Europe Under Fire: The Wrath of Tyrants and Tech Titans Threatening Its Survival

Giuliano da Empoli, an Italian-Swiss political essayist and professor at Sciences Po Paris, gave an extensive interview today to a major Portuguese newspaper about his latest book, The Hour of the Predator: Encounters with the Autocrats and Tech Billionaires Taking Over the World. Since the article is behind a paywall, I thought it would be helpful to share a brief summary in the form of three key excerpts from the interview:

“To simplify, there are two major possibilities…either we manage to impose democratic rules and our way of life onto the digital dimension of life; or the absence of rules, the law of the strongest, and the jungle law of today’s digital world will impose themselves on our private lives, our democracies, and our public life. In the first case, we will continue to have a democratic future; in the other, we will cease to have a democratic future”

I believe this is a very humiliating moment for Europe and Europeans. European integration was once, to some extent, the model that others looked up to—but that is no longer the case. And we are powerless and, at least in part, unable to defend ourselves.

The one thing all predators have in common is attacking Europe. Every day. Trump, Putin, Musk, Zuckerberg… Which means we bother them. We’re an obstacle to their plans. I believe we should become an even greater one”

Giuliano da Empoli may be right to draw attention to Europe’s vulnerabilities when confronting autocrats and tech billionaires. Yet, he may also overlook the deeper significance of the European project as a remarkable civilizational leap. As Michio Kaku noted decades ago, “the European Union is the beginning of a Type I economy… these European countries, which have slaughtered each other ever since the ice melted 10,000 years ago… they have banded together, put aside their differences to create the European Union.”This perspective suggests that, despite its vulnerabilities, the European project embodies a commitment to transnational cooperation and long-term resilience, serving as a testament to humanity’s capacity for reconciliation and collective purpose—an audacious step toward planetary maturity. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html

PS – Regarding da Empoli’s book, I’d like to emphasize that his thesis resonates with another work I mentioned earlier on this blog in early July. At that time, I argued that in this particular context, “it becomes all the more urgent—indeed, imperative—that academia, as the last bastion of critical inquiry and intellectual integrity, reaffirms its uncompromising commitment to truth as a non-negotiable principle https://pachecotorgal.com/2025/07/13/book-world-builders-we-are-entering-a-new-civilizational-stage-where-the-distinction-between-reality-and-fiction-is-collapsing/

Um jovem investigador com apenas 24 anos contratado por 250 milhões de dólares

Informa um recente artigo publicado no New York Times, que o jovem investigador Matt Deitke, acaba de ser contratado por um valor estratosférico, que usualmente só é pago a algumas poucas estrelas do desporto. https://www.nytimes.com/2025/07/31/technology/ai-researchers-nba-stars.html

Uma consulta à sua produção científica na conhecida plataforma Scopus, mostra que apesar de ainda só ter 7 publicações científicas, a verdade é que as mesmas já receberam centenas de citações o que corresponde a um K-index=37 (na plataforma scholar google que é bastante menos selectiva do que a Scopus, possui já vários milhares de citações). O seu artigo mais citado Objaverse: A Universe of Annotated 3D Objects” recebeu quase 400 citações na Scopus em apenas dois anos, um desempenho absolutamente excepcional, que muitos académicos não conseguem alcançar nem sequer ao fim de várias décadas. Em termos comparativos a conhecida catedrática Elvira Fortunato, que até chegou a ser apontada como candidata a um prémio Nobel, tem um nível de citações médio por publicação de 38, enquanto que o jovem Matt Deitke, tem um nível de citações médio por publicação que é três vezes superior ao daquela catedrática.

PS – Em 2018, um conhecido cientista Alemão, Ulrich A.K. Betz, Vice-Presidente da Merck, afirmou não compreender que um investigador de topo ganhasse muito menos do que um futebolista de topo, felizmente que bastaram apenas 7 anos para agora termos investigadores a ganhar mais do que muitos futebolistas de topo. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/celebrar-quem-efectivamente-o-merece-no.html

Engenharia Civil em Portugal – Os 20 livros indexados mais citados de sempre

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/engenharia-civil-actualizacao-sobre-os.html

Passados que estão quatro anos sobre a lista (supra) correspondente aos vinte livros mais citados na base Scopus, que foram produzidos por professores e investigadores de unidades de investigação da área da engenharia civil em Portugal, segue agora abaixo a nova lista actualizada em 1 de Agosto de 2025. A mesma permite constatar que alguns títulos deixaram de constar no Top 20 para darem lugar à entrada de quatro novos competidores, três de estruturas e um de materiais de construção, mas os três primeiros lugares mantem-se inalterados. E tendo em conta que a diferença de citações do primeiro para o segundo lugar (aproximadamente o dobro) daqui a quatro anos o primeiro lugar ainda continuará inalterado, até porque uma projecção para 2029, mostra que nessa altura o primeiro lugar terá o triplo das citações do segundo lugar. 

1º – Handbook of Alkali-Activated Cements, Mortars and Concretes 
2º – Handbook of Recycled Concrete and Demolition Waste    
3º – Design of Steel Structures   
4º – Eco-Efficient Concrete  
5º – Mechanics and strength of materials   
6º – Fibrous and Composite Materials for Civil Engineering Applications  
7º – Toxicity of building materials  
8º – Seismic Design of Concrete Buildings to Eurocode 8    
9º – Infrastructure public-private partnerships   
10º – Nano and biotech based materials for energy building Efficiency  
11º – Sustainable Construction Materials: Copper Slag  
12º – Historic Construction and Conservation Materials, Systems and Damage
13º – Biotechnologies and Biomimetics for Civil Engineering    
14º – Cost-Effective Energy Efficient Building Retrofitting   
15º – Finite Element Analysis for Building Assessment
16º – Design Solutions and Innovations in Temporary Structures   
17º – Advances in Construction and Demolition Waste Recycling: 
18º – Eco-efficient Repair and Rehabilitation of Concrete Infrastructures 
19º – New trends in eco-efficient and recycled concrete  
20º – Eco-efficient materials for mitigating building cooling needs  

PS – Entre as várias universidades com mais títulos na lista supra, estranhamente a Universidade do Porto não possui um único, o que faz prova de uma singular incapacidade. 

O dilema do Presidente do Técnico: Como conseguir transformar docentes naquilo que eles não querem ou não conseguem ser

“…os professores, deixaram de ser os únicos mediadores entre o saber e…os estudantes…a IA passou a converter esse conhecimento em explicações personalizadas, diálogos pedagógicos…a partir de agora, ao professor não basta o papel de expor informação: o seu papel principal passa a ser o de…reconfigurar o espaço educativo…torna-se mentor…e modelo inspiracional.” https://www.publico.pt/2025/07/28/ciencia/opiniao/professor-40-2140146

O clarividente texto supra faz parte de um artigo sob o título “O professor 4.0” do actual Presidente do IST, a tal instituição que se arroga ser a maior escola de engenharia de Portugal. Aquilo que porém o artigo não esclarece é como é que agora as universidades cujo corpo docente foi contratado privilegiando a transmissão de conhecimento, os vai agora conseguir “reciclar” para que se consigam transformar em modelos inspiracionais. 

Neste contexto faz sentido recordar que no Instituto Superior Técnico trabalham professores cuja “pedagogia” muito dificilmente conseguirá algum dia inspirar qualquer aluno, muito antes pelo contrário. Aliás, há três anos atrás o jornal Público revelou declarações de professores daquela instituição que fazem prova disso mesmo: 

“não vou explicar porque não vai perceber” 

“Quem não teve mais de 15…pode sair e trabalhar no Pingo Doce” 

E quais serão os requisitos básicos para um professor universitário conseguir inspirar alunos ? Será que professores que não possuem os valores morais mencionados aqui conseguem inspirar alunos ? Ou pior do que isso, será que professores culpados de assédio moral e ou sexual ou que utilizam expressões insultuosas conseguem inspirar alunos ?

PS – O artigo do Presidente do Técnico parece ter esquecido dois pequenos pormaiores, em primeiro lugar, que por melhor que seja um professor, a utilização do modelo “pedagógico” baseado em anfiteatros com centenas de alunos é uma receita fossilizada que não consegue competir nem de perto nem de longe com a tutoria individual, “…An influential paper from 1984 by Benjamin Bloom, an educational psychologist, found that one-to-one tutoring both improved the average academic performance of students” e por outro lado, que vários estudos mostraram que a IA generativa consegue ser mais empática e motivacional do que tutores humanos, vide por exemplo o estudo de investigadores do prestigiado ETH Zurich https://arxiv.org/abs/2506.08702

Um catedrático da Universidade do Minho debaixo de fogo

A última edição da revista Visão abriu com uma extensa entrevista ao médico e Presidente da Bial, Luís Portela e ao professor catedrático de medicina da universidade do Minho, Nuno Sousa. A mesma incidiu no conteúdo de uma série documental que foi transmitida pela RTP1 “Para além do cérebro“, que abordou questões tão problemáticas como a das vidas passadas e os fenómenos paranormais, a qual recorde-se foi patrocinada pela Fundação Bial e teve como coordenador científico, o referido catedrático Nuno Sousa. 

Sucede porém que o conhecido bioquímico e divulgador de ciência David Marçal, criticou de forma bastante contundente a referida série. É verdade que ele não mencionou o nome do catedrático referido porém sendo ele o coordenador científico da mesma, não há forma de escapar à acusação de pseudociência que foi feita pelo mesmo David Marçal. Impõe-se, por isso a questão: pode um catedrático manter intacta a sua credibilidade científica perante uma acusação tão grave? https://www.publico.pt/2025/05/16/ciencia/ensaio/nao-existe-espiritualidade-cientifica-2133138

Uma das grandes culpadas pela gravíssima crise da habitação de que curiosamente ninguém fala

“Temos um problema gravíssimo de habitação que vai muito além dos bairros de barracas, dos imigrantes e dos desfavorecidos – afecta toda a classe média nacional”

O extracto supra foi retirado do final de um interessante artigo da Subdirectora da revista Visão, o que esse artigo porém não fez foi identificar os múltiplos culpados desse estado de coisas verdadeiramente terceiro-mundista, começando por aqueles com mais culpas no cartório. É verdade que é muito fácil culpar os sucessivos Governos deste país, devido ao anormalmente baixo nível de investimento e ao facto do parque habitacional público ser muito inferior à média europeia (numa percentagem seis vezes inferior à da Dinamarca e que é quase dez vezes menos do que na Holanda) e também por não terem alterado a legislação, para evitar que um simples licenciamento demore um tempo anormalmente excessivo, o que faz de Portugal um dos países europeus com o pior desempenho nesta área, sendo além disso um foco de corrupção https://expresso.pt/opiniao/2025-01-09-a-burocracia-que-alimenta-a-corrupcao-o-circo-dos-licenciamentos-em-portugal-7c8336bc

Também é muito fácil culpar os alojamentos locais, pelo facto de terem retirado do mercado milhares de casas, ou os vistos gold (que em muitos casos servem para lavar dinheiro de origem criminosa) que trouxeram consigo a danosa praga de investimentos imobiliários especulativos e o consequente brutal aumento de preços. Aquilo de que porém ninguém fala é do facto da maior parte da indústria da construção, onde se pretende fazer crer que a falta de mão de obra explica tudo (o que não é rigoroso) continuar a utilizar métodos construtivos obsoletos que já se utilizavam há muitas décadas atrás e que fazem com que a construção de um pequeno edifício multifamiliar demore quase uma eternidade. E como em Portugal a mão de obra pesa quase 40% do custo total, a redução do tempo de execução por conta da utilização de uma elevada componente pré-fabricada (off-site), consegue reduzir o custo total, por redução das horas necessárias para a construção, redução dos custos indirectos e dos custos financeiros, já para não falar das poupanças associadas à redução dos desperdícios de materiais. 

Neste contexto recordo que em Novembro de 2024, divulguei o caso de um empresa nacional, que com recurso a um elevado nível de pré-fabricação, erigiu um edifício de 4 andares em Guimarães, num tempo bastante inferior (50%) aquilo que é a prática corrente e o qual até ganhou um prémio de sustentabilidade https://pachecotorgal.com/2024/11/04/primeiro-edificio-de-construcao-hibrida-em-guimaraes-vence-categoria-sustentabilidade/ tecnologia essa que já permitiu à mesma empresa executar outros edificios com menores prazos de execução e optimização de recursos. Mas mesmo que num cenário excessivamente optimista este se viesse a tornar, no novo standard da industria de construção de edificios nacional (algo que infelizmente não irá acontecer), o facto é que ficava ainda assim muito abaixo, daquilo que são as práticas internacionais mais expeditas, como quando na China construíram um edifício de 10 andares em apenas dois dias e um edifício de 57 andares em 19 dias ou quando no mesmo país construíram um edifício de vários andares, com um total de 208 apartamentos, em 5 dias, um ritmo que permitiria a uma única empresa construir 1000 apartamentos por ano. 

Resumindo e concluindo: Para aumentar a oferta de habitação e baixar os preços, o Governo — este ou outro — deve reforçar o investimento público, acelerar licenciamentos e travar a especulação, regulando os malfadados vistos gold e os alojamentos locais. Deve também incentivar, de forma clara, a utilização de métodos construtivos industrializados off-site, que reduzem custos, prazos e desperdícios. E esse incentivo pode ser concretizado através de benefícios fiscais, financiamento bonificado, formação técnica especializada e pela aprovação de legislação que favoreça a utilização destes sistemas construtivos nas obras públicas. 

World Builders: “we are entering a new civilizational stage, where the distinction between reality and fiction is collapsing”

The Portuguese scholar Bruno Maçães—Harvard PhD, former adviser to the Prime Minister of Portugal and ex‑Secretary of State, now with Flint Global and a researcher at both Renmin University (Beijing) and the Hudson Institute (Washington)—has just granted an interview about his new book.  World Builders: Technology and the New Geopolitics

Maçães argues that contemporary geopolitics is shifting from territorial competition to a paradigm of systemic world-building, in which states serve as architects of technological and symbolic realities. Consequently, power is no longer measured by tanks and borders but by the capacity to control the underlying operating systems—spanning energy, technology, and the narratives that frame our understanding of the world. According to Maçães, we are entering a new civilizational stage in which the boundary between reality and fiction is collapsing. In this context, world-building replaces objective truth as the primary source of influence. As he bluntly states: “Whoever doesn’t build a technological world will be defeated.”  

Nevertheless, Maçães’s thesis opens a dangerous door: If truth is no longer central and world-building becomes the ultimate source of power, isn’t this just a sophisticated justification for propaganda, manipulation, and tech-driven authoritarianism? Moreover, if truth is to be deliberately sidelined in the spheres of power and policy, then it becomes all the more urgent—indeed, imperative—that academia, as the last bastion of critical inquiry and intellectual integrity, reaffirms its uncompromising commitment to truth as a non-negotiable principle. And that defense starts within: academia must ruthlessly purge those who scale its heights through nepotism, political patronage, or any manner of corrupt practice. Because as long as the institution is rotting from within, it has no right to claim it defends truth at all.

PS – A few years ago, the same Bruno Maçães shared a message on Twitter from his Chinese publisher, informing him that the release of his book “The Dawn of Eurasia” had been postponed due to censorship by the Chinese government.

A proposta do Governo para combater um cancro académico altamente agressivo

“As unidades orgânicas que não tenham pelo menos 40% de docentes e investigadores de carreira licenciados ou doutorados noutra instituição de educação superior ficam impedidas de contratar, independentemente do tipo de vínculo, nos três anos subsequentes à obtenção do grau de doutor, como docentes ou investigadores, doutorados que nela tenham obtido todos os seus graus”.

O texto supra constitui a mais recente proposta do XXV Governo da República para combater o cancro da endogamia académica, que faz de Portugal um miserável recordista europeu. Essa proposta sendo bastante louvável, porque representa a primeira medida contra o cancro da endogamia nos últimos 50 anos, é ainda assim bastante modesta (pelas minhas “contas” vai afectar algumas dezenas de unidades orgânicas, em situação muito grave, mas irá deixar fora várias unidades orgânicas em situação grave), porque levará muitos anos até que consiga ajudar a baixar a vergonhosa percentagem média da endogamia académica nacional, de quase 70% para valores próximos daqueles (abaixo de 10%) que existem nas melhores universidades deste Planeta. Ainda assim é pouco provável que seja aprovada porque como escrevi anteriormente “afronta os catedráticos e catedráticas, donos da Academia, cujo grande sonho de vida, é poderem ser sucedidos nesse cargo pelos seus filhos e filhas” https://pachecotorgal.com/2024/12/14/ministro-fernando-alexandre-propoe-que-os-docentes-e-investigadores-nao-possam-ser-contratados-pelas-instituicoes-onde-se-doutoraram/

PS – Sobre endogamia académica vale a pena revisitar o post de título “Endogamia académica e viciação concursal“, sobre uma petição na qual fui o primeiro signatário, há quase dez anos atrás, mais precisamente em 8 de Dezembro de 2015 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html

O académico que já recebeu quase três dezenas de doutoramentos “honoris causa”

https://www.ipolitics.ca/2025/07/02/its-too-late-david-suzuki-says-the-fight-against-climate-change-is-lost/

Em boa hora os responsáveis pela recente entrevista, acessível no link supra, feita a um conhecido professor universitário, aposentado há muito, que até hoje recebeu quase três dezenas de doutoramentos “honoris causa”, puxaram para o seu título a inevitável e angustiante realidade que se avizinha, resumida nas simbólicas palavras “é tarde demais”.

Pessoalmente, não encontrei na referida entrevista “nada de novo debaixo do sol”, pelo menos depois de ter lido em 2019, um prestigiado cientista da Universidade de Oxford que num artigo publicado na revista Bulletin of the Atomic Scientists, escreveu que no respeitante à crise climática, é preciso afirmar sem rodeios que “é tempo de entrar em pânico” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/o-cientista-que-afirma-que-metade-do.html

Irónico é que num tempo em que os países ricos cortam a fundo na imigração, especialmente naquela proveniente de países pobres, convenientemente se esquecem que são precisamente esses países que se vão tornar inabitáveis por conta dos desmandos ambientais cometidos pelos referidos países ricos. Mas como é absolutamente evidente as largas de centenas de milhões que vivem nesses países (o conservador Zurich Insurance Group apontou recentemente para o valor de 1200 milhões refugiados climáticos até 2050 ) não vão aceitar facilmente serem impedidos de fugir desse inferno futuro e menos ainda, aceitarem ser condenados à morte por um crime (ambiental) que eles não cometeram. 

Recordo que um artigo publicado na revista científica International Journal of Climate Change Strategies and Management, analisou para os 20 países mais poluidores, quantos refugiados climáticos terão aqueles a obrigação moral de receber, a título de exemplo, os EUA, a república da ganância, onde agora um regime fascista, de papel passado, que pretende gastar no novo orçamento quase 900 mil milhões a perseguir imigrantes, mesmo aqueles que há dezenas de anos trabalham de sol a sol naquele país, tem segundo o referido estudo, a obrigação moral de receber 120 milhões refugiados climáticos. https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/IJCCSM-10-2016-0149/full/html#sec0012

PS – Na entrevista é mencionado o cenário de um aquecimento global de 3ºC, e sobre esse cenário recordo um artigo que foi publicado na conhecida revista The Economist em 2021, onde se pode ler que nesse cenário não haverá nenhum lugar seguro neste Planeta, na altura mencionei esse artigo aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html

Dissecar a vantagem artificial da “velhice” de um campeão universitário Português

Apesar do catedrático Jorge de Brito da universidade de Lisboa, ter 2305 revisões confirmadas na Web of Science, o que faz dele o mais prolífico revisor nacional, na verdade o seu rácio médio contado da data em que ele se doutorou é de 72 revisões/ano, inferior ao de outros académicos mais jovens. https://pachecotorgal.com/2024/12/22/uma-previsao-de-2021-sobre-um-professor-da-universidade-de-coimbra-que-nao-se-confirmou-e-a-previsao-acertada-sobre-um-jovem-investigador-italiano/

Ainda sobre revisões é pertinente recordar a grave acusação feita por dois catedráticos contra os académicos que possuem muito menos revisões do que publicações, e que segundo eles se andam aproveitar do esforço alheio, merecendo a soez classificação de trapaçeiros, cheats” being individuals who submit papers without doing proportionate reviewing”