Universidade de Aarhus – Como reverter o declínio da inovação na investigação ?

Dando continuidade ao meu post anterior de 2 de Fevereiro, sobre a criatividade e as estratégias para inverter o declínio da inovação científica, aproveito para divulgar um recente artigo de investigadores da Universidade de Aarhus (Top 80 no ranking de Shanghai), o qual investiga os principais conceitos, antecedentes e implicações da criatividade na investigação

É porém lamentável que os autores não tenham citado o livro “Creativity in Science: Chance, Logic, Genius, and Zeitgeist“, do Dean Simonton (membro do restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists, h-index=56), livro esse que, não certamente por acaso, divulguei há dois anos atrás e que entretanto já conta com quase 500 citações na Scopus. O livro do Simonton desafia a noção simplista de que o progresso científico é impulsionado exclusivamente pela lógica ou pelo génio individual. Nele se defende a tese que a criatividade na ciência é moldada pela interação do acaso, pela lógica, pelo brilhantismo pessoal e também pelo contexto cultural. 

Para compensar a referida omissão é salutar encontrar, entre as obras referenciadas no tal estudo dos investigadores da Universidade de Aarhus, um interessante artigo altamente citado, com coautoria de Christoph Riedl, das conhecidas Univ Northeastern e Univ de Harvard, intitulado Looking Across and Looking Beyond the Knowledge Frontier: Intellectual Distance, Novelty, and Resource Allocation in Science. 

Há 50 anos a desiludir os Portugueses

Por cada ano que passa sem que a ciência Portuguesa consiga ganhar um prémio Nobel é mais um ano de pura desilusão, quase de vergonha, e entretanto já lá vão 50 anos desde que Portugal se tornou uma democracia, e as áreas responsáveis por essa profunda desilusão nacional são a Física, a Química, a Medicina e a Economia. 

Desgraçadamente, não há actualmente em Portugal, um único cientista dessas áreas, com uma obra científica que tenha recebido dezenas de milhares de citações, que lhe permitisse a entrada no clube (Citation Laureates) dos prováveis vencedores de um prémio Nobel, onde aparece o nome de várias centenas e onde consta o nome de sete dezenas que receberam o prémio Nobel. Note-se que no próximo dia 19 de Setembro a Clarivate Analytics irá revelar quem são os cientistas que este ano passam a integrar esse clube de cientistas notáveis.

Quando se olha para o ranking mundial de cientistas elaborado por investigadores da universidade de Stanford, o único a nível mundial que é capaz de cumprir três requisitos fundamentais, constata-se que entre os 10 (dez) investigadores Portugueses melhor posicionados, que trabalham em universidades Portuguesas, 7 (sete) pertencem à Engenharia, há dois de Medicina, e um de Física, Nuno Peres, catedrático da Universidade do Minho.

PS – Muito pior do que isso, nenhuma das referidas áreas, da Física, da Química, da Medicina e da Economia, consegue sequer integrar o Top 100 do conhecido ranking Shanghai por áreas, como felizmente sucede com várias outras, como por exemplo a área da Engenharia Civilhttps://www.docdroid.net/KfZvpEt/2023-shanghai-ranking-tabela-top-500-pdf

Governo Russo ajuda a concretizar as previsões de um investigador Português

No passado mês de Maio, escrevi que a Rússia caminhava a passos largos para ser ultrapassada por Portugal, em 2025, no número de publicações cientificas indexadas. E no final desse post previ até, que no final desse fatídico caminho, estava a elevada hipótese da Rússia poder retornar ao final da década de 90, quando o salário dos professores daquele país eram pagos com garrafas de vodka. Uma hipótese que poderia (ou não) vir a revelar-se excessivamente pessimista. 

Eis senão quando, revela hoje a conhecida revista Science, que o Governo do Sr. Putin, apesar da queda da produção científica já em curso, decidiu ainda cortar, de forma radical, as verbas para a ciência, nos próximos dois anos, o que bem vistas as coisas ajudará bastante à concretização da minha previsão  https://www.science.org/content/article/russia-set-cut-research-spending-25  Para se ter uma ideia daquilo que passará a ser o miserável investimento público em ciência, uma ponderação dos valores referidos nesse artigo, face à população daquele país mostra que o investimento por pessoa passará a ser 41 euros em 2025 e 37 euros em 2026.  Comparem-se esses valores, com os quase 800 euros/pessoa da Suiça, os 700 euros/pessoa da Noruega, os 500 euros/pessoa da Suécia ou os 400 euros/pessoa da Finlândia. 

Pela parte que me diz respeito, tenho de agradecer ao Governo Russo na pessoa do Sr. Putin, a inesperada ajuda, para a concretização da minha referida previsão. Agradeço também ao Sr. Putin, a generosa ajuda que ele agora decidiu dar a muitos outros países, que assim irão poder contratar excelentes investigadores Russos, que serão obrigados a abandonar aquele país. Infelizmente, entre esses países não estará Portugal, que não tem (e nunca teve) estratégia alguma para atrair talentos estrangeiros, pois nem sequer consegue reter os talentos nacionais, como o prova do factos dos cientistas Portugueses mais credenciados estarem todos a trabalhar em universidades estrangeiras, o António Damásio, o João Hespanha, o Pedro Domingos, o Miguel B. Araújo, o Caetano Reis e Sousa  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/10/october-2023-update-of-stanford.html

PS – Como não há regra sem excepção, também na Academia Portuguesa, há alguns (poucos) investigadores excepcionais, que só não estão a trabalhar em universidades estrangeiras, simplesmente porque não querem, pois aquilo que os atrai não é um vencimento mensal bastante elevado, como sucede por exemplo com este catedrático.

O contributo de investigadores da Noruega para ajudar os investigadores Portugueses

Sobre o post anterior no qual critiquei a horrenda burocracia que existe na ciência Portuguesa, o mesmo post onde lembrei boas práticas levadas a efeito na França e na Alemanha, aproveito agora para divulgar um artigo de investigadores da Noruega, que mostra ser possível reduzir em quase 40% o tempo que os investigadores perdem com a preparação de candidaturas de projectos de investigação. 

Recordo que nas candidaturas de projectos de investigação em Portugal são submetidas quase 2000 candidaturas, representando um total de mais de 2 milhões de horas de trabalho, pelo que uma poupança de 40% desse tempo representa algo muito substancial, que só por negligente teimosia haverá quem não queira aproveitar. No presente contexto vale a pena questionar,  qual será a magna razão porque o sistema científico ineficiente de países pobres, como Portugal, resistem tão teimosamente a copiar as boas práticas levadas a efeito pelos sistemas científicos eficientes de países ricos ? Será que essa ineficiência interessa á tal “mediocridade instalada“, de que falou o investigador Prémio Pessoa 2018 ?

PS – Sobre o efeito contraproducente dos projectos na redução da serendipidade, ocorrência de importantes descobertas por puro acaso, recorde-se o artigo publicado há dois anos atrás na revista científica Higher Education, que divulguei nessa altura e sobre métodos eficientes de financiamento da ciência, para maximizar o impacto, vale a pena recordar o artigo publicado na edição ‘The World Ahead 2024‘ da conhecida revista The Economist.” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/the-economist-world-ahead-2024what-is.html

Boosting Efficiency in Research Funding: New Insights from Norway

Authored by a team of researchers from Norway, the study reveals that a two-stage evaluation process—starting with a short proposal—reduces the time spent by both applicants (by 38%) and reviewers (by 28%). Moreover, this approach improves the reliability and consistency of proposal evaluations, indicating that it can boost efficiency without sacrificing review quality. https://academic.oup.com/rev/advance-article/doi/10.1093/reseval/rvae020/7674904

In this context, it’s worth noting the paper “Talent vs Luck: The Role of Randomness in Success and Failure,” which argues that to better reward talent and boost success, it’s more effective to distribute equal, modest amounts of capital to everyone periodically rather than giving larger sums to a small, already successful group. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/new-study-suggest-that-prestigious.html

PS – On the counterproductive effect of research projects in reducing serendipity in science, it’s worth recalling the article published two years ago in Higher Education. Additionally, when considering efficient methods for financing scientific endeavors to achieve maximum impact, it’s worth recalling the article published in The Economist’s ‘The World Ahead 2024‘ edition.” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/the-economist-world-ahead-2024what-is.html

O péssimo trabalho da imprensa a esconder a incompetência de algumas universidades

No passado dia 15 de Agosto, quando se ficou a conhecer os maus resultados de algumas universidades Portuguesas no prestigiado no ranking Shanghai, onde Portugal agora já só tem três universidades entre as 500 melhores e onde uma rica universidade Lisboeta, mais uma vez se afundou estando agora abaixo de várias universidades de países de terceiro mundo, a imprensa Portuguesa, não cumpriu o seu dever de procurar saber junto dos responsáveis universitários as causas e os culpados desse péssimo resultado.

Em vez disso, hoje, o jovem jornalista Tiago Ramalho do jornal Público, optou por fazer algo absolutamente impensável (pelo menos para mim), tentar descredibilizar os rankings universitários. E se de facto há rankings da pura treta, que eu denunciei repetidamente, porque se baseiam em critérios da treta, mas que ironicamente até foram promovidos pelo mesmo jornal onde trabalha o referido jornalista https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/jornal-publico-volta-dar-destaque-um.html há porém outros como o referido ranking Shanghai, que são rigorosos e respeitados e é por isso que esse é o único ranking que aparece num documento da Comissão Europeia sobre a excelência na investigação. https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2019/631062/IPOL_STU%282019%29631062_EN.pdf  Infelizmente a lamentável peça jornalística, optou por juntar tudo no mesmo saco, misturando alhos, com bugalhos, assim contribuindo, muito oportunamente, para esconder o mau desempenho de algumas universidades Portuguesas.

Eu, assinante do jornal Público, há vários, que pago para ler artigos rigorosos não fiquei nada contente em saber que paguei para ler aquela pouco rigorosa peça jornalística. A única parte positiva da mesma é quando recorda o conteúdo do  estudo “Do Made in ao Created in — Um Novo Paradigma para a Economia Portuguesa“, coordenado pelo catedrático da Universidade do Minho, Fernando Alexandre, o novo ministro da Educação, Ciência e Inovação, onde está inscrita uma proposta para  criar contratos entre o ministério e as universidades, tendo como objectivo para até 2030 ter “pelo menos uma universidade entre as 100 melhores do mundo e cinco áreas científicas entre as 75 melhores do mundo no ranking de Xangai” https://ffms.pt/pt-pt/estudos/do-made-ao-created-um-novo-paradigma-para-economia-portuguesa 

Porém o jornalista Tiago Ramalho mostrou que não sabe, porque nada disse sobre isso, que o segundo objectivo já é cumprido actualmente, vide quatro síntese, já o primeiro objectivo, nunca foi, não é, e garantidamente nunca será cumprido, nem que Cristo desça à terra, pela simples razão que há até mesmo nas melhores universidades Portuguesas, várias áreas cientificas, nada, absolutamente nada competitivas. E esse problema não se resolve simplesmente com mais dinheiro, mas com uma exigência muito superior na contratação de professores, exactamente como decidiu fazer a Itália, há vários anos atrás.  

Faço notar que a inexistência nas universidades Portuguesas, de uma qualificação cientifica mínima, como aquela que existe em Itália, é especialmente prejudicial para o futuro dos jovens investigadores, que forem Orientados por professores com uma obra científica irrelevante, como o prova o estudo publicado em 14 de Agosto que foi divulgado aqui. 

PS – Uma prova inequívoca do péssimo resultado de várias universidades Portuguesas no referido ranking, pode também aferir-se pela ausência de comentários do Ministro Educação, Ciência e Inovação sobre esse resultado, um posicionamento muito diferente do Ministro Francês do Ensino Superior, que afirmou que os resultados das universidades Francesas no ranking Shanghai constituem um motivo de orgulho para a França This year’s ranking is excellent for us…it is a source of pride https://www.campusfrance.org/en/actu/classement-de-shanghai-2024-une-fierte-pour-la-france

Advancing Tutor Training Through GPT-4: A Breakthrough Study from Carnegie Mellon

Building on the April 7 post about the potential of generative AI to realize the Holy Grail of personalized tutoring, and referencing the study by the Swiss Federal Institute of Technology (EPFL) that could enable edtech companies to challenge universities globally, it’s worth exploring a recent paper published in the International Journal of Artificial Intelligence in Education by researchers from Carnegie Mellon University’s Human-Computer Interaction Institute.

The study harnesses the capabilities of GPT-4 to design an advanced automated feedback system aimed at improving the training of novice tutors. This innovative system effectively addresses the persistent challenge of providing timely and expert-level feedback without the need for continuous human involvement. Through rigorous testing on a cohort of 383 trainees, the system demonstrated a remarkable level of accuracy, matching the performance of human experts. https://link.springer.com/article/10.1007/s40593-024-00408-y

Qual será a explicação mais provável para o resultado do curso de Engenharia Civil na 1ª fase de acesso ao ensino superior ?

Relativamente à primeira fase do concurso do ano passado quando então foram colocados 497 alunos (o ano anterior a esse de 2022 mostrou um valor similar), sendo que desses, 84 foram para o ensino politécnico, listam-se agora abaixo os resultados para os cursos de engenharia civil, com mais colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que tenham tido pelo menos um colocado. 

O total de colocados deste ano foi de 558 novos alunos, uma subida relevante de 61 alunos face ao ano passado, numa percentagem que é o dobro da percentagem de crescimento de alunos nos cursos STEAM (STEAM- Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics). https://www.portugal.gov.pt/pt/gc24/comunicacao/noticia?i=resultados-da-1-fase-do-concurso-nacional-de-acesso-ao-ensino-superior-2024

É importante referir que desse total global dos referidos 558 alunos desta primeira fase, 120 pertencem no ensino Politécnico. O Politécnico de Lisboa (ISEL) apresentou o maior crescimento, ultrapassando as universidades de Coimbra e do Minho, sendo que também o Politécnico de Coimbra consegue subir na lista ultrapassando várias universidades. 

1 – Universidade de Lisboa………..138 colocados   

2 – Universidade do Porto………….121

3 – Pol. Porto……………………………..51

4 – Universidade Nova………………..47

5 – Pol. Lisboa……………………………41

6 – Universidade de Coimbra……….39

7 – Universidade do Minho………….34

8 – Universidade de Aveiro…………..25

9 – Pol. Coimbra…………………………14

10 – Universidade da Madeira………12

11 – UTAD…………………………………..8

12 – UALG…………………………………..7

13 – Pol. Leiria……………………………..6

14 – UBI………………………………………6

15 – Pol. Viana Castelo………………….4

16 – Pol. Bragança………………………..2

17 – Pol. Viseu……………………………..1

19 – Pol. Castelo Branco………………..1

A relevante subida de colocações desta fase mostra que a nova obsessão nacional com a engenharia aeroespacial, que já possui três cursos entre os dez com maior média de entrada,  não está a fazer-se sentir no curso de engenharia civil, que depois do ano negro de 2014, quando o total de colocações na primeira fase foi somente de uns inacreditáveis 158 alunos, iniciou desde essa altura uma tendência sustentada de crescimento.  Vide post sobre a evolução de colocações no curso de engenharia civil nos últimos 18 anos https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/09/engenharia-civil-evolucao-de-colocacoes.html

PS – Explicações possíveis há várias, como a da importante crise de habitação no nosso país, mas eu pessoalmente acho mais provável a relacionada com os importantes e dispendiosos desafios das alterações climáticas para o ambiente construído.

Uma visão para 2030: Ter cinco universidades no grupo das 200 melhores do mundo

Ainda na sequência do post anterior do dia 17 de Agosto, sobre a falta de inteligência (ou impotência) Portuguesa no que respeita a copiar o que fazem na Itália em termos de competitividade científica, é oportuno divulgar uma recente tese de doutoramento, que foi defendida na Universidade de Glasgow e que há poucos dias foi colocado online.  A mesma foca-se na criação de recomendações estratégicas para ajudar a Arábia Saudita a alcançar as suas metas científicas, particularmente o objetivo de vir a ter cinco universidades entre as 200 melhores do mundo até 2030https://theses.gla.ac.uk/84488/3/2024AlanaziPhD.pdf

Neste momento e relativamente ao ranking Shanghai, a Arábia Saudita tem uma universidade no grupo das 100 melhores (à frente de conhecidas universidades da Suíça, da Finlândia, da Suécia e da Holanda), duas universidades no grupo das 300 melhores, uma universidade entre as 400  melhores e duas universidades no grupo das 500 melhores. E ainda mais seis universidades nos diferentes subgrupos entre as 600 e as 1000 melhores. 

Fácil é porém adivinhar, no contexto do PICEC, quantas universidades é que Portugal (que agora ainda tem duas no grupo das 300 melhores) irá ter em 2030 no Top 200 do ranking Shanghai ? ZERO

Declaração de interesses – Declaro que em 18-07-2021 recebi um convite de uma universidade da Arábia, a King Fahd University, para um lugar de professor, que declinei.

PS – É claro que se por hipótese, bastantes investigadores Portugueses, seguirem à letra os sábios conselhos daquele Francês vencedor do prémio Nobel, que há não muito tempo visitou a universidade do Minho, sabe-se lá se algum deles não consegue, aquilo que a Ciência Portuguesa não consegue há mais de 70 anos, o que obviamente poderia influenciar bastante a posição no ranking Shanghai da universidade a que pertencesse esse investigador. 

Study Shows $2 Trillion Revenue for 172 Countries Using Spain’s Wealth Tax Mode

Continuing from the previous post about the €10 million ethical wealth limit proposed by a Utrecht University Ethics professor, a recent Tax Justice Network study suggests countries could generate nearly $2 trillion annually by adopting a wealth tax like Spain’s, targeting the wealthiest 0.5%. https://taxjustice.net/press/countries-can-raise-2-trillion-by-copying-spains-wealth-tax-study-finds/

The study, by Palanski (Carlos University, Prague) and Schultz (PhD, University of Mannheim), extends Spain’s model to 172 countries. In Spain, fortunes up to €3 million are exempt from the Solidarity Tax on Large Fortunes. Wealth exceeding this amount is taxed at 1.7% up to €5.3 million, 2.1% between €5.3 million and €10.6 million, and 3.5% on anything above €10.6 million. 

The study also shows that previous tax reforms on the super-rich led to minimal relocation, with only 0.01% of wealthy households in Norway, Sweden, and Denmark moving abroad. The study’s estimates of potential revenue from wealth taxes are conservative, assuming the highest possible migration rate of 3.2%.

Personally, I believe that all people should be taught from a very young age that work is “sacred” and should be minimally taxed. Lower taxes on labor can boost creativity and innovation, while excessive taxes can discourage effort and harm social well-being. In contrast, wealth accumulated through speculative investments, inheritances, or other less honorable means has far less value and should face higher taxation.

Declaration of competing interests – I have stated before, and I reaffirm now, that what the super-rich deserve is not merely taxes comparable to those paid by ordinary working people, but severe prison sentences for carbon manslaughter.