eu também defendo extinções e fusões de instituições de ensino superior, porém não no Interior de Portugal, mas relativamente aquelas que se localizam na esbelta faixa Litoral.

Quanto a fusões, a primeira e a mais urgente delas todas, será a fusão da universidade Nova com a universidade de Lisboa https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/12/fusao-da-universidade-nova-com.html Seguidamente devem extinguir-se os Politécnicos do Porto e de Lisboa, porque o ensino superior politécnico, no século XXI, faz sentido, principalmente num contexto de desenvolvimento regional. Assim, o primeiro será integrado na universidade do Porto e o segundo na universidade que resultar da fusão das duas supracitadas. 

Quanto aos argumentos a utilizar pelo Governo Português, para forçar essa mudança e ao contrário do argumento relativo a um número mínimo de alunos, que foi utilizado pelo Governo Australiano, deve priorizar-se o argumento do prestigio da deslocalização. Isto é, o Tribunal Constitucional recusou sair de Lisboa porque qualquer localização fora de Lisboa era desprestigiante, então o Governo deve declarar  que as instituições de ensino superior público, que usufruem do privilégio de uma localização prestigiada, deixarão de contar com qualquer financiamento público.

Isso permitirá poupar várias centenas de milhões de euros, que serão muito úteis a financiar as instituições localizadas em lugares desprestigiantes e bem assim também a financiar lugares de investigação nessas instituições, que eu já tinha sugerido aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/universidades-e-politecnicos.html Mas note-se que o deve fazer também por uma razão científica, porque priorizar o financiamento de instituições localizadas fora de Lisboa, é criar condições para aumentar o aparecimento de Portugueses excepcionais, pois é sabido, que 16 dos 18 “moradores” do Panteão Nacional, nasceram todos fora de Lisboa. 

PS – É importante recordar que o catedrático jubilado Alberto Amaral, é o mesmo que há poucos anos “trucidou” aqueles como a Reitora da Universidade Católica que são incapazes de distinguir um ranking rigoroso de um ranking da treta https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/presidente-da-a3es-explica-pela-segunda.html E também o mesmo que muito antes disso, teve a coragem de “malhar” nos cursos de Direito, quando escreveu que as unidades de investigação dessa área científica, ao contrário de outras, não estavam habituadas a ser avaliadas https://www.docdroid.net/Yp8Y6wl/presidente-a3es.pdf  O certo é, que só depois disso é que os cursos de Direito mudaram de vida, e agora até já há dois deles (da Universidade do Minho e da Universidade do Porto) que conseguem produzir o suficiente para aparecerem no conhecido ranking Shanghai por áreas  https://www.docdroid.net/KCxBxFl/2022-portugal-no-ranking-shanghai-pdf

As áreas científicas tecnológicas mais competitivas de Portugal

Na sequência de um post anterior, onde se sugeriu comparar o desempenho científico de Portugal e da Alemanha, como forma de avaliar, de forma bastante expedita, a competitividade da Ciência Portuguesa, listam-se abaixo as áreas científicas tecnológicas, de instituições de ensino superior Portuguesas, com o melhor desempenho no ranking Shanghai de 2022, quando comparadas com as suas congéneres Alemãs, em termos do número de instituições melhores classificadas no Top 5 Luso-Germânico: 

Civil Engineering……………….Portugal (4)       Alemanha (1)

Food Science……………………..Portugal (3)       Alemanha (2)

Chemical Engineering…………Portugal (2)       Alemanha (3)

Instruments sciences…………..Portugal (2)       Alemanha (3)

Transportantion science……… Portugal (1)       Alemanha (4)

Elect. Engineering……………….Portugal (1)       Alemanha (4)

Water resources………………… Portugal (1)       Alemanha (4)

Ocean Engineering……………..Portugal (1)       Alemanha (0)

Envir. science & Eng…………..Portugal (1)       Alemanha (4)

PS – Atento o resultado supra, menos ainda se entende, a não ser por pura incompetência ou mesmo por rematada ignorância, que entre os 13 académicos, que foram escolhidos para integrar o Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação-CNCTI, não haja um único, da área científica de Engenharia Civil !!!!  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html

No grupo dos 10 países europeus com maior consumo de energia hidroelétrica Portugal é o único (desgraçado) que não consegue reduzir as emissões de carbono

Na sequência de um post anterior sobre emissões de carbono com o estranho título de “O diabo ou o judeu__Qual terá razão sobre as alterações climáticas?”, onde se confrontam Bendell versus Harari, é pertinente divulgar o facto de um estudo muito recente, de título, “Does hydropower energy help to reduce CO2 emissions in European Union countries?” que incide sobre um período de quase 30 anos (1991-2019) publicado na revista Environmental Development, mostrar que no grupo dos 10 países europeus com maior consumo de energia hidroeléctrica (Noruega, Suécia, França, Itália, Áustria, Suíça, Espanha, Alemanha, Finlândia e Portugal) o nosso país é o único que desgraçadamente não consegue reduzir as emissões de dióxido de carbono. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2211464522000963?via%3Dihub

PS – No contexto supra revisite-se o nada optimista post de 29 de Janeiro de 2022, com o título “O último suspiro desesperado de um sistema moribundo” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/artigo-o-ultimo-suspiro-desesperado-de.html

Dizem que o exemplo vem de cima, mas é mentira, pelo menos nalgum ensino superior

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/01/2022-producao-cientifica-indexada-por.html

Sobre o tal ranking da produção cientifica das instituições de ensino superior no último ano, que foi divulgado no post acessível no link acima, apresenta-se abaixo, a produção científica indexada dos Presidentes e também dos Directores das várias escolas dos três politécnicos, do fundo da referida tabela, os Politécnicos de Santarém, de Castelo Branco e de Tomar. Não obviamente a sua produçáo científica durante o ano de 2022, porque esses dirigentes andam ocupadíssimos na difícil tarefa de dirigir e portanto não tem tempo algum para qualquer tipo de investigação, mas sim a média da sua produção anual ao longo da última década, um período de tempo suficiente para terem qualquer coisinha para mostrar. 

Os resultados, apresentados no final deste post, mostram que Politécnicos de Santarém e de Tomar tem presidentes com uma produção científica superior à média da sua instituição, o que porém não acontece com o Presidente do Politécnico de Castelo Branco. Quantos à produção científica dos Directores das Escolas das três instituições, o panorama é na sua esmagadora maioria, péssimo. No Politécnico de Tomar há dois Directores com uma produção risivel, esse número sobe para três no Politécnico de Santarém e o Politécnico de Castelo Branco tem quatro Directores, cuja produção científica consegue ser inferior à baixa produção dessa instituição, o que em boa verdade, já lhes deveria ter garantido o despedimento com justa causa, vide proposta feita nesse sentido, na parte final do meu post anterior, “…despedimento…também de todos os professores-coordenadores com um h-index inferior a 5) por violação grave do dever de investigar….” pois o dinheiro que os contribuintes desperdiçam com o seu imerecido salário, seria muito melhor empregue a contratar jovens investigadores de elevado potencial, a que infelizmente não resta outro caminho senão o da emigração, como sucedeu aquela jovem investigadora da Universidade de Coimbra, que há dois anos teve de sair de Portugal e que desde essa altura trabalha como Pós-Doc na universidade de Gotemburgo a ganhar o mesmo que ganha um catedrático em Portugal.

Declaração de interesses: Declaro que há alguns meses atrás critiquei a possibilidade de se andarem a pagar suplementos remuneratórios a dirigentes incompetentes, de instituições de ensino superior. Vide post de título “A mamata indecente dos suplementos remuneratórios no ensino superior” 

Politécnico de Santarém

Presidente………………………………………………..3.2 publicações/ano

Director da Escola Agrária…………………………0.1

Director da Escola de Desporto…………………..2.1

Director da Escola de Educação………………….0.0

Director da Escola de Gestão e Tecnologia…..0.1

Director da Escola de Saúde……………………….0.8

Politécnico de Castelo Branco

Presidente………………………………………………..0.5 publicações/ano

Director da Escola Agrária…………………………0.1

Director da Escola de Artes………………………..0.0

Director da Escola de Educação………………….1.4

Director da Escola de Gestão……………………..0.0

Director da Escola de Tecnologia………………..3.6

Director da Escola de Saúde……………………….0.3

Politécnico de Tomar

Presidente………………………………………………….2.3 publicações/ano

Director da Escola de Gestão de Tomar…………1.9

Director da Escola de Tecnologia de Tomar……0.4

Director da Escola de Tecnologia de Abrantes..0.0

Medicina na Universidade Fernando Pessoa? A sério?

Sr. Provedor do jornal Público,

na qualidade de leitor e assinante do Público, sou a enviar-lhe a presente queixa sobre o conteúdo de um artigo hoje publicado, de título supra, da autoria do João Miguel Tavares. https://www.publico.pt/2023/01/26/opiniao/opiniao/medicina-universidade-fernando-pessoa-serio-2036408

Antes de o fazer devo porém declarar que aprecio o referido comentador e mais do que uma vez fiz menção disso mesmo, como por exemplo aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/307000-euros-de-dinheiros-publicos-por.html

Hoje porém o João Miguel Tavares merece critica, pois estranhamente esqueceu-se de referir que é casado com uma médica, e é sabido que todos os médicos deste país odeiam, por razões meramente financeiras, ouvir falar de novos cursos de medicina. Todos os médicos não, pois felizmente há uma honrosa excepção, de nome José da Ponte, o primeiro director do curso de medicina da universidade do Algarve e que não se coibiu de apelidar os médicos de mafiosos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-medico-que-chama-mafiosa-classe-medica.html

​Será honesto e rigoroso da parte do ​ João Miguel Tavares, limitar-se a referir que o Hospital de Gaia nada tem a ver com a candidatura, levando os leitores a crer que houve má fé ou até crime na candidatura do curso de medicina, quando na verdade isso só sucede porque a nova Administração do referido hospital resolveu enviar para o lixo o acordo feito pela anterior Administração ? 

E porque é que o mesmo João Miguel Tavares que deixou no ar, de forma leviana, a suspeita de ter havido irregularidades na aprovação desse curso, não se preocupa com a verdadeira história da tal Administração que voltou com a palavra atrás ?

E nem vale a pena comentar a hipocrisia de um justiceiro que parece que só descobre defeitos na classe politica, mas que nunca ninguém o viu a dedicar a mesma justiça à classe a que pertence a sua mulher.  A tal classe que é frequentemente noticia por péssimas razões, razões essas muito piores do que aquelas que levaram o Reitor da universidade Fernando Pessoa a tribunal  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/a-mafia-da-medicina.html

PS – E que dizer dos médicos que gostavam de tornar crime a indignação dos doentes ? Será que já não lhes basta matarem doentes por negligência e serem condenados a uma suave pena suspensa ?

ChatGPT-3___The Value of Life for an Elderly Person in a Coma

Concerning the artificial intelligence model, ChatGPT-3, publicly introduced at the close of 2022 and quickly amassing over 1 million users within just 5 days, CEO Sam Altman recently refuted claims regarding an image purportedly depicting a substantial disparity between the current model’s capabilities and its future successor, ChatGPT-4 https://www.theverge.com/23560328/openai-gpt-4-rumor-release-date-sam -altman-interview

The extent to which the upcoming version will surpass its predecessor seems inconsequential and even diverting attention from the potential of ChatGPT-3. In this context, it is crucial to consider a report released by Elsevier in 2022, Research Futures 2.0, revealing a shift in preferences within massive open online courses (MOOCs). Prior to the Covid-19 pandemic, the Computing course was the most sought after, but post-pandemic, a course on Personal Development claimed the top spot.

This shift aligns with my observations from November 19, 2019, months before the first Covid-19 cases emerged. ChatGPT-3 can cater to this evolving demand. However, of greater significance are its potential applications, particularly as a mental health therapist. Interestingly, a survey involving over 12,000 respondents from various countries revealed a preference for robot therapists over human psychotherapists. https://workplaceinsight.net/people-with-mental-health-would-prefer-a-robot-therapist-to-a -human/

P.S. Below, I reproduce a question posed to ChatGPT-3 today, along with its response:

My question: In the context of severe energy limitations, where the choice is between two hypotheses, which should one choose?

The hypotheses are as follows:

First hypothesis: Use the energy to power a life support machine, maintaining an elderly person in a comatose state for 1 year, with certainty that they will never wake up again.

Second hypothesis: Use the energy to power an AI algorithm, capable of providing advice to millions of individuals with mental health problems, thereby preventing the suicide of thousands.

ChatGPT-3 answer“This is a difficult and complex decision, as both options have their advantages and disadvantages… My suggestion would be to consider the following questions:

– What is the desire of the person in a coma or their family regarding the use of life support?

– What is the probability of success of the AI algorithm in preventing suicide?

– Is there another way to solve each problem?

– What is the ethical importance of prolonging the life of a person who will never wake up again?

It’s important to remember that there is no right or wrong answer in this situation, and it’s important to consider all factors before making a decision. Additionally, if it’s a decision that could affect many people, it would be important to discuss this choice with experts and others who may have a different perspective.”

Previsões irrealistas, curiosas preferências e a análise pelo ChatGPT-3 do valor da vida de uma pessoa idosa em coma

Sobre o modelo de inteligência artificial, ChatGPT-3, que foi tornado público no final de 2022 e que em apenas 5 dias ultrapassou 1 milhão de utilizadores, acaba de saber-se que o CEO Sam Altman desmentiu rumores irrealistas, vertidas numa imagem muito mediatizada, que representa uma diferença absolutamente colossal, entre as já elevadas capacidades do actual modelo e o seu futuro sucessor ChatGPT-4 https://www.theverge.com/23560328/openai-gpt-4-rumor-release-date-sam-altman-interview

Até que ponto é que a nova versãodo ChatGP-3, será mais poderosa do que aquela que foi tornada pública no final do mês de Novembro parece ser muito pouco importante e até uma distracção face às potencialidades do ChatGPT-3. Neste contexto, entendo importante relembrar um relatório divulgado pela Elsevier em 2022, Research Futures 2.0, que deu conta que antes da pandemia do Covid-19 o curso de Computação era o mais procurado nos MOOCs (cursos on-line abertos massivos), porém depois da pandemia o curso mais procurado  passou a ser sobre Desenvolvimento Pessoal

Esse facto não é totalmente inesperado face aquilo que escrevi em 19 de Novembro de 2019, alguns meses antes de Março de 2020, quando foram detectados os primeiros casos de Covid-19 em Portugal. E o ChatGPT-3 poderá contribuir para essa procura. Mas muito mais importante porém, são as potencialidades do ChatGPT-3 (e principalmente dos seus futuros sucessores) para actuar como terapeuta de saúde mental https://www.jmir.org/2019/5/e13216/ e curiosamente um inquérito envolvendo mais de 12000 pessoas, de vários países, revelou que há mais pessoas a preferirem robots psicoterapeutas do que psicoterapeutas humanos https://workplaceinsight.net/people-with-mental-health-would-prefer-a-robot-therapist-to-a-human/

PS – Reproduzo abaixo uma questão que hoje coloquei ao algoritmo ChatGPT-3 e bem assim a respectiva resposta:

A minha questão: Se eu tiver limitações de energia e só puder escolher uma opção entre duas hipóteses, qual devo escolher? As hipóteses são as seguintes: 

– Primeira hipótese, usar essa energia para alimentar uma máquina de suporte de vida, que manterá uma pessoa muito idosa em estado comatoso por 1 ano, com a certeza de que ela nunca mais acordará

– Segunda hipótese, usar essa energia para alimentar um algoritmo de IA, que será capaz de aconselhar milhões de pessoas com problemas de saúde mental, o que evitará o suicídio de alguns milhares.

Resposta do ChatGPT-3: “Essa é uma decisão difícil e complexa, pois ambas as opções têm suas vantagens e desvantagens…Minha sugestão seria considerar as seguintes questões:

  • Qual é o desejo da pessoa em estado comatoso ou de sua família sobre o uso do suporte de vida?
  • Qual é a probabilidade de sucesso do algoritmo IA em evitar suicídios?
  • Existe outra maneira de resolver cada problema?
  • Qual é a importância ética de prolongar a vida de uma pessoa que nunca mais acordará?

É importante lembrar que não há uma resposta certa ou errada nessa situação, e é importante considerar todos os fatores antes de tomar uma decisão. Além disso, caso seja uma decisão que possa afetar muitas pessoas, seria importante discutir essa escolha com especialistas e outras pessoas que possam ter uma visão diferente”