A misteriosa receita catedrática para arruinar a supremacia do ChatGPT

Desde que neste blog se começaram a divulgar posts sobre o ChatGPT (o tal modelo de IA generativa, que deixou a Academia em polvorosa, de tal maneira, que na presente data a mesma já conta com mais de 1000-mil publicações indexadas na Scopus e mais de 5000-cinco mil no Scholar Google), que os referidos posts logo se tornaram campeões absolutos de visualizações.

Porém, ontem, um post sobre um concurso para um lugar de catedrático, conseguiu a “proeza” de logo ter saltado para o terceiro lugar dos posts mais vistos de 2023, roubando esse lugar a um post sobre o ChatGPT e ameaçando ainda poder vir a destronar um dos dois primeiros lugares, que também pertencem a dois posts sobre o ChatGPT, vide imagem abaixo.

Mas o que poderá haver de tão peculiar ou perturbador nesse post, que tenha colocado em causa a indisputável supremacia do ChatGPT ? De certeza absoluta que não foi a exigência de um h-index mínimo, num concurso para um lugar de professor catedrático. Será que foi a sugestão de despedimento dos Associados e Catedráticos com um h-index inferior a 10 ?

Ou será que foi a pergunta (absolutamente incontestável) do post scriptum que encerrou esse post: “será exigir muito que um professor universitário de uma universidade de um país europeu, consiga produzir 1 artigo credível a cada 3 anos, quando ainda por cima nesse mesmo país há doutorados que apesar de terem produzido muitíssimo mais do que isso, como esta aqui, mesmo assim foram “despedidos”?

Mais um concurso para um lugar de professor catedrático que exige um h-index mínimo igual ou superior a 15

A universidade do Minho acaba de anunciar um concurso para um lugar de Catedrático da área científica de engenharia civil (Edital nº 1434/2023 de 2 de Agosto) onde se exige: “Evidência da relevância do trabalho na comunidade científica, expressa por um h -index (sem -auto citações) igual ou superior a 15 (nas bases de dados Scopus ou Web of Science)”

Curiosa e coincidentemente, em 19 de Dezembro de 2022, já tinha divulgado um concurso para um lugar de catedrático de engenharia civil, na universidade de Lisboa, onde também era exigido um h-índex mínimo de 15 na base Scopus. Fi-lo num post onde lembrei, que uma análise bibliométrica, que levei a cabo, sobre uma amostra de largas dezenas de professores, associados e catedráticos (124-cento e vinte e quatro), da mesma área científica, apurou um h-index=15, para o subgrupo com o melhor desempenho (Top 5%). 

Errado é porém admitir que de repente, no Ano da Graça de 2023, a Academia, ou pelo menos esta área científica em particular (que apesar de receber muito menos dinheiro do OE do que outras áreas ainda assim consegue ser uma mais competitivas de Portugal) se tornou tão exigente, ao ponto de definir como um requisito mínimo o mesmo valor de h-index dos professores associados e catedráticos, com o melhor desempenho. 

A verdade é que a tal supracitada análise bibliométrica, foi efectuada há quase uma década atrás, https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/30767 pelo que tendo em conta o valor do rácio h-index/ano, que foi uma das métricas apuradas na altura (tanto para associados como para catedráticos), multiplicado pelos anos que decorreram entretanto, significa que o valor actualizado desagregado, resulta num h-index=21 para os melhores associados e num h-index=27 para os melhores catedráticos desta área científica.  O que significa assim que o h-index mínimo=15, exigível neste concurso (e também no outro anterior da universidade de Lisboa) é afinal inferior ao h-index do grupo dos melhores professores associados. 

Questão diferente mas não menos pertinente é a aquela que se relaciona, com a iniquidade (e consequente violação do principio do mérito consagrado na Constituição da República Portuguesa)  de se exigirem mínimos de h-index aos novos catedráticos, ao mesmo tempo que se faz vista grossa ao facto de haver catedráticos que não possuem esses mínimos. Talvez a dita iniquidade permita perceber melhor porque é que no final do tal post sugeri o “despedimento dos Associados e Catedráticos com um h-índex inferior a 10” 

PS – Em Outubro de 2021, comentei o facto da universidade do Porto, ter despedido um professor porque aquele mostrou-se incapaz de produzir artigos com credibilidade. Por certo deve ter sido o primeiro a ser despedido de uma universidade pública Portuguesa por essa razão. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/publico-professor-universitario.html Seja como for fica-se com a noção que se ele tivesse produzido 1 artigo com credibilidade não teria sido despedido. Mas será que produzir 1 artigo com credibilidade é suficiente como patamar mínimo da Academia de um país europeu ? Mesmo a condição de despedimento, por mim sugerida, para aqueles professores associados ou catedráticos, que foram incapazes de produzir 10 artigos com credibilidade, não estava sujeita a qualquer limite temporal, significando isso que mesmo que tivessem levado 30 anos para os produzir já estariam a salvo desse despedimento. Pergunto por isso, será exigir muito que um professor universitário de uma universidade de um país europeu consiga produzir 1 artigo credível a cada 3 anos, quando ainda por cima nesse mesmo país há doutorados que apesar de terem produzido muitíssimo mais do que isso, como esta aqui, mesmo assim foram “despedidos”?

Os cientistas Finlandeses e Noruegueses que andam obcecados com um Português coriáceo e os cientistas que não sabem que não existem

Em Agosto de 2020, quando ainda não se tinha completado um ano do inicio do meu primeiro blog (que está alojado na Blogger), altura em que aquele atingiu meio milhão de visitas, divulguei um extracto, que mostrava que em valor absoluto, os visitantes estrangeiros desse blogue provinham na sua maioria dos EUA, da Holanda e da Finlândia https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/meio-milhao-com-ajuda-de-tres-frugais.html

É claro que tendo esses países populações de dimensão muito díspar só a comparação dos rácios (visitantes/milhão de habitantes) permitia saber de forma rigorosa a nacionalidade dos visitantes efectivamente mais frequentes do mesmo, tendo constatado na altura que a Finlândia liderava, com um rácio que era o dobro do rácio da Holanda e sete vezes o rácio dos EUA.

Uma analise hoje efectuada, (passados que estão três anos), não a esse mas ao presente blog, que está alojado na plataforma WordPress, mostra que em valor absoluto, os três países estrangeiros que mais contribuem para as estatísticas de visualizações, ainda continuam a ser os EUA, a Holanda e a Finlândia. A seguir a esses aparecem ainda no top dos países estrangeiros, por valor absoluto de visualizações os seguintes:

4 – Austrália,

5 – Reino Unido,

6 – França,

7 – Canadá,

8 – Áustria,

9 – Noruega,

10 – China

Em termos de rácios, a Finlândia reforçou a sua presença, estando agora próxima de ter o triplo do rácio da Holanda, mas conseguiu afastar-se muito mais dos EUA, pois o seu rácio é agora 18 vezes superior ao rácio daquele país. Porém, a grande novidade em termos de rácios, é que a Noruega, apesar de aparecer em 8º lugar em termos absolutos, ultrapassou a Holanda e é agora o segundo país com o maior rácio.

As estatísticas deste blogue permitem também saber que o mesmo já foi visitado por pessoas de 150 (cento e cinquenta) países.

PS – A informação supra não tem, como a alguns (limitados) pode erradamente parecer, um valor que releva apenas da mera curiosidade, sobre as putativas motivações de largas dezenas de investigadores da Finlândia e da Noruega (e também da Holanda), ela permite também ter uma ideia da dimensão das interacções deste blogue (leia-se do seu coriáceo autor), ao contrário do que sucede com muitos investigadores em Portugal (e também lá fora) cujo número de interacções ao nível da comunidade científica mundial, é tão tão tão reduzido que é quase como se esses investigadores nem sequer existissem, pelo menos à luz da interpretação do conhecido físico Carlos Rovelli.  

Cientistas do depart. de Engenharia Civil do MIT conseguem armazenar energia elétrica em compósitos à base de cimento

A conhecida revista Science acaba de dar destaque aos resultados de uma investigação de cientistas do MIT, que conseguiram armazenar energia elétrica numa mistura à base de cimento e carbono negro. Os referidos investigadores, que afirmam que uma habitação com um volume de 45m3 de betão nas suas fundações poderia armazenar 10kWh (consumo médio diário de uma família), pretendem em seguida aumentar a escala do estudo por forma a conseguir igualar a capacidade de uma bateria de 12 volts, como aquelas que são utilizadas pelos veículos elétricos. https://www.science.org/content/article/electrified-cement-could-turn-houses-and-roads-nearly-limitless-batteries

Tendo em conta que os investigadores Chineses, são aqueles que não por acaso, possuem em todo o Planeta, o maior número de artigos, sobre o desempenho de compósitos à base de cimento e carbono negro, na vertente da auto-sensibilidade para fins de auto-monitorização (400% a mais do que os EUA, o segundo país desse ranking) não constituirá grande surpresa que utilizem essa massa critica para tentarem ultrapassar os EUA, agora também na parte da capacidade de armazenamento de energia elétrica, em materiais de baixo custo. Quem sabe talvez nessa altura haja em Portugal quem finalmente consiga perceber a extensão da inominável estupidez que se criticou aqui

O futuro de uma certa área científica e a imprudente ingenuidade de muitos cientistas

Ainda na sequência do post anterior, que deu conta de alguns dos artigos científicos que contribuem para o meu índice-K, é pertinente divulgar, que uma pesquisa pela palavra bio entre os referidos 158 artigos, consegue já detectar 24 (abaixo os 10 mais citados), que fazem prova de uma tendência que antecipei há alguns anos atrás (que não é a dos materiais para construção de bases lunares), e que posteriormente confirmei, quando alguns anos depois sugeri numa certa publicação uma alteração da estrutura currricular do curso de engenharia civil. 

No presente contexto faz todo o sentido recordar um post anterior onde se divulgou o facto de um estudo (ReNatural NZEB) ter concluído que o uso de materiais e produtos naturais (e reciclados) está associado a um aumento de custos significativos. E faz também todo o sentido, criticar os (ingénuos) autores desse estudo, que se esqueceram do prudente conselho Os cientistas nunca devem dizer a verdade nua e crua aos políticos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/a-receita-simples-para-ganhar-mais.html

No máximo dos máximos, esses investigadores, poderiam ter concluído que, os materiais correntemente utilizados pela indústria da construção, à base de matériais-primas não renováveis e alguns deles com uma elevada pegada carbónica, beneficiam de uma vantagem imoral (face aos materiais naturais e reciclados), cuja génese é uma evidente cobardia politica, porque ao contrário do que seria expectável, aqueles não são obrigados a internalizar no seu custo, a poluição associada à sua produção. E se estivessem efectivamente interessados em valorizar os materiais naturais (e reciclados), no minimo deveriam ter calculado o custo do carbono, a partir do qual os mesmos se tornariam baratos, face aos materiais de construção actualmente existentes no mercado. 

Cálculo esse que seria facilitado por estudos onde são referidos valores muito elevados do custo do carbono, como condição necessária para limitar o aquecimento global do Planeta, como aquele estudo a que fiz referência num post anterior de Outubro de 2021: “há estudos anteriores, por parte do catedrático jubilado James K. Boyce, da universidade Massachusetts Amherst) onde se analisa um trabalho do Nobel Nordhaus, que apontam para a necessidade de valores do custo do dióxido de carbono muitíssimo superiores, num cenário de uma subida de temperatura de 2.5 ºC relativamente a níveis pré-industriais: “The price required to achieve the 2.5 °C maximum starts more than six times higher at about $230/mt CO2 in 2020, rising to about $1000 in 2050” https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S092180091731580X#bb0275

TítuloRevistaCitações
Flax fibre and its composites – A reviewComposites Part B: Engineering899
Progress report on natural fiber reinforced compositesMacromolecular Materials and Engineering659
A review of recent research on the use of cellulosic fibres, their fibre fabric reinforced cementitious, geo-polymer and polymer composites in civil engineeringComposites Part B: Engineering379
Natural fiber reinforced polylactic acid composites: A reviewPolymer Composites252
Industrial and crop wastes: A new source for nanocellulose biorefineryIndustrial Crops and Products242
Bioconcrete: next generation of self-healing concreteApplied Microbiology and Biotechnology233
Plant aggregates and fibers in earth construction materials: A reviewConstruction and Building Materials218
Characterization of new natural cellulosic fiber from Cissus quadrangularis stemCarbohydrate Polymers218
Environmental applications of chitosan and cellulosic biopolymers: A comprehensive outlookBioresource Technology206
Overview of Cellulose Nanomaterials, Their Capabilities and ApplicationsJOM163

Colaborações internacionais das Instituições de Ensino Superior__Negligência ou incompetência ?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evolucao-das-colaboracoes-cientificas.html

Na sequência do post supra, onde analisei a evolução das colaborações científicas dos investigadores Portugueses com investigadores estrangeiros ao longo dos últimos 60 anos, (onde se constata que Portugal diminuiu as colaborações científicas com países mais avançados, como a Alemanha, optando por aumentar as colaborações com o Brasil !!!) mas principalmente na sequência do post infra, onde analisei a evolução entre 2016 e 2020, das colaborações entre investigadores nacionais e investigadores da China https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/desempenho-de-16-instituicoes-de-ensino.html sou por este meio a divulgar uma actualização, dessas colaborações, relativamente à produção científica indexada nos anos 2021 e 2022. Vide lista no final deste post.

Atenta a notória exiguidade das percentagens ali apresentadas (excepto para as 6 primeiras instituições que conseguem ultrapassar 4%) reproduzo novamente a questão colocada no final desse post de 2021, estas baixas percentagens de colaborações, com o pais que a nível mundial mais cresceu em termos científicos e que não por acaso até já lidera em termos do número de artigos altamente citados, tendo relegado os EUA para o 2º lugar, são o resultado de negligência ou de incompetência ?

Ao contrário de alguns países europeus (como Portugal) que ignorantemente sempre investiram pouco dinheiro em ciência e tecnologia, a China, apesar de nos últimos anos ter investido muitíssimo nessa área, pretende nos próximos anos passar a gastar ainda mais, já que naquele país a importância da ciência e tecnologia foi recentemente confirmada https://www.nature.com/articles/d41586-023-00744-4

Em 2017, num relatório do Instituto Bruegel sobre o crescimento da China na área da ciência e tecnologia podia ler-se que a Europa deveria tentar aumentar as suas ligações aquele país asiático para dessa forma acautelar o seu futuro. Nesse relatório há aliás uma curiosa frase que merece ser reproduzida: “When Freeman (2005) asked a top Harvard physicist, who had published important work in cooperation with overseas scientists and engineers, “So, you are helping them catch up with us?” the scientist replied, “No, they are helping us keep ahead of them” https://www.bruegel.org/sites/default/files/wp_attachments/PC-19-2017.pdf 

Recordo também que em Novembro de 2022, um conhecido Instituto Holandês (Rathnau), reconhecia a importância do fomento das publicações conjuntas entre investigadores da Holanda e investigadores da China, que entre 2010 e 2020 cresceram 400% https://www.rathenau.nl/en/science-figures/process/collaboration/china-scientific-superpower-making

Sem surpresa, a Alemanha e o Reino Unido não deixaram de lhe seguir o exemplo, porque uma pesquisa na plataforma Scopus, mostra que entre 2010 e 2020, as colaborações científicas da Alemanha com a China aumentaram mais de 300% e as colaborações científicas do Reino Unido com a mesma China aumentaram mais de 400%. 

Se as razões para essas colaborações já eram evidentes há uma década atrás, muito mais evidentes se tornaram perante o conteúdo do relatorio de 2022 da Clarivate Analytics sobre as empresas mais inovadoras do Planeta, onde existe uma figura “chocante” na pág.12, que analisa a evolução de patentes desde 1974 e que mostra que se em 2010, a Europa e os EUA produziam cada uma quase 2 milhões de patentes por ano, e a China apenas metade desse valor, em 2014 a China atingiu a paridade com aqueles blocos geográficos e a projecção para 2025, mostra que a China sozinha irá conseguir produzir mais patentes do que a Europa e os EUA juntoshttps://clarivate.com/wp-content/uploads/dlm_uploads/2022/02/Top-100-Global-innovators-2022-report-v9-RGB-SIN_AC.pdf

Desgraçada e muito ironicamente, as colaborações entre investigadores Portugueses e investigadores Brasileiros, são quase 300% superiores às colaborações nacionais com os investigadores Chineses, o que é prova bastante da incompetência (ou pelo menos negligência) estratégica que tem norteado as colaborações internacionais da maioria das Instituições de Ensino Superior Portuguesas, pois em termos de inovação mundial o Brasil aparece não só abaixo de Portugal, mas infelizmente até mesmo abaixo de países como o Vietname e o Irão https://www.theglobaleconomy.com/rankings/gii_index/

E se mais provas fossem ainda necessárias para comprovar a referia incompetência (ou no mínimo negligência) então bastaria ter presente que as colaborações entre investigadores Portugueses e investigadores Brasileiros, também são quase 300% superiores às colaborações nacionais com os investigadores da Suíça, que é não só o país mais inovador do Planeta, mas também aquele com o maior rácio, prémios Nobel por milhão de habitantes. 

Percentagem de publicações indexadas, com afiliação Chinesa, no biénio 2021 e 2022

1 – UMadeira………… 82/631……….13.0%

2 – UMinho……………310/6852………4.5 

3 – ISCTE…………….. 96/2126……….4.5

4 – UAçores…………… 30/667………..4.5

5 – ULisboa……………697/16170……4.3

6 – UCoimbra………..325/7842………4.1

7 – IPol.Porto………… 67/1737………3.9

8 – UNova……………..209/5747……..3.6

9 – UALG……………….67/1858………3.6

10 – IPol.C.Branco…….11/310………3.6

11 – UAveiro……………237/7036…….3.4

12 – UPorto……………..454/14660…..3.1

13 – IPol.Santarém…….6/194………..3.1 

14 – UAberta………….. 7/272…………2.6  

15 – IPol.Coimbra………21 /931……..2.3

16 – UÉvora……………..33 /1721…….2.0

17 – UBI……………………46 /2247……2.0

18 – IPol.Tomar…………3/163………..1.8  

19 – IPol.Lisboa………… 17/979…….1.7

20 – IPol.Setubal……….6/437………..1.4

21 – UTAD………………26 /2050……..1.3

22 – IPol.Viseu………… 5/473………..1.1

23 – IPol.Viana C………8 /777……….1.0

24 – IPCA…………………4/452………..0.9

25 – IPolPortalegre…….2/249……….0.8

26 – IPol.Bragança….. 10/1316……..0.8

27 – IPol.Guarda……….2/204………..0.7   

28 – IPol.Beja……………1/204………..0.5

29 – IPol.Leiria………….5 /1018……..0.5

ChatGPT, psychological profiling, and the $2 Billion Question

Yesterday I realized that my data on ChatGPT usage (email below) shows that so far I have made more than 600 requests to this generative AI model, whose output exceeds more than 500 pages (11-point Arial). In this context, it will be interesting if future versions of ChatGPT can use this “request history” to create a psychological profile of users. 

First of all, because academics (and its relatives) are prone to schizophrenia and bipolar illness https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/schizophrenia-and-bipolar-illness-in.html And “secondly”, because there is a worldwide epidemic of mental illness (nearly 1 billion people according to the UN) and many humans would rather interact with a machine than with a (expensive) psychotherapist https://www.ageing.ox.ac.uk/blog/ChatGPT-A-Game-changer-for-Personalized-Mental-Health-Care-for-Older-Adults

No doubt the corporate world (that had become addicted to personality tests of candidates) would be interested to know about that (cost-free) AI-based psychological profile. On this issue check the article The $2 Billion Question of Who You Are at Work published in the New York Times  https://www.nytimes.com/2023/03/05/business/remote-work-personality-tests.html


De: OpenAI 
Enviado: 26 de julho de 2023 16:29
Para: F. Pacheco Torgal 
Assunto: ChatGPT – Your data export is ready

You recently requested a copy of your ChatGPT data.
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Best,
The ChatGPT team

O admirável impacto científico de uma gota nas áreas da física, da química, da engenharia, da biologia e da medicina

Ainda sobre o post do passado dia 16 de junho, sobre citações (e prémios indevidos), é pertinente divulgar que o tal indíce-K, que permite dintinguir aquelas publicações citadas nas obras científicamemte mais relevantes daquelas outras citadas nas menos relevantes ou mesmo nas absolutamente irrelevantes, não se consubstancia somente num número (que permite hierarquizar cientistas inclusive prémios Nobel), mas que permite também através de uma análise na plataforma Scopus, das publicações que dele fazem parte, perceber em que universidades do Planeta e em que áreas científicas é que o trabalho de qualquer investigador está a conseguir causar impacto. 

No referido contexto aproveito para reproduzir abaixo uma lista do Top10 de públicações recentes (últimos 4 anos) que contribuem para o meu índice-K=158, que actualmente, ainda continua a ser o índice mais elevado na área da Engenharia Civil em Portugal, lista da qual destaco a interessante e importante publicação que aparece no 10º lugar, sobre o complexo fenómeno de evaporação de uma gota, publicação essa, de 56 páginas, que é baseada em mais de 400 referências bibliográficas, envolvendo as áreas da física, da química, da engenharia, da biologia e até mesmo da medicina https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0370157319300468

TítuloRevistaCitações
1Targets for a circular economyResources, Conservation and Recycling395
2Recent progress in low-carbon bindersCement and Concrete Research282
3Natural fiber reinforced polylactic acid composites: A reviewPolymer Composites249
4Geopolymers as an alternative to Portland cement: An overviewConstruction and Building Materials241
5A review of performance of zero energy buildings and energy efficiency solutionsJournal of Building Engineering233
6A Comprehensive Review on Recycled Aggregate and Recycled Aggregate ConcreteResources, Conservation and Recycling206
7Properties of fresh and hardened fly ash/slag based geopolymer concrete: A reviewJournal of Cleaner Production205
8Urban green space cooling effect in citiesHeliyon204
9Silica fume and waste glass in cement concrete production: A reviewJournal of Building Engineering202
10Evaporation of a Droplet: From physics to applicationsPhysics Reports201

O recente estudo da universidade de Oxford e a revisitação dos jovens ambientalistas idiotas

Na sequência do post de 3 de Agosto de 2022, com o título Jovens ambientalistas idiotas (e também hipócritas)”, é pertinente divulgar o muito recente estudo de investigadores da Universidade de Oxford, baseado em 55.000 pessoas, que concluiu que,  por unidade de alimento consumido, a dieta à base de  carne, tem um impacto ambiental, que é 300% a 10.000% superior, comparativamente à alimentação à base de plantas, https://www.nature.com/articles/s43016-023-00795-w 

PS – No contexto supra é igualmente merecedor de revisitação o post de 19-9-2019  “consumir muita carne…um hábito das classes sociais menos instruídas” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/consumir-muita-carne-um-habito-das.html

ChatGPT – Harvard Medical School tops the world’s list of Scopus-indexed publications and France dropped out of the Top 10

In the previous post of July 15th, I disclosed the fact that Harvard University banned the feeding of confidential data and non-public research data into generative AI models. 

Interestingly a search carried out today in Scopus shows that the number of publications on ChatGPT has reached 1017 (an 80% increase in about a month). The field of medicine represents the largest group with 420 publications (which can hardly come as a surprise because generative AI can help cut billions in healthcare costs) and in this group, the leadership belongs to Harvard Medical School. The second place belongs to the Johns Hopkins School of Medicine.

Below is the updated list of the 10 most prolific countries and the comparison (in brackets) with their performance on June 11th  Briefly, it can be seen that the United Kingdom dropped to third place, Switzerland entered the 9th place and France dropped out of the Top 10.

  1. United States…………….319 (181) Scopus publications
  2. India…………………………98 (53)
  3. United Kingdom………..89 (54)
  4. China……………………….84( 43)
  5. Australia…………………..61 (38)
  6. Germany…………………..57 (28)
  7. Italy………………………….39 (26)
  8. Canada…………………….38 (22)
  9. Switzerland………………29 (unregistered)
  10. South Korea………………25 (17)

PS – This week Stanford researchers found that ChatGPT, outperformed first- and second-year medical students in answering complex clinical care exam questions. https://hai.stanford.edu/news/chatgpt-out-scores-medical-students-complex-clinical-care-exam-questions

Update on July 24th – This post just became the most viewed in the last 30 days