A0 e A+__As duas novas categorias de desempenho energético de edifícios e os advogados especialistas em garantir a impunidade de criminosos

É profundamente irónico, que à medida que se acentuam as exigências a que deve responder o parque edificado, não só em termos de resiliência às alterações climáticas, mas também em termos de desempenho energético, vide as novas exigências da União Europeia, divulgadas há 2 dias, onde se podem ler, por exemplo, as metas para os novos edifícios que terão de ter emissões zero a partir de 2030 (2028 para os edifícios públicos) e também sobre a criação de duas novas categorias de desempenho energético (Ao e A+) para os edifícios de emissões zero e para os edifícios de emissões nulas e que produzem energia renovável, se constate que a soma das colocações da primeira e segunda fases, no curso de engenharia civil tenha sido decepcionante (577 alunos colocados este ano contra 649 alunos colocados em 2021) e isto ao mesmo tempo que, como referi anteriormente, o curso de Direito esgotou logo na primeira fase a totalidade das quase 2000 vagas iniciais. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/09/engenharia-civil-politecnico-do-porto.html

Bastante razão tinha a Presidente do Santander que até se queixou publicamente que eram necessários mais engenheiros porém continuava a aumentar o número de advogados. Qual é afinal a razão para esta bizarra obsessão nacional pelo curso de Direito, quando no nosso país até já existe um notório excesso de advogados (500% a mais do que a Suécia e 800% a mais do que a Finlândia, após correcção da diferença populacional). Será que necessitamos realmente de mais advogados, como por exemplo do calibre daqueles cuja especialidade é litigar até que os processos acabem por prescrever (vide recentes declarações do Director da PJ sobre “terrorismo judiciário, com recursos permanentes…”), ou daqueles que ajudaram Isabel dos Santos a desviar centenas de milhões de Angola ou como aquele sobre o qual escreveu a revista Sábado, cuja especialidade parece que é garantir a impunidade daqueles que são apanhados em excesso de velocidade ?

PS – Ainda sobre as novas exigências do desempenho energético dos edifícios, mencionadas no inicio deste post, é importante lembrar que um artigo publicado na conhecida revista The Economist, mostrou que é (economicamente) muito pouco eficiente substituir veículos de combustíveis fósseis por veículos elétricos, ao contrário de intervenções energéticas no parque edificado que conseguem as mesmas reduções mas com um custo muitíssimo inferior. Questão diferente, embora não menos interessante, é a do acréscimo dos custos de construção e projecto que foram mencionados aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/custos-da-energia-empurram-portugueses.html

Os culpados pela irrelevância científica de Portugal

Na sequência do recente email abaixo, e especialmente na sequência do recente ranking de países, baseado no mesmo estudo bibliométrico e no qual Portugal ocupa o último lugar (inclusive abaixo do Chipre e da Grécia), revisite-se o conteúdo do post de 15 de Agosto sobre o processo de irrelevância científica em curso e também o post de 22 de Agosto onde listei as universidades e Politécnicos com mais culpas pela irrelevância científica de Portugal. 

PS – Entre os referidos culpados também estão aqueles que parece que não sabem quais as são diferenças entre a missão das Universidade e a missão dos Institutos Politécnicos, vide questão que coloquei no final de um post de 18 de Junho e que novamente reproduzo, “será que o facto das universidades andarem “viciadas” em investigação aplicada, que não faz parte da sua missão natural (que consiste em investigação “fronteira” envolvendo multidisciplinaridade, transdisciplinaridade ou interdisciplinaridade), não prejudica a missão do ensino superior ?”


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De: Gabinete de Comunicação e Imagem
Enviado: 24 de outubro de 2022 09:35
Para: Gabinete de Comunicação e Imagem
Assunto: UMinho tem 57 cientistas entre os mais influentes do mundo

UMinho tem 57 cientistas entre os mais influentes do mundo

A Universidade do Minho tem 57 cientistas no grupo dos 2% mais influentes do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier. A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2022”, inclui 200 mil cientistas, sendo 763 deles em Portugal. A UMinho surge com 15 centros de I&D representados e o seu primeiro cientista na lista global é Fernando Pacheco-Torgal (5881º lugar).

O documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 22 áreas e 176 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus até setembro de 2022. Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação.

– CEB – Centro de Engenharia Biológica (14 cientistas): António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Eduardo Gudiña, Joana Azeredo, José António Teixeira, Lígia Rodrigues, Lucília Domingues, Madalena Alves, Mariana Henriques, Miguel Gama, Nuno Cerca, Rosário Oliveira, Russell Paterson e Sónia Silva;

– Centro ALGORITMI (7): Anabela Carvalho Alves, João Luís Afonso, Joaquín Torres-Sospedra, Paulo Cortez, Pedro Arezes, Sérgio Pereira e Vítor Monteiro;

– CF – Centro de Física (7): Carlos Miguel Costa, Clarisse Ribeiro, Filipe Vaz, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Martins e Vasco Teixeira;

– CMEMS – Centro de Microssistemas Eletromecânicos (7): Fatih Toptan, Flávio Bartolomeu, Filipe Samuel Silva, Hélder Puga, Júlio Souza, Paulo Flores e Vanessa Cardoso;

– Grupo 3B’s – Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (5): Manuela Gomes, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis e Subhas Kundu;

– ISISE – Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (4): Daniel Oliveira, Joaquim Barros, Luís Ramos e Paulo Lourenço;

– 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2): Andrea Zille e Raul Fangueiro;

– CBMA – Centro de Biologia Molecular e Ambiental (2): Jorge M. Pacheco e Ronaldo Sousa;

– ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (2): António Salgado e Nuno Sousa;

– CIEC – Centro de Investigação em Estudos da Criança (1): Assunção Flores;

– CQ – Centro de Química (1): Rita Figueira;

– CTAC – Centro de Território, Ambiente e Construção (1): Fernando Pacheco-Torgal;

– EMed – Escola de Medicina (1): Manuel João Costa;

– ICS – Instituto de Ciências Sociais (1): Anabela Carvalho;

– ICT – Instituto de Ciências da Terra (1): José Brilha;

– NIPE – Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (1): José Carlos Pinho. 

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Gabinete de Comunicação e Imagem
Universidade do Minho
Braga . Guimarães | Portugal

Catedrático acusa “É imoral que um juiz exerça funções temporárias de dez anos num tribunal e saia de lá com pensão para o resto da vida”

Depois de um conhecido catedrático jubilado ter acusado o Tribunal Constitucional de dificultar a acção punitiva da justiça sobre os crimes de colarinho branco, vem hoje no jornal Público um outro catedrático acusar os juízes do Tribunal Constitucional de pretenderem eternizar-se no cargo, para dessa forma poderem usufruir uma (elevada) pensão vitalícia com apenas 10 anos de trabalho https://www.publico.pt/2022/10/24/politica/noticia/mandato-juizes-constitucional-nove-anos-chegar-dez-pensao-vitalicia-2024966

Convém não esquecer que se trata do mesmo Tribunal que de forma despudorada impediu o corte das pensões vitalícias dos políticos. 

PS – Em tempos escrevi que a partir de 1982, ano em que entrou em funcionamento o Tribunal Constitucional, os Portugueses passaram a ter uma monstruosa despesa adicional (que no global já vai em centenas de milhões de euros) para ficarem com uma justiça muito pior, pois o TC contribui para a impunidade daqueles que tem andado a empobrecer Portugal.

The methodology that predicts Nobel winners and the countries with the highest ratio of highly cited scientists (Top 0.5%)

In the very same year that a citation-based methodology helped Clarivate Analytics to guess the name of no less than seven Nobel laureates and taking into account that Elsevier just published an updated version of a list of highly cited scientists (also known as the Stanford ranking of top scientists) see below a list of countries ordered by their ratio of highly cited scientists (Top 0.5%) per million population.

Switzerland………………….77

Denmark………………………56

USA………………………………55

Sweden………………………..50

UK……………………………….54

Australia………………………43

Netherlands…………………43

Canada………………………..40

Finland………………………..33

Israel……………………………31

Norway……………………….28

New Zealand……………….26

Singapore…………………..26

Belgium……………………..22

Germany…………………….22

Ireland………………………..21

Iceland……………………….19

Austria……………………….18

France……………………….13

Italy……………………………10

Cyprus…………………………8

Greece…………………………6

Slovenia………………………5

Portugal……………………….4

Hungary………………………4

Estonia………………………..3

Czech Rep……………………3

Poland………………………..2

Lithuania…………………….1

Slovakia………………………1

Bulgaria………………………1

Os 100 investigadores Portugueses mais influentes a nível mundial

https://elsevier.digitalcommonsdata.com/datasets/btchxktzyw/4

Tendo em conta que a conhecida Elsevier acaba de divulgar as duas listas de cientistas mais influentes a nível mundial (carreira e anual), apresenta-se abaixo o nome dos 100 Portugueses melhor classificados na primeira lista. Recorde-se que se trata do único ranking internacional de investigadores credível, pois é o único ranking que é capaz de cumprir três condições fundamentais, a condição da desambiguação, a condição da remoção de auto-citações e a condição da utilização da contagem fraccionada, que permite anular a vantagem artificial dos artigos com centenas ou milhares de co-autores. E este ranking possui ainda a vantagem adicional de não favorecer certas áreas científicas, ao contrário do que acontece noutros.

A presença neste ranking, também conhecido como ranking da universidade de Stanford, constitui um reconhecimento que é muitíssimo mais importante do que aquele que está associado ao título nacional de Agregado, não só porque é muitíssimo mais selectivo, pois na verdade existem em Portugal vários milhares de investigadores com esse título e também porque a presença no referido ranking significa uma obra científica citada por milhares de investigadores a nível mundial, enquanto que o título caseiro de Agregado é infelizmente aquilo que bem se conhece. E nem vale a pena falar daqueles que além do título de Agregado, ainda subiram a catedráticos, não tendo porém ao longo de toda a sua carreira, sido capazes de produzir um único artigo que tivesse recebido a miséria de 150 citações. 

PS – A lista abaixo foi ligeiramente modificada relativamente à versão inicial, por conta dos emails que recebi do António Damásio e do João Hespanha, que trouxeram ao meu conhecimento o nome de investigadores Portugueses que trabalham fora de Portugal.

1º – (474 no ranking mundial)…….António Damásio…………..USouth Calif

2º – (3724)………………………………João P. Hespanha…………..UCalifornia

3º – (4790)………………………………Pedro Domingos…………….UWashington

4º – (4795)………………………………Miguel B. Araújo…………….CSIC

5º – (4984)………………………………Caetano Reis e Sousa……Francis Crick Inst

6º – (5006)………………………………Paulo Davim…………………UAveiro
7º – (5190)………………………………João Mano……………………UAveiro

8º – (5968)………………………………Hanna Damásio…………….USouth Calif

9º – (6978)………………………………C.Guedes Soares………….ULisboa

10º – (8866)……………………………José Ferro…………………….ULisboa

11º – (9426)…………………………….Nuno Peres…………………..UMinho

12º – (9517)……………………………J.Biouca-Dias………………..ULisboa

13º – (10746)………………………….J.Tenreiro Machado………..Pol. Porto

14º – (10800)…………………………..Paulo Tabuada………………Univ. California

15º – (10830)…………………………..Mário Figueiredo…………….ULisboa

16º – (12928)………………………….João Coutinho………………..UAveiro

17º – (12955)…………………………..Maria Chaves…………………UNova

18º – (13312)………………………….J.L.Figueiredo…………………UPorto

19º – (16685)…………………………..M.F. Montemor……………….ULisboa

20º – (17186)…………………………..C.P. Barros……………………..ULisboa

21º – (18804)…………………………..Alírio Rodrigues………………UPorto

22º – (22044)…………………………..Miguel Seabra…………………UNova

23º – (22247)…………………………..A.J.M.Ferreira…………………UPorto

24º – (22841)…………………………..Francisco Lobo………………..ULisboa

25º – (22867)…………………………..F.Xavier Malcata………………UPorto

26º – (23922)…………………………..Paulo B. Lourenço……………UMinho

27º – (24592)………………………….João Gama………………………UPorto

28º – (24592)………………………….João Rocha……………………..UAveiro

29º – (26118)…………………………..Vítor Cardoso…………………..ULisboa

30º – (26336)…………………………..Paula Moreira………………….UCoimbra

31º – (26517)…………………………..Rui L. Reis………………………UMinho

32º – (27769)…………………………..Mário Silveirinha………………ULisboa

33º – (28518)…………………………..M. Carmo-Fonseca…………..ULisboa

34º – (30389)…………………………..Helena Pereira…………………ULisboa

35º – (30895)…………………………..M.G.S. Ferreira………………..UAveiro

36º – (31224)…………………………..João Peças Lopes……………UPorto

37º – (31348)…………………………..Fátima Cardoso……………….F.Champalimaud

38º – (31349)…………………………..Ari Requicha……………………Univ. South Cal

39º – (32184)…………………………..Rui Oliveira………………………I.Gulbenkian

40º – (33507)…………………………..N.C. Santos……………………..UPorto

41º – (34360)…………………………..António Falcão………………….ULisboa

42º – (35526)…………………………..A.Cavaco-Paulo…………………UMinho

43º – (37617)…………………………..José Lemos………………………ULisboa

44º – (37898)…………………………..João Catalão……………………..UPorto

45º – (38145)……………………………Maria Saraiva……………………UPorto

46º – (38370)……………………………Nuno Sousa……………………..UMinho

47º – (38408)……………………………F.Pacheco-Torgal……………….UMinho

48º – (40717)……………………………Luís S.Pereira……………………ULisboa

49º – (43252)……………………………Manuel Graça……………………UCoimbra

50º – (44866)……………………………Fernando Carvalho…………….ULisboa

51º – (45807)……………………………Vítor Vasconcelos………………UPorto

52º – (46905)……………………………M.Sobrinho-Simões……………UPorto

53º – (47003)……………………………Paulo Flores……………………..UMinho

54º – (47035)…………………………….A.Oliveira-Teles…………………UPorto

55º – (47633)……………………………Maria G. Miguel…………………UALG

56º – (48069)……………………………Joel Rodrigues…………………..UBI

57º – (48087)…………………………….Luís D. Carlos…………………..UAveiro

58º – (48448)…………………………….Lígia Rodrigues…………………UMinho

59º – (48495)……………………………Jorge de Brito…………………….ULisboa

60º – (48605)…………………………….G.C. Branco………………………ULisboa

61º – (49993)……………………………José L. Martins…………………..ULisboa

62º – (50396)…………………………….R.Vilar………………………………ULisboa

63º – (50556)…………………………….José Melo Orfão………………..UPorto

64º – (50926)…………………………….Bruno Sarmento…………………UPorto

65º – (51304)…………………………….Luís Lavoura………………………ULisboa

66º – (51794)…………………………….Eliana Souto………………………UPorto

67º – (52290)…………………………….José MF Moura………………….Carnegie Mellon Univ

68º – (52915)…………………………….José Canongia Lopes………….ULisboa

69º – (53527)…………………………….Joaquim Cabral…………………..ULisboa

70º – (53967)……………………………..Maria J. Bebianno……………….UALG

71º – (54167)……………………………..Manuel Simões…………………..UPorto

72º – (54640)……………………………..Manuel T.Silva…………………….UPorto

73º – (55249)……………………………..Carlos Herdeiro…………………..UAveiro

74º – (55342)……………………………..L. Camarinha-Matos…………….UNova

75º – (55398)……………………………..Manuel Antunes…………………..UCoimbra

76º – (56322)…………………………….Joaquim A. Ribeiro……………….ULisboa

77º – (56612)……………………………..Elvira Fortunato……………………UNova

78º – (57023)……………………………..Mamede de Carvalho……………ULisboa

79º – (57120)…………………………….Isabel CFR Fereira………………..Pol Bragança

80º – (57571)…………………………….Luís Paulo Rebelo………………..UNova

81º – (58534)…………………………….V.Miranda……………………………UPorto

82º – (59237)…………………………….J.M.F. Ferreira……………………..UAveiro

83º – (59333)…………………………….Carlos Afonso………………………ULisboa

84º – (60107)……………………………..Paulo Leitão…………………………Pol Bragança

85º – (61063)……………………………..Paulo Costa…………………………UPorto

86º – (62299)……………………………..Rui Appelberg G. Lima………….UPorto

87º – (63019)……………………………..Boaventura Sousa-Santos…….UCoimbra

88º – (65697)…………………………….Teresa Rocha-Santos……………UAveiro

89º – (66009)…………………………….José M.C.Pereira………………….ULisboa

90º – (67267)……………………………..Rui Cunha Marques………………ULisboa

91º – (67830)……………………………..Mário Berberan-Santos………….ULisboa

92º – (67835)……………………………..Rui Moreno…………………………..ULisboa

93º – (68178)……………………………..Francisco Moreira………………….UPorto

94º – (68883)……………………………..Rui M. Almeida………………………ULisboa

95º – (69236)……………………………..Fátima Carneiro…………………….UPorto

96º – (70658)……………………………..Maria José Calhorda………………ULisboa

97º – (70739)……………………………..Adelino Leite-Moreira……………..UPorto

98º – (70930)……………………………..Nuno Silvestre……………………….ULisboa

99º (71034)………………………………Ana Maria Oliveira-Brett………….UCoimbra

100º – (71189)……………………………Ricardo Trigo………………………….ULisboa

Sousa Tavares e a fina flor da Opus Dei

Depois de no passado ter repetidamente criticado o Miguel de Sousa Tavares, como por exemplo em Janeiro de 2017, ou em JaneiroMarço e Outubro de 2020, devo recordar que também o elogiei várias vezes, como por exemplo em 2015 relativamente a um artigo sobre um professor racista da universidade do Porto ou em Outubro de 2019 e novamente hoje, sobre o conteúdo do seu artigo no último número do semanário Expresso, onde malha forte num casal lisboeta, a “fina flor da Opus Dei”, que fez fortuna no mercado de capitais e que tem uma colecção de quadros de vários milhões de euros e que gostariam muito que os contribuintes Portugueses gastassem alguns milhões de euros a construir um museu, que o dito casal pudesse chamar seu  (o putativo Museu Cortez de Lobão) onde a referida colecção fosse exposta. Neste tema particular subscrevo a 100% a opinião do Sousa Tavares, se a dita rica fina flor da Opus Dei quer um museu que o pague do seu próprio bolso. 

Uma pesquisa no google revela que João Cortez de Lobão e Jorge Jardim Gonçalves são (ou foram gestores) de portefólio na Sturgeon Ventures. Não confundir com o conhecido Jorge Manuel Jardim Gonçalves (finíssima flor da Opus Dei) que em 2014, foi condenado a uma pena de dois anos de prisão por crime de manipulação de mercado, pena de cadeia essa que foi substituída pelo pagamento de um valor que correspondeu a apenas 3 meses da pensão do dito ex-banqueiro. Um luxo que parece que só aproveita a banqueiros da Opus Dei, pois o desditoso ex-banqueiro Rendeiro não teve direito a ver substituída a sua pena de prisão por uma multa de valor equivalente a 3 meses de pensão. E essa generosidade também não foi concedida a esta investigadora. 

PS – Recordo que o advogado do ex-banqueiro Rendeiro, chegou a propor pagar o equivalente a 125 vezes o valor da pensão do seu cliente em substituição da pena de prisão, o que foi recusado pelo tribunal. 

A vingança (cobarde) dos catedráticos

Um insolente professor associado com Agregação, da universidade de Lisboa, teve a suprema “lata” de escrever um artigo (no último número da revista do SNESUP) bastante provocador e até muito afrontoso para aqueles, Catedráticos da academia Portuguesa, intelectualmente pouco abertos a opiniões alheias (e temperamentalmente muitíssimo sensíveis a criticas), artigo esse, onde corajosamente, revela publicamente que, um candidato que se atreva a tentar impugnar judicialmente um concurso académico, não está a exercer um direito inscrito na Constituição Portuguesa, mas antes sim a protagonizar um ataque aos catedráticos, “que integraram o júri. Por tal motivo, tem de ser punido, subtil ou abertamente”

No referido e blasfemo artigo (cujo autor estará em breve a braços com uma fatwa emitida pelos catedráticos da sua Faculdade) revela-se também que naquela universidade, nos intervalos das reuniões do Conselho Cientifico da sua Faculdade, aos professores-auxiliares mais jovens incumbia a tarefa serviçal de tomarem nota sobre o que os professores Associados e Catedráticos desejavam lanchar, ausentando-se depois aqueles da sala para transmitir essa informação a um funcionário, não esclarecendo porém se o referido funcionário entregava depois a bandeja com os tais comes e bebes ou se competia ao professor-auxiliar esse humilhante serviço e também o da posterior remoção do vasilhame, dos guardanapos sujos e a limpeza das migalhas. Ainda sobre essa revelação, será que quando em Junho de 2018, o conhecido catedrático jubilado José Ferreira Gomes (actual Reitor da Universidade da Maia) escreveu no jornal Público que a progressão na academia dependia dos professores mais jovens fazerem favores aos professores mais velhos, também se estaria a referir a serviços de copeiro ?

PS – Trata-se do mesmo professor associado com Agregação, que foi mencionado num post anterior, que é campeão de visualizações deste blogue https://pachecotorgal.com/2022/02/03/professor-associado-com-agregacao-condenado-em-processo-disciplinar/

Um dia sagrado para os campeões da ladroagem na Corruptocracia Portuguesa

Revelou hoje a imprensa que o juiz Carlos Alexandre, decidiu ao fim de quase 20 anos abandonar o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), onde teve a seu cargo um elevado número de processos criminais escandalosos (vide a extensa lista abaixo de quase uma centena de processos)  que são a prova provada que este país é de facto uma Corruptocracia, cujos danosos efeitos ele tentou corajosamente combater e mitigar na medida das suas limitadas possibilidades, muito embora esse esforço lhe tenha valido somente ameaças, por parte de vários politicos e ainda (pasme-se) até mesmo o envenenamento do seu cão, o que mostra bem o calibre da canalha que há décadas rouba impune este país e que sem dúvida alguma hoje festejará essa noticia. 

PS – A decisão do referido juiz não é evidentemente alheia à recente e infame lei aprovada por deputados (sem vergonha na cara) do PS e do PSD, que ficou conhecida como a lei anti-Carlos Alexandre, lei essa que muito irá contribuir para garantir a impunidade dos muitos corruptos que há muito empobrecem este desgraçado país.

– Caso “BPN” (processo principal);
– Caso “Portucale” (BES – Sobreiros);
– Caso “Universidade Independente”;
– Caso “Submarinos – Contrapartidas Man Ferrostall”;
– Caso “Face Oculta”;
– Caso “Remédio Santo – Fraudes na saúde”;
– Caso “Vistos Gold”;
-Caso “Furacão – Finatlantic”;
– Caso “TOP SECRET” (Espião SIS – Carvalhão Gil);
– Caso “Operação Aquiles”;
– Caso “Monte Branco – Akoya”;
– Caso “Universo GES”;
– Casos “Portugal Telecom”;
– Caso “Operação Húbris – Tancos”;
– Caso “Biometrics – SLN” (Dias Loureiro);
– Caso “Freeport”;
– Caso “Parque Escolar”;
– Caso “EDP” (Manuel Pinho);
– Cado “ENJI” (Barragens EDP);
– Caso “António Preto”;
– Caso “Isaltino Morais”;
– Caso “Avaliação de Árbitros da Federação Portuguesa de Futebol” (Apito Dourado);
– Caso da “Rede de contrabando de tabaco”;
– Caso “Privitera” (Burla às OGFE – 90 milhões de euros);
– Caso “João Caldeira – Barcos Expo98”;
– Caso “Raffaelle Cifronne” (Máfia Italiana);
– Casos “Franklim Lobo” (tráfico de droga);
– Casos “Ricardo Campos Cunha” (Irregularidades no STJ)
– Caso “Príncipe da Tasmânia” (burlas);
– Caso “Casamento Indostânicos”;
– Caso “CTT” (corrupção nas alienações);
– Caso Operação Furacão (processo principal);
– Caso “John Evans” (toneladas de haxixe);
– Caso “Burlas ADME” (Exército);
– Caso “Burlas Páginas Amarelas”;
– Caso “Burlas e Casamentos Brancos – Gondomar”;
– Caso “Von Key” (raptos e extorsões);
– Caso “James Ross” (extorsão, tentativa de homicídio e sequestro);
– Caso “Marcos de correio CTT” (burlas com vales postais);
– Caso “Roubos ATM’s”;
– Caso “Megafinance” (burlas e falsificação de documentos, extorsões);
– Caso “Macias Nieto – El Doctor” (Droga com USA);
– Caso “BPP – Banco Privado Português”;
– Caso “BPP – Privado Financeiras”;
– Casos “João Álvaro Dias” (fraudes com sentenças de Tribunal Arbitral);
– Caso “Furacão – Marina Mota”;
– Caso “Finibanco”;
– Caso “Fraude nas farmácias”;
– Caso “LEXSEGUR – Leiria” (tráfico de droga);
– Caso “Paulo Cristóvão” (roubos);
– Caso “SPDE – Segurança Privada ilegal”;
– Caso “Money One” (transporte internacional de dinheiros ilícitos);
– Caso “Operação Glamour” (fraudes em ouro);
– Caso “Rota do Atlântico” (José Veiga, Santana Lopes…);
– Caso “Besa”
– Caso dos “Voos da CIA – transporte de detidos para Guantanamo”;
– Caso “ETA – Óbidos” (explosivos);
– Caso “Fraudes na obtenção de subsídios – AIMINHO”;
– Caso “SWAPS”;
– Caso “Câmara de Portimão”;
– Caso “Betex” (cripto moedas);
– Caso “Banif”;
– Caso “Banco Finantia”;
– Caso “BPN Investimentos – Carlos Marques”;
– Caso “Apito Dourado”;
– Caso “João de Sousa – Ex Policia Judiciária” (fraudes);
– Caso “ACP” (fraudes em exames de condução
– Caso “Operação NET” (roubos em ATM´s);
– Caso “Bento Kangamba”;
– Caso “Hammer Skin”;
– Caso “Edimo” (Manuel Vicente);
– Caso “Aprígio Santos – Figueira da Foz”;
– Caso “Tecnoforma”;
– Caso “Álvaro Sobrinho” (BESA);
– Caso “Grumberg e Fundbox”;
– Caso “PPP’s Parcerias Público privadas” (Scuts);
– Caso “BPN – Homeland” (Duarte Lima);
– Caso “Cartão Vermelho” (Luís Filipe Vieira e outros);
– Caso “Isabel dos Santos (Rogatória PGR Angola e processos conexos V.G. EFACEC; ZOPT; NOS);
– Caso “NATA II e Projecto Viriato / Novo Banco” (António Ramalho);
– Casos “ANGOLA – SONANGOL”;
– Casos “Camara Municipal de Lisboa – Tutti Frutti / Manuel Salgado, Fernando Medina e outros;
– Caso “ALTICE – BM Consulting”;
– Caso CGD (fraudes e corrupção – Joe Berardo e outros);
– Caso “Mortagua”;
– Casos de Futebol diversos – corrupção;
– Casos DAESH – Terrorismo – Tazi;
– Caso “Mail’s do FCP – Porto Canal”;
– Caso “Russia / GAZPROM” (branqueamento de capitais e corrupção);
– Caso “Freeport”;
– Caso “Operação Marquês”;
– Caso “Pedro Chiang” (Macau);
– Caso “Mário Machado”;
– Caso BPN (casos Arlindo Carvalho e José Neto);
– Caso BPN (Inland – Luis Filipe Vieira);
– Caso BPN (Mota Engil);
– Caso BPN (Manuel Azinhais Nabeiro / Delta).
– Caso “Operação Ajuste à Medida” – João Rosado Correia e outros).

Catedrático jubilado acusa deputados do PS de se aliarem a deputados do Chega para defenderem a barbárie

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/um-ministro-incompetente-hipocrita-e.html

Ainda na sequência do post anterior (link acima) sobre o tal patético Ministro que parece que gosta de espetáculos sádicos, não me surpreende muito ver agora vários deputados do PS a revelarem a sua verdadeira natureza, aliando-se a deputados do partido Chega para defenderem a barbárie. O conhecido catedrático jubilado Vital Moreira, classificou ontem no seu blogue essa aliança como sendo um ultraje político e moral. 

Mas talvez o catedrático Vital Moreira se tenha esquecido que o partido Chega é aquele que mais vezes votou ao lado do PS, num total de quase 60 propostas, o que mostra bem o quão parecidos são os seus interesses. Basta olhar por exemplo para aquela medida escandalosa do PS, de favorecimento de colégios privados, que tem o apoio incondicional do mesmo Chega .

As muito hipócritas lamentações da mulher do catedrático milionário

A mulher do catedrático Paz Ferreira, queixou-se durante uma entrevista ao Expresso desta semana, que o seu catedrático marido perdeu uma fortuna pelo facto dela ter sido Ministra da Justiça. Curiosamente o referido catedrático também já tinha em Março deste ano, dito sem qualquer vergonha, ao semanário Nascer do Sol que “a passagem da minha mulher para o Governo me ia levando à falência“, esqueceram-se ambos porém de dizer, que como recordou a revista Sábado, ainda assim ele meteu um milhão de euros (do dinheiro dos contribuintes) ao bolso durante esse período. 

Mas será que alguém consegue entender que logo no desgraçado país onde 1 milhão de Portugueses tem de viver com o salário mínimo, receber um salário de catedrático (que somado ao da sua mulher excede 10.000 euros brutos por mês) e ainda facturar 1 milhão de euros é sinónimo de quase falência ? Por certo talvez somente aquele conhecido individuo que não conseguia viver com menos de 20.000 euros/mês. 

Isto já para nem falar dos muitos milhões de euros (do dinheiro dos contribuintes) que o referido catedrático já tinha embolsado antes da sua mulher se ter tornado Ministra e que foram mencionados aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/uma-resposta-ministra-da-justica.html

E será que faz algum sentido que havendo em Portugal um número anormalmente elevado de advogados e também um elevado número de especialistas em Direito Fiscal, que a República Portuguesa tenha contratado serviços jurídicos de vários milhões de euros a uma única pessoa e logo a alguém que ainda por cima é público e notório que “Esteve sempre na esfera do Partido Socialista” ?

PS – Na referida entrevista, a lamuriosa e quase falida ex-Ministra da Justiça (que recorde-se tem uma reforma de quase 7000 euros/mês), chegou até ao ponto de dizer que tinha criado mais meios para combater a corrupção, porém os Portugueses não fazem a mínima ideia sobre que meios serão esses nem muito menos viram aumentar o número de corruptos presos, aquilo que puderam ler isso sim foram declarações de um Procurador Adjunto Jubilado que disse exatamente o contrário, ou seja, que aquilo que foi feito na área da justiça foi na verdade dificultar mais o combate à corrupção. Pessoalmente acredito muito mais nas palavras do referido Procurador do que nas palavras da lamentável ex-Ministra.