The Economist – Os cursos de ensino superior que constituem apenas desperdício de dinheiro

Num interessante artigo da última edição da revista The Economist, recomenda-se que os Governos ajudem os estudantes na tarefa de descobrir se se estão a candidatar a um curso de ensino superior decente, ou apenas a um que os fará perder dinheiro, porque se é verdade, que em média, uma formação superior resulta num vencimento 40% superior face aqueles que não tiveram sem essa formação, também é verdade que segundo a referida revista, para uma percentagem de estudantes do Reino Unido (25% de homens e 15% mulheres) a frequência do ensino superior (com propinas anuais de 10.000 euros) constitui apenas e tão somente desperdício de dinheiro https://www.economist.com/leaders/2023/04/05/the-university-lottery

Em Portugal o Governo dá uma preciosa ajuda aos candidatos ao ensino superior, disponibilizando informação sobre a percentagem de novos desempregados em cada curso, porém mesmo assim e paradoxalmente, há muitos candidatos que não conseguem resistir a ingressar em cursos, que dificilmente não os levarão ao desemprego https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/a-informacao-enviesada-do-jornal.html

Muitos desses cursos já deviam ter fechado há muito, isto se vivêssemos num pais, onde o poder politico tivesse um mínimo de respeito pelos impostos pagos pelos contribuintes, o que infelizmente não é o caso, já que a sua principal preocupação tem sido sustentar amigos e conhecidos, e como não podia deixar de ser, a pagar salários de milhares de euros, aos muitos boys e girls, que é bom relembrar, não existem só em empresas públicas, como a TAP, mas também em muitas instituições de ensino superior e é por isso que desgraçadamente passamos a vida de falência em falência, apesar dos muitos milhares de milhões de euros que há 37 anos recebemos da Europa. 

PS – Sobre o tema supra revisite-se o post sobre a tal comissão criada há pouco tempo e que defende até mesmo o fecho de certas instituições de ensino superior 

A bandalheira socialista

Ainda sobre o conteúdo do post de 31 de Março, de título “A estratégia do Governo para empobrecer os Portugueses e enriquecer certos políticos”, vale a pena ler o artigo “assassino” da professora mais famosa da universidade Nova de Lisboa (pois foi a única naquela universidade que no passado teve coragem para escrever coisas que deixaram alguns famosos gestores com os cabelos em pé), hoje na página 7 do jornal Público, com o muito elucidativo título “A bandalheira”

https://www.publico.pt/2023/04/06/opiniao/opiniao/bandalheira-2045322

ChatGPT, professores a sério e professores da treta

Ainda na sequência do post do passado dia 25 de Março, sobre um guia para estudantes e docentes acerca do ChatGPT, faz todo o sentido divulgar um artigo recente, no qual uma professora do ensino secundário, da disciplina de Português (numa escola privada), descreve a forma como conseguiu detectar textos dos seus alunos que foram gerados pelo ChatGPT. https://www.publico.pt/2023/04/05/impar/opiniao/chatgpt-escolas-admiravel-mundo-novo-2045083

E mais importante do que isso, comparar o desempenho dessa professora, com o deplorável desempenho de professores da treta, do ensino público, como aquele ignorante, que até já é famoso a nível internacional e que mencionei neste post aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/professorengenheiro-do-partido-chega.html post esse que não por acaso termina com uma importante recomendação sobre a importância dos professores (e não das escolas) no bom desempenho dos alunos: 

“Research shows that there is only half as much variation in student achievement between schools as there is among classrooms in the same school. If you want your child to get the best education possible, it is actually more important to get him assigned to a great teacher than to a great school.

As hipócritas previsões da Ordem dos Médicos e os estudantes de medicina precoces campeõezinhos da hipocrisia

Sobre a possibilidade recentemente anunciada pelo Ministro da Saúde, de que as Faculdades de Medicina, poderiam beneficiar do contingente de 15%, reservado ao ingresso para detentores de uma licenciatura, o que em teoria poderia significar mais 150 a 200 novas vagas, para aqueles muitos candidatos ao ensino superior que estão interessadíssimos em ser médicos, possibilidade essa que logo foi prontamente criticada pela Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (que assim comprova que a primeira coisa que se ensina nos cursos de medicina é a fazer a exigências corporativas que possam encher a conta bancária dos médicos) segundo a qual não há falta de médicos em Portugal, esquecendo o facto de haver hoje 1,6 milhões de Portugueses, de segunda classe, que não tem médicos de família (e que por conta disso até deveriam recusar pagar impostos) e também o facto da Ordem dos Médicos ter previsto em 2014 (sem se rir), que o mais tardar em 2019, todos os Portugueses teriam médico de família https://www.publico.pt/2023/04/05/opiniao/editorial/ha-30-anos-prometer-medicos-familia-2045028

Declaração de interesses – Declaro que os posts abaixo, foram aqueles, onde os senhores médicos foram justamente criticados e que obtiveram mais visualizações:

1º – Uma estátua da vergonha para relembrar o nome de alguns médicos canalhas

2º – Será que a missão da medicina é utilizar os doentes para fazer dinheiro ?

3º – Os médicos que fazem o grande sacrifício de receber mais de 10.000 euros por mês, só para estarem de prevenção

PS – Na mesma altura em que a Ordem dos Médicos previu, provavelmente depois de consultar algum astrólogo, que em 2019 todos os Portugueses teriam médico de família, previu também que a partir desse ano, passaria a haver médicos de família desempregados. Teria sido ótimo que tivessem ao menos conseguido acertar nessa hipótese, pois uma classe profissional que não tem desemprego, significa na prática que até mesmo aqueles mais incompetentes dessa classe estão a trabalhar, inclusive aqueles que até já deveriam ter sido afastados dessa profissão, por evidente excesso de incompetência.

The bad news of the European project ReNaturalNZEB

The recent release, on March 29, of the results of the project RenaturalNZEB, which was funded by the European Life Programme, brought bad news (because they can compromise compliance with the new and very demanding building energy performance requirements), that is, that construction with natural and recycled materials leads to significant increases in construction cost.

By a strange coincidence, on the same March 29th, an article on building retrofitting was put online on the website of the Elsevier journal Energy Economics with the interesting title “Competent rehabilitation policy and resilience to inflation: The cheapest energy is that which is not used”

The article cites a book that I edited a few years ago concerning cost-effective energy-building retrofitting https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/progress-made-by-eu-countries-towards.html However, it was not by any coincidence that, also at the end of March, Elsevier informed me that, taking into account the positive opinions of several reviewers, he had approved my proposal for the second edition of the aforementioned book.

As péssimas noticias do Projecto ReNaturalNZEB

No dia 29 de Março, um artigo publicado no site da Edifícios e Energia, relacionado com o projecto RenaturalNZEB, dava más noticias (porque podem comprometer o cumprimento das novas e muito exigentes metas da União Europeia), isto é, que a construção com materiais naturais e reciclados leva a aumentos significativos do custo da construção https://edificioseenergia.pt/noticias/2903-renaturalnzeb-construcao-materiais-naturais-reciclados-procura-nao-puxa-oferta-paula-duarte-lneg/?mc_cid=8fa447dcab&mc_eid=1f027765a9

Por uma estranha coincidência, no mesmo dia 29 de Março, um artigo sobre custos de reabilitação de edifícios, com o interessante título Política competente de reabilitação e resiliência à inflação: A energia mais barata é aquela que não se utiliza e conteúdo ainda mais interessante, foi divulgado no site de uma conhecida revista científica. Nesse artigo é citado um livro que editei há poucos anos sobre custos na reabilitação energética https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/progress-made-by-eu-countries-towards.html Não foi porém por qualquer coincidência, que também no final do passado mês de Março a conhecida Elsevier me informou que, tendo em conta os pareceres positivos de vários revisores, que aprovou a minha proposta para a segunda edição do referido livro. 

 PS – Estranhamente, em 29 de Março de 2022, comentei um artigo no Expresso, muito optimista, sobre os baixos acréscimos de custos dos edificios com emissões zero, que contradiz os resultados do supracitado projecto RenaturalNZEB, vide post de título “Custos da energia empurram Portugueses para casas sustentáveis” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/custos-da-energia-empurram-portugueses.html

A estratégia do Governo para empobrecer os Portugueses e enriquecer certos políticos

Na sequência do pouco simpático post de 18 de Março, onde critiquei a politica incompetente deste Governo, que prefere desviar dinheiro da Ciência, para o desperdiçar a sustentar subvenções vitalícias de políticos, a pagar BMWs e Mercedes a todos os Presidentes de Câmara (já nem falo dos Porsches) ou a sustentar empresas públicas, onde os gestores escolhidos pelo Governo (todos eles bons amigos do partido da mão fechada, que está sempre aberta na altura de meter ao bolso), todos os anos recebem milhões em salários para fazerem desaparecer largas centenas de milhões, dos impostos dos contribuintes, (de que o exemplo mais flagrante é o escândalo da TAP, onde recentemente se derreteram mais de 3000 milhões de euros) não pode agora constituir surpresa, que um recente estudo da Comissão Europeia, mostre que até mesmo as regiões Portuguesas mais competitivas (Lisboa e Porto) nem sequer conseguem aparecer entre as 60 mais competitivas da Europa. https://ec.europa.eu/regional_policy/sources/work/rci_2022/eu-rci2_0-2022_en.pdf

Como é evidente no referido estudo, são precisamente os países que mais investem em Ciência, que possuem as regiões economicamente mais competitivas e também aqueles que de ano para ano se tornam mais ricos, ao contrário de Portugal, que de ano para ano fica mais pobre (excepto certos canalhas que enriqueceram na politica e se andam a rir de todos nós) e que por conseguinte, cada vez menos, terá capacidade para conseguir pagar de forma decente a enfermeiros, oficiais de justiça, professores etc etc etc

Trata-se do resultado de um ruinoso desinvestimento na Ciência, continuado no tempo (onde ironicamente um investigador, doutorado, no nível inicial, ganha muito menos do que ganham os muitos boys e girls socialistas que “trabalham” nas altamente deficitárias empresas públicas como a desgraçada TAP, e afinal apenas o mesmo que ganha qualquer um dos 11 motoristas do Gabinete do Primeiro-Ministro), e que faz também, no que respeita ao número de prémios Nobel da ciência, que Portugal tenha desgraçadamente o mesmo desempenho da Venezuela !

PS – Para reavivar a memória aos esquecidos, sobre quais são os verdadeiros interesses que movem os políticos deste país, revisite-se o post de título “As cabras e os cabrões”. Hoje mesmo, na revista Sábado, o corajoso Director Eduardo Dâmaso, explica como é que nos últimos 50 anos, se utilizaram as subtilezas jurídicas, para consagrar um clima de impunidade total.

Harvard University

I am pleased to highlight that Harvard University, a renowned institution that has consistently held the top position in the Shanghai ranking for the past 20 years—a ranking widely recognized for its emphasis on Nobel prizes—has already acquired my latest book titled Adapting the Built Environment for Climate Change“.

PS – Continuing on Harvard University, I proposed two years ago that utilizing citations of researchers from leading universities could serve as a cost-effective proxy for gauging innovative research. This approach holds particular value for numerous countries facing budget constraints that preclude substantial investments in conventional research assessments, which often entail significant financial commitments running into hundreds of millions https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/using-stanford-mit-harvard-citations-as.html

A perdulária impotência universitária Lisboeta e os bancos que alegadamente estão possuídos pela febre da investigação

A imprensa acaba de divulgar quais foram as empresas e as instituições de ensino superior que mais pedidos de patentes submeteram ao Instituto Europeu de Patentes, durante o último ano, sendo que os três primeiros lugares do ranking nacional pertencem respectivamente à empresa Feedzai (20 pedidos), à universidade de Aveiro (20 pedidos) e à Delta (13 pedidos. https://eco.sapo.pt/2023/03/27/feedzai-e-universidade-de-aveiro-lideraram-pedido-de-patentes-em-2022/

A universidade de Aveiro foi responsável por mais pedidos de patentes, do que a universidade Nova e a universidade de Lisboa juntas. E isso com a agravante da primeira ter recebido da FCT, muito menos dinheiro do que receberam as duas universidades Lisboetas. Recorde-se que a universidade de Aveiro possui apenas 5 (cinco) unidades de investigação com um orçamento superior a 1.5 milhões de euros, enquanto que as referidas universidades Lisboetas possuem no conjunto 43 (quarenta e três) unidades com esse nível de financiamento. O que faz prova de uma ineficiência absolutamente incompreensível. 

Sobre este tema particular, o jornal Público publicou hoje mesmo um artigo contendo interessantes declarações do Presidente da Feedzai, que explicou que aquela empresa dedica 35% do seu orçamento a actividades de I&D e também que aquela possui um rácio de doutorados superior ao rácio da própria Googlehttps://www.publico.pt/2023/03/27/economia/noticia/portugal-novo-recorde-patentes-2022-2044032

Resulta daqui que como escrevi (repetidamente) no passado é extremamente errada a forma como o Governo tem andado a dar borlas fiscais de milhares de milhões de euros a empresas, por conta de alegadas actividades de investigação, pois por conta disso até bancos, que não contrataram um único doutorado (ao mesmo tempo que pagam milhões aos seus administradores) tem andado a aproveitar-se das referidas borlas.  Tenha-se presente que no último Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) às Empresas, ao Estado, ao Ensino Superior e às Instituições Privadas sem Fins Lucrativos aparece escrito que há, nada mais nada menos, do que 1216 investigadores a trabalhar em empresas financeiras !!!!

Não só tenho sérias dúvidas que por lá se realizem actividades que respeitem os tais cinco critérios básicos, que são utilizados na definição de uma actividade de investigação, visando o aumento do conhecimento: Novidade/originalidade• Criatividade• A procura da resolução de incertezas científicas ou tecnológicas• A atividade ser sistemática• O conhecimento ser transferível e /ou reproduzível como acho até que a maioria desses alegados investigadores, de empresas financeiras, nem sequer é capaz de pesquisar (nas bases de dados relevantes) e sintetizar qual o estado da arte, atividade que constitui afinal a primeira tarefa a executar por qualquer aluno de doutoramento, pelo menos dos alunos dos doutoramentos decentes.  

Declaração de interesses – Declaro que não é a primeira vez que critico a ineficiência das supracitadas universidades lisboetas 

O negócio catedrático de trocar sexo por elevadas classificações académicas

Pelos vistos a “troca” de favores sexuais (leia-se coacção) para obtenção de elevadas classificações académicas, que tinha sido mencionada num post anterior, relativamente a um catedrático de uma universidade (católica) da Bélgica, parece ter adeptos catedráticos noutras universidades europeias, como foi recentemente noticiado, relativamente a um catedrático de uma universidade Alemã, que foi acusado e sentenciado pela sua participação em tais “negociatas” sexuais https://www.mdr.de/nachrichten/thueringen/mitte-thueringen/erfurt/uni-professor-studentinnen-sex-gericht-104.html

PS – Em Portugal, também houve, há alguns anos atrás, um caso envolvendo um conhecido catedrático de arquitectura, da universidade de Lisboa, que se filmou a ter sexo com várias alunas, porém é importante ressalvar que nenhuma delas, o acusou publicamente, de coação, visando a troca de sexo por elevadas classificações académicas. Restando por isso concluir, que se tratou apenas de relações sentimentais genuínas e desinteressadas, que não envolveram, de todo, quaisquer trocas de favores ilícitos entre as partes envolvidas.