O semanário Expresso e a a famosa hipótese que correlaciona ar poluído e maior tendência para votar em políticos com cadastro

Uma das matérias fortes, do 1º caderno do Expresso de hoje, que ocupa quase duas páginas daquele semanário, é sobre as quase 8000 pessoas que beneficiaram de apoios de um programa governamental, para irem viver no Interior de Portugal, um programa que foi iniciado em 2020 e que eu na altura comentei de forma pouco simpática num post de título O Interior profundo de Portugal a apenas 50 quilómetros de Lisboa ! https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/o-interior-profundo-de-portugal-50-kms.html

Para infelicidade do Governo, que detesta má imprensa, o artigo em causa aparece colocado lado a lado com uma entrevista feita a um investigador da Universidade de Coimbra, que é designado como sendo um especialista em migrações e que ridiculariza, a exiguidade das referidas 8000 pessoas.

O referido especialista respondeu a 9 perguntas do Expresso, de onde se pode concluir que mais importante do que criar programas para trazer pessoas para o Interior, é criar programas para “impedirem” que aqueles que lá vivem se mudem para o Litoral ou para o estrangeiro. Aproveito aliás para reproduzir abaixo uma pergunta (a sexta) que lhe foi colocada e (parte) da respectiva resposta:

Pergunta: Qual considera ser a medida mais importante para o combate à desertificação?

Resposta: A primeira é não deixar a economia desaparecer, mas em muitos territórios ela está a extinguir-se, pouco a pouco…os jovens olham para o futuro e percebem que não há ali nada que os retenha. Portanto a grande solução é construir economia…o melhor exemplo é o Fundão, que conseguiu não só estancar a perda de população, como ganhar habitantes. Fê-lo com um plano de desenvolvimento económico, de fixação de novas empresas e de comunicação que permitiu criar um movimento em que parece interessante viver naquele espaço…”

Sobre o caso particular do Fundão e da sua invulgar capacidade de atracção populacional, acho pertinente recomendar a revisitação do post de 2022 de título A cidade com o maior número de engenheiros a a hipótese da tolerância da corrupção por conta de ares poluídos“.https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/a-cidade-portuguesa-com-o-maior-numero.html

The all-knowing ChatGPT doesn’t know what the greatest of all conceivable crimes is

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/05/o-diabo-pode-ainda-nao-ter-chegado-mas.html

At the end of last May, an article published in The Economist recalled that heat is an extremely powerful killer and its power will increase radically due to the ongoing climate emergency. Link above. This problem acquires special relevance, in view of the heat wave that hit Europe this week. 

And this is just the result of a planet 1.2 °C warmer, as it will undoubtedly be much worse when this value rises to 3 °C, as can be seen in the words of the well-known scientist Raymond Pierrehumbert https://www.physics.ox.ac.uk/our-people/pierrehumbertLet’s get this on the table right away, without mincing words. With regard to the climate crisis, yes, it’s time to panic“, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/o-cientista-que-afirma-que-metade-do.html

When the omniscient ChatGPT is asked what is the greatest of all conceivable crimes, it is absolutely unable to name it, limiting itself to an almost politically correct  answer https://chat.openai.com/share/43db9e2b-fd1a-4340-86a9-1c56a1e2b3bd  

This shows that ChatGPT doesn’t know that Henry Sidgwick, was the one who first suggested that the loss of the entire biosphere and the atmosphere it supports truly constitutes “the greatest of all conceivable crimes” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/cambridge-oxford-obsession-and-greatest.html

Ironically, it is the richest part of Humanity that has been “working” very hard to carry out this heinous crime. This means these are the biggest criminals that have ever existed since the dawn of mankind! https://www.oxfam.org/en/press-releases/billionaire-emits-million-times-more-greenhouse-gases-average-person 

O omnisciente ChatGPT não consegue dizer qual é o cúmulo da malignidade !

No inicio do passado mês de Junho a revista Sábado fez capa com o tema das temperaturas de 50 ºC, tema esse que esta semana adquire especial relevância, face à onda de calor que atingiu a Europa. 

Mas se isso é apenas o resultado de um Planeta que ainda só vai em 1.2 ºC de aquecimento médio, imagine-se como será o futuro quando o aquecimento médio do Planeta chegar finalmente a 3 ºC ou 4 ºC, e em resultado disso as temperaturas de 50 ºC se tornarem frequentes https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html fazendo com as as memórias  de Verões passados a 40 ºC sejam recordados como bastante refrescantes, mas muito pior do que isso, passando a constituir a nova realidade para os próximos milhares de anos, ver a este respeito, o artigo sobre o relatório síntese do IPCC, divulgado no passado mês de Março https://www.publico.pt/2023/03/20/azul/noticia/accoes-hoje-terao-impacto-durante-milhares-anos-avisa-ipcc-2043048 

PS – Quando se pergunta ao omnisciente ChatGPT, qual é o maior de todos os crimes concebíveis, ele é absolutamente incapaz de o nomear, limitando-se a uma resposta “redonda” politicamente correcta https://chat.openai.com/share/a508000e-c77b-4d2b-b209-63b5c121b1ff O que mostra que ele não sabe que Henry Sidgwick, foi quem sugeriu pela primeira vez, que a perda de toda a biosfera e da atmosfera que ela suporta, constitui “o maior de todos os crimes concebíveis”, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/cambridge-oxford-obsession-and-greatest.html que é ironicamente aquilo que para o qual uma parte da Humidade (a parte mais rica) tem andado a trabalhar muito afincadamente, o que significa assim que esses são os maiores criminosos que algum dia existiram desde o inicio da Humanidade ! https://www.oxfam.org/en/press-releases/billionaire-emits-million-times-more-greenhouse-gases-average-person

 

Excessiva modéstia “citacional” e o prémio político às instituições coitadinhas

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/2029-o-ano-da-minha-aposentacao.html

Agora que acabo de chegar às 8000 citações na base Scopus, adquirem assim um significado bastante diferente as (modestas) previsões de 2019, comentadas no post supra de 31 de Dezembro de 2020. Afinal bastaram apenas três anos para quebrar uma previsão que só era suposto alcançar ao fim de 10 anos. 

Sobre citações, revisite-se o post de 4 de Julho, relativo às instituições de ensino superior que apresentam um registo “citacional” absolutamente deprimente, isto é, cujas publicações são objecto de manifesta indiferença, quase “desprezo”, pela comunidade científica mundial.  

Num país decente, governado por uma classe politica decente e com regras decentes, as instituições de ensino superior, que produzem publicações com mais impacto, seriam muito mais beneficiadas em sede de Orçamento de Estado, do que as outras instituições menos capazes, não é porém isso que sucede, pois há em Portugal, uma vontade politica explicita de beneficiar as instituições “coitadinhas”, como acusou, sem papas na língua, em Dezembro de 2022, um conhecido catedrático da Universidade do Minho.  

A consequência mais evidente (e mais danosa para o futuro de Portugal) da referida opção politica, de beneficiar em sede de Orçamento de Estado, as instituições “coitadinhas” (onde nunca faltam boys e girls incompetentes, por conta de infames “cunhas” política) é que depois faltam verbas para contratar muitos dos melhores investigadores deste país, como precisamente hoje dá conta o jornal Público, do qual anexo apenas o link do Editorial  https://www.publico.pt/2023/07/16/opiniao/editorial/ciencia-prazo-2056978

PS – No contexto supra, reproduzo novamente o segundo parágrafo de um post de Março deste ano: “Portugal precisa sim é de um plano para impedir que o dinheiro que devia ir para a Ciência, seja desviado para outros fins menos nobres, como para pagar milhões em subvenções vitalícias a uma classe politica parasita, para pagar centenas de milhões em indemnizações pagas pelo Estado Português a empresas privadas, em sentenças decididas em tribunais privados e para pagar milhares de milhões em Swaps com juros superiores a 100%, contratados por (incompetentes) gestores de empresas públicas” 

Harvard University’s ban on “feeding” ChatGPT and the meaning of China´s stellar Pisa results

In a previous post, a reference was made to the recent case of a major US telecommunications company that imposed a ban on its employees from using ChaGPT. The purpose of this restriction was to safeguard the privacy of customer information, as the company recognized the potential risks associated with the “feed” of generative AI tools. Interestingly, Harvard University recently made public a set of guidelines (https://huit.harvard.edu/news/ai-guidelines) regarding the use of generative AI models. These guidelines explicitly prohibit feeding confidential data or non-public research data into those models.

With regard to ChatGPT, it is worth noting this week, the journal Nature published a study demonstrating that ChatGPT does not offer significant advantages to individuals with strong writing skills. However, it does play a crucial role in reducing the existing inequality between those with weak writing skills and those with greater proficiency. This contributes not only to the democratization of writing ability but also to its devaluation.  https://www.nature.com/articles/d41586-023-02270-9

Asked which areas generative AI will not replace humans, ChatGPT provided the answer reproduced below in italic font. However, it is important to consider that nanotechnology is already operating at a scale much smaller than the “fine motor skills” mentioned in paragraph 4. For instance, chips with dimensions in the range of a few nanometers, thousands of times smaller than the thickness of a human hair, are already being produced. This indicates that the human advantage in the domain of “fine motor skills” may not be long-lasting and will eventually be surpassed by machines. Still, human creativity, emotions, and ethics will continue to be key differentiators. In light of this, it is worth revisiting the content of a 2019 post on the meaning of world leadership for Chinese students on the PISA test, PISA test and where it was written that the future of education will have to train innovative humans, with high ethical and moral standards. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/pisa-best-students-in-world.html

Although generative AI has made significant advances and has the ability to perform complex tasks, there are areas where humans still play essential roles and will not be easily replaced. Here are some of these areas:

  1. Creativity and Art: While generative AI can generate creative content such as music, paintings, and texts, it often relies on existing patterns and data. Originality, emotional expression, and the ability to transcend conventions are aspects where humans still have an advantage.
  2. Empathy and Human Interaction: Generative AI can simulate conversations and human interactions to some extent, but genuine empathy and emotional understanding are still unique human skills. Human interactions require a deep understanding of emotions, social context, and nuances that AI is still far from matching.
  3. Ethical Decision Making: Generative AI operates based on algorithms and data provided to it, but it lacks the ability to discern complex ethical values or consider the moral and philosophical aspects involved in important decisions. Ethical issues require human judgment, weighing of values, and contextual considerations.
  4. Motor Skills and Physical Manipulation: While generative AI can generate images, videos, and motion simulations, it does not have the ability to manipulate physical objects in the real world with the same dexterity and precision as humans. Tasks that require fine motor skills, such as surgery or assembling complex components, are still dominated by humans.
  5. Creating Deep Emotional Connections: Generative AI can offer assistance and interaction, but it cannot yet replicate the deep emotional connections that humans develop with each other. Personal relationships, genuine empathy, and emotional support are aspects of human interaction that cannot be completely replaced by AI.

Universidade de Harvard acaba de proibir “alimentação” do ChatGPT

Num post anterior, foi feita referência ao facto de uma conhecida empresa de telecomunicações Norte-Americana ter proibido os seus funcionários de utilizar o ChatGPT, para  assim evitar que a “alimentação” dessa ferramenta de IA generativa, possa colocar em risco a privacidade das informações dos clientes. Curiosamente, ontem a universidade de Harvard tornou público um conjunto de  instruções, quanto à utilização de modelos de IA generativa https://huit.harvard.edu/news/ai-guidelines onde consta a proibição de inserção nos referidos modelos de dados confidenciais ou dados de pesquisas não públicas. 

Sobre o ChatGPT é igualmente interessante constatar que também ontem a conhecida revista Nature divulgou um estudo que mostra que o ChatGPT não fornece grandes vantagens aqueles que possuem elevadas capacidades de escrita, mas que irá reduzir grandemente a desigualdade existente entre esses e aqueles que possuem fracas capacidades de escrita, contribuindo não só para a democratização dessa capacidade mas também para a desvalorização da mesma https://www.nature.com/articles/d41586-023-02270-9

Perguntado sobre as áreas em que a IA generativa não irá substituir os humanos o ChatGPT devolve a resposta que abaixo se reproduz em itálico. Tendo porém em conta que a nanotecnologia já opera a uma escala muitíssimo inferior às capacidades da motricidade fina mencionadas na alínea 4 (já se produzem chips com poucos nanómetros, milhares de vezes mais pequenos do que a espessura de um cabelo) isso significa que essa vantagem humana, não terá uma vida longa, sobram assim na contabilização (no médio prazo) das vantagens humanas face à máquina, a criatividade, as emoções e a ética. Nesse contexto vale a pena revisitar o conteúdo de um post de 2019, sobre o significado da liderança mundial dos estudantes Chineses no teste PISA e onde se escreveu que o futuro da educação (para enfrentar os gravíssimos desafios com que se confronta a Humanidade) terá de passar por formar humanos inovadores, com elevados padrões éticos e morais. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/pisa-best-students-in-world.html


“Embora a IA generativa tenha feito avanços significativos e possua a capacidade de realizar tarefas complexas, existem áreas em que os humanos ainda desempenham papéis essenciais e não serão facilmente substituídos. Aqui estão algumas dessas áreas:

  1. Criatividade e Arte: Embora a IA generativa possa gerar conteúdo criativo, como música, pinturas e textos, ela geralmente se baseia em padrões e dados existentes. A originalidade, a expressão emocional e a capacidade de transcender as convenções são aspectos em que os humanos ainda têm uma vantagem.
  2. Empatia e Interação Humana: A IA generativa pode simular conversas e interações humanas até certo ponto, mas a verdadeira empatia e compreensão emocional ainda são habilidades exclusivas dos seres humanos. As interações humanas requerem uma compreensão profunda das emoções, contexto social e nuances que a IA ainda está longe de igualar.
  3. Tomada de Decisão Ética: A IA generativa opera com base em algoritmos e dados fornecidos a ela, mas não possui a capacidade de discernir valores éticos complexos ou de considerar os aspectos morais e filosóficos envolvidos em decisões importantes. Questões éticas exigem julgamento humano, ponderação de valores e considerações contextuais.
  4. Habilidades Motoras e Manipulação Física: Embora a IA generativa possa gerar imagens, vídeos e simulações de movimento, ela não possui a capacidade de manipular objetos físicos no mundo real com a mesma destreza e precisão dos seres humanos. Tarefas que exigem habilidades motoras finas, como cirurgia ou montagem de componentes complexos, ainda são dominadas pelos humanos.
  5. Criar Conexões Emocionais Profundas: A IA generativa pode oferecer assistência e interação, mas ainda não pode replicar as conexões emocionais profundas que os seres humanos desenvolvem entre si. Relacionamentos pessoais, empatia genuína e apoio emocional são aspectos da interação humana que não podem ser completamente substituídos pela IA.

https://chat.openai.com/share/f467ad8d-24e2-441d-afd5-86385a905c1d

The Economist – ChatGPT advice for solving a serious problem in the UK (and US)

In a recent article published in The Economist, link below, it was learned not only that taxpayers in the United Kingdom pay more than 4000 euros per month for each prisoner, but also that the criminal justice of that country is going through a very problematic phase because since the 90s, the country’s prison population has grown by 200% to more than 80,000 inmates (142 per 100,000 people compared to the EU average of 109), although paradoxically the number of crimes has been constantly decreasing, now being 400% lower than the value recorded in the 90s. https://www.economist.com/britain/2023/06/26/why-short-prison-sentences-in-england-and-wales-are-a-disaster

Still, since the USA incarceration rate is 530 people for every 100,000 in its population (almost 400% higher than UK) it means that the UK jail problem is almost like Heaven on Earth, at least when compared to the unbelievable American nightmare.

When asked to provide a solution to the aforementioned issue, ChatGPT advised the following:

Reducing high incarceration rates is a complex issue that requires a comprehensive approach. Here are some advisable solutions that can help address this problem:

  1. Sentencing Reform: Review and reform sentencing policies to ensure they are fair, proportionate, and focused on rehabilitation rather than just punishment. Implement alternatives to incarceration such as community service, probation, or restorative justice programs for non-violent offenders.
  2. Focus on Rehabilitation: Shift the emphasis from punishment to rehabilitation within the criminal justice system. Provide access to education, vocational training, mental health services, and substance abuse treatment to address the underlying causes of criminal behavior and reduce recidivism rates.
  3. Pretrial Reforms: Implement measures to reduce the use of pretrial detention. This can include using risk assessment tools to determine the likelihood of flight or danger to the community, promoting alternatives to cash bail, and ensuring access to legal representation for individuals awaiting trial.
  4. Address Socioeconomic Factors: Address the root causes of crime by tackling socioeconomic disparities and promoting economic opportunities. Invest in education, job training, affordable housing, and community development initiatives, particularly in disadvantaged areas.
  5. Diversion Programs: Expand the use of diversion programs that redirect individuals away from the criminal justice system, especially for non-violent offenses. These programs can involve counseling, treatment programs, or community-based interventions as alternatives to formal prosecution.
  6. Drug Policy Reform: Reevaluate drug policies, particularly for non-violent drug offenses. Focus on treating drug addiction as a public health issue rather than a criminal one, with an emphasis on prevention, harm reduction strategies, and access to treatment.
  7. Collaboration and Coordination: Foster collaboration between criminal justice agencies, social services, and community organizations to develop holistic approaches to crime prevention and rehabilitation. Encourage partnerships that promote information sharing, evidence-based practices, and support networks for individuals reentering society after incarceration.
  8. Community Policing: Promote community-oriented policing models that prioritize building trust, positive relationships, and cooperation between law enforcement agencies and the communities they serve. This can help prevent crime, address underlying issues, and reduce the need for incarceration.
  9. Address Racial Disparities: Address racial and ethnic disparities within the criminal justice system. Implement measures to reduce biases at all stages of the criminal justice process, including policing, arrests, charging, sentencing, and parole decisions.
  10. Data-Driven Approach: Use data and research to inform policy decisions and evaluate the effectiveness of different interventions. Regularly assess the impact of reforms and make adjustments as necessary.

It is important to note that these solutions should be tailored to the specific context and needs of each jurisdiction. There is no one-size-fits-all approach, and a combination of strategies is often required to effectively reduce high incarceration rates while maintaining public safety.

Qual a maneira mais eficaz de punir a criminalidade sem que os contribuintes tenham de pagar 4600 euros por mês por cada recluso ?

https://www.economist.com/britain/2023/06/26/why-short-prison-sentences-in-england-and-wales-are-a-disaster

No recente artigo publicado na revista The Economist, link acima, ficou-se não só a saber que os contribuintes do Reino Unido pagam mais de 4000 euros por mês por cada recluso, mas também que a justiça criminal daquele país atravessa uma fase péssima, porque desde a década de 90 a população prisional daquele país cresceu 200% para mais de 80.000 reclusos, muito embora paradoxalmente, o número de crimes tenha vindo sempre a cair, sendo agora 400% inferior ao valor registado na década de 90.

Em Portugal o custo unitário correspondente a cada recluso, de 40 euros por dia, aplicado à totalidade da população prisional significa que os contribuintes gastam actualmente 15 milhões de euros por mês com os estabelecimentos prisionais. E a ser verdade que o custo diário de uma pulseira eletrónica é 400% inferior ao custo da estadia em estabelecimento prisional, dificilmente se pode discordar da medida legislativa que visa favorecer a aplicação desta medida em substituição da pena de prisão, para as sentenças não superiores a 2 anos. https://www.noticiasaominuto.com/pais/796763/diretor-de-servicos-prisionais-aplaude-extincao-da-prisao-por-dias-livres

Mas talvez ficasse bastante mais barato se os condenados fossem incentivados (através de uma redução da duração da pena) a aceitar em alternativa executar serviços comunitários que se debatam com graves carências de mão de obra, pois não se alcança qual será o beneficio social ou ressocializador de alguém estar em prisão domiciliária, sem ocupação útil, durante 1 ou 2 anos. 

PS – Será que os mais de 40.000 euros que custaram aos contribuintes a estadia na prisão daquela bolseira, que foi condenada a uma pena de cadeia de três anos por difamação, no âmbito de um concurso cheio de irregularidades, tem qualquer justificação ? https://www.publico.pt/2018/09/13/sociedade/noticia/tribunal-rejeita-liberdade-condicional-a-investigadora-maria-de-lurdes-lopes-rodrigues-1843945 Não teria sido muitíssimo mais útil, para os contribuintes e até para ela própria, se tivesse antes passado 1 ou 2 anos a prestar serviços comunitários ?

Ranking das empresas mais obcecadas pelo ChatGPT

Na sequência do post anterior, onde foi mencionado  um inquérito realizado entre mais de 1000 lideres empresariais, que revelou que mais de 90% estão interessados em contratar candidatos que tenham experiência na utilização do ChatGPT e também que alguns deles preferem contratar candidatos com experiência em ChatGPT mesmo que não possuam diploma de ensino superior é pertinente divulgar um recente artigo publicado na conhecida The Economist, que dá conta das empresas mais “obcecadas” pela IA generativa (early adopters index). https://www.economist.com/business/2023/06/25/our-early-adopters-index-examines-how-corporate-america-is-deploying-ai

De certa forma contra essa tendência, um artigo publicado ontem no Whashington Post, dava conta do receio de algumas empresas quanto à utilização do ChatGPT e uma delas, a administração da Verizon, (a mais valiosa marca de telecomunicações do Planetaproibiu mesmo a sua utilização pelos seus funcionários, pelo receio que a “alimentação” do ChatGPT com informações dos clientes possa colocar em risco a privacidade das mesmas  https://www.washingtonpost.com/business/2023/07/10/chatgpt-safe-company-work-ban-lawyers-code/

PS – Num post anterior, do passado dia 10 de Junho, divulguei uma lista dos países ordenados pelo número publicações indexadas na Scopus. Essa lista foi obtida, fazendo uma pesquisa na conhecida plataforma (de acesso restrito) Scopus, relativamente à presença do termo ChatGPT no título, resumo e palavras-chave das publicações indexadas na mesma. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/portugal-aparece-abaixo-do-camboja-do.html A nova lista que agora abaixo se reproduz, ao contrário da outra, resulta de uma pesquisa na mesma plataforma, das publicações para cada país, que contenham o termo ChatGPT, em qualquer parte do texto.

  1. United States – 433 publicações 
  2. United Kingdom – 141
  3. China – 120
  4. India – 116
  5. Australia – 92
  6. Germany – 90
  7. Italy – 56
  8. Canada – 53
  9. France – 37
  10. Netherlands – 37
  11. Switzerland – 37
  12. South Korea – 36
  13. Spain – 33
  14. Japan – 27
  15. United Arab Emirates – 24
  16. Brazil – 24
  17. Singapore – 23
  18. Turkey – 22
  19. Ireland – 22
  20. Sweden – 20
  21. Taiwan – 19
  22. Saudi Arabia – 19
  23. Poland – 17
  24. Denmark – 17
  25. Hong Kong – 16
  26. New Zealand – 15
  27. Israel – 15
  28. Nigeria – 12
  29. Austria – 12
  30. Portugal – 11
  31. Finland – 11
  32. South Africa – 10
  33. Qatar – 10
  34. Pakistan – 10
  35. Malaysia – 10
  36. Jordan – 10
  37. Cambodia – 10
  38. Belgium – 10   

Um louvor ao médico que hoje critica o Cristiano Ronaldo

Depois de inúmeros posts a malhar naqueles médicos que foram para a medicina única e exclusivamente para encher o bolso, como o fiz por exemplo no post de título “Será que a missão da medicina é utilizar os doentes para fazer dinheiro ?,  tenho agora a obrigação de louvar o médico que hoje critica no jornal Público a hipocrisia do Cristiano Ronaldo Ronaldo https://www.publico.pt/2023/07/10/opiniao/opiniao/triste-historia-cristiano-ronaldo-2056190

Mas não só pelas referidas e bastante compreensíveis criticas, mas pelo facto desse médico, ser alguém que nasceu efectivamente para ser médico, contribuindo para prestigiar essa profissão, mas também por ter  contribuído, de forma muito significativa, para o prestigio de Portugal no mundo, muito mais até do que o conseguiriam 100 Cristianos Ronaldos.

Declaração de interesses – Muito embora na minha juventude também tenha padecido da doença da bola, há muito que me curei dessa triste dependência e mais do que isso, entendo há vários anos que até mesmo aquilo que faz um trabalhador da limpeza do lixo é muito mais importante do que aquilo que faz qualquer jogador de futebol. E se assim é, muito mais fácil é entender o conteúdo do post onde escrevi que “nem que o Cristiano Ronaldo vivesse mil anos e durante esse tempo conseguisse marcar 1 milhão de golos, jamais sequer conseguiria chegar aos pés do Jonas Salk, ou do Edward Jenner, ou do Alexander Fleming…” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/attenborough-versus-ronaldo-or.html

PS – Um outro médico, que também muito prestigia a classe médica e Portugal é este aqui https://sicnoticias.pt/pais/2022-08-01-Caso-unico-em-Portugal-medico-de-70-anos-doa-rim-a-desconhecido-5515977d