Portugal supera a Alemanha na produção científica na área da Inteligência Artificial

No post anterior do inicio do mês de Maio, tinha divulgado uma análise na plataforma Scopus, sobre a produção científica indexada, na área da inteligência artificial e agora o presente post pretende divulgar como é que a produção científica na referida área evoluiu nos últimos dois meses.

Para esse efeito voltei novamente a pesquisar as publicações científicas que foram produzidas desde o ano 2023, contendo os termos GPT OR AI OR LLM nos campos título, resumo e palavras chave, e depois selecionando somente as publicações que contém as palavras-chave “Artificial Inteligence” OR “Machine Learning” OR “Deep Learning”, obtendo-se agora o valor total de 38762 publicações, o que significa que nesta área particular, nos últimos dois meses, houve a nível mundial um aumento de 6.062 novas publicações

No final do tal post anterior do inicio de Maio, apresentou-se uma lista dos países mais produtivos com mais de 300 publicações desde 2023, onde Portugal aparecia na 29ª posição. Como porém não é muito rigoroso comparar países com diferentes tamanhos, a nova lista actualizada, que abaixo se apresenta ordena os países pelo rácio publicações por milhão de habitantes. Na nova lista actualizada Portugal aparece na 15ª posição, à frente da França e também da Alemanha.  Já a desgraçadinha Rússia aparece abaixo do Paquistão. 

O facto da instituição que a nível mundial lidera as publicações nesta área, ser nada mais nada menos, do que a Harvard Medical Schoo (associada a mais de uma dezena de prémios Nobel) mostra bem a importância científica e económica desta área. A plataforma Scopus também permite saber quais são as universidades Portuguesas que mais contribuiram para esse resultado, que é uma informação importante, mas essa informação merecerá um novo post no futuro. 

  1. Singapore………..88 publicações científicas por milhão de habitantes
  2. Switzerland……..74
  3. Norway……………74
  4. Ireland…………….72
  5. Finland……………72
  6. UAE………………….70
  7. Hong Kong………62
  8. Denmark………….58
  9. Australia………….53
  10. Sweden…………….53
  11. Netherlands……..51
  12. Austria…………….47
  13. United K.……….. 46
  14. Greece……………..46
  15. Portugal…………..45
  16. Canada…………….38
  17. Saudi Arabia…….37
  18. Italy………………….35
  19. Belgium……………33
  20. Germany…………..31
  21. South Korea……..28
  22. Taiwan……………..28
  23. Spain………………..25
  24. United States……24
  25. Malaysia…………..19
  26. France……………..16
  27. Japan…………………7
  28. Turkey……………….8
  29. Morocco……………8
  30. Egypt………………….5
  31. India…………………..5
  32. Iran…………………….5
  33. South Africa………5
  34. China………………….4
  35. Pakistan……………..3
  36. Russia………………..3

Gen AI’s Dark Side: Researchers Expose Rising Tide of Deceptive Content and Fraud

Continuing from the earlier discussion titled AI has radically changed the core university business, shifting focus from teaching and publications to ‘assessment, curation, and mentoring where I elaborated on an article featured in The Economist, it is noteworthy that Google researchers have released a paper addressing GenAI misuse.

The paper exposes that a majority of generative AI users leverage the technology to blur distinctions between genuine and fabricated content, such as misleading images and videos, often with intentions to deceive, manipulate public opinion, perpetrate fraud, or seek financial gain. Through a comprehensive review of academic literature and analysis of approximately 200 documented cases of AI misuse, the researchers concluded that the sophisticated capabilities and accessibility of generative AI empower even those with limited technical skills to produce highly convincing deceptive content. https://arxiv.org/pdf/2406.13843 

PS – The aforementioned study on Generative AI clearly indicates the need to anticipate changes to the university mission. If this is the case, it is important to remember the additional dimension of responsibility to the academic obligations mentioned here.

The war for talent intensifies: Emerging Trends and Challenges

https://english.aawsat.com/gulf/5037172-saudi-arabia-approves-granting-saudi-citizenship-select-researchers-innovators

It is not surprising that Saudi Arabia, traditionally not known as a scientific powerhouse, has recently approved the granting of citizenship to distinguished talents. For further details, please refer to the article linked above. What is surprising is that the South Korean government, recognized as a leader in science and technology, has decided to expand the scope of visas to attract the best global talent in these fields https://www.universityworldnews.com/post.php?story=20240705071640527

It is important to note that in March this year, Clarivate Analytics revealed the Top 100 Global Innovators of 2024. On page 19, a particularly compelling graphic projects the most innovative countries for 2025, 2026, 2027, and 2028, with South Korea expected to appear at the top in all these years. If the country poised to occupy the top spot in the coming years is so focused on the competition for talent, then other nations, particularly European countries identified in the report as being on a downward trajectory, should be even more concerned.

Indeed, there is at least one country that not only fails to implement policies designed to attract and retain talented individuals but, conversely, has taken significant and deliberate steps to actively discourage and repel them. This country has fostered an environment hostile to talent, driving away skilled professionals and innovative thinkers rather than attracting them.

PS – In light of the aforementioned context, it is pertinent to revisit the earlier post dated May 14, 2023, entitled “Game changers in science and technology: The next 10 years, 2053 and the limits of knowledge, what we will never know”

A amarguíssima sorte de um filho e neto de catedráticos

Há algumas horas atrás, fui informado pelo próprio, um professor associado com agregação na universidade de Lisboa, que a sentença que apreciou a ação, que intentou contra si um filho e neto de catedráticos, exigindo 15.000 euros a título de indemnização, por conta de uma entrevista que aquele professor deu à revista Sábado, não foi favorável ao tal filho e neto de catedráticos. A meu ver essa sentença, constitui uma medalha de honra, de elevado valor, ganha pelo referido professor, como aquelas já ganhas por outros igualmente corajosos Portugueses, como aqueles dois que foram elogiados há um ano atrás, pelo implacável Director-geral Adjunto Eduardo Dâmaso.

Faço porém notar que esta sentença nunca teria acontecido, se tivesse ocorrido há várias décadas atrás, quando então vigorava a tenebrosa “lei” que ditava que “o respeitinho é muito bonito”. Para tal foi necessário que Portugal fosse entretanto condenado dezenas de vezes no TEDH, tendo os contribuintes sido obrigados a pagar do seu bolso essa vergonha, para que finalmente em 2017 o Supremo Tribunal de Justiça ditasse que: as exigências de uma sociedade democrática e aberta não se coadunam com a imposição de restrições, formais e rígidas, ao exercício da actividade de escrutínio e crítica a temas de manifesta relevância e interesse público…não podendo erigir-se, neste âmbito, impedimentos ou discriminações ao modo como é exercida a liberdade de expressão e opinião que poderiam funcionar, em última análise, como formas atípicas ou subliminares de censura…justificando a necessidade de uma particular tolerância…às opiniões adversas…envolvendo  porventura o uso de expressões agressivas…”

O referido professor associado com agregação, mereceu inclusive um inacreditável processo disciplinar na sua Faculdade (a mesma Faculdade, que recorde-se, não levantou qualquer processo disciplinar a um docente daquela casa, que o MP acusou pelos crimes de “abuso de poder, falsificação de documentos e burla qualificada”), processo disciplinar esse, que eu na altura comentei num post, que se tornou no mais visualizado de sempre deste blogue.

PS – Em 2021 sugeri na parte final de um post sobre concursos que os candidatos familiares de catedráticos deviam ter preferência sobre todos os outros https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/ensino-superior-balanco-final-dos.html

Portugal’s former PM as EU Council President and Dutch’s most successful experiment

A few years ago, Jeroen Dijsselbloem, the Dutch Finance Minister, accused Southern European countries of wasting money on women and alcohol. In response, the Portuguese Prime Minister António Costa called his comment “racist, xenophobic and sexist” and demanded his resignation. Now that Portugal’s former Prime Minister has ascended to the role of President of the European Council, while the once outspoken Dutch hypocritical moralist Jeroen Dijsselbloem is merely the Mayor of Eindhoven (the city that tolerates racist, xenophobic, and sexist views), it appears that abstaining from spending on women and alcohol is not necessarily the path to political success.

It is an interesting economic theory suggesting that a country’s economic success is related to not spending money on women and alcohol. This theory, likely developed by Dutch scientists and taught in Dutch schools, contrasts sharply with the Southern European perspective. In Southern Europe, corporate tax evasion is recognized as a proven cause of economic failure. Most strangely, the Netherlands costs EU countries $10 billion a year in lost corporate tax revenue, with Portugal suffering significantly as its top Portuguese companies (representing an annual business volume of over 20 billion euros) relocate to the Netherlands to avoid paying taxes in Portugal.

In fact, spending money on wine is perfectly understandable for many in Southern Europe, especially considering that Jesus Christ’s first miracle was turning water into wine, signifying wine’s importance to Christians. However, accusing southern countries of spending money on women is difficult to understand, especially considering that the Netherlands has one of the highest ratios of prostitutes per million people in Europe.

PS – It’s quite ironic to hear the Dutch Finance Minister giving moral lessons to people in Southern countries, given that an article published in the prestigious journal Science reported that More than half of Dutch scientists regularly engage in questionable research practices. It seems the Dutch’s most successful experiment is seeing how far they can stretch the truth!

Mais uma nova “injúria” pública aos catedráticos Portugueses

Já era público, há vários anos, que os catedráticos ganhavam menos do que aquilo que é o salário médio, que se pratica no Banco de Portugal, entretanto no passado mês de Maio ficou também a saber-se que dezenas de dirigentes da Santa Casa ganham mais do que um catedrático no último escalão e agora através da secção de economia do semanário Expresso, fica-se a saber que o salário médio, da tecnicamente falida TAP, é superior ao que ganha um catedrático no penúltimo escalão.  

Mas qual será o jovem investigador, de elevado potencial, que pretenderá ficar em Portugal, se sabe de antemão, que mesmo que seja o melhor da sua geração, o máximo que algum dia poderá auferir, se conseguir chegar ao topo da carreira, ao fim de muitos anos, é menos do que recebe um trabalhador médio do BP, menos do que recebem muitos dirigentes da Santa Casa e até menos do que recebe um  trabalhador médio da TAP ? Como é que é possível entender que durante o Salazarismo um catedrático estava no topo dos vencimentos da função pública e que desde o 25 de Abril foi sempre a andar para baixo ? Faz algum sentido que a democracia tenha menos respeito remuneratório pela Academia do que o antigo “regime” ?

E porque não permitir, como defendi há vários anos atrás, que os investigadores possam copiar o que fazem certos magistrados, para assim poderem poupar ao longo da sua carreira mais de meio milhão de euros em impostos ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/porque-e-que-os-investigadores-tambem.html

PS – E nem é bom falar do valor das pensões de reforma dos catedráticos, que ficam muitíssimo abaixo do valor da pensão de reforma do cadastrado Armando Vara

Catedráticos de Engenharia Civil ordenados pelo rácio de publicações mais citadas

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/catedraticos-de-engenharia-civil.html

No dia 16 de Agosto de 2021,  elaborei uma lista de Catedráticos de Engenharia Civil ordenados por número de publicações com mais de 100 citações na plataforma Scopus, após remoção das auto-citações. A mesma está acessível no link supra. 

E agora que passaram três anos é pertinente avaliar como evoluiu essa lista nesse período, evolução essa, que agora abaixo se reproduz, mas desta vez apresenta-se somente o rácio (de publicações altamente citadas) pois só esse permite comparações com rigor. 

Jorge de Brito ………3.0
Paulo Lourenço…….1.5

Humberto Varum…..0.9
Joaquim Barros…….0.7

J.Castro Gomes…….0.7

Ramôa Correia……..0.6

Said Jalali…………….0.5

Alvaro Cunha………..0.5

E. Júlio…………………0.5

Aníbal Costa…………0.3

Simões da Silva…….0.2

Rui Faria………………0.2

Pais Antunes…………0.2

Fernando Branco…..0.2

Dinar Camotim………0.2

Conceição Cunha….0.1

Gonçalves Silva…….0.1

Luís Picado…………..0.1

Paulo Pereira………..0.1

Paulo Cruz……………0.1

Gomes Correia…….0.09

João de Lima……….0.08

António Tadeu………0.07

Vasco Freitas……….0.06

PS – Em 2021 o dono deste blog tinha um rácio de 0.7 e esse valor subiu agora para 1.3, o que me colocaria na terceira posição, não fora o pormaior de na lista supra eu não ter removido as auto-citações e tendo em conta que os dois primeiros classificados tem uma percentagem de auto-citações superior a 21% e eu tenho apenas 7%…é só fazer as contas. Facto é que um rácio igual ou superior a 1.0 não é para todos, vide o post anterior sobre um cientista da Caltech, aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/calltech-metrica-numero-de-artigos-com.html

É preciso acabar com todos os “políticos”


“…o país, onde aplicaram uma pena de prisão efectiva ao ex-Primeiro-Ministro François Fillon, e ainda uma multa de 375.000 euros, por aquele ter arranjado um emprego para a sua mulher, ou como explicou o tribunal Francês, que o condenou, por ter colocado o seu interesse pessoal à frente dos interesses do povo que foi eleito para servir” 

O extracto supra foi retirado de um post do dia 17 de Dezembro de 2023 e nele se pode ler que na França há políticos que não conseguem perceber qual o verdadeiro e único motivo que os elegeu. Por uma estranha coincidência, aquilo que se passa na França, passa-se também em muitos outros países, incluindo Portugal, a grande diferença entre o nosso desgraçado país e a França é que por cá os políticos conseguiram algo absolutamente impensável, foi tornar quase impossível a sua condenação, quando cometem crimes de corrupção ou de tráfico de influências, a fazer fé nos corajosos testemunhos do Procurador Geral Adjunto Euclides Dâmaso e da Procuradora Geral Adjunta Maria José Morgado. Situação essa agravada pelo facto do PS e o PSD pretenderem concretizar um velho sonho molhado de Sócrates (e de toda a classe politica), o de partir a espinha ao MP, legislando no sentido de dificultar ao máximo que os Procuradores façam escutas aos Ministros. 

Seja como for, é possível que uma das origens do problema pelo qual os políticos não percebem o verdadeiro e único motivo que os elegeu, está precisamente na palavra “político”, que talvez tivesse uma conotação positiva na Grécia Antiga, mas que agora é sinónimo de aristocratas que gozam de uma impunidade quase absoluta. Assim sendo, seria extremamente positivo, que a referida palavra fosse doravante banida e substituída por “Serviçais da Causa Pública“, para que dessa forma, os eleitos consigam perceber efectivamente e sem dúvida alguma em que consiste afinal a natureza do seu trabalho. Eleito para Servir. 

O catedrático Português, campeão nacional absoluto de cartas aos editores de revistas

A plataforma Scopus indexa vários tipos de publicações, quando se “olha” para as mais de meio milhão de publicações científicas com afiliação Portuguesa, rigorosamente 526427, constata-se que elas se distribuem da seguinte forma:

Article……………………….66%

Conference paper……….18%

Review……………………….6%

Book chapter………………5%

Editorial…………………….2%

Letter…………………………1%

Book………………………….0.4%

Quando a análise se restringe somente às publicações do tipo Letter, constata-se que há um académico em Portugal que possui 148 (em média, quase uma dúzia de cartas, a cada ano, ao longo da última década), o que faz dele o campeão nacional, muito longe do segundo classificado, que também possui um elevado número de “Letters” e que por uma estranha coincidência também trabalha na mesma universidade. O referido campeão nacional, é catedrático de medicina na universidade do Porto e omito o seu nome porque é fácil saber quem é, repetindo a rápida pesquisa que eu próprio fiz. 

Um sádico Português que anda disfarçado de campeão nacional absoluto da empatia

No dia 23 de Junho e após ter tomado conhecimento, através de um artigo no caderno principal do Expresso, que uma corajosa juíza de instrução, se mostrou preplexa pelo facto do Ministério Público não ter tido coragem para constituir arguido o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no caso da famosa cunha do seu filho Dr. Nuno, critiquei esse caso de forma pouco suave aqui.

No dia 24 de Junho, um conhecido comentador, de nome Daniel Oliveira, também comentou esse caso, tendo a propósito do mesmo formulado uma interessante hipótese, que por conta das redes sociais, todos nós nos vamos tornando sociopatas, ele sendo a excepção como campeão da empatia. É verdade que ele não tem qualquer formação académica em psicologia (ou qualquer outra área, pois na sua página na Wikipedia pode ler-se que ele nem sequer terminou a licenciatura) pelo que essa hipótese vale o que vale. Muito pouco, principalmente porque incluída num texto, cujo único objectivo foi o de atacar o deputado André Ventura. Porém se o mesmo André Ventura (que há muitos anos é ódio de estimação do referido Daniel Oliveira) tivesse metido uma cunha para que algum dos seus familiares, a contas com alguma doença altamente penosa, e tivesse um tratamento de favor, passando por cima de listas de espera do SNS, dificilmente se veria o mesmo Daniel Oliveira a falar de falta de empatia. Especialmente irónico é ver alguém dar lições de sociopatia, quase como se ele fosse o Português mais empático deste país, quando na verdade e muito irónicamente, ele partilha algo sádico com o deputado André Ventura, ambos gostam de ver touros a sangrar. 

Quando se pergunta ao modelo de IA Generativa Microsoft Copilot, quais são os testes, que de forma rápida podem “despistar” a sociopatia, ele sugere vários, incluindo um designado Teste do Espectro da Personalidade Antissocial (Deenz), baseado em 24 questões, que eu próprio testei, apresentado os resultados na imagem aqui. Aminha mulher, com quem estou casado há mais de 25 anos, confirma esse agressivo diagnóstico. 

Declaração de interesses – Declaro que há mais de 5 anos critiquei o supracitado comentador Daniel Oliveira por conta das suas infelizes declarações sobre o PAN, no post intitulado “O PAN é mais perigoso do que o Estado Islâmico, o ébola e o antrax”. Declaro também que no que respeita a touradas a minha posição é muito clara, há vários anos, sendo similar à do Vital Moreira e à do Pacheco Pereira, as touradas servem apenas para “satisfação sádica das massas”.

PS – Ainda sobre touradas, reproduzo abaixo um resumo de um artigo que foi publicado numa revista científica de psicologia, o qual mencionei num email que no dia 29 de Junho de 2018, enviei para uma mailing lists de milhares de colegas do ensino superior, o título desse email era “ERC__Sexo, sadismo, sangue e morte“: 

AbstractBullfighting, as a spectacle, provides a special frame for projections, externalizations, and identifications. The central appeal of bullfighting is sadistic gratification, which seems to be of a mostly parricidal nature. The public experiences intense ambivalence toward the protagonists of the fight, who exert attraction for the id as well as for the superego. The existence of intrasystemic conflicts is pointed out. The history of bullfighting reflects the evolution of collective compromise formations between the fulfillment of sadistic drives …”