Study Shows $2 Trillion Revenue for 172 Countries Using Spain’s Wealth Tax Mode

Continuing from the previous post about the €10 million ethical wealth limit proposed by a Utrecht University Ethics professor, a recent Tax Justice Network study suggests countries could generate nearly $2 trillion annually by adopting a wealth tax like Spain’s, targeting the wealthiest 0.5%. https://taxjustice.net/press/countries-can-raise-2-trillion-by-copying-spains-wealth-tax-study-finds/

The study, by Palanski (Carlos University, Prague) and Schultz (PhD, University of Mannheim), extends Spain’s model to 172 countries. In Spain, fortunes up to €3 million are exempt from the Solidarity Tax on Large Fortunes. Wealth exceeding this amount is taxed at 1.7% up to €5.3 million, 2.1% between €5.3 million and €10.6 million, and 3.5% on anything above €10.6 million. 

The study also shows that previous tax reforms on the super-rich led to minimal relocation, with only 0.01% of wealthy households in Norway, Sweden, and Denmark moving abroad. The study’s estimates of potential revenue from wealth taxes are conservative, assuming the highest possible migration rate of 3.2%.

Personally, I believe that all people should be taught from a very young age that work is “sacred” and should be minimally taxed. Lower taxes on labor can boost creativity and innovation, while excessive taxes can discourage effort and harm social well-being. In contrast, wealth accumulated through speculative investments, inheritances, or other less honorable means has far less value and should face higher taxation.

Declaration of competing interests – I have stated before, and I reaffirm now, that what the super-rich deserve is not merely taxes comparable to those paid by ordinary working people, but severe prison sentences for carbon manslaughter.

Governo dá borlas fiscais aos super-ricos mas persegue fiscalmente quem trabalha

Em boa hora teve o jornal Público, a excelente ideia de dar o devido destaque a um estudo que mostra que se o Governo Português, tivesse a coragem que tem o Governo Espanhol, conseguiria receber todos os anos mais quase 4000 milhões de euros de receita fiscal, através de um imposto de apenas 0.5% sobre os super-ricos. https://www.publico.pt/2024/08/19/economia/noticia/imposto-05-ricos-portugal-valeria-3600-milhoes-estado-2101254

Infelizmente, não é expectável que o Governo Português tenha essa coragem, o mais provável é que continue a fazer o que fazia o cobarde Governo de António Costa, que como escrevi em Setembro de 2023 “tira dinheiro aos Portugueses (milhares de milhões de euros) para o dar a vários milhares de ricos estrangeiros” 

Isso acontece porque nunca ninguém lhes explicou algo que deveria ser um conhecimento adquirido desde a mais tenra idade. Isto é que, o trabalho é “sagrado” porque dá sentido à vida, de uma grande maioria das pessoas e portanto deveria ser fiscalmente taxado o mínimo possível. Menos impostos sobre o trabalho podem estimular a criatividade e a inovação, já taxar o trabalho de maneira excessiva pode desincentivar o esforço e, em última instância, minar o bem-estar social.

Já a riqueza, ou melhor a simples acumulação de riqueza, originada por investimentos especulativos, heranças ou outras formas ainda menos dignas, possui um valor muitíssimo menor do que os rendimentos do trabalho, pelo que devem merecer uma elevada taxação. E não é preciso uma grande dose de imaginação para perceber que o futuro trará limites à obscena acumulação de riqueza

PS – Por paradoxal que possa parecer, quanto mais depressa o nosso país começar a cobrar impostos decentes aos super-ricos, mais depressa fica mais parecido com a Suécia e a Alemanha, pois naqueles países não acontece o que acontece em Portugal, onde os professores e investigadores pagam taxas de imposto muito mais elevadas do que os super-ricos.

Declaração de interesses – Declaro que como já escrevi antes, aquilo que os super-ricos merecem não são apenas impostos, da mesma ordem de grandeza daqueles que são pagos por quem trabalha, mas sim elevadas penas de cadeia por homicídio climático.

Catedrático espanhol explica devagarinho como melhorar a competitividade científica das universidades Portuguesas

Na sequência dos maus resultados de Portugal, no prestigiado ranking Shanghai, onde agora já só tem apenas três universidades no Top 500, resultados esses que foram conhecidos no dia 15 de Agosto, aproveito para divulgar um artigo, cujo primeiro autor é um catedrático de uma universidade de Espanha (país que tem uma dezena de universidades no Top 500 do referido ranking) que foi publicado no dia 17 de Agosto, na conhecida revista Scientometrics, do qual abaixo reproduzo a tradução de um pequeno excerto dos parágrafos introdutórios. 

“…Os seres humanos possuem a capacidade de estabelecer objetivos e persegui-los com a intenção de alcançar melhorias…Contudo, tudo isso é fundamentado em uma análise prévia…Desde os anos 1980, a análise estratégica tem sido intencionalmente incorporada nas universidades, um bom exemplo disso é o plano Klerr para as universidades da Califórnia (Altbach & Salmi, 2011) e a publicação seminal Academic Strategy de Keller (1983). Diante do exposto, a intenção de todos os responsáveis por um sistema universitário é tentar aperfeiçoá-lo. Isso requer a realização de um diagnóstico e o desenvolvimento de uma estratégia, cuja prioridade deve ser a melhoria da produção científica, o que implica a elevação da qualidade do próprio sistema universitário” https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05128-7

O referido artigo, mostra como é que utilizando a informação contida nos resultados do ranking Shanghai relativamente a 55 áreas científicas, se pode tentar melhor o desempenho do sistema universitário de um país. É um facto que os resultados do ranking Shanghai por áreas de 2024 ainda não foram divulgados, mas os resultados de 2023 que divulguei aqui  https://www.docdroid.net/KfZvpEt/2023-shanghai-ranking-tabela-top-500-pdf já permitem saber quais são áreas e as universidades Portuguesas cujo desempenho não é aquele que minimamente se espera num país europeu no século XXI. 

PS – Um dos critérios do ranking Shanghai, contabiliza o número de investigadores altamente citados, infelizmente em Portugal, ser um investigador altamente citado ou ser um investigador citado zero vezes, vale rigorosamente o mesmo, em muitos casos, sucede até que ser altamente citado é motivo para se ser prejudicado em concursos públicos. Quem o afirmou publicamente foi um corajoso catedrático jubilado do Técnico, doutorado pela universidade de Oxford. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/9-euros-e-quanto-custa-o-livro-sobre-os.html E esta manifesta pouca vergonha terceiro-mundista, de favorecimento da bem relacionada incompetência nacional, que contraria aquilo que é a incessante competição mundial pelo talento, vide artigo na última edição da revista The Economist, ajuda bastante a explicar o marasmo de algumas universidades portuguesas  https://www.economist.com/briefing/2024/08/15/talent-is-scarce-yet-many-countries-spurn-it

Declaração de interesses – Declaro que a minha área, a área da Engenharia civil, é uma das mais competitivas de Portugal, mesmo quando se utiliza a Alemanha como termo de comparação e isso mesmo apesar de receber muitíssimo menos dinheiro do que outras áreas e apesar também da vergonhosa desconsideração a que foi votada pelo ignorante anterior Governo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html  Uma das áreas que o anterior Governo mais adorava era a área da Sociologia, onde foi buscar vários Governantes, uma área que convém lembrar, apresenta um desempenho inexistente no ranking Shanghai por áreas. Recordo aliás que na última avaliação de unidades de investigação apresentaram-se à avaliação, um autêntico regabofe de 18 (dezoito) unidades de sociologia, enquanto que na minha área, a engenharia civil, foram avaliadas 6 (seis) unidades. Neste contexto, aproveito para reproduzir o post scriptum que escrevi no passado mês de Março: “não tenho da Sociologia uma visão tão radicalmente negativa, como aquela que se pode ler no blogue de um magistrado aposentado, onde aquele reproduz palavras do doutorado em Oxford e investigador-Coordenador, Vasco Pulido Valente, que escreveu de forma implacável “aquilo tudo balança entre o lugar-comum e a burla“, ainda assim tenho a profunda convicção que os desafios que Portugal enfrenta, necessitam muito menos de Sociologia e muito mais de Engenharia”.

Qual será a razão porque as universidades da Itália tem um desempenho muito superior ao das universidades de Portugal ?

Continuando o tema do post anterior, onde ainda antes da imprensa nacional, que tem obrigações explicitas nessa área, divulguei os resultados do prestigiado ranking Shanghai, no qual Portugal desgraçadamente já só tem 3 universidades no Top 500, enquanto a Itália tem 18 universidades, faz todo o sentido questionar, será que o desempenho de Portugal seria radicalmente diferente, para melhor, se o nosso país tivesse copiado a legislação Italiana, que obriga a uma qualificação cientifica mínima (através de métricas) dos professores universitários, assim impedindo por via legislativa a existência de catedráticos de h-index=0, que chegaram a esse lugar por conta de “amizades” familiares, políticas ou maçónicas ? 

Não só é lamentável que a imprensa nacional, que é paga para isso, tenha sido mais lenta do que um cidadão comum, a divulgar o desempenho das universidades Portuguesas no ranking Shanghai, mas muito pior do que isso, que não tenham tido a coragem de questionar os responsáveis da Universidade Nova sobre as razões da sua lamentável classificação nesse ranking. O que significa que uma vez mais se confirma a incompetência do jornalismo nacional, vide post de 17 de Agosto de 2022 de título “Jornalismo incompetente que trata os maus resultados de algumas universidades como se fossem boas notícias”  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/rankings-de-universidades-e-o.html

Declaração de interesses – Declaro que em 2020 divulguei uma tese de doutoramento sobre aquilo que infelizmente realmente interessa a muitos jornalistas deste país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/04/unovatese-de-doutoramento-sobre.html E declaro também que em 2018 apresentei uma queixa na ERC contra um jornalista do Expresso (ERC/2018/154 (CONT JOR-I)), entidade que me deu razão, confirmando a ocorrência de uma situação de violação do dever de rigor informativo.

PS – É claro que ter universidades no Top 100 do ranking Shanghai, como tem a Finlândia, a Noruega, a Dinamarca, a Bélgica, a Holanda (etc etc etc) e tem muitos outros países fora da Europa como por exemplo Singapura e a Coreia, não se consegue apenas com a definição de mínimos científicos, mas sim através de uma vontade clara, e de um forte apoio à Academia, que infelizmente inexiste em Portugal, por conta da grossa incompetência e ignorância da classe politica. 

Warning to Young Researchers: The Hidden Dangers of Choosing the Wrong Mentor

In 2020, I published on my first blog the results of a significant study featured in Nature Communications, which revealed that collaborating with a renowned scientist offers a crucial advantage that can extend throughout the careers of young researchers. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/junior-researchers-who-coauthor-work.html

Now, in 2024, I feel compelled to revisit this issue in light of a recently published article in the prestigious journal Nature. This article presents a study that analyzed 245,500 mentor-mentee pairs worldwide, who collectively published nearly 10 million papers across 22 academic disciplines. The findings demonstrate that having a well-cited mentor significantly boosts a junior researcher’s chances of success, while lacking such mentorship can result in a career spent on the margins of the academic community. https://royalsocietypublishing.org/doi/full/10.1098/rsif.2024.0173

The article goes on to suggest that future researchers must be warned about the risks of accepting mentorship from those with limited academic impact. This raises a crucial question: if a future researcher is not adequately informed of this risk, could they legally hold those responsible for this harmful omission accountable, especially if it results in irreversible damage to their career?

P.S. In this context, it’s worth revisiting the post where the ethics of those who attained full professorship without merit were called into question.

O melhor conselho que se pode dar a um jovem investigador: Fuja como o diabo da cruz dos catedráticos de obra irrelevante

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/junior-researchers-who-coauthor-work.html

Em 2020 divulguei no meu primeiro blogue, resultados de uma importante investigação na Nature Communications, que mostrou que publicar em conjunto com um cientista reputado constituía uma vantagem crucial, que perdurará até ao fim das carreiras de jovens investigadores. Vide post acessível no link acima. Mais tarde em 2022, voltei a insistir nesse assunto apontando o dedo a alguns catedráticos nacionais (que nunca deveriam ter chegado à cátedra) que face a essas investigações deveriam por uma questão de prudência ser evitados por jovens investigadores para assim não prejudicarem a sua carreira  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/os-catedraticos-que-andam-prejudicar.html

E agora novamente em 2024, tenho de voltar a fazê-lo, por conta de um artigo muito recente que acaba de ser publicado na conhecida revista Nature https://www.science.org/content/article/budding-scientists-inherit-career-success-or-lack-it-their-mentors o qual divulga resultados de uma investigação recente baseada na análise de 245.000 colaborações em 22 áreas científicas, que mostra que os orientadores que possuem uma obra irrelevante prejudicam a carreira dos jovens investigadores  https://royalsocietypublishing.org/doi/full/10.1098/rsif.2024.0173

O supracitado artigo publicado na revista Nature, termina sugerindo que os alunos, futuros investigadores, devem ser avisados, sobre a importância de não aceitarem ser Orientados por investigadores de obra irrelevante, o que suscita a seguinte questão, se um aluno, futuro investigador, não for previamente avisado desse facto, poderá demandar legalmente os responsáveis por essa danosa omissão, que prejudicou a sua carreira de forma irreversível ?

Não sendo possível, pelo menos em Portugal (o país onde nem sequer constituem crime as mentiras nos currículos académicos), responsabilizar juridicamente os responsáveis de universidades públicas (que por acção ou omissão permitiram a chegada a catedráticos de professores de obra científica irrelevante e não me refiro somente aqueles dignos de pena titulares de um h-index=0)  será que não é possível exigir-lhes, que no mínimo, peçam desculpas pelo facto de terem prejudicado seriamente a carreira de centenas de jovens investigadores e por arrasto a competitividade científica de Portugal ? 

PS – No contexto supra revisite-se o post onde se questionou a ética daqueles que chegaram a catedráticos sem o merecerem.

A universidade Lisboeta que uma vez mais (vergonhosamente) se afunda no prestigiado ranking Shanghai

No dia 15 de Agosto de 2023, altura em que foram conhecidos os resultados do prestigiado ranking Shanghai, o único que contabiliza prémios Nobel, critiquei a universidade Nova de Lisboa, por ter caído para o grupo 601-700, ficando abaixo de universidades de países do 3º mundo. 

Hoje foram divulgados os resultados deste ano do referido ranking e constata-se que o que já era mau pode sempre piorar. A universidade Nova de Lisboa, acaba de cair para o grupo 701-800. Isto significa que a referida universidade aparece abaixo de um número muito maior de universidades de países do terceiro mundo. O que é incompreensível já que se trata de uma das universidades que recebe mais dinheiro dos contribuintes Portugueses. 

É evidente que o péssimo resultado da universidade Nova de Lisboa não responsabiliza de forma igual todos os docentes e investigadores daquela, porque as diferentes áreas científicas da Universidade Nova de Lisboa apresentam diferentes desempenhos, como já se tinha visto no ranking Shanghai por áreas de 2023, vide documento síntese, que mostra bem quais são as áreas científicas que são mais, menos ou mesmo absolutamente nada competitivas https://www.docdroid.net/KfZvpEt/2023-shanghai-ranking-tabela-top-500-pdf informação que também daqui a pouco tempo se confirmará no ranking por áreas de 2024. 

Portugal tem agora apenas três universidades no Top 500 do ranking Shanghai, mas isso só pode admirar a quem anda muito distraído e desconhece o facto dos sucessivos Governos deste país terem andado a cortar verbas ao ensino superior. Revisite-se a este propósito o meu post anterior de 9 de Agosto do ano passado onde aparece escrito que:  “o orçamento universitário de 2023, foi inferior ao de 2010, e se os valores forem analisados em percentagem do PIB, então o resultado é ainda mais vergonhoso, pois constata-se que o valor do orçamento das universidades públicas em 2023 é metade do valor de 2010, vide fig 4.2 na página 63 na publicação de Aguiar-Conraria et al.”  

PS – Quem hoje está muito contente com os resultados do ranking Shanghai de 2024 são os Franceses da universidade Paris-Saclay, que subiram três lugares e lideram entre as universidades da Europa Continental. Vide artigo hoje publicado no Le Monde https://www.lemonde.fr/en/france/article/2024/08/15/2024-shanghai-ranking-paris-saclay-university-climbs-in-anglophone-dominated-list_6715722_7.html Sobre este meritório resultado vale a pena revisitar um post de 2020 de título “The Economist__Como a França criou uma universidade para competir com o Massachusetts Institute of Technology” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/the-economistcomo-franca-criou-uma.html

A liderança das métricas e o inocente catedrático da UPorto

Reproduzo abaixo o balanço dos 10 posts mais visualizados entre quase 700 publicados ao longo de pouco mais de 2 anos neste blogue. Há 4 posts sobre métricas, três sobre indignas canalhices catedráticas, incluindo o primeiro lugar, dois posts sobre o GPT e um sobre a guerra da Ucrânia.

1 º – Professor Associado com Agregação condenado em processo disciplinar

2º – The first Scopus-indexed publication co-authored by ChatGPT-3

3º – Mais um concurso para um lugar de professor catedrático que exige um h-index mínimo igual ou superior a 15

4º – Um par de canalhas catedráticos

5º – O terror com os processos disciplinares na Academia e a professora universitária que não sabe o que é o assédio sexual

6º – 2023 update of Stanford-Elsevier scientist ranking. Which countries have the highest number of Top Scientists?

7º – France wants the European Union to wage war against bibliometrics

8º – Top 10 countries that are helping the Orc Putin rape, torture, and kill Ukrainian civilians

9º – O mui ilustre Catedrático de Economia titular de um portentoso h-index=0 (zero)

10º – ChatGPT, four questions about science disruption and naive researchers

Um inocente catedrático da UPorto (possuidor de um Scopus h-index=40) foi há poucos dias autor de um artigo no jornal Público onde escreveu sobre métricas. Nele critica os currículos dos investigadores que abusam das auto-citações, mas parece assim esquecer que num tempo em que é muito fácil detectar e remover aquelas, só alguém muito desesperado (e muito pouco inteligente) é que poderá achar que a salvação da irrelevância das suas publicações científicas pode passar pelo abuso de auto-citações.

PS – Também sobre auto-citações vale a pena revisitar o post de 2021 sobre o cientista (nada inteligente) que ficou famoso por se auto-citar numa percentagem de quase 100%. Post esse onde divulguei que entre várias universidades Portuguesas, os investigadores da UMinho eram os que menos recorriam a essa “estratégia” idiota. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/o-cientista-que-se-auto-citou-numa.html

Investigadora perseguidora de juízes ensina a importância das “vinculações da ordem jurídica aos interesses em presença”

A tal investigadora implacável que tem o hábito de atacar os juízes do Tribunal Constitucional (leia-se mérito, pois não foi ela, mas antes um magistrado aposentado que afirmou que o TC não cumpre os mínimos exigíveis para a dignidade de um tribunal“) entendeu dar, através do caderno principal do Expresso, uma breve lição de Direito Constitucional, onde ensina algo que parece que muitos não conseguem compreender, sejam eles, leitores daquele semanário sem qualquer formação jurídica, sejam eles advogados, magistrados ou lentes de Direito. Do resumo da lição extrai-se que é absolutamente inútil a protecção da lei se dessa protecção advém a morte.

PS – Trata-se da mesma investigadora que no passado mês de Fevereiro escreveu sobre a criminalização do enriquecimento ilícito. Vide post “A adiada criminalização do enriquecimento ilícito e os juízes preguiçosos”

A pergunta mais importante que pode existir e a inevitável tragédia europeia

No passado mês de Maio, comparei o desempenho de três modelos de IA generativa, quando questionados sobre qual era a pergunta mais importante que pode existir. 

Na resposta a esse pedido, um dos referidos modelos (Scopus AI) listou várias publicações, nomeadamente uma de título Attention is All You Need“, que não só tornou os seus autores super-ricos, mas que em apenas 7 (sete) anos recebeu mais de 50.000 citações na referida plataforma, o que é um feito extraordinário, pois quando se analisam as mais de meio milhão de publicações, produzidas em Portugal e indexadas nessa plataforma, constata-se que nunca houve alguma que tivesse chegado perto de 50.000 citações. O artigo mais citado de sempre, com co-autoria de um cientista Português é um artigo de titulo “The electronic properties of graphene“, onde participou um catedrático da Universidade do Minho e dois vencedores do prémio Nobel da Fisica, artigo esse que até hoje recebeu 21.000 citações. 

Curiosamente há poucos dias atrás, um artigo publicado na prestigiada revista Nature, fazia referência à tal altamente citada publicação, de título “Attention is All You Neeed“. Nesse artigo fica-se a saber que são de nacionalidade Norte-Americana e Chinesa as empresas que andam a publicar os artigos mais citados na área da inteligência artificial. As empresas europeias, essas parece que andam a ver passar os comboios, ao invés de prestarem a devida atenção aquilo que é não só muito importante como até crucial para o futuro da economia europeia, sobre o qual pairam várias ameaças.

PS – No contexto supra vale a pena revisitar o post do passado dia 14 de Junho “Os políticos Portugueses são distraídos ou padecem de tacanhez mental profunda?