Does the proximity of other humans inhibit the ability to achieve scientific inspiration?

In my previous post, I outlined 10 criteria for a highly disruptive policy on researcher recruitment. It might be worth considering an additional criterion: discouraging the hiring of researchers who are excessively engaged with superficial social networks. Such behavior suggests an inability to engage deeply with their own thoughts. Find below ChatGPT’s response to the inquiry posed in the title of this post:

“The notion that inspiration can arise from distancing oneself from the human collective is captivating and merits examination from various angles: psychological, philosophical, and artistic.

Psychological Perspective: Psychologically, detachment from fellow humans can offer a conducive environment for contemplation and profound introspection. Solitude diminishes external distractions, enabling a heightened focus on internal musings and emotions. Such seclusion may facilitate access to creative ideas and insights otherwise obfuscated by perpetual social engagement. Moreover, solitude may nurture a sense of liberation, liberating creativity from societal pressures and expectations.

Philosophical Perspective: Philosophically, the concept of seeking inspiration in isolation traces back to luminaries such as Friedrich Nietzsche and Henry David Thoreau. Nietzsche contended that solitude was indispensable for the cultivation of genuine genius…Thoreau, conversely, immersed himself in a life…in close communion with nature to attain a deeper comprehension of self and the cosmos

Artistic Perspective: In the realm of artistry, numerous writers, painters, and musicians have drawn inspiration from solitude. The absence of external stimuli fosters a profound connection with inner creativity. Figures like Emily Dickinson, who led a reclusive existence, produced works brimming with emotional and intellectual profundity, underscoring solitude’s potential as a catalyst for exceptional artistic expression…”

When searching Scopus AI for the question “What role does solitude play in fostering scientific inspiration?” the generative AI tool provides several references. One notable reference is titled “The Value of Solitude,” authored by Delia Ungureanu, Associate Director of Harvard’s Institute for World Literature. Below is an excerpt from the abstract:

“…This conception of solitude as a paradoxical condition for the birth of revolutionary ideas that can change the world goes back as far as the 12th Dynasty Egyptian text The Debate Between a Man and His Soul, long before there ever was a “Western tradition” that goes from Stoicism to Montaigne, Virginia Woolf and beyond. This essay will tell the secret story of one of the circulation routes of the value of solitude as key to participation and revolutionary intervention in a world in crisis”

PS – Of course, when I wrote on February 12 about a future in which researchers would occupy the zenith of the societal hierarchy,” I was not referring to superficial researchers addicted to superficial social networks.

Será este o princípio do fim da impunidade de um conhecido grupo de filhos da puta ?

No passado dia 31 de Maio, num post onde coloquei em dúvida a sanidade mental do senhor Ministro das Finanças, admiti como possível, uma reforma fiscal que permita reduções muito substanciais do IRS, desde que financiada por elevados impostos sobre os super-ricos, é por isso muito “refrescante” ler agora num órgão de comunicação social, como o Observador, que nada tem de socialista, uma noticia, sobre a criação, a nível mundial, de um imposto mínimo precisamente sobre os super-ricos https://observador.pt/2024/06/04/espanha-apoia-criacao-de-imposto-minimo-global-para-super-ricos-defendida-pelo-brasil/

Os referidos super-ricos devem encarar esse (futuro) imposto como sendo um mal absolutamente menor, porque na verdade o que eles realmente merecem, todos eles, é uma longa estadia na cadeia por inúmeros delitos de homicídio climático.

PS – No contexto supra vale a pena revisitar o post “Off-shores da vergonha (onde Portugal se destaca) e uma proposta para combater a infame evasão fiscal dos super-ricos” 

Tracking the Progress of Top Scientists

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/indice-k-dos-50-cientistas-mais.html

In 2019, I conducted a comprehensive analysis, calculating the K-Index for 50 leading scientists. For detailed insights, please refer to the provided link. The K-Index, initially proposed in 2018 within the esteemed scientific journal Physica A: Statistical Mechanics and its Applications, stands out for its enhanced reliability compared to the conventional h-index, boasting a notably stronger correlation with Nobel Prize laureates.  Recently, I revisited this study, recalculating the K-Index for select scientists from the initial cohort to gauge their performance over the past five years. The ensuing findings are outlined below:

Alain Aspect (Nobel 2022)…………21% increase

David Baltimore………………………..18%

Allen Bard………………………………..25%

T.Berners-Lee…………………………..27%

Roger Penrose (Nobel 2020)………29%

Mildred Dresselhaus………………….32%

Anthony Fauci…………………………..25%

Jean Fréchet……………………………22%

Luc Montagnier (Nobel 2008)…….12%

Martin Karplus………………………….19%

Margaret Geller………………………..19%

Charles Townes………………………..20%

Eric Kandel (Nobel 2000)…………..18%

Dennis Bray……………………………..12%

Pierre Chambon………………………..22%

Kary Mullis (Nobel 1993)……………20%

Edward Witten………………………….10%

Edward Wilson…………………………24%

Nüsslein-Volhard (Nobel 1995)…..18%

PS – Given that in the last five years my K-index has increased by 130%, what does this mean?

Um estranho mistério catedrático

Atento o post anterior, em cuja parte final comparei o crescimento do meu K-index nos últimos 5 anos (130%) com o crescimento do K-index da catedrática Elvira Fortunato (42%) faz sentido comparar essas percentagens com as de outros catedráticos da mesma lista, nomeadamente, os 13 catedráticos, que há 5 anos atrás tinham um K-index superior ao da catedrática Fortunato. Percentagens abaixo. Estranhamente, os dois catedráticos com maior crescimento percentual nesse período, apresentam um valor muito inferior ao meu. Sem dúvida um grande mistério este subdesempenho catedrático. 

Rui Reis………………UMinho……….63%

João Mano…………..UAveiro………62%

Paula Moreira……….UCoimbra…..50%

Helena Freitas……..UCoimbra……49%

Miguel B. Araújo……CSIC………….44%

Mário Figueiredo…….ULisboa…….43%

João Rocha………….UAveiro………37%

Fátima Carneiro…….UPorto……….36%

Nuno Peres………….UMinho……….35%

Miguel Seabra………UNOva……….34%

Sobrinho Simões……UPorto………25%

Carlos Fiolhais……..UCoimbra……24%

Maria A. Carrondo…..UNova……..19%

A professora doutora da U.Lisboa a quem foi passado um público atestado de ignorância

O semanário Expresso que ontem saiu para as bancas, não trazia somente informação sobre a bizarra proposta deste Governo, de deixar de receber mil milhões de receita fiscal, para que uma “juventude” com elevados salários, egocêntrica e pedante (onde se incluem boys e girls parasitas que ganham aquilo que não merecem) possa pagar impostos mínimos. Trazia também um corajoso artigo, onde alguém bastante conhecido, ridicularizou uma professora da Faculdade de Direito da universidade de Lisboa, professora cuja página pessoal na referida universidade se pode aceder através do link https://www.fd.ulisboa.pt/professores/corpo-docente/alexandra-leitao/ 

O referido artigo termina de forma particularmente enxovalhante, pelo menos para uma professora universitária e logo da universidade de Lisboa, nele se afirmando, que há coisas bastante simples, que ela não consegue perceber “nem que lhe façam um desenho“. 

PS – O semanário Expresso trazia ainda um outro corajoso artigo, saído da pena do Miguel Sousa Tavares, que sem dúvida alguma, lhe vai trazer num futuro próximo bastantes problemas. 

Será que o Senhor Ministro das Finanças está bom da cabeça ?

Informa hoje o Expresso, em noticia, com direito a chamada na 1ª primeira página no caderno principal, que os planos deste Governo, para aplicar um super-desconto no IRS da “juventude” Portuguesa, até aos 35 anos, de 26% para 8%, vão beneficiar 15 (“jovens”) deputados, que por conta disso vão ter um aumento no vencimento de 700 (setecentos) euros líquidos.

Que os jovens deste (miserável) país que tem salários abaixo de 2000 euros, a esmagadora maioria, possam receber um super-desconto no IRS, como forma de evitar que emigrem, nada contra, porém que jovens “sortudos” (e boys e girls a quem amizades politicas garantiram um tacho) que tem salários mensais de 4000 euros, 5000 euros ou até mais, possam por conta desse super-desconto, ficar a pagar uma ninharia em termos de IRS, muitos menos até do que pagam pessoas idosas, que recebem um salário muitíssimo menor, já me parece que é uma proposta injusta (infame) e quando se sabe que a mesma significa uma perda de receita fiscal de 1000 (mil) milhões de euros por ano, então isso parece significar que ela só pode ter partido de alguém que não deve estar bom da cabeça. 

Seja como for, mesmo que por hipótese, houvesse em Portugal, um elevado número de jovens, que ganham mais de 4000 euros por mês e que só estão interessados em continuar a viver neste país, se puderem pagar somente 8% de imposto, então mais vale que partam o mais cedo possível, pois este país dispensa bem essa “juventude” egocêntrica e pedante. 

PS – É obviamente possível conceber uma reforma fiscal que permita minimizar o imposto sobre os rendimentos do trabalho, porém isso requer coragem para compensar a receita fiscal assim perdida através de um pesado imposto sobre as grandes fortunas. Felizmente que já está em marcha o “quadro mental” que no futuro irá permitir isso mesmo.

Declaração de interesses – Declaro que em 12 de Janeiro de 2019, recebi um email pouco simpático do actual Ministro das Finanças, por conta de eu ter criticado (de forma mais ou menos pública) um artigo, no qual ele era co-autor, artigo esse que foi publicado na revista científica Transport Policy, sobre os custos a mais em obras de vias de comunicação, com base em resultados de uma tese de doutoramento defendida na Universidade de Lisboa. Reproduzo abaixo esse email. Não divulgo, por razões óbvias, o conteúdo do email (pouco simpático) que na altura recebi do actual Ministro das Finanças. 

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De: F. Pacheco Torgal 
Enviado: 12 de janeiro de 2019 11:07
Assunto: Mais uma bela tradição Portuguesa___Pagamentos de prémios indevidos

Se bem percebi um muito recente e interessante artigo publicado na revista científica Transport Policy com resultados de uma recente tese de doutoramento, defendida na Universidade de Lisboa, sobre os custos a mais em obras de vias de comunicação, parece que lá se defende que o novo Código de Contratos Públicos-CCP deu elevadíssimo contributo para reduzir o empolamento de custos e isto logo num país onde a corrupção tem uma dimensão avassaladora, quase parecendo que o CCP é uma pérola jurídica anti-sobrecusto e anticorrupção de tão elevadíssima qualidade que já devia ter sido patenteada pelos seus autores.

Reparei também, que acharam boa ideia, os Colegas nela envolvidos, não citar um artigo de 2017 intitulado “Corruption in public projects and megaprojects de colegas Italianos,  que analisou projectos Italianos, Franceses e Espanhóis  nem tão pouco o artigo que foi colocado online em Abril do ano passado sob o título “The extent and cost of corruption in transport infrastructure. New evidence from Europe”  Quem sabe talvez sejam artigos que não suportam a tese da infalibilidade de códigos miraculosos !

Neste miraculoso contexto, o que significa aquela noticia que dá conta de três arguidos por conta de subornos e incumprimento de contratos da Parque Escolar https://ionline.sapo.pt/635333  será que é coisa que não ocorre ou pelo menos não ocorre com a mesma magnitude somente nos projectos de transportes ? 

E o que dizer de artigo do Expresso ontem publicado, que fala de desvios de centenas de milhões e euros em obras públicas e onde até se fala de pagamentos de prémios aos construtores mesmo depois de terem falhado os prazos ?  

Uma ajuda ao pouco informado Governo Português para conseguir poupar anualmente milhares de milhões de euros

Atento o conteúdo de um post anterior de 19 de Maio, sobre o tal défice de 100 milhões de euros que o Governo de António Costa deixou na Fundação da Ciência e Tecnologia e preocupado em saber onde é que este Governo vai conseguir arranjar dinheiro para tapar esse buraco (e muitos outros), aproveito o presente post para recomendar aos spin-doctors do Senhor Primeiro-Ministro, que leiam um artigo publicado na última edição da revista Visão, sobre exercício físico, artigo esse que na página 32, apresenta uma imagem em que Portugal ,desgraçadamente, aparece no topo de um grupo de mais de duas dezenas de países europeus, como campeão no consumo de ansiolíticos, ao lado de uma outra imagem, onde Portugal aparece como campeão do sedentarismo e onde a Finlândia, sem surpresa, aparece como o país desse grupo com a menor percentagem de pessoas sedentárias.

Aquilo que esse artigo infelizmente não trazia, e que eu aproveito para acrescentar, é que  há poucos anos um grupo de investigadores da Finlândia, estimou que aquele país Nórdico poderia poupar 3 mil milhões de euros em cada ano reduzindo o sedentarismo, vide artigo de título “Economic burden of low physical activity and high sedentary behaviour in Finland”  https://jech.bmj.com/content/76/7/677.abstract 

PS – Saber como é que a Finlândia se conseguiu tornar um dos países como menores percentagens de sedentarismo no mundo (ao mesmo tempo que consegue poupar uma fortuna em despesas de saúde) é extremamente fácil, basta perguntar ao ChatGPT, que diga-se de passagem, sobre essa questão, oferece uma resposta mais robusta do que o modelo de IA Generativa Microsoft CoPilot.

Paper – How to exploit ChatGPT for Large-Scale Citation Fraud on Google Scholar

In the past, I have criticized the scientist rankings produced by Research.com because they are based on Google Scholar, which has well-known limitations. Specifically, these rankings do not satisfy any of the three fundamental criteria: disambiguation, removal of self-citations, and fractional counting. 

Recently, researchers from New York University identified an additional and highly concerning limitation in Google Scholar’s citations. Their study demonstrated that it is possible to create a profile for a fictitious author and upload fabricated articles generated by ChatGPT to ResearchGate. These fake articles can then cite the fictitious author, artificially boosting their citation count on Google Scholar. As noted on page 15 of the study:

“Google Scholar neither censored the profile, nor reached out for further verification, despite the numerous red flags: (i) having an affiliation that does not exist; (ii) 100% of their 380 citations are stemming from their own papers; and (iii) all of their papers are ChatGPT-generated without any scientific contributions whatsoever” https://arxiv.org/pdf/2402.04607

This demonstrates that Google Scholar citations have limited value and should never be used to rank scientists. Instead, citations from publications indexed in Scopus or Web of Science are more valuable. This assertion is supported by Clarivate Analytics’ success in predicting the names of 75 Nobel laureates using a citation-based methodology.

PS – There is only one global ranking of scientists that meets all three fundamental criteria: disambiguation, removal of self-citations, and fractional counting.

Nem todas as citações valem o mesmo: Há as que tem muito valor, há as que tem valor nulo (auto-citações) e há até as de valor negativo

Sobre o tal ranking de cientistas da treta, que critiquei num post anterior, porquanto é baseado nas citações da plataforma Google Académico, que indexa publicações que nem sequer passaram pelo processo de revisão tradicional e outras de muito reduzido valor académico, convém também acrescentar as publicações fictícias, vide recente estudo que mostrou que é possível criar um perfil de um autor fictício e depois carregar artigos da treta produzidos pelo ChatGPT, na plataforma ResearchGate que citam esse autor, dessa forma gerando citações fictícias no seu perfil do Google Académico, que em boa verdade valem menos do que zero  https://arxiv.org/pdf/2402.04607

Na página 15 do artigo pode ler-se que, “o Google Académico não censurou o perfil, nem procurou uma verificação adicional, apesar dos numerosos sinais de alerta: (i) possuir uma afiliação que não existe; (ii) 100% das suas 380 citações provêm dos seus próprios artigos; e (iii) todos os seus artigos são gerados pelo ChatGPT, sem nenhuma contribuição científica”

Moral da história, as únicas citações com valor são somente aquelas da Scopus e da Web of Science, como o prova a metodologia, da Clarivate Analytics, baseada em artigos excepcionalmente citados, que já conseguiu acertar no nome de 75 prémios Nobel.  Citações com valor são também aquelas que podem ser aferidas pelo indíce-K (sem auto-citações). Que é uma métrica que foi apresentada pela primeira vez em 2018, na revista científica Physica A: Statistical Mechanics and its Applications, e a qual é mais robusta do que o h-index, pois provou-se que apresenta uma maior correlação com o prémio Nobel. 

Declaração de interesses – Declaro que o índice-K (Scopus) do dono deste blogue é 178, tendo porém em conta que em 2019 o valor desse índice-k era 76, isso significa que nos últimos cinco anos aumentou mais de 130%, curiosamente no mesmo período, o índice-K da famosa (quase Nobel) catedrática Elvira Fortunato aumentou apenas 42% https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/lista-actualizada-de-50-cientistas.html

Imperfection as Catalyst: Anarchy and the Progress of Science in the 21st Century

When considering anarchy as a strategy for organizing science in the 21st century (refer to the post of March 6), it’s worth examining a recent paper by a scientist from the University of Southern California. The study posits that life inherently thrives on a certain degree of instability. While stable systems tend to resist change and risk becoming obsolete, unstable systems strike a delicate balance, allowing for adaptation without descending into excessive chaos.

Unfortunately, among the 202 references cited in that paper, none pertain to the book “Genesis: The Story of How Everything Began” by physicist Guido Tonelli. In his book, Tonelli emphasizes the necessity of imperfection, asserting that perfection is not conducive to progress, “if we want…dynamics, we must not ask for perfection”   https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/perfection-is-not-destiny-of-universe.html

But if imperfection is what we really need, then it’s crucial to honor narratives of failure as much, if not more, than those of success, echoing Tim Leberecht’s sentiments in ‘Gegen die Diktatur der Gewinner.‘ A book that I previously emphasized in a post dated January 7, 2024. Consequently, the emerging motto ought to be: ‘One who has never failed has yet to impart true wisdom“. Furthermore, since only those who have taken risks can experience failure, this leads to another important principle: “If you have never risked anything, you have accomplished very little of true significance.”