Boosting Efficiency in Research Funding: New Insights from Norway

Authored by a team of researchers from Norway, the study reveals that a two-stage evaluation process—starting with a short proposal—reduces the time spent by both applicants (by 38%) and reviewers (by 28%). Moreover, this approach improves the reliability and consistency of proposal evaluations, indicating that it can boost efficiency without sacrificing review quality. https://academic.oup.com/rev/advance-article/doi/10.1093/reseval/rvae020/7674904

In this context, it’s worth noting the paper “Talent vs Luck: The Role of Randomness in Success and Failure,” which argues that to better reward talent and boost success, it’s more effective to distribute equal, modest amounts of capital to everyone periodically rather than giving larger sums to a small, already successful group. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/new-study-suggest-that-prestigious.html

PS – On the counterproductive effect of research projects in reducing serendipity in science, it’s worth recalling the article published two years ago in Higher Education. Additionally, when considering efficient methods for financing scientific endeavors to achieve maximum impact, it’s worth recalling the article published in The Economist’s ‘The World Ahead 2024‘ edition.” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/the-economist-world-ahead-2024what-is.html

O péssimo trabalho da imprensa a esconder a incompetência de algumas universidades

No passado dia 15 de Agosto, quando se ficou a conhecer os maus resultados de algumas universidades Portuguesas no prestigiado no ranking Shanghai, onde Portugal agora já só tem três universidades entre as 500 melhores e onde uma rica universidade Lisboeta, mais uma vez se afundou estando agora abaixo de várias universidades de países de terceiro mundo, a imprensa Portuguesa, não cumpriu o seu dever de procurar saber junto dos responsáveis universitários as causas e os culpados desse péssimo resultado.

Em vez disso, hoje, o jovem jornalista Tiago Ramalho do jornal Público, optou por fazer algo absolutamente impensável (pelo menos para mim), tentar descredibilizar os rankings universitários. E se de facto há rankings da pura treta, que eu denunciei repetidamente, porque se baseiam em critérios da treta, mas que ironicamente até foram promovidos pelo mesmo jornal onde trabalha o referido jornalista https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/jornal-publico-volta-dar-destaque-um.html há porém outros como o referido ranking Shanghai, que são rigorosos e respeitados e é por isso que esse é o único ranking que aparece num documento da Comissão Europeia sobre a excelência na investigação. https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2019/631062/IPOL_STU%282019%29631062_EN.pdf  Infelizmente a lamentável peça jornalística, optou por juntar tudo no mesmo saco, misturando alhos, com bugalhos, assim contribuindo, muito oportunamente, para esconder o mau desempenho de algumas universidades Portuguesas.

Eu, assinante do jornal Público, há vários, que pago para ler artigos rigorosos não fiquei nada contente em saber que paguei para ler aquela pouco rigorosa peça jornalística. A única parte positiva da mesma é quando recorda o conteúdo do  estudo “Do Made in ao Created in — Um Novo Paradigma para a Economia Portuguesa“, coordenado pelo catedrático da Universidade do Minho, Fernando Alexandre, o novo ministro da Educação, Ciência e Inovação, onde está inscrita uma proposta para  criar contratos entre o ministério e as universidades, tendo como objectivo para até 2030 ter “pelo menos uma universidade entre as 100 melhores do mundo e cinco áreas científicas entre as 75 melhores do mundo no ranking de Xangai” https://ffms.pt/pt-pt/estudos/do-made-ao-created-um-novo-paradigma-para-economia-portuguesa 

Porém o jornalista Tiago Ramalho mostrou que não sabe, porque nada disse sobre isso, que o segundo objectivo já é cumprido actualmente, vide quatro síntese, já o primeiro objectivo, nunca foi, não é, e garantidamente nunca será cumprido, nem que Cristo desça à terra, pela simples razão que há até mesmo nas melhores universidades Portuguesas, várias áreas cientificas, nada, absolutamente nada competitivas. E esse problema não se resolve simplesmente com mais dinheiro, mas com uma exigência muito superior na contratação de professores, exactamente como decidiu fazer a Itália, há vários anos atrás.  

Faço notar que a inexistência nas universidades Portuguesas, de uma qualificação cientifica mínima, como aquela que existe em Itália, é especialmente prejudicial para o futuro dos jovens investigadores, que forem Orientados por professores com uma obra científica irrelevante, como o prova o estudo publicado em 14 de Agosto que foi divulgado aqui. 

PS – Uma prova inequívoca do péssimo resultado de várias universidades Portuguesas no referido ranking, pode também aferir-se pela ausência de comentários do Ministro Educação, Ciência e Inovação sobre esse resultado, um posicionamento muito diferente do Ministro Francês do Ensino Superior, que afirmou que os resultados das universidades Francesas no ranking Shanghai constituem um motivo de orgulho para a França This year’s ranking is excellent for us…it is a source of pride https://www.campusfrance.org/en/actu/classement-de-shanghai-2024-une-fierte-pour-la-france

Advancing Tutor Training Through GPT-4: A Breakthrough Study from Carnegie Mellon

Building on the April 7 post about the potential of generative AI to realize the Holy Grail of personalized tutoring, and referencing the study by the Swiss Federal Institute of Technology (EPFL) that could enable edtech companies to challenge universities globally, it’s worth exploring a recent paper published in the International Journal of Artificial Intelligence in Education by researchers from Carnegie Mellon University’s Human-Computer Interaction Institute.

The study harnesses the capabilities of GPT-4 to design an advanced automated feedback system aimed at improving the training of novice tutors. This innovative system effectively addresses the persistent challenge of providing timely and expert-level feedback without the need for continuous human involvement. Through rigorous testing on a cohort of 383 trainees, the system demonstrated a remarkable level of accuracy, matching the performance of human experts. https://link.springer.com/article/10.1007/s40593-024-00408-y

Qual será a explicação mais provável para o resultado do curso de Engenharia Civil na 1ª fase de acesso ao ensino superior ?

Relativamente à primeira fase do concurso do ano passado quando então foram colocados 497 alunos (o ano anterior a esse de 2022 mostrou um valor similar), sendo que desses, 84 foram para o ensino politécnico, listam-se agora abaixo os resultados para os cursos de engenharia civil, com mais colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que tenham tido pelo menos um colocado. 

O total de colocados deste ano foi de 558 novos alunos, uma subida relevante de 61 alunos face ao ano passado, numa percentagem que é o dobro da percentagem de crescimento de alunos nos cursos STEAM (STEAM- Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics). https://www.portugal.gov.pt/pt/gc24/comunicacao/noticia?i=resultados-da-1-fase-do-concurso-nacional-de-acesso-ao-ensino-superior-2024

É importante referir que desse total global dos referidos 558 alunos desta primeira fase, 120 pertencem no ensino Politécnico. O Politécnico de Lisboa (ISEL) apresentou o maior crescimento, ultrapassando as universidades de Coimbra e do Minho, sendo que também o Politécnico de Coimbra consegue subir na lista ultrapassando várias universidades. 

1 – Universidade de Lisboa………..138 colocados   

2 – Universidade do Porto………….121

3 – Pol. Porto……………………………..51

4 – Universidade Nova………………..47

5 – Pol. Lisboa……………………………41

6 – Universidade de Coimbra……….39

7 – Universidade do Minho………….34

8 – Universidade de Aveiro…………..25

9 – Pol. Coimbra…………………………14

10 – Universidade da Madeira………12

11 – UTAD…………………………………..8

12 – UALG…………………………………..7

13 – Pol. Leiria……………………………..6

14 – UBI………………………………………6

15 – Pol. Viana Castelo………………….4

16 – Pol. Bragança………………………..2

17 – Pol. Viseu……………………………..1

19 – Pol. Castelo Branco………………..1

A relevante subida de colocações desta fase mostra que a nova obsessão nacional com a engenharia aeroespacial, que já possui três cursos entre os dez com maior média de entrada,  não está a fazer-se sentir no curso de engenharia civil, que depois do ano negro de 2014, quando o total de colocações na primeira fase foi somente de uns inacreditáveis 158 alunos, iniciou desde essa altura uma tendência sustentada de crescimento.  Vide post sobre a evolução de colocações no curso de engenharia civil nos últimos 18 anos https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/09/engenharia-civil-evolucao-de-colocacoes.html

PS – Explicações possíveis há várias, como a da importante crise de habitação no nosso país, mas eu pessoalmente acho mais provável a relacionada com os importantes e dispendiosos desafios das alterações climáticas para o ambiente construído.

Uma visão para 2030: Ter cinco universidades no grupo das 200 melhores do mundo

Ainda na sequência do post anterior do dia 17 de Agosto, sobre a falta de inteligência (ou impotência) Portuguesa no que respeita a copiar o que fazem na Itália em termos de competitividade científica, é oportuno divulgar uma recente tese de doutoramento, que foi defendida na Universidade de Glasgow e que há poucos dias foi colocado online.  A mesma foca-se na criação de recomendações estratégicas para ajudar a Arábia Saudita a alcançar as suas metas científicas, particularmente o objetivo de vir a ter cinco universidades entre as 200 melhores do mundo até 2030https://theses.gla.ac.uk/84488/3/2024AlanaziPhD.pdf

Neste momento e relativamente ao ranking Shanghai, a Arábia Saudita tem uma universidade no grupo das 100 melhores (à frente de conhecidas universidades da Suíça, da Finlândia, da Suécia e da Holanda), duas universidades no grupo das 300 melhores, uma universidade entre as 400  melhores e duas universidades no grupo das 500 melhores. E ainda mais seis universidades nos diferentes subgrupos entre as 600 e as 1000 melhores. 

Fácil é porém adivinhar, no contexto do PICEC, quantas universidades é que Portugal (que agora ainda tem duas no grupo das 300 melhores) irá ter em 2030 no Top 200 do ranking Shanghai ? ZERO

Declaração de interesses – Declaro que em 18-07-2021 recebi um convite de uma universidade da Arábia, a King Fahd University, para um lugar de professor, que declinei.

PS – É claro que se por hipótese, bastantes investigadores Portugueses, seguirem à letra os sábios conselhos daquele Francês vencedor do prémio Nobel, que há não muito tempo visitou a universidade do Minho, sabe-se lá se algum deles não consegue, aquilo que a Ciência Portuguesa não consegue há mais de 70 anos, o que obviamente poderia influenciar bastante a posição no ranking Shanghai da universidade a que pertencesse esse investigador. 

Study Shows $2 Trillion Revenue for 172 Countries Using Spain’s Wealth Tax Mode

Continuing from the previous post about the €10 million ethical wealth limit proposed by a Utrecht University Ethics professor, a recent Tax Justice Network study suggests countries could generate nearly $2 trillion annually by adopting a wealth tax like Spain’s, targeting the wealthiest 0.5%. https://taxjustice.net/press/countries-can-raise-2-trillion-by-copying-spains-wealth-tax-study-finds/

The study, by Palanski (Carlos University, Prague) and Schultz (PhD, University of Mannheim), extends Spain’s model to 172 countries. In Spain, fortunes up to €3 million are exempt from the Solidarity Tax on Large Fortunes. Wealth exceeding this amount is taxed at 1.7% up to €5.3 million, 2.1% between €5.3 million and €10.6 million, and 3.5% on anything above €10.6 million. 

The study also shows that previous tax reforms on the super-rich led to minimal relocation, with only 0.01% of wealthy households in Norway, Sweden, and Denmark moving abroad. The study’s estimates of potential revenue from wealth taxes are conservative, assuming the highest possible migration rate of 3.2%.

Personally, I believe that all people should be taught from a very young age that work is “sacred” and should be minimally taxed. Lower taxes on labor can boost creativity and innovation, while excessive taxes can discourage effort and harm social well-being. In contrast, wealth accumulated through speculative investments, inheritances, or other less honorable means has far less value and should face higher taxation.

Declaration of competing interests – I have stated before, and I reaffirm now, that what the super-rich deserve is not merely taxes comparable to those paid by ordinary working people, but severe prison sentences for carbon manslaughter.

Governo dá borlas fiscais aos super-ricos mas persegue fiscalmente quem trabalha

Em boa hora teve o jornal Público, a excelente ideia de dar o devido destaque a um estudo que mostra que se o Governo Português, tivesse a coragem que tem o Governo Espanhol, conseguiria receber todos os anos mais quase 4000 milhões de euros de receita fiscal, através de um imposto de apenas 0.5% sobre os super-ricos. https://www.publico.pt/2024/08/19/economia/noticia/imposto-05-ricos-portugal-valeria-3600-milhoes-estado-2101254

Infelizmente, não é expectável que o Governo Português tenha essa coragem, o mais provável é que continue a fazer o que fazia o cobarde Governo de António Costa, que como escrevi em Setembro de 2023 “tira dinheiro aos Portugueses (milhares de milhões de euros) para o dar a vários milhares de ricos estrangeiros” 

Isso acontece porque nunca ninguém lhes explicou algo que deveria ser um conhecimento adquirido desde a mais tenra idade. Isto é que, o trabalho é “sagrado” porque dá sentido à vida, de uma grande maioria das pessoas e portanto deveria ser fiscalmente taxado o mínimo possível. Menos impostos sobre o trabalho podem estimular a criatividade e a inovação, já taxar o trabalho de maneira excessiva pode desincentivar o esforço e, em última instância, minar o bem-estar social.

Já a riqueza, ou melhor a simples acumulação de riqueza, originada por investimentos especulativos, heranças ou outras formas ainda menos dignas, possui um valor muitíssimo menor do que os rendimentos do trabalho, pelo que devem merecer uma elevada taxação. E não é preciso uma grande dose de imaginação para perceber que o futuro trará limites à obscena acumulação de riqueza

PS – Por paradoxal que possa parecer, quanto mais depressa o nosso país começar a cobrar impostos decentes aos super-ricos, mais depressa fica mais parecido com a Suécia e a Alemanha, pois naqueles países não acontece o que acontece em Portugal, onde os professores e investigadores pagam taxas de imposto muito mais elevadas do que os super-ricos.

Declaração de interesses – Declaro que como já escrevi antes, aquilo que os super-ricos merecem não são apenas impostos, da mesma ordem de grandeza daqueles que são pagos por quem trabalha, mas sim elevadas penas de cadeia por homicídio climático.

Catedrático espanhol explica devagarinho como melhorar a competitividade científica das universidades Portuguesas

Na sequência dos maus resultados de Portugal, no prestigiado ranking Shanghai, onde agora já só tem apenas três universidades no Top 500, resultados esses que foram conhecidos no dia 15 de Agosto, aproveito para divulgar um artigo, cujo primeiro autor é um catedrático de uma universidade de Espanha (país que tem uma dezena de universidades no Top 500 do referido ranking) que foi publicado no dia 17 de Agosto, na conhecida revista Scientometrics, do qual abaixo reproduzo a tradução de um pequeno excerto dos parágrafos introdutórios. 

“…Os seres humanos possuem a capacidade de estabelecer objetivos e persegui-los com a intenção de alcançar melhorias…Contudo, tudo isso é fundamentado em uma análise prévia…Desde os anos 1980, a análise estratégica tem sido intencionalmente incorporada nas universidades, um bom exemplo disso é o plano Klerr para as universidades da Califórnia (Altbach & Salmi, 2011) e a publicação seminal Academic Strategy de Keller (1983). Diante do exposto, a intenção de todos os responsáveis por um sistema universitário é tentar aperfeiçoá-lo. Isso requer a realização de um diagnóstico e o desenvolvimento de uma estratégia, cuja prioridade deve ser a melhoria da produção científica, o que implica a elevação da qualidade do próprio sistema universitário” https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05128-7

O referido artigo, mostra como é que utilizando a informação contida nos resultados do ranking Shanghai relativamente a 55 áreas científicas, se pode tentar melhor o desempenho do sistema universitário de um país. É um facto que os resultados do ranking Shanghai por áreas de 2024 ainda não foram divulgados, mas os resultados de 2023 que divulguei aqui  https://www.docdroid.net/KfZvpEt/2023-shanghai-ranking-tabela-top-500-pdf já permitem saber quais são áreas e as universidades Portuguesas cujo desempenho não é aquele que minimamente se espera num país europeu no século XXI. 

PS – Um dos critérios do ranking Shanghai, contabiliza o número de investigadores altamente citados, infelizmente em Portugal, ser um investigador altamente citado ou ser um investigador citado zero vezes, vale rigorosamente o mesmo, em muitos casos, sucede até que ser altamente citado é motivo para se ser prejudicado em concursos públicos. Quem o afirmou publicamente foi um corajoso catedrático jubilado do Técnico, doutorado pela universidade de Oxford. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/9-euros-e-quanto-custa-o-livro-sobre-os.html E esta manifesta pouca vergonha terceiro-mundista, de favorecimento da bem relacionada incompetência nacional, que contraria aquilo que é a incessante competição mundial pelo talento, vide artigo na última edição da revista The Economist, ajuda bastante a explicar o marasmo de algumas universidades portuguesas  https://www.economist.com/briefing/2024/08/15/talent-is-scarce-yet-many-countries-spurn-it

Declaração de interesses – Declaro que a minha área, a área da Engenharia civil, é uma das mais competitivas de Portugal, mesmo quando se utiliza a Alemanha como termo de comparação e isso mesmo apesar de receber muitíssimo menos dinheiro do que outras áreas e apesar também da vergonhosa desconsideração a que foi votada pelo ignorante anterior Governo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html  Uma das áreas que o anterior Governo mais adorava era a área da Sociologia, onde foi buscar vários Governantes, uma área que convém lembrar, apresenta um desempenho inexistente no ranking Shanghai por áreas. Recordo aliás que na última avaliação de unidades de investigação apresentaram-se à avaliação, um autêntico regabofe de 18 (dezoito) unidades de sociologia, enquanto que na minha área, a engenharia civil, foram avaliadas 6 (seis) unidades. Neste contexto, aproveito para reproduzir o post scriptum que escrevi no passado mês de Março: “não tenho da Sociologia uma visão tão radicalmente negativa, como aquela que se pode ler no blogue de um magistrado aposentado, onde aquele reproduz palavras do doutorado em Oxford e investigador-Coordenador, Vasco Pulido Valente, que escreveu de forma implacável “aquilo tudo balança entre o lugar-comum e a burla“, ainda assim tenho a profunda convicção que os desafios que Portugal enfrenta, necessitam muito menos de Sociologia e muito mais de Engenharia”.

Qual será a razão porque as universidades da Itália tem um desempenho muito superior ao das universidades de Portugal ?

Continuando o tema do post anterior, onde ainda antes da imprensa nacional, que tem obrigações explicitas nessa área, divulguei os resultados do prestigiado ranking Shanghai, no qual Portugal desgraçadamente já só tem 3 universidades no Top 500, enquanto a Itália tem 18 universidades, faz todo o sentido questionar, será que o desempenho de Portugal seria radicalmente diferente, para melhor, se o nosso país tivesse copiado a legislação Italiana, que obriga a uma qualificação cientifica mínima (através de métricas) dos professores universitários, assim impedindo por via legislativa a existência de catedráticos de h-index=0, que chegaram a esse lugar por conta de “amizades” familiares, políticas ou maçónicas ? 

Não só é lamentável que a imprensa nacional, que é paga para isso, tenha sido mais lenta do que um cidadão comum, a divulgar o desempenho das universidades Portuguesas no ranking Shanghai, mas muito pior do que isso, que não tenham tido a coragem de questionar os responsáveis da Universidade Nova sobre as razões da sua lamentável classificação nesse ranking. O que significa que uma vez mais se confirma a incompetência do jornalismo nacional, vide post de 17 de Agosto de 2022 de título “Jornalismo incompetente que trata os maus resultados de algumas universidades como se fossem boas notícias”  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/rankings-de-universidades-e-o.html

Declaração de interesses – Declaro que em 2020 divulguei uma tese de doutoramento sobre aquilo que infelizmente realmente interessa a muitos jornalistas deste país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/04/unovatese-de-doutoramento-sobre.html E declaro também que em 2018 apresentei uma queixa na ERC contra um jornalista do Expresso (ERC/2018/154 (CONT JOR-I)), entidade que me deu razão, confirmando a ocorrência de uma situação de violação do dever de rigor informativo.

PS – É claro que ter universidades no Top 100 do ranking Shanghai, como tem a Finlândia, a Noruega, a Dinamarca, a Bélgica, a Holanda (etc etc etc) e tem muitos outros países fora da Europa como por exemplo Singapura e a Coreia, não se consegue apenas com a definição de mínimos científicos, mas sim através de uma vontade clara, e de um forte apoio à Academia, que infelizmente inexiste em Portugal, por conta da grossa incompetência e ignorância da classe politica. 

Warning to Young Researchers: The Hidden Dangers of Choosing the Wrong Mentor

In 2020, I published on my first blog the results of a significant study featured in Nature Communications, which revealed that collaborating with a renowned scientist offers a crucial advantage that can extend throughout the careers of young researchers. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/junior-researchers-who-coauthor-work.html

Now, in 2024, I feel compelled to revisit this issue in light of a recently published article in the prestigious journal Nature. This article presents a study that analyzed 245,500 mentor-mentee pairs worldwide, who collectively published nearly 10 million papers across 22 academic disciplines. The findings demonstrate that having a well-cited mentor significantly boosts a junior researcher’s chances of success, while lacking such mentorship can result in a career spent on the margins of the academic community. https://royalsocietypublishing.org/doi/full/10.1098/rsif.2024.0173

The article goes on to suggest that future researchers must be warned about the risks of accepting mentorship from those with limited academic impact. This raises a crucial question: if a future researcher is not adequately informed of this risk, could they legally hold those responsible for this harmful omission accountable, especially if it results in irreversible damage to their career?

P.S. In this context, it’s worth revisiting the post where the ethics of those who attained full professorship without merit were called into question.