Catedrático ilustre dá conselho importante a jovens investigadores ambiciosos

Num interessante artigo publicado há vários meses atrás na revista Journal of informetrics, um ilustre catedrático das universidade de Sussex e de Amsterdam, divulgou a receita para maximizar a probabilidade de ganhar um Nobel de Economia https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/how-to-win-nobel-prize-in-economics.html

Agora num artigo publicado há poucas semanas na revista Scientometrics o mesmo catedrático mostra o resultado do seu novo estudo que incidiu sobre 727 prémios Nobel das várias áreas científicas. A parte interessante do artigo, é o valioso conselho, que em face dos resultados do estudo, ele dirige a jovens investigadores ambiciosos, que se reproduz: 

“For ambitious young researchers, the lesson is clear: Find an excellent mentor, preferably one who won the Nobel Prize, who has a good chance of winning one, or who has a strong Nobel descent.” 

Para os muitos jovens investigadores que não conseguirem arranjar orientadores (ou estabelecer colaborações com cientistas) que cumpram alguma das três condições acima mencionadas, dou eu (também) um conselho, que em alternativa aqueles, procurem cientistas que consigam preencher uma quarta condição, a da sua obra científica ter sido citada por vencedores de prémios Nobel, pois o número desses é muito maior. E se mesmo assim não o conseguirem sugiro então uma última condição, a de procurarem cientistas cuja obra tenha recebido um mínimo de citações de investigadores de Stanford-MITHarvard (instituições associadas a mais de 300 prémios Nobel), métrica (de baixo custo) para detectar investigação inovadora, que foi por mim proposta num post de 2021  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/using-stanford-mit-harvard-citations-as.html

Para conhecer o número de citações recebidas em publicações das instituições Stanford-MIT-Harvard, basta procurar na plataforma Scopus o perfil do investigador a analisar, clicar em “Cited by”, selecionar a opção “View list in search results format”, no menu vertical esquerdo entrar em “Country”, selecionar United States e clicar em “Limit to” e finalmente no menu vertical esquerdo entrar em “Affiliation”, selecionar “View all” e procurar o número das citações das instituições Stanford-MIT-Harvard.

PS – Tenho de criticar o referido catedrático por mais uma vez não ter citado o estudo de título Early coauthorship with top scientists predicts success in academic careers  

Chat GPT – Os 4 triliões de dólares de valor e o ranking dos países com mais publicações

https://www.economist.com/business/2024/02/29/how-businesses-are-actually-using-generative-ai

Sobre o artigo que hoje aparece na secção de tecnologia, da última edição da conhecida revista The Economist, link acima, onde se dá conta que desde o aparecimento do chat GPT-4, há aproximadamente um ano atrás, houve uma criação de valor de 4 triliões de dólares, é pertinente actualizar o ranking dos países com mais publicaçóes científicas sobre esta tecnologia revolucionária. 

De lá para cá e em apenas dois meses, foram produzidas quase 5000 novas publicações indexadas sobre a IA generativa, apresentando-se abaixo o novo rácio de publicações por milhão de habitantes dos 20 países com o maior rácio. No mesmo pode constatar-se que Singapura não quer largar a primeira posição e que a Suiça subiu para o segundo lugar. Quando a análise incide somente sobre a produção das instituições nacionais, constata-se que a Universidade do Minho, ainda continua a ser a universidade que mais consegue contribuir para o bom desempenho de Portugal no ranking infra. 

Singapore……………52 publicações por milhão de habitantes

Switzerland…………32

Ireland………………..30

New Zealand……….21

Australia……………..21 

UAE…………………..19 

Finland……………….18 

Netherlands…………18 

Sweden……………….16 

Austria………………..17

Denmark……………..17 

United Kingdom…..16 

Norway……………….16

Canada……………….13

United States……….11

Israel…………………..11

Greece………………..11

Belgium………………10

Germany……………..10

Portugal………………..9

Italy………………………8

Spain……………………8

Um improvável livro que está em vias de se tornar o mais citado de todas as áreas

Num post anterior divulguei em Junho de 2023 os livros (mais citados) indexados na Scopus, com afiliação Portuguesa produzidos na última década, para aquelas áreas científicas que tivessem produzido pelo menos 90 livros indexados. No final desse post foram apresentados os três campeões absolutos para todas as áreas, independentemente da sua produção:

1º lugar absoluto- Visible light communications: Theory and applications (UAveiro) 

2º lugar absoluto- An Introduction to Graphene Plasmonics (UMinho) 

3º lugar absoluto – Handbook of Alkali-Activated Cements, Mortars and Concretes (UMinho)

Uma análise agora efectuada ao padrão de citações desses três livros, mostra que as citações recebidas recentemente, desde 2022, são respectivamente 69 para o primeiro livro, 72 para o segundo, e 106 citações para o terceiro, o que mostra que esse livro tem todas as condições para poder ascender ao primeiro lugar. 

No contexto supra, recordo que os livros adquiriram nas últimos anos uma importância acrescida, pois a Ciência tornou-se refém de um dilúvio de publicações avulsas (e irrelevantes), havendo por isso necessidade de “parar” para analisar o que é que a Ciência efectivamente já produziu, condição fundamental para evitar que haja quem ande a perder tempo (e dinheiro) a tentar inventar a roda: “…science has become stifled by a publication deluge destabilizing the balance between production and consumption….” vide artigo “The memory of science: Inflation, myopia, and the knowledge network” Acresce a esta circunstância, o facto de Portugal padecer de um défice de produção de livros, pois quando se compara Portugal e o Reino Unido, descontadas as diferenças populacionais, isto é em termos de publicações por milhão de habitantes, chega-se à conclusão que aquele leva uma vantagem mínima de 2,2% para o universo de todas as publicações indexadas, mas essa diferença salta para 240% quando se analisam somente os livros indexados.  Note-se que a pequena Universidade de Oxford, sozinha, consegue produzir, a cada ano, mais livros indexados, do que todas as instituições de ensino superior Portuguesas juntas.

Catedrática da Universidade de Utrecht defende limite ético de riqueza de 10 milhões de euros

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/can-190-million-usd-threshold-be.html

Num post de 18 de dezembro de 2019 (link acima), defendi um limite de riqueza individual de 190 milhões de dólares, que se obtinha multiplicando por 10.000 o valor do PIB/capita a nível mundial. Para minha surpresa, Ingrid Robeyns, catedrática de Ética da Universidade de Utrecht, acaba de propor um limite bastante mais baixo num livro publicado recentemente https://www.amazon.com/Limitarianism-Case-Against-Extreme-Wealth/dp/1662601840

Ela propõe um limite máximo de riqueza individual absoluto de 10 milhões de euros, e a sua argumentação que liga a riqueza excessiva a ameaças à democracia e à colisão com princípios da justiça climática, foi submetida a escrutínio num debate organizado pela conhecida London School of Economics https://www.lse.ac.uk/Events/2024/01/202401311830AUD/wealth

PS – Sobre a forma como os super-ricos andam a dar cabo deste Planeta vale a pena revisitar um post anterior de Janeiro de 2023, onde foi mencionada uma proposta do catedrático Thomas Piketty no sentido de criar impostos extraordinários sobre os super-ricos, cuja receita reverteria directamente para as pessoas com rendimentos baixos e médios.

The Ethics of Extreme Wealth: Utrecht University’s 10-Million-Euro Hypothesis

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/can-190-million-usd-threshold-be.html

In a blog post (link above) dated December 18, 2019, I advocated for an individual wealth cap of 190 million USD, a figure equivalent to 10,000 times the annual world GDP per capita. At the time, this seemed like a bold yet reasonable proposal. However, to my surprise, Ingrid Robeyns, Professor of Ethics at Utrecht University, has recently put forward an even more stringent limit in her newly published book, Limitarianism: The Case Against Extreme Wealth‘Limitarianism: The Case Against Extreme Wealth,’. 

She suggests a maximum political accumulation of 10 million euros and, on a personal ethical level, she proposes an even lower limit of 1 million euros. This proposition is grounded in the belief that excessive wealth poses threats to democracy and conflicts with the principles of climate justice. The viability of this thesis was subjected to scrutiny in a lively debate hosted by the London School of Economics https://www.lse.ac.uk/Events/2024/01/202401311830AUD/wealth

The study on the quality of graduates from 48 countries and the rebellion hypothesis

Still following the previous post titled Scientific Rebellion: The Moral Imperative for Innovation Resurgence and Safeguard Our Planet I invite you to explore a recent post on the blog of the prestigious London School of Economics- LSE (an institution that proudly boasts 18 Nobel Prize winners among its professors and alumni) unveiling a comprehensive study that has evaluated the quality of graduates from 2,873 universities spanning 48 countries around the world. https://blogs.lse.ac.uk/businessreview/2024/02/21/in-the-global-race-for-talent-graduates-from-high-ranked-universities-come-out-on-top/

The findings suggest that graduates from top-tier universities exhibit a significantly higher inclination toward entrepreneurial endeavors.  Given this context, a pertinent question arises: Do the best universities harbor a greater number of rebellious professors ?

O estudo sobre a qualidade dos diplomados de 48 países e a hipótese da rebeldia

Num post do mês passado, divulguei algumas declarações de um catedrático de engenharia da universidade do Porto, (nada modesto e até saudavelmente rebelde atenta a forma feroz como publicamente criticou a estratégia “mineradora” deste Governo)  relativamente à elevada capacidade do seu grupo de investigação para fomentar a criação de empresas tecnológicas  lideradas pelos seus antigos alunos, que são essenciais para o crescimento económico do nosso “pobre” país.

Nessa sequência é pertinente referir que há poucos dias atrás foi colocado um post no blog da prestigiada London School of Economics- LSE (uma instituição nada modesta que na sua página se vangloria de ter 18 prémios Nobel entre professores e antigos alunos) que divulgou um estudo recente sobre qualidade dos diplomados de 2873 universidades distribuídas por 48 países, estudo esse que concluiu que os diplomados saídos das melhores universidades mostram uma predisposição muito maior para criarem empresas  https://blogs.lse.ac.uk/businessreview/2024/02/21/in-the-global-race-for-talent-graduates-from-high-ranked-universities-come-out-on-top/

No contexto supra faz sentido perguntar, será que as melhores universidades deste Planeta são também aquelas que possuem um maior número de professores rebeldes ?

PS – Sobre a referida hipótese revisite-se o post “O imperativo e urgente dever moral de fomentar a rebeldia científica” 

A adiada criminalização do enriquecimento ilícito e os juízes preguiçosos

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/first-unexplained-wealth-order-in.html

Foi no feriado do dia 1-11-2019, que pela primeira vez mencionei num post do meu primeiro blogue (acessível no link acima) a nova ferramenta jurídica Britânica para esvaziar os bolsos dos burlões, vigaristas e corruptos, designada por “Unexplained Wealth Orders“. 

Depois disso voltei a fazê-lo várias vezes, como por exemplo em Outubro de 2020 citando um artigo da prestigiada revista The Economist onde se ficava a saber sobre o caso de um refinado malandro, que não conseguiu explicar de onde lhe veio a gorda fortuna imobiliária e por conta das  “Unexplained Wealth Orders” não teve outro remédio senão entregar às autoridades Britânicas, 45 propriedades no valor de 12.9 milhões de librashttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/a-nova-ferramenta-juridica-britanica.html

Porém e apesar de Portugal ser desgraçadamente um país fértil em malandros que ficam ricos do dia para a noite, sendo que muitos deles se dedicam à politica, vide post de título “Presidente do sindicato dos juízes escreve sobre os que enriqueceram na política e se andam a rir de todos nós” nunca li nada na imprensa Portuguesa a respeito dessa eficaz ferramenta jurídica Britânica.

Eis porém que esta Sexta-Feira, o semanário Expresso publicou um artigo da nada meiga constitucionalista Teresa Violante, onde (finalmente) aquela escreve sobre a criminalização do enriquecimento ilícito e menciona as tais Unexplained Wealth Orders. Como se costuma dizer mais vale tarde do que nunca. Resta agora saber quantos anos faltarão para que Portugal consiga aprovar uma lei que consiga produzir os mesmas resultados da tal ferramenta jurídica Britânica ?

Pessoalmente não tenho grandes esperanças na aprovação dessa lei, pois como escrevi recentemente “leis que permitiriam tornar a justiça eficaz e dissuasória nunca serão aprovadas pelo Parlamento Português, pela mesma razão que aquele também nunca aprovou uma lei contra o enriquecimento ilícito, porque o nosso país tem um sistema de justiça (Romano-Germânico) que favorece a epidemia de corrupção (que há muito nos empobrece) ao mesmo tempo que vai enchendo o bolso aos catedráticos de Direito”

É claro que também pode suceder que eu esteja a ser muito pessimista e que haja um milagre e um futuro Governo decida aprovar, não só essa lei, como também uma outra, não menos necessária, sobre a delação premiada, o que a suceder nos aproximaria da Suécia, vide post scriptum do post  anterior.

PS – A supracitada constitucionalista (e também investigadora), Teresa Violante, é a mesma que num artigo do jornal Público apelidou de preguiçosos os juízes do Tribunal Constitucional  

Scientists urged to become Influencers as AI alters the fabric of scientific communication

Continuing from the discussion on January 25 about the post titled “AI has radically changed the core university business, shifting focus from teaching and publications to “assessment, curation, and mentoring”  it is noteworthy that a recent entry on the “Perceiving Systems Blog” delves into the theme of “Scientific communication in the age of influencers.

Authored by a pioneering Computer Vision group at the Max Planck Institute for Intelligent Systems in Tübingen, Germany, this blog post weaves historical parallels, such as the contrasting experiences of Newton and Leibniz, to emphasize the timeless significance of effective communication in the realm of science. The post navigates the transformative landscape of technology-driven platforms, marking a substantial shift in the dissemination of scientific knowledge. It underscores the pivotal role played by social media in constructing and enhancing the scientific reputation of researchers. The post highlights the urgent need for scientists to proactively advocate for their research endeavors, illuminating the discernible shift from traditional editorial avenues:

“…Science communication changes over time and scientists have to adapt or become irrelevant. One can’t assume that great work will be magically recognized. Science has always involved “promotion” in one form or another. Newton lost the PR battle to Leibniz because Leibniz understood better that science requires communication… The medium of scientific communication has changed….Communication is now mediated by technology (algorithms and platforms) rather than editors and journals…A paper rarely changes the world…A paper does not create a new field. To change a field or create a new one, you have to bring people along with you….” 

O que é que falta a Portugal para conseguir ser como a Suécia ?

Por estranho que possa parecer não falta tudo para que Portugal consiga ser como a Suécia. Há dois anos atrás, num inquérito sobre os países que mais odiavam o Sr. Putin ficou-se a saber que o nosso país aparecia no topo do grupo com uma classificação muito próxima da Suécia.

Hoje mesmo, o jornal Público revela o resultado de uma sondagem efectuada em vários países europeus, que coloca a Suécia e Portugal no topo do grupo daqueles que mais acreditam na Ucrânia https://www.publico.pt/2024/02/20/mundo/noticia/europeus-estao-pessimistas-relacao-vitoria-ucrania-2081006

É claro que há algo absolutamente evidente, que também coloca Portugal “perto” da Suécia, que são os impostos elevados sobre quem ganha mais de 2000 euros por mês (que o fisco Português erradamente considera ser um rendimento elevado), mas esse facto, contribui desde logo para esvaziar o programa daquele infeliz partido, que muito erradamente, acha que os países de sucesso são aqueles em que os impostos são quase nulos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/o-anjinho-presidente-da-iniciativa.html

Aquilo que Portugal não faz e devia fazer é tentar recuperar dividas ao fisco e à segurança social que valem mais de 40.000 milhões de euros, copiando aquilo que faz a Suécia, que tem mão bastante pesada para aqueles que tem por hábito fugir ao pagamento de impostos de elevado valor, uma analise a um período de 5 anos, mostra que a Suécia condenou mais de mil pessoas a penas de cadeia efectiva, enquanto que no mesmo período a justiça Portuguesa aplicou penas de prisão, por fuga aos impostos, a apenas 83 pessoas, o que é 12 (doze) vezes menos. Isto já para não falar da economia paralela que em Portugal vale 80.000 milhões de euros (de acordo com um estudo da UPorto), que compara muito mal com a da Suécia https://www.publico.pt/2012/01/03/economia/noticia/suecia-acabara-com-economia-paralela-dentro-de-cinco-anos-1527484

Sobre este importante tema recordo que na Alemanha há penas de cadeia efectivas para a fuga ao fisco superior a 1 milhão de euros, atenta porém a diferença salarial entre os dois países, então para Portugal o valor de fuga ao fisco que daria automaticamente pena de prisão deveria ser de 350.000 euros, sendo que essa pena só poderia ser evitada se o evasor fiscal pagasse a divida acrescida de uma multa de 100% do valor evadido, como acontece nos EUA, o país onde esconder dinheiro em contas off-shore dá direito a uma multa de meio milhão de dólares. 

No que respeita a impostos, é também conveniente referir que na Suécia, e ao contrário de Portugal,  as famílias super-ricas daquele país nórdico não pagam menos impostos do que professores e investigadores https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/professores-universitarios-e.html o que significa que em Portugal é urgente colocar as famílias super-ricas a pagarem mais impostos, para assim ficarmos mais parecidos com a Suécia. 

Ainda sobre aquilo que nos separa da Suécia e que importa corrigir, o mais rapidamente possível, está desde logo o facto de Portugal ter uma divida pública que representa 100% do PIB (a divida pública da Suécia é de apenas 30% do PIB), ou o facto do nosso país gastar muitíssimo menos do que aquele país na Ciência, pois a Suécia gasta em investigação por habitante, 500% a mais do que Portugal. 

Está também o facto dos contribuintes da Suécia não terem de suportar despesas com subvenções vitalícias de políticos como acontece em Portugal, nem tão pouco tem de suportar despesas com uma imensidão de viaturas e motoristas ao serviço de responsáveis de entidades públicas, como infelizmente acontece no nosso país, vide por exemplo o post onde se comentou, as dezenas de milhares de euros gastos somente em portagens e combustível pelo (catedrático) Presidente da Eentidade Reguladora da Saúde https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/um-catedratico-com-muitas-publicacoes.html

Importa também corrigir o grave problema do excesso de advogados, pois Portugal tem um rácio de advogados por habitante, que é 500% superior ao da Suécia, sendo por isso necessário e urgente um corte radical nas vagas dos cursos de Direito, como aquele corte que foi proposto aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/e-urgente-um-corte-radical-nas-vagas.html pois o referido excesso de advogados contribui para que muitos deles se dediquem a actividades desonestas ou pior do que isso que vão para a Assembleia da República fazer leis para “garantir que burlões, vigaristas e corruptos ficam com dinheiro suficiente para poderem pagar aos seus advogados os muitos recursos que serão necessários para impedir a sua condenação” 

Num país, que ao contrário da Suécia, gasta muito pouco em Ciência e no qual a pouca riqueza gerada é roubada com total impunidade (e onde muitos ricos pagam menos impostos do que professores e investigadores) não admira que 95% dos jovens Portugueses tenham de viver com os pais, e quando se diplomam não tem outro remédio senão emigrar para os países do Norte da Europa, como para a rica Suécia, que recorde-se tem a menor percentagem em toda a Europa de jovens a viver com os pais, menos de 40%. 

PS – Este mês entrou em vigor na Suécia, a estratégia nacional para combater o crime organizado, que inclui a redução de penas dos criminosos que colaborarem com a justiça, a famosa delação premiada. Também aqui Portugal necessita de copiar a Suécia, pois já há muito tempo que se sabe que a delação premiada é uma das formas de combate mais eficaz contra o crime organizado, ver a este respeito a tese de mestrado que foi orientada pelo conhecido Catedrático Germano Marques da Silva https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/presidente-do-supremo-explica-delacao.html