ChatGPT: 1500 milhões de visitas mensais e a obsessão das universidades Suíças

Sobre o omnisciente ChatGPT, que hoje a universidade das Naçoes Unidas, num post sobre como pode aquela ferramenta  ajudar as pessoas mais pobres e as organizações que trabalham com eles, relembra logo no seu inicio que a mesma tem 1500 milhões de visitas a cada mês, e que uma pesquisa hoje efectuada na base Scopus, revela que já existem naquela 3410 publicações científicas, que contém a palavra ChatGPT, é pertinente comparar a produção científica de quatro países, EUA, Reino Unido, Alemanha e Suiça. 

Os referidos quatro países aparecem abaixo, ordenados pelo rácio de publicações por milhão de habitantes, onde se percebe que a intensidade de publicação da Suiça é muito superior à dos outros países, sendo por exemplo quase 300% superior à produção do país onde foi criado o próprio ChatGPT. Apresentam-se para cada país, as três instituições universitárias, que em cada um deles possuem maior número de publicações. Apresentam-se igualmente as três áreas científicas com mais artigos, onde se percebe que se nos EUA (e também na Suiça) é a medicina que lidera, no Reino Unido e na Alemanha esse lugar é ocupado pelas ciências da computação, sendo que as publicações na área das ciênciais sociais, aparecem em terceiro lugar nos referidos quatro países. 

  • Suiça (81 publicações, rácio pub/pop=9,3)

Top affiliation__Univ. Zürich, Univ. of Bern, ETH Zürich

Top subject area__Medicine, Computer Science, Social Sciences

  • Reino Unido (351 publicações, rácio pub/pop=5,2)

Top affiliation__Univ. College London, Univ. of Cambridge, Univ. of Oxford

Top subject area__Computer Science, Medicine, Social Sciences

  • EUA (1064 publicações, rácio pub/pop=3,2)

Top affiliation__Stanford Univ., Harvard Medical School, Duke Univ.

Top subject area__Medicine, Computer Science, Social Sciences

  • Alemanha (223 publicações, rácio pub/pop=2,7)

Top affiliation__Tech. Univ. München , Ludwig-Maximilians-Univ., Friedrich-Schiller-Univ. Jena

Top subject area__Computer Science, Medicine, Social Sciences

PS – A universidade ETH Zurich é a tal onde pagam mais de 10.000 euros por mês aos professores-auxiliares https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html

Actualização em 26 de Setembro – O modelo ChatGPT-4 (versão paga) irá em breve poder ver e também falar https://expresso.pt/sociedade/tecnologia/2023-09-26-ChatGPT-ganha-novas-funcionalidades-falar-e-ver-25c4996f

TU Delft – Feeding ChatGPT with more than 2000 abstracts to predict scientific impact

In previous posts, I emphasized the importance of the metric Mendeley readership, highlighting its capacity to forecast early scientific influence (this capability holds particular significance for young researchers), namely in a post from August 2020 and in another post from January 2021, about a study that confirmed the importance of the aforementioned metric, —though regrettably, the authors of the study overlooked citing important articles and finally in another post from October 2021 about the (German) excellence mapping tool https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/paper-excellencemappingnet-new-release.html

In the aforementioned context, I consider it imperative to highlight a recent and innovative study conducted by a professor of Cognitive Human-Robot Interaction, Joost de Winter, affiliated with TU Delft University. This study used ChatGPT-4 (the paid version) in conjunction with a comprehensive dataset consisting of more than two thousand abstracts to predict scientific impact.

Update September 27th – A search carried out today on Scopus reveals that there are 3476 publications with the word ChatGPT. The ratio of publications per million inhabitants for the USA, UK, Germany, and Switzerland is presented below. It is also presented for each of these countries the top 3 affiliations:


Switzerland……9,5 pub./pop.

Top affiliations__Univ. Zürich, Univ. of Bern, ETH Zürich

UK……………….5,3 pub./pop.

Top affiliations__Univ. College London, Univ. of Cambridge, Univ. of Oxford

USA…………….3,2 pub./pop.

Top affiliations__Stanford Univ., Harvard Medical School, Duke Univ.

Germany………2,7 pub/pop.

Top affiliations__Tech. Univ. München, Ludwig-Maximilians-Univ., Friedrich-Schiller-Univ. Jena

Alimentar o ChatGPT com mais de 2000 abstracts para prever o impacto científico

Em posts anteriores, divulguei a importância da métrica, número de leitores Mendeley, de uma determinada publicação, em termos de capacidade de previsão do impacto científico inicial da mesma (o qual é especialmente importante para jovens investigadores), nomeadamente num post de Janeiro de 2021 sobre um estudo que confirmou a importância da referida métrica e num outro post de Outubro de 2021, intitulado “Novo lançamento da ferramenta de mapeamento da excelência científica”, no qual se ficou a saber que a universidade do Minho aparecia à frente de outras universidades Portuguesas na referida métrica e que a universidade de Lisboa tinha um desempenho decepcionante https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/mapping-impact-of-papers-on-various.html

No contexto supra entendo importante divulgar um estudo muito recente, de um professor da prestigiada universidade TU Delft, no qual aquele utilizou o ChatGTP-4 (versão paga) e mais de dois mil abstracts para prever o impacto científico.

The paper that sparked a ‘storm of criticism’ and the disgusting face hypothesis

A few days ago, a post published on the website Retraction Watch reported that a Swedish study (that sparked a ‘storm of criticism’) for having concluded, that the most beautiful students obtained lower grades, after classes were moved online, during the Covid-19 pandemic (published in the Elsevier journal Economic Letters) has been acquitted of research misconduct.

I remember that on December 25, 2020, i produced a post in which I formulated the repugnant face hypothesishttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/the-repugnant-face-pandemic.html concerning the possibility of a new virus emerging, one that could utterly transform the appearance of every individual on our planet. In addition, I raised the question: What would be the repercussions of people having to interact with one another without relying on their facial features?

When I asked ChatGPT this question I received the answer reproduced below.

In this hypothetical scenario, where a highly contagious and rapidly mutating virus affects the entire global population, rendering vaccines ineffective and distorting people’s facial appearances to the point of perpetual concealment, several profound societal transformations could emerge:

  1. Shift in Communication: With facial expressions obscured, individuals would rely more on verbal communication and non-verbal cues like body language, tone of voice, and gestures. This might lead to improved listening skills and heightened awareness of subtler communication cues.
  2. Emphasis on Personal Identity: People might place greater importance on their unique personalities, interests, and talents as opposed to physical appearances, leading to a shift in how individuals define themselves and others.
  3. Advancements in Technology: Innovations in technology could arise to help facilitate communication despite face coverings, such as advanced speech-to-text and augmented reality systems designed to enhance non-verbal expression.
  4. Fashion and Design: The fashion industry could evolve to accommodate the need for stylish and functional face coverings. Creative and innovative face coverings might become a form of self-expression, fostering a new era of fashion.
  5. Privacy and Social Norms: Increased face concealment could impact privacy norms, as individuals may become more guarded about their appearance. Additionally, social norms regarding eye contact and personal space may change.
  6. Emphasis on Inner Qualities: Society may place a stronger emphasis on inner qualities such as kindness, empathy, and intelligence, leading to a more inclusive and less superficial culture.
  7. Challenges for Law Enforcement: Identification and surveillance systems relying on facial recognition could face significant challenges, potentially leading to debates about civil liberties and security.
  8. Psychological Effects: The long-term psychological impact of having one’s face concealed and the societal pressures associated with it might lead to a deeper understanding of identity, self-esteem, and mental health.
  9. New Forms of Art and Entertainment: Creative outlets, such as theater and cinema, may adapt to the new reality by exploring alternative means of conveying emotion and storytelling.
  10. Reevaluation of Beauty Standards: Society may redefine beauty, focusing on inner beauty, character, and other qualities rather than conventional physical attributes.

Revisitação da hipótese do catedrático Aguiar-Conraria sobre a superior competência dos professores bonitos

Há 5 dias atrás, um post publicado no conhecido site Retraction Watch, dava conta que o estudo realizado na Suécia, que concluiu que naquele país, as estudantes mais bonitas obtiveram notas mais baixas, depois que as aulas passaram a ser em regime on-line, durante a pandemia do Covid-19 (e que foi publicado aqui) foi absolvido das acusações de violação de regras éticas. 

Sobre o tema supra, da aparência e da competência, recordo que no dia 24 de Dezembro de 2020, divulguei o facto do conhecido professor da universidade do Minho, Luís Aguiar-Conraria, ter escrito no Expresso, a propósito do desempenho profissional dos professores universitários que “é perfeitamente possível que os mais bonitos sejam melhores do que os mais feios” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/expressoprofessoresas-universitariosas.html

No post scriptum desse post formulei uma hipótese, sobre a eventualidade do aparecimento de um novo vírus, que deixaria absolutamente irreconhecível a cara de todos os humanos neste Planeta e deixei também a seguinte questão, quais as consequências das pessoas terem de passar a relacionar-se sem ser através da sua cara ? Reproduzo abaixo a resposta do ChatGPT sobre as multiplas consequências dessa hipótese:

ChatGPT: The emergence of a highly contagious novel virus with the unique ability to rapidly mutate and distort people’s facial appearances would indeed have profound and far-reaching societal transformations. Let’s explore some potential impacts on various aspects of society:

1 – Social Dynamics and Interactions:
Increased Anonymity:
 With individuals compelled to conceal their faces, there would be a significant increase in anonymity. This could lead to both positive and negative outcomes. On the positive side, it might reduce judgments based on physical appearance and encourage people to focus on personalities and skills. On the negative side, increased anonymity may also facilitate undesirable behaviors such as online harassment and crime.

2 – Sexual Attraction and Relationships:
Shift in Beauty Standards:
 The distortion of facial appearances could lead to a redefinition of beauty standards. Physical attractiveness may become less prominent in determining attractiveness, fostering a shift towards more personality-based connections.
Emphasis on Emotional Connection: Without the ability to rely on facial cues, individuals might place greater importance on emotional connections, shared interests, and communication skills when forming relationships.

3 – Reduced Racism:
Focus on Common Humanity:
 With everyone forced to conceal their faces, there could be a reduction in racial profiling and discrimination based on facial features. People might be more inclined to focus on commonalities, fostering a sense of shared humanity.

4 – Psychological and Mental Health:
Impact on Self-Esteem:
 The constant need to conceal one’s face may have psychological impacts on individuals, potentially affecting self-esteem and mental health. Society may need to adapt by promoting body positivity and acceptance of diverse appearances.

5 – Legal and Ethical Considerations:
Privacy Concerns:
 The increased emphasis on concealing faces may raise privacy concerns, necessitating the development of legal frameworks to balance individual privacy rights with public safety concerns.

6- Economic Impacts:
Rise of Virtual Communication:
 As face-to-face interactions become limited, virtual communication tools and technologies would likely experience a surge in popularity. Remote work and online meetings may become the norm, impacting traditional office settings and work-related travel.

7 – Cultural and Artistic Changes:
Evolution of Fashion:
 The fashion industry would likely adapt to the new norm of face concealment, with a surge in demand for creative and expressive accessories such as masks, headwear, and eye-catching clothing. Fashion trends may shift to highlight other aspects of personal style.

Será que o ChatGPT é capaz de gerar hipóteses científicas ?

Na sequência do post anterior, sobre um artigo onde se afirma que a  inteligência artificial vai mudar a forma de fazer investigação e acelerar radicalmente o ritmo das descobertas científicas, é pertinente divulgar um outro artigo, bastante mais recente, de investigadores dos EUA (MIT), da Coreia e de Israel com o título “Será que o ChatGPT é capaz de gerar hipóteses científicas ?” de que abaixo reproduzo um pequeno extracto traduzido para língua Portuguesa: 

A investigação baseada em hipóteses está no cerne do empreendimento científico. Os cientistas propõem declarações inequívocas sobre o mundo que podem ser testadas experimentalmente. Uma boa hipótese pode ter um “retorno do investimento” muito elevado. O investimento inclui o tempo gasto na articulação da hipótese e nas experimentações necessárias para infirmar ou provar a afirmação. O “retorno” é a gama de aplicações que tal afirmação, se verdadeira, pode ser capaz de auxiliar nas previsões da dinâmica, no projeto de dispositivos, etc. A mecânica newtoniana foi uma ótima hipótese porque sua aplicabilidade abrange desde corpos celestes até moléculas, e o investimento foi em grande parte observacional e de baixo custo. Neste momento, não esperamos que o GPT-4 seja capaz de gerar hipóteses tão amplas e de elevado retorno. Mas será que ele será capaz de gerar hipóteses novas e interessantes como os cientistas fazem no seu dia-a-dia? Executamos uma série de testes…Os resultados são variados e intrigantes…” https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352847823001557#appsec1

PS – Uma pesquisa realizada hoje na base Scopus, sobre os países que possuem mais publicações sobre o ChatGTP, mostra que Portugal produziu entretanto mais duas, totalizando agora sete, o que faz com que tenha evoluído da anterior posição 57ª (abaixo de países do terceiro mundo como o Bangladesh) para a posição 51ª. Contudo como os outros países não tem estado parados, Portugal ainda continua abaixo de países como o Paquistão e o Camboja, países cujo PIB/capita é inferior a 7% do PIB/capita de Portugal.  

O mui ilustre Catedrático de Economia titular de um portentoso h-index=0 (zero)

Pior do que ter um h-index=0 (zero) como sucede com o doutorado A.Covas, que desde o ano 2000, passou a ser remunerado como professor catedrático na universidade do Algarve, é que a sua primeira publicação indexada na Scopus, só viu a luz, 18 anos depois dele se ter tornado catedrático, o que significa que é mais um daqueles que recebeu o título de Agregado, sem possuir um único artigo publicado numa revista científica internacional, como também sucedeu com outros que receberam esse título https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/agregacao-prova-de-subserviencia-e-de.html

E isto acontece logo no mesmo país, que tem centenas de jovens investigadores de elevado potencial, muitos com dezenas de publicações indexadas, que receberam milhares de citações, que são obrigados a emigrar, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/quando-estar-desempregado-e-uma-medalha.html pois os “quadros” académicos estão ocupados por muitos catedráticos como aquele supra mencionado. É abundantemente evidente que esta absoluta falta de vergonha, só pode ser resolvida através de uma medida radical, como aquela que passou a existir em Itália a partir de 2010, exigindo uma qualificação científica mínima aos candidatos a lugares de professor associado e catedrático. 

A singela razão porque nunca antes tinha comentado as publicações científicas do catedrático A.Covas, é porque nem sequer sabia que aquele existia. Só muito recentemente tomei conhecimento da sua genialidade, porque o jornal Público, achou que ele era o académico mais indicado para escrever sobre o futuro da universidade https://www.publico.pt/2023/09/18/opiniao/opiniao/reforma-estrutural-instituicao-universidade-2063617 e logo um catedrático cujas suas duas publicações indexadas na Scopus não mereceram até hoje uma única citação, de quem quer que fosse, entre os vários milhões de investigadores que existem no Planeta ! É preciso ter muito azar. Logo ele que domina tão bem palavras magnificentes (leia-se mágicas), como “Crowdsourcing, Crowdlearning, Crowdfunding, Big Data, Start-up, Networking organizacional, Intrapeneurs e Smartificação”, que são precisamente aquelas palavras que tão bem traduzem o que será a universidade do futuro). Ou talvez não, porque essa não é seguramente a especialidade científica do catedrático A.Covas.

Como infelizmente não tenho ideias tão brilhantes (leia-se bright), sobre o futuro da universidade, como parece ter em evidente abundância o catedrático A.Covas (e que é pena que ainda não lhe tenham merecido uma condecoração do Presidente Marcelo), limito-me a reproduzir abaixo a modesta proposta que fiz em 2019, pois a mesma poderia fazer muito mais pelo futuro da universidade Portuguesa, do que todas as ideias do catedrático A.Covas: “se o Estado Português cortasse o subsidio de exclusividade, a todos os catedráticos com menos de 5 publicações indexadas, poderia com esse dinheiro financiar contratos de investigação de muitos jovens investigadores (desempregados) de elevado potencial”.

PS – A parte mais triste é ver um jornal como o Público, a divulgar as ideias brilhantes (leia-se desprovidas de um mínimo de substância) de um Catedrático Português cuja obra científica indexada nunca mereceu uma única citação de quem quer que fosse, quando o mesmo jornal podia e deveria ter aproveitado para divulgar as ideias de académicos consagrados e altamente citados, que já escreveram sobre esse assunto. A este respeito vejam-se por exemplo as 44 proposições constantes no white paper “Universities in an Age of Uncertainty” (22 páginas e 147 referências), que foi apresentado num evento recente que teve lugar na universidade Suiça de St.Gallen. https://www.unisg.ch/fileadmin/user_upload/HSG_ROOT/_Kernauftritt_HSG/News/Newsroom/Bilder/2023/Universities_in_an_Age_of_Uncertainty_long.pdf

The Economist – Artificial intelligence will revolutionize science and radically accelerate the pace of scientific discovery

“…A promising approach is “literature-based discovery” (LBD) which, as its name suggests, aims to make new discoveries by analyzing scientific literature…such language-based inference methods can become an entirely new field of research at the intersection between natural-language processing and science…A paper…published this year in Nature Human Behaviour, extends this approach in a novel way. It starts with the observation that LBD systems tend to focus on concepts within papers and ignore their authors. So they trained an LBD system to take account of both. The resulting system was twice as good at forecasting new discoveries in materials science…and could also predict the actual discoverers with more than 40% accuracy….In future, researchers might come to rely on such systems to monitor the deluge of new scientific papers, highlight relevant results, suggest novel hypotheses for research—and even link them up with potential research partners, like a scientific matchmaking service. AI tools could thus extend and transform the existing, centuries-old infrastructure of scientific publishing… If LBD promises to supercharge the journal with AI, “robot scientists”, or “self-driving labs”, promise to do the same for the laboratory. These machines go beyond existing forms of laboratory automation, such as drug-screening platforms. Instead, they are given background knowledge about a particular area of research, in the form of data, research papers, and patents. They then use AI to form hypotheses, carry out experiments using robots, assess the results, modify their hypotheses, and repeat the cycle…” https://www.economist.com/science-and-technology/2023/09/13/how-scientists-are-using-artificial-intelligence

The article recently published in The Economist (excerpt above), presents an optimistic perspective on AI’s potential to significantly augment and potentially revolutionize the field of science. However, it is crucial to contemplate the potential unintended consequences of these advancements, which may exacerbate the high economic inequalities between rich countries and poor countries (the 10th goal of the UN SDGs). Ultimately worsening the escalating issue of illegal emigration from the latter to the former, which today motivated EU Chief Ursula von der Leyen’s trip to the island of Lampedusa, where an impressive number of 199 boats carrying around 8,500 migrants arrived between September 11th and 13th. https://www.dw.com/en/eu-and-italian-leaders-visit-lampedusa-amid-migrant-spike/a-66837104

Qual a ética de um catedrático que aceita integrar um júri de concurso onde é oponente o seu orientando ?

Será que aqueles catedráticos, que aceitam ser jurados de concursos, onde vão pronunciar-se sobre o currículo de candidatos de que foram orientadores e com quem publicaram conjuntamente, vivem alheados numa realidade alternativa, onde se ignora que os tribunais deste país já estão atulhados de processos a que não conseguem responder em tempo útil (40% das condenações de Portugal no TEDH foram por demora excessiva da justiça), para ainda terem de perder tempo (leia-se consumir dinheiro dos contribuintes) a sentenciar o óbvio, que essa situação viola a lei. Vide extracto abaixo, de um recente Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul, que anulou um concurso para um lugar de professor Associado na universidade de Coimbra:

“…Ficou igualmente provado que a Professora M……., membro do júri, foi orientadora das provas de aptidão pedagógica e também de doutoramento da candidata…Com efeito, não se pode dizer, como faz a R., que as situações profissionais em causa não revelam qualquer grande intimidade entre membros do júri e candidatos….a partilha de 51 dos 66 artigos mencionados no curriculum da candidata …com a Professora M…revela uma relação profissional estreita e de grande intimidade…tal fragiliza a necessária imagem de independência dos jurados….Em face da suspeição verificada quanto à constituição do júri…não opera o princípio do aproveitamento dos atos administrativos – utile per inutile non vitiatur.”

PS – E mesmo que no limite, a lei desta desgraçada terra, fosse tão corrupta que permitisse um tal absurdo, ainda assim sempre seria impossível esquecer a falta de ética de um acto, que nunca seria tolerado em universidades de países do primeiro mundo. É claro que este e muitos outros Acórdãos sobre concursos académicos, como por exemplo aquele Acórdão sobre um concurso em que um catedrático de Engenharia Civil, se achou competente para escolher um futuro catedrático de Botânica, só existem porque houve candidatos corajosos, o suficiente para contestarem as “avaliações” concursais de catedráticos que se julgam omnipotentes. Essa coragem porém paga-se muito cara na Academia Portuguesa.

O metal tóxico que mata mais pessoas do que o tabaco ou o colesterol e que os Governantes Portugueses negligenciam

Um recente estudo do Banco Mundial, concluiu que a exposição ao metal tóxico chumbo, foi responsável por 5 milhões de mortes num único ano, superando o número de mortes associadas ao tabaco e ao colesterol. O referido estudo estimou em 7% do PIB mundial (6 triliões de dólares) o custo global do envenenamento por chumbo, incluindo o número de mortes e ainda o custo associado à redução do QI de crianças com menos de 5 anos de idade https://www.thelancet.com/journals/lanplh/article/PIIS2542-5196(23)00166-3/fulltext

Sobre o tema do envenenamento por chumbo, entendo pertinente recordar um post de 2020 de título “Os Portugueses que se preocupam muito com o amianto mas não sabem que andam a ser lentamente envenenados com chumbohttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/pode-um-pais-do-primeiro-mundo-deixar.html

E também um outro post, de 2021, em cuja parte final critiquei o facto de Portugal, o mesmo desgraçado país que conseguiu arranjar 20.000 milhões de euros para dar à banca, não conseguir arranjar 1500 milhões de euros para substituir as canalizações em chumbo. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/nao-gastar-no-que-e-imprescindivel-e.html

Recordo ainda, que há mais de uma década atrás, fui primeiro autor de um livro, que já foi descarregado mais de 14.000 vezes (mais de 8.000 no Brasil, que representam 61% dos descarregamentos totais e 84% das quase 20.000 consultas). https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/engenharia-civil-20212022-universidade.html 

Na Tabela 2.6 do referido livro, que inicia a página 59, é indisfarçável o cinismo politico, vertido na regulamentação sobre o limite máximo de teor de chumbo na água, que levou várias décadas a baixar de 300µg para 10µg, a que não foi certamente alheio, o custo de substituição de milhões de metros de tubagem de chumbo em toda a Europa (1 milhão de metros em Portugal), que em 2009 se estimava em 200.000 milhões de euros. De valor astronómico é certo, mas ainda assim bastante inferior ao valor, da evasão fiscal na Europa, que naquela altura, o Presidente da Comissão Europeia disse publicamente que custava 1 trilião de euros a cada ano. 

Aditamento – Pelas 12h:27min recebi um email do investigador Ricardo Lagoa, membro da conhecida unidade de investigação UCIBIO, que me informou que no mapa mundo, que informa sobre o teor de chumbo no sangue, Portugal (BLL de 2,0 micro-g/dL) aparece em pior situação do que a Turquia (BLL de 1,5), e com um valor similar ao da Libia (2,1).