Um país miserável que tarda em conseguir deixar de o ser

Ontem foi noticia e capa no jornal Público que a Fundação da Ciência e Tecnologia não tem dinheiro para pagar bolsas ou salários, por conta de um “buraco” de mais de 100 milhões de euros. Este é o miserável resultado do desgoverno socialista, que preferiu meter mais de 3000 milhões de euros na TAP (a tal empresa onde havia uns felizardos, como a mulher do Medina, a receber prémios de dezenas de milhares euros) e preferiu também nada fazer no combate à corrupção, que há muito empobrece este país (o conhecido Procurador Euclides Dâmaso, disse até que o Governo de António Costa ainda tornou mais difícil o combate contra a corrupção).  

Sobre esse absolutamente miserável estado de coisas, vale a pena revisitar o post anterior do passado mês de Fevereiro “O que é que falta a Portugal para conseguir ser como a rica Suécia ?” seja na parte das muitas energias que aquele país coloca a tratar da saúde a vigaristas e corruptos, seja no elevado respeito e consideração que os Suecos tem pela Ciência, área onde (por habitante) gastam 500% a mais do que Portugal.

Nem de propósito, hoje no jornal Público, é apresentada uma extensa entrevista, ao longo de duas páginas, ao antigo primeiro-ministro de Itália, Enrico Letta, que dirige o Instituto Jacques Delors, e a quem a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitou um diagnóstico sobre o estado do mercado único europeu, e ainda um conjunto de recomendações e propostas para recuperar a competitividade da economia europeia. Reproduzo abaixo a muito esclarecedora resposta do referido Enrico Letta à última pergunta que lhe foi feita pela jornalista do Público. Até um atrasado mental a consegue compreender:  

“Sabe, no geral, o meu relatório procura lançar um alarme vermelho. Em todo o relatório há um sentido de urgência relativamente ao fosso que está a aumentar entre nós e os EUA em termos de competitividade. E uma das razões pelas quais este fosso está a aumentar é a inovação. A inovação, os investimentos em inteligência artificial, o papel dos dados, as competências, o conhecimento. Estamos a ficar para trás neste domínio. Coloquei este ponto no topo da minha atenção, porque as quatro liberdades do mercado único — a circulação de bens, serviços, capitais e pessoas — são típicas da economia do século XX…Por isso lancei a ideia da quinta liberdade, para ser possível lançar um espaço único na União Europeia em termos de inovação, de conhecimento, de dados, de inteligência artificial, etc. Talvez tenhamos chegado demasiado tarde a tudo isto, e por isso precisamos de arrepiar caminho, com mais investimento, mais investigação

Sem surpresa, quando em 29 de Março solicitei ao ChatGPT conselho sobre a forma como a Europa seria capaz de enfrentar o grave choque triplo, que até fez capa numa edição da revista The Economist, a resposta daquela IA generativa, com 8 alíneas, também incluía uma forte aposta na inovação.

PS – Num debate recente, Cotrim de Figueiredo, candidato ao Parlamento Europeu, como cabeça de lista daquele partido que elegeu vários deputados com base em falsidades e mistificações, acusou os candidatos de outros partidos de ignorância económica, sucede porém que se trata do mesmíssimo Cotrim de Figueiredo, que disse à revista Sábado, que os deputados em Portugal são mal pagos, o que mostra que os conhecimentos económicos dele são muito rasteiros e estão afinal ao mesmo nível dos fracos conhecimentos do Pedro Abrunhosa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/os-politicos-deveriam-ter-uma.html

Top 10 dos livros mais citados publicados na última década indexados na Scopus

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/uma-previsao-falhada-sobre-o-livro-mais.html

Na sequência do post anterior, acessível no link supra, sobre um “gravíssimo” erro de previsão, listo abaixo os 10 livros mais citados, entre quase 1500 (mil e quinhentos) que foram produzidos em Portugal ao longo da última década e indexados na plataforma Scopus. Os livros estão ordenados pelo número de citações, após remoçao das auto-citações:

1 –  Handbook of Alkali-Activated Cements, Mortars and Concretes

2 – An Introduction to Graphene Plasmonics

3 – Visible light communications: Theory and applications

4 –  Handbook of Road Ecology

5 –  Fundamentals of 5G Mobile Networks

6 –  Quantum effects in biology

7 – mmWave Massive MIMO: A Paradigm for 5G

8 – Design of steel structures

9 –  Goods and services of marine bivalves  

10 –   Transdisciplinary perspectives on complex systems

PS – Porque será que na lista supra há vários livros de engenharia e não há um único livro de medicina, muito embora quando se analisa a produção científica da última década, a medicina, seja precisamente a área com mais publicações indexadas ? 

Uma solução inovadora de baixo custo para resolver um gravíssimo problema que mata milhões de pessoas todos os anos

Em Setembro do ano passado, divulguei um estudo do Banco Mundial, que concluiu que a exposição ao metal tóxico chumbo, é responsável por 5 milhões de mortes num único ano, superando inclusive o número de mortes associadas ao tabaco e ao colesterol. Poucas horas depois de ter colocado esse post online tive de fazer um aditamento ao mesmo, por conta de um email que recebi de um investigador, da unidade de investigação UCIBIO (UNova+UPorto) que me informou que a situação de Portugal, no respeitante ao teor de chumbo no sangue, ainda consegue ser pior do que a da Turquia, estando ao mesmo nível da situação da Líbia. 

Felizmente que neste mês de Maio, investigadores do MIT, conhecida instituição associada a uma centena de prémios Nobel, publicaram dois importantes artigos sobre o grave problema supracitado. Um deles que foi publicado no dia 14 na revista Nature Communications diz respeito ao desenvolvimento de um sensor de baixo custo para detecção de chumbo na água. https://www.nature.com/articles/s41467-024-47938-6

Já o segundo artigo, que foi publicado no dia 15 na revista RSC Sustainability, diz respeito ao desenvolvimento de um filtro, que de forma bastante económica, permite remover o chumbo da água potável. https://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2024/su/d4su00052h

Neste contexto faz sentido questionar, se a referida descoberta tivesse sido efectuada por investigadores Portugueses e tendo em conta que uma vida humana tem no nosso país um valor entre 50.000 euros e 80.000 euros (vide Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça) então salvar 5 milhões de vidas, teria um valor gigantesco, entre 250 mil e 400 mil milhões de euros, nessa hipótese, quanto mereceriam esses investigadores a título de “recompensa” pela sua descoberta? Será possível que a resposta a essa questão seja zero ? 

PS – Sobre a pertinente questão vale a pena revisitar o post anterior de título “A desvalorização da Ciência (e da Engenharia) e a decadência da Humanidade”  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/a-desvalorizacao-da-ciencia-e-da.html 

The Peer Review Conundrum: Advancing Academic Rigor with the RRR Algorithm

The escalating crisis in peer review was exacerbated by a notable surge—almost tantamount to a deluge— in the number of articles requiring assessment. This paper deluge has not been matched by an equivalent rise in the availability of experienced reviewers, who are essential for this crucial process. As underscored in the recent study by Horta and Jung (2024) titled ‘The Crisis of Peer Review: A Component of Scientific Evolution,‘ this predicament often forces editors to turn to early-career researchers, who may lack extensive publishing experience, leaving them with few alternatives.

In this context, it’s worth highlighting a recent research paper published in the Elsevier journal ‘Expert Systems with Applications,’ authored by scholars from academic institutions in Switzerland and China. Their reviewer-reputation ranking (RRR) algorithm crafted to identify high-quality papers during the review process, assigns greater weight to reviewers with higher reputation scores. Extensive testing on both artificial and real-world datasets, totaling over 300,000 papers, has demonstrated the algorithm’s superior performance in identifying top-quality manuscripts:

“…The rating provided by reviewers holds a pivotal role in the publication of scientific literature, exerting a substantial influence on a publisher’s decision to accept or reject a paper. However, a significant challenge remains: the inherent variability in the capabilities of reviewers. Throughout the review process, individuals with less robust academic expertise or less critical thinking capabilities may deliver inaccurate judgments, potentially leading to the rejection of high-quality papers or the acceptance of those of lower quality…”

Portugueses louváveis, catedráticos criticáveis e políticos ressabiados com o MP

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/quantos-milhoes-vale-dignidade-da.html

No post scriptum de um post, acessível no link supra, mencionei as opiniões criticas de um implacável magistrado aposentado, contra certos Catedráticos de Direito, da Universidade de Coimbra. Pois bem, o mesmo magistrado divulgou ontem no seu blogue um artigo assassino, do qual abaixo reproduzo um pequeno excerto, escrito por alguém não menos implacável, e que eu já citei no passado, nomeadamente no post de título “A insuportável impunidade de uma casta medíocre e criminosa”:

“Os senhores que subscrevem manifestos a exigir que o poder político meta o Ministério Público na ordem..que se autoproclamam “pessoas de bem”, portadores de uma ancestral pureza originária que os distingue da gentalha...um vasto leque de políticos ressabiados com o MP…o que está em causa…é apenas..: controlar e calar quem lhes pode fiscalizar o poder e o património https://portadaloja.blogspot.com/2024/05/a-guerra-ao-ministerio-publico-vista.html

Se este país ainda não é um lodaçal absolutamente irrecuperável, isso deve-se a Portugueses corajosos, como aqueles dois implacáveis acima citados e outros raros como por exemplo estes dois, a quem o país ainda não agradeceu o suficiente e claro está também aquele Português a quem gente miserável envenenou o próprio cão

Is the pursuit of knowledge and perfection worth the risk of losing what makes us human?

In a prior post titled Naive scientists driven by idealistic (suicidal) searches or deceitful scientists ?”  I delved into the contentious debate surrounding the transmission of messages to potential extraterrestrial civilizations. I questioned the prudence of such endeavors, scrutinizing the underlying assumption of extraterrestrial pacifism and juxtaposing it with Stephen Hawking’s prudent apprehensions. Additionally, I critiqued the idealized depiction of humanity in the Voyager messages, denouncing it as deceitful and hypocritical in light of our tumultuous history marked by violence and ecological degradation.

In this vein, it’s worth noting a recent thought-provoking hypothesis put forward by Michael A. Garrett, Professor at the University of Manchester and visiting Professor at Leiden University, as explored in a paper published last month in the Elsevier journal Acta Astronautica. The “Great Filter” hypothesis establishes a link between the development of Artificial Intelligence, particularly the advent of Artificial Superintelligence, and the concept of the Great Filter within the context of the Fermi Paradox and the Search for Extraterrestrial Intelligence.

However, it’s somewhat disappointing that Michael A. Garrett’s list of 59 references failed to include the work of Jiang et al. (2022), who projected humanity wouldn’t reach the status of a Kardashev Scale Type I civilization before the year 2371. Integrating their findings could have offered further validation for Garrett’s hypothesis.

PS – The title of this post was generated by the Microsoft Copilot AI when I tasked it with creating an original argument for another episode within the Ridley Scott saga, “Alien.” This argument delves into significant questions regarding the future of humanity. Find it below:


Title: Alien: Genesis Requiem

Synopsis: In the aftermath of the xenomorph outbreaks, humanity faces a new challenge. A rogue signal from the depths of space leads us to a distant, ancient world—Acheron’s Cradle. This planet, once a cradle of life, now holds the secrets to a civilization that predates even the Engineers. As a team of explorers and scientists embark on a mission to Acheron’s Cradle, they confront the ultimate interrogation of human destiny: Are we alone in our flaws?

Argument: The explorers discover remnants of a civilization that achieved singularity—the seamless integration of biological and artificial intelligence. However, this achievement led to their extinction, not through war or disaster, but through a collective decision to transcend physical existence. The Acheronians left behind a vast library of knowledge, a testament to their existence, and a warning: The pursuit of perfection can lead to self-erasure.

As the team delves deeper, they find that the Acheronians had encountered the xenomorph species before. Instead of fear, they revered the creatures as the perfect biological entities—organisms that could adapt and survive in any environment. The Acheronians’ downfall came when they tried to merge their consciousness with the xenomorphs, seeking to understand the essence of life itself.

The tragic twist comes when the explorers realize that the rogue signal was not a call for contact but a quarantine beacon. The Acheronians had become something other—neither machine nor organic, neither alive nor dead. They became a warning echo across the cosmos, a signal meant to deter others from repeating their mistakes.

The episode ends with the explorers debating whether to share the Acheronians’ knowledge with humanity. Some argue that this knowledge could elevate humanity to new heights, while others fear it could lead to our own Genesis Requiem—a self-authored end to our existence. The final scene leaves the audience with a haunting question: Is the pursuit of knowledge and perfection worth the risk of losing what makes us human?

Análise Scopus – Desempenho das IES Portuguesas na área da Inteligência Artificial

Na sequência de um post anterior, nomeadamente da sua parte final, onde foi mencionado um artigo sobre Deep Learning que já recebeu mais de 140.000 citações, aproveito para revelar abaixo o resultado de uma pesquisa efectuada hoje na base Scopus. 

A referida pesquisa analisou as publicações produzidas desde o ano 2000 em todo o Planeta, que continham os termos GPT OR AI OR LLM nos campos título, resumo e palavras chave, e depois selecionando somente as publicações que contém as palavras-chave “Artificial Inteligence” OR “Machine Learning” OR “Deep Learning“.

Essa pesquisa mostra que nos primeiros 15 anos do novo milénio as publicações anuais totais estiveram sempre abaixo de 500, em 2018 ultrapassaram um milhar e em 2023 as publicações anuais já ultrapassam 20.000. O que significa que em menos de uma década a produção mundial anual aumentou 4000%. Se olharmos só para o período a partir de 2023 obtêm-se o valor de 32700 publicações. No final deste post apresenta-se a lista dos 36 países mais produtivos com mais de 300 publicações desde 2023, onde Portugal aparece na 29ª posição. 

A instituição de ensino superior mais produtiva, foi a Harvard Medical School com 276 publicações indexadas, a universidade europeia com o melhor desempenho foi a universidade de Oxford com 208 publicações. Já para Portugal listam-se abaixo as instituições de ensino superior Portuguesas mais produtivas, mas somente as que conseguiram produzir mais de uma dezena de publicações. Aí se pode constatar que as quatro universidades Portuguesas mais produtivas produziram no total menos do que a pequena universidade de Oxford. 

Quando se analisam as citações e em particular as publicações do grupo Top1% mais citadas, constata-se que Portugal tem apenas 5 publicações naquele subgrupo. Comparativamente, Singapura, que desde 2023 tem apenas mais 10% de publicações do que o nosso país, possui uma vantagem de quase 100% daquelas altamente citadas  e a Austria que no mesmo período até possui menos publicações do que Portugal (menos 5%) também possui uma vantagem de quase 100% de publicações altamente citadas. 

Nada que constitua afinal grande novidade porque sendo sabido que muito embora os investigadores Portugueses até produzem bastante, como mostrei de forma clara aqui, possuem no entanto reconhecidas limitações, no que respeita a produzir ciência de elevado impacto, pelo menos aqueles de certas áreas científicas. Vide a este respeito, um post anterior sobre as áreas científicas mais competitivas de Portugal https://pacheco-torgal.blogspot.com/2023/11/lista-das-areas-cientificas-portuguesas.html Ver também a este respeito, o post sobre a estranha (errada) opção de avaliação das unidades de investigação que não privilegia como deveria o impacto científico

  • IES Portuguesas que produziram mais de 10 publicações desde 2023:

Univ. do Porto………..68
Univ. de Lisboa………52
Univ. de Coimbra……38
Univ. do Minho……….30
Univ. Nova……………. 27
Univ. de Aveiro……….24
Iscte……………………….22
Inst. Pol. do Porto……17
UTAD…………………….17
Univ.  Beira Interior….14
Inst.Pol. de Bragança..13
Inst. Pol. de Leiria…….12

  • Países que produziram mais de 300 publicações desde 2023:  

1.    United States: 6815

2.    India: 5337

3.    China: 4554

4.    United Kingdom: 2657

5.    Germany: 2159

6.    Italy: 1795

7.    South Korea: 1268

8.    Canada: 1203

9.    Australia: 1199

10.  Saudi Arabia: 1099

11.  Spain: 1017

12.  France: 882

13.  Japan: 761

14.  Netherlands: 750

15.  United Arab Emirates: 593

16.  Turkey: 589

17.  Taiwan: 588

18.  Switzerland: 531

19.  Malaysia: 516

20.  Pakistan: 511

21.  Sweden: 457

22.  Egypt: 438

23.  Brazil: 437

24.  Poland: 423

25.  Greece: 423

26.  Singapore: 415

27.  Hong Kong: 385

28.  Iran: 384

29.  Portugal: 380

30.  Austria: 362

31.  Russia: 337

32.  Norway: 331

33.  Finland: 323

34.  Ireland: 318

35.  Belgium: 317

36.  Denmark: 301

The Inquiry Paradox: AI’s Divergent Reasoning and the Human Quest for Meaningful Questions

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/o-catedratico-sobrinho-simoes-e.html

Reflecting on a profound statement uttered by Professor Sobrinho Simões (named the most influential pathologist globally by the British magazine “The Pathologist,”) during an event at the Belém Palace, the official residence of the President of Portugal, in 2017, wherein he posited that “the true hallmark of the human species lies not merely in our ability to provide answers, but rather in our capacity to pose meaningful questions,” I find myself compelled to raise the following inquiry: Why is it that when tasked with identifying the most paramount question, two cutting-edge artificial intelligence systems, ChatGPT and Microsoft Copilot, offer disparate responses, as illustrated below?

ChatGPT‘s Response: That’s quite the existential question! The most relevant question may vary depending on context and individual perspectives. However, a fundamental question that resonates across cultures and disciplines could be: “What is the meaning of life?” It’s a timeless inquiry that has puzzled philosophers, theologians, scientists, and thinkers throughout history. The pursuit of understanding our purpose and existence seems to be a central theme in human thought and exploration.

Microsoft Copilot‘s response:  That’s a profound question. If I were to select one question that could be considered universally relevant, it might be: “What can we do to improve the well-being of all?” This question encompasses a range of important aspects such as health, education, equality, and the environment, reflecting the interconnectedness of our global community. It encourages us to think collectively and act in ways that benefit not just ourselves, but everyone.

Upon posing the identical question to the Scopus AI model the resultant answer proves somewhat unremarkable. However, nestled within the Foundational Documents section, emerges a publication titled “Attention is all you need,” boasting an impressive accolade. In merely seven years, this publication has garnered over 50,000 citations in the Scopus database. Authored by eight former Google employees, it unveils an exceptionally groundbreaking discovery, pivotal enough to catalyze their departure from the company, subsequently founding ventures collectively valued at $4 billion https://www.japantimes.co.jp/opinion/2023/07/19/commentary/world-commentary/google-ai-discovery/

P.S. – Reflecting on the 20th century, prior to the emergence of Google, the notion that corporations could rival the world’s top universities in producing essential knowledge would have been met with skepticism. However, this once far-fetched idea has solidified into an undeniable reality. An article featured on page 56 of The Economist magazine’s February 4 to 10, 2023 edition underscored this paradigm shift, revealing that Amazon and Meta “respectively produce two-thirds and four-fifths as much AI research as Stanford University”. Furthermore, the scholarly output of Alphabet and Microsoft exceeded that of Stanford. In fact, it was within this latter company that one of the most cited articles of all time was authored: ‘Deep residual learning for image recognition.’ This seminal work has garnered over 140,000 citations in the Scopus database to date.   In the existing paradigm, universities are facing a potentially dismal future, unless they can pinpoint and harness their innate abilities that distinguish them from what commercial firms are unwilling, unable, or inherently incapable of undertaking.

Análise comparativa entre três modelos de IA generativa inspirada por um improvável catedrático de medicina

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/o-catedratico-sobrinho-simoes-e.html

Há vários anos atrás, recordei uma afirmação do catedrático Sobrinho Simões, que em 2017, no Palácio de Belém disse que “aquilo que distingue a espécie humana não é a capacidade de dar respostas mas a de fazer perguntas”, vide post acessível no link supra, nesse sequência sou a formular a seguinte pergunta, porque será que quando questionados sobre qual é a pergunta mais importante que existe, os dois modelos de inteligência artificial generativa, ChatGPT e Microsoft Copilot apresentam respostas diferentes, que abaixo se reproduzem ? 

Resposta do ChatGPTThat’s quite the existential question! The most relevant question may vary depending on context and individual perspectives. However, a fundamental question that resonates across cultures and disciplines could be: “What is the meaning of life?” It’s a timeless inquiry that has puzzled philosophers, theologians, scientists, and thinkers throughout history. The pursuit of understanding our purpose and existence seems to be a central theme in human thought and exploration.

Resposta do Microsoft CopilotThat’s a profound question. If I were to select one question that could be considered universally relevant, it might be: “What can we do to improve the well-being of all?” This question encompasses a range of important aspects such as health, education, equality, and the environment, reflecting the interconnectedness of our global community. It encourages us to think collectively and act in ways that benefit not just ourselves, but everyone.

Quando se coloca a mesma questão ao modelo Scopus AI, a resposta não é muito interessante, porém na secção Foundational Documents, aparece uma publicação de título “Attention is all you need” que conseguiu um recorde, em apenas 7 anos, já recebeu mais de 50.000 citações na base Scopus. A referida publicação foi produzida por 8 funcionários da Google, que nela descrevem uma descoberta absolutamente extraordinária que foi suficiente para os levar a abandonar aquela empresa, tendo criado outras com um valor de 4 biliões de dólares https://www.japantimes.co.jp/opinion/2023/07/19/commentary/world-commentary/google-ai-discovery/

PS – Durante o século XX, ainda antes do aparecimento da Google, seria motivo de risota admitir que as empresas conseguissem competir com as melhores universidades do Planeta, na produção de conhecimento essencial, porém não só isso se tornou uma realidade irrefutável, como num artigo publicado na página 56 da revista The Economist, edição de 4 a 10 de fevereiro de 2023, foi possível ler que a Amazon e a Meta, produziam respectivamente dois terços e quatro quintos dos artigos sobre IA, que eram produzidos na riquíssima Universidade de Stanford e que esta por sua vez já produzia menos artigos do que a Alphabet e a Microsoft. Foi aliás nesta última empresa que foi produzido um dos artigos mais citados de todos os tempos, “Deep residual learning for image recognition” que já recebeu até ao momento mais de 140.000 citações na base Scopus. No presente contexto, o futuro das universidades afigura-se sem dúvida péssimo, a não ser que aquelas consigam descobrir, o que é que elas podem fazer que as empresas não querem, não conseguem ou simplesmente não podem.

Em profundo desacordo com a fragilíssima tese de um conhecido catedrático jubilado

Sendo certo que várias vezes partilhei das opiniões do catedrático jubilado Vital Moreira, a quem publicamente já admiti reconhecer “elevada sapiência e invulgar sensatez“, o facto é que desta vez aquele exagerou (errou) no post que ontem publicou no seu blogue, onde comentando um patético manifesto de 50 “personalidades”, tenta defender a frágil e esdrúxula tese, segundo a qual os políticos nem sequer conseguem dormir tal é a imensidão do pavor que sentem com o Ministério Público https://causa-nossa.blogspot.com/2024/05/manifesto-dos-50-3-contra-politica-do.html

A contra prova essa é fácil de fazer. Foi o Presidente do Sindicato dos Juízes que afirmou que há neste país quem tenha enriquecido na politica e se ande a rir de todos nós. Pelo que se conclui que só “personalidades” que vivem no mundo da lua é que podem achar que os políticos tem medo do Ministério Público. E porque é que eles haveriam de ter medo se foi a própria Procuradora Maria José Morgado que escreveu que em Portugal a corrupção está protegida pela própria lei ?

Os políticos deste país teriam medo era se por cá houvesse lindas leis penais como aquelas que existem na França, as quais permitiram em tempo recorde, julgar e condenar a penas de cadeia efectiva dois ex-primeiros Ministros https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/socialista-sem-pingo-de-vergonha-na-cara.html Aliás a falta de medo dos políticos Portugueses é tanta ou tão pouca, que até há autarcas condenados por corrução que se recusam a abandonar as câmaras municipais. 

E se algum dia houve de facto medo por parte dos políticos, foi só enquanto o corajoso juiz Carlos Alexandre trabalhou no Tribunal Central de Instrução Criminal, onde teve a seu cargo um elevado número de processos criminais escandalosos, mas políticos cobardes e velhacos não descansaram enquanto ele não tivesse que sair de lá.

PS – Quem não foi nada meigo com as indecentes propostas inscritas no manifesto das tais 50 (tristes) “personalidades” foi o implacável Eduardo Dâmaso, que sobre as referidas não teve medo de escrever “…perderam mesmo o decoro e entregaram-se de vez aos interesses de alguns advogados de negócios que inspiram o deplorável manifesto”