Clarivate reports a new type of anomalous citation behavior

“this year the editorial integrity team at Clarivate identified a new type of anomalous citation behavior: self-stacking. This is where the journal contains one or more documents with citations that are highly concentrated to the JIF numerator of the title itself. This is the first year we have formally defined the criteria for self-stacking suppression, and as such we have made the decision to issue a warning to six journals rather than suppress the journal’s JIF. Going forward, continued journal self-stacking will result in suppression of JIF”

However, contrary to what Clarivate now says, it is not a new anomalous citation, as it had already been identified in 2016 by Heneberg and he even wrote at the time that Thomson Reuters (the firm that was later bought by Clarivate) had no way of detecting this manipulation: “Thomson Reuters currently does not have any algorithm to detect citation stacking”

The impact factor is a registered trademark of Clarivate Analytics that has been denounced for the damage it has brought to science. And that is why many scientists have written that it is a metric that should never be used in the evaluation of researchers (or research units). It should be borne in mind that it is sufficient for a journal to have a high rejection rate, giving preference to articles by highly-cited authors in top universities for this fact alone to contribute to an increase in the impact factor. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/desk-rejectionthe-editor-manuscript-game.html

PS – Clarivate Analytics itself warns against the use of the impact factor in the evaluation of researchers: “In the case of academic evaluation for tenure, it is inappropriate to use the impact of the source journal to estimate the expected frequency of a recently published article”

The Economist – A imparável ascensão do doutor Google

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/a-academia-as-portas-da-irelevancia.html

Ainda na sequência do post anterior, onde foi mencionado o facto de já nem sequer as universidades mais ricas do Planeta Terra conseguirem fazer investigação competitiva face a certas empresas, é sem grande surpresa que no último número da revista The Economist se pode ler acerca da vontade da empresa proprietária da Google em investir somas astronómicas (15.000 milhões nos últimos 5 anos) em investigação somente na área da saúde https://www.economist.com/business/2022/06/20/alphabet-is-spending-billions-to-become-a-force-in-health-care

O montante supracitado é mais de 400% superior ao que Portugal investe em todas as áreas de investigação, através da FCT, que este ano até desgraçadamente tem menos 32 milhões face ao orçamento do ano passado, o que significa que a estratégia deste Governo para a investigação é andar de cavalo para burro e talvez seja por isso que os investigadores foram a carreira da função pública que mais perdeu rendimentos durante a última década, e isso ao mesmo tempo que no mesmo período esses conhecidos parasitas que são os deputados (os mesmos que sem qualquer vergonha tem andado a aprovar leis que fazem a felicidade dos vigaristas e dos corruptos) conseguiram ser a segunda categoria profissional que mais viu aumentados os seus rendimentos. 

E mesmo com maioria absoluta, de certeza que não será este Governo que irá eliminar as vergonhosas subvenções vitalícias dos políticos, as quais permitem que por exemplo o cadastrado Dr. Vara usufrua de uma reforma de nada menos do que 8551 euros/mês !

Os catedráticos endogâmicos que em Portugal se comportam como lordes feudais

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/estudo-sobre-endogamia-envolvendo.html

Ainda na sequência do estudo, mencionado no post acima, sobre a endogamia envolvendo milhares de académicos em 140 países, é pertinente divulgar o recente e interessante artigo, de que abaixo se reproduz um pequeno extracto: 

“The process by which academic inbreeding enables the formation and perpetuation of an academic oligarchy is explained in this paper, but it is perhaps surprising to observe how much it resembles the social and political organization and structures of the Middle Ages. Full professors assume the role of “feudal lords,” guiding others and shaping strategy at various levels. Their domain is established based on particular characteristics, such as seniority, and given institutional knowledge control, granting them respect and power akin to those of real feudal lords. Their domain power is based on the number of other academics who are part of their network, similar to subjects in the feudal lord–subject relationship; and they pass their power to someone in the “hereditary” line when they retire, and in some extreme cases to others with whom they share consanguinity bonds…” https://link.springer.com/article/10.1007/s11024-022-09469-6#Sec3

PS – O autor do artigo, o investigador Hugo Horta, deveria ter dito que os laços de consanguinidade com catedráticos, podem ser raros nas universidades de alguns países, mas não o são, de todo, nas universidades Portuguesas  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/em-portugal-ser-filho-de-alguem.html

O Engenheiro mais esperto de Portugal ensina os Portugueses burros

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/os-catedraticos-que-tem-fortes-culpas.html

O tal jornal mencionado na parte final do post acima, não continha somente o tal artigo hipócrita de um não menos hipócrita Ex-Ministro do PS, trazia também um interessante artigo sobre aquele que é sem dúvida o Engenheiro mais esperto de Portugal. Não contente em ter pago uma ninharia em termos de IRS por conta  dos vários milhões de euros que recebeu da FPF, com a alegação de ser um empresário, ainda acaba também por pagar zero, rigorosamente zero, de IRC por conta de uma venda de 30 milhões de euros. 

Ou seja já não bastavam os ricos estrangeiros que andam neste país a pagar impostos reduzidos e agora ainda temos engenheiros/treinadores/empresários que mostram como é que se ganham milhões e se pagam ninharias. Faz por isso todo o sentido relembrar uma proposta do catedrático e economista Ricardo Cabral, no sentido de reduzir o nível de impostos que existem em Portugal, redução essa que seria depois equilibrada com três medidas, com um aumento do IVA, com um imposto sobre o carbono e principalmente com  “uma melhoria do sistema de cobrança de impostos “especialmente ao nível dos mais ricos, que têm formas (mais ou menos legais) de evitar o Fisco”. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/uma-proposta-radical-para-acabar-com-o.html

PS – Hoje o JN traz uma capa “linda” onde se pode ler que na última década, os magistrados e deputados (que recorde-se ganham mais do que os deputados da França e do Reino Unido), foram as profissões que tiveram os maiores aumentos da função pública, respectivamente 31% e 23%, já aqueles que mais perderam no mesmo período foram os médicos (1.8%) e os investigadores (13%). https://www.jn.pt/nacional/magistrados-e-deputados-com-mais-aumentos-medicos-ganham-menos-14968666.html Porém enquanto que os médicos podem fazer horas extraordinárias para compensar essa perda, o mesmo já não sucede com os investigadores.  Não sei por isso o que é que os investigadores ainda estão à espera para fazer uma greve (de zelo) às candidaturas de projectos europeus, por conta das quais o Governo espera arrecadar centenas de milhões de euros. No mínimo dos mínimos, os investigadores deviam exigir o pagamento de um prémio de produtividade por cada projecto internacional ganho, no valor de 5% do valor projecto, que é a mesma percentagem que também é paga aos trabalhadores do fisco. https://observador.pt/2022/06/22/financas-mantem-premio-de-produtividade-maximo-aos-funcionarios-do-fisco/

An Editor strongly against second rounds of peer review

See below an extract from a recent post by Stephen Heard, Professor at the University of New Brunswick making a case against the second rounds of peer review:

“…But there’s one big consideration that swings the balance strongly against second rounds of peer review, and that’s the limited capacity of the reviewer pool. Editors these days struggle to find willing reviewers. It’s not uncommon to hear of someone needing to ask 10 or 15 or even 30 people to secure two willing reviewers. We’re all busy, and the impacts on academia of the pandemic have left people burnt out and exhausted. With willing reviewers in short supply, it just doesn’t make sense to draw down that pool for a round of review that (usually) isn’t necessary.

So as an editor I’ve changed the way I operate. No matter how major the revisions are, I send out a manuscript for a second round of review only if I genuinely can’t judge whether the new version satisfies the suggestions from the first round of review. That may be true if, for instance, there are major new experiments, lots of new data, or an analysis so qualitatively different that I’m essentially dealing with a whole new manuscript. But these cases are rare. Ninety percent of the time (at least), I should be able to make the call without calling on reviewers again…” https://scientistseessquirrel.wordpress.com/2022/06/21/lets-stop-usually-with-the-second-round-of-review/

As previsões de um Catedrático sobre as novas profissões do futuro

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/quando-e-que-academia-deixa-de-se.html

Ainda sobre o post acessível no link acima do passado dia 1 de Junho, atente-se nas palavras do catedrático de Economia da Universidade de Nova Iorque, Luís M.B. Cabral, e também Scopus Highly Cited Scientist-SHCS, num artigo recente sobre novas profissões do futuro, publicado no semanário Expresso, que termina da seguinte forma: 

“…Assim, e tendo em consideração que é muito difícil prever o futuro, diria que três áreas de crescimento de novas profissões incluem o wellbeing, a educação e o entretenimento

Obviamente que não tenho capacidades para prever as novas profissões do futuro, mas tenho a certeza que ainda continuarão a existir “profissões velhas”, como aquelas ligadas à indústria da construção. Não só por conta do crescimento da área urbana até 2060, que crescerá o equivalente a uma cidade de Nova Iorque a cada 30 dias, mas principalmente porque conta da imperativa necessidade, de adaptação do ambiente construído ao apocalipse climático. 

PS – E nem quer falo da reconstrução da Ucrânia cujo custo rondará os 900.000 milhões de euros e que terá de ser levada a cabo utilizando materiais com impactos ambientais reduzidos e projectada para uma elevada resiliência climática.

Os catedráticos que tem fortes culpas pela tortura e morte de uma criança

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/jessica-foi-espancada-ate-a-morte-na-casa-da-ama-em-setubal

Relativamente ao tal recente e inqualificável caso que chocou (e envergonha) este país, vide noticia no link acima, com o esclarecedor título “Jéssica foi espancada até à morte na casa de bruxa em Setúbal, é difícil de aceitar que os vários catedráticos de Direito deste país, que directamente ou indirectamente através da sua obra académica, ajudaram a elaborar os vários Códigos Penais que Portugal teve nas últimas décadas, não tenham fortes culpas no cartório, pelo facto de não terem ajudado a criminalizar, dessa forma contribuindo para legalizar e normalizar toda e qualquer actividade ligada à bruxaria, e por conta dessa incompreensível omissão, seja hoje totalmente banal a existência de jornais cheios de anúncios de bruxos, bruxas e videntes, que alegadamente possuem poderes sobrenaturais e estão aptos a resolver qualquer problema, que por exemplo o FC Porto, uma instituição que embora privada, possui caráter de utilização pública, tenha uma bruxa na sua folha de pagamentos, que tenha havido noticias ligando o Benfica a práticas similares, ou que a própria TVI, que está obrigada ao dever de informar com honestidade e rigor, se possa ter sentido à vontade para entrevistar (leia-se fazer publicidade gratuita) alguém que se auto-intitula “Bruxo de Fafe” que na sua página electrónica não se coíbe de publicitar serviços de feitiçarias, cortes de vida, espiritos, males de inveja e mau olhado

No contexto supra parece-me pacifico afirmar que pessoas que procuram bruxos ou bruxas são pessoas com evidentes problemas do foro psicológico (no limite essas pessoas até deviam ser analisadas por uma junta de profissionais com a especialidade de psicologia, para confirmar ou infirmar a hipótese de inimputabilidade), assim sendo seria normal considerar que os ditos profissionais do bruxedo, pudessem ser criminalizados no âmbito do Artº 358 do Código Penal, relativo à ursupação de funções, porém nunca se ouviu dizer que o Ministério Público algum dia tivesse acusado um bruxo ou uma bruxa por conta desse crime. E como consequência, toda essa insuportável tolerância da República Portuguesa, para com bruxos, bruxas e bruxedos (que é inadmissível em pleno século XXI, ainda por cima num país europeu que se acha civilizado) ajudou esta semana a torturar e a matar uma criança em Setúbal. 

PS –  Um ex-Ministro do PS (marido de uma catedrática de Direito Penal) que tem elevadas responsabilidades, no vergonhoso e nojento Código Penal que temos neste país (o tal Código que tem como regra mandar pedófilos e corruptos na Santa Paz do Senhor) “chora hoje lágrimas de crocodilo” na imprensa, a propósito do caso que motiva este post. Será que esta gente (que tem o “vicio” do avental) não tem um pingo de vergonha na cara ?

As melhores universidades e o “frete” da revista Sábado à universidade Católica

O destaque da revista Sábado, hoje publicada vai para um artigo com o título “Sabia que estes são os alunos (e os cursos) mais desejados” onde alguém meteu (à martelada e num exercício de mau jornalismo) uma lista das alegadamente melhores universidades Portuguesas, onde a universidade Católica aparece em primeiro lugar e cuja fonte é o ranking da Times Higher Education.

Pelos vistos a jornalista autora do artigo, deve ter andado por Marte nos últimos anos, pois só assim se percebe que ela não saiba aquilo que o Presidente da A3ES, já tinha comentado em 23 de Setembro de 2019 sobre a classificação da Universidade Católica no malfadado ranking da Times Higher Education, num artigo onde esclareceu que nesse ranking, entre as universidades que alcançaram a marca absoluta de 100 pontos na investigação se podem encontrar a “Universidade de Aswan do Egito, a Universidade Jordana de Ciência e Tecnologia e a Universidade de Peradenya do Sri Lanka” e ainda que nesse ranking (da treta) até universidades do Irão e da Turquia apareciam à frente da conhecida e reputada Universidade de Cambridge !!!

Porém, antes mesmo do Presidente da A3ES, se ter pronunciado sobre a bizarra classificação da universidade Católica no referido ranking, já eu próprio o tinha feito em 12 de Setembro de 2019, num email (divulgado entre milhares de Colegas do Ensino Superior e acessível online) que abaixo novamente reproduzo: 

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De: F. Pacheco Torgal

Enviado: 12 de setembro de 2019 06:42

Assunto: UCatólica é a melhor universidade Portuguesa____Fake news, incompetência ou ambas?

https://www.publico.pt/2019/09/11/sociedade/noticia/universidade-catolica-melhor-nacional-publicacao-britanica-1886234

Depois de em 17 de Agosto o jornalista Samuel Silva ter feito um bom artigo sobre o ranking Shanghai (email abaixo) o mesmo jornalista vem agora, enxovalhar a sua própria credibilidade dando crédito a um ranking da treta, que pasme-se diz que a Universidade Católica é a melhor universidade Portuguesa. Explica o pobre jornalista, Samuel Silva,  que o fenomenal resultado  “foi impulsionado por uma melhoria nos indicadores relacionados com a investigação, como o número de citações…De acordo com os números disponibilizados…a Católica tem uma classificação muito elevada no índice de citações dos artigos científicos publicados pelos seus professores. Tem uma cotação de 94,6 (numa escala de 100 pontos), ao nível das melhores universidades do mundo. A segunda melhor nacional é a universidade do Porto, com 62,1.”

Ou seja o jornalista leu que a universidade católica tinha melhor desempenho em termos de citações do que a UPorto e nenhum alarme lhe soou naquela cabecinha pensadora e cogitasse que isso era indicio de marosca da grossa ! E como é que esse ranking original foi construído ? O jornalista preferiu não maçar os leitores com esse complicadíssimo  assunto, que por certo só está ao alcance das mentes mais brilhantes. Porém o jornalista revela no artigo que chegou à fala com um individuo de nome Tomasso Grant que lhe explicou todos os detalhes da coisa. Quem é este génio dos rankings ? Informa o Linkedin que é alguém com formação em Artes, que acabou o mestrado há um ano atrás, e que há 2 meses ocupa o pomposo posto de Freelance Communications Executive da THE, ou seja que de bibliometria académica, incluindo citações e indice de Hirsch com correcções de Schreiber (embora na THE não se percam com tais preciosismos) percebe rigorosamente zero. 

Um conhecido catedrático de medicina da universidade da Universidade de Stanford acaba de ser noticia por causa de estar na origem de um ranking dos cientistas mais citados a nível mundial (entre 35 milhões de cientistas ou 7 milhões se reduzirmos a amostra somente aqueles com publicações indexadas). Quantos dos 100.000 cientistas que lá aparecem pertencem à Universidade Católica Portuguesa ? rigorosamente ZERO enquanto a UPorto tem 40 ! e é esta a universidade com o melhor desempenho nacional em termos de citações que até rivaliza com as melhores do mundo ! Sobra assim a magna dúvida, entre o jovem que agora se inicia nas lides do Freelance Communications da THE a falar de um ranking da treta e o catedrático de medicina da universidade de Stanford (que sozinho tem quase tantas citações ou até mesmo mais citações do que todos os docentes da UCatólica juntos) em quem podemos nós acreditar ? 

O psicopata Putin ameaça colocar os Europeus em teletrabalho novamente

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/os-diplomados-pelo-imperial-college-que.html

No post acima, do passado dia 1 de Maio deste ano, foi comentada a conjectura que obriga a minimizar as viagens e a apostar novamente no teletrabalho, para reduzir o financiamento da horda de assassinos (palavras do filósofo José Gil) que constituem o exército Russo. 

E também obviamente no caso de Portugal, para evitar o crescimento descontrolado do astronómico endividamento (das famílias, das empresas e do Estado) que como informou ontem a imprensa já ultrapassou os 780 mil milhões de euros, o que constitui um agravamento de quase 70 mil milhões nos últimos 5 anos. 

Ontem mesmo já foi equacionada a hipótese do psicopata Putin poder cortar a energia à Europa a qualquer momento, o que obriga os países europeus a prepararem-se para um cenário radical que só admitiriam poder ocorrer lá para o final do ano e em apenas 2/3 das importações energéticas Russas, sendo que o cenário para o corte total da energia Russa, está previsto somente para o longínquo ano de 2030 https://www.bbc.com/news/science-environment-61497315

PS – Obviamente que o novo e perigoso ponto de tensão no acesso à antiga cidade Alemã de Königsberg, que deixou os Russos furiosos, deixando no ar a hipótese de uma “operação militar especial” na Lituânia só irá agravar o cenário referido acima. No limite pode até provocar um confronto militar com a NATO como hoje mesmo é admitido pela especialista Jane Harman, Presidente Emérita do Centro Woodrow Wilson https://www.express.co.uk/news/world/1629240/WW3-russia-ukraine-news-vladimir-putin-nato-kaliningrad-baltic-states-vn

Long Soviet shadows

Maria Snegovaya and Kirill Petrov just authored an interesting paper in the Scopus indexed journal Post-Soviet Affairs in which they present a possible explanation for the fact that Russian elites are siding with Putin. Check the abstract below:

“Recent studies of Putin-era elites have focused primarily on the role of siloviki. We bring the focus back to an analysis of the elite continuity within the Soviet regime. By compiling a dataset of the Putin-regime elites, we track their professional and family backgrounds to discover that the proportion of Putin-regime elites with Soviet nomenklatura origin (which comprised only 1–3% of the population during the Soviet period) constitutes approximately 60% of contemporary elites. Most have ties in the middle and lower, rather than the top, ranks of the nomenklatura. In addition, the share of those with nomenklatura backgrounds in Putin-era elites is significantly higher than the share of siloviki. These results reflect a noticeable continuity between the Soviet-era and Putin-regime elites 30 years after the transition. This often-ignored characteristic helps understand the absence of an elite split and a high degree of elite compliance with re-autocratization in Putin’s Russia” https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/1060586X.2022.2062657

Be there as it may, the fact is that Tatiana Stanovaya (nonresident scholar at the Carnegie Endowment for International Peace) recently authored an article that puts the relationship between Putin and the Russian elites in a “different” light: “…Recently, the president lambasted the governor of the Kaliningrad region, Anton Alikhanov, for complaining that the “special military operation…had created logistics problems in the construction industry. Putin’s emotional response was that the war has nothing to do with that and should not be used to justify failings in other areas. This approach means that the elites are left to deal with any problems on their own…”

PS – Ironically, Kaliningrad (the former Prussian city of Königsberg, birthplace of the German philosopher Immanuel Kant) has just become the reason why Putin is (cowardly) threatening Lithuania https://www.euronews.com/2022/06/22/uk-ukraine-crisis-kaliningrad