The Economist: Stanford’s most famous MBA courses and the lucky sperm club

Still following the previous post about useless degrees check the link below that concerns an interesting article in the April 8th-14th edition of The Economist. It examines the most popular Stanford MBA courses, which they call “the world´s most selective MBA program” because it rejects 94% of the applicants (Harvard MBA rejects 90%). https://www.economist.com/business/2023/04/05/what-the-worlds-hottest-mba-courses-reveal-about-21st-century-business

The most popular courses are “Paths to Power“, “Touchy Feely” and “Managing Growing Enterprises“. The third one is not as its name suggests about business accounting but about to “deal tactfully in sensitive situations“. The last paragraph of the article is about the four pillars of the corner office (ruthlessness, self-awareness, and tact). The fourth pillar, the article explains no course can teach is steely determination. 

Another interesting article on a previous page (58) of the same The Economist edition concerns family businesses. On it is possible to read the scornful expression “lucky sperm club“ coined by Warren Buffet to describe those managers “that never had to jump through the same hoops as everybody else”.

Declaration of Competing Interests – I declare that i believe the world badly needs more engineers (to help deliver the United Nations’ sustainable development goals) and far fewer managers. I also declare that several years ago, in December of 2018, I shared an email with an excerpt from a very critical text about MBAs by Prof. Martin Parker, which I now reproduce again below:

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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 10 de Dezembro de 2018 7:28
Assunto: Prof. Martin Parker___”Why we should bulldoze the business schools”

“There are 13,000 business schools on Earth. That’s 13,000 too many. And I should know – I’ve taught in them for 20 years… schools have huge influence, yet they are also widely regarded to be intellectually fraudulent places, fostering a culture of short-termism and greed. (There is a whole genre of jokes about what MBA – Master of Business Administration – really stands for: “Mediocre But Arrogant”, “Management by Accident”, “More Bad Advice”, “Master Bullshit Artist” and so on.) Critics of business schools come in many shapes and sizes…Since 2008, many commentators have also suggested that business schools were complicit in producing the crash…If we want to be able to respond to the challenges that face human life on this planet, then we need to research and teach about as many different forms of organising as we are able to collectively imagine. For us to assume that global capitalism can continue as it is means to assume a path to destruction…”https://www.theguardian.com/news/2018/apr/27/bulldoze-the-business-school

ChatGPT na UMinho e o que podem ensinar as universidades num futuro sem empregos

Ainda na sequência do post anterior, intitulado “UCambridge – Oportunidades, desafios e possibilidades do ChatGPT na educação” entendo pertinente divulgar abaixo as datas das sessões sobre o ChatGPT, que contam com intervenções de especialistas convidados, realizadas no âmbito da  iniciativa “O futuro da aprendizagem com IA na UMinho: partilhando experiências” 

20 de abril | Impacto e desafios éticos da IA/ChatGPT: partilha de experiências

25 de maio |  IA/ChatGPT na avaliação: partilha de experiências

22 de junho | IA ChatGPT: lições para o futuro

Faço notar que uma visita ao site da Universidade de Estugarda, revela que há apenas três dias eles criaram um fórum de discussão e que a primeira sessão (interna) ocorrerá em 12 de Junho sob o título “Assistente de Ensino ou Escritor Fantasma ?Trabalho Académico na Era dos Chatbots de IA” https://www.uni-stuttgart.de/en/university/news/all/ChatGPT-discussion-forum-launched/

Já sobre a capacidade do GPT-4 para substituir dezenas de empregos e sobre a missão da universidade num contexto “jobless”, cada vez menos longínquo, revisite-se o artigo de Moscardini et al. sobre a missão da universidade numa sociedade moderna que foi recentemente mencionado no final do post aqui

E no referido contexto mais pertinente é revisitar um post do dia 25 de Abril de 2022 e também um outro de 19-11-2019 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/primeiro-curso-para-morrer-melhor.html

O império Woke contra-ataca

https://www.publico.pt/2023/04/14/sociedade/noticia/sabemos-2046156

No contexto do recente e muito mediatizado escândalo sexual, que teve lugar no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o jornal Público divulga no link acima uma lista de “mais de 150 académicos e agentes culturais”  subscritores de um texto impregnado de reivindicações que constam da conhecida agenda Woke, como por exemplo a exigência de uma universidade liberta dos constrangimentos impostos por expectativas prescritivas de género, que faz a apologia do “modus operandi feminista“, e onde só ficou a faltar a exigência de que a Academia Portuguesa puna disciplinarmente todos os académicos que não adotarem a novilíngua dos Todes, Muites, Elus, Aquelus e a remoção imediata das bibliotecas universitárias de todos os livros malditos (leia-se que ofendem a elevada sensibilidade das activistas e activistes Woke).

A pesquisa de alguns nomes da referida lista revela coisas intrigantes, como a notória ausência de subscritoras das engenharias e de outras ciências “duras” (áreas científicas onde pelos vistos a agenda Woke ainda não se conseguiu implantar) e também coisas estranhas como o facto da subscritora nº23, de nome Andrea Hurtado Quiñones, ser Directora de Género numa Universidade Chilena. Será que a grande mudança que a Academia Portuguesa necessita é a criação de lugares de Directoras de Género ? 

Declaração de interesses – Declaro que em Março do ano passado critiquei a proposta Woke de exigir que a FCT reservasse vagas somente para candidatos “racializados” (independentemente do valor do seu currículo científico) e ainda que certos temas só possam ser estudados por investigadores de determinadas etnias-raças  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/novas-regras-ditam-que-so-quem-nasceu.html Mais declaro que em Julho de 2022 critiquei o ataque descabelado de uma furiosa activista Woke contra o Pacheco Pereira

PS – Sobre o supracitado “modus operandi feminista” é importante que se diga que nem a masculinidade é intrinsecamente tóxica, como a agenda Woke pretende fazer crer, nem muito menos a condição feminina é sinónimo absoluto de altruísmo e humanidade, como o provam mulheres do calibre da Belle Gunness (que se estima tenha assassinado pelo menos 14 pessoas), ou as milhares de mulheres detidas nas cadeias deste país, pelos mais variados crimes, desde burlas, passando por crimes de maus tratos até a homicídios, como por exemplo o do jovem Diogo Gonçalves no Algarve que foi cortado em bocados. E mesmo fora das cadeias, o que não faltam são mulheres sonsas, manhosas, mentirosas e até mesmo algumas santinhas do pau oco, que sem qualquer assédio, não se coibiram sequer de “dormir com o chefe” para se promoverem profissional e financeiramente. 

Foi despedido o super-cientista que publicava um artigo a cada 37 horas

O jornal Público divulgou ontem o caso do “super-cientista” Espanhol, Rafael Luque, que publicava um artigo a cada 37 horas, o qual foi despedido da universidade de Córdoba, porque violou o contrato de exclusividade, pois pode ter recebido muito dinheiro por ter colocado nos seus artigos outras afiliações, de universidades da Arábia e da Rússia, conhecidas por pagarem várias dezenas de milhares de dólares a alguns conhecidos cientistas (a universidade King Abdulaziz pagava há uma década atrás 76 mil dólares) para assim tentarem inflacionar a sua produção científica e o seu posicionamento em rankings internacionais https://www.publico.pt/2023/04/11/ciencia/noticia/espanhol-publica-estudo-37-horas-tal-producao-so-ponta-icebergue-ciencia-2045681

O artigo do jornal Público esqueceu-se porém de referir que ele é também Editor Chefe da revista Molecular Catalysis, onde já publicou dezenas de artigos, prática essa que é considerada pouco ética https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/nepotistic-journalsuncovering-how-some_17.html

Muito menos ético é porém o facto (que o jornal Público também não noticiou) dele também ter sido acusado de ter o nome em artigos cuja co-autoria esteve à venda na plataforma Telegram: “I found a study by Rafael Luque whose authorship had previously been offered in a group Telegram”

Sobre a venda de co-autoria de artigos revisite-se o post de 2021, onde denunciei o facto de uma firma me ter contactado, propondo que eu ganhasse (muito) dinheiro a vender co-autorias dos artigos que eu fizesse (isto é a dita firma iria procurar investigadores dispostos a pagar dinheiro para terem o nome nos meus artigos) e essa firma receberia uma percentagem desses pagamentos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/as-firmas-que-aliciam-investigadores.html

Importante é também revelar, que uma visita à página na Web of Science, do supracitado Rafael Luque, revela que ele possui muito menos revisões do que publicações, o que significa, pelo menos na classificação dos investigadores Jeremy Fox e Owen L. Petchey que ele é um investigador desonesto. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/a-radical-solution-to-solve-crisis-in.html

PS – Reproduzo abaixo o link para um post contendo o número das publicações médias anuais por investigador ETI na base Scopus para dezenas de áreas científicas, onde também escrevi que aqueles cientistas, que possuem médias de publicação indexada anual muitíssimo superiores aos valores médios da sua área (como sucede com o tal Rafael Luque) configuram desvios estatísticos absolutamente incompreensíveis e inaceitáveis https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/12/fctpublicacoes-medias-anuais-por.html

“Escândalo sexual na Universidade de Coimbra” e a tradição Portuguesa de perseguir quem faz denúncias

Não faço a mínima ideia, se o catedrático jubilado Boaventura Sousa Santos, que hoje é mencionado num artigo que faz capa do CM, é efectivamente culpado daquilo de que é acusado, pelas tais três jovens investigadoras. Aquilo de que porém tenho a certeza é que, como escrevi num post anterior, “Acreditar que no mesmo país do escândalo sexual do “Ballet Rose” e do escândalo sexual da Casa Pia, que entre milhares de catedráticos, não tenha nunca havido um único, que tivesse coagido alguém para obter favores, do género daqueles que foram mediatizados pela dupla Clinton-Lewinsky (ou outros da mesma natureza mas com posições diferentes), não é apenas cegueira ignorante é garantidamente uma impossibilidade estatística, já que essa hipótese significaria que Portugal seria o único país europeu com 100% de catedráticos castos e puros“

Questão diferente, é a de saber, porque é que há tão poucas denúncias de assédio sexual nas universidades Portuguesas? Será que a razão se prende com a famigerada tradição Portuguesa de perseguir quem faz denúncias, tradição essa que em 2020 levou ao despedimento do corajoso médico Carlos Durão, que na altura denunciou a tortura e homicídio do Ucraniano Ihor Homeniuk, nas instalações do SEF https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/recompensar-crimes-com-promocoes-e.html  tradição que também parece explicar o que aconteceu à médica Diana de Carvalho Pereira, que há poucos dias denunciou casos graves ocorridos no hospital de Faro e que acaba de ser afastada, antes mesmo de a inspecção que agora irá ter lugar, poder avaliar as referidas denúncias e concluir que ela afinal até pode ter tido razão nessas denúncias  ? https://www.publico.pt/2023/04/11/sociedade/noticia/hospital-faro-recusa-existencia-erro-medico-afasta-clinica-fez-denuncia-2045768

Declaração de interesses – Declaro que em 29 de Agosto de 2021 critiquei o catedrático jubilado Boaventura Sousa Santos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/o-catedratico-de-coimbra-que-quer.html

PS – Nas universidades Portuguesas nem sequer é preciso fazer denúncias para se ser perseguido, basta simplesmente tentar contestar o resultado de um concurso em tribunal 

A petição “Pela valorização dos salários de investigadores e professores de ensino superior” chegou a 6000 assinaturas

Neste momento já só faltam 1500 novos subscritores para que a referida petição, que é promovida pelo Snesup, possa ser apreciada na Assembleia da Republica  https://www.snesup.pt/2023/03/20/toda-a-gente-pode-assinar-a-peticao/

É pena porém que o Snesup, escreva em defesa da mesma, que o ensino superior esteja a receber 25% a menos do que aquilo que deveria receber, o que não permite, pelo menos a um leigo, perceber bem o que é que isso significa. Sendo mais fácil transmitir essa desvalorização salarial, quando se diz que um investigador doutorado em inicio de carreira, ganha muito menos do que qualquer boy ou girl socialista (leia-se parasita), e apenas o mesmo que ganham os vários motoristas de Sua Alteza Real, António Costa.

E que um catedrático em Portugal recebe o mesmo que recebe um aluno de doutoramento em universidades do Norte da Europa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/tabela-salarial-da-universidade-de.html

PS – O Snesup também podia ter explicado, que perder 25% todos os anos significa na prática o mesmo que, não receber o subsidio de férias, nem o subsidio de Natal e nem sequer o vencimento do mês de Dezembro. 

The Economist – The many thousands of UK (and US) graduates that would have been better off financially had they not bothered to attend a university course

The text below was taken from an article published in the last edition of The Economist. The article also addresses the bad situation of American graduates that finish higher education loaded with debt and with an irrelevant degree. The article claims that part of the problem lies in the fact that Governments (not only in the US) fail to give students enough information so that they may avoid choosing shoddy degrees. The article also advises that courses that benefit from state funds should have to clear a basic quality hurdle. I find this amazing because that already happens even in my own country (Portugal) so I understand that it would be normal for this to also happen in all Western countries:

“…In rich countries people who hold a bachelor’s degree earn over 40% more than those who do not. This premium has remained lofty, even as the number of university-goers has soared: some 33m people are studying undergraduate degrees across the rich world today. Yet those average figures hide queasily large differences…About 25% of men and 15% of women graduates in England would have been better off financially had they not bothered…A better alternative would be for governments to invest in giving students the information they need to make sensible choices. Britain has pulled together detailed data about how much graduates from thousands of courses at hundreds of institutions go on to earn, but it does a poor job of supplying this to all applicants. America has been working on something similar, but laws that limit federal data-crunching are getting in the way…Supplying it to everyone else should be a priority…” https://www.economist.com/leaders/2023/04/05/the-university-lottery

Be that as it may, it makes little sense to talk about high-paying degrees in a jobless future (GPT-4 claims it can replace 20 jobs right now), several years ago Jürgen Habermas already quoted R.B.Fuller on that  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/university-mission-in-jobless-future.html What really makes sense in this likely context is that modern universities should be concerned with educating global citizens of the 21st century. Check Fig 2 of the paper by Moscardini et al. published in the Studies in Higher Education https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/the-role-of-universities-in-modern.html

PS – Not surprisingly Nobel Prize-winning economist, Christopher Pissarides, professor at the London School of Economics, just said about ChatGPT: “We could increase our well-being generally from work and we could take off more leisure. We could move to a four-day week easily.” https://fortune.com/2023/04/05/chatgpt-four-day-work-week-christopher-pissarides/

UCambridge – Oportunidades, desafios e possibilidades do ChatGPT na educação

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/chatgpt-professores-serio-e-professores.html

Ainda na sequência do post anterior, sobre a tal professora doutorada em linguística, e as suas experiências pedagógicas envolvendo o ChatGPT, vide link acima, é pertinente divulgar as muito recentes opiniões de dois investigadores da Faculdade de Educação, da conhecida universidade de Cambridge sobre as oportunidades, os desafios e as possibilidades do referido ChatGPT  https://www.cam.ac.uk/stories/ChatGPT-and-education

PS – Não menos interessante e igualmente merecedor de divulgação, é o artigo que apareceu na página 74 da penúltima ediçao da revista The Economist, com o elucidativo título “ChatGPT is a marvel of multilingualism” onde não por acaso até aparece a bandeira da Republica (Socialista) Portuguesa https://www.economist.com/culture/2023/03/29/chatgpt-is-a-marvel-of-multilingualism

The Economist – Os cursos de ensino superior que constituem apenas desperdício de dinheiro

Num interessante artigo da última edição da revista The Economist, recomenda-se que os Governos ajudem os estudantes na tarefa de descobrir se se estão a candidatar a um curso de ensino superior decente, ou apenas a um que os fará perder dinheiro, porque se é verdade, que em média, uma formação superior resulta num vencimento 40% superior face aqueles que não tiveram sem essa formação, também é verdade que segundo a referida revista, para uma percentagem de estudantes do Reino Unido (25% de homens e 15% mulheres) a frequência do ensino superior (com propinas anuais de 10.000 euros) constitui apenas e tão somente desperdício de dinheiro https://www.economist.com/leaders/2023/04/05/the-university-lottery

Em Portugal o Governo dá uma preciosa ajuda aos candidatos ao ensino superior, disponibilizando informação sobre a percentagem de novos desempregados em cada curso, porém mesmo assim e paradoxalmente, há muitos candidatos que não conseguem resistir a ingressar em cursos, que dificilmente não os levarão ao desemprego https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/a-informacao-enviesada-do-jornal.html

Muitos desses cursos já deviam ter fechado há muito, isto se vivêssemos num pais, onde o poder politico tivesse um mínimo de respeito pelos impostos pagos pelos contribuintes, o que infelizmente não é o caso, já que a sua principal preocupação tem sido sustentar amigos e conhecidos, e como não podia deixar de ser, a pagar salários de milhares de euros, aos muitos boys e girls, que é bom relembrar, não existem só em empresas públicas, como a TAP, mas também em muitas instituições de ensino superior e é por isso que desgraçadamente passamos a vida de falência em falência, apesar dos muitos milhares de milhões de euros que há 37 anos recebemos da Europa. 

PS – Sobre o tema supra revisite-se o post sobre a tal comissão criada há pouco tempo e que defende até mesmo o fecho de certas instituições de ensino superior 

A bandalheira socialista

Ainda sobre o conteúdo do post de 31 de Março, de título “A estratégia do Governo para empobrecer os Portugueses e enriquecer certos políticos”, vale a pena ler o artigo “assassino” da professora mais famosa da universidade Nova de Lisboa (pois foi a única naquela universidade que no passado teve coragem para escrever coisas que deixaram alguns famosos gestores com os cabelos em pé), hoje na página 7 do jornal Público, com o muito elucidativo título “A bandalheira”. 

https://www.publico.pt/2023/04/06/opiniao/opiniao/bandalheira-2045322