Estudo mostra que o GPT-4 é melhor a prever o desempenho futuro das empresas do que os analistas humanos

Um grupo de investigadores da Universidade de Chicago, que utilizaram dados de 150.000 observações ao longo de dezenas de anos, descobriram que o GPT-4 pode analisar demonstrações financeiras e prever o desempenho de empresas, conseguindo superar o desempenho de analistas humanos. O GPT-4 alcançou uma precisão de 60%, com instruções detalhadas, superando a precisão de 53% dos analistas humanos. 

Ainda sobre a inteligência artificial e o futuro, é pertinente recordar a previsão do conhecido especialista Alemão, Jürgen Schmidhuber, Scopus Highly Cited Scientist (h-index=77), que eu já tinha mencionado num post anterior, no qual então aproveitei para recordar o importante conceito de noosfera, em 2 de Fevereiro de 2020    https://arxiv.org/pdf/cs/0606081

PS – No contexto da supracitada noosfera, que recorde-se permite uma perspectiva abrangente sobre a interconexão entre a mente humana, a sociedade e o meio ambiente, é irónico constatar que haja tantos investigadores que nunca em momento algum se preocuparam em tentar saber qual o verdadeiro contexto das suas investigações. Se servem somente interesses económicos de curto prazo ou se se conseguem inserir num quadro mais amplo de evolução da humanidade, leia-se na sua convergência para a singularidade.

Tech Titans Clash: America vs. China in the Race for Innovation Supremacy

The passage below from the latest edition of The Economist exaggerates the perceived threat posed by China. In his 2023 book “The Rise and Fall of the EAST: How Exams, Autocracy, Stability, and Technology Brought China Success, and Why They Might Lead to Its Decline,” Yasheng Huang, a professor at MIT Sloan School of Management, examines China’s rise through the prisms of exams, autocracy, stability, and technology. He cautions that these factors risk stifling innovation, fostering social unrest, and hindering economic reforms. Demographic shifts and geopolitical tensions further complicate these challenges, potentially contributing to a decline in China’s trajectory. https://www.project-syndicate.org/onpoint/china-innovation-growth-based-on-hong-kong-outsourcing-rule-of-law-market-institutions-by-yasheng-huang-2023-08

Furthermore, economic supremacy hinges on a flourishing start-up ecosystem, yet recent trends show that young Chinese increasingly prefer government jobs. For more on this issue, refer to a recent article published in The Economist  https://www.economist.com/by-invitation/2024/04/02/yu-hua-on-why-young-chinese-no-longer-want-to-work-for-private-firms  

“If there is one thing the Chinese Communist Party and America’s security hawks agree on, it is that innovation is the secret to…superiority… As we report this week, Chinese science and innovation are making rapid progress….If America wants to maintain its lead—and to get the most benefit from the research of China’s talented scientists—it would do better to focus less on keeping Chinese science down and more on pushing itself ahead…It is time to lay these old ideas to rest. China is now a leading scientific power. Its scientists produce some of the world’s best research, particularly in chemistry, physics and materials science. They contribute to more papers in prestigious journals than their colleagues from America and the European Union and they produce more work that is highly cited….All this poses a dilemma for America. With more good science comes new knowledge that benefits all humanity, by solving the world’s problems and improving lives, as well as deepening understanding…Rather than copy China’s tactics, America should sharpen its own innovative edge, by enhancing the traits that made it successful. One of its strengths is openness. America has long been a magnet for the world’s brightest minds, and it should continue to attract them…” https://www.economist.com/leaders/2024/06/13/how-worrying-is-the-rapid-rise-of-chinese-science

PS – In the aforementioned context, let’s not overlook that Russia’s scientific capacity does not even match that of tiny Portugal.

É justo que se reconheça, que nenhum político, por mais genial que seja, consegue tornar um povo naquilo que ele não quer ser

Depois de num post recente (e em vários outros antes desse) ter malhado de forma consistente na classe política deste país, é justo que reconheça que aquela não podem ser assacadas 100% das culpas pelo facto deste país, ser mais pobre do que muitos outros países, como por exemplo do que a Coreia do Sul. 

Desde logo porque as diferenças entre os Sul Coreanos e Portugueses são bem patentes naquilo que são os seus passatempos nacionais, que eu já tinha comentado em 2021 num post de título A invejável tenacidade dos Coreanos e a preguiça voyeuristica dos Portugueses” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/os-passatempos-dos-diferentes-paises.html

Portanto, se o povo Português, elites (catedráticas) incluídas (que desgraçada mas não surpreendentemente é um triste campeão de sedentarismo e também (triste) campeão no consumo de ansiolíticos), pretende continuar a babar-se por conta de 11 indivíduos milionários semianalfabetos (onde se incluem alguns, sem vergonha, que não se importam de fugir ao fisco), que se limitam a dar pontapés e cabeçadas num objecto esférico, não haverá classe politica, por melhor que aquela possa ser, que o consiga salvar dessa triste tragédia.

Declaração de interesses – Declaro aquilo que é óbvio https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/excelentes-noticias-pelo-menos-para-mim.html

Da Profunda Ignorância e Incompetência Portuguesa à Excelência Científica Chinesa

Na sequência do post anterior, sobre a profunda ignorância (e incompetência) dos políticos deste país, que não são sequer capazes de copiar as receitas económicas (bem sucedidas) de outros países, que embora tenham sido mais pobres do que nós no passado, agora são muito mais ricos, aproveito para insistir, e tornar ainda mais claro, recorrendo a uma análise na base Scopus, a dimensão da superioridade da ciência produzida na China, face aos seus competidores directos, utilizando para esse efeito, a evolução acumulada (entre 2014 e 2024) dos artigos publicados numa conhecida revista científica, revista essa cujo Editor Chefe, Eduard Arzt (Scopus h-index=76) leccionou em Cambridge, em Stanford, no MIT e foi Director de um Instituto de investigação na Alemanha. 

Não admira por isso que no tal artigo que foi publicado na última edição da revista The Economist, que foi mencionado no tal post anterior, seja possível ler que: “China is now a leading scientific power. Its scientists produce some of the world’s best research…They contribute to more papers in prestigious journals than their colleagues from America and the European Union and they produce more work that is highly cited”

PS – Sobre países que há poucas décadas atrás eram muito mais pobres do que nós, temos por exemplo a Coreia do Sul que em 1974 tinha um PIB/capita miserável de 563 dólares, quando o PIB de Portugal era quase 400% superior e agora aquele país possui uma empresa, que como recordei no passado mês de Março, gasta em investigação muito mais do que gasta o Governo Português e todas as empresas Portuguesas juntas. 

A dificilíssima questão a que nem o maior génio Português consegue responder

https://www.publico.pt/2024/06/06/sociedade/noticia/edp-manuel-pinho-condenado-dez-anos-prisao-2093047

Há poucos dias atrás muitos inocentes neste país rejubilaram com a condenação de Manuel Pinho a dez anos de prisão efectiva, por crimes de corrupção, vide noticia no link supra. Eu porém não fui um deles, porque no que há justiça Portuguesa diz respeito, já há muito perdi a inocência, quando tomei conhecimento sobre factos inacreditáveis e extremamente graves, como o facto da conhecida Procuradora Maria José Morgado ter afirmado publicamente há 14 anos atrás que em Portugal a corrupção está protegida pela própria lei https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/42-anos-no-combate-ao-crime-e.html

E reforcei essa convicção por conta das várias declarações públicas, do corajoso Procurador-Geral Adjunto Euclides Dâmaso e de casos inacreditáveis, como o do casal maravilha, que foi acusado e condenado por mais de uma centena de crimes de corrupção, cujos crimes acabaram porém, sem surpresa, por prescrever, todos eles https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/quantos-milhoes-vale-dignidade-da.html

Pela minha parte tenho a certeza absoluta que Manuel Pinho nunca cumprirá um único dia da pena de 10 anos de cadeia a que agora foi condenado, é claro que não sei (nem o sabe, o maior génio Português) o que irá acontecer primeiro, que o irá livrar dessa pena:

1 – Manuel Pinho morre antes de haver uma sentença transitada em julgado 

2 – Após sucessivos recursos a condenação a 10 anos de cadeia prescreve 

3 – Manuel Pinho desenvolve Alzheimer (ou Parkinson ou outro tipo de demência) 

PS – Também recentemente informou a imprensa que Ricardo Salgado e sua mulher gastam por mês 40 mil euros (!!!) que recebem da sua filha que vive na Suíça. Esta filha parece ser o “sonho” de qualquer pai, especialmente daqueles pobres pais que perderam as suas poupanças na resolução do BES e muito lamentam não terem uma filha tão generosa, infelizmente porém, como ela tinha recebido do papá vários milhões de euros, então isso significa que a dita generosidade mais não é do que devolver em suaves prestações, aquilo que antes recebeu de uma assentada.  Alguém em seu perfeito juízo acredita realmente que esta vergonha, que já custou mais de 8000 milhões de euros aos contribuintes, pudesse acontecer nos EUA, na Alemanha ou mesmo no Reino Unido, o país onde criaram uma lei maravilhosa, que expropria em tempo recorde a favor daquele Estado, as riquezas que por milagre “caem directamente do céu”  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/a-nova-ferramenta-juridica-britanica.html

Os políticos Portugueses são distraídos ou padecem de tacanhez mental profunda?

Não foi certamente por acaso que em 21 de Novembro de 2021, me dei ao trabalho de analisar, na base Scopus, como evoluíram as colaborações científicas dos investigadores Portugueses com investigadores estrangeiros ao longo dos últimos 60 anos, nem muito menos. em 25 de Novembro de 2021, me dei ao trabalho de avaliar (entre 2006 e 2020) o desempenho de 16 instituições de ensino superior (IES), em termos de colaborações com investigadores de Universidades Chinesas (o resultado dessa análise foi publicado num post do dia 26 de Novembro) https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/desempenho-de-16-instituicoes-de-ensino.html

Vários meses depois, em 29 de Janeiro de 2022, voltei ao mesmo tema, aproveitando o facto da China ter então ultrapassado os EUA em indicadores científicos muito relevantes, altura em que aproveitei para questionar se não faria sentido reavaliar as (dispendiosas) parcerias Portuguesas com universidades dos EUA, que tinha criticado anos antes https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/tres-singelas-perguntas-ao-ministro.html 

E como não duas sem três, em 2023, voltei a insistir nesse importante tema, num post com o esclarecedor título “Colaborações internacionais das Instituições de Ensino Superior__Negligência ou incompetência ?”, em cuja parte final apresentei os resultados de uma análise para 29 (vinte e nove) IES, relativa à percentagem de publicações científicas, resultantes de colaborações com investigadores de universidades da China. 

O resumo supra serve apenas como introdução à última edição da conhecida revista The Economist, que é dedicado à ascensão da ciência Chinesa e onde se pode ler algo, que parece que muitos políticos Portugueses ignoram, por distração ou tacanhez mental, não só a realidade, mas também os sábios conselhos daquele catedrático da universidade do Porto, que sozinho vale mais que toda a equipa da seleção nacional:

“If there is one thing the Chinese Communist Party and America’s security hawks agree on, it is that innovation is the secret to geopolitical, economic and military superiority”  https://www.economist.com/leaders/2024/06/13/how-worrying-is-the-rapid-rise-of-chinese-science

PS – A base Scopus mostra que das 9000 citações, recebidas até ao presente momento pelas minhas publicações, 20% vieram de investigadores da China, o país que mais contribuiu para o crescimento das referidas citações, em mais de 100%, nos últimos 5 anos.

Evidence from over 700 European startups demonstrates how science can boost startup revenue

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/01/a-venture-capitalist-revered-by.html

Building on the previous post, which argued that universities should place greater emphasis on teaching the nuanced skill of overcoming failures, it is important to recall that most startups do not survive past their fifth year. To make matters worse, the rate of insolvencies is likely to increase in the near future, according to predictions from The Economist, which suggests that the European economy may be heading towards an economic catastrophe.  

In this context, highlighting a recent study on how science can boost startup revenue makes perfect sense. This study analyzed more than 700 European startups and found that those following the scientific method are more profitable and therefore less likely to face insolvency. According to the article published in the Harvard Business Review, startups in the top 5% of performance achieved nearly half a million euros in additional revenue https://hbr.org/2024/07/why-entrepreneurs-should-think-like-scientists

Declaration of competing interests – I am the lead editor of the second edition of “Start-Up Creation: The Smart, Eco-efficient Built Environment,” https://shop.elsevier.com/books/start-up-creation/pacheco-torgal/978-0-12-819946-6

Há alturas em que a modéstia não ajuda, principalmente quando se trata de prever o impacto futuro de uma obra científica

Depois que no dia de ontem tive oportunidade de constatar que cheguei ás 9000 citações na base Scopus, entendo pertinente revisitar um “polémico” post do dia 31 de Dezembro de 2020, no qual tive de reconhecer a modéstia das minhas previsões anteriores. Como agora se confirma, se desde essa altura juntei mais 4000 citações Scopus aquelas 5000 citações que já tinha nessa altura, o que corresponde a um aumento de 80%, alcançado em 3,5 anos, isso parece querer dizer que a manter-se esse ritmo, não errei muito quando corrigi a minha modesta previsão inicial e previ depois que em 2029 chegarei perto de 15.000 citaçõeshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/2029-o-ano-da-minha-aposentacao.html

PS – Ainda sobre citações, na base Scopus, revisite-se o post de título Um estranho mistério catedrático

Utilização do método científico para ajudar a reduzir o elevado número de insolvências

Há pouco tempo ficou a saber-se que nos primeiros meses de 2024, o número de pedidos de insolvência em Portugal cresceu 50%, “Quanto aos encerramentos com plano de insolvência, o boletim aponta para um crescimento de 200% nos mesmos meses…  verifica-se um incremento de 47% em Lisboa e de mais de 122% no distrito do Porto”. https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/numero-de-insolvencias-aumentou-50-nos-primeiros-dois-meses-de-2024/

Para piorar a situação referida, esse ritmo de insolvências poderá muito provavelmente agravar-se num futuro próximo, tendo em conta as previsões da revista The Economist, segundo a qual a economia europeia está a caminho de uma catástrofe económica de múltiplas origens.

Nesse contexto faz todo o sentido divulgar um estudo recente, que analisou mais de 700 start-ups europeias, e que mostrou que aquelas que seguem o método científico, são mais lucrativas e logo menos propensas a entrar em insolvência. Vide artigo publicado na Harvard Business Review. As pertencentes ao topo 5% com melhor desempenho conseguiram uma receita adicional de quase meio milhão de euros https://hbr.org/2024/07/why-entrepreneurs-should-think-like-scientists

Sobre start-ups Portuguesas, que já seguem o método científico, reviste-se um post anterior onde comentei um artigo provocatório de um ilustre catedrático da universidade do Porto, (que sozinho vale mais que toda a equipa da seleção nacional nacional do pontapé e da cabeçada), artigo esse que foi publicado na revista da Ordem dos Engenheiros.

PS – O catedrático referido supra, valeria sempre muito mais, do que toda a equipa da seleção nacional do pontapé e da cabeçada, por conta do elevado valor do seu trabalho face à inutilidade de algo que se resume a pontapés e cabeçadas. Mas vale muitíssimo mais num contexto de emergência climática,  que a fazer fé nas estimativas conservadoras do Zurich Insurance Group, irá ao longo dos próximos 25 anos obrigar à deslocação de 1200 milhões de humanoshttps://www.zurich.com/en/media/magazine/2022/there-could-be-1-2-billion-climate-refugees-by-2050-here-s-what-you-need-to-know

Schrödinger, Life, AI, and God-Like Powers that Reign as Humanity’s Ultimate Desire

“…we are all in reality sides or aspects of one single being, which….may be called God”

The quote above is from the Nobel Prize in Physics (1933) Erwin Schrodinger in the book “What is Life?” which was originally a series of lectures delivered in 1943 at Trinity College, Dublin. Schrodinger explores the nature of life from a physicist’s perspective, delving into topics such as genetics, molecular biology, and the relationship between physics and biology. In this context, see below for GPT-4 Omni’s responses to three questions I asked him:

Me: If you were given God-like powers, which power would you choose to have the most?
ChatGPT-4 omni: If given God-like powers, I would choose the power of omniscience, the ability to know everything. This includes knowledge of all things past, present, and future, as well as understanding the thoughts and feelings of all beings. With this power, I could help solve the world’s most complex problems, offer guidance to individuals, and foster greater understanding and empathy among people. It would enable the creation of solutions for global challenges like poverty, disease, and conflict by providing deep insights into their root causes and the most effective ways to address them.

Me:  If you were given God-like powers and could change just one thing about humanity, what would you choose not to change?
ChatGPT-4 omni: If given God-like powers and the ability to change just one thing in humanity, I would choose not to change humanity’s capacity for free will. Free will is fundamental to human experience, allowing individuals to make their own choices, learn from their mistakes, and grow personally and morally. It enables creativity, diversity of thought, and the pursuit of meaning and purpose. Preserving free will ensures that people can continue to develop their unique identities and contribute to the richness of human culture and society.

Me: If I were given God-like powers and could change just one thing about humanity, I would choose not to eliminate death. What are your thoughts on this?

ChatGPT-4 omni: Choosing not to end death, even with God-like powers, is a profound and thoughtful decision. Death, despite its sorrowful aspects, plays a crucial role in the natural cycle of life. It drives the urgency to live meaningfully, appreciate time, and foster growth and renewal. Without death, the world might face overpopulation, resource depletion, and a loss of motivation to achieve and innovate. Death also provides closure and context to our existence, giving life its bittersweet beauty and prompting philosophical and spiritual reflections. It encourages empathy, compassion, and the creation of legacies that transcend individual lifespans. In many ways, death is integral to the human condition, shaping cultures, beliefs, and the very fabric of our societies.