A empresa nascida em Portugal na qual centenas de funcionários se tornaram milionários

https://www.economist.com/business/2025/07/01/superstar-coders-are-raking-it-in-others-not-so-much

Um artigo publicado na conhecida The Economist foca-se nos valores milionários pagos aos jovens engenheiros, estrelas da Inteligência Artificial (link supra).  Sobre o tema recordo que na secção de economia da última edição do Expresso, se deu conta que no mercado tecnológico andam a copiar aquilo que há muito se faz no mundo da bola, o pagamento de bónus, para aliciar engenheiros de topo a mudar de empresa. https://expresso.pt/economia/o-ceo-e-o-limite/2025-06-26-cem-milhoes-de-dolares-por-um-engenheiro–openai-e-meta-em-duelo-de-gigantes-para-recrutar-talento-64b19d13

No contexto supra é pertinente lembrar que o tal corajoso e truculento doutorado pela U.Aveiro, jovem empresário Português (que por conta de uma recente entrevista passou a ser odiado por incompetentes ex-ministros, ex-secretários de estado, boys e girls) afirmou publicamente no inicio deste ano, que por conta da elevadíssima valorização da sua jovem empresa tecnológica, quase 300 colaboradores da mesma tornaram-se milionários  https://dinheirovivo.dn.pt/virgilio-bento-e-fabrica-de-unicornios-marcam-empreendedorismo

PS – Ainda no que respeita a lembranças sobre empresários, é bom saber, que ao contrário de um passado, mais ou menos recente, onde conhecidos empresários receberam empréstimos bancários de largas centenas de milhões de euros da banca, como por exemplo aquele a quem a banca acabou por perdoar mais de 100 milhões de euros, ou aquele dos 700 milhões ou ainda o outro dos 1200 milhões, deixando essa conta milionária para ser paga pelo Estado (leia-se por todos os contribuintes), que nessa altura teve de emprestar dinheiro á banca, agora felizmente haja inspiradoras noticias sobre empresários a sério, que por definição, não são apenas destruidores criativos, ousando onde outros não se atrevem, e conseguindo gerar valor e riqueza não só para para si próprios como também para muitos outros.  

O desemprego massivo de médicos vai chegar mais depressa do que se imaginava

Afinal não são só os médicos radiologistas que a Inteligência Artificial vai enviar para o desemprego, como mencionei no final do post anterior, pois acaba de se saber que um estudo da Microsoft mostrou que na resolução de diagnósticos clínicos bastante complexos, a IA conseguiu acertar em mais de 80% dos casos enquanto médicos humanos, com elevada experiência, conseguiram acertar em apenas 20% desses casos. https://www.theguardian.com/technology/2025/jun/30/microsoft-ai-system-better-doctors-diagnosing-health-conditions-research  

Isso significa que a IA poderá contribuir para uma redução acentuada de erros clínicos (com menos pacientes a serem vitimas de diagnósticos errados, tendo depois que percorrer o longo calvário dos tribunais para serem indemnizados) e ainda por cima com um custo bastante inferior, dessa forma dando uma preciosa ajuda no respeitante a evitar o crescimento do orçamento da saúde, que em Portugal cresce de ano para ano, de forma monstruosa, já que saltou de 10.000 milhões em 2019 para quase 17.000 milhões em 2025 e a manter-se essa taxa de crescimento atingiria 25.000 milhões por ano daqui a 5 anos. 

PS – Recordo que também foi a IA que permitiu aquela valiosa empresa liderada por um corajoso jovem empresário Português, ter melhorado a saúde de centenas de milhares de pessoas por esse mundo fora, com poupanças de custos de centenas de milhões de dólares https://pachecotorgal.com/2025/06/27/a-empresa-que-paga-aumentos-de-20-aos-funcionarios-que-estejam-dispostos-a-estar-em-teletrabalho-no-interior-de-portugal/

Aditamento em 2 de Julho – Um estudo hoje publicado numa prestigiada revista científica dá conta que investigadores da Universidade Johns Hopkins desenvolveram um modelo de inteligência artificial, que é capaz de prever o risco de morte súbita por ataque cardíaco, com uma precisão de quase 90% (93% no caso de pacientes com idades superiores a 40 anos) https://www.nature.com/articles/s44161-025-00679-1 Como é evidente qualquer hospital ficará melhor servido com a aquisição desta ferramenta de IA do que com médicos que são absolutamente incapazes de fazer essa previsão. 

A empresa que paga aumentos de 20% aos funcionários que estejam dispostos a estar em teletrabalho no Interior de Portugal

Fico sempre bastante contente em saber que há Portugueses corajosos o suficiente para não se inibirem de dizer em público coisas muito pouco cristãs, como disse o jovem empresário Virgílio Bento, que numa longa entrevista ao caderno de economia do Expresso, diz que a empresa dele nunca teve direito a um investimento da Portugal ventures “porque todas as pessoas com quem eu lidei, do topo até cá em baixo, eram de uma incompetência atroz”. E não se ficou por aqui, pois antes disso já tinha atacado aqueles espertalhaços que conseguem ganhar tantos contratos públicos, muito por conta de uma “rede de contactos” (o que ajuda a explicar por que é que há tantas empresas Portuguesas interessadas em contratar ex-Ministros e ex-Secretários de Estado, mesmo que eles sejam incompetentes) e que ele acusa de fazerem um trabalho de merda. https://expresso.pt/economia/empresas/2025-06-26-e-preciso-acabar-com-a-oligarquia-deste-pais-defende-virgilio-bento-lider-do-unicornio-portugues-sword-health-248c15f1

É claro que um Português normal, não poderia dizer o que ele disse, sobre pena de ser perseguido por delito de opinião, que é uma conhecida tradição Portuguesa. O que lhe vale é ser o confundador da Sword Health, avaliada em mais de mil milhões de dólares. E o que vale a Portugal é ter um empresário que paga aos seus trabalhadores muito mais do que o salário mínimo nacional e que ainda por cima dá um bónus de 20% aos trabalhadores que optem por ir viver para o Interior de Portugal, que é algo que deveria constituir uma obrigação do Estado. Isto é, ao invés de andar a dar benefícios fiscais às empresas que compram viaturas de luxo, o Estado devia antes dar benefícios fiscais a empresas que como a Sword Health ajudam a contrariar a desertificação do Interior de Portugal https://pachecotorgal.com/2025/01/12/como-gerir-o-talento-em-portugal-copiar-a-receita-da-pobre-bulgaria-ou-a-da-finlandia/

Declaração de interesses – Declaro que a minha apreciação por pessoas corajosas não é de agora mas de há muitos anos, como por exemplo quando elogiei o investigador que venceu o Prémio Pessoa de 2018, quando aquele não se coibiu de acusar uma conhecida universidade de “mediocridade instalada, trata-se do mesmo investigador que há poucos meses atrás apareceu em 2º lugar numa lista dos investigadores Portugueses com mais influência a nível mundial https://pachecotorgal.com/2025/05/03/reis-e-sousa-m-b-araujo-e-paula-moreira-no-novo-podio-da-lista-dos-100-primeiros-lugares-do-ranking-de-cientistas-da-universidade-de-stanford-apos-correccao-da-vantagem-do-tempo-de-carreira/

Quantos anos é que serão necessários para que a Academia Portuguesa siga o exemplo do Imperial College London ?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html

Em tempos divulguei num post, que entretanto se tornou um dos mais visualizados do meu primeiro blogue (acessível no link link supra), a pouco ortodoxa receita para o sucesso no século XXI, das organizações, universidades incluídas, que foi aconselhada, por um entretanto falecido, catedrático convidado da universidade do Minho e também membro Conselheiro da Ordem dos Engenheiros. Nesse contexto particular entendo como especialmente importante divulgar agora a noticia ontem publicada no site do Imperial College, que justifica a questão que dá título a este post  https://www.imperial.ac.uk/news/265373/imperial-launches-schools-convergence-science-drive/

PS – Seguir o exemplo disruptivo do Imperial College é especialmente importante para Portugal, cujas principais universidades, de ano para ano, se afundam no prestigiado ranking Shanghai https://pachecotorgal.com/2024/09/26/uma-analise-fina-e-contextualizada-sobre-um-intrigante-desempenho-universitario/

Como reverter a crise de eficiência na investigação e desenvolvimento em Portugal?

https://www.publico.pt/2025/06/22/ciencia/opiniao/reverter-crise-eficiencia-investigacao-desenvolvimento-portugal-2137038

Sobre o extenso artigo, de um catedrático do Técnico (também líder de grupo no INL) hoje publicado na página 26 do jornal Público, acessível no link supra, oferece-se-me apenas dois breves comentários:

1º – Não se percebe porque é que na comunidade académica haja quem ingenuamente aceite servir de peão no jogo político de defender (aquilo que o rigor científico não permite), que o nível de investimento total da ciência em Portugal é de 1.7%. Já que a única certeza que é possível ter, em termos de despesa em investigação no nosso país, é a respeitante à parcela pública, que não vai além de um valor miserável de 0.3% do PIB https://pachecotorgal.com/2025/05/31/portugal-mais-prospero-ou-mais-pobre-as-duras-licoes-do-livro-sobre-o-investimento-portugues-em-ciencia/

2º – A proposta do autor, tendo mérito, por conta daquilo que escrevi no post com data de 25 de Abril do corrrente ano, https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/04/sera-que-aumentar-actual-inflaccao-de.html  dificilmente conseguirá, como ele alega, reverter “a crise de eficiência na investigação e desenvolvimento em Portugal“, pois o nosso país possui um problema, que não existe em muitos outros países e que não se resume a uma questão de nível de investimento, pelo que mesmo que por altamente improvável, o Governo decidisse duplicar ou triplicar o investimento público em ciência, isso não seria suficiente para desbloquear o referido problema  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/04/a-critical-commentary-on-recent-study.html

A tragédia de milhões de recém-diplomados sem trabalho e os Engenheiros que valem muitos milhões

https://pachecotorgal.com/2025/05/27/pessimas-noticias-para-recem-diplomados-relatorio-mostra-que-dezenas-de-milhoes-de-empresas-preferem-apostar-na-i-artificial/

No final de Maio divulguei no post acessível no link supra, um relatório com péssimas noticias para recém-diplomados (com excepção da área da engenharia civil, Bastonário dixit), eis porém que a conhecida revista The Economist, acaba de divulgar um artigo sobre a mesma problemática com um título muito esclarecedor “Porque é que os recém-diplomados estão lixados”  https://www.economist.com/finance-and-economics/2025/06/16/why-todays-graduates-are-screwed

Ironicamente, ontem, a mesma revista noticiou que o dono da empresa criadora do ChatGPT se queixou que lhe querem roubar os seus valiosos Engenheiros, com propostas de emprego alucinantes que chegam a quase 100 milhões de dólares.

PS – Em Dezembro de 2019, divulguei a explicação de um conhecido catedrático jubilado belga, sobre o facto dos futebolistas ganharem muito mais do que os cientistas de topo, felizmente que bastaram apenas poucos anos para assistirmos a um fenómeno inédito, Engenheiros a valerem mais do que muitos futebolistas de topo.

Quantifying Integrity: The Shortcomings of the Novel Research Integrity Risk Index

A recent article in Nature examines the Research Integrity Risk Index (RI2), as proposed in a June 2025 preprint, which is designed to draw attention to institutions where the imperatives of publication volume and ranking advancement may inadvertently compromise the rigor and reliability of scholarly output. By quantifying the proportion of an institution’s publications that have been retracted or that appear in journals subsequently delisted from major indexing services such as Scopus and the Web of Science the index assigns universities to a spectrum of risk categories, ranging from minimal concern to a “red flag” designation indicative of potential systemic vulnerabilities. https://www.nature.com/articles/d41586-025-01727-3

However, as previously argued in a 2021 post, the phenomenon of article retraction encompasses a broad continuum of underlying causes, which differ markedly in their implications for research integrity. Some result from relatively minor issues—such as lacking formal permission to reproduce an image, failing to disclose a potential conflict of interest, or an author withdrawing mid-process but remaining listed—while others stem from serious misconduct like data fabrication or falsification. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/a-universidade-portuguesa-campea-de.html 

Therefore, an integrity index such as the RI2 that treats all retractions uniformly—without distinguishing among their underlying causes or the extent of their impact on the scholarly record—risks generating misleading assessments of institutional performance. By failing to account for the severity or context of each withdrawal, it may unfairly penalize institutions with numerous low-severity retractions while allowing those with few but serious cases of misconduct to escape appropriate scrutiny.

PS – As I also noted in my 2021 post, the well-known MIT defines serious research misconduct as fabrication, falsification, plagiarism, or deliberate interference—explicitly excluding honest error, differences of opinion, authorship disputes, and self-plagiarism. Therefore, databases such as Scopus and Web of Science should urgently implement a distinct retraction category for serious cases of misconduct, enabling better tracking of institutions with higher rates of retractions that significantly undermine scientific integrity.

Cientistas da Dinamarca e da Alemanha ajudam a explicar a subida do Chega

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/quem-elegeu-o-andre-ventura.html

Em 2019 (link supra) sugeri que alguns erros crassos cometidos pelo PSD e pelo PS, ajudaram a eleger um fanático benfiquista, como primeiro deputado do partido Chega, e mesmo depois daquele ter passado a ter a companhia de várias dezenas de deputados, continuei a achar que as culpas pela ascensão do partido da mão levantada, radicavam em grande parte no facto do PS e do PSD terem sido incapazes de travar a impunidade dos crimes de colarinho branco (a tal epidemia de corrupção de que falou o Ex-Presidente Ramalho Eanes) que até já incluem juízes, como aquele suspenso de funções por ter sido acusado de cometer crimes, que continuou a receber o vencimento a 100% e ainda subsidio de residência de quase 900 euros por mês, pago 14 vezes por ano ? https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/10/mais-um-prego-no-caixao-da-justica-e.html

Nesse contexto aproveito agora para divulgar um estudo muito recente levado a cabo em 183 países (incluindo Portugal) que mostra que países com elevados níveis de corrupção, desigualdade e pobreza fomentam o desenvolvimento de traços de personalidade “sombrios”, como o egoísmo (maximização de benefícios pessoais mesmo que isso implique o prejuízo de terceiros) e a psicopatia https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2500830122

A parte irónica é que o partido Chega não tem nenhuma receita milagrosa para combater a corrupção, pelo que mesmo que por absolutamente improvável, o Chega um dia se tornasse Governo (o que automaticamente traria a Troika de volta a Portugal) a corrupção iria continuar, até pelo facto do programa daquele partido não conter nenhuma medida para combater os off-shores, onde os corruptos guardam o dinheiro que roubaram e roubam em Portugal. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/pilhagem-evasao-fiscal-bombas-bosta-e.html

Felizmente porém que a hipótese do Chega ganhar eleições legislativas neste país é extremamente reduzida (ou quase nula), pois o resultado que aquele partido teve no Algarve e Alentejo, as duas regiões onde curiosamente e acima de tudo se valoriza o fascismo e o tal jogo dos pontapés e das cabeçadas, as mesmas regiões que segundo uma sondagem da revista Sábado, colocaram o Salazar e o Ronaldo como sendo os Portugueses mais importantes dos 900 anos da história deste país (!!!), muito dificilmente se poderá repetir na região Norte, o motor económico de Portugal, onde a mesma sondagem relativizou o valor do Salazar e do Ronaldo, que felizmente, ficaram muito abaixo, dos lugares do pódio, justamente ocupados pelo fundador da nação Afonso Henriques, pelo Ramalho Eanes, o mais integro presidente desta República e o Luís Camões. 

A receita de um catedrático para aumentar rapidamente os rendimentos dos Portugueses

Em Agosto do ano passado, num post onde critiquei o Governo, escrevi que: “o trabalho é “sagrado” porque dá sentido à vida, de uma grande maioria das pessoas e, portanto, deveria ser fiscalmente taxado o mínimo possível. Menos impostos sobre o trabalho podem estimular a criatividade e a inovação, já taxar o trabalho de maneira excessiva pode desincentivar o esforço e, em última instância, minar o bem-estar social. Já a riqueza, ou melhor a simples acumulação de riqueza, originada por investimentos especulativos…possui um valor muitíssimo menor do que os rendimentos do trabalho, pelo que devem merecer uma elevada taxação” https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/governo-da-borlas-fiscais-aos-super.html

fico por isso bastante satisfeito por tomar conhecimento do teor de uma longa entrevista, que um  conhecido catedrático de economia, doutorado pela famosa universidade de Stanford, deu ao jornal Público, onde se pode ler: “…Tenho citado o economista dinamarquês Steen Jakobsen que dizia que era incompreensível que Portugal não fosse um país de topo. Ele tem alguma razão. Portugal tem muito boas condições. A boa notícia é que o potencial é grande, a má notícia é que esse potencial não está a ser explorado tão bem como poderia ser… Se eu tivesse agora de pensar numa reforma fiscal em Portugal, diminuiria drasticamente a tributação do trabalho, compensaria isso com um aumento da tributação sobre os lucros das empresas, de uma forma que fosse mais ou menos neutra para a empresa média. Consideraria também seriamente aumentar os impostos sobre a propriedade e talvez até diferenciá-los entre nacionais e não nacionais e residentes e não residentes. Sou totalmente a favor de estrangeiros a residirem em Portugal e comprarem imobiliário em Portugal, mas muitas dessas pessoas não pagam imposto sobre o rendimento, acho que essas pessoas têm de contribuir. https://www.publico.pt/2025/06/07/economia/entrevista/luis-cabral-parte-estrago-politicas-trump-ja-2135965

PS – Relembro que se trata do mesmíssimo catedrático, que há 5 anos atrás, sugeriu uma proposta fiscal radical, na qual os trabalhadores passariam a pagar zero à segurança social, sendo que essa enorme perda de receita seria compensada de três formas, com uma subida do IVA, com um novo imposto sobre o carbono (que penalizaria os mais ricos que são quem produz mais carbono) e ainda com melhorias no sistema de cobrança de impostos, ao nível dos mais ricos, que como ele afirma, actualmente tem formas de fugir aos impostos   https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/uma-proposta-radical-para-acabar-com-o.html

Ciência – Quando o silêncio é sinónimo de cumplicidade com o avanço da barbárie

Um conhecido e altamente premiado cientista (Peter H. Gleick) acaba de afirmar num artigo numa conhecida revista científica, que constitui um dever de todos os cientistas, denunciarem publicamente os ataques de Trump contra a Ciência (que um recente artigo na revista The Economist afirmou estarem a tornar-se cada vez mais violentos) criticando aqueles que permanecem em silêncio https://www.nature.com/articles/s41562-025-02240-3

Como é evidente, esse dever é extensivo a todos outros cientistas que trabalham em países onde o poder politico tem muito pouco ou mesmo nenhum respeito pela Ciência, embora haja países, como o nosso, onde o poder politico tem tido essa tarefa bastante facilitada, porque infelizmente tem cientistas publicamente pouco activos, vide acusação feita pelo anterior Ministro da ciência, Manuel Heitor, que relembrei num post que curiosamente, teve e continua ainda a ter um elevado número de visualizações https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html e é por isso que em Portugal, a despesa pública em investigação, é de apenas 0.3% do PIB, uma percentagem que é actualmente várias vezes inferior à percentagem de despesas militares e que no futuro, inacreditavelmente, será 16 vezes inferior a essas despesas  https://expresso.pt/politica/defesa/2025-05-27-governo-admite-gastos-de-5-em-defesa-o-que-montenegro-dizia-ser-inexequivel-15f29964 

PS – É nestas alturas que os investigadores Portugueses se devem inspirar nas palavras de um conhecido matemático Francês, antigo Presidente do European Research Council, que em tempos apelou ao espírito de combate dos cientistas, contra os cortes do financiamento da Ciência https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/there-are-times-when-scientists-must.html

Aditamento em 6 de Junho – No Expresso, comentado o ataque de Trump contra Harvard, a cientista Maria Manuel Mota, presidente executiva do conhecido Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM), escreveu: “a resposta de Harvard é um lembrete poderoso: a Universidade é – ou deve ser – o coração da sociedade…É onde se pensa. Onde se duvida. Onde se gera conhecimento que salva vidas…É o antídoto contra o autoritarismo, contra o obscurantismo, contra a manipulação.