A campanha de altos salários oferecidos pela arqui-inimiga das sete magníficas

A empresa Chinesa de IA Deepseek, que recentemente foi noticia a nível mundial por ter provocado um prejuízo catastrófico na bolsa dos EUA (de mais de 1.000.000 milhões de dólares), acaba de divulgar que pretende contratar especialistas talentosos com salários superiores a 144.000 euros/ano. https://www.publico.pt/2025/02/05/economia/noticia/deepseek-lanca-campanha-recrutamento-altos-salarios-responder-procura-2121400

É claro que apelidar de alto, um salário anual de 144.000 euros, é algo que só pode ser feito por jornalistas Portugueses, que parece que desconhecem que na Suíça há universidades públicas onde até os professores-auxiliares recebem anualmente mais do que isso https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html

E sobre esse miserabilismo Português, aconselho a revisitação de alguns posts anteriores, como por exemplo aquele onde se fala da inevitável fuga do talento Português: Definição de “Outstanding Achievement” segundo o maior centro de investigação na área de ciência e engenharia dos materiais

PS – A referida e muito minúscula empresa Deepseek, é a mesma que que há poucos dias atrás, um Professor Emérito de Finanças, de uma universidade Norte-Americana, David Krause, previu que poderá levar a um declínio substancial do valor das 7 (sete) magníficas (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, Nvidia, and Tesla).

Estudo em quase 70 países revela quais os temas mais importantes que a sociedade espera que os cientistas priorizem

Num aditamento, colocado na parte final de um post do passado mês de Janeiro, dei conta de um estudo que envolveu dezenas de milhares de pessoas em quase 70 países. Nesse post comentei apenas um único aspecto do referido estudo, o nível de confiança da sociedade nos cientistas. https://pachecotorgal.com/2025/01/19/the-economist__the-twin-forces-leaving-many-universities-struggling-to-remain-relevant-or-even-facing-financial-ruin/

Aquilo que na altura não mencionei foi que esse estudo mostra que a maioria das pessoas inquiridas pretende que os cientistas deem especial atenção à investigação em duas áreas muito especificas, saúde e energia, “..A majority of the public wants scientists to prioritize research on public health and solving energy problems”. 

Porém e muito embora os referidos dois temas pareçam à primeira vista levar à futura secundarização de muitas áreas cientificas, especialmente o tema da energia, o facto é que há poucos dias atrás, na universidade alemã de Muenster, se podia ler sobre uma abordagem multidisciplinar para lidar com o problema da energia, envolvendo cientistas de química, de biologia, economia e até mesmo de humanidades  https://www.uni-muenster.de/news/view.php?cmdid=14533

PS – No referido texto achei particularmente interessantes as declarações do catedrático de filosofia Michael Quante, “…Every single one of us bears an individual responsibility to become aware of the consequences of our own activities and to take an approach to using energy guided by the idea of sustainability“, que curiosamente vão precisamente ao encontro daquilo que há um ano atrás escrevi neste post aqui https://pachecotorgal.com/2024/02/16/new-moral-obligations-of-university-professors-and-researchers/

The Hidden Equations Behind Scientific Progress: The Art of Engineering Serendipity

Building upon a series of previous discussions on innovation—ranging from the 2023 exploration of game-changing breakthroughs in science and technology, to the in-depth analysis presented in early 2024 on practical strategies for reversing the decline in scientific disruption,  and most recently, the December 19 piece that examined the crucial role of polymathy in balancing competitiveness, economic growth, and sustainability— it is particularly relevant to highlight a newly published study that provides valuable insights into the mathematical foundations of discovery and innovation.

This recent research employs mathematical mapping to shed light on the intricate mechanisms that drive the process of discovery, revealing that innovation is not merely a product of chance or randomness. Instead, it follows structured and predictable patterns governed by Heaps’ law. This fundamental principle suggests that the emergence of novel ideas and discoveries adheres to mathematical relationships, reinforcing the notion that scientific and technological advancements unfold through identifiable, quantifiable processes rather than occurring arbitrarily. https://www.qmul.ac.uk/maths/news-and-events/news-/items/mapping-the-mathematics-behind-creation-and-innovation-.html

By leveraging these findings, scientists and researchers have the opportunity to refine their approach to discovery, shifting their focus from the mere pursuit of entirely new elements to the strategic recombination of existing knowledge. Rather than viewing innovation solely as the result of isolated breakthroughs, this perspective encourages a deeper exploration of how known concepts, technologies, and methodologies can be synthesized in novel ways, ultimately leading to more meaningful and impactful advancements across various fields of research.

Portugal e a inesperada humilhação da supremacia tecnológica Americana

O modelo Chinês de IA generativa DeepSeek-R1, lançado no dia 20 de Janeiro e cujo desenvolvimento custou menos de 6 milhões de dólares, 30 (trinta) vezes menos do que custou o ChatGPT, tornou-se a aplicação mais descarregada nos EUA e por conta disso as ações das empresas tecnológicas daquele país perderam mais de 1.000.000 milhões de dólares (1 trilião na versão Americana). 

A parte realmente irónica foi o facto do referido cataclismo bolsista, que constitui uma notória humilhação dos EUA, país cuja superioridade na área da IA se pensava imbatível, ter ocorrido poucos dias depois de Trump ter protagonizado um anúncio pomposo sobre um acordo de 500 mil milhões de dólares, envolvendo a gigante do software Oracle, para criar mais infraestruturas de IA, empresa essa cujas acções agora perderam de uma assentada dezenas de milhares de milhões de dólares.

Em vários posts anteriores dei conta da produção científica Portuguesa na área da IA, vide por exemplo o post de título “Instituições de ensino superior que ajudam Portugal a não fazer má figura no contexto da guerra Europa vs EUA vs China”  aproveito por isso para divulgar uma vez mais quais são aquelas instituições que desde o dia 1 de Janeiro de 2023 até hoje, produziram mais publicações científicas indexadas, vide lista abaixo:

PS – Talvez agora se consiga perceba melhor porque é que em 2021 achei importante analisar as colaborações científicas de Portugal com países estrangeiros ao longo dos últimos 60 anos, e porque é que em 2023 defendi que Portugal deveria privilegiar colaborações científicas com a China, e em Junho de 2024 voltei a fazê-lo no post de título Os políticos Portugueses são distraídos ou padecem de tacanhez mental profunda?” e ainda no passado dia 5 de de Dezembro divulguei a situação das instituições de ensino superior do nosso país, em termos de colaborações com universidades da China e no dia 8 do mesmo mês, analisei quais os investigadores nacionais altamente citados, que mais colaboram com cientistas Chineses. https://pachecotorgal.com/2024/12/08/estarao-os-investigadores-mais-citados-de-portugal-a-aproveitar-devidamente-a-notavel-ascensao-da-ciencia-chinesa/

Número de publicações científicas indexadas sobre IA produzidas desde Janeiro de 2023

Univ. do Porto……………136   

Univ. de Lisboa………….100     

Univ. de Coimbra………..64       

Univ. do Minho……………61       

Univ. Nova…………………55    

Univ. de Aveiro……………49      

ISCTE……………………….39        

UTAD…………………………37    

Inst. Pol. do Porto………..29           

Univ.  Beira Interior………26      

Inst.Pol. de Bragança…..20        

Inst. Pol. de Leiria………..16     

Inst. Pol. de Lisboa………16     

UALG……………..…….….12    

Inst. Pol. de Setúbal…….11           

Inst. Pol. Santarém……….9              

Inst. Pol. de Coimbra…….9             

Inst. Pol. de V.Castelo…..8      

Univ. Aberta…………………8              

IPCA…………………………..8        

Inst. Pol. de Portalegre….7             

Univ. da Madeira…………..6             

Inst. Pol. de Viseu…………5        

U.de Évora…………………..5           

Univ. dos Açores…………..4          

Inst. Pol. de Tomar………..4        

Inst. Pol. de C.Branco…..3            

Inst. Pol. de Beja…………..2              

Inst. Pol. da Guarda………2      

Estudo revela a receita para um jovem pós-doutorado conseguir emprego nas universidades dos países do primeiro mundo

Um recente artigo publicado na conhecida revista Nature, baseado na carreira de mais de 40.000 investigadores, mostra que a melhor forma de após a conclusão do pós-doutoramento, se conseguir um contrato como investigador ou professor, nas universidades da primeira divisão dos países do primeiro mundo, passa por se ter conseguido publicar, durante o pós-doutoramento, pelo menos um artigo que esteja no grupo dos 5% mais citados https://www.nature.com/articles/d41586-025-00142-y

Já nos países do segundo mundo, como Portugal, com universidades da segunda e até mesmo de terceira divisão (embora nalgumas delas haja áreas científicas que pertencem à primeira divisão), a melhor receita para conseguir um lugar, ainda é a de ser descendente de um catedrático, em 1º ou 2º grau, e é por isso que é especialmente importante, a tal medida proposta há pouco tempo pelo Ministro da tutela, que é certo não é muito ambiciosa, mas que pode ser um primeiro passo para atacar o nepotismo, que há muito estrangula o desenvolvimento das universidades Portuguesas. https://pachecotorgal.com/2024/12/14/ministro-fernando-alexandre-propoe-que-os-docentes-e-investigadores-nao-possam-ser-contratados-pelas-instituicoes-onde-se-doutoraram/

PS – Recordo que uma das formas mais eficientes de se conseguir ter artigos altamente citados é ser orientado por professores ou investigadores altamente citados, pois há vários estudos que já fizeram abundante prova disso mesmo https://pachecotorgal.com/2024/08/16/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-a-um-jovem-investigador-fuja-como-o-diabo-da-cruz-dos-catedraticos-de-obra-irrelevante/

“No mundo como está, precisamos de gente dura e não de gente mole”

“gente dura…É gente fiel aos princípios que fizeram o pouco de “civilização” que ainda sobra nestes tempos de ascensão do Inferno” https://www.publico.pt/2025/01/25/opiniao/opiniao/mundo-precisamos-gente-dura-nao-gente-mole-2120093

Aquilo que o Pacheco Pereira se esqueceu de referir no seu artigo de hoje, foi que nestes tempos “de ascenção do inferno“, os membros da Academia tem obrigações acrescidas em termos de mostrarem que não são moles, pois são eles, que como escreveu Chomsky, tem o dever de enfrentar aqueles possuidores de muito poder e que se acham acima da critica  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/the-responsibility-of-intellectuals-to.html

Declaração de interesses – Declaro que no passado critiquei por diversas vezes a falta de coragem de muitos académicos e que cheguei inclusive a sugerir publicamente, que aqueles que tem o “estatuto reforçado” de emprego, tenure, tivessem que fazer prova que alguma vez na sua vida disseram ou no mínimo, investigaram algo incómodo, aos olhos dos poderes instituídos ou fáticos, que justifique esse mesmo estatuto:  

A few years ago, I proposed to the Portuguese Minister responsible for higher education and science that a measure should be implemented to require tenured professors to demonstrate a track record of engaging in intellectually challenging or controversial research or discourse, as discussed in Chomsky’s essay on the responsibility of intellectuals.   In my perspective, if a professor has never found it necessary to exercise their tenure, it raises questions about their eligibility to maintain it. The guiding principle should be: tenure, use it or risk losing it.

What’s the Value of a Scientist Ranking That Excludes 90% of Nobel Laureates?

Building on my previous post from last November, which highlighted a compelling case study exposing the significant flaws in Clarivate’s HCR list, I’d like to draw attention to another valuable contribution on this topic. Recently published on January 25 in the journal Scientometrics, the paper is authored by three German researchers affiliated with the Fraunhofer Institute for Systems and Innovation Research and the Max Planck Society. Among them is Lutz Bornmann, the esteemed recipient of the De Solla Prize. The study provides further insights into the inherent weaknesses and limitations of Clarivate’s ranking methodology.

One of the most striking aspects of this paper is captured in Figure 5, which paints a sobering picture of just how poorly Clarivate’s HCR list performs when evaluated against the highest standard of scientific excellence: Nobel laureates. Astonishingly, the HCR list manages to include only about 10% of Nobel Prize-winning scientists, inexplicably excluding the vast majority of these globally recognized leaders in their fields. This fundamental oversight raises serious questions about the credibility and utility of Clarivate’s rankings as a measure of scientific impact.

In stark contrast, the Stanford Scientist ranking emerges as a far more reliable and robust alternative. According to the new paper, this ranking successfully identifies over 90% of Nobel laureates, showcasing its superior accuracy, methodology, and alignment with true measures of excellence in science. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05158-1#Sec11

Influência do número de investigadores listados no ranking da U.Stanford na subida das melhores universidades nos rankings internacionais

Ainda na sequência do post anterior, sobre as universidades que foram mais rápidas, as que foram mais lentas e ainda aquelas que muito estranhamente foram extremamente lentas a noticiar os últimos resultados do conhecido e prestigiado ranking de investigadores da Universidade de Stanford, aproveito para partilhar um interessante artigo que foi publicado há poucos dias atrás na revista Applied Economic Letters e que ontem comentei no email abaixo.  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/13504851.2025.2454533?src=

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De: F. Pacheco Torgal 
Enviado: 22 de janeiro de 2025 17:00
Para: H Qi, 

Cc: KH Cao, CK Woo, H Cai
Assunto: Research Letter – How much does the number of top 2% researchers move the global rankings of the world’s top 100 universities?

Dear Colleague

I just read your research letter and found it very interesting. However, I was wondering whether it was a good idea to combine accurate rankings, such as the Shanghai Ranking—widely respected for its focus on measurable and reproducible parameters, including Nobel Prizes—with rankings of lower quality, like THE or QS. These latter rankings have faced significant criticism from some academics. Check a list of negative comments about these rankings at the end of this post. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/jornal-publico-volta-dar-destaque-um.html

In my opinion, the Shanghai Ranking has only one significant flaw: its reliance on the flawed Clarivate Highly Cited Researchers list. https://pachecotorgal.com/2024/11/20/portugal-a-clear-case-study-highlighting-the-flaws-in-clarivates-hcr-list I hope that those responsible for the Shanghai Ranking will consider switching to the Stanford Ranking, which could be a more robust and reliable alternative. This ranking, is the only one worldwide that fulfills three fundamental conditions, namely the disambiguation condition, the removal of self-citations, and the fractional counting condition, which allows for the neutralization of the artificial advantage of articles with hundreds or thousands of co-authors. Moreover, this ranking offers an added advantage by avoiding the bias towards specific scientific disciplines https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/the-flawed-clarivate-list-of.html

PS – By the way, are you familiar with the findings of Faria and Mixon (2021)? They discovered that “the marginal impact of an additional academic publication on a scholar’s citations increases that scholar’s pay by anywhere from 2.8% to 8.9%.” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/the-marginal-impact-of-publication-on.html

O Drama da Ciência em Portugal – Cobardia para o Bem e Coragem para o Mal

Na sequência do meu post anterior do passado dia 24 de Dezembro, o sugestivo título A pífia proposta deste Governo, a incluir no RJIES, que na melhor das hipóteses, levará 18 anos a atingir o resultado pretendido“, devo dizer que achei de bastante desencorajador e até deprimente, um artigo de um catedrático da universidade Nova, publicado há poucos dias num certo semanário, que mesmo depois de ter reconhecido no mesmo a gravidade do tema, escrevendo “O inbreeding é um cancro nas instituições pois conduz à perpetuação de relações de poder feudais“, acha que neste país não há coragem politica nem sequer para aprovar a referida pífia proposta do Governo. 

Evidentemente, não partilho da sua opinião, até porque se este Governo teve tanta coragem para praticar maldades contra a ciência, como quando se aliou ao CDS e ao CHEGA para chumbar uma proposta que visava compensar o corte de quase 70 milhões de euros que o Governo de Luís Montenegro inscreveu no Orçamento de Estado para 2025, relativamente ao financiamento da FCT, porque é que agora não teria coragem para conseguir aprovar uma proposta (pífia), quando a mesma até poderia contribuir para minorar os efeitos do referido cancro que é responsável pelo subdesempenho científico das universidades Portuguesas ?

PS – Em 2022 divulguei um artigo de um conhecido investigador Português, o qual possui mais de uma dezena de publicações conjuntas com o anterior Ministro Manuel Heitor, no qual escreve preto no branco, sobre catedráticos que se comportam como Lordes Feudais.

Ajudar Portugal com a triplamente virtuosa receita TNN que um conhecido catedrático não foi capaz de enxergar

Na sequência do post anterior, sobre os quase 1 milhão de Portugueses em teletrabalho, faz todo o sentido divulgar que no caderno de economia do Expresso, um conhecido catedrático Português da London School of Economics-LSE, analisou o tema quente do momento, a quebra de natalidade e sobre esse tema mencionou um estudo que mostrou que o teletrabalho é uma das formas msis eficazes de inverter essa quebra, escreveu ele, mencionando aquilo que classifica como “um dos estudos mais promissores neste campo“, que nos casais que podem estar em teletrabalho a  “fertilidade dispara”.

Aquilo que esse catedrático não foi capaz de enxergar, foi de acrescentar que o teletrabalho não contribui somente para o aumento da natalidade, mas também para melhorar a situação económica de Portugal, por conta da possibilidade da transferência de muitos milhares de urbanitas para o Interior do país. Ao permitir que esses urbanitas possam beneficiar de uma vida perto da natureza, isso não só os beneficia a eles próprios, como mostrou um estudo baseado em quase 8000 pessoas, também permite beneficiar Portugal, permitindo poupar milhares de milhões de euros em despesas de saúde https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/telomeros-estudo-recente-mostra-como.html e essa transferência contribui também para reduzir as gravíssimas assimetrias regionais do nosso país, permitindo assim dar cumprimento à obrigação Constitucional de ordenamento harmonioso do território nacional (alínea b do nº 2 do Artº 66 da CRP), o que significa assim que é triplamente virtuosa a receita Teletrabalho, Natalidade e Natureza-TNN.

PS – Sobre poupanças de milhões de euros com gastos em saúde, faz sentido relembrar o estudo que foi publicado na revista científica Journal of Epidemiology and Community Health, que mostrou que a Finlândia consegue poupar anualmente milhares de milhões de euros, por conta de se ter tornado o país com a população menos sedentária da Europa, em posição radicalmente oposta à de Portugal, que é campeão europeu do sedentarismo e que por conta disso desperdiça assim todos os anos milhares de milhões de euros.