https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/the-economistartificial-intelligence.html
Há seis anos atrás a The Economist previu que a AI iria retirar os médicos do seu pedestal. Vide post acessível no link supra. À época essa previsão pode ter parecido excessiva, pois na altura ainda não havia nenhum ChatGPT, o modelo que passou a estar disponível ao público apenas dois anos depois. Contudo é precisamente esse modelo de IA generativa que hoje é utilizado diariamente por 40 milhões de pessoas unicamente para questões relacionadas com saúde, facto que levou a empresa proprietária do mesmo a lançar esta semana uma “ferramenta” dedicada somente a questões de saúde https://expresso.pt/newsletters/conversas-ao-ouvido/2026-01-08-40-milhoes-usam-o-chatgpt-todos-os-dias-por-motivos-de-saude.-esta-semana-fui-eu-6304a189
No contexto supra é pertinente recordar que no passado dia 18 de Setembro no post de titulo “O futuro bastante negro dos estudantes que agora ingressam num curso de medicina” divulguei um estudo que demonstrou que a IA consegue acertar em mais de 80% dos diagnósticos clínicos complexos, contra apenas 20% de médicos experientes, divulguei ainda um outro estudo da conhecida universidade Johns Hopkins, que desenvolveu um modelo de IA capaz de prever ataques cardíacos fatais com até 93% de precisão, e também o desempenho de um novo modelo de IA, desenvolvido por um consórcio europeu, que consegue prever o risco do aparecimento de mais de mil doenças com várias décadas de antecedência https://pachecotorgal.com/2025/09/18/o-futuro-bastante-negro-dos-estudantes-que-agora-ingressam-num-curso-de-medicina/
Paradoxalmente, enquanto a IA aplicada à medicina evolui a um ritmo alucinante, as faculdades de medicina continuam a formar profissionais como o faziam há várias décadas décadas, preparando-os para competir com máquinas que já os superam de forma clara em diagnóstico, previsão e análise clínica. Se ao menos fosse possível dizer que, pelo menos, os médicos ainda conseguem superar as máquinas tratando os doentes de forma bastante empática. Mas nem aí esses profissionais conseguem um melhor desempenho do que a IA: pois como mostra a ciência, a IA é capaz de responder de forma significativamente mais empática do que os próprios médicos. Veja-se, por exemplo, o estudo publicado na revista científica Journal of General Internal Medicine, que envolveu mais de 1.400 participantes. https://link.springer.com/article/10.1007/s11606-025-10068-w?
Acresce que a utilização da IA em Portugal é especialmente vantajosa por um motivo particular, a IA irá permitir poupar muitos milhões de euros, ao contrário de um elevado número de médicos Portugueses que possui uma estranha atracção pela fraude, que custa aos contribuintes deste país o valor astronómico de quase 800 milhões de euros por ano (um valor superior ao que Portugal gasta todos os anos a pagar o salário de milhares de investigadores), que é basicamente o mesmo que termos 2600 médicos todos os anos a cometerem fraudes de 300.000 euros cada um!
PS – O presente post não constitui um ataque gratuito a toda a classe médica, mas uma critica contundente aos inúmeros maus profissionais que a integram, os quais escolheram o curso de Medicina apenas como um meio oportunista de enriquecer rapidamente. Como é óbvio, há muitos médicos que são profissionais extraordinários e também pessoas invulgares, e que eu próprio já louvei em posts anteriores, como por exemplo um de nome Domingos Machado, ou aquele médico que mencionei num post que se tornou um dos mais visualizados https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/01/muito-provavelmente-este-e-o-melhor.html