À lista de alguns dos vários inconseguimentos da área científica de Engenharia Civil da Universidade do Porto, anteriormente assinalados em Maio de 2020, em Novembro de 2024 ou mais recentemente em 1 de Maio de 2025, acrescento agora mais um, particularmente elucidativo, que se obtém da análise do prestigiado ranking Shanghai por áreas científicas.
Nas dez edições que já leva aquele ranking, publicadas entre 2017 e 2026, a Engenharia Civil da Universidade do Porto não conseguiu, uma única vez, obter uma classificação superior à da Universidade do Minho. Nesse ranking a Universidade do Porto entrou no top 100 mundial apenas três vezes; a Universidade do Minho conseguiu-o repetidamente em nove edições. Não estamos, portanto, perante uma oscilação ocasional ou um ano menos feliz, mas perante um padrão de incapacidade competitiva reiteradamente confirmado ao longo de uma década. Vide tabela infra.
Mas o contraste referido adquire contornos quase embaraçosos quando observado numa perspetiva histórica. O curso de Engenharia Civil da Universidade do Porto remonta a 1915, enquanto a licenciatura em Engenharia Civil da Universidade do Minho surgiu apenas quase 70 anos mais tarde. Em poucas décadas, a instituição mais jovem não se limitou a recuperar o enorme atraso com que partiu, anulou por completo a vantagem histórica da sua congénere centenária e passou a superá-la de forma sistemática, ano após ano.
PS – A referida incapacidade não se limita ao ranking Shanghai. Os investigadores da área de Engenharia Civil da Universidade do Porto nunca conquistaram uma bolsa do European Research Council (ERC), enquanto os da Universidade do Minho já conquistaram duas. E entre os investigadores portugueses da área da engenharia civil que integram o restrito grupo do top 0,5% mais citados do mundo, do ranking Elsevier-Stanford, dois pertencem à Universidade do Minho e nenhum à Universidade do Porto.

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