The Invisible 85%: How Patents Create a False Economy of Innovation Value

Still following up on my previous post titled European Commission officials claim there’s an ‘unhealthy obsession with patents’, where I commented on a Business Insider article arguing that European innovators would do better to prioritize value creation over the mere protection of intellectual property, it seems particularly timely to highlight the findings of a recent study published in the journal Scientometrics.

By analyzing an extensive dataset of 4,460 Swedish innovations spanning several decades, the study reveals a striking and somewhat unsettling reality: the vast majority of these innovations were never patented at all. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-025-05406-y Even when patents were indeed filed, they captured only around 15% of the genuine innovation signal, leaving an overwhelming 85% informational void—a veritable black hole of knowledge that patents fail to convey. This stark discrepancy highlights that relying exclusively on patents provides a distorted and incomplete picture of innovation, underscoring the urgent need for richer, multidimensional approaches to more accurately measure, understand, and ultimately stimulate technological and creative progress.

PS – As reported in The Economist, the majority of international patents are either insignificant or never commercially exploited  https://pachecotorgal.com/2022/08/31/the-economist-the-inventors-whose-patents-are-worth-billions/ What the article in The Economist didn’t address—and what few seem to know—is the answer to the question I raised in the post that initiated this discussion: “among the vast multitude of patents granted thus far, how many share the same dubious “quality” as those associated with Theranos?

Será que o semanário Expresso tem o direito de contribuir para desvalorizar e até apoucar competências académicas

O semanário Expresso concedeu nada menos do que 9 páginas da sua revista a uma longa entrevista a um conhecido empresário, orgulhoso do seu muito reduzido nível de escolarização (6 anos), entrevista essa da qual extraio apenas uma única frase, que tem tanto de inquietante como de perigosa:  “Tenho uma máxima: o mais bem preparado trabalha para mim. Eu arrisco…o mais bem preparado tem medo de arriscar”

A referida afirmação não configura apenas uma exaltação do risco em detrimento das competências académicas: é também uma caricatura perigosa que desvaloriza uma formação superior, reduzindo-a a um sinónimo de aversão ao risco e até de medo. 

Contudo a ideia falaciosa de que o estudo e o conhecimento são entraves à ousadia e ao risco é intelectualmente superficial e contribui para reforçar o mito de que o sucesso empresarial depende muito mais dessa ousadia do que da preparação fundamentada e informada. 

Importa também questionar até que ponto a promoção deste tipo de discurso, logo pela imprensa mainstream nacional, (o semanário mais vendido em Portugal) não acaba por desvalorizar e até apoucar as formações académicas, legitimando uma visão estreita e anti-intelectual do empreendedorismo?

É verdade que em bom rigor a academia Portuguesa não está totalmente isenta de “culpas”, desde logo porque já há muito que podia ter tomado a decisão de valorizar o trabalho de catedráticos, como o daquele, da universidade do Porto, mencionado no post acessível no inicio do email infra do passado dia 19 de Abril e também há muito podia ter copiado o que fazem no famoso ETH Zurich, (onde recordo os professores auxiliares recebem salários entre 10.000 e 15.000 euros/mês) que concede licenças sabáticas para que os seus cientistas se possam dedicar à criação de empresas, como mencionei no mesmo email.

PS – É muito sintomático que o referido empresário tenha achado importante na dita entrevista descriminar os modelos dos seus vários carros de luxo, mas não tenha achado igualmente importante, revelar quantos dos seus funcionários recebem o ordenado mínimo, de forma radicalmente diferente de um outro empresário, doutorado pela universidade de Aveiro, que paga aos seus trabalhadores muito mais do que o salário mínimo nacional (alguns deles até já se tornaram milionários) e que ainda por cima faz o favor de dar um bónus de 20% aqueles que optem por ir viver para o Interior de Portugal https://pachecotorgal.com/2025/06/27/a-empresa-que-paga-aumentos-de-20-aos-funcionarios-que-estejam-dispostos-a-estar-em-teletrabalho-no-interior-de-portugal/

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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 19 de abril de 2025 19:21
Para: eng-todos; eng-investigadores
Assunto: A baixa apetência pelo risco das estudantes de engenharia da UMinho: Um caso de estudo.

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/01/catedratico-nada-modesto-classifica-de.html

Ainda na sequência de um post de há um ano atrás, vide link supra, sobre as declarações nada modestas de um catedrático de engenharia da Universidade do Porto, relativamente à capacidade de geração de empresas por parte do seu grupo de investigação, aproveito para divulgar o facto de hoje mesmo a revista Forbes, ter publicado um artigo onde analisa a tendência crescente dos cientistas se tornarem empreendedores através do lançamento de empresas de base tecnológica. https://www.forbes.com/sites/trevorclawson/2025/04/19/spin-out-strategy-turning-scientists-into-entrepreneurs/

Neste contexto recordo que num post anterior, do passado mês de Dezembro, no qual lamentei a inépcia (leia-se falta de coragem) da Presidente do ERC, Maria Leptin, mencionei o facto do famoso relatório Draghi ter criticado a inexistência de incentivos, a nível europeu, para que os investigadores se tornem empreendedores. Nesse post mencionei o caso do conhecido ETH Zurich, que concede licenças sabáticas aos seus cientistas para que se possam dedicar unicamente à criação de empresas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/12/where-is-courage-ercs-maria-leptin.html  

Neste contexto particular, é pertinente referir que há poucos anos atrás, um capítulo de um livro indexado na Scopus, divulgou resultados de um estudo de investigadoras da universidade do Minho, que analisaram as respostas de duas centenas de estudantes de cursos de engenharia da mesma universidade (53% do campus de Gualtar e 47% do campus de Azurém), quanto às suas intenções de se poderem no fututo tornar empreendedores. Os resultados mostraram que as jovens mulheres dessa área mostraram-se menos motivadas para serem empreendedoras.  https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/90299 

Curiosamente, as autoras do referido capítulo, não citaram um estudo que tinha sido publicado dois anos antes, na revista Sec. Organizational Psychology, com resultados opostos. O mesmo incidiu sobre 644 estudantes Portugueses, de 21 universidades e de 7 institutos politécnicos, tendo concluido que as mulheres dessa amostra, apresentavam uma intenção empreendedora superior à dos  homens https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2020.615910/full

PS – Ainda sobre o supracitado capítulo de livro, não posso deixar de registar positivamente, o facto das suas autoras terem feito questão de não deixar de referenciar obras altamente citadas, o que poderá contribuir (mostra a ciência) para o aumento do impacto dessa publicação  

Autor TítuloCitações Scopus        
SchumpeterCapitalism, Socialism and Democracy20.249
Reynolds et al. GEM Executive Report1.886
Shapero Entrepreneurial Potential1.885
Krueger & Carsrud TPB applied to entrepreneurship1.199
Liñán & FayolleSystematic review on entrepreneurial intentions   989
ThompsonEI measurement scale   808
Mwasalwiba Entrepreneurship education   503

The Tragic Optimism Trap: AI, Imitation, and the Vanishing Human Advantage Crisis

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/12/the-polymathic-revolution-new-dawn-or.html

Still following my previous post (linked above) on the optimistic paper “The Recent Physics and Chemistry Nobel Prizes, AI, and the Convergence of Knowledge Fields”, it is worth commenting on an even more optimistic Forbes article arguing that AI is not replacing humans but amplifying their abilities: https://www.forbes.com/sites/timbajarin/2025/08/25/the-human-advantage-in-an-ai-powered-economy

The challenge with this perspective is that, by presenting AI almost exclusively as a benevolent and empowering force, the article risks appearing overly simplistic and potentially disconnected from reality. For many readers who are already contending with layoffs, wage stagnation, or intensified workplace monitoring as a result of AI adoption, such optimism may seem out of touch. Moreover, the article’s focus on individual adaptation—summarized in the refrain “learn AI tools and you’ll thrive”—effectively sidesteps deeper, systemic concerns surrounding regulatory oversight and structural inequality. While some individuals may indeed flourish under these conditions, enduring societal imbalances could continue to constrain the distribution of AI’s benefits, limiting the prospect of meaningful, widespread social advantage.

More crucially, the notion that empathy, ethics, and creativity remain uniquely human advantages underestimates how quickly AI is advancing in precisely those domains. Large language models now compose music—one AI band, Velvet Sundown, has surpassed one million monthly streams on Spotify—while also generating fiction that blurs the line between imitation and originality, crafting persuasive narratives, and even simulating emotional understanding in therapeutic chatbots. A recent randomized trial with 300 college students, for instance, found that an AI-driven chatbot significantly reduced anxiety, underscoring the potential of such systems as scalable and accessible tools for mental health support.

These systems may lack true consciousness, yet they are increasingly proficient in domains where the appearance of understanding or creativity matters as much as genuine experience. With each advance, AI relentlessly erases the line between imitation and reality, propelling us toward a future in which it may seem more human than humans themselves. If AI can replicate our most fundamental human qualities, what will it mean to be truly human in a world where the boundary between authenticity and imitation has all but vanished?

Será que o aumento da procura do curso de Engenharia civil se fica a dever somente à gravíssima crise de habitação ?

Com um total de 572 colocados o curso de engenharia civil revela um aumento de 2.5% face ao número de colocados na primeira fase do ano passado, que embora à primeira vista possa parecer ligeiro, deve no entanto ser visto num contexto mais amplo, de uma redução total de 16% de candidatos e de uma redução de 12% de colocados no concurso nacional para todas as áreas deste ano. Vide lista abaixo dos resultados do referido curso desagregados por instituição, com a U.Lisboa, a U.Porto e o Pol. do Porto à cabeça.

Uma explicação possível para o aumento de procura do curso de engenharia civil, que se tem verificado nos últimos anos, pode passar pela gravíssima crise de habitação que o nosso país atravessa, porém como parte dos diplomados nesse curso não fica a trabalhar em Portugal onde se pagam vencimentos muito pouco interessantes, uma outra explicação passará pelo facto do parque edificado ter um elevado gasto energético e a nível mundial haver um consenso sobre dois temas que a sociedade acha que a comunidade científica deve priorizar e um deles é a energia. https://pachecotorgal.com/2025/02/04/estudo-em-quase-70-paises-revela-quais-os-temas-mais-importantes-que-a-sociedade-espera-que-os-cientistas-deem-prioridade/

Ainda relativamente a este curso é pertinente recordar que há poucos meses atrás o Bastonário da Ordem dos Engenheiros revelou que há um défice de profissionais, pois o número de engenheiros civis que se aposenta a cada ano é superior ao número daqueles que as instituições de ensino superior estão a conseguir formar actualmente. https://pachecotorgal.com/2025/05/27/pessimas-noticias-para-recem-diplomados-relatorio-mostra-que-dezenas-de-milhoes-de-empresas-preferem-apostar-na-i-artificial/

1 – Universidade de Lisboa………..138 colocados   

2 – Universidade do Porto………….122

3 – Pol. Porto……………………………..51

4 – Universidade Nova………………..47

5 – Pol. Lisboa……………………………41

6 – Universidade de Coimbra……….39

7 – Universidade do Minho………….34

8 – Universidade de Aveiro…………..25

9 – Pol. Coimbra…………………………18

10 – UTAD………………………………..12

11 – Pol. Leiria…………………………..10

12 – UALG………………………………….9

13 – Pol. Viana Castelo…………………7

14 – Universidade da Madeira……….7

15 – UBI……………………………………..5

16 – Pol. Setúbal………………………….3

17- Pol. Viseu………………………………..3

18 – Pol. Bragança………………………..1

19 – Pol. Castelo Branco……………….0

Incêndios na Península Ibérica: A indignação inflamada dos Espanhóis e a passividade apagada dos Portugueses

Enquanto muitos milhares de portugueses enfrentam há várias semanas a tragédia dos incêndios, o lamentável primeiro-ministro Luís Montenegro considerou que esta seria a altura perfeita para anunciar, durante a festa do Pontal, um investimento de dezenas de milhões de euros no desporto de luxo da Fórmula 1. Desgraçadamente, a reação dos portugueses a esse anúncio infame foi de inércia e passividade, como se não fosse suficientemente chocante ver o primeiro-ministro em festa numa altura tão trágica. Em total contraste, ali ao lado, na vizinha Espanha, os incêndios levaram à rua milhares de espanhóis que exigem a demissão dos responsáveis políticos daquele país. https://ileon.eldiario.es/actualidad/multitudinaria-concentracion-leon-exigir-emergencia-nacional-incendios-dimision-responsables-junta_1_12542175.html

Acresce que desperdiçar dezenas de milhões de euros na Fórmula 1 – precisamente um desporto que celebra a queima de combustíveis fósseis – é um insulto político e ambiental. Num tempo em que se pede aos cidadãos que reduzam emissões de gases com efeito de estufa (como através do IUC, que penaliza os veículos com maiores níveis dessas emissões), o Governo decide apostar precisamente no oposto: num espetáculo altamente poluente, que é incoerente com os compromissos climáticos que Portugal assumiu conjuntamente com a União Europeia. E numa altura em que o Interior deste país arde de alto abaixo, devido a ondas de calor extremas e secas cada vez mais severas — sinais claros das alterações climáticas — sendo agora desgraçadamente o país europeu com a maior percentagem de território queimado, tal opção não é apenas um erro grave — constitui ainda uma irresponsabilidade de politica a roçar o crime culposo.

Declaração de interesses – Declaro que em 2020 já tinha criticado o desperdício incompreensível de dinheiros públicos em “desportos” de queima de combustíveis, no post de título “Um espectáculo criminoso pago com o dinheiro dos contribuinteshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/um-espetaculo-criminoso-pago-com-o.html

PS – A negligência criminosa com que este e outros Governos tem tratado o Interior deste país não é alheia ao facto daqueles que vivem no Interior serem cidadãos de segunda-classe, já que o seu voto vale muitíssimo menos do que o voto de alguém que vive em Lisboa, vide post de Janeiro de 2022 sobre um sistema eleitoral viciado https://pachecotorgal.com/2022/01/31/um-sistema-eleitoral-viciado/

Portugal consegue aumentar o número de universidades no mais prestigiado ranking mundial

https://pachecotorgal.com/2024/08/15/a-universidade-lisboeta-que-uma-vez-mais-vergonhosamente-se-afunda-no-prestigiado-ranking-shanghai/

Há semelhança do que acontece todos os anos, o dia 15 de Agosto é aquele em que o ranking Shanghai sobre as 1000 melhores universidades do mundo é tornado público. Este ano os resultados para as universidades Portuguesas são praticamente os mesmos do ano passado, vide post acessível no link supra, com uma honrosa excepção, pela primeira vez, a UBI, acaba de entrar neste ranking para a posição 901-1000, dessa forma ajudando Portugal a ter no referido ranking o mesmo número de universidades da Irlanda e mais uma do que a Dinamarca.

Exactamente como sucedeu no ano passado, Portugal só conta com 3 universidades nos primeiros 500 lugares, facto que como expliquei nessa altura se fica dever aos elevados cortes no financiamento da investigação. Sem surpresa o artigo no El Pais sobre o desempenho de Espanha (país que tem 36 universidades nesse ranking, sendo que 10 dessas aparecem no top 500), também refere a importância desse financiamento https://elpais.com/educacion/2025-08-15/sorpasso-en-el-ranking-de-shanghai-china-y-taiwan-ya-tienen-mas-universidades-que-ee-uu-en-los-500-primeros-puestos.html

É claro que o financiamento explica muito mas não explica tudo, porque em Portugal há universidades com financiamento muito superior a outras, como é por exemplo o caso da Universidade Nova de Lisboa, que durante vários anos esteve no top 500, mas que há poucos anos se começou a afundar no referido ranking, estando agora na posição 701-800. E quando a explicação não passa pelo montante de financiamento, terá forçosamente, goste-se ou não,  de passar pela falta de competência

Aliás sobre o desempenho da Universidade Nova, recordo que em 2020 quando aquela universidade deixou de estar no Top 500, sem que nenhum dos seus responsáveis explicassem a razão de ser desse resultado, comparei esse comportamento aquilo que sucede na Finlândia, onde um Vice-Reitor se mostrou muito preocupado, pelo facto da Universidade de Helsínquia, ter descido ligeiramente da posição 57 para 63 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-que-e-que-distingue-as-universidades.html

Ainda no presente contexto, recordo que em 2018, o então Reitor da Universidade de Coimbra, questionado pelo jornal Público, pelo facto da sua universidade ter deixado de estar entre as 500 melhores do mundo, afirmou na altura publicamente, estar convencido que em 2019 voltaria a reentrar nesse grupo. Irónica e trágicamente, isso não aconteceu nem 2019, nem em 2020, nem em 2021, nem em 2022, nem em 2023, nem em 2024, e nem agora em 2025. 

E porque será que a universidade católica, que tem um orçamento superior ao da universidade de Aveiro e muito superior ao da UBI, a mesma cujas propinas do curso de medicina custam mais de 1600 euros por mês, não consegue entrar no Top 1000 do ranking Shanghai ? 

PS – Recordo que actualmente a Universidade de Lisboa ainda beneficia de ter tido um Nobel da Medicina há várias décadas atrás, embora cada vez menos, até ao dia, cada vez mais próximo, em que esse beneficio seja nulo, vide post “As quedas inevitáveis da universidade de Lisboa no prestigiado ranking Shanghai” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/as-descidas-da-universidade-de-lisboa.html

Será que estão a aumentar as classes sociais pouco instruídas em Portugal?

“…Cerca de 11% da população total da Alemanha é vegetariana. Mais surpreendente é o facto de 52% da população da Alemanha…ser aquilo a que a literatura científica designa por flexitarian…não come carne durante pelo menos três dias por semana…consumir muita carne naquele país é cada vez mais identificado como um hábito das classes sociais menos instruídas

O texto supra, extraído de um artigo do jornal Público, foi por mim reproduzido num post de 19-09-2019, e tendo em conta que agora, num artigo publicado na última revista do semanário Expresso, se pode ler que em 2024, cada Português consumiu em média 124 kg de carne (40% de aves, 35% de porco, 17% de bovinos, 8% outros tipos), o que representa mais do dobro do consumo médio de um Alemão, é caso para questionar se esse facto não constitui uma resposta à questão que dá título ao presente post ?

Independentemente dessa resposta, felizmente porém que há centenas de milhares de Portugueses, quase 10% da população, mais mulheres do que homens, que fazem parte do grupo, composto por veganos, vegetarianos e ou flexitarianos https://www.publico.pt/2024/04/10/impar/noticia/dez-portugueses-veggie-mulheres-continuam-liderar-2086520?utm_source=chatgpt.com

PS – Mas se infelizmente Portugal consome em termos médios muitíssimo mais carnes vermelhas do que o valor que é recomendado pela OMS, valha-nos ao menos para compensar, o facto de termos um consumo médio de frutas e produtos hortícolas, que é superior ao valor mínimo recomendado pela mesma OMS e um dos maiores valores da União Europeia https://www.cap.pt/noticias-cap/alimentacao-e-consumo/portugal-bem-classificado-no-consumo-diario-de-frutas-e-produtos-horticolas?utm_source=chatgpt.com

As confusões (morais) de um conhecido e eficiente catedrático da universidade de Lisboa

Num artigo publicado no caderno de economia do semanário Expresso, o antigo presidente do IST, o catedrático Arlindo Oliveira, escreve que há uma obrigação moral para usar a IA por conta da eficiência que ela promove e vai ao ponto de afirmar que essa obrigação não é só das empresas mas também do Estado Português. Aquilo que ele porém se esqueceu foi de esclarecer qual o artigo ou artigos da Constituição da República Portuguesa (CRP) que permitem perceber essa obrigação moral. Ou talvez o referido catedrático deseje uma revisão da CRP para que a eficiência possa no futuro passar a ter o mesmo valor das obrigações morais vertidas na mesma, que incluem por exemplo, a dignidade da pessoa humana,  o direito à vida, à integridade pessoal, à liberdade e segurança etc etc. 

A eficiência é importante, mas esperemos que neste país não se chegue ao ponto (de com o apoio do Chega) ela seja elevada a uma tal categoria. De mais a mais, a adopção cega de IA, motivada por uma obsessão pelo aumento da eficiência, pode sim contribuir para violar várias obrigações morais vertidas na referida CRP, como seja por exemplo a automatização de serviços públicos, que pode muito facilmente excluir cidadãos idosos, ou com baixa ou mesmo nula literacia digital, pois recorde-se que Portugal possui ainda no século XXI, algumas centenas de milhares de pessoas analfabetas, ou como seja por exemplo pela utilização da IA na determinação de benefícios sociais, que correu de forma tão dramática na Holanda, quando mais de 26 000 famílias foram injustamente acusadas de fraude e que levou à queda do Governo e ao pagamento de mais de mil milhões de euros em indemnizações a essas familias  https://observador.pt/opiniao/o-algoritmo-que-derrubou-um-governo/

Pessoalmente e no que diz respeito à IA acho que o ex-presidente do IST, devia estar menos ocupado a produzir sentenças avulsas sobre moralidade (uma área em que já se percebeu não é especialista) e muito mais preocupado com o dilema que enfrenta o actual presidente do IST, e que noutros países já se reflecte na fuga dos estudantes do ensino superior, por conta da elevada probabilidade da sua formação se tornar redundante, muito antes ainda daqueles a terem terminado, vide artigo publicado há poucos dias na Forbes https://www.forbes.com/sites/victoriafeng/2025/08/06/fear-of-super-intelligent-ai-is-driving-harvard-and-mit-students-to-drop-out/

PS – Ou talvez o catedrático Arlindo Oliveira não tenha ainda alcançado os dilemas morais, que agora se levantam aos recém-diplomados, relativamente aos quais um artigo publicado na conhecida revista The Economist, afirmou que estão “lixados” (screwed) https://pachecotorgal.com/2025/06/19/a-tragedia-dos-milhoes-de-recem-diplomados-sem-trabalho-e-os-engenheiros-que-valem-muitos-milhoes/

My letter to the editor of the Journal of Informetrics criticising the paper “From ‘Sleeping Beauties’ to ‘Rising Stars’

See below the text of my letter criticizing the thesis proposed by J. Gorraiz, the author of the paper, who is affiliated with the University of Vienna.

J. Gorraiz’s recently published paper presents a conceptually stimulating and metaphor-laden examination of the ideological foundations of bibliometrics, tracing their origins to religious, moral, and philosophical traditions. While such a reflective approach is thought-provoking, the paper suffers from several substantive limitations—particularly when read in light of ongoing debates surrounding the practical utility, cost-efficiency, and predictive power of bibliometric tools in research evaluation.

The paper’s central thesis—that bibliometrics derive from religious and philosophical traditions—is built on an extended metaphorical scaffolding. Citations are likened to divine judgment, H-indexes to spiritual tallies, and “sleeping beauties” to secular miracles. While these metaphors may have rhetorical appeal, they ultimately distract from more pressing empirical and methodological issues. There is no engagement with recent literature on field-normalized citation metrics, responsible metric frameworks (such as the Leiden Manifesto or DORA), or citation dynamics in different disciplines. Nor does the paper propose concrete methodological or policy alternatives. The result is a text rich in allegory but impoverished in evidence, leaving readers without clear guidance for improving bibliometric practice.

Gorraiz asserts that a low citation count does not imply irrelevance; it may reflect novelty. While this claim holds some truth, the argument is selectively framed and omits crucial empirical counterevidence. Notably, he fails to mention the robust findings from Clarivate Analytics, whose “Citation Laureates” methodology—based on identifying papers with exceptionally high citation counts (over 1,000)—has successfully predicted more than 70 Nobel Prize winners. Moreover, it is worth recalling the analysis by Traag and Waltman (2019), which demonstrated that citation-based metrics exhibit a strong correspondence with expert peer review assessments, particularly in fields such as Physics, Clinical Medicine, and Public Health.

These findings collectively suggest that, far from being inherently unreliable, well-calibrated citation metrics can serve as a meaningful and practical complement—or, in some contexts, a viable alternative—to traditional peer review in the evaluation of research performance. These results strongly suggest that novelty and high citation impact are not mutually exclusive, and in fact, may often coincide. By disregarding this evidence, the paper constructs a false dichotomy between citation count and originality, while ignoring one of the most compelling demonstrations of bibliometrics’ predictive capacity.

A still more consequential omission in the author’s analysis lies in the near-total absence of engagement with the underlying economic rationale for the widespread adoption of bibliometric tools. While the discussion frames citation indicators primarily as symbolic gestures or ritualistic artefacts within the academic system, it largely overlooks their pragmatic role as scalable and cost-efficient proxies in research evaluation—particularly in contexts where peer review faces severe logistical and financial constraints. Peer review, though indispensable in certain contexts, is notoriously resource-intensive: national research assessments such as the UK’s Research Excellence Framework (REF) have incurred costs exceeding £250 million per evaluation cycle. Similar pressures are evident in hiring processes, tenure reviews, and grant allocation panels, all of which require substantial investments of time, coordination, and expert labour.

Crucially, empirical evidence undermines the dismissive treatment of bibliometrics: Abramo et al. (2019) demonstrated that citation-based indicators not only outperform peer review in predicting subsequent scholarly impact, but also exhibit increasing predictive accuracy over time. These findings bring into sharp relief the structural trade-offs between speed, cost, and precision that evaluation systems must navigate. Bibliometric measures—despite their well-known limitations—offer reproducible, transparent, and broadly applicable screening mechanisms capable of alleviating the evaluative burden on human reviewers. Any critique that ignores these economic and operational realities, while failing to articulate a credible alternative framework, risks producing an analysis that is philosophically stimulating yet practically inert in the policy and administrative domains where evaluation decisions are actually made.

Which approach is more detrimental to the progress of science: implementing a hybrid model of abbreviated peer review augmented by quantitative metrics—thereby conserving substantial financial resources—or relying exclusively on comprehensive, resource-intensive peer review protocols that allocate those funds away from direct research support? Moreover, how might the latter paradigm exacerbate inequities in research assessment for low-income countries, which lack the financial capacity to underwrite such costly evaluation processes?

Finally allow me to provide you with some insights into my homeland, Portugal, which has experimented with both approaches. In a prior Portuguese research assessment conducted in 2013, the international experts serving on the evaluation panels enjoyed complete autonomy. They had the freedom to evaluate research units through on-site visits and also had access to a comprehensive bibliometric analysis, utilizing data from Scopus, which was expertly conducted by Elsevier and generated a range of valuable metrics (Publications per FTE, Citations per FTE, h-index, Field-Weighted Citation Impact, Top cited publications, National and International Collaborations).

However, in recent years, we experienced a shift in perspective, with a Science Minister who shared similar sentiments with those critical of bibliometrics. During the most recent research assessment in 2018, which involved the evaluation of 348 research units comprising nearly 20,000 researchers, the Evaluation Guide clearly dictated that absolutely no metric could be used by the panels (note that all panels were composed by international experts, 51 from UK, 21 from USA, 17 from Germany, 17 from France, 11 from The Netherlands, 8 from Finland, 8 from Ireland, 7 from Switzerland, 6 from Sweden, 5 from Norway and also from other countries).

Nonetheless, once the research assessment had concluded, I conducted an extensive search through all the reports across various scientific areas. What I discovered was that the reviewers assigned significant importance to the quantity of publications and the perceived “quality” of journals, even though such considerations were expressly prohibited by the Evaluation Guide. I found that “publications”, “quartiles” and even “impact factors” were mentioned in the assessment reports more than 500 times. Meaning that in the absence of any metric the international experts (somewhat ironically) decide to use the worst of them all. Such findings lend strong support to the observations of Morgan-Thomas et al. (2024), who noted that the historically robust association between journal rankings and expert evaluations persists unabated, despite institutional endorsements of the principles articulated in DORA. This enduring pattern underscores a profound tension between formal evaluative guidelines and the implicit heuristics that experts continue to apply in practice.

Actualização de recordes mundiais na área da engenharia civil

Depois ter procedido à devida confirmação, já acrescentei mais dois novos recordes aos três anteriores, na pataforma internacional de registo de currículos de investigadores https://orcid.org/0000-0001-7767-6787

World records in the field of civil engineering:

1 – Highest number of edited Scopus-indexed books
2 – Highest ratio confirmed revisions/(years since PhD)
3 – Most cited book in the field of alkali-activated binder-based materials
4 – Most cited book in the field of recycling construction and demolition wastes
5 – Most cited book in the field of bio-based construction and building materials