GPT-4 consegue reduzir custos com advogados em 99% (excepto em Portugal)

Ainda na sequência do post anterior, sobre os temores de uma catedrática de Direito, post esse em cuja parte final aparece um link para uma apresentação de título “Uma demonstração das diferenças entre o ChatGPT-4 e 3.5 que influenciam a investigação e a redação jurídica” aproveito para divulgar uma publicação muito recente, onde o desempenho de advogados séniores e advogados juniores é comparado com diversos modelos de Inteligência Artificial Generativa-IAG. A comparação de custos é apresentada na tabela 5https://arxiv.org/abs/2401.16212

É importante ressalvar que as publicações supra mencionadas, referem-se a países onde vigora a Common Law, que como é baseada em precedentes jurídicos, facilita o trabalho de pesquisa da IAG.  Já nos países como o nosso, onde vigora o Direito Romano-Germânico, que ao contrário daquela faz uso de uma “receita” jurídica codificada, em linguagem mais ou menos hermética (o catedrático Coimbrão Orlando de Carvalho, chamou-lhe uma aldrabice), o trabalho da IAG está dificultado, algo que sem dúvida, muito agradará aos catedráticos de Direito Portugueses, que tem por hábito encherem o bolso à custa da rendosa prática dos pareceres jurídicos, de 20.000-30.000 euros cada um https://www.dn.pt/portugal/crise-faz-aumentar-guerra-dos-pareceres-milionarios-1225319.html/

Quem não se lembra aliás, daquele lindo parecer catedrático, que garantiu que os 14 milhões de euros, recebidos por Ricardo Salgado de um conhecido construtor, eram afinal e tão somente uma “liberalidade” ? Uma coisa é certa, quem não engoliu a dita “liberalidade” foi porém um magistrado aposentado, que a esse respeito escreveu no seu blogue o seguinte: “estes pareceres desses catedráticos não custaram 35 mil euros ou até o dobro. Provavelmente custaram milhares de milhões…” ,  os tais milhares de milhões de euros que acabaram por sair dos bolsos dos contribuintes deste país !

É importante aproveitar esta oportunidade para lembrar que uma das desgraças de Portugal, é precisamente a de ter um sistema de justiça baseado no tal Direito Romano-Germânico, pois nos países onde se utiliza a Common Law, há menos corrupção, como o afirmam vários académicos, nomeadamente, Pellegrini and Gerlagh, autores do artigo “Causes of corruption: a survey of cross-country analyses and extended results“, Treisman, o autor do artigo “The causes of corruption; a cross national study” , ou ainda, Goel e Nelson, autores do artigo “Causes of corruption: History, geography and government“, e é também muito mais fácil criminalizar o enriquecimento ilícito. Já nos países, como o nosso, onde se aplica o segundo, é praticamente impossível fazê-lo. Não admira por isso que passados que estão mais de 200 anos desde a primeira Constituição e mais de 100 anos desde que Portugal se tornou uma República, ainda não é possível criminalizar o enriquecimento ilícito, vide post Magistrados querem enriquecimento ilícito na lei de uma vez por todas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/publicomagistrados-querem.html

Um lindo Acórdão de anulação de um concurso para uma vaga de professor catedrático na Universidade Nova

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/acordaoerros-grosseiros-em-concurso.html

Retomando um hábito antigo, por conta do qual divulguei vários Acórdãos de concursos da carreira docente do ensino superior, como aquele concurso mencionado no post supra, no qual o júri foi acusado pelos juízes de ter cometido erros grosseiros, aproveito para divulgar um Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul, que mandou anular um Concurso para uma vaga de catedrático na Universidade Nova de Lisboa. 

Do Acórdão em questão, apreciei particularmente da frase assassina, que abaixo se reproduz e que mostra que felizmente, “ainda há juízes em Berlim”: “Mal estaria a Administração se sobrepusesse a onerosidade procedimental ao principio da legalidade” https://www.dgsi.pt/jtca.nsf/170589492546a7fb802575c3004c6d7d/247e588b1d805101802589cf003273c2?OpenDocument

A universidade Nova de Lisboa, recorde-se, é uma universidade bastante fértil em casos peculiares. É a mesma universidade, que há poucos anos tinha um Director que mesmo estando em exclusividade recebeu 143 mil euros do Santander e que agora até tem um Reitor, que recebe dois salários, muito embora o especialista em Direito Administrativo, Paulo Veiga e Moura, consultado pelo jornal Público (e que há 20 anos atrás me patrocinou, com sucesso, numa acção de anulação de um concurso docente), afirme que a referida acumulação salarial, é “completamente ilegal“, leia-se, viola o tal princípio da legalidade. https://www.publico.pt/2024/01/22/sociedade/noticia/reitor-nova-ganha-dois-salarios-universidade-2076766

Neste contexto faz todo o sentido questionar, como é que (algumas) universidade querem viver à altura (leia-se aproveitar) das mudanças verdadeiramente radicais trazidas pela IAG, que vieram reforçar enormemente, o valor da ética e da integridade  se não conseguem sequer fazer o mínimo dos mínimos, que é respeitar o princípio da legalidade ?

PS – A universidade Nova de Lisboa é também a mesma universidade, onde um catedrático escreveu publicamente que havia docentes com medo de falar https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/ha-professores-da-unova-com-medo-de-se.html

Declaração de interesses – Declaro que já anteriormente defendi a fusão da Universidade Nova com a Universidade de Lisboa, vide post de Fevereiro do ano passado, de título “Presidente da comissão de avaliação do ensino superior vaticina a fusão e até mesmo o fecho de instituições” “Quanto a fusões, a primeira e a mais urgente delas todas, será a fusão da universidade Nova com a universidade de Lisboa. Seguidamente devem extinguir-se os Politécnicos do Porto e de Lisboa, porque o ensino superior politécnico, no século XXI, faz sentido, principalmente num contexto de desenvolvimento regional. Assim, o primeiro será integrado na universidade do Porto e o segundo na universidade que resulta da fusão das duas supracitadas” 

O “banho de sangue” social antecipado por um milionário Português

Na página 72 da interessante edição do passado mês de Dezembro da revista Economist “The Word Ahead 2024” (a tal edição que me permitiu fazer 5 (cinco) posts) estava escrito que “durante o ano de 2024 a China ultrapassará a Alemanha e o Japão para se tornar o primeiro exportador de carros, por conta da procura pelos carros eléctricos“. E de facto não foi preciso esperar muitos meses, pois logo em Janeiro, foi isso mesmo que aconteceu. 

No contexto supra, é pertinente divulgar uma longa entrevista, ao milionário Presidente executivo da monstruosa transnacional Stelantis (que gere 14 marcas automóveis, 1/4 de milhão de trabalhadores e possui um volume de negócios anual de 190.000 milhões de dólares, superior ao de muitos países, e representado quase 80% de toda a actividade económica Portuguesa, se dividirmos o PIB Português pelos 5 milhoes que trabalham neste país, temos um valor que é 15 vezes inferior ao do valor médio dos trabalhadores da Stelantis) o Português Carlos Tavares, incluída no caderno de economia do semanário Expresso, onde aquele diz que os Chineses já conseguem produzir veículos elétricos, com o mesmo custo dos carros com motor a combustão, e disse também que se os veículos eléctricos que eles exportam para a Europa tem preços elevados, similares aos veículos electricos europeus, é apenas porque os Chineses “não querem ser acusados de um banho de sangue social” pois o sector de produção de automóveis na Europa dá trabalho a quase 14 milhões de pessoas. 

Felizmente que o jornalista do Expresso fez o trabalho de casa e não se esqueceu inclusive de mencionar o artigo da revista The Economist, dedicado à invasão de veiculos elétricos Chineses, tema esse que até fez capa dessa edição, cujo título fala do terror do Ocidente perante a invasão dos carros Chineses https://www.economist.com/leaders/2024/01/11/an-influx-of-chinese-cars-is-terrifying-the-west

Seja como for, viver na ilusão que a China irá manter indefinidamente a sua posição misericordiosa, de não querer levar à falência a indústria automobilista europeia, é no mínimo pouco prudente e irrealista, até porque a China atravessa actualmente, um período de evidentes dificuldades (colapso do mercado imobiliário e elevado endividamento de empresas Chinesas), que já obrigaram aquele país  a vender participações em empresas estrangeiras, para assim conseguir entre 300.000 a 500.000 milhões de dólares, de que necessita urgentemente, para financiar um fundo de estabilização:

“China should promptly establish a stock stabilization fund to boost market confidence, aiming for 10 trillion yuan ($1.4 trillion) or more, according to Liu Yuhui from the Chinese Academy of Social Sciences.  Initially set between $300 billion and $500 billion, the fund’s size should be adjusted based on the country’s capital market value. In response to a slumping stock market, Chinese authorities are reportedly considering measures, including mobilizing around 2 trillion yuan from offshore accounts of state-owned enterprises”  https://finbold.com/whats-going-on-in-china-is-the-stock-market-about-to-collapse/

PS – Quem garantidamente, não vai ajudar a preparar o nosso país, para se tornar economicamente mais competitivo (e aguentar a concorrência Chinesa) é o Partido Indignado Grunhidor (PIG), cujas propostas alucinantes, levariam mais depressa Portugal à falência do que levou o Governo de José Sócrates. Seja como for neste contexto, tenho a obrigação de repetir a declaração de interesses que já tinha feito anteriormente: “…até hoje ainda só não critiquei o PAN (por razões mais do que óbvias) e o Partido Livre (porque é liderado por uma pessoa decente e corajosa, por quem tenho respeito e consideração, e com o qual tenho algo importante em comum (e também com o complexo escritor Jorge Luís Borges), a rejeição e a repulsa pelas macacadas do chuto e da cabeçada num objecto esférico”. E nessa declaração até me esqueci, do facto do deputado Rui Tavares, ter sido o único deputado da Assembleia da República que confrontou a Ministra Elvira Fortunato com a sua falta de memória https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/a-oportuna-falta-de-memoria-da-ministra.html

Scientific Rebellion: The Moral Imperative for Innovation Resurgence and Safeguard Our Planet

In the concluding section of the preceding post, I presented 10 pieces of advice from ChatGPT aimed at enhancing the creativity of scientists (and individuals alike). However, fostering creativity among scientists addresses only one facet of the challenge. To truly reverse the trend of diminishing disruption in science, the other crucial aspect involves cultivating a greater number of rebellious scientists. As highlighted in 2019 by the distinguished physicist Carlo Rovelli, these individuals play a vital role in catalyzing revolutionary breakthroughs. Rovelli succinctly expresses,  “You have to be a rebel to be a creative scientist”. 

When prompted for a list of seven pieces of advice to cultivate a greater number of rebellious scientists, ChatGPT provides the response below.  

Emphasizing the paramount importance of the final piece of counsel, a point that I find especially noteworthy, my memory is drawn to a post dated January 7th that explored the insights of a German author and his book unraveling the complexities of navigating through failures. This pivotal topic demands increased attention within university curricula, as resilience stands as a cornerstone of entrepreneurial success, playing an indispensable role in the dynamic landscape of the contemporary knowledge economy, and holding substantial relevance in the establishment of technology-based companies. 

1 – Establish a culture that values and rewards risk-taking in research. 

2 – Encourage conferences and symposiums that promote disconnection from mainstream ideas. 

3 – Identify and celebrate scientists who challenge conventional thinking and norms. 

4 – Develop awards or recognition programs for scientists who successfully challenge established norms. 

5 – Establish mentorship programs that pair young researchers with experienced rebel scientists. 

6 – Encourage a culture where failure is seen as a valuable learning experience rather than a detriment to one’s career. 

7 – Create spaces for sharing failure stories to reduce the stigma associated with unconventional approaches.

PS – In this pivotal era, the imperative for rebellious scientists has reached an unprecedented level. Prominent scientists themselves are making explicit appeals for the cultivation of this rebellious spirit: “scientists should join civil disobedience movements to fight these unprecedented crises.” https://www.nature.com/articles/s41559-019-0979-y 

O imperativo e urgente dever moral de fomentar a rebeldia científica

Na parte final do post anterior divulguei 10 conselhos do ChatGPT, que podem contribuir para o aumento da criatividadade de cientistas (e não só), porém o aumento da criatividade dos cientistas representa apenas uma face da moeda, da inversão da redução da disrupção da ciência, a outra face é a do aumento do número de cientistas rebeldes, que segundo o conhecido físico Carlo Rovelli, são imprescindíveis para protagonizar essa disrupção https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html

Quando se pede ao ChatGPT uma lista com sete conselhos para aumentar o número de cientistas rebeldes, a resposta dele é aquela que abaixo se reproduz. 

Sobre o último conselho, que entendo como particularmente importante, recordo o post de 7 de Janeiro, sobre um autor alemão e o seu livro que explora a complexidade de lidar com os fracassos. Um tema crítico que devia merecer muito maior ênfase nas universidades, porquanto a resiliência é a pedra angular do sucesso empresarial, sendo por isso vital na actual economia do conhecimento e no contexto da criação de empresas de base tecnológica.

1 – Establish a culture that values and rewards risk-taking in research.
2 – Encourage conferences and symposiums that promote disconnection from mainstream ideas.
3 – Identify and celebrate scientists who challenge conventional thinking and norms.
4 – Develop awards or recognition programs for scientists who successfully challenge established norms.
5 – Establish mentorship programs that pair young researchers with experienced rebel scientists.
6 – Encourage a culture where failure is seen as a valuable learning experience rather than a detriment to one’s career.
7 – Create spaces for sharing failure stories to reduce the stigma associated with unconventional approaches.

Se houve alguma altura na história em que a Humanidade mais necessitou de cientistas rebeldes é agora, em que até mesmo reputados cientistas fazem apelos bastantes explicitos a essa rebeldia: “scientists should join civil disobedience movements to fight these unprecedented crises.” https://www.nature.com/articles/s41559-019-0979-y

PS – Sobre o tema supra vale a pena revistar o post anterior sobre o medo na Academia Portuguesa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/como-pode-universidade-interpelar.html

O novo fenómeno do Entroncamento, o sucesso do Partido Indignado Grunhidor-PIG

Só mesmo em Portugal, é que seria possível assistir a um verdadeiro fenómeno do Entroncamento, que foi ver ontem uma sondagem no caderno principal do semanário Expresso, a dar 21% ao partido que é liderado por aquele porco que eu já tinha comentado aqui, que consegue fazer aquilo que somente islamistas radicais (disfarçados) seriam capaz de fazer, exprimir tanta critica, rejeição e recriminação contra o Papa Francisco, o maior Símbolo do cristianismo na Terra, e isso unicamente por motivos que merecem elogio, como aqueles que foram revelados em 2020: https://www.tsf.pt/opiniao/porque-e-que-andre-ventura-nao-gosta-do-papa-12988546.html/

1 – André Ventura não tolera o Papa que pede que os refugiados que atravessam o Mediterrâneo não sejam abandonados à sua sorte.  

2 – André Ventura não tolera o Papa que apela à solidariedade e à igualdade entre povos.  

3 – André Ventura não tolera o Papa que quer uma Igreja pobre para os mais pobres.  

4 – André Ventura não tolera o Papa que pede alívio da dívida aos países com menos recursos.  

5 – André Ventura não tolera o Papa que acusa o capitalismo de matar.  

6 – André Ventura não tolera o Papa Francisco porque os seus discursos e homilias são sistematicamente a favor dos fracos contra os fortes, a favor da fraternidade contra o egoísmo, a favor da inclusão e contra a exclusão.   

Em boa verdade, o partido do André Ventura, o Partido Indignado Grunhidor (PIG), é apenas isso mesmo, um partido de um homem só, que só existirá enquanto André Ventura viver e que serve somente para criticar (e até mesmo como veículo de ódio). Deus nos livre se algum dia o PIG chegar a ser Governo neste país. As suas propostas radicais, com custos de milhares de milhões de euros, levarão Portugal à falência muito mais depressa do que o conseguiu o deplorável Governo de José Sócrateshttps://expresso.pt/politica/partidos/2024-01-14-Medidas-de-Ventura-ja-custam-mais-de-115-mil-milhoes-de-euros–cerca-de-44-do-PIB–a6a10ff4

Declaração de interesses – Declaro que jamais votaria no referido PIG, porque mesmo se por hipótese o Ventura se arrependesse e agora passasse a elogiar o Papa Francisco, mesmo que por hipótese ele renegasse às supracitadas propostas radicais, mesmo que por hipótese ele repudiasse o apoio comprometedor (e muito esclarecedor) do famigerado Bolsonaro e do governante mais corrupto da UE, ainda assim jamais votaria num fanático da bola (amigo do Luís Filipe Vieira Vieira, que está acusado de três crimes de fraude fiscal e 19 de falsificação de documentos) o tal jogo estupidificante, cujo valor civilizacional é quase o mesmo que um porco a andar de bicicleta  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/entendiveis-esquecimentos-situacoes.html

PS – A sondagem do Expresso que dá 21% ao PIG, revela outras coisas, que não agradarão ao Ventura, isto é, que relativamente ao segmento dos votantes que possuem um curso superior, o PIG só consegue recolher a mesma percentagem de votos da CDU. Felizmente, a esmagadora maioria dos diplomados deste país, dá mostras de uma elevada rejeição, tanto relativamente à CDU como ao PIG

10 practical pieces of advice for reversing the decline in scientific disruption

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/are-asian-employees-truly-less-creative.html

Building upon the preceding post (accessible through the link above) titled “The creativity of Asian employees and the quest for immortality through “creative achievements in art or science” and drawing attention to the June 2022 post where I delved into an article featured in The Economist, exploring the intriguing realm of employers who advocate for the utilization of psychedelic drugs for heightened creativity and referencing a substantial study conducted in January 2023, based on 45 million articles and 3.9 million patents, which suggests that Science is experiencing a decline in disruptive innovation.

I encourage you to delve into a recent article that further explores transformative moments in creative thinking. Referencing historical figures such as Archimedes and Isaac Newton, the article underscores the significance of disrupting the default network through sensory experiences to foster unique insights and perspectives. Additionally, the text underscores the salience network as a crucial mechanism that reallocates neural resources in response to unexpected stimuli, thereby contributing to the creative thinking process. https://bigthink.com/business/how-isaac-newton-and-the-salience-network-can-unleash-your-creativity/

In this context, it’s noteworthy to recall a paper led by a Harvard researcher (and a team of ten researchers from various universities) that identified a correlation between heightened creativity and individuals’ ability to engage brain networks that typically function independently. Describing the creative brain as uniquely wired, the study highlighted the simultaneous activation of networks associated with memory, mental simulation (default mode network), detection of important information (salience network), and the maintenance of focus on useful ideas (executive control network). https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1713532115

When asked about practical advice to unlock creative thinking potential, ChaGPT provided 10 insightful recommendations, outlined below:

ChatGPT: Individuals can harness the capacity for creative thinking by actively engaging with their sensory experiences and intentionally disrupting their default mode network. Here are some practical ways to do so:

  1. Take Sensory Breaks: Give yourself moments to disconnect from routine thinking and engage in sensory experiences. A change in environment or a sensory break can stimulate creative insights.
  2. Create Contemplative Spaces: Newton’s breakthrough occurred in a contemplative mood under an apple tree. Designate spaces or times for contemplation and self-reflection to allow your mind to wander freely without the pressure of routine thinking.
  3. Challenge Familiar Perspectives: Recognize when you’re stuck in routine and challenge familiar perspectives. Actively seek moments to step away from customary thought processes to foster new insights and ways of looking at things.
  4. Embrace Unplanned Leisure: Newton’s unplanned leisure during the plague outbreak led to his groundbreaking ideas. Embrace unplanned leisure and downtime; sometimes, the most creative thoughts emerge when you least expect them.
  5. Disrupt Default Mode Network (DMN): Understand the role of the DMN and actively disrupt it to allow for new representations and ideas. Seek activities or experiences that shake up habitual patterns and encourage new perspectives.
  6. Acknowledge Salience Network’s Role: Acknowledge the role of the salience network in redirecting attention to unexpected and salient information. Embrace moments of unpredictability and use them as cues to explore new possibilities.
  7. Leverage Cognitive Alarms: Like the salience network’s alarm bell, pay attention to cognitive alarms that signal a deviation from the expected. Use these moments to either tweak existing plans through active inference or completely disrupt routines for perceptual inference.
  8. Engage Senses for Cognitive Ejector Seat: Think of sensation as your built-in DMN ejector seat. Actively engage your senses to interrupt habitual thought processes, allowing for a shift in preferences and a radical change in perspective.
  9. Learn from Frontotemporal Dementia (FTD): Recognize the importance of the salience network in mediating the relationship between habits and the world. Learn from FTD research that emphasizes the role of the salience network in allowing new knowledge to disrupt habits and impulses.
  10. Embrace Radical Shifts: Break free from conventional perspectives and habits. Embrace the idea that a radical shift in your script, rather than small changes, can lead to greater creativity, fulfillment, and a more satisfying life.

O artigo da Comissão Lancet Pathfinder e aquilo que Portugal deveria fazer (na área da habitação) mas não faz

O extenso artigo de 44 páginas, diz respeito aos trabalhos da Comissão Lancet Pathfinder, que foi criada para avaliar o potencial e a magnitude dos benefícios para a saúde, das politicas de mitigação dos gases com efeito estufa, através da síntese de evidências científicas. O referido artigo é fruto do trabalho de 32 co-autores, e entre eles contam-se cientistas famosos, como por exemplo o Sueco Johan Rockström, a quem a plataforma Scopus credita mais de 60.000 citações e um impressionante h-index=86

A parte relativa a edifícios e infraestruturas aparece nas páginas 15-17. merecendo destaque os benefícios múltiplos associados a um caso de estudo, sobre reabilitação energética de quase 1000 edificios. Aliás, sobre o tema da reabilitação energética de edificios, e para se perceber aquilo que Portugal deveria fazer, mas infelizmente não faz, vale a pena revisitar o post de título “O inovador e multiplamente virtuoso super-bónus fiscal que permite resolver vários problemas simultaneamente” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/o-superbonus-que-consegue-resolver.html

Declaração de interesses – Declaro que o supracitado artigo cita um capítulo de um livro, publicado há quatro anos atrás, do qual fui editor principal e cuja segunda edição, se iniciou no passado mês de Janeiro, conforme dei conta num post com um título singular.

Caos – Uma plataforma para dar cabo dos lucros bilionários das revistas científicas

Ainda na sequência do post anterior, onde se comentou um artigo publicado na revista The Economist no dia 18 de Janeiro, o qual deu conta de uma nova realidade criada pela Inteligência Artificial, que na minha opinião fez renascer uma anterior e inovadora proposta do catedrático jubilado Terry Younghttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html aproveito para divulgar uma plataforma, que permite a publicaçáo de artigos, afastando totalmente as revistas científicas desse processo. Uma visita a essa plataforma https://www.qeios.com/ permite ficar a saber que a mesma já foi utilizada por mais de 60.000 investigadores, incluindo de Stanford, Harvard, Oxford e Cambridge:

“…Qeios (pronounced “chaos”) has been operating as a pre-print platform for young scientists to quickly release findings and generate feedback through crowd-sourced peer review prior to publication” https://www.publichealth.columbia.edu/news/new-journal-seeks-reduce-bias-scientific-publishing

Recordo que em 2021, a própria Comissão Europeia, lançou uma plataforma, que de igual forma também pretende contribuir para arruinar o negócio das revistas cientificas: https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/o-monopolio-das-revistas-cientificas.html

PS –  Mas muito melhor do que uma plataforma que evita que comunidade científica sustente os lucros bilionários das revistas científicas, é uma plataforma, que além disso, ainda consiga pagar aos autores dos artigos, aos revisores desses artigos (inclusive a peritos que analisem o potencial de patenteamento das descobertas de muitos desses artigos e ajudem a preparar esses pedidos de patentes) e finalmente, que consiga ainda estabelecer conexões entre investigadores, empreendedores e business angels https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/a-smart-platform-to-fairly-reward.html

A new platform to ruin the multibillion-dollar profits of scientific journals

Referring back to the aforementioned post, which discussed an article featured in The Economist on January 18th shedding light on the transformative impact of Artificial Intelligence, and introducing an innovative proposition by emeritus professor Terry Younghttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html  I would like to seize this opportunity to spotlight a groundbreaking platform that revolutionizes the publication of articles, eliminating the traditional reliance on scientific journals. A visit to the platform, https://www.qeios.com/, reveals that it has garnered widespread adoption, boasting a user base of over 60,000 researchers, including prominent institutions such as Stanford, Harvard, Oxford, and Cambridge.

“…Qeios (pronounced “chaos”) has been operating as a pre-print platform for young scientists to quickly release findings and generate feedback through crowd-sourced peer review prior to publication” https://www.publichealth.columbia.edu/news/new-journal-seeks-reduce-bias-scientific-publishing

It’s worth noting that in 2021, the European Commission also launched a platform with the explicit aim of challenging the conventional model of scientific journal publication  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/the-monopoly-of-scientific-journals-has.html

PS – Far superior to a platform that hinders the scientific community from sustaining the billion-dollar profits of scientific journals, it is a revolutionary platform that not only pays the authors of the articles but also paýs the dedicated reviewers (including experts who analyze patent potential and aid in preparing patent requests). Additionally, it facilitates meaningful connections between researchers, entrepreneurs, and business angels. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/a-smart-platform-to-fairly-reward.html