Carbon manslaughter: The case against the super-rich

Twelve years ago, Nobel laureate in economics Joseph Stiglitz authored a groundbreaking book addressing the perils of inequality, a work that garnered attention in a notable piece in The Economist https://www.economist.com/books-and-arts/2012/06/23/an-ordinary-joe. 

Since then, the discourse surrounding this issue has evolved, with a shift towards more explicit language and concrete proposals. For instance, in a recent book, a professor at the University of Utrecht advocated for an ethical ceiling on individual wealth of 10 million euros

Similarly, an associate professor at King’s University College of Western University has argued for abolishing billionaires through significantly progressive tax measures https://www.amazon.com/Against-Inequality-Practical-Abolishing-Superrich/dp/0197670407

However, there’s one final stride required to galvanize public support for the criminalization and imprisonment of the super-rich.  Their offense is not merely the obscene accumulation of wealth, but rather a form of manslaughter. Take, for instance, the shocking statistic that the top 20 wealthiest individuals emit carbon at a rate 8000 times higher than the poorest billion.This surplus carbon directly contributes to the loss of countless lives, a grim reality unsurprising to those acquainted with the issue. For further insights, please consult the article titled Quantifying Global Greenhouse Gas Emissions in Human Deaths to Guide Energy Policy” https://www.mdpi.com/1996-1073/16/16/6074

PS –  It was precisely the foundational revelation of the aforementioned study, conducted by researchers from Canada and Austria, that brings to light a stark truth: for every 1000 tonnes of fossil carbon burned, one life is lost – which led me to assert that academics have a moral obligation to ensure that they are not implicated in the loss of any human life.

É urgente criminalizar os super-ricos por homicídio devido às suas emissões de carbono

Há 12 anos atrás o Nobel de economia J.Stiglitz foi autor de um livro versando o perigo da desigualdade, livro esse que foi comentado num artigo da revista The Economist https://www.economist.com/books-and-arts/2012/06/23/an-ordinary-joe

De lá para cá o tema foi ganhando tracção, mas a linguagem tornou-se mais “explicita”. Como se deu conta por exemplo num post anterior,  no qual se comentou o facto de uma catedrática da Universidade de Utrecht defender um limite ético de riqueza individual no valor de 10 milhões de euros, ou no facto de um professor associado do King’s University College da Western University, defender que é necessário “tratar da saúde” aos super-ricos através de impostos altamente progressivos https://www.amazon.com/Against-Inequality-Practical-Abolishing-Superrich/dp/0197670407 

Falta porém que seja dado um último passo, que comece a haver quem defenda a criminalização e a prisão dos super-ricos. O crime esse não é o de acumulação pornográfica de riqueza, mas sim o de homicídio, pois os 20 indivíduos mais ricos deste Planeta emitem 8000 vezes mais carbono do que os mil milhões mais pobres. E não é surpresa para ninguém que esse carbono em excesso é responsável pela morte de muitas pessoas, vide artigo “Quantifying Global Greenhouse Gas Emissions in Human Deaths to Guide Energy Policy”

PS – Foi precisamente a revelação fundamental do estudo acima mencionado, conduzido por investigadores do Canadá e da Áustria, que trouxe à luz do dia uma dura verdade: por cada 1000 toneladas de carbono fóssil queimadas, perde-se uma vida humana, que me levou a afirmar que neste contexto, os académicos têm a obrigação moral de garantir, que da sua conduta profissional e pessoal não decorre a perda de qualquer vida humana.

A solução preconizada por cientistas que pertencem ao “mundo da noite e da droga”

Num post anterior mencionei um interessante estudo, onde foi calculado o número de refugiados climáticos que devem caber aos países mais poluidores deste Planeta, e onde se fica a saber por exemplo que os países europeus mais poluidores são moralmente responsáveis pelo acolhimento de centenas de milhões de refugiados climáticos. 

Curiosamente, o referido estudo foi citado há alguns meses atrás num outro estudo de título Proposed solutions to anthropogenic climate change: A systematic literature review and a new way forward”, em que vários cientistas pertencendo a universidades de 15 países, incluindo os EUA, Reino Unido e Alemanha, analisaram mais de 400 referências bibliográficas, tendo proposto três linhas estratégicas de combate ás alterações climáticas. 

É absolutamente garantido que a primeira dessas linhas não agradará, de todo, ao engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa, que critiquei em 2019, por ter na altura afirmado publicamente, que aqueles que não são adeptos do consumo de carne de vaca pertencem ao “mundo da noite e da droga”  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/quem-e-contra-carne-de-vacae-o-mundo-da.html

Tendo em conta, que conforme se deu conta no tal post de 2019, Portugal é infelizmente um dos países onde a produção animal envolve a utilização de elevadas quantidades de antibióticos, e tendo em conta que esse facto contribui para um aumento das despesas de saúde para combater as infecções por superbactérias, que todos os anos matam mais do que a sida e a malária juntas (cuja disseminação é agravada pelas alterações climáticas) já há muito que se devia ter criado um imposto sobre o consumo de carne cuja receita revertesse para o Ministério da Saúde. 

PS – Como não podia deixar de ser, no próprio dia em que tomei conhecimento das vergonhosas (e absolutamente ignorantes) declarações públicas do engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa, formalizei uma queixa à Ordem dos Engenheiros. Sobre declarações ignorantes em particular, e sobre fake news em geral, também não seria má ideia criar um novo imposto, cuja gorda receita facilmente ajudaria Portugal a reduzir o seu elevado défice público. 

Ameaças de morte por conta de um artigo sobre um negócio das arábias envolvendo um político espertalhaço

Na semana passada divulguei um artigo, no qual um Português bastante corajoso, esclareceu com elevado pormenor, um negócio das arábias, envolvendo um ex-autarca do PS, marido de uma conhecida (e rica) ex-deputada do PS. Eis porém que hoje mesmo, o jornal onde foi publicado o tal artigo, informa que o seu autor afirma ter sido ameaçado de morte por conta desse artigo. 

Ser ameaçado de morte, por conta de um artigo de opinião, é algo com bastante valor, que equivale a uma medalha de cidadania e tem ainda mais valor quando nesse artigo se escreve sobre negócios das arábias envolvendo políticos. E esse valor é ainda maior num país como Portugal que é tão eficaz a produzir cobardes e onde são muito raros aqueles que tem coragem para escrever tais artigos. Recordo que em 2023, o Director da revista Sábado, escreveu que o jornalismo e a sociedade civil deste país, não tinham agradecido o suficiente a coragem de pessoas como o Paulo Morais e o professor Jónatas Machado. 

Aliás no presente contexto vale também muito a pena recordar que há poucos anos atrás a escritora Lídia Jorge divulgou uma frase que lhe foi transmitida pela Augustina Bessa Luís: “a coragem é um exercício superior que se pratica em solidão”.

PS – A supracitada (e rica) ex-deputada do PS, é a mesma cuja “carreira” mereceu há poucos anos ao corajoso João Miguel Tavares o seguinte comentário “Não há leis que resistam a uma cultura da desvergonha promovida e apoiada em simultâneo pela classe política e pela classe judicial”.

Should Europe feel “grateful” for Putin’s flagrant criminal actions?

Allow me to begin this post with a disclosure of my interests, articulated almost a month before Putin’s order for the invasion of Ukraine. I asserted that warmongering stands as the gravest offense within the realm of academic conduct https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-mais-grave-infraccao-academica-que.htm 

With this caveat in mind and reflecting on numerous prior posts where my profound disdain for Putin was unmistakable—posts which have, for instance, contributed to a decline in Russian visitors to this platform as discussed in a post of December 25—it is now imperative, given recent developments, to reassess Putin’s egregiously criminal deeds from an alternate standpoint. 

Recently, Bettina Stark-Watzinger, the German Minister of Education, asserted the necessity for German schools to ready children for the prospect of war. The backdrop to this assertion is the looming specter of war with Russia. Indeed, yesterday, the President of the European Council articulated that peace in Europe hinges on the populace’s preparedness for warhttps://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2024/03/19/if-we-want-peace-we-must-prepare-for-war/ 

While I maintain skepticism regarding the likelihood of a war between Germany and Russia, I acknowledge the significance of psychological preparedness for the eventuality of war. The inevitability of such a scenario underscores the urgency of priming the next generations accordingly. 

When a senior official of the European Commission, Frans Timmermans, publicly states that his grandson, reaching 31 in 2050, may be forced to engage in conflict over fundamental resources, we must confront the sobering reality of imminent war—a war between this Planet and humanity.

If projections hold true and half of our planet becomes uninhabitable, as asserted by a prominent Oxford professor, we face the displacement of hundreds of millions of individuals. Indeed, the Zurich Insurance Group estimates this figure to reach a staggering 1.2 billion by 2050.

Drawing upon analyses of a climate refugee settlement model presented in the International Journal of Climate Change Strategies and Management, which delineates the moral obligations of the 20 most polluting nations regarding climate refugees, it becomes evident that a single European nation, Germany, could be tasked with accommodating around 72 million climate refugees (the US is obligated to accommodate 120 million climate refugees). The climate refugee settlement model prioritizes per capita CO2 emissions with a 60% weight, followed by ecological footprint at 20%. The remaining 20% is equally divided between per capita GNI and HDI, each contributing 10%.

While there exists no mechanism to compel polluting nations to accept these climate refugees, certain academics posit that the repercussions of climate change are tantamount to acts of war by rich countries against poor countries. Consequently, the latter may, in an act of self-defense, resort to terrorist actions against the polluting industries of the former. Thus, rich nations are left with a stark choice: either recognizing their moral culpability and embracing accountability for their actions, or bracing themselves for the consequences of warranted retaliatory attacks. 

PS – The preceding context aids in gaining a deeper comprehension of the subject discussed last month

Deve a Europa sentir-se “grata” pelas acções altamente criminosas de Putin ?

Inicio este post com uma declaração de interesses, a qual publiquei quase um mês antes de Putin ter ordenado a invasão da Ucrânia, segundo a qual, fazer a apologia da guerra constitui de longe a pior infracção que um académico pode cometer https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-mais-grave-infraccao-academica-que.html

Feita que está essa ressalva e depois de todos os muitos posts anteriores onde ficou bem patente o meu profundo desprezo pelo dito Putin, posts esses que permitem por exemplo explicar a diminuição dos visitantes Russos que comentei em 25 de Dezembro aqui, é chegada a altura (em face de noticias muito recentes) de olhar para as acções altamente criminosas de Putin a partir de um outro prisma. 

Há poucos dias, Bettina Stark-Watzinger, Ministra Alemã da Educação, disse que as escolas daquele país devem preparar as crianças para a guerra. O contexto é a possibilidade de uma guerra com a Rússia, e de facto hoje mesmo, o Presidente do Conselho Europeu, explicou que só haverá paz na Europa se e só se os europeus estiverem preparados para a guerra https://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2024/03/19/if-we-want-peace-we-must-prepare-for-war/

Pessoalmente, não acredito que haja guerra entre a Alemanha e a Rússia, mas ainda assim, entendo como importante a preparação psicológica para uma guerra, porque na verdade haverá uma guerra, pelo que quanto mais cedo as novas gerações forem preparadas para ela tanto “melhor”. E quando um alto responsável da Comissão Europeia, Frans Timmermans, admite publicamente, como sendo provável que o seu neto, que fará 31 anos em 2050, poderá ter de lutar por recursos básicos, é de facto de uma guerra que estamos a falar. Uma guerra entre este Planeta e toda a espécie humana. 

Se metade deste Planeta vai acabar por se tornar inabitável (palavras de um conhecido catedrático de Oxford) então estamos a falar de largas centenas de milhões de humanos que terão de ser deslocados. Na verdade, o conservador Zurich Insurance Group apontou recentemente para o valor de 1200 milhões em 2050. 

Tendo em conta os cálculos feitos num artigo publicado no International Journal of Climate Change Strategies and Management, que analisou para os 20 países mais poluidores, quantos refugiados climáticos terão aqueles a obrigação moral de receber, facilmente se conclui que um único país europeu, a Alemanha, terá em tese a obrigação de receber qualquer coisa como 72 milhões (os EUA tem a obrigação de receber 120 milhões refugiados climáticos). 

É verdade, que ninguém irá obrigar os países poluidores a receberem esses refugiados climáticos, porém não é menos verdade que alguns académicos afirmam que as consequências das alterações climáticas são equivalentes a actos guerra dos países ricos contra os países pobres, pelo que estes últimos, podem em legitima defesa, levar a cabo ataques terroristas contra as indústrias poluentes dos primeiros. Pelo que resta assim aos primeiros uma única opção, ou terem a dignidade de assumir as responsabilidades morais por acções próprias ou suportarem as consequências de ataques terroristas legítimos. 

PS – O contexto supra, ajuda a perceber melhor aquilo que no mês passado foi mencionado aqui

A urgente reorientação da equivocada estratégia da Academia Portuguesa

Em Janeiro de 2021, analisei as publicações indexadas na base Scopus, ao longo de 20 anos, produzidas por Portugal, pela Itália, pela França e pela Alemanha, tendo mostrado que o nosso país ultrapassou a Itália em 2009, ultrapassou França em 2010, e ultrapassou a Alemanha em 2012 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/publicacoes-cientificasem-2009-portugal.html

Uma nova pesquisa hoje efectuada na referida base Scopus mostra que em 2021 a produção científica de Portugal foi 82% superior à produção da Coreia do Sul, em 2022 foi 83% superior à daquele país e em 2023 a vantagem do nosso país subiu para 87%. Acontece que a Coreia do Sul, é nada mais nada menos o país que acaba de saber-se, através de um relatório da Clarivate Analytics, irá tornar-se em 2025, 2026, 2027 e 2028, aquele com mais empresas inovadoras deste Planeta, ao contrário de Portugal, que nunca teve, não tem e provavelmente nunca terá uma única empresa nesse ranking. 

Será que os factos acima referidos não são prova suficiente que a Academia Portuguesa deve com urgência reorientar a sua estratégia, reduzindo as elevadas energias que deposita a produzir um elevado número de publicações avulsas, para tentar produzir menos publicações mas com elevado impacto científico ?

Mas como será possível levar a efeito essa reorientação se os regulamentos de avaliação de desempenho dão muito mais valor ao facto de um investigador se produzir um elevado número de publicações avulsas do que a produzir um pequeno número de publicações com elevado impacto, leia-se altamente citados ? 

Mas como será possível levar a efeito essa reorientação, se a avaliação das unidades de investigação actuamente em curso, nem sequer cumpre um requisito essencial (vide denúncia do catedrático jubilado Ferreira Gomes) pois não é baseada num estudo bibliométrico robusto, realizado por uma entidade independente, que mostre de forma inequívoca qual é o verdadeiro impacto de todas as unidades de investigação, o que significa que os avaliadores irão basear-se no número de publicações e no IF (como sucedeu profusamente na última avaliação, tendo eu detectado nos relatórios a sua menção mais de 500 vezes), que são inequivocamente as piores métricas que existem (Vladlen Koltun dixit) ?

PS – Tenha-se presente que a Clarivate Analytics, utilizando uma métrica baseada em artigos altamente citados,  já conseguiu acertar no nome de mais de 70 cientistas vencedores do prémio Nobel.

Analyzing 60 million inventions to forecast the most innovative countries until 2028

Clarivate Analytics has unveiled the Top 100 Global Innovators 2024. The Top 100 Global Innovators methodology uses a complete comparative analysis of 60 million inventions. On page 19, an especially compelling image awaits, projecting the most innovative countries for the years 2025, 2026, 2027, and 2028. A concerning trend emerges: all six top European countries are poised to decline in this forecasted ranking https://clarivate.com/blog/top-100-global-innovators-for-2024-revealed-report/

In 2021, I highlighted a paper revealing that research expenditure isn’t the primary predictor of a country’s scientific impact. Rather, good governance, assessed through six indicators, including the absence of corruption, emerged as the most influential factor https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/is-culture-related-to-strong-science.html In light of the observed and undeniable decline in European innovation, this prompts a deeper reflection: What underlying factors are contributing to this worrying trend ?

Although there may be various reasons why European top companies lag behind their counterparts in South Korea, Japan, and China in terms of innovation I sincerely hope that the officials of the European Commission refrain from echoing the misguided statement published in The Economist, which I have criticized here.   

When it comes to nurturing innovation in European universities, the most effective approach is to emulate Sweden’s model and reinstate the professor’s privilege. The evidence overwhelmingly indicates that abolishing this privilege is not only harmful but also counterproductive. Furthermore, replacing the founder, the professor, with a professional CEO significantly undermines innovation.

PS – Check also the content of the previous post-which delves into practical advice for reversing the decline in scientific disruption-It opens with a mention of a paper by researchers from South Korea who analyzed the “Asians´ self-deprecating belief that they are not as creative as Westerners”

Portugal mais uma vez abaixo da Grécia em estudo que usa o h-index para avaliar o desempenho de 140 países

Na sequência de posts anteriores sobre o h-index, nomeadamente um post de 19 de Setembro de 2023 sobre um catedrático de economia com um h-index=0, e um post anterior de 5 de Agosto de 2023, sobre um concurso para um lugar de catedrático, e tendo em conta que estudos anteriores demonstraram que existe uma ligação entre a educação e o crescimento económico, que mostraram que quanto maior o PIB, o Individualismo e o número de investigadores, maior é o valor do h-index, atente-se no estudo muito recente que pretendeu responder à pergunta: Que correlações podem ser identificadas entre o h-index e as variáveis da influente teoria das dimensões culturais (do falecido catedrático) Gerard Hendrik Hofstede?, desgraçadamente e como se pode ver na figura 1 desse estudo, Portugal aparece mais uma vez, abaixo da Grécia  https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-04965-w#Sec9

Sobre a trágica sina que é ver Portugal repetidamente abaixo da Grécia revisite-se o post de 15 de Outubro de 2023 Uma solução expedita para tentar solucionar o mau desempenho de Portugal, passa irónicamente pela utilização do h-index. De facto, se agora são exigidos valores de h-index mínimo para o simples acesso a um concurso de professor universitário (como já há muito fazem noutros países), como aquele concurso referido no inicio deste post, então é incontroverso e no respeito pelo principio da igualdade, que os professores universitários nomeados definitivamente também devem ter de cumprir valores mínimos de h-index, ainda que se possa admitir que esses valores mínimos possam ser inferiores aos do acesso aos concursos, vide proposta que fiz em Janeiro de 2020, quando defendi o despedimento dos professores Associados e Catedráticos com um h-índex inferior a 10 (e também de todos os professores-coordenadores e coordenadores-principais, com um h-index inferior a 5) por violação grave do dever de investigar consagrado no ECDU e no ECDESP, leia-se produzir um mínimo de outputs cientificamente relevantes no contexto internacional. A verba assim poupada permitiria contratar jovens investigadores de elevado potencial, que de outro modo não tem outra solução que não seja a de irem trabalhar para países ricos do Norte da Europa, ironicamente ajudando esses países a ficarem ainda mais ricos.

PS – Recorde-se que em 2021 a universidade do Porto despediu um professor que não tinha publicaçóes indexadas, o que é o mesmo que ter um h-index=0 https://www.publico.pt/2021/10/07/sociedade/noticia/professor-universidade-porto-despedido-curriculo-artigos-credibilidade-cientifica-1979552

Um curso muito inovador que ensina a receita para obter lucros superiores a 500%

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/deputada-do-ps-ensina-como-ter-um-lucro.html

Para imenso prejuízo deste país, aquele ilustríssimo senhor que foi mencionado no post supra, ainda não se disponibilizou para dar (leia-se vender) umas aulinhas onde fizesse o favor de explicar, de forma científica, e com mais ou menos pedagogia, qual é afinal a receita que permite (aos políticos espertalhaços deste país) fazerem negócios obtendo lucros superiores a 500%

Ainda assim, felizmente porém, que hoje mesmo, um Português altruísta e bastante corajoso, achou boa ideia suprir essa carência, detalhando com elevado pormenor como é que isso se consegue. O extenso artigo, que por gentileza uma alma caridosa trouxe ao meu conhecimento, leva o esclarecedor título “Um negócio das Arábias”  https://www.reconquista.pt/articles/leitores-um-negocio-das-arabias-

No Reino Unido, a posse de bens cuja origem não se consegue explicar às autoridades de forma razoável, obriga a que o destino das mesmas seja o de reverterem para a posse do Estado, como sucedeu por exemplo com um canalha, a quem a Coroa Inglesa desapossou de bens no valor de muitos milhões de libras e que eu mencionei aqui.

Já em Portugal, o país onde a corrupção beneficia da protecção da própria lei (Maria José Morgado dixit) é perfeitamente legal fazer negócios em que espertalhaços consigam obter lucros de mais de 500%, como se fosse a coisa mais natural deste mundo. Neste contexto há quem ache que a única solução está em votar no Chega e de facto mais de 20.000 eleitores do distrito de Castelo Branco decidiram votar naquele partido, permitindo a eleição de um deputado, restando somente saber quantos votaram nele por conta do tal negócio das Arabias ?

No seu programa, o Chega defende a prisão perpétua e só não defende a pena de morte por um módico de vergonha, porque na verdade há naquele partido (e também noutros) muitos que a defendem e que gostariam de ver políticos espertalhaços pendurados na ponta de uma corda. Assim sendo, faço votos que o novo Governo da República Portuguesa, rapidamente altere o Código Penal, para que seja possível meter na cadeia, aqueles que como referiu o Presidente do Sindicato dos Juízes, enriqueceram na politica e se andam a rir de todos nós, pois se isso não suceder ninguém se pode admirar que o Chega, nas próximas eleições, ao invés de lhe acontecer o que sucedeu ao PRD ainda consiga (como conseguiu a Frente Nacional na França) aumentar o seu número de deputados