The study on the quality of graduates from 48 countries and the rebellion hypothesis

Still following the previous post titled Scientific Rebellion: The Moral Imperative for Innovation Resurgence and Safeguard Our Planet I invite you to explore a recent post on the blog of the prestigious London School of Economics- LSE (an institution that proudly boasts 18 Nobel Prize winners among its professors and alumni) unveiling a comprehensive study that has evaluated the quality of graduates from 2,873 universities spanning 48 countries around the world. https://blogs.lse.ac.uk/businessreview/2024/02/21/in-the-global-race-for-talent-graduates-from-high-ranked-universities-come-out-on-top/

The findings suggest that graduates from top-tier universities exhibit a significantly higher inclination toward entrepreneurial endeavors.  Given this context, a pertinent question arises: Do the best universities harbor a greater number of rebellious professors ?

O estudo sobre a qualidade dos diplomados de 48 países e a hipótese da rebeldia

Num post do mês passado, divulguei algumas declarações de um catedrático de engenharia da universidade do Porto, (nada modesto e até saudavelmente rebelde atenta a forma feroz como publicamente criticou a estratégia “mineradora” deste Governo)  relativamente à elevada capacidade do seu grupo de investigação para fomentar a criação de empresas tecnológicas  lideradas pelos seus antigos alunos, que são essenciais para o crescimento económico do nosso “pobre” país.

Nessa sequência é pertinente referir que há poucos dias atrás foi colocado um post no blog da prestigiada London School of Economics- LSE (uma instituição nada modesta que na sua página se vangloria de ter 18 prémios Nobel entre professores e antigos alunos) que divulgou um estudo recente sobre qualidade dos diplomados de 2873 universidades distribuídas por 48 países, estudo esse que concluiu que os diplomados saídos das melhores universidades mostram uma predisposição muito maior para criarem empresas  https://blogs.lse.ac.uk/businessreview/2024/02/21/in-the-global-race-for-talent-graduates-from-high-ranked-universities-come-out-on-top/

No contexto supra faz sentido perguntar, será que as melhores universidades deste Planeta são também aquelas que possuem um maior número de professores rebeldes ?

PS – Sobre a referida hipótese revisite-se o post “O imperativo e urgente dever moral de fomentar a rebeldia científica” 

A adiada criminalização do enriquecimento ilícito e os juízes preguiçosos

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/first-unexplained-wealth-order-in.html

Foi no feriado do dia 1-11-2019, que pela primeira vez mencionei num post do meu primeiro blogue (acessível no link acima) a nova ferramenta jurídica Britânica para esvaziar os bolsos dos burlões, vigaristas e corruptos, designada por “Unexplained Wealth Orders“. 

Depois disso voltei a fazê-lo várias vezes, como por exemplo em Outubro de 2020 citando um artigo da prestigiada revista The Economist onde se ficava a saber sobre o caso de um refinado malandro, que não conseguiu explicar de onde lhe veio a gorda fortuna imobiliária e por conta das  “Unexplained Wealth Orders” não teve outro remédio senão entregar às autoridades Britânicas, 45 propriedades no valor de 12.9 milhões de librashttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/a-nova-ferramenta-juridica-britanica.html

Porém e apesar de Portugal ser desgraçadamente um país fértil em malandros que ficam ricos do dia para a noite, sendo que muitos deles se dedicam à politica, vide post de título “Presidente do sindicato dos juízes escreve sobre os que enriqueceram na política e se andam a rir de todos nós” nunca li nada na imprensa Portuguesa a respeito dessa eficaz ferramenta jurídica Britânica.

Eis porém que esta Sexta-Feira, o semanário Expresso publicou um artigo da nada meiga constitucionalista Teresa Violante, onde (finalmente) aquela escreve sobre a criminalização do enriquecimento ilícito e menciona as tais Unexplained Wealth Orders. Como se costuma dizer mais vale tarde do que nunca. Resta agora saber quantos anos faltarão para que Portugal consiga aprovar uma lei que consiga produzir os mesmas resultados da tal ferramenta jurídica Britânica ?

Pessoalmente não tenho grandes esperanças na aprovação dessa lei, pois como escrevi recentemente “leis que permitiriam tornar a justiça eficaz e dissuasória nunca serão aprovadas pelo Parlamento Português, pela mesma razão que aquele também nunca aprovou uma lei contra o enriquecimento ilícito, porque o nosso país tem um sistema de justiça (Romano-Germânico) que favorece a epidemia de corrupção (que há muito nos empobrece) ao mesmo tempo que vai enchendo o bolso aos catedráticos de Direito”

É claro que também pode suceder que eu esteja a ser muito pessimista e que haja um milagre e um futuro Governo decida aprovar, não só essa lei, como também uma outra, não menos necessária, sobre a delação premiada, o que a suceder nos aproximaria da Suécia, vide post scriptum do post  anterior.

PS – A supracitada constitucionalista (e também investigadora), Teresa Violante, é a mesma que num artigo do jornal Público apelidou de preguiçosos os juízes do Tribunal Constitucional  

Scientists urged to become Influencers as AI alters the fabric of scientific communication

Continuing from the discussion on January 25 about the post titled “AI has radically changed the core university business, shifting focus from teaching and publications to “assessment, curation, and mentoring”  it is noteworthy that a recent entry on the “Perceiving Systems Blog” delves into the theme of “Scientific communication in the age of influencers.

Authored by a pioneering Computer Vision group at the Max Planck Institute for Intelligent Systems in Tübingen, Germany, this blog post weaves historical parallels, such as the contrasting experiences of Newton and Leibniz, to emphasize the timeless significance of effective communication in the realm of science. The post navigates the transformative landscape of technology-driven platforms, marking a substantial shift in the dissemination of scientific knowledge. It underscores the pivotal role played by social media in constructing and enhancing the scientific reputation of researchers. The post highlights the urgent need for scientists to proactively advocate for their research endeavors, illuminating the discernible shift from traditional editorial avenues:

“…Science communication changes over time and scientists have to adapt or become irrelevant. One can’t assume that great work will be magically recognized. Science has always involved “promotion” in one form or another. Newton lost the PR battle to Leibniz because Leibniz understood better that science requires communication… The medium of scientific communication has changed….Communication is now mediated by technology (algorithms and platforms) rather than editors and journals…A paper rarely changes the world…A paper does not create a new field. To change a field or create a new one, you have to bring people along with you….” 

O que é que falta a Portugal para conseguir ser como a Suécia ?

Por estranho que possa parecer não falta tudo para que Portugal consiga ser como a Suécia. Há dois anos atrás, num inquérito sobre os países que mais odiavam o Sr. Putin ficou-se a saber que o nosso país aparecia no topo do grupo com uma classificação muito próxima da Suécia.

Hoje mesmo, o jornal Público revela o resultado de uma sondagem efectuada em vários países europeus, que coloca a Suécia e Portugal no topo do grupo daqueles que mais acreditam na Ucrânia https://www.publico.pt/2024/02/20/mundo/noticia/europeus-estao-pessimistas-relacao-vitoria-ucrania-2081006

É claro que há algo absolutamente evidente, que também coloca Portugal “perto” da Suécia, que são os impostos elevados sobre quem ganha mais de 2000 euros por mês (que o fisco Português erradamente considera ser um rendimento elevado), mas esse facto, contribui desde logo para esvaziar o programa daquele infeliz partido, que muito erradamente, acha que os países de sucesso são aqueles em que os impostos são quase nulos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/o-anjinho-presidente-da-iniciativa.html

Aquilo que Portugal não faz e devia fazer é tentar recuperar dividas ao fisco e à segurança social que valem mais de 40.000 milhões de euros, copiando aquilo que faz a Suécia, que tem mão bastante pesada para aqueles que tem por hábito fugir ao pagamento de impostos de elevado valor, uma analise a um período de 5 anos, mostra que a Suécia condenou mais de mil pessoas a penas de cadeia efectiva, enquanto que no mesmo período a justiça Portuguesa aplicou penas de prisão, por fuga aos impostos, a apenas 83 pessoas, o que é 12 (doze) vezes menos. Isto já para não falar da economia paralela que em Portugal vale 80.000 milhões de euros (de acordo com um estudo da UPorto), que compara muito mal com a da Suécia https://www.publico.pt/2012/01/03/economia/noticia/suecia-acabara-com-economia-paralela-dentro-de-cinco-anos-1527484

Sobre este importante tema recordo que na Alemanha há penas de cadeia efectivas para a fuga ao fisco superior a 1 milhão de euros, atenta porém a diferença salarial entre os dois países, então para Portugal o valor de fuga ao fisco que daria automaticamente pena de prisão deveria ser de 350.000 euros, sendo que essa pena só poderia ser evitada se o evasor fiscal pagasse a divida acrescida de uma multa de 100% do valor evadido, como acontece nos EUA, o país onde esconder dinheiro em contas off-shore dá direito a uma multa de meio milhão de dólares. 

No que respeita a impostos, é também conveniente referir que na Suécia, e ao contrário de Portugal,  as famílias super-ricas daquele país nórdico não pagam menos impostos do que professores e investigadores https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/professores-universitarios-e.html o que significa que em Portugal é urgente colocar as famílias super-ricas a pagarem mais impostos, para assim ficarmos mais parecidos com a Suécia. 

Ainda sobre aquilo que nos separa da Suécia e que importa corrigir, o mais rapidamente possível, está desde logo o facto de Portugal ter uma divida pública que representa 100% do PIB (a divida pública da Suécia é de apenas 30% do PIB), ou o facto do nosso país gastar muitíssimo menos do que aquele país na Ciência, pois a Suécia gasta em investigação por habitante, 500% a mais do que Portugal. 

Está também o facto dos contribuintes da Suécia não terem de suportar despesas com subvenções vitalícias de políticos como acontece em Portugal, nem tão pouco tem de suportar despesas com uma imensidão de viaturas e motoristas ao serviço de responsáveis de entidades públicas, como infelizmente acontece no nosso país, vide por exemplo o post onde se comentou, as dezenas de milhares de euros gastos somente em portagens e combustível pelo (catedrático) Presidente da Eentidade Reguladora da Saúde https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/um-catedratico-com-muitas-publicacoes.html

Importa também corrigir o grave problema do excesso de advogados, pois Portugal tem um rácio de advogados por habitante, que é 500% superior ao da Suécia, sendo por isso necessário e urgente um corte radical nas vagas dos cursos de Direito, como aquele corte que foi proposto aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/e-urgente-um-corte-radical-nas-vagas.html pois o referido excesso de advogados contribui para que muitos deles se dediquem a actividades desonestas ou pior do que isso que vão para a Assembleia da República fazer leis para “garantir que burlões, vigaristas e corruptos ficam com dinheiro suficiente para poderem pagar aos seus advogados os muitos recursos que serão necessários para impedir a sua condenação” 

Num país, que ao contrário da Suécia, gasta muito pouco em Ciência e no qual a pouca riqueza gerada é roubada com total impunidade (e onde muitos ricos pagam menos impostos do que professores e investigadores) não admira que 95% dos jovens Portugueses tenham de viver com os pais, e quando se diplomam não tem outro remédio senão emigrar para os países do Norte da Europa, como para a rica Suécia, que recorde-se tem a menor percentagem em toda a Europa de jovens a viver com os pais, menos de 40%. 

PS – Este mês entrou em vigor na Suécia, a estratégia nacional para combater o crime organizado, que inclui a redução de penas dos criminosos que colaborarem com a justiça, a famosa delação premiada. Também aqui Portugal necessita de copiar a Suécia, pois já há muito tempo que se sabe que a delação premiada é uma das formas de combate mais eficaz contra o crime organizado, ver a este respeito a tese de mestrado que foi orientada pelo conhecido Catedrático Germano Marques da Silva https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/presidente-do-supremo-explica-delacao.html

Portugal’s new “environmental offender”: A critical examination of misplaced priorities

Six years ago, I pinpointed an individual (Michael Phelps) who accomplished an extraordinary feat by securing 28 Olympic medals in swimming, consequently attaining the title of the most decorated Olympic athlete in history. I labeled this accomplished athlete as an “environmental offender” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/is-it-possible-to-achieve-good-life-for.html 

To maintain consistency in my argument, it is crucial for me to now extend this classification to the new “environmental offender” from Portugal, Diogo Ribeiro. In essence, both individuals have adopted a lifestyle characterized by the consumption of well over a dozen thousand calories, intending to emulate certain behaviors observed in the animal kingdom. Despite their dedicated efforts, they have not succeeded in surpassing the performance exhibited by creatures such as crocodiles or sea turtles.

What benefit does humanity derive from allocating resources in this manner, particularly when it seems to be progressing unwittingly towards a future where there won’t be enough food for everyone, including many residents of rich countries?  In this context, let’s recall the dramatic words articulated by Frans Timmermans, the EU Executive Vice-President, during the 2021 COP-26 in Glasgow, when he poignantly conveyed profound apprehensions regarding the future well-being of his own grandson: “This morning, or an hour ago, my son Marc sent me a picture of my grandson, Kees, who is one year old. I was thinking Kees will be 31 when we’re in 2050, and it’s quite a thought to understand that if we succeed, he’ll be living in a world that’s liveable. He’ll be living in an economy that is clean, with air that is clean, at peace with his environment. If we fail, and I mean fail now within the next couple of years, he will fight with other human beings for water and food”

Continuing the discussion on environmental offenders,’ I invite you to visit the blog post where I delve into the paper titled ‘What Makes a Hero? Theorising the Social Structuring of Heroism.’ as an introductory foundation for my critique of another pathetic “environmental offender” Sir Lewis Hamilton  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

To exacerbate matters, it is an undeniable truth that competitive sports are intricately woven into a narrative centered on the dichotomy of winners and losers. Regrettably, this narrative frequently perpetuates a narrow definition of success, predominantly highlighting material wealth, status, or power. This constrained viewpoint often obscures vital aspects of human flourishing, such as personal fulfillment, well-being, and the pursuit of knowledge, relegating these essential elements to the periphery.

Lastly, it is crucial to mention that I recently spotlighted scientist Peter Kalmus’s insights in a blog post titled New Moral Obligations of University Professors and Researchers.‘ Yet, in the current context, where nonsensical priorities in mainstream media prioritize inconsequential sports “events” over climate-related issues, it is imperative to reassess Kalmus’s perspectives. Particularly noteworthy are his remarks on ignorance and madness, outlined here. https://www.theguardian.com/commentisfree/2021/dec/29/climate-scientist-dont-look-up-madness

A canalha político-mediática e a corja político-partidária

Depois de ouvir com evidente desagrado e até algum nojo, o politico profissional Ferro Rodrigues (a quem os contribuintes são obrigados, por conta de um cambalacho infame entre o PS e o PSD, a pagar uma subvenção vitalícia parasita) exigir que o PS e o PSD se unam para tratar da saúde ao Ministério Público-MP, isto é, depois de terem parido um sistema de justiça que não consegue condenar políticos (exigindo uma prova de  extrema complexidade e dificuldade) agora queriam dificultar ainda mais a acção do MP, para que os políticos não pudessem sequer ser acusados (o sonho molhado de José Sócrates), é por isso com agrado que hoje leio no jornal Público isto https://www.publico.pt/2024/02/17/opiniao/opiniao/derrota-ministerio-publico-vitoria-escola-ivo-rosa-2080601

E mais ainda depois de ler num blogue de um implacável magistrado aposentado (que já citei várias vezes no passado, como por exemplo aqui), onde aquele escreveu de forma bastante incisiva sobre esta polémica e onde não poupou a “canalha político-mediática” e também a “corja político-partidária” https://portadaloja.blogspot.com/2024/02/pgr-lucilia-e-isto-e-nada-mais-que-isto.html

Ainda sobre a referida polémica e relativamente aqueles que não tomam parte nos assuntos públicos e que por conta disso, a fazer fé nas palavras de um famoso politico e general Ateniense, citadas por um feroz e resiliente catedrático da U.Nova, “são inúteis“, ou os outros que andam distraídos ou literalmente a dormir, aproveito para fazer um breve resumo do “estado da arte“:

a) Na França e noutros países civilizados a impunidade dos políticos não existe, pelo que de forma bastante expedita conseguem condenar até mesmo ex-Presidentes e ex-Primeiros-Ministros, a penas de cadeia efectiva, quando aqueles se metem em “atalhos” de financiamento partidário (caso do Nicholas Sarkozy) ou quando arranjam empregos a familiares, como aconteceu com o François Fillon https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/socialista-sem-pingo-de-vergonha-na-cara.html

b) Já em Portugal, a punição das acções criminosas levadas a cabo pelas rapaces elites político-económicas, nunca se alcançará enquanto não houver no nosso país instrumentos legais, que sejam capazes de tornar a justiça eficaz e dissuasória, quem o afirmou foi o corajoso Procurador Geral Adjunto Jubilado  Euclides Dâmaso https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/procurador-geral-adjunto-jubilado-acusa.html

c)  Desgraçadamente porém, as tais leis que permitiriam tornar a justiça eficaz e dissuasória nunca serão aprovadas pelo Parlamento Português, pela mesma razão que aquele também nunca aprovou uma lei contra o enriquecimento ilícito, porque o nosso país tem um sistema de justiça (Romano-Germânico) que favorece a epidemia de corrupção (que há muito nos empobrece) ao mesmo tempo que vai enchendo o bolso aos catedráticos de Direito.   

New moral obligations of university professors and researchers

If the proposed ethical constraints on entering academic and research careers, as suggested in the preceding post, can be conveniently but hypocritically ascribed to the medium or long term, the moral imperatives incumbent upon university professors and researchers concerning sustainable behavior cannot be casually overlooked.

As individuals deeply engaged in the realm of science, dedicating themselves to extensive study, writing, and advocacy for addressing the climate emergency and embracing sustainable practices, they must embody these principles. A failure to do so creates a significant obstacle in persuading fellow citizens to recognize and embrace their inevitable share of responsibility in this collective endeavor. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html

Though it might seem uncommon for university professors and researchers to replicate the extraordinary feat achieved by scientist Peter Kalmus (Scopus h-index=57), who significantly reduced his annual carbon footprint to a mere 2 (two) tons  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/peter-kalmus-teaches-incoherent_29.html they can proactively engage in mitigating their carbon emissions by purchasing carbon credits from developing nations. This not only aligns with the ethos of global environmental responsibility but also provides a tangible means for addressing the urgent issue of worldwide economic inequality. This strategy resonates with the perspectives advocated by esteemed scholar Thomas Piketty in his latest book, where he underscores economic inequality as a formidable barrier hindering the harmonious reconciliation between humanity and Nature.

Declaration of Interests: I wish to disclose that I have no affiliation with the Climate Stewards platform. This platform facilitates the easy assessment of an individual’s carbon footprint and provides the option to purchase carbon credits at a rate of 30 euros per ton. This implies that any university professor or researcher, who does not heavily rely on air travel, can easily mitigate their own carbon emissions.

PS – It is noteworthy that Peter Kalmus is counted among those who heeded the call made by professors C.Gardner (Kent U.) and C.Wordley (Cambridge U.) in 2019. In an article published in the journal Nature, these scholars urged scientists to actively engage in civil disobedience movements, thereby introducing an additional dimension of responsibility to their obligations in academia https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/the-scientists-who-have-abandon.html  This responsibility became notably pronounced in light of the profound impact conveyed through the speeches of two distinguished professors, Gills and Morgan: “Dramatic action is now urgently needed by all—from governments, financial entities, corporations, communities, households, and individuals…without it our nightmares may become realities”

As novas obrigações morais de professores universitários e investigadores

Se é certo que as restrições éticas à entrada na carreira académica e de investigação, que foram mencionadas num post anterior, se podem remeter (cómoda mas hipocritamente) para o médio ou longo prazo, já as obrigações morais de professores universitários e investigadores, no respeitante a terem um comportamento sustentável, já não possível descartá-las com essa facilidade, pois se aqueles ligados à ciência, que tanto estudam, escrevem e falam sobre emergência climática e a urgência de comportamentos sustentáveis, não são capazes de liderar pelo exemplo, pelo que muito dificilmente conseguirão convencer os seus concidadãos, para que também eles possam o mais cedo possível perceber a sua indeclinável quota parte de responsabilidade nessa tarefa coletiva. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html

É verdade que muito poucos professores universitários e investigadores conseguirão fazer o que faz o cientista Peter Kalmus (titular de um Scopus h-index=57), que conseguiu reduzir a sua pegada carbónica anual a apenas 2 toneladas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/peter-kalmus-teaches-incoherent_29.html mas esses (como eu próprio) sempre podem em alternativa comprar créditos de carbono (para compensarem as suas emissões) em programas levadas a cabo em países do terceiro mundo, dessa forma também contribuindo para reduzir o gravíssimo problema da desigualdade económica mundial, que o conhecido catedrático Thomas Piketty, no seu último livro, aponta como constituindo um obstáculo intransponível na reconciliação entre a Humanidade e a Natureza. 

Declaração de interesses – Declaro que não tenho qualquer ligação à plataforma Climate Stewards onde é fácil saber qual a pegada carbónica individual e que até disponibiliza possibilidade de compra de créditos de carbono a 30 euros a tonelada, o que significa que qualquer professor universitário ou investigador, que não seja viciado em viagens de avião, (nem consuma meio quilo de carnes vermelhas por dia) consegue facilmente suportar a compensação das suas emissões de carbono. 

PS – O supracitado cientista é um daqueles que “sucumbiu” ao apelo dos catedráticos C.Gardner (Kent U.) e C.Wordley (Cambridge U.) que em 2019, num artigo publicado na revista Nature, apelaram aos cientistas para que se juntem a movimentos de desobediência civil, introduzindo assim uma dimensão adicional de responsabilidade às obrigações universitárias https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/the-scientists-who-have-abandon.html responsabilidade essa que se tornou muitíssimo mais evidente face à gravidade do discurso de dois outros catedráticos, Gills and Morgan: “Dramatic action is now urgently needed by all—from governments, financial entities, corporations, communities, households, and individuals…without it our nightmares may become realities”

Excelentes propostas para lixar Lisboa

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/universidades-e-politecnicos.html

Na sequência do conteúdo do post anterior de título “Duas propostas para reduzir a desigualdade científica no Ensino Superior”, acessível no link supra, aproveito para divulgar abaixo duas das oito propostas (do Movimento pelo Interior, do qual faz parte entre outros o catedrático Fontaínhas Fernandes, que foi Presidente do Conselho de Reitores), que hoje constam de um artigo do jornal Público, de título: “O Movimento pelo Interior renasce e desafia os partidos políticos”: 

– Passar a ser exclusivo do interior o regime especial de IRS, para atrair e reter quadros científicos, artistas e técnicos de elevado valor acrescentado, alargando a pessoas do litoral, não somente do estrangeiro, que se desloquem para o Interior.

– Majorar em 25% o tempo de contagem para a progressão na carreira, para o dobro os subsídios de parentalidade e de abono de família e de 10% de contagem de tempo de serviço para efeitos de aposentação aos funcionários que se desloquem para o interior.

Seja como for o artigo em causa merece pelo menos uma critica, pelo facto de nessas oito propostas não estar nenhuma destinada a “impedir” (leia-se desincentivar) que aqueles que actualmente vivem no Interior do país se mudem para o Litoral ou para o estrangeiro, que um especialista em migrações, da universidade de Coimbra, afirmou ser uma medida crucial, para combater o esvaziamento do Interior de Portugal, vide entrevista ao Expresso em 21 de Julho de 2023, que divulguei no post de título “O semanário Expresso e a famosa hipótese que correlaciona ar poluído e maior tendência para votar em políticos com cadastro”  

S – No pretende contexto também vale a pena revisitar o pouco simpático e jocoso post de título “Um “elogio” a um Governo hipócrita !”https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/um-elogio-ao-governo.html