Adesso, d´Espagnat, and the amazing achievement of the experts from Ludwig Maximilian University

A paper recently published in Nature reports that experts from Ludwig Maximilian University successfully connected single atoms located 33 kilometers apart through quantum entanglement. https://www.nature.com/articles/s41586-022-04764-4

While my expertise lies in civil engineering rather than the field of physics that explains quantum entanglement, I do recall emailing theoretical physicist Gerardo Adesso, a Professor at The University of Nottingham, back on September 1, 2015. I asked him for a comment on the intriguing definition of quantum physics as “infinite love,” coined by French theoretical physicist Bernard d’Espagnat. I also inquired about Adesso’s publication, The Social Aspects of Quantum Entanglement, in which he compared quantum entanglement to “passion at a distance.”

“…Entanglement thus manifests as a somehow puzzling correlationbetween parties who once came into contact, and mantain their contact even miles away. This has been experimentally demonstrated with individual atoms or light beams: but how can it fit in our everyday experience of life? The closest feeling which comes into my mind is love. Think of a mother and a child, or two lovers who shared an intense emotion, and are now living at the opposite sides of the world. They feel each other, perceive the happiness or the sadness of the distant partner, and are influenced by this”

A mamata indecente dos suplementos remuneratórios no ensino superior

Ainda relativamente à polémica (leia-se regabofe) levantada pelo Tribunal de Contas, sobre os pagamentos de suplementos remuneratórios aqueles muitos (até demais) que no ensino superior exercem cargos de gestão, convém não esquecer que no que respeita a esses cargos, já basta o bizarro beneficio dos seus titulares, poderem ser automaticamente classificados como Excelentes, em termos de avaliação de desempenho, somente pelo facto de desempenharem um cargo (a que ironicamente e não raras vezes ascenderam unicamente por conta do Princípio de Peter), mesmo que o desempenho nesse cargo seja notoriamente medíocre. Leia-se a esse respeito um artigo corajoso e bastante contundente de um não menos corajoso catedrático da universidade do Porto.

Numa altura em que por notória falta de verbas na Academia, onde há concursos (quer ao nível de projectos quer ao nível de recrutamento de investigadores) em que há mais de 90% de rejeição de candidaturas, é absurdo (e até escandaloso porque ao arrepio do de qualquer sentido de prioridade) que os titulares dos cargos de gestão andem a receber tais suplementos, muitas vezes para produzirem zero ou até para destruírem valor. Seria cómico se não fosse trágico, que ao mesmo tempo que por falta de verbas há jovens investigadores competentes que são obrigados a emigrar, como por exemplo esta investigadora, se ande a pagar suplementos a incompetentes.

Em alternativa e numa perspectiva de minimização do desperdício de verbas públicas, seria preferível que o tempo passado em cargos de gestão, fosse majorado em 50% (ou até mesmo 100%) para efeitos do cálculo do inicio da aposentação. Já o pagamento de suplementos em dinheiro, seria admitido somente para os directores excelentes de excelentes unidades de investigação (com resultados comprovadamente extraordinários) e sairiam de uma percentagem dos projectos internacionais ganhos por essas unidades de investigação e nunca de verbas do Orçamento de Estado.

Declaração de interesses – Declaro que em posts anteriores produzi declarações que mostram o meu cepticismo (e até indignação e mesmo repúdio) pelo desempenho dos gestores públicos, como por exemplo em 2019 ou em Dezembro de 2020, ou até muito mais recentemente no mês passado aqui.

PS – Sobre remunerações no ensino superior vale a pena também recordar isto https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/catedratico-defende-subida-do-salario.html

Expresso divulga as fortunas ganhas pelos “árbitros” dos tribunais arbitrais

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/o-escandalo-milionario-na-justica.html

Em Outubro de 2021 o semanário Expresso divulgou pormenores (verdadeiramente escandalosos), sobre a justiça arbitral, que divulguei no post, acessível no link acima, que teve um inusitado número de quase 30.000 visualizações

Ontem o Expresso voltou ao mesmo tema e divulgou na secção de Economia, detalhes sobre os honorários dos árbitros desses tribunais, onde há alguns que ganham 20.000 euros (ou mais) por cada Acórdão, e numa amostra de 1000 sentenças se tenha constatado que um único árbitro tratou de 238 processos. Admitindo que nem todos os Acórdãos valem honorários de 20.000 euros e que alguns terão valor inferior, então mesmo partindo de um valor médio de 10.000 euros por Acórdão isso significa que em tese o referido árbitro embolsou mais de 2 milhões de euros. 

Infelizmente é impossível saber o nome dos novos (árbitros) milionários, porque os nossos queridos políticos trataram de classificar como matéria secreta as decisões dos tribunais abritrais, mesmo quando digam respeito a casos que envolvam o Estado. Isto é, em que o dinheiro sai do bolso dos contribuintes. Esse secretismo porém só agrava o manto de suspeição sobre a dita (milionária) justiça arbitral. 

Expresso denuncia omissão escandalosa do Governo que favorece os Colégios que inflacionam notas

Nos últimos anos os Colégios privados eram obrigados a reportar ao Ministério de Educação as notas atribuídas aos seus alunos e por conta dessa obrigação foi possível saber que havia Colégios onde havia um autêntico regabofe de classificações de 19 e até mesmo de 20 valores

Porém informa o Expresso ontem publicado, logo na principal noticia da capa, que o Ministério da Educação de forma incompreensível deixou de exigir essa informação ! Espantosamente e de forma bastante hipócrita, o Director Geral das Estatísticas da Educação, (licenciado em Sociologia por uma instituição onde os socialistas são donos e senhores) confirmou ao Expresso que a partir de agora já não será possível verificar quais são os colégios privados que andam a inflacionar as notas e diz esperar que os colégios ajam de forma honesta e não inflacionem as notas.  Ou seja, se antes havia inflação descarada de notas, mesmo com essa obrigação de reporte, imagine-se agora o regabofe que se irá seguir se não há essa obrigação, simplesmente porque que quem devia fiscalizar demitiu-se de o fazer. Faz por isso todo o sentido perguntar:

1- Quantos políticos do PS e do PSD é que neste momento tem os seus filhos em Colégios que inflacionam notas e que vão beneficiar dessa inflação no ingresso do curso de medicina? 

2- Quantos desgraçados filhos de famílias pobres, foram no passado e vão no futuro continuar a ser ultrapassados no acesso ao curso de medicina por filhos de políticos, que frequentaram ou frequentam colégios que inflacionam notas ?

3- Porque é que será que nos EUA há pesadas penas de prisão efectiva (30 meses de cadeia) para quem recorre a práticas viciosas no acesso ao ensino superior e em Portugal (por cortesia dos catedráticos de Direito Penal) tais práticas nem sequer são tipificadas como crime ?

Políticos bondosos (quase santos) que foram vítimas inocentes de pessoas más

A imprensa revela esta semana novos desenvolvimentos sobre o caso de uma Vice-Presidente da Câmara socialista de Idanha-a-Nova, que tinha sido comentado num post anterior. A juíza do tribunal de Idanha-a-Nova, que julgou o crime de burla fiscal que o MP imputou à referida Vice-Presidente (e ao seu filhinho), decidiu absolvê-la, com base no principio “in dubio pro reu” porque na sua opinião não foi possível determinar com 100% de certeza quem foi a pessoa que falsificou as listas enviadas à segurança social, listas essas onde gentinha sem principios, colocou nomes e números de contribuintes de alegados utentes de uma associação presidida pela referida Vice-Presidente da Câmara (e pelo seu filhinho), para dessa forma aumentarem o valor do cheque pago pela Segurança Social. https://www.reconquista.pt/articles/uma-questao-de-justica-crime-sem-castigo-no-caso-mascal

Moral da história, durante vários anos a Segurança Social utilizou dinheiro dos contribuintes deste país para pagar despesas ilegais com base em documentos falsificados. A justiça chamada a pronunciar-se diz que não sabe quem é o culpado pelo crime, pelo que absolve assim aqueles que objectivamente seriam os principais beneficiários desse crime. Assim sendo, ninguém se pode admirar que de futuro, qualquer empresa que reporte às finanças dados falsificados, para dessa forma não pagar impostos, que a justiça decida absolver o dono dessa empresa, porque também não é possivel apurar se foi efectivamente o dono da empresa que deu a ordem ou se a culpa foi somente do contabilista. Neste contexto convém ter presente que ainda hoje o santo Ricardo Salgado (que no seu currículo conta com um elevado número de presenças em missas, o que já lhe garantiu um lugar no Cêu) ainda continua a alegar em sua defesa, que o buraco do BES/GES tem como único responsável um (maquiavélico) contabilista https://expresso.pt/economia/afinal-a-culpa-foi-do-contabilista=f871509

Why can´t Academia earn billions while fighting corporate unethical science ?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html

Building on the earlier discussion highlighting a potentially controversial proposal (link above), recent research advancements in the corporate sector underscore that the proposal isn’t as contentious as initially perceived. Acknowledging the hurdles that academia encounters in keeping pace with the rapid developments in the corporate realm, it becomes progressively sensible for academia to intensify its endeavors in scrutinizing corporate research activities. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

Additionally, please explore an intriguing article penned by Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, which was published in The Atlantic. I have included a relevant excerpt from the article below: “…artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable. In a 2020 essay titled “The Supply of Disinformation Will Soon Be Infinite,” Renée DiResta, the research manager at the Stanford Internet Observatory, explained that spreading falsehoods…will quickly become inconceivably easy” https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/

Porque será que a Academia não pode facturar biliões a supervisionar a ciência produzida pelo sector empresarial ?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html

Na sequência do post acima, onde se comentou uma proposta polémica, que na verdade não é assim tão polémica face aos ultimos desenvolvimentos da investigação levada a cabo no sector empresarial, que dramaticamente a Academia já não consegue acompanhar, faria todo o sentido que a mesma Academia conseguisse aprender alguma coisa com o sector empresarial, vide recente artigo no link abaixo, e comecasse não só a apostar mais energias no segmento da auditoria científica de actividades de investigação empresarial, como também a cogitar como é que é possível extrair valor (biliões mesmo) desse valioso segmento. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

Embora lateralmente, mas ainda assim relacionado com o tema supra, atente-se na visão do futuro que se aproxima, mencionada num recente artigo de um Professor da Universidade de Nova Iorque: “…artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable” https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/

Excessive funding of star scientists harms research impact

See below an extract of a paper published yesterday in the journal Scientometrics:

“…results show that, first, there is a relatively smooth inverted U-shaped relationship between government research funding for scholars and the quality of their publications. An initial increase in government research funding positively drives the quality of public knowledge production, but the effect turns negative when research funding is excessivehttps://link.springer.com/article/10.1007/s11192-022-04448-w#Sec28

A scientist who became a litigation professional because of the denials he received from the Intellectual Property Offices

After having (successfully) resorted to Australian justice to overcome the resistance of that country’s IPO, which refused to grant patent rights to inventions generated by an artificial intelligence algorithm, scientist Stephen Thaler intends to do the same in the USA, a country whose IPO has also refused such attribution. https://news.bloomberglaw.com/ip-law/inventor-robots-deserve-patent-rights-federal-circuit-to-hear 

It seems clear, at least to me, that an algorithm with inventing skills but that has learned to do so with substantial human input, that the invention rights belong to its human creator, but it is difficult to extend this reasoning to algorithms that teach themselves “an algorithm based solely on reinforcement learning, without human data, guidance or domain knowledge”

Porque é que uma vida com significado é impossível sem sofrimento?

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/uma-vida-com-significado-e-uma-nova.html

Ainda sobre o tal artigo publicado na Scientific American, que foi mencionado no post acima, atente-se numa definição bastante mais problemática, do que é uma vida com significado, que foi referida num post publicado há poucos dias atrás, e onde se comentou um recente livro de um catedrático de Psicologia das universidades de Toronto e de Yale, sobre como é que o sofrimento (escolhido e não aquele aleatório usualmente associado a doenças graves) é essencial para uma vida com significado https://bigthink.com/the-well/paul-bloom-meaning-suffering/

Em 2015, o conhecido realizador Terrence Malick, “deu à luz” um filme interessante de nome “Cavaleiro de Copas”, cujo protagonista principal foi o não menos conhecido actor Christian Bale (contracenando com a Cate Blanchett e a Natalie Portman) que procura um sentido para a sua existência. Numa cena do referido filme, outro conhecido (e nada jovem) actor Alemão (que nasceu em território que hoje pertence à Rússia), de nome Armin Mueller-Stahl, explica ao Christian Bale que há uma outra forma, menos “racional” de entender o sofrimento e que é inclusive mais abrangente não excluindo, como acima, aquele de natureza aleatória: “suffer binds you to something higher than yourself…it takes you from the world to find what lies beyond it”