A solução de um conhecido Catedrático da U.Minho para avaliar os alunos cujas teses de mestrado foram escritas pelo ChatGPT

https://pachecotorgal.com/2024/09/22/catedratico-da-u-minho-apelida-de-tolos-os-professores-que-tem-medo-que-os-alunos-facam-trabalhos-usando-o-chatgpt/

O mesmo Catedrático da Universidade do Minho que há alguns meses atrás publicamente não teve qualquer pejo em rotular de tolos, todos professores que tem medo que os alunos façam trabalhos usando o ChatGPT, vide post acessível no link supra, vem novamente pronunciar-se sobre o impacto da referida ferramenta de inteligência artificial generativa, desta vez na avaliação das teses de mestrado, num artigo no primeiro caderno do semanário Expresso:

“…como avaliar uma tese de mestrado? Tipicamente, o júri lia a tese, dava-lhe uma nota e, consoante corresse a defesa, subia ou baixava-lhe um valor. Mas que sentido faz isso quando o ChatGPT já escreve teses de mestrado melhores do que a maioria ? A solução não será o contrário ? Fazer uma boa discussão e dar a nota com base na defesa oral, dando pouco peso ao trabalho escrito ?”

A tese (embora peque por favorecer os alunos com um “ADN” de picareta-falante) faz efectivamente algum sentido, especialmente para as teses de mestrado dos cursos de caneta e papel (relativamente aos quais até pode ser estendida inclusive aos doutoramentos), já faz pouco para as teses que envolvam uma parte experimental em contexto laboratorial. Seja como for a solução proposta pelo supracitado catedrático assenta numa premissa interessante que pode suscitar outras importantes interrogações.

Se como ele escreveu “o ChatGPT já escreve teses de mestrado melhores do que a maioria”, então porque é que um dos elementos do júri de mestrado, não é o próprio ChatGPT, na versão integral paga, que é mais inteligente do que a versão gratuita, desde logo, porque há muitos professores que sabem menos do que essa ferramenta de inteligência artificial generativa, situação essa que é agravada em Portugal onde ao contrário de outros países, não existem mínimos de desempenho científico, para se fazer parte de um júri académico, mas principalmente porque ao contrário dos jurados humanos, a IA não padece da limitação de que padecem muitos deles, de fazerem arguições de favor a certos candidatos ? 

Faço notar que a minha dúvida supra, deve ser lida no contexto, da primeira questão que formulei no final de um post de 2020: “será que um Professor que participa activamente na viciação de um procedimento concursal, ou que seja o beneficiário directo dessa viciação, reúne suficientes condições de ética, isenção e imparcialidade, para poder avaliar os seus alunos de forma rigorosa, sem que se corra o risco de favorecer alguns ou algumas, com ou sem troca de contrapartidas ?” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html

PS – Uma questão diferente, e seguramente não menos importante, mas que o catedrático Aguiar-Conraria não mencionou no seu artigo, tem que ver com o facto das universidades andarem a formar diplomados, que até podem ter feito excelentes teses, mesmo sem a ajuda do ChatGPT, mas que mesmo assim não possuem as capacidades básicas fundamentais, que há cinco anos atrás, um professor de educação de uma universidade Norueguesa, definiu como aquelas que podem contribuir para forjar um mundo mais justo e mais humano https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/pisa-best-students-in-world.html

Clarivate’s Report on Global Innovation Arrives Just in Time to Comfort the Buffoon Emperor Trump and his Greedy Tech Bros

A recent report from the Institute for Scientific Information (ISI) at Clarivate analyzes citations from patents issued between 2018 and 2022—encompassing over 61 million inventions that reference academic research. This analysis highlights the 50 universities whose academic papers have received the highest number of citations from patents granted to companies and organizations featured on the Clarivate 2024 Top 100 Global Innovators list. Notably, the distribution of these leading institutions is predominantly from the USA (30 universities), followed by the EU (12 universities), with China contributing just 1 university. https://clarivate.com/academia-government/lp/the-top-50-universities-powering-global-innovation/

The glaring disparity in results between the United States and China—China being the powerhouse behind Deepseek, which reportedly erased over $1 trillion in market value for U.S. tech giants—strongly suggests that the study’s metrics are skewed toward institutions with entrenched industry affiliations overwhelmingly benefiting U.S.-based universities. 

But let´s talk about the timing. The Clarivate report was published just three days after Deepseek blindsided Wall Street, triggering one of the worst market bloodbaths in tech history. It reads less like an objective assessment and more like a hastily assembled PR stunt crafted to soothe the bruised egos of the  Buffoon Emperor Trump – the same Trump, whose vile Republican minions are now offering a $1,000 bounty to any American who reports an undocumented immigrant – and his greedy Silicon Valley Tech-Bros, scrambling to recover from a seismic shift they never saw coming.

Declaration of Competing Interests – https://pachecotorgal.com/2024/11/07/should-scientists-working-for-an-anti-science-government-be-ostracized-by-the-scientific-community/

PS – If you think this is just a rough week for U.S. tech, think again. In a recent paper, American Emeritus Professor David Krause took it a step further, predicting that Deepseek could ignite a sharp decline in the intrinsic valuations of the so-called “Magnificent 7“—Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, Nvidia, and Tesla.

 

A campanha de altos salários oferecidos pela arqui-inimiga das sete magníficas

A empresa Chinesa de IA Deepseek, que recentemente foi noticia a nível mundial por ter provocado um prejuízo catastrófico na bolsa dos EUA (de mais de 1.000.000 milhões de dólares), acaba de divulgar que pretende contratar especialistas talentosos com salários superiores a 144.000 euros/ano. https://www.publico.pt/2025/02/05/economia/noticia/deepseek-lanca-campanha-recrutamento-altos-salarios-responder-procura-2121400

É claro que apelidar de alto, um salário anual de 144.000 euros, é algo que só pode ser feito por jornalistas Portugueses, que parece que desconhecem que na Suíça há universidades públicas onde até os professores-auxiliares recebem anualmente mais do que isso https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html

E sobre esse miserabilismo Português, aconselho a revisitação de alguns posts anteriores, como por exemplo aquele onde se fala da inevitável fuga do talento Português: Definição de “Outstanding Achievement” segundo o maior centro de investigação na área de ciência e engenharia dos materiais

PS – A referida e muito minúscula empresa Deepseek, é a mesma que que há poucos dias atrás, um Professor Emérito de Finanças, de uma universidade Norte-Americana, David Krause, previu que poderá levar a um declínio substancial do valor das 7 (sete) magníficas (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, Nvidia, and Tesla).

Estudo em quase 70 países revela quais os temas mais importantes que a sociedade espera que os cientistas priorizem

Num aditamento, colocado na parte final de um post do passado mês de Janeiro, dei conta de um estudo que envolveu dezenas de milhares de pessoas em quase 70 países. Nesse post comentei apenas um único aspecto do referido estudo, o nível de confiança da sociedade nos cientistas. https://pachecotorgal.com/2025/01/19/the-economist__the-twin-forces-leaving-many-universities-struggling-to-remain-relevant-or-even-facing-financial-ruin/

Aquilo que na altura não mencionei foi que esse estudo mostra que a maioria das pessoas inquiridas pretende que os cientistas deem especial atenção à investigação em duas áreas muito especificas, saúde e energia, “..A majority of the public wants scientists to prioritize research on public health and solving energy problems”. 

Porém e muito embora os referidos dois temas pareçam à primeira vista levar à futura secundarização de muitas áreas cientificas, especialmente o tema da energia, o facto é que há poucos dias atrás, na universidade alemã de Muenster, se podia ler sobre uma abordagem multidisciplinar para lidar com o problema da energia, envolvendo cientistas de química, de biologia, economia e até mesmo de humanidades  https://www.uni-muenster.de/news/view.php?cmdid=14533

PS – No referido texto achei particularmente interessantes as declarações do catedrático de filosofia Michael Quante, “…Every single one of us bears an individual responsibility to become aware of the consequences of our own activities and to take an approach to using energy guided by the idea of sustainability“, que curiosamente vão precisamente ao encontro daquilo que há um ano atrás escrevi neste post aqui https://pachecotorgal.com/2024/02/16/new-moral-obligations-of-university-professors-and-researchers/

The Hidden Equations Behind Scientific Progress: The Art of Engineering Serendipity

Building upon a series of previous discussions on innovation—ranging from the 2023 exploration of game-changing breakthroughs in science and technology, to the in-depth analysis presented in early 2024 on practical strategies for reversing the decline in scientific disruption,  and most recently, the December 19 piece that examined the crucial role of polymathy in balancing competitiveness, economic growth, and sustainability— it is particularly relevant to highlight a newly published study that provides valuable insights into the mathematical foundations of discovery and innovation.

This recent research employs mathematical mapping to shed light on the intricate mechanisms that drive the process of discovery, revealing that innovation is not merely a product of chance or randomness. Instead, it follows structured and predictable patterns governed by Heaps’ law. This fundamental principle suggests that the emergence of novel ideas and discoveries adheres to mathematical relationships, reinforcing the notion that scientific and technological advancements unfold through identifiable, quantifiable processes rather than occurring arbitrarily. https://www.qmul.ac.uk/maths/news-and-events/news-/items/mapping-the-mathematics-behind-creation-and-innovation-.html

By leveraging these findings, scientists and researchers have the opportunity to refine their approach to discovery, shifting their focus from the mere pursuit of entirely new elements to the strategic recombination of existing knowledge. Rather than viewing innovation solely as the result of isolated breakthroughs, this perspective encourages a deeper exploration of how known concepts, technologies, and methodologies can be synthesized in novel ways, ultimately leading to more meaningful and impactful advancements across various fields of research.

Portugal e a inesperada humilhação da supremacia tecnológica Americana

O modelo Chinês de IA generativa DeepSeek-R1, lançado no dia 20 de Janeiro e cujo desenvolvimento custou menos de 6 milhões de dólares, 30 (trinta) vezes menos do que custou o ChatGPT, tornou-se a aplicação mais descarregada nos EUA e por conta disso as ações das empresas tecnológicas daquele país perderam mais de 1.000.000 milhões de dólares (1 trilião na versão Americana). 

A parte realmente irónica foi o facto do referido cataclismo bolsista, que constitui uma notória humilhação dos EUA, país cuja superioridade na área da IA se pensava imbatível, ter ocorrido poucos dias depois de Trump ter protagonizado um anúncio pomposo sobre um acordo de 500 mil milhões de dólares, envolvendo a gigante do software Oracle, para criar mais infraestruturas de IA, empresa essa cujas acções agora perderam de uma assentada dezenas de milhares de milhões de dólares.

Em vários posts anteriores dei conta da produção científica Portuguesa na área da IA, vide por exemplo o post de título “Instituições de ensino superior que ajudam Portugal a não fazer má figura no contexto da guerra Europa vs EUA vs China”  aproveito por isso para divulgar uma vez mais quais são aquelas instituições que desde o dia 1 de Janeiro de 2023 até hoje, produziram mais publicações científicas indexadas, vide lista abaixo:

PS – Talvez agora se consiga perceba melhor porque é que em 2021 achei importante analisar as colaborações científicas de Portugal com países estrangeiros ao longo dos últimos 60 anos, e porque é que em 2023 defendi que Portugal deveria privilegiar colaborações científicas com a China, e em Junho de 2024 voltei a fazê-lo no post de título Os políticos Portugueses são distraídos ou padecem de tacanhez mental profunda?” e ainda no passado dia 5 de de Dezembro divulguei a situação das instituições de ensino superior do nosso país, em termos de colaborações com universidades da China e no dia 8 do mesmo mês, analisei quais os investigadores nacionais altamente citados, que mais colaboram com cientistas Chineses. https://pachecotorgal.com/2024/12/08/estarao-os-investigadores-mais-citados-de-portugal-a-aproveitar-devidamente-a-notavel-ascensao-da-ciencia-chinesa/

Número de publicações científicas indexadas sobre IA produzidas desde Janeiro de 2023

Univ. do Porto……………136   

Univ. de Lisboa………….100     

Univ. de Coimbra………..64       

Univ. do Minho……………61       

Univ. Nova…………………55    

Univ. de Aveiro……………49      

ISCTE……………………….39        

UTAD…………………………37    

Inst. Pol. do Porto………..29           

Univ.  Beira Interior………26      

Inst.Pol. de Bragança…..20        

Inst. Pol. de Leiria………..16     

Inst. Pol. de Lisboa………16     

UALG……………..…….….12    

Inst. Pol. de Setúbal…….11           

Inst. Pol. Santarém……….9              

Inst. Pol. de Coimbra…….9             

Inst. Pol. de V.Castelo…..8      

Univ. Aberta…………………8              

IPCA…………………………..8        

Inst. Pol. de Portalegre….7             

Univ. da Madeira…………..6             

Inst. Pol. de Viseu…………5        

U.de Évora…………………..5           

Univ. dos Açores…………..4          

Inst. Pol. de Tomar………..4        

Inst. Pol. de C.Branco…..3            

Inst. Pol. de Beja…………..2              

Inst. Pol. da Guarda………2      

Estudo revela a receita para um jovem pós-doutorado conseguir emprego nas universidades dos países do primeiro mundo

Um recente artigo publicado na conhecida revista Nature, baseado na carreira de mais de 40.000 investigadores, mostra que a melhor forma de após a conclusão do pós-doutoramento, se conseguir um contrato como investigador ou professor, nas universidades da primeira divisão dos países do primeiro mundo, passa por se ter conseguido publicar, durante o pós-doutoramento, pelo menos um artigo que esteja no grupo dos 5% mais citados https://www.nature.com/articles/d41586-025-00142-y

Já nos países do segundo mundo, como Portugal, com universidades da segunda e até mesmo de terceira divisão (embora nalgumas delas haja áreas científicas que pertencem à primeira divisão), a melhor receita para conseguir um lugar, ainda é a de ser descendente de um catedrático, em 1º ou 2º grau, e é por isso que é especialmente importante, a tal medida proposta há pouco tempo pelo Ministro da tutela, que é certo não é muito ambiciosa, mas que pode ser um primeiro passo para atacar o nepotismo, que há muito estrangula o desenvolvimento das universidades Portuguesas. https://pachecotorgal.com/2024/12/14/ministro-fernando-alexandre-propoe-que-os-docentes-e-investigadores-nao-possam-ser-contratados-pelas-instituicoes-onde-se-doutoraram/

PS – Recordo que uma das formas mais eficientes de se conseguir ter artigos altamente citados é ser orientado por professores ou investigadores altamente citados, pois há vários estudos que já fizeram abundante prova disso mesmo https://pachecotorgal.com/2024/08/16/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-a-um-jovem-investigador-fuja-como-o-diabo-da-cruz-dos-catedraticos-de-obra-irrelevante/

“No mundo como está, precisamos de gente dura e não de gente mole”

“gente dura…É gente fiel aos princípios que fizeram o pouco de “civilização” que ainda sobra nestes tempos de ascensão do Inferno” https://www.publico.pt/2025/01/25/opiniao/opiniao/mundo-precisamos-gente-dura-nao-gente-mole-2120093

Aquilo que o Pacheco Pereira se esqueceu de referir no seu artigo de hoje, foi que nestes tempos “de ascenção do inferno“, os membros da Academia tem obrigações acrescidas em termos de mostrarem que não são moles, pois são eles, que como escreveu Chomsky, tem o dever de enfrentar aqueles possuidores de muito poder e que se acham acima da critica  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/the-responsibility-of-intellectuals-to.html

Declaração de interesses – Declaro que no passado critiquei por diversas vezes a falta de coragem de muitos académicos e que cheguei inclusive a sugerir publicamente, que aqueles que tem o “estatuto reforçado” de emprego, tenure, tivessem que fazer prova que alguma vez na sua vida disseram ou no mínimo, investigaram algo incómodo, aos olhos dos poderes instituídos ou fáticos, que justifique esse mesmo estatuto:  

A few years ago, I proposed to the Portuguese Minister responsible for higher education and science that a measure should be implemented to require tenured professors to demonstrate a track record of engaging in intellectually challenging or controversial research or discourse, as discussed in Chomsky’s essay on the responsibility of intellectuals.   In my perspective, if a professor has never found it necessary to exercise their tenure, it raises questions about their eligibility to maintain it. The guiding principle should be: tenure, use it or risk losing it.

What’s the Value of a Scientist Ranking That Excludes 90% of Nobel Laureates?

Building on my previous post from last November, which highlighted a compelling case study exposing the significant flaws in Clarivate’s HCR list, I’d like to draw attention to another valuable contribution on this topic. Recently published on January 25 in the journal Scientometrics, the paper is authored by three German researchers affiliated with the Fraunhofer Institute for Systems and Innovation Research and the Max Planck Society. Among them is Lutz Bornmann, the esteemed recipient of the De Solla Prize. The study provides further insights into the inherent weaknesses and limitations of Clarivate’s ranking methodology.

One of the most striking aspects of this paper is captured in Figure 5, which paints a sobering picture of just how poorly Clarivate’s HCR list performs when evaluated against the highest standard of scientific excellence: Nobel laureates. Astonishingly, the HCR list manages to include only about 10% of Nobel Prize-winning scientists, inexplicably excluding the vast majority of these globally recognized leaders in their fields. This fundamental oversight raises serious questions about the credibility and utility of Clarivate’s rankings as a measure of scientific impact.

In stark contrast, the Stanford Scientist ranking emerges as a far more reliable and robust alternative. According to the new paper, this ranking successfully identifies over 90% of Nobel laureates, showcasing its superior accuracy, methodology, and alignment with true measures of excellence in science. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05158-1#Sec11

Influência do número de investigadores listados no ranking da U.Stanford na subida das melhores universidades nos rankings internacionais

Ainda na sequência do post anterior, sobre as universidades que foram mais rápidas, as que foram mais lentas e ainda aquelas que muito estranhamente foram extremamente lentas a noticiar os últimos resultados do conhecido e prestigiado ranking de investigadores da Universidade de Stanford, aproveito para partilhar um interessante artigo que foi publicado há poucos dias atrás na revista Applied Economic Letters e que ontem comentei no email abaixo.  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/13504851.2025.2454533?src=

______________________________________________________

De: F. Pacheco Torgal 
Enviado: 22 de janeiro de 2025 17:00
Para: H Qi, 

Cc: KH Cao, CK Woo, H Cai
Assunto: Research Letter – How much does the number of top 2% researchers move the global rankings of the world’s top 100 universities?

Dear Colleague

I just read your research letter and found it very interesting. However, I was wondering whether it was a good idea to combine accurate rankings, such as the Shanghai Ranking—widely respected for its focus on measurable and reproducible parameters, including Nobel Prizes—with rankings of lower quality, like THE or QS. These latter rankings have faced significant criticism from some academics. Check a list of negative comments about these rankings at the end of this post. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/jornal-publico-volta-dar-destaque-um.html

In my opinion, the Shanghai Ranking has only one significant flaw: its reliance on the flawed Clarivate Highly Cited Researchers list. https://pachecotorgal.com/2024/11/20/portugal-a-clear-case-study-highlighting-the-flaws-in-clarivates-hcr-list I hope that those responsible for the Shanghai Ranking will consider switching to the Stanford Ranking, which could be a more robust and reliable alternative. This ranking, is the only one worldwide that fulfills three fundamental conditions, namely the disambiguation condition, the removal of self-citations, and the fractional counting condition, which allows for the neutralization of the artificial advantage of articles with hundreds or thousands of co-authors. Moreover, this ranking offers an added advantage by avoiding the bias towards specific scientific disciplines https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/the-flawed-clarivate-list-of.html

PS – By the way, are you familiar with the findings of Faria and Mixon (2021)? They discovered that “the marginal impact of an additional academic publication on a scholar’s citations increases that scholar’s pay by anywhere from 2.8% to 8.9%.” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/the-marginal-impact-of-publication-on.html